Membros / Amigos

Conheça mais de nossas Postagens

Research - Digite uma palavra ou assunto e Pesquise aqui no Blog

sábado, 16 de dezembro de 2017

Perseverando na Fé

“Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” Ap 3.21

Perseverando na Fé

O tema da perseverança é um dos assuntos que causa polêmica no meio evangélico. De um lado, os que crêem que o crente não perde a sua salvação; do outro, os que creem que é possível sim o crente apostar-se da fé. Aqui, é importante ressaltar que não se deve confundir “apostasia” com o “pecado ou desvio acidental”. Neste último caso a pessoa pode, à luz da parábola do Filho Pródigo, fazer o caminho de volta; naquele, o coração é endurecido pelo engano do pecado, a pessoa se mostra com uma dura cerviz, assim, a Palavra de Deus mostra que esse caminho não tem volta (Hb 3.13; 10.26,27).

A Perseverança na fé e a possibilidade de voltar a atrás

De acordo com a Palavra de Deus, perseverança remonta a ação contínua do Espírito Santo na vida do crente. A ideia é de que dia a dia o Espírito Santo nos ajuda a combater os nossos adversários espirituais e carnais (Rm 8.1). Logo, perseverança não significa que ao proclamar a fé em Cristo já temos a segurança eterna, mas que dependemos cotidianamente do Espírito. A possibilidade de a apostasia acontecer deve ser levada a sério de acordo com a advertência do escritor de Hebreus: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério” (Hb 6.4-6). Não por acaso o Senhor Jesus advertiu: “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus” (Lc 9.62). E mais: “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem” (Jo 15.6). Bem como disse o apóstolo dos gentios aos gálatas: “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído” (Gl 5.4). Poderíamos listar muitas outras advertências: 1Tm 1.19; 1Tm 4.1; 2Tm 2.12. O alerta para perseverarmos na fé é porque há sim a possibilidade de enfraquecermo-nos e apostatar-nos da fé.

Vivendo seguros em Deus

O perigo da apostasia é real, mas podemos também desfrutar da segurança da salvação. Não podemos procurar contradição nessas duas realidades, mas à luz do Evangelho precisamos desfrutar da dadivosa certeza da vida eterna que é muito maior que o perigo de cair da graça. Em Cristo, fomos chamados à vida eterna!  Revista Ensinador Cristão nº72

A vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. Há uma gloriosa promessa para quem perseverar até o fim.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Timóteo 4.6-8

Somos gratos a Deus por nossa salvação mediante a fé em Jesus Cristo. Agora como filhos de Deus precisamos perseverar fiéis até o fim. Devemos buscar a Deus, rejeitar o pecado e resistir à apostasia que é uma transgressão irrestrita capaz de levar a pessoa a um estado de cauterização da mente, tornando-a insensível à voz do Espírito Santo, sendo portanto um caminho sem volta.

INTRODUÇÃO

A Bíblia nos revela a salvação em Cristo e a confirmação desse bem precioso por intermédio da testificação do Espírito Santo (Rm 8.16). A consequência dessa realidade espiritual é desfrutarmos de uma imensa alegria que só os salvos podem obter enquanto peregrinam como testemunhas de Cristo nesta vida. Entretanto, convém alertar que as Escrituras mostram a possibilidade de se perder a salvação em casos de apostasia da fé em Cristo. Por isso, o crente deve perseverar na fé.

I. A PERSEVERANÇA BÍBLICA

1. Conceito bíblico de perseverança.
Perseverar remonta a ideia de permanecer, resistir, em nosso caso, não desistir da fé cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e perseguição. Nosso desafio, mesmo vivendo tais dificuldades, é o de mantermo-nos inflexíveis e firmes na fé em Cristo, esperando pacientemente nEle em tudo. É uma capacidade divina para resistir ao dia mau (Ef 6.13).

2. Provisão divina e cooperação humana.
A ideia popular de que “uma vez salvo, salvo para sempre” não tem amparo concreto nas Escrituras, pois se fosse assim, não haveria necessidade de esforço e disciplina para uma vida de santidade frente às tentações e às provações, o que atestaria contrariedade à bondade de Deus em conceder aos seres humanos o livre-arbítrio (Sl 25.12; Pv 3.31; Mc 13.22). Assim, a perseverança da vida cristã é iniciada e garantida em Cristo (Fp 1.6), com o auxílio do Espírito Santo (Jo 14.26; Lc 11.13; Rm 8.26), juntamente com a cooperação e a sujeição do crente ao senhorio de nosso Senhor (2Pe 1.10; Tg 4.7-10).

¨¨PERSEVERANÇA BÍBLICA

Perseverança provém da palavra grega proskarteresis e tem a ideia de constância, paciência e persistência cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e provocação e, mesmo assim, continuar inflexível e firme na fé em Cristo, esperando e dependendo pacientemente dEle em tudo e para tudo. Trata-se de uma capacidade divina para resistir ao dia mau (Ef 6.13) em que, “mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo” (1 Pe 1.5). Outra palavra utilizada é plerophoria, que significa “plenitude de convicção e confiança”.


A perseverança traz embutida a ideia de que o salvo deve esforçar-se para não perder a sua salvação. Por isso, a Bíblia afirma que é “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15). Satanás, o mundo e a “concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1Jo 2.16) servem de constante tentação para afastar o crente do lugar que ele ocupa em Cristo. Por isso, devemos constantemente vigiar e orar para não cairmos em tentação (Mt 26.41), pedindo a Deus que nos guarde em sua benignidade e verdade (Sl 40.11). Quanto a esse assunto, Armínio escreveu que:

A respeito da perseverança dos santos [...] as pessoas que foram enxertadas em Cristo, pela fé verdadeira, e assim têm se tornado participantes de seu precioso Espírito vivificador, dispõe de poderes suficientes [ou forças] para lutar contra Satanás, contra o pecado, contra o mundo e a sua própria carne, e para obter a vitória sobre esses inimigos, mas não sem a ajuda da graça do mesmo Espírito Santo. Jesus Cristo, também pelo seu Espírito Santo, as auxilia em todas as tentações que enfrentam, e lhes proporciona o pronto socorro de sua mão; também entendo que Cristo as guarda não as deixando cair, desde que tenham se preparado para a batalha, implorando a sua ajuda, e não querendo vencer apenas por suas próprias forças. (ARMINIO, 2015a, p.232.)

A expressão “uma vez salvo, salvo para sempre” não tem apoio concreto nas Escrituras. Caso assim fosse, não precisaria haver nenhum esforço para a pureza e a santidade, e isso atestaria contra a bondade de Deus de conceder o livre-arbítrio aos seres humanos (Sl 25.12; Pv 3.31; Mc 13.22). Assim, a perseverança é iniciada e garantida por Cristo até o dia final (Fp 1.6) e conquistada pelo crente em cooperação e sujeição a Ele (2Pe 1.10). Aos crentes que perseverarem há a promessa e a esperança de serem conservados até o fim (1Co 1.8).


Embora o crente conte com a ajuda do Espírito Santo para perseverar na fé, algumas providências precisam ser tomadas para que essa ajuda seja efetiva na vida. São elas:

Cultivar uma vida de oração (Ef 6.18; Mt 26.41) que submeta e confesse a Cristo as tentações e aflições da vida e busque nEle a ajuda necessária para vencer;
Manter o coração e a mente sob o escudo da fé, que desfaz as investidas de Satanás (Ef 6.16);
Desenvolver uma dependência de Deus em todas as situações, quer favoráveis ou não (1Ts 5.18); essa dependência leva à humildade, que pode livrar da queda e do tropeço (Pv 29.23);
E, por fim, cultivar a esperança que manterá os olhos em Cristo e na eternidade (1Co 13.13).

O crente precisa ter o firme propósito de perseverar nos caminhos do Senhor, pois, para resistir ao Diabo (Tg 4.7), ele terá de ter essa firmeza; caso contrário, será vencido pelas astutas ciladas do maligno (Ef 6.11). Os sofrimentos e as provas do cristão podem ajudá-lo a produzir nele essa perseverança (Rm 5.3) — desde que as provas sejam aceitas como uma possibilidade de crescimento espiritual. Pedro foi duramente provado pelo Diabo ao negar Jesus, mas o mestre intercedeu por ele para que não desfalecesse na fé (Lc 22.31-32). “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência [ARA - perseverança]; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. E a esperança não traz confusão” (Rm 5.3-5a). Portanto, temos para com o Pai um intercessor para ajudar-nos a perseverar na fé (1Jo 2.1), mesmo que as provas sejam aparentemente impossíveis de serem vencidas.


É preciso permanecer em Cristo até o fim.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Perseverar
“[Do gr. hupomone; do lat. perseverantia]. Constância, tenacidade. Capacitação que o crente recebe, através do Espírito Santo, para permanecer fiel até a vinda de Cristo Jesus. No grego, o termo serve para ilustrar a coragem demonstrada pelo soldado em plena batalha. Perseverança é a virtude varonil que só o filho de Deus pode ter” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.298).


II. O PERIGO DA APOSTASIA

1. Conceituando apostasia.
Apostasia (do gr. apostásis) que significa afastamento, remonta ao “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. É negar, renunciar e distorcer propositalmente o ensino das Escrituras Sagradas. A Palavra de Deus revela que o início da apostasia tem a ver com a “obediência” a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios ensinadas por homens mentirosos (1Tm 4.1) que torcem o conteúdo do ensino bíblico, negando a pessoa ou a obra de Cristo (Jd v.4; 2Co 11.13,14; 2Pe 2.1). Aqui, é importante não confundirmos apostasia com o pecado acidental. Neste, o crente ainda pode alcançar graça e misericórdia de Deus — confessando-o e deixando-o (Pv 28.13; 1Jo 2.1,2); aquela, é decisão deliberada e premeditada, sendo impossível voltar atrás (Hb 6.4-6; 10.26,27).

2. A prática da apostasia.
O Inimigo de nossas vidas, juntamente com as hostes espirituais da maldade, deseja pelejar contra nós (Ef 6.12). Entretanto, a prática do pecado é uma responsabilidade pessoal e intransferível do indivíduo (Ez 18.4,20; cf. Rm 6.23). Nesse sentido, a apostasia sempre será praticada de maneira consciente, deliberada e voluntária. Veja alguns exemplos de apostasia nas Escrituras: rejeição consciente e voluntária à obra de Cristo (Jo 13.25-27); pecado voluntário, consciente e maldoso (At 5.3-5; 8.20); ensino de doutrinas heréticas (2Pe 2.1).


A apostasia pode levar à perda da salvação.

SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO

Apostasia
“[Gr. apostasia, ‘um abandono ou deserção da fé’]. Embora a palavra grega seja usada apenas duas vezes no Novo Testamento (At 21.21; 2Ts 2.3), ela é encontrada na LXX várias vezes, como em Josué 22.22, para expressar a rebelião do povo de Deus, e em 2 Crônicas 29.19 em que vasos santificados no Templo foram lançados fora”
(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.161).



Leia mais sobre Apostasia:

III. SEGUROS EM CRISTO

1. Cristo garante a salvação.
Embora haja a possibilidade de o crente apostatar-se da fé, a fidelidade de Cristo nos garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis até sua vinda (Jd v.1; 1Ts 5.23,24). Podemos nos sentir seguros em Cristo, pois Ele tem poder de nos manter livres de tropeços (Jd v.24). A oração sacerdotal de Jesus revela muito dessa segurança: “dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos” (Jo 10.28).

2. A alegria da salvação.
Uma das maravilhosas consequências que alcançamos quando aceitamos a Cristo é a alegria da salvação (Sl 51.12; Is 12.3; Lc 15.22-25,32). Agora não temos mais o peso da culpa e da condenação, pois somos aceitos e amados por Deus, assim, o efeito prático disso é vivermos uma vida cheia de alegria (Lc 10.20).

3. A certeza da vida eterna.
O nosso fundamento na certeza da vida eterna não está firmado no mérito próprio, mas única e exclusivamente no mérito da obra salvífica de Cristo Jesus (Hb 9.27,28). Embora tenhamos o livre-arbítrio para tomar decisões, o Espírito Santo age para nos converter do caminho errático (Jo 16.8). Ainda que falhemos em alguma coisa, nosso Senhor nos “prende” por meio dos laços de amor, trazendo-nos de volta ao aprisco (Lc 15.7; cf. 1Jo 5.13).

¨¨SEGUROS EM CRISTO

A segurança da salvação é gerada na mente do crente na experiência de salvação, que é tão marcante e revolucionária181 que gera essa certeza incontestável. Além dessa experiência espiritual e emocional que gera certeza, o crente também crê por fé que, uma vez confessando a Cristo como seu salvador, seu intelecto compreende, e o Espírito Santo testemunha em sua consciência, pois “o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16), gerando nele a certeza da salvação, que é como um testemunho interior, a qual manifesta a segurança da salvação, que é garantida por fé na graça de Cristo. Jesus disse que os seus ouviriam a sua voz, ou seja, uma forma de ter certeza da salvação é o quanto se é capaz de ouvir a voz de Jesus, “[...] e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz” (Jo 10.4).

É mediante a fé que estamos guardados “na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo” (1Pe 1.5); assim, resta-nos crer nEle; a parte dEle é guardar-nos. A responsabilidade do crente é aproveitar-se continuamente dos meios da graça que Deus proveu para seus filhos. O cristão não pode guardar a si mesmo; antes, deve submeter-se ao poder imenso do Deus que nele habita e pode guardá-lo. Cabe ao crente alimentar-se constantemente da Palavra de Deus para vencer as dúvidas e apagar os dardos inflamados do maligno através do escudo da fé (Ef 6.16), rendendo-se ao ministério do Espírito Santo para manter a comunhão com Deus através da oração, para, assim, ter a mente ocupada com tudo aquilo que diz respeito ao Reino de Deus (ver Fp 4.8).

A segurança da salvação não é oriunda de um pensamento positivo e nem uma mera expressão de otimismo; é, antes, uma persuasão divina causada pela atuação do Espírito Santo e que está em sinergia com a fé do crente. Todavia, pode haver uma autoilusão quanto à certeza da salvação, originada pelo convencimento hipócrita de se estar andando com Deus, ou mesmo alguém pode ser enganado por demônios por estar na prática constante de pecados grosseiros e deliberados. Nesse caso, a suposta certeza da salvação deve ser comprovada por evidências externas de virtude moral e espiritual (1 Jo 2.3-6). Dessa forma, havendo testemunho interior do Espírito e evidências externas, pode-se acalmar o coração quanto à salvação.

Alguns crentes vivem com certo pavor de terem perdido ou de, no futuro, perderem a salvação. Isso, entretanto, demonstra que eles não entenderam corretamente o que é a segurança da salvação. Esses crentes olham para dentro de si mesmos e tentam descobrir se estão salvos pelas evidências emocionais, quando, na verdade, deve-se olhar para o que a Palavra de Deus diz (Rm 10.9-10). Quando esses crentes percebem que a conduta deles não está de acordo com o que julgam ser a vida cristã e, então, encontram fraquezas e falhas, sua certeza desaparece; todavia, eles julgam que seu comportamento é correto, sentem-se seguros; entretanto, o que falta, na verdade, é crer de coração na Palavra de Deus, que afirma que o sacrifício de Cristo é suficiente para cobrir todos os pecados e também para libertar de falsas culpas que a religiosidade tenta criar para amedrontar os crentes. “Se Deus ficou satisfeito [em Cristo] e decidiu receber-nos, devemos alegrar-nos em crer que fomos recebidos e descansar em sua Palavra.”182 Isso, contudo, não quer dizer que “uma vez salvo, salvo para sempre”; apenas afirma nossa segurança em Cristo se não apostatarmos da fé.

Embora o crente corra o risco de perder sua salvação por causa de suas atitudes (2 Tm 4.7-8), a fidelidade de Cristo e a certeza do cumprimento de suas promessas garantem que esse mesmo crente será guardado e conservado (Jd 1) irrepreensível até a sua vinda (1 Ts 5.23-24). Para ter a segurança da salvação, o crente precisa confiar no poder de Deus que o livra de tropeçar e que o mantém irrepreensível (Jd 24-25). Na oração sacerdotal, Jesus orou pelos discípulos e por aqueles que se haviam de salvar, afirmando que Ele mesmo cuidaria deles: “e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai” (Jo 10.28,29).

A segurança em Cristo é afirmada na mente do crente através da atuação do Espírito Santo em seu interior e na sua consciência, como consequência da fé e do testemunho do Espírito Santo em sua consciência. Isso garante que se viva na esperança e na certeza da confiança na graça e na misericórdia de Deus e que o crente poderá partir desta vida sem qualquer medo ansioso, ou pavor terrível ou temor da morte,183 pois encontrará o Cristo ressuscitado esperando-o nas mansões celestiais.

Uma das melhoras consequências que alcançamos ao aceitarmos a Cristo é que podemos ter certeza da salvação (Sl 51.12; Is 12.3; 1 Jo 5.13), pois agora não temos mais o peso da culpa e da condenação e somos aceitos e amados por Deus e, assim, o efeito prático é que se pode viver uma vida muito feliz e radiante (Lc 10.20).

Não podemos ter certeza da salvação a partir de qualquer obra ou mérito próprio. Essa certeza é unicamente possível através da confiança que o cristão tem em Cristo e em sua obra. Embora tenhamos a liberdade de caminhar para onde quisermos e fazer o que quisermos, o Espírito Santo age em nossa mente errante e convence-nos do pecado (Jo 16.8). Podemos ser vacilantes, intemperantes e termos dúvidas, mas Ele prende cada um de nós com laços de amor, trazendo-nos de volta ao aprisco (Lc 15.7).

Nem mesmo o sofrimento de Paulo levou-o a desanimar ou diminuir sua confiança em Deus: “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Tm 1.12). O verbo que Paulo utiliza está no tempo pretérito perfeito composto, indicando um ato de continuidade, ou seja, uma fé exercida no início, porém mantida firme durante as duras provações e dúvidas inerentes à vida cristã. A afirmação denota uma confiança contínua na fidelidade de Deus, tantas vezes experimentada por Paulo. A expressão do apóstolo indica um conhecimento profundo (“eu sei”), que é construído com um relacionamento íntimo e amoroso com alguém, no qual se confia porque se construiu essa confiança e são conhecidas as suas ações e pensamentos em seu favor.

O “Dia” final de Paulo é o momento em que esperança e a fé — construídas aqui nesta vida quanto à certeza da salvação e na tensão da caminhada cristã do “já agora” e do “ainda não” — fundir-se-ão no horizonte eterno e alcançarão sua concretização final para a alegria de multidões de salvos que estarão diante do Trono do Cordeiro, porque creram na esperança da salvação que se tornou real: “Porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos” (Rm 8.24-25).

181 BERGSTÉN, 2005, P.165.
182 DUFFIELD; CLEAVE, 1991, P.341.
183 ARMÍNIO, 2015A, P.233.

Se permanecermos fiéis a Cristo estaremos seguros até o fim.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“De acordo com as Escrituras, a perseverança refere-se à operação contínua do Espírito Santo, mediante a qual a obra de Deus começou em nosso coração e será levada a bom termo (Fp 1.6). Parece que ninguém, seja qual for a sua orientação teológica, é capaz de levantar objeções à semelhante declaração” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.375,376).

CONCLUSÃO
O perigo da apostasia é uma realidade, mas a certeza da vida eterna é uma dádiva tão gloriosa que suplanta esse perigo. Não há o porquê de procurar contradição quanto à relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio do homem. Deus é poderoso para, em Cristo, nos guardar até o dia final a fim de que perseveremos nEle em meio às provações da vida (2Tm 1.12).


Fonte:
¨¨Livro de Apoio - 4º Trim/17 – A Obra da Salvação - Claiton Ivan Pommerening
Lições Bíblicas Adultos 4º trimestre/17 - A Obra da Salvação — Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida – Comentarista: Claiton Ivan Pommerening

Aqui eu Aprendi!

A educação secular em tempos trabalhosos

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” Hb 13.8

TEXTO BÍBLICO - 2 Timóteo 3.1-7

1 — Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 — porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 — sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 — traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 — tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
6 — Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências,
7 — que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

INTRODUÇÃO

No final do século XX o mundo passou por profundas mudanças sociais, culturais e tecnológicas, dando início à pós-modernidade. Acompanhando o espírito desta época, a filosofia educacional das escolas e faculdades de hoje é marcada pelo relativismo, pelo naturalismo ateísta e pela doutrinação ideológica, representando, assim, enorme desafio aos estudantes cristãos.

O intuito desta lição é demonstrar que a Bíblia não aprova o anti-intelectualismo e a aversão ao estudo sistematizado. Ao mesmo tempo, veremos a necessidade de preparo bíblico e apologético do jovem cristão, para confrontar os ataques proferidos pelos inimigos da cruz.

I. EDUCAÇÃO EM TEMPOS PÓS-MODERNOS

1. Relativismo.
A filosofia educacional que dita grande parte do ensino nas salas de aula de hoje fundamenta-se no relativismo, o qual nega a existência da verdade objetiva e afirma que cada pessoa pode construir a sua própria verdade. Nessa concepção, a sua verdade é a sua verdade, e a minha verdade é a minha verdade; e as crenças são, em última análise, questão de contexto social, gostos e interesses pessoais. “O que é certo para nós talvez não o seja para você” e “o que está errado em nosso contexto talvez seja aceitável ou até mesmo preferível no seu”, dizem os relativistas. Ao desconstruir valores e princípios imutáveis, o relativismo pedagógico promove inversão de valores e acaba com os referenciais éticos para a sociedade e consequentemente, os que se submetem a esse tipo de educação aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade (2Tm 3.7).

Isso não é perigoso somente para a fé cristã — que têm na existência da verdade objetiva um de seus fundamentos — mas é perigoso para a sociedade em geral. Ao desconstruir valores e princípios imutáveis, o relativismo pedagógico promove inversão de valores e acaba com os referenciais éticos para a sociedade.

2. Naturalismo ateísta.
Apesar de ser fruto da modernidade, período que depositou a confiança no método científico, o naturalismo ateísta predomina ainda hoje nas escolas e universidades. Ao desconsiderar antecipadamente a existência de Deus como algo possível (Rm 1.21), tal pensamento defende que o universo, a vida e o ser humano são resultantes de fatores aleatórios e acidentais, destituídos de qualquer sentido, propósito e valor intrínseco.

Esse tipo de pensamento que dita hoje as aulas da grande maioria das universidades seculares, a partir da premissa que o avanço científico fez desaparecer a necessidade de um Criador para explicar a origem do universo e da espécie humana. Essa é a razão pela qual hoje boa parte dos estudantes universitários são convidados a deixarem suas “crenças religiosas ultrapassadas” longe das salas de aulas, pois esse espaço, segundo dizem, é destinado à produção imparcial de conhecimento segundo evidências cientificas (e não baseado na fé). Essa filosofia está presente não somente nas ciências naturais, mas em todas as áreas da produção acadêmica, incluindo-se aí as ciências exatas, biológicas, humanas e sociais.

3. Doutrinação ideológica.
De muitas maneiras, o ensino contemporâneo está impregnado de ideologias partidárias, antirreligiosas e até mesmo imorais. Educadores tendenciosos, em vez de ensinarem tão somente o conteúdo de suas disciplinas, buscam realizar verdadeira doutrinação ideológica dos alunos, enredando-os com filosofias e vãs sutilezas (Cl 2.8). Em outros casos, o próprio poder público tenta induzir os alunos a assimilarem noções distorcidas sobre ética, sexualidade e religião em sintonia com as ideias daqueles que ocupam o poder, mediante programas e adoção de material literário que sirvam aos seus interesses.

Pense!
“Os homens se tornaram cientistas porque esperavam haver leis na natureza, porque acreditavam num legislador” (C. S. Lewis).

Ponto Importante!
A filosofia educacional que dita grande parte do ensino nas salas de aula de hoje fundamenta-se no relativismo, o qual nega a existência da verdade objetiva e afirma que cada pessoa pode construir a sua própria verdade.

II. A CONTRIBUIÇÃO DO CRISTIANISMO PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA

1. O valor da educação.
Somente a fé cristã fornece adequadamente o pressuposto que fundamenta a necessidade da educação. A doutrina da depravação humana (Rm 3.23) explica a natureza do homem e ao mesmo tempo exige um processo pedagógico de constante instrução acerca da Lei de Deus. Nessa perspectiva, a educação não é um fim e si mesmo. Ela serve para nos proporcionar conhecimento e desenvolver habilidades e atitudes que honrem o propósito de Deus para o ser humano. Certo teólogo inglês captou essa verdade ao dizer que “o conhecimento deve, em primeiro lugar, nos conduzir à adoração a Deus, a quem nos submetemos com plena admiração” (Rm 11.33).

2. O surgimento das universidades.
Em decorrência disso, a história da educação e do surgimento das primeiras universidades no Ocidente (Paris, Bolonha, Oxford, Cambridge) está intimamente ligada ao cristianismo. A própria palavra “universidade” foi concebida com a ideia de encontrar unidade na diversidade. Com base nas Escrituras, acreditava-se numa verdade fundamental, que interligava todas as áreas do pensamento humano. Como o Deus cristão é único, a fonte de todas as verdades, o currículo era unificado pois esperava-se que toda disciplina lançasse luz sobre as demais e com elas se harmonizasse.

3. Fé cristã e a ciência.
Igualmente, não há como falar em ciência sem mencionar a contribuição cristã. O pensamento de que o universo obedece a um conjunto de leis fixas e que o papel do cientista é basicamente desvendar tais leis, surge da concepção cristã. Nesse sentido, C. S. Lewis escreveu: “Os homens se tornaram cientistas porque esperavam haver leis na natureza, porque acreditavam num legislador”. Isso explica porque proeminentes cientistas do passado acreditavam em Deus, homens como Galileu, Kepler, Pascal, Boyle, Newton, Faraday, Babbage e Mendel. A boa ciência, portanto, não refuta a existência do Criador! Ela revela as maravilhas da criação de Deus (Rm 1.19,20).

Pense!
“A Educação Cristã, tendo como base o Evangelho de Cristo, transforma radicalmente o ser humano, tornando-o útil a Deus, à sociedade e a si mesmo” (Claudionor de Andrade).

Ponto Importante!
O pensamento de que o universo obedece a um conjunto de leis fixas e que o papel do cientista é basicamente desvendar tais leis, surge da concepção cristã.


CONCLUSÃO

Não há, afinal, incompatibilidade entre fé cristã e intelectualidade. Assim como Daniel e seus amigos, os crentes podem sobressair no meio estudantil, inclusive no ambiente universitário, visto que somente a Palavra de Deus fornece as bases adequadas para a plena formação do ser humano.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD - Jovens - 4º Trimestre de 2017
Título: Seguidores de Cristo — Testemunhando numa Sociedade em ruínas - Comentarista: Valmir Nascimento

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

"Jerusalém é a capital de Israel, leia a Bíblia" , lembra Netanyahu

Em visita à França, primeiro-ministro de Israel manda recado ao mundo

O presidente francês, Emmanuel Macron (R), recebe o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu
após sua chegada ao palácio do Eliseu em 10 de dezembro de 2017 em Paris. 
/ AFP PHOTO / ludovic MARIN
O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu neste domingo (10), o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu para uma visita oficial ao país. Durante a coletiva de imprensa, expressou sua desaprovação sobre o reconhecimento dos EUA de Jerusalém como capital de Israel e, ao mesmo tempo, pediu ao líder israelense que “mostre coragem” no avanço das negociações de paz.

“Essas declarações não promovem a segurança, especialmente a segurança de palestinos e israelenses”, disse Macron após três horas de conversações com o primeiro-ministro israelense.

Netanyahu, por sua vez, questionou: “Onde mais seria a capital de Israel, além de Jerusalém?”. O líder israelense enfatizou que desde a refundação do país (em 1948) a sede do governo e os tribunais estão localizados na cidade sagrada. Essa é uma tradição histórica e religiosa que é mencionada desde que a Bíblia foi escrita.

“Jerusalém nunca foi capital de nenhum outro povo”, disse ele, numa referência velada ao fato de não haver comprovação histórica que um “povo palestino” tenha se estabelecido algum dia na cidade.

“Paris é a capital da França. Jerusalém é a capital de Israel. Tem sido a capital de Israel por 3.000 anos, sendo capital do Estado moderno de Israel há 70 anos. Respeitamos sua história e suas escolhas e, como amigos, esperamos que respeitem as nossas”, enfatizou Netanyahu.  Ressaltando que há abundantes provas históricas da relação dos judeus com sua capital, disse que as tentativas da ONU e dos outros países em negar isso por motivações políticas são “um absurdo”. “Vocês podem ler sobre tudo isso em um livro muito bom chamado a Bíblia”

Falando com  Macron, mas com isso deixando claro ao mundo sua postura, assegurou “Isso também é essencial para a paz. Penso que a paz deve ser construída sobre o alicerce da verdade, sobre os fatos do passado e sobre o presente. Esta é a única maneira de construirmos um futuro pluralista e bem-sucedido”.

Por sua vez, Macron reiterou que “o congelamento da construção de assentamentos e medidas que mostrem confiança em relação à Autoridade Palestiniana são atos importantes para começarmos”.

Desde o anúncio de Trump, na quarta-feira, tem havido ataques na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza, onde os palestinos protestaram. Nos confrontos com as forças de segurança, pelo menos 4 pessoas foram mortas. Vários foguetes foram disparados da Faixa de Gaza, mas foram interceptados ou caíram em áreas desertas.

Respondendo a Macron, Netanyahu disse que a paz não seria possível, a menos que os palestinos aceitassem que Jerusalém é a capital de Israel. Ele enfatizou que o mais importante em qualquer acordo de paz é que ambos os lados reconheçam que o outro tem o direito de existir. “Isso é o que bloqueia a paz israelense-palestina”, insistiu.

Lembrou ainda que deseja retomar as negociações, mas nunca obteve resposta dos palestinos. “Eu invoquei repetidamente o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e eu faço isso aqui novamente, no Elysee. Isso é um gesto de paz. Nada poderia ser mais simples.”

Netanyahu também falou de um plano de paz regional “externo”, que veria a normalização com países árabes pavimentar o caminho para a paz com os palestinos. Publicamente, a ideia foi amplamente rejeitada pelo mundo árabe.

Anunciando que visitará Israel no ano que vem, Macron finalizou dizendo: “Israel é nosso amigo e não aceitamos ataques terroristas”.

Para ouvir o áudio vá ao topo da pagina e dê pausa na radio Gospel



Com informações de Times of Israel
Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Jerusalém, capital de Israel - Discurso de Benjamin Netanyahu

Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu - Discurso apos o presidente americano Donald Trump reconhecer Jerusalém como a capital de israel

Benjamin Netanyahu (Foto: Abir Sultan/AP)
Apenas setenta anos atrás, os judeus foram levados ao matadouro como ovelhas.

Sessenta anos atrás, não tínhamos país. Nenhum exército.

Sete países árabes declararam a guerra ao nosso pequeno estado judaico, apenas algumas horas após a sua criação!

Nós éramos apenas 650 judeus, contra o resto do mundo árabe! NENHUM FID (Exército de Defesa de Israel). Nenhuma força aérea poderosa, apenas pessoas corajosas com nenhum lugar para ir.. Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito, Líbia, Arábia Saudita, todos nos atacaram ao mesmo tempo.

O país que as Nações Unidas nos deram foi de 65% do deserto. O país estava no meio do nada.

35 anos atrás! Lutamos contra os três exércitos mais poderosos do Oriente Médio, e nós os varremos. Sim, em seis dias... Nós lutamos contra várias coalizões de países árabes, que possuíam os exércitos modernos e muitas armas soviéticas, e sempre os derrotamos!

Hoje nós temos:
• Um país;
• Um exército;
• Uma poderosa força aérea; *
• Uma economia de estado-da-arte que exporta milhões de dólares;
• Intel - Microsoft - A IBM desenvolve produtos em casa;
• Nossos médicos recebem prêmios por pesquisa médica. *



Nós fizemos o deserto florescer, e vender laranjas, flores e vegetais em todo o mundo.

Israel enviou seus próprios satélites para o espaço! Três satélites ao mesmo tempo!

Estamos orgulhosos de estar no mesmo ranking que:

• Estados Unidos, que tem 250 milhões de habitantes;
• A Rússia, que tem 200 milhões de habitantes;
• A China, que possui 1,3 bilhão de habitantes;
• Europa - França, Grã-Bretanha, Alemanha - com 350 milhões de habitantes.

Um dos poucos países do mundo a enviar objetos para o espaço! Israel é agora parte da família das potências nucleares, com os Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França e Grã-Bretanha..

Nunca admitimos oficialmente, mas todos sabem, que apenas a sessenta anos atrás, fomos levados, envergonhados e sem esperança, para morrermos no deserto!

Nós extirpamos as ruínas fumegantes da Europa, ganhamos nossas guerras aqui com menos do que nada. Nós construímos nosso pequeno "Império" do nada.

Quem é o Hamas para nos assustar? Vocês me fazem rir!

A Páscoa foi celebrada; Não esqueçamos sobre o que a páscoa trata.

• Nós sobrevivemos ao Faraó.
• Nós sobrevivemos aos gregos.
• Sobrevivemos aos romanos.
• Sobrevivemos à inquisição na Espanha.
• Temos os pogroms na Rússia.
• Sobrevivemos a Hitler.
• Sobrevivemos aos alemães.
• Sobrevivemos ao Holocausto.
• Sobrevivemos aos exércitos de sete países árabes.
• Sobrevivemos a Saddam.
• Continuaremos a sobreviver aos inimigos presentes hoje também.

Pense em qualquer momento da história humana! Pense nisso! Para o povo judeu, a situação nunca foi melhor! Então vamos enfrentar o mundo.

Lembre-se: todas as nações ou culturas que uma vez tentaram nos destruir, já não existem hoje -  enquanto nós, ainda vivemos!

Os egípcios? Os gregos? Alexandre da Macedônia? Os romanos? (Alguém ainda fala latino estes dias?) O Terceiro Reich?

 E olhe para nós: a Nação da Bíblia. Os escravos do Egito. Ainda estamos aqui.

E nós falamos o mesmo idioma! Antes e agora! Os árabes ainda não sabem, mas aprenderão que há um Deus ... enquanto conservarmos nossa identidade, sobreviveremos.

Então, perdoe-nos:

• Por não nos preocuparmos.
• Não chorarmos.
• Não termos medo.

As coisas estão bem por aqui. Certamente poderiam melhorar.

No entanto: Não acredite na mídia, eles não dizem que nossas festas continuam a acontecer, que as pessoas continuam a viver, que as pessoas continuam saindo, que as pessoas continuam a ver amigos.

Sim, nossa moral é baixa. E daí? Somente porque choramos nossas mortes, enquanto outros se regozijam em derramar nosso sangue?. É por isso que vamos vencer, no final.

"Levanto meus olhos para os montes e questiono: de onde me virá o socorro?
O socorro virá do meu SENHOR, o Criador dos céus e da terra!
Ele não deixará que teus pés vacilem; não pestaneja Aquele que te guarda.
Certamente não! De maneira alguma cochila nem dormita o guarda de Israel.
O Eterno é o teu protetor diuturno; como sombra que te guarda, Ele está à tua direita.
Não te molestará o sol, durante o dia, nem de noite, a lua.
O SENHOR te guardará de todo o mal, Ele protegerá a tua vida!
Estarás sob a proteção do SENHOR, ao saíres e ao voltares, desde agora e para todo o sempre!" - Salmos 121.1-8
Texto amplamente divulgado na internet


GLORIA DEUS!
Aqui eu Aprendi!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Jerusalém, a capital de Israel

E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra. Zacarias 12:3

A decisão do presidente dos Estados Unidos de assinar o reconhecimento oficial da cidade de Jerusalém como a capital de Israel, além de ser o cumprimento de uma promessa de campanha, foi também uma atitude que lavou a moral do povo americano na falta de seus presidentes desde 1995, quando foi proposto esse reconhecimento através da lei: “Jerusalem Embassy Act” de 1995, aprovada por 93 votos a 5 no Senado, e por 374 votos a 37 na Câmara de Representantes.

Segue um trecho dessa lei: “Desde 1950, a cidade de Jerusalém tem sido a capital do Estado de Israel (…). De 1948 a 1967, Jerusalém foi uma cidade dividida e cidadãos israelenses de todas as crenças, bem como cidadãos judeus de todos os Estados, tiveram negado seu acesso a locais sagrados controlados pela Jordânia. Em 1967, a cidade de Jerusalém foi reunificada durante a Guerra dos 6 Dias. Desde então, Jerusalém tem sido uma cidade administrada por Israel, e pessoas de todas as crenças religiosas tem tido assegurado acesso total a todos os locais sagrados dentro da cidade. Esse ano marca o 28º ano consecutivo em que Jerusalém tem sido administrada como uma cidade unificada, em que os direitos de todas as crenças tem sido respeitados e protegidos”.

Portanto, a lei americana de 1995, que foi cabalmente cumprida nesse dia 06 de dezembro,  já reconhecia Jerusalém como capital de Israel e autorizava a transferência da embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém. No entanto ela foi preterida sistematicamente por Clinton, Bush e Obama, levando 22 anos para ser cumprida.

As declarações de Donald Trump em seu discurso destacou a posição de Israel entre as nações: “Israel é uma nação soberana e tem o direito”, não deixou de fora a importância da Cidade Santa para os judeus, cristãos e muçulmanos e enfatizou Israel como um exemplo de democracia (diga-se de passagem a única do tipo no Oriente Médio): “Jerusalém não é somente o coração de três grandes religiões, mas é também o coração de uma das mais bem-sucedidas democracias do mundo”. Ainda preciso destacar o que o presidente norte-americano chamou de óbvio: “Finalmente reconhecemos o óbvio: Jerusalém é a capital de Israel. É um reconhecimento da realidade. É o certo a se fazer e precisa ser feito.” E por último o presidente reafirmou que sua decisão não pretende acabar com o compromisso de um acordo de paz envolvendo ambos os povos em conflito na Terra Santa: “Queremos um acordo que seja ótimo para israelenses e palestinos”.

Após as declarações do Presidente Trump sobre reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu declarou em seu pronunciamento de gratidão que: “não haverá nenhuma mudança no estatus quo dos locais sagrados. Israel sempre garantirá liberdade de culto pra judeus, cristãos e muçulmanos.”

Então, por quê todo esse frenesi internacional com a decisão do Presidente Trump em reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e da transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a capital Jerusalém? Pretendo responder essa pergunta Politicamente (o presente de Israel), Biblicamente (o passado de Israel) e Profeticamente (o futuro de Israel).

Politicamente, porque em 1947, quando a Assembleia Geral da ONU decidiu pelo plano de partilha da Palestina entre um Estado árabe e outro judeu, Jerusalém foi designada como “corpus separatum” (corpo separado), sob controle internacional. No dia 14 de maio de 1948 houve a declaração da Independência do Estado de Israel. O plano, porém, não chegou a ser implementado, pois os árabes rejeitaram a decisão soberana da ONU e no dia seguinte (15/05/1948), iniciou-se a guerra da Independência, onde cinco nações árabes (Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque) atacaram o recém formado Estado Judeu com o claro objetivo de “afogar os judeus no mar”. Ao final do conflito, Jerusalém foi dividida, com a parte ocidental sob controle de Israel e a parte oriental controlada pela Jordânia.

De 1949 a 1967 (18 anos) Jerusalém oriental esteve sob domínio jordaniano e nunca foi declarada capital de qualquer que seja o povo, os lugares sagrados para os judeus foram proibidos de serem visitados. Até que em 1967, uma nova aliança entre Egito, Síria e Jordânia foi estabelecida e as emissoras de rádio, árabes, transmitiam  programas em hebraico que anunciavam à população israelense que seu fim estava próximo. Israel invocou direito de defesa e desencadeou um ataque preventivo. Ao fim de seis dias de combate, a Judéia, a Samaria, Gaza, a Península do Sinai e o planalto do Golan estavam sob o controle de Israel. A cidade de Jerusalém, que estivera dividida entre Israel e Jordânia desde de 1949, foi reunificada sob autoridade de Israel, na chamada Guerra dos 6 Dias. Em Jerusalém estão o parlamento israelense, as casas do primeiro ministro e presidente de Israel, além dos ministérios.

Após 1967 a ONU estabeleceu que o status de Jerusalém deveria ser definido em negociações entre israelenses e palestinos, o que responderia ao fato de as embaixadas ainda estarem em Tel Aviv. Além, do agravante em que a Autoridade Palestina deseja que a parte leste de Jerusalém seja a capital de seu almejado Estado. Colocando a cidade de Jerusalém em disputa, trazendo maiores desentendimento entre os dois povos. Biblicamente Jerusalém pertence a Israel desde a conquista do Rei Davi, por volta do ano mil a.C. (2 Samuel 5:4-9), e apesar do cativeiro babilônico (586 a.C.) e a destruição pelos romanos (70 d.C.), a cidade sempre permaneceu como centro da vida política, religiosa e cultural do povo judeu como inspirado e eternizado no Salmo 137:5-6 “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria” e jamais foi capital de qualquer reino dominante da região (Romano 63 a.C. – 313 d.C., Bizantino 313-636 d.C., Árabe 636-1099 d.C., Cruzados 1099-1291 d.C., Mameluco 1291-1516 d.C., Otomano 1517-1917 d.C., Britânico 1917-1948 d.C.).

Profeticamente, Jerusalém como apontou o profeta: “Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor” (Zacarias 12:2a). Antes mesmo de Washington aprovar a decisão de 1995 a mídia internacional já ecoava em tom apocalíptico as preocupações da comunidade internacional com a medida. Dando voz a líderes da União Europeia (UE), da Liga Árabe e de diversos países que temem danos ainda maiores à estabilidade na região.

Contudo, foram esses tais “líderes” que trouxeram um discurso inflamado de ódio, rejeição e de confrontação e não de diálogo em busca de um possível acordo de paz entre as partes. O líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, advertiu em conversa telefônica com o presidente americano sobre as “consequências perigosas” de tal decisão para os esforços de paz no Oriente Médio, bem como para a segurança e estabilidade da região. Enquanto o grupo terrorista Hamas ameaçou iniciar uma nova intifada – rebelião popular ou levante – contra Israel. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou em discurso televisionado que “Jerusalém é uma linha vermelha para os muçulmanos”. Já no dia seis de dezembro foguetes foram disparados de Gaza contra Israel e manifestações contra a decisão americana foram realizadas em Jerusalém, por palestinos.

Quanto as  acusações de que Donald Trump estaria causando instabilidade na região ou no mundo, pode-se dizer que o mundo nunca realmente foi um lugar seguro. Somente no século passado tivemos duas guerras mundiais com mais de 1000 milhões  de vítimas entre mortos e feridos e do início do século pra cá já temos contemplado várias guerras regionais e civis. E não parece que os muçulmanos radicais precisam realmente de um motivo para realizarem atentados terroristas contra os infiéis, judeus e cristãos. Vemos assim o cumprimento das palavras do Senhor  Jesus: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino” (Mateus 24:6-7a). Portanto, nossa real preocupação deve ser com a proposta de uma paz mundial “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3). O cenário está sendo preparado. Maranata!

por Alexandre Dutra

Aqui eu Aprendi!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...