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quinta-feira, 27 de abril de 2017

As exigências básicas da Justiça sob a ótica de Jesus

Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” Lc 17.10

Fazer o bem sem olhar a quem”. Trata-se de um ditado conhecidíssimo, mas o quanto será que ele tem sido praticado? Aferir com precisão tal questionamento é impossível. Na verdade, mesmo que fosse possível essa ação não seria ética e nem biblicamente correta, pois não se deve ajudar a quem quer que seja e tornar o auxílio conhecido ou publicá-lo. Estender as mãos a quem precisa deve ser uma atitude cuja motivação e satisfação seja, simplesmente, o próprio ato de ajudar e nada mais. O exercício da piedade, que é muito mais amplo que a prática dos três atos básicos de justiça do judaísmo, conforme instruiu Paulo a Timóteo, é proveitoso sob quaisquer circunstâncias (1Tm 4.8). Além do auxílio aos menos favorecidos, a oração, como prática piedosa e forma de comunicar-se com Deus, deve ser cultivada para garantir a saúde espiritual do crente. Ela não deve se transformar em prática mecânica, motivo de orgulho por parte de quem “ora mais” que os outros e coisas afins. Semelhantemente o jejum, sua prática não pode converter-se em uma razão para que um se destaque dos demais, mas como uma forma de demonstrar gratidão e domínio próprio.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para esta oportunidade, faça a seguinte pergunta aos alunos: O que Jesus estava dizendo quando afirmou que “não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua direita”? Ouça os alunos com atenção. Ressalte que o Mestre estava ensinando que o real motivo para dar a Deus e ao próximo deve ser puro, ou seja, sem segundas intenções. Infelizmente, muitos até fazem algo em favor do outro, mas esperando receber algum tipo de benefício. Em seguida, utilize o texto abaixo, extraído da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal, página 1333, para discutir com os alunos a respeito do dar sem esperar nada em troca:

“É mais fácil fazer o que é certo, quando recebemos reconhecimento e louvor. Mas devemos fazer nossas boas obras silenciosamente ou em segredo, sem pensar em recompensa. Jesus diz que devemos examinar nossos motivos em três áreas: generosidade (Mt 6.4), oração (Mt 6.6) e jejum (Mt 6.18). Esses atos não devem ser egocêntricos, mas centrados em Deus, feitos não para que pareçamos generosos ou bons, mas para que Deus pareça bom. A recompensa que Deus promete não é material, e nunca é dada aos que a buscam. Fazer algo somente para nós mesmos não é um sacrifício de amor. Na sua própria boa obra, pergunte a si mesmo: será que eu ainda faria isso se ninguém jamais soubesse que eu o fiz?”.



TEXTO BÍBLICO: Mateus 6.1-8,16-18


O bem deve ser feito pelo simples fato de isso ser correto e recomendável, e não para proporcionar status ou visibilidade social.


INTRODUÇÃO

Os chamados “atos básicos de justiça do judaísmo” — esmola, oração e jejum — eram os pilares principais da religião oficial de Israel. Apesar de serem atos prezados pelos judeus, assim como contrapôs a justiça dos escribas (Mt 5.20), mostrando que a do Reino vai muito além (Mt 5.21-48), o Mestre procede da mesma maneira em relação à justiça dos fariseus (Mt 6.1-8,16-18). Jesus demonstra que mesmo tais atos não são piedosos em si mesmos, antes o que determina a sinceridade e a pureza deles é a atitude do coração, a intenção desprovida de qualquer outro interesse a não ser ajudar as pessoas como forma de gratidão a Deus, bem como orar e jejuar visando o estreitamento da relação com o Pai, pois Ele contempla o coração e não apenas o exterior (1Sm 16.7 cf. Lc 18.9-14).


I. PRIMEIRO ATO DE JUSTIÇA — A ESMOLA

1. Os deveres de Israel para com os pobres.
Por também ter sido estrangeiro e peregrino em “terra estranha”, esperava-se do povo de Israel sensibilidade e solidariedade com as pessoas menos favorecidas, bem como em relação ao órfão, à viúva e ao estrangeiro (Dt 10.17-19; 24.14-22). Ciente da obstinação e dureza do coração humano, Deus, através de Moisés, ordena que em caso de sobra em uma colheita, não se deve “rebuscar”, isto é, repassar a mesma área do campo para ver se não ficou nada ainda a ser colhido ou recolhido, pois tal sobra era uma provisão divina a essas pessoas (Dt 24.19-22).

2. A atualidade da prática de auxiliar os pobres.
A despeito de a prática de auxiliar os pobres estar sendo observada nos dias de Jesus (Mt 26.6-9), e até no tempo da igreja do primeiro século (Gl 2.10), o Mestre sabia que mesmo as ações virtuosas podem ser praticadas com motivações escusas. Por isso, Ele não contesta o ato de justiça de ajudar, mas chama a atenção para os motivos que, para além das aparências, podem não ser tão nobres (v.1 cf. Mt 19.21,22; Jo 12.4-6).

3. A atitude de quem ajuda.
Não é de censura a instrução de Jesus acerca do auxílio aos menos favorecidos, ou seja, os pobres devem ser ajudados e assistidos em suas necessidades por aqueles que possuem mais condições (Mt 25.31-46; At 20.35). A observação do Mestre diz respeito não unicamente à motivação, mas também quanto à discrição com que se deve fazer o bem, ou dar esmolas às pessoas necessitadas. O Mestre utiliza expressivas figuras de linguagem ao falar de “tocar trombetas” (motivação de fazer publicidade) e também de “a mão esquerda não saber o que faz a direita” (falta de discrição) (vv.2,3). Em outras palavras, se a finalidade é ajudar e não se autopromover com a necessidade e o problema alheio, então deve-se agir discreta e sigilosamente, pois do contrário já se terá recebido a recompensa aqui mesmo, nada devendo esperar do Pai celestial em seu tribunal de galardão (vv.2,4 cf. 1Co 3.12-15).

As Esmolas (6.1-4)
Jesus presume que dar aos pobres é a norma. Ele não diz: ‘Se, pois deres’, mas: ‘Quando, pois, deres’. Sua admoestação aqui é contra dar aos pobres pelos motivos errados. A razão que Jesus apresenta para fazer caridade sem ser visto, é que a generosidade ostentosa não resulta em recompensa ‘do vosso Pai, que está nos céus’. Mateus frequentemente levanta a questão de pagamento e recompensa. O substantivo ‘galardão’ (misthos, às vezes traduzido por ‘salário, recompensa’) ocorre vinte e nove vezes no Novo Testamento, sendo encontrado dez vezes em Mateus; o verbo ‘recompensar’ (apodidomi, v.4) aparece quarenta e oito vezes no Novo Testamento, e é achado dezoito vezes em Mateus. Estes ensinos sobre pagamento e recompensa por boas e más ações são usualmente colocados no contexto de julgamento do tempo do fim. Jesus chama ‘hipócritas’ (hypocrites) os que dão pelos motivos errados. Este é linguajar forte para descrever as atividades dos seus inimigos, ainda que anteriormente Ele tivesse advertido contra tais epítetos indiscriminados (Mt 5.22). Atividades auto-ilusórias atraem acentuada crítica de Jesus, e Ele acha necessário chamar a atenção das pessoas para o perigo. O termo hypocrites era originalmente usado para descrever atores apropriado aqui, visto que o doador ostentoso está desempenhando para uma audiência” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.49-50).

O que fica claro foi que Jesus não aboliu a boa prática de auxiliar os menos favorecidos, mas advertiu acerca do cuidado de se fazer publicidade com a situação miserável das pessoas.


II. SEGUNDO ATO DE JUSTIÇA — A ORAÇÃO

1. Orar com discrição.
De forma semelhante, o Mestre trata da oração (v.5). Como alguém que orava muito (Lc 6.12,13; 11.1; Mt 14.23; 26.36-46; Lc 22.44), Jesus não desaconselha a prática da oração, antes a afirma (Mt 26.41; Lc 18.1). Contudo, o Mestre dá instruções muito claras acerca do cuidado com a discrição no momento de se falar com Deus (v.5). Ele refere-se ao perigo de querer mostrar-se piedoso, e não da posição física ou mesmo do ato de orar em público em algum momento (Mt 11.25,26; Lc 18.10-14). Quem quer mostrar-se piedoso a fim de obter aplausos e admiração pública nada deve esperar da parte de Deus em termos de galardão.

2. Orar secretamente.
A oração sigilosa é a prática recomendada pelo Mestre (v.6). A quem utilizava tal expediente para destacar-se, a observação do Senhor soava como afronta. Os fariseus costumavam agir dessa maneira e, certamente, ficaram aborrecidos e desapontados por causa da orientação de Jesus (Mt 23.14). No entanto, como ilustra a história de Agar e Ismael, Deus não apenas ouve orações secretas e até mesmo o choro, mas os atende (Gn 21.14-21).

3. O perigo de a oração degenerar-se em vãs repetições.
A advertência do Senhor não se restringe a não orar como os hipócritas (os fariseus), mas para se cuidar com o perigo de a prática da oração não degenerar-se em artifícios, ou seja, adotar a forma pagã de orar como aqueles que não têm conhecimento de Deus. Estes achavam que usando mantras (fórmulas repetitivas para se pronunciar), obteriam o favor divino (v.7). Na verdade, como Criador, o Pai já sabe tudo o que o ser humano necessita (v.8 cf. vv.26-34). É curioso o fato de Jesus advertir para o perigo de que a prática hipócrita pode acabar levando à prática pagã, degenerando completamente a oração.

O perigo de se orar com motivações mesquinhas, de acordo com o que ensina Jesus, é acabar levando as pessoas ao paganismo de achar que desenvolvendo mantras, suas orações se tornarão eficazes e, consequentemente, atendidas.



III. TERCEIRO ATO DE JUSTIÇA — O JEJUM

1. A prática do jejum no Antigo Testamento.
Considerando o volume de texto, são poucas as referências a respeito do jejum no Antigo Testamento. A recomendação na Lei, por exemplo, era que se fizesse uma vez ao ano na chamada Festa da Expiação (Lv 16.29-34). Outras referências à prática do jejum no Antigo Testamento têm uma relação direta com a crença e a devoção pessoais (2Sm 12.16-23; 2Cr 20.3; Ed 8.21; Ne 9.1; Et 4.3; Jl 2.12; Jn 3.5, etc.).

2. O jejum no Novo Testamento.
Jesus falou acerca do jejum unido à oração com finalidades bem definidas (Mt 17.21). Já os fariseus jejuavam, ritualística e religiosamente, duas vezes na semana (Lc 18.12). A fim de que não restassem dúvidas de que eles estavam jejuando, os fariseus adotavam outros procedimentos que caracterizavam a prática e, assim, garantiam a si próprios que as pessoas reconheceriam que eles estavam jejuando (v.16 cf. Mt 11.21; Lc 10.13).

3. O verdadeiro jejum.
O Mestre diz que, tal como a prática de dar esmolas e orar, o jejum deve ser discreto e ter motivações nobres, pois do contrário a pessoa já recebia sua recompensa (v.16). Assim, o ensino de Jesus objetiva a discrição ao jejuar, pois se tal ato visa agradar a Deus, não há necessidade alguma de que isso transpareça a outros (vv.17,18). Ademais, é sempre oportuno lembrar-se do jejum requerido por Deus em Isaías 58.2-12.

A não ser por questões puramente espirituais, a forma de jejum mais aconselhável é a de praticar a justiça social exposta em Isaías 58.2-12.

Leia mais sobre   JEJUM


CONCLUSÃO

Ao utilizar, nas três recomendações dos atos de justiça, a expressão “hipócritas”, o Mestre faz alusão aos fariseus, cujo qualificativo depreciador, tornou-se sinônimo deles (vv.2,5,16 cf. Mt 15.1,7; 16.1,3,6,12; 22.15-18 etc.). A advertência era que as pessoas não se tornassem, tal como aqueles religiosos, hipócritas, isto é, fingidos. Tal advertência continua atualíssima para os dias atuais.


SUBSÍDIO
As Esmolas (6.1-4)
O verbo ‘serdes visto’ (theaomai, v.1) implica ‘espetáculo’; origina-se da mesma família de palavras da qual provém a palavra ‘teatro’. Esta ‘justiça teatral’ pode enganar os seres humanos, mas o ato destinado do motivo puro de honrar a Deus através de um viver correto (Bruner; 1998a, p.229).

‘Fazer tocar trombeta’ (v.2) é uma expressão figurativa que significa ‘chamar a atenção para alguém’, pois não há evidência de que os fariseus jamais tenham subido em ‘palcos’ públicos sob o clangor de trombetas. Ao fazerem esmola eles buscavam a própria glorificação das pessoas, em vez de dar aos pobres como ato de agradecimento voltado à glória de Deus.

O que vem a seguir em Mateus é puramente Jesus: ‘Em verdade vos digo que [amem] já receberam o seu galardão’ (v.2). ‘Já receberam’ tem um sentido contábil, indicando que foi feito pagamento total e um recibo foi dado. O contrato foi cumprido; eles receberam pelo que negociaram — uma audiência iludida. Mas Deus não é iludido (Gl 6.3,7). O objetivo do afeto para o verdadeiro esmoleiro é principalmente Deus. A justiça que excede a dos fariseus (cf. Mt 5.20) busca proeminentemente agradar a Deus” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.50).


Fonte: Lições Bíblicas CPAD Jovens - 2º trim.2017 - O Sermão do Monte - A Justiça sob a ótica de Jesus - Comentarista César Moisés Carvalho 

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Lenha do altar do Terceiro Templo

Árvores para lenha do altar do Terceiro Templo são plantadas

Iniciativa do Sinédrio segue tradição bíblica

O novo Sinédrio – instituído nos últimos anos em Israel – está restabelecendo o chamado “bosque do Templo”, iniciando o plantio das árvores que fornecerão produtos usados nas ofertas e também a lenha queimada nos sacrifícios.

O rabino Hillel Weiss, porta-voz do Sinédrio, explicou que o Templo era um elemento central para o Israel dos tempos bíblicos, uma nação basicamente agrícola, fortemente ligada à sua terra. “Quando as pessoas pensam em sacrifícios, lembram só de animais e sangue”, sublinha Weiss. “Mas a maioria dos sacrifícios eram, de fato, de plantas, cultivadas em diferentes partes de Israel.”

Muitos dos elementos usados durante as cerimônias de culto diárias do Templo eram produtos agrícolas – grãos, legumes, frutas – com funções específicas. Por exemplo, azeite de oliva era usado como parte de vários sacrifícios, puro ou na confecção dos “bolos”. O vinho seja bebido ou para libação, era produzido de videiras cultivadas usando um método específico.

O rabino destacou que mesmo alguns aspectos menores do serviço do Templo exigiam vastos recursos agrícolas. “O Talmude (tradição) afirma que o Cordeiro da Páscoa devia ser assado na vara de uma árvore de romã”, lembra. “Quando o Templo for construído, precisaremos de milhões dessas varas. Na semana passada, plantamos 30 árvores de romã. Este é claramente um pequeno passo, mas progredimos na preparação de tudo que precisaremos depois que o Templo for construído”.

Outro aspecto a ser lembrado é que no altar sempre deve haver três pilhas de madeira. A primeira é usada para queimar os sacrifícios de animais; a segunda para produzir carvões usados na queima do incenso e a terceira alimenta o fogo perpétuo do altar. Tudo segue minuciosamente as instruções da Bíblia e a milenar tradição judaica.

O capítulo 6 de Levítico explica que era tarefa dos sacerdotes colocar madeira para queimar todas as manhãs. Isso era considerado parte dos sacrifícios. No período do Segundo Templo, a madeira era fornecida como uma oferta anual, conforme Neemias 10:35.

São muitas plantas diferentes necessárias para o Templo e cada uma exigem condições especiais de cultivo. Os novos bosques do templo estão dispersos pelo território de Israel, observando as condições adequadas para cada planta.

Nas colinas de Hebron foram plantados 30 cedros do Líbano e várias árvores de romã. Em Kochav Hashachar, na beira do Vale do Jordão, foram plantadas centenas de vinhas cercadas por Cedros. Em Shaarei Tikvah, na Samaria, será produzida a canela, um dos 11 ingredientes do incenso do Templo. Sete tamareiras foram plantadas no deserto do Negev visando a produção da oferta de Shavuot [Tabernáculos].

Segundo o Sinédrio, a ideia de ser ter uma bosque dedicado ao Templo é inspirada no relato de Abraão plantando uma bosque em Berseba (Gn 21:33).

O rabino Weiss explica que esse é um gesto muito significativo por que o país experimentou grandes incêndios no final do ano passado (2016), que queimaram milhares de árvores. Existem várias iniciativas de reflorestamento em solo israelense. “O Templo, como uma Casa de Oração para todas as Nações, foi concebido como um tikkun (instrumento de correção) para o mundo inteiro. Recomeçar a tradição de termos plantas em Israel dedicadas à manutenção do Templo também serve de exemplo para conservarmos essas plantas em outros lugares “, finaliza.

Fonte: GospelPrime
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domingo, 23 de abril de 2017

O Plano de Deus para você

O plano de Deus para você

JOÃO 3:16

1 - Deus ama você
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". (João 3:16 e 17)

“Visualize o momento. Deus em seu trono. Você na terra. E, entre você e Deus, suspenso entre você e o céu, está Cristo na cruz. Seus pecados foram colocados sobre Jesus. Deus, que pune o pecado, derrama sua ira de justiça sobre os nossos erros. Jesus sofre esta ira. Uma vez que Cristo está entre você e Deus, você não é atingido, mas salvo — salvo à sombra da cruz. (…) Pois esta é a amplitude do Seu amor. E este é o motivo da cruz. Ele ama o mundo.” (Extraído do livro Ele Escolheu os Cravos - Max Lucado)




2 - Deus quer você perto dEle

"Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro". (Isaías 45:22).
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno". 
(Hebreus 4.16)

“Ele apontou para você. Ele já te ouviu e já te convidou. O que uma vez o separou já foi removido: 'Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto' (Ef 2.13). Nada pode estar entre você e Deus a não ser uma porta aberta.” (Extraído do livro Ele Escolheu os Cravos - Max Lucado)




3 - A salvação é dada gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque faz boas obras
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Efésios 2:8 e 9)

"O que precisava ser pago foi pago. O que precisava ser feito foi feito. Sangue inocente foi oferecido, de uma vez por todas. Grave estas cinco palavras em seu coração: De uma vez por todas. (Extraído do livro Ele Escolheu os Cravos - Max Lucado)




4 - Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e crer em Deus
"Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". (Romanos 10: 9 e 10)




5 - Você é salvo para viver uma nova vida
"O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". (João 10:10).
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". (2 Coríntios 5:17).
"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados". (Efésios 2:1).


Se você decidir aceitar a Cristo hoje, o seu passado já não importará mais. "Uma boa escolha para a eternidade compensa milhares de escolhas erradas na terra. A escolha é sua." (Extraído do livro Ele Escolheu os Cravos - Max Lucado)




6 - Você é salvo para viver a vida eterna
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus". (1 João 5:11-13).

Quem confessa Jesus como o seu Salvador e decide segui-lo tem a vida eterna. "Deus oferece opções eternas, e estas escolhas possuem consequências eternas". (Extraído do livro Ele Escolheu os Cravos - Max Lucado)






Se você entendeu o Plano da Salvação e deseja aceitar a Jesus como seu único e suficiente salvador, faça a seguinte oração:

"Meu Deus, eu entendi e creio que Jesus é o seu Filho amado que veio ao mundo, morreu na cruz e ressuscitou. Eu creio que só Jesus Cristo pode me salvar e me dar a vida eterna, por isso, neste momento, eu confesso que aceito e recebo a Jesus Cristo como meu único e suficiente Salvador e meu Senhor. Meu Deus, escreva o meu nome no Livro da Vida em nome de Jesus, amém".

Se você fez esta oração pela primeira vez, procure uma igreja evangélica próxima à sua casa e nos conte a sua história. 

Fonte: Portal CPAD Salvação
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sábado, 22 de abril de 2017

Um problema chamado "Desafio da Baleia Azul"

Precisamos conversar sobre um problema chamado Desafio da Baleia Azul

Blue Whale swimming
Baleia azul é um jogo comandado por um “serial killer virtual”. Já são sete adolescentes que tentaram suicídio alienados pelo jogo da Baleia Azul, a ponto do prefeito Rafael Greca, de Curitiba (PR), fazer reunião de emergência com as Secretarias de Educação, Saúde e Segurança. Outras autoridades Brasil afora também já começam a se mobilizar.

Há muitos mais casos, inclusive com mortes por todo mundo. Estou fazendo um estudo aprofundado sobre estes fenômenos e palestrando em escolas sobre depressão e os perigos de jogos na internet. Orem, pois a coisa é mais maligna do que imaginam.

Para se ter uma ideia da gravidade, o nome da pessoa que aliena jovens para o jogo suicida chama-se “curador”, que cura a depressão e tristeza dos jovens. A maioria são meninas. Os 50 desafios são todos de automutilação. As pessoas que se deixam alienar, ficam reféns desses maníacos, psicopatas que sentem prazer ao dominar pela dor e sofrimento suas vítimas.

Entendo isso como um serial killer virtual, mas a verdade é que se trata da ação de psicopatas assassinos. Denunciem páginas, links, tudo que possa sugerir este jogo. Lembrando que não é o único. A origem desse jogo é russa, muitos entram por curiosidade, outros recebem convites.

A problemática desse jogo é que quem entra convida os amigos, que convidam outros amigos. Existe uma linha muito tênue entre vida e morte que fascina e atrai muitos adolescentes, que estão passando por uma crise normal da adolescência, uma crise de contestação da autoridade dos pais, de valores, uma busca de si mesmos.

O grupo, a coletividade, os amigos são importantes nessa fase vulnerável, a ponto de serem influenciados pela coletividade, tornando-se presas fáceis para esse tipo de jogo. Adolescentes nessa fase tendem a serem depressivos, terem baixa autoestima. Muitos desses jovens já praticavam coutting (autoflagelo), que é moda no meio de adolescentes e uma preocupação dos especialistas em saúde mental há muitos anos.

Nossas crianças estão abandonadas, entregues à internet, trancadas em quartos, obcecadas por redes sociais, sem o menor monitoramento dos pais, que estão preocupados demais com seus afazeres.

Precisamos repensar nossa educação. Essa desconstrução da identidade de nossos jovens, essa busca compulsiva por “felicidade”, essa falta de fé, vem adoecendo de morte nossas crianças. Vamos clamar pelas nossas crianças e agir, educar mais, amar mais. Em nome de Jesus , dêem mais atenção aos seus filhos, monitorem seus filhos, dialoguem mais com seus filhos.

A Baleia Azul é apenas um sintoma da má educação, da relativização da fé, da sexualidade, da vida. Temos que falar sobre depressão na infância e adolescência e saber que ela existe e não é frescura.

Sintoma da péssima educação moderna

Esses jogos virtuais, competem com a falta de atenção que os pais não estão dando aos filhos, atitude que colocam na conta temporaneidade. Ensina-se uma educação permissiva, sem autoridade paterna ou materna.

Essa educação moderna onde os pais são “amigos dos filhos” sem exercer o papel de pais, com autoridade e um certo controle, deixa as crianças inseguras, crianças precisam de adultos para protege-las, precisam sentir segurança. Pais podem ser amigos de seus filhos claro, mas nunca esqueceremos que sua função é educar e cuidar.

A Baleia

Vejam como são os desafios. Eles são criados para gerar estresse e alienação psicológica. Impõe medo, falta de sono e obriga a desafios que alteram o comportamento, levando a pessoa ao limite entre razão e loucura.

Os desafios são preparados para desencadear uma compulsão e obsessão pelo fim, para completar o jogo. A dor física gerada é uma estratégia para “diminuir” a angústia gerada pelo jogo. Somadas, as co-morbidades associadas, levam uma pessoa a um surto psicótico a ponto de tirar a própria vida.

Esses desafios diários são criados propositadamente com requintes de um estrategista que conhece técnicas de alienação, submissão, ameaças e imposição do medo. Um serial killer virtual. Há uma explícita maldade demoníaca nas entrelinhas de cada desafio. Perceba:

1 – Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida envie uma foto para o curador;

2 – Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã. Mas não pode ser qualquer filme: o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu;

3 – Corte seu braço com uma lâmina. Faça “3 cortes grandes”, mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível;

4 – Desenhe uma baleia azul e envie a foto para o curador;

5 – Se você está pronto para se tornar uma baleia, escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes, “castigue-se”;

6 – Tarefa em código;

7 – Escreva “F40” em sua mão, envie uma foto ao curador;

8 – Em sua rede social, escreva “#i_am_whale” no seu status do VKontakte (rede social russa) ou no Facebook (a hashtag significa “eu sou uma baleia”);

9 – Ele te dará uma missão baseada no seu maior medo, ele quer fazer você superar esse medo;

10 – Acorde as 4:20 da manhã e suba em um telhado, quanto mais alto melhor;

11 – Desenhe uma foto de uma baleia azul na mão com uma navalha e envie a foto para o curador;

12 – Assista filmes de terror e psicodélicos à tarde;

13 – Ouça as musicas que os “curadores” te enviarem;

14 – Corte seu lábio;

15 – Fure sua mão com uma agulha muitas vezes;

16 – Faça algo doloroso, “machuque-se”, fique doente;

17 – Procure o telhado mais alto, e fique na borda por algum tempo;

18 – Suba em uma ponte e sente-se na borda por algum tempo;

19 – Suba em um guindaste ou pelo menos tente;

20 – No próximo passo o curador irá verificar se você é de confiança;

21 – Encontre outra baleia azul, “outro participante”, que o curador te indicará;

22- Pendure-se novamente em um telhado alto, apoiando-se na borda com as pernas penduradas;

23 – Outra tarefa em código;

24 – Tarefa secreta;

25 – Reunião com uma baleia azul que o curador indicará;

26 – O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará;

27 – Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro;

28 – Não fale com ninguém o dia todo;

29 – Faça um voto de que você é realmente uma Baleia Azul;

30 a 49 – Todos os dias você deve acordar às 4h20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” enviarem, fazer 1 corte por dia em seu corpo, falar com “uma baleia” durante o intervalo dos desafios 30 a 49;

50 – Tire sua própria vida.

Filhos precisam de pais amigos, e não amigos que por acaso são pais. Essa nova geração Z está abandonada, entregue à escola, à mídia e aos sentimentos virtuais. Temos que parar e repensar essa modernidade mórbida, que tira a felicidade de nossas crianças.

Temos que entender que um abraço, amor de família, não é virtual, é real, e deve ser exercitado todos os dias. Virtualidade em excesso psicotiza.

Marisa Lobo é psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.

Acorda, igreja, Deus me mandou te avisar
Acorda, igreja, a coisa vai apertar
Acorda, acorda, acorda, aí vem o esposo
Acorda, igreja, é tempo de juntar os pés
Acorda, igreja, o céu espera os fiéis
Acorda, acorda, acorda, Jesus vem de novo
(Elaine Martins – Últimos Dias)
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Isaque, um caráter pacífico

E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um fi lho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” Gn 17.19

A história de Isaque é a história de Israel. É o marco embrionário de uma nação que se desenvolveu por intermédio de Jacó, filho de Isaque, e de seus doze filhos, posteriormente, doze tribos. A história de Isaque remonta a história de Abraão. As promessas feitas ao pai da fé são as mesmas repetidas a Isaque (26.2-5) e, mais tarde, a Jacó (28.13-15). Os três patriarcas de Israel foram forjados debaixo da mesma promessa: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (12.2).

O caráter pacífico de Isaque
Um dos traços do caráter de Isaque a chamar atenção quando se estuda o texto bíblico de Gênesis é o pacífico. Isaque foi uma pessoa apaziguadora, buscando evitar os conflitos a fim de ter uma estadia tranquila na terra de Canaã. É importante ressaltar a época que o filho de Abraão viveu. Um período violento, onde as questões eram resolvidas nos termos do “olho por olho” e “dente por dente”.

O texto bíblico de Gênesis narra que Isaque habitou em Gerar e semeou na cidade (Gn 26.6,12). Motivo de o filho de Abraão prosperar abundantemente (26.13,14). Isaque passou a ter muitas ovelhas, vacas, pessoas ao seu serviço, despertando assim inveja nos filisteus. Estes iniciaram um processo de inviabilização aos planos do pai de Jacó. Primeira medida: entulharam os poços abertos nos tempos de Abraão. Segunda: Contenderam com os pastores de Isaque, afirmando que as fontes de águas não pertenciam a eles. Contudo, a reação de Isaque foi pacífica e bem diplomática. Quando os filisteus entulhavam os poços, ele os desentulhava. Quando os filisteus escolhiam uma região para cavar poços, Isaque partia para cavá-los em outro lugar. Assim, Deus o abençoou abundantemente.

Uma lição para hoje
Num tempo onde muitos não têm paciência para ouvir o outro, muito menos absorver o desaforo do outro, embora a sociedade ocidental do século XXI tenha muito bem desenvolvida as ideias de direitos humanos, alteridade, dignidade da pessoa humana e integração dos povos, o pacifismo de Isaque se torna uma chamada à Igreja de Deus. Viver de maneira pacífica não significa tolice, mas ter conscientemente um estilo de vida que priorize um coração leve e suave no espírito do Evangelho. Aqui, o professor pode remontar o ensino de Jesus no Sermão do Monte: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9). Revista Ensinador Cristão nº70

Isaque
O nome dado por Deus antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa ‘ele ri’, ‘aquele que ri’, ou simplesmente ‘riso’.
Isaque nasceu (provavelmente em Gerar) de Abraão e Sara quando estes tinham a idade de 100 e 90 anos, respectivamente. Ele foi o primeiro a ser circuncidado no período normal, quando tinha oito anos de idade (Gn 21.4), em reconhecimento à promessa da aliança (Gn 17.2-17). Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida. Isaque tinha 37 anos de idade quando sua mãe morreu em Hebrom, Três anos mais tarde, seu casamento com Rebeca ocorreu em Laai-Roi. A morte de Abraão com a idade avançada de 175 anos reuniu Ismael e Isaque, provavelmente pela última vez. Isaque tinha 40 anos quando se casou, e esperou 20 anos por filhos. Então vieram os gémeos Esaú e Jacó”. Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.989/990.

Isaque, segundo filho de Abraão, deixou um exemplo de humildade e submissão a Deus e a seus pais.


Leitura Bíblica em classe:  Gênesis 26.12-25

Na lição deste domingo, estudaremos a respeito de Isaque, o filho da promessa. Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas Deus é fiel e vela por sua palavra. Se Ele fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá.

Abraão e Sara devem ter criado o filho da promessa com muito amor e carinho, contribuindo para desenvolver em Isaque um caráter manso, pacificador e humilde. Isaque recebeu uma boa educação e decidiu fazer boas escolhas. Deus o abençoou em todas as áreas, mas, não significa que sua vida foi fácil. Ele teve de enfrentar a esterilidade de sua esposa, vizinhos invejosos e maus. Todavia, diante das adversidades, demonstrou ter um caráter pacífico e confiante em Deus.

INTRODUÇÃO

O caráter de uma pessoa é demonstrado por suas atitudes, testemunho e práticas. Isaque é um personagem da Bíblia que tem grande significado para a história do povo de Israel. Seu nome foi dado por Deus mesmo antes do seu nascimento conforme Gênesis 17.19. O significado de seu nome é interessante: quer dizer “aquele que ri” ou “ele ri”, em alusão à reação de seu pai e de sua mãe, quando o anjo anunciou seu nascimento, sendo seus pais de idade avançadíssima.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Idade de Noventa e Nove Anos
Abrão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abrão com uma mensagem e exigência.
(1) Deus se revelou como o ‘Deus Todo-Poderoso’, significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abrão.
(2) Deus ordenou que Abrão andasse diante dEle e que fosse ‘perfeito’. Assim como a fé de Abrão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abrão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus serão realizados quando Seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 2006, p.56).

I. ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA

1. Promessa de Deus a Abrão.
Para entender o caráter de Isaque, é importante conhecer a história que moldou sua personalidade e forjou o seu caráter. A história de Isaque ocupa nada menos que nove capítulos do livro de Gênesis. Filho de Abraão e Sara, pela lógica humana seu nascimento seria absolutamente impossível. O “filho da promessa” teria nascido “fora de tempo”, na concepção dos homens. Quando Deus chamou Abrão para sair de sua terra e ir para uma terra estranha, fez-lhe promessas gloriosas. Uma delas era que ele seria “uma grande nação”, quando ele tinha 75 anos (Gn 12.2). Abraão já era idoso, e sua esposa estéril. Parecia impossível o casal ter um filho. Quanto mais serem pais de uma grande nação.

2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.
Ao ouvir que Sara seria “mãe de nações”, Abraão riu considerando coisa impossível para um homem de 100 anos e uma mulher de 90 (Gn 17.17). Percebendo Deus o pensamento de Abraão lhe fez saber que Ele é Fiel (Gn 17.19). Por ter rido, o nome do menino seria Isaque, que significa “riso” ou “aquele que ri”. Sua mãe, ao saber que teria um filho aos 90 anos (Gn 18.9,10), também não se conteve e, a exemplo do marido, também se riu no seu interior (Gn 18.12). Abraão aos 100 anos, e Sara com 90, foram pais de um lindo bebê, que causou espanto a todos que souberam daquele milagre.

Leia mais em:  Isaque, o sorriso de uma Promessa


II. UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS

1. A prosperidade espiritual.
Depois da morte de seu pai, já casado com Rebeca, e pai de Esaú e Jacó (Gn 25.19-23), Isaque foi buscar abrigo em Gerar, na terra dos filisteus, para escapar da fome que ocorreu onde morava. Ali, Deus lhe falou que não descesse ao Egito. “[...] em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. Assim, habitou Isaque em Gerar” (Gn 26.4-6).

2. A bênção divina é passada de pai para filho.
A bênção de Abraão foi transferida para Isaque, não pela hereditariedade em si, mas pela sua fidelidade a Deus. Seu caráter, demonstrado em sua conduta, agradou a Deus. E ele prosperou espiritualmente.

3. A prosperidade material.
“E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava” (Gn 26.12). Este é o segredo da vida de Isaque. Ele era abençoado por Deus. Deus dá bênçãos espirituais e também materiais, quando o homem obedece à sua voz. A produção dos seus campos lhe deu cem por cento de colheita (Gn 26.12). É preciso entender que a prosperidade material não é o objetivo da vida cristã, como propalam os adeptos da falsa “teologia da prosperidade”. Mas Deus promete abrir “as janelas do céu” e derramar grande abundância; repreender “o devorador” e fazer as nações perceberem que seu povo é bem-aventurado, para quem é fiel nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.10-12).

Leia também:  Isaque, não desça ao Egito


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Em uma família de poderosos empreendedores, Isaque era do tipo quieto, que cuida apenas de sua vida, até que foi especificamente chamado para agir. Ele foi o filho único e protegido, desde o momento em que Sara se livrou de Ismael, e até que Abraão arranjou seu casamento com Rebeca. Em sua própria família, Isaque tinha a posição patriarcal, mas Rebeca tinha o poder. E em vez de defender suas convicções, Isaque achou mais fácil fazer concessões ou mentir, para evitar confrontos. Apesar desses defeitos, Isaque fazia parte do plano de Deus” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.44).



III. LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE

1. Um homem esforçado e trabalhador.
A prosperidade que Deus concedeu a Isaque chamou a atenção dos filisteus. A bênção de Deus era tão grande que incomodava os filisteus (Gn 26.15,16). Há pessoas a quem Deus abençoa e os adversários ficam com inveja, desejando o mal aos servos de Deus. Mas a maldição não alcança os que são fiéis a Deus. Balaão foi convocado para amaldiçoar os filhos de Israel. Mas não conseguiu. “Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa?” (Nm 23.8). Deus converteu a maldição em bênção (Ne 13.2 b; Pv 10.22).

2. O caráter pacífico de Isaque.
Ao sofrer terrível oposição dos invejosos e ser aconselhado a sair do lugar onde prosperara, Isaque não fez questão alguma. Foi habitar “no vale de Gerar” (Gn 26.17). Honrando o nome e a memória do seu pai, Isaque reabriu os poços que seu pai abrira e foram tapados pelos filisteus, e chamou os poços com os mesmos nomes dados por Abraão (Gn 26.18). Os pastores de Gerar questionaram os outros poços que Isaque abrira, mas ele não os confrontou (Gn 26.19,21).

3. Um caráter resiliente.
Após perder a posse de dois poços, Isaque não desistiu. Mais do que resistente, ele foi resiliente. Soube enfrentar as oposições sem se exasperar. Soube praticar a longanimidade (Gl 5.22). Continuou mandando abrir poços: “E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra” (Gn 26.22, 23). Era o “poço do alargamento” concedido por Deus. Livre da contenda, Isaque “subiu dali a Berseba” (Gn 26.28,29). Ali, Isaque e Abimeleque, rei de Gerar, fizeram um juramento de que seriam amistosos. Daí, Berseba significar “juramento”, ou “poço do juramento”. Em meio a essas experiências, “[...] apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo” (Gn 26.24).

4. Obediência e submissão.
Certamente, esses são os aspectos mais marcantes do caráter de Isaque. Ele soube honrar seu pai e sua mãe, como manda o Senhor (Êx 20.12). A prova mais eloquente desse caráter foi demonstrada, quando Deus falou com Abraão e ordenou que ele oferecesse o seu filho em holocausto (Gn 22.2). Isaque foi amarrado sobre o altar para o sacrifício, e não se rebelou. Mas obedeceu. Submeteu-se à vontade do pai. Deus não permitiu que Abraão o imolasse. E proveu um cordeiro para ser oferecido em seu lugar (Gn 22.11-13). Uma figura de Cristo oferecido em nosso lugar como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Deus aceitou o gesto de Abraão como realizado pela fé (Hb 11.17-19)


CONCLUSÃO
A Bíblia nos mostra quão importante foi Isaque para história do povo de Deus. O seu nome se inclui entre os três patriarcas mais citados no Antigo Testamento e também no Novo. O Deus de Israel é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

Que Deus nos abençoe para que nos espelhemos no caráter de Isaque para o fortalecimento da nossa fé no Deus Todo-Poderoso.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD - 2º trim.2017 adultos - O Caráter do Cristão - Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro - Elinaldo Renovato de Lima
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

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