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terça-feira, 12 de setembro de 2017

A Teoria da Evolução é a maior mentira que afetou a humanidade, diz Paul Washer

A teoria da evolução é a maior mentira que afetou a humanidade, diz Paul Washer

Paul conta que um grupo de ateus
tentou atrapalhar sua pregação. (Foto: Reprodução).
O pastor ressaltou a importância de questionar os ensinamentos que fogem da Bíblia.

O pastor Paul Washer contou em um vídeo recente como reagiu a uma afronta de jovens ateus durante uma de suas pregações. Sendo ele é um pregador ardente, Washer afirma suas crenças com confiança. Os estudantes ateus participaram de uma de suas pregações em Londres e começaram a rir dele. A paciência do líder cristão foi testada. No vídeo, ele explica como deu uma boa resposta.

"Alguns anos atrás, eu estava pregando em Londres e alguns estudantes universitários apareceram. Eles entraram na congregação quando iniciei a mensagem", explica Washer.

"Eu mencionei que eu não acreditava na Evolução. Eles começaram a rir na frente de todos. Eles estavam apontando para mim, estavam perturbando toda a pregação".
Washer continua. "Então eu olhei para eles e disse: ‘Desculpe-me, eu obviamente posso ver que vocês são muito, muito inteligente porque vocês vão para a universidade. Eu já estive em algumas universidades. Mas, como vocês estão rindo, peço-lhes que tenham piedade de mim. Eu, obviamente, não sou tão inteligente assim. Então, o que eu gostaria que fizessem agora? Vou fazer algumas perguntas sobre a Evolução".

Confronto
Washer explicou-lhes passo a passo o motivo de cientificamente não aceitar a Evolução. Então, ele convidou os alunos a responder as perguntas. Quando o pastor fez a primeira pergunta, eles apenas se olharam e não responderam. Paul continuou, mas ainda assim, os alunos continuavam a olhar um para o outro.

"Então eu parei e olhei para eles. Eu disse 'vocês se sentaram lá e zombaram de mim e riram de mim porque acreditam na Evolução e eu não. E, no entanto, eu fiz duas perguntas simples sobre a Evolução. Eu coloco diante de vocês dois problemas, mas vocês não só deixaram de responder às minhas perguntas, como nem sequer fazem ideia do que estou falando’. "É dessa forma que muitos jovens se encontram hoje. Nós apenas acreditamos no que qualquer um diz”, colocou.

Ensino errado
Washer exorta os jovens a pensarem por si mesmo e não apenas aceitar uma teoria científica como fato, porque é o que está sendo ensinado. "Alguns dos maiores cientistas que já viveram não acreditavam nisso", diz Washer sobre a Evolução. "Mais cedo ou mais tarde, será descoberta como a maior mentira que já afetou a humanidade. Toda esperança de que Darwin havia avaliado sua teoria de forma infalível foi quebrada. Se ainda não há evidências, por que eles continuam ensinando?", indagou. "Porque há apenas uma outra alternativa: Deus. E eles não podem aceitar isso", finalizou.

Confira o vídeo completo (em inglês):

para ouvir o áudio, vá ao topo da pagina e dê pausa na rádio gospel



Fonte: GUIAME, com informações do Site Hello Christian
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O Único Deus Verdadeiro e a Criação

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” Mc 12.29


O Deus único e verdadeiro se revelou de maneira suficiente em Jesus Cristo e por intermédio de Sua Palavra. Não há outro meio de conhecermos a Deus, senão por seu Filho, Jesus Cristo — “E Jesus clamou e disse: Quem crê em mim crê não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou.” (Jo 12.44,45) —, conforme está revelado em Sua poderosa Palavra.

A existência de Deus

Para nos relacionarmos com Deus é necessário nos aproximarmos dEle e crer que Ele existe (Hb 11.6). De acordo com as Escrituras Sagradas, a existência de Deus é um fato incontestável. Não há preocupação alguma por parte da Bíblia em provar a existência de Deus, pois desde o primeiro versículo já se subentende essa maravilhosa realidade: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Como também é uma realidade confirmada por João 1.1: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Logo, o autor aos Hebreus conclui: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados” (Hb 11.3). Que maravilhosa realidade! Deus é! Nele, não há início nem fim, pois de eternidade em eternidade Ele é Deus (Sl 90.2).

Uma verdade gloriosa

Ao confirmarmos a verdade maravilhosa da existência do Deus Criador e sustentador de tudo o que há no universo, não há como não se maravilhar com Sua grandeza, poder e majestade. A Criação é obra das Suas mãos. Saber que Deus é onisciente, onipresente, onipotente, imutável, eterno (atributos incomunicáveis aos seres humanos) nos traz a segurança em um Deus tão grande que se importa conosco, seres humanos tão pequenos, finitos e limitados. Ao mesmo tempo em que se mostra fiel, bom, paciente, amoroso, gracioso, misericordioso, santo, reto, justo (atributos comunicáveis aos seres humanos), somos constrangidos, uma vez alcançados pela Sua graça, a manifestarmos tais características que emergem de Seu infinito amor.

O Deus único e verdadeiro é um Deus de amor, mas de justiça também. Fruto do Seu amor, Ele enviou o Seu filho para tirar o pecado do mundo; fruto de Sua justiça, Ele proveu um sacrifício suficiente para apagar os nossos pecados, pois nós que deveríamos estar no lugar do nosso Senhor Jesus. Dentro dessa perspectiva de amor e justiça, que as Escrituras revelam a obra de um Deus que deseja salvar homens e mulheres, reconciliando-os consigo mesmo por intermédio de Jesus Cristo (2Co 5.19). Revista Ensinador Cristão nº71


Cremos em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.

Prezado professor, você crê que há somente um Deus verdadeiro e que Ele criou os céus e a Terra? Então não terá dificuldade no ensino desta lição. Deus é real e Ele se revela ao homem de diferentes maneiras, porém uma das formas que Ele se revela a nós é mediante a sua criação. O relato da criação da terra, do céu e do homem, não é uma alegoria. A narrativa da criação é um fato histórico, ou seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de Deus afirma. Quando o assunto é a criação do universo e da vida, sabemos que existem várias teorias que tentam explicar a origem de tudo, como por exemplo, a teoria do Big Bang e da Evolução. Mas, cremos que o universo e a vida não são produtos de uma evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão de uma partícula. Cremos que o Deus é o grande Criador.


LEITURA BÍBLICA:

Deuteronômio 6
4 — Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.

Gênesis 1
1 — No princípio, criou Deus os céus e a terra.

O enfoque do presente capítulo é a unicidade do Deus Pai Todo-poderoso e Criador do universo. A declaração de fé dos ateus é “Deus não existe”, o oposto da confissão cristã. A Bíblia não é uma apologia à existência de Deus; não há nela a preocupação em comprovar que Deus existe. A existência de Deus é um fato consumado, uma verdade primária que não necessita ser provada, pois Ele transcende à existência. O conhecimento humano sobre a existência do Criador está na própria intuição e razão no interior das pessoas (Rm 1.20, 21; 2.14, 15). A Bíblia é a única fonte confiável e confirma a experiência humana.

A PRIMEIRA DECLARAÇÃO DOS CREDOS

Os principais credos ecumênicos apresentam características especiais existentes em Deus. O Credo dos Apóstolos declara: “Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra”; da mesma forma o Credo Niceno afirma: “Cremos em um só Deus, Pai Onipotente, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis”; e o Credo Niceno-Constantinopolitano reafirma a fórmula nicena: “Cremos em um só Deus, o Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis”. Alguns dos antigos credos locais dos primeiros cinco séculos da história da Igreja serviram como a base dessas formulações ecumênicas. Todas essas declarações a respeito de Deus afirmam que Ele é um, exceto o Credo dos Apóstolos, que é Pai Onipotente ou Todo-Poderoso e Criador de todas as coisas. Trata-se da revelação bíblica posta de maneira sistemática. Há nas Escrituras provas abundantes que fundamentam essas declarações dos credos. Muitos outros credos regionais dos cinco primeiros séculos dizem a mesma coisa, empregando, às vezes, fraseologia similar. São informações importantes, pois falam que o nosso Deus é único, que é Pai, que é o Todo-poderoso e Criador de tudo o que há no Universo. Tais declarações nada mais são do que interpretações precisas das Escrituras que serviram para proteger a fé cristã do politeísmo e da idolatria dos gentios e os cristãos das heresias. Isso se reveste de uma importância especial na época, quando os gnósticos ganhavam espaço no seio da Igreja.

O gnosticismo atingiu o apogeu entre 130 e 170 d.C., mas o movimento já existia antes. O termo “gnosticismo” vem do grego gnōsis, que significa “conhecimento”. Trata-se, grosso modo, de um enxerto das filosofias pagãs nas doutrinas vitais do cristianismo. Sua marca registrada era o sincretismo. Suas ideias sobre a identidade de Jesus eram estranhas ao Novo Testamento e as ideais sobre Deus eram ainda mais exóticas. A escola gnóstica de Valentino (aproximadamente 130-170 d.C.) ensinava a existência de inúmeros seres eternos que viviam em perfeita harmonia, sendo o Pai do Universo um deles. Nesse modelo gnóstico, um dos seres eternos, Sofia, “sabedoria” em grego, teria destruído essa harmonia ao criar mundos para si, na tentativa de imitar o pai do Universo, e o resultado foi sua expulsão do reino divino. Essa tentativa resultou no demiurgo, do grego demiurgos, “artesão”, um deus criador inferior que aparece no diálogo de Platão intitulado Timeu. Para os gnósticos, o demiurgo criou o mundo físico. Outra linha de pensamento gnóstica era de Marcião, falecido em 165 d.C. Ele ensinava que o Deus do Antigo Testamento era inferior e até mesmo defeituoso; e dizia ainda que não era esse o mesmo Deus do Novo Testamento. Na sua mensagem, pregava que Jesus revelou um Deus até então desconhecido, por isso todos os cristãos deviam rejeitar tanto o Antigo Testamento quanto o seu Deus. Assim, a declaração “Creio em Deus Pai Todo-poderoso Criador do céu e da terra” é um ato de adoração a Deus a quem damos crédito. A ideia aqui diz respeito “àquele que governa tudo, que controla tudo”, para enfatizar o poder e a soberania de Deus em governar todo o universo. Isso neutralizava o pensamento marcionita que ensinava ser o universo criado e governado por demiurgos, e não pelo grande Deus Javé de Israel, revelado no Antigo Testamento. Paul Tillich, teólogo luterano e filósofo, diz o seguinte sobre as palavras iniciais do Credo dos Apóstolos, o que, sem dúvida, vale também para os outros: “Deveríamos pronunciar essas palavras com grande reverência, porque, por meio dessa confissão, o cristianismo se separou da interpretação dualista da realidade presente no paganismo... O primeiro artigo do Credo é a grande muralha que o cristianismo ergueu contra o paganismo. Sem essa separação a cristologia seria mais do que um dos poderes cósmicos entre outros, embora, talvez, o maior deles” (TILLICH, 2004, p. 41).

O DEUS DAS ESCRITURAS

O Deus da Bíblia é o mesmo Deus dos credos. A diferença está apenas na forma de apresentação, não na essência divina. A Bíblia é a Palavra de Deus para todos os seres humanos; o credo é a resposta do homem a Deus. Assim, os credos em sua forma embrionária estão presentes na Bíblia: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é único SENHOR” (Dt 6.4). Deus é um em essência ou natureza, subsistindo por Si mesmo; só o SENHOR é Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há deus...” (Is 45.5). Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou o monoteísmo como parte do primeiro de todos os mandamentos: “... Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Mc 12.29); “... com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele” (Mc 12.32); “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3).

O apóstolo Paulo declara: “Todavia para nós há um só Deus” (1 Co 8.6); “Ora o medianeiro não é de um só, mas Deus é um” (Gl 3.20); “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Ef 4.6). “Porque há um só Deus” (1 Tm 2.5). Foi o Senhor Jesus quem revelou Deus aos seres humanos por meio da Bíblia: Mt 11.27; Jo 1.18).

O Deus que Jesus revelou é o Deus de Israel e isso ele deixou claro ao pronunciar o primeiro e grande mandamento: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento” (Mc 12.29, 30). Essa é uma das várias declarações do Novo Testamento que ensina ser o cristianismo monoteísta. A declaração aqui é reveladora porque não deixa dúvida de que o Deus dos cristãos é o mesmo Deus de Israel, pois Jesus citou as palavras diretamente do Antigo Testamento (Dt 6.4-6).

A PATERNIDADE E A ONIPOTÊNCIA DE DEUS

Assim como os antigos credos sintetizam o ensino bíblico sobre a unidade de Deus e o monoteísmo, da mesma forma eles o fazem sobre a paternidade de Deus. Há abundantes declarações na Escrituras sobre a paternidade de Deus.

A figura do pai numa família é conhecida e compreensível em todas as civilizações desde a Antiguidade. Aplicada a Deus, torna-se um recurso extraordinário. Em primeiro lugar, porque mostra a doutrina de Deus não é abstrata (Dt 1.31; Ml 1.6). E não somente isso, pois são os pais que geram os filhos e são responsáveis por seu bem-estar, sustento, alimentação, vestimentas, saúde, educação e segurança. Essa manifestação de afeto e carinho acontece de maneira natural e ao mesmo tempo misteriosa. É a melhor e a mais perfeita maneira de ilustrar e explicar o grande amor de Deus pelo ser humano.

A quem se refere à expressão “Deus Pai Todo-poderoso” ou fraseologia similar nos antigos credos? Os antigos intérpretes e exegetas tomaram essas palavras desde muito cedo em relação especial à santíssima Trindade: “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Pe 1.3); “porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo 6.27). Mas Deus como Pai na Bíblia tem significado mais abrangente. O título “Pai” no Antigo Testamento se refere aos filhos de Israel, denota relação mediante aliança, concerto (Jr 31.9; Ml 2.10), de maneira coletiva, a Israel no todo (Êx 4.22; Os 11.1), às pessoas como seus filhos (Is 1.2; 30.1; 45.11; Jr 3.22) e ao Ungido Rei, o Messias (2 Sm 7.14; Sl 2.7; 89.27). No Novo Testamento, é frequente a frase “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 15.6; 2 Co 1.3; 11.31; Ef 1.3) e fraseologia similar (Cl 1.3), e também “nosso Deus e Pai” ou “Pai nosso” (1 Co 8.6; 1 Ts 3.11, 13; 2 Ts 2.16), principalmente nas introduções das epístolas paulinas (1 Co 1.3; Gl 1.4; Ef 1.2; Fp 1.2; Cl 1.2).

Jesus nos tornou filhos de Deus por adoção, razão pela qual temos a liberdade e o direito de chamá-lo de Pai (Mt 6.13; Jo 1.12). A palavra aramaica abba, “aba”, ou, literalmente, “papai”, demonstra uma relação de intimidade dos crentes em Jesus com Deus (Rm 8.15; Gl 4.6). A ideia de que Deus é o Pai de todos os seres humanos é biblicamente válida por causa da criação (At 17.28, 29; Ef 4.6), mas isso não implica relação pessoal ou espiritual. No evangelho de João, o termo grego patēr, “pai”, aparece 136 vezes, e 120 delas se referem a Deus. Nos evangelhos sinópticos, essa referência a Deus é bem menor, mas permanece a mesma ideia.

O título de “Pai” se diferencia dos demais títulos e funções de Deus porque nunca se aplica a Jesus nem ao Espírito Santo. Há uma vasta lista de atributos, títulos, funções e obras de Deus Pai presentes no Filho e no Espírito Santo, mas o título de Pai é exclusivo ao Deus Pai. Alguém pode argumentar sobre a profecia messiânica que emprega as palavras “Pai da Eternidade” (Is 9.6). O bispo Sabélio costumava citar palavra profética para fundamentar a crença unicista de que Pai é Filho e Filho é Pai. Mas o que a Bíblia ensina aqui é que o Messias, como rei, “o principado está sobre os seus ombros”, é pai do seu povo (Is 22.21), e não o Deus-Pai. O Filho é Deus igual ao Pai (Jo 5.17, 18; 10.30), mas não é o Pai, senão “o Filho do Pai” (2 Jo 3). Ser todo-poderoso é o mesmo que ser onipotente (Sl 91.1). Esse atributo é exclusividade divina, no Deus trino e uno. Os credos começam reconhecendo esse atributo no Deus Pai: “Creio em Deus Pai Todo-poderoso”. A expressão “Todo-poderoso” é um dos nomes de Deus no Antigo Testamento (Gn 17.1; Êx 6.3), e a ideia nos antigos credos é de poder fazer todas as coisas, tudo o que deseja (Is 46.10). A onipotência ad extra está limitada somente pela natureza ou essência do próprio Deus e por nada externo a ele; por exemplo, “Deus não pode mentir” (Tt 1.2). Isso não deve ser interpretado como limite de seu poder; antes, trata-se da sua essência, pois ele mesmo é a Verdade. Os cristãos reconhecem que Deus pode todas as coisas: “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.37).

BÍBLIA X CIÊNCIA

Não é verdade que a ciência contradiz a Bíblia e vice-versa. É necessário saber o que realmente é ciência e se os pressupostos científicos são realmente científicos. Se o resultado dessa investigação for positivo, resta ainda saber se o pensamento teológico é realmente bíblico ou se não está fundamentado numa falsa interpretação das Escrituras. Um exemplo clássico disso são as descobertas científicas de Galileu Galilei, que contrariavam a interpretação da Igreja Católica, e não a Bíblia, pois o papa achava que apenas o Sol e a Lua se moviam, e não a terra, com base na interpretação dada à passagem do dia longo de Josué (Js 10.12-14).

Os cientistas já investigaram diversas áreas do saber humano: astronomia e cosmologia, biologia e genética, paleontologia e geologia, métodos de datação geofísica e hidrodinâmica. Por que um número considerável deles rejeita completamente o evolucionismo? Muitas coisas no currículo escolar na área de ciências naturais precisam ser revistas, segundo um número considerável de cientistas.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“[...] Quando consideramos a possibilidade de que Deus usou o processo evolucionário para criar ao longo de milhões de anos, confrontamo-nos com sérias consequências: a Palavra de Deus não é mais competente e o caráter de nosso Deus amoroso é questionado.

Já na época de Darwin, um dos principais evolucionistas entendia o problema de fazer concessão ao afirmar que Deus usou a evolução. Uma vez que você aceite a evolução e suas implicações para a história, então o homem está livre para escolher as partes da Bíblia que quer aceitar” (HAM, Ken. Criacionismo: verdade ou mito? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011, pp.35,36).

Toda a criação louva a Deus – seres espirituais, racionais e irracionais e toda a natureza (Sl 148.2-12). Os ateus não adoram nem louvam a Deus; acham que não precisam dele e não participam da adoração a Deus. A existência de Deus é um fato; trata-se de uma verdade primária que não precisa ser provada. Seria insulto à inteligência humana dizer a alguém que um relógio simplesmente apareceu do nada, como resultado do acaso. O Salmo 19 mostra que o Universo, por si só, comprova a existência de Deus (Sl 19.1-6). As coisas visíveis de Deus são claramente vistas como recursos que Deus deixou para que o ser humano reconheça a existência do Criador: “para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.20). Será que eles pensam que, negando a existência do Criador, escaparão da condenação eterna? Se for isso, estão enganados. A única salvação é o Senhor Jesus Cristo (Jo 14.6; At 16.31).

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14:6

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Em Gênesis 1, a palavra hebraica para dia é yom. A maior parte do uso dela no Antigo Testamento é com o sentido de dia, dia literal; e, nas passagens em que o sentido não é esse, o contexto deixa isso claro.
Primeiro, yom é definido na primeira vez em que é usado na Bíblia (Gn 1.4,5) em seus dois sentidos literais: a porção clara do ciclo luz/trevas e todo o ciclo luz/trevas. Segundo, yom é usado com ‘noite’ e ‘manhã’. Em todas as passagens em que essas duas palavras são usadas no Antigo Testamento, juntas ou separadas, e no contexto de yom ou não, elas sempre tem o sentido literal de noite ou manhã de um dia literal. Terceiro, yom é modificado por um número: primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc., o que em todas as passagens do Antigo Testamento indicam dias literais. Quarto, Gênesis 1.14 define literalmente yom em relação aos corpos celestiais” (HAM, Ken. Criacionismo: Verdade ou mito? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011, p.30).

O ÚNICO DEUS VERDADEIRO

O Shemá. É o imperativo de um verbo hebraico que significa “ouvir, obedecer”, o qual inicia o versículo que se tornou, ao longo dos séculos, a confissão de fé dos judeus: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4). A cláusula final “é o único SENHOR” também se traduz por “o SENHOR é um” (Gl 3.20), conforme as versões espanhola Reina-Valera e judaica, conhecida no Brasil como Bíblia Hebraica. A construção hebraica aqui permite ambas as traduções, de acordo com a declaração de Jesus: “o Senhor é um só!” (Mc 12.29, Tradução Brasileira). Há aqui um significado teológico importante, porque a mensagem não se restringe apenas ao monoteísmo, mas a ideia de existir um só Deus, e de Deus ser um só, diz respeito tanto à “singularidade” quanto à “unidade” de Deus (Zc 14.9; Sl 86.10).

O monoteísmo. É a crença em um só Deus e se distingue do politeísmo, a crença em vários deuses. As principais religiões monoteístas do planeta são o judaísmo (Dt 6.4; 2Rs 19.15; Ne 9.6), o cristianismo (Mc 12.29; 1Co 8.6) e o islamismo. Mas o monoteísmo islâmico não é bíblico. O deus Alá dos muçulmanos é outro deus, e não o mesmo Deus Javé da Bíblia. Alá era um dos deuses da Meca pré-islâmica, deus da tribo dos coraixitas, de onde veio Maomé, que o adotou como a divindade de sua religião. O nome Alá não vem da Bíblia e nunca foi conhecido dos patriarcas, nem dos reis, nem dos profetas do Antigo Testamento, menos ainda dos apóstolos do Senhor Jesus. Os teólogos muçulmanos se esforçam para fazer o povo crer que Alá é uma forma alternativa do nome do Deus Javé de Israel, mas evidências históricas e arqueológicas provam que Alá não veio dos judeus nem dos cristãos.

O monoteísmo judaico-cristão. Jesus não somente ratificou o monoteísmo judaico do Antigo Testamento como também afirmou que o Deus Javé de Israel, mencionado em Deuteronômio 6.4-6, é o mesmo Deus que Ele revelou à humanidade (Jo 1.18), a quem todos os cristãos servem e amam acima de todas as coisas (Mc 12.29,30). Assim, o Deus de Israel é o mesmo Deus do cristianismo; é o nosso Deus. O apóstolo Paulo pregava para os judeus e gentios o mesmo Deus revelado por Jesus: “O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz da sua boca” (At 22.14).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Nossa maneira de compreender a Deus não deve basear-se em pressuposições a respeito dEle, ou em como gostaríamos que Ele fosse. Pelo contrário: devemos crer no Deus que existe, e que optou por se revelar a nós através das Escrituras. O ser humano tende a criar falsos deuses, nos quais é fácil crer; deuses que se conformam com o modo de viver e com a natureza pecaminosa do homem. Essa é uma das características das falsas religiões. Alguns até mesmo caem na armadilha de se desconsiderar a autorrevelação divina para desenvolver um conceito de Deus que está mais de acordo com as suas fantasias pessoais do que com a Bíblia, que é a nossa fonte única de pesquisa, que nos permite saber que Deus existe e como Ele é” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.125-6).

Fonte: Lições Bíblicas CPAD Adultos - 3º Trimestre de 2017 - Título: A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Livro de Apoio - Comentarista: Esequias Soares
Revista Adultos 3º Trim.2017 - A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Comentarista: Esequias Soares


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domingo, 27 de março de 2016

Mitologia Grega

A mitologia grega surgiu da curiosidade que os gregos tinham de explicar a origem da vida e os problemas da existência. Assim, criaram deuses imortais à semelhança do ser humano.
Mitologia grega: deuses, semideuses (heróis) e seres humanos
Os antigos gregos viviam em uma civilização politeísta, ou seja, tinham a crença em vários deuses. Na Grécia Antiga, o deus que mais se destacava era Zeus. Considerado o mais importante dentre os deuses, ele representava a justiça, a razão e a autoridade. Além dos gregos serem politeístas, seus deuses eram antropomórficos, isto é, assumiam a forma humana e agiam à semelhança dos homens, lutavam entre si, e, como os humanos, sentiam ódio, amor, se casavam e tinham filhos.

Em relação ao casamento, vários deuses se uniram aos seres humanos mortais. Dessas uniões surgiram os heróis, considerados semideuses. Sobre seus deuses e heróis, os gregos contavam muitos mitos, que deram origem à mitologia grega.

A mitologia grega se originou de um conjunto de relatos fantasiosos e imaginativos em que os gregos procuravam explicar, por exemplo, a origem da vida, a vida após a morte, dentre outros assuntos.

Os deuses gregos eram homenageados por meio de jogos e competições esportivas. Desse fato, surgiram os jogos Olímpicos, que eram realizados no monte Olimpo (residência de Zeus).

No universo simbólico da mitologia grega, existiam diversos mitos, logo a seguir veremos o mito originário da ilha de Creta (Grécia). Segundo consta nos relatos históricos, nos documentos ou vestígios deixados pelos gregos, na ilha de Creta existia um labirinto intransponível: nenhum homem que adentrou ao labirinto conseguiu encontrar a saída.

Além disso, estar perdido dentro do labirinto se tornava perigoso em razão da presença da figura mitológica do Minotauro, que ali habitava. O Minotauro, na representação mitológica, tinha o corpo humano e a cabeça de touro. Essa mitologia surgiu após a derrota de Creta para Atenas: o Minotauro se encontrava dentro do labirinto para receber oferendas que Atenas pagava a Creta todos os anos.  
                                   
Sempre quando os gregos tinham problemas sérios, eles consultavam os deuses por meio dos oráculos, que interpretavam para os seres humanos o que os deuses queriam.

Os principais deuses cultuados pelos gregos antigos eram: 
Zeus (principal deus, governava os outros deuses e os homens), 
Hera (esposa de Zeus), 
Hades (senhor dos infernos), 
Ares (deus da guerra), 
Ártemis (deusa da caça), 
Atena (deusa da razão e da inteligência), 
Afrodite (deusa do amor e a beleza), 
Apolo (deus da luz, das artes e da adivinhação), 
Dioniso (deus do vinho e do prazer), 
Hefaístos (deus do fogo), 
Deméter (deusa da terra), 
Hermes (deus do comércio e das comunicações) e 
Posêidon (deus dos mares).

Com o passar do tempo, nas cidades gregas, como Atenas, surgiram estudiosos que fundaram a Filosofia (os principais foram Sócrates, Platão e Aristóteles). Eles começaram a duvidar das explicações originárias da mitologia e fizeram-se valer do uso metódico da razão, elaborando outras explicações sobre os fenômenos naturais, sobre a vida e o homem. A partir de então, a mitologia passou a explicar, juntamente com a Filosofia, a origem da vida e os problemas da existência.

Texto de Leandro Carvalho - Mestre em História
Fonte: brasilescola.com - mitologia grega 

Atendendo aos pedidos para postar sobre deuses da mitologia grega.
Espero que tenha ajudado na pesquisa - obrigado aos participantes
abraço fraterno
Pastor Ismael
Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

...e Deus os criou homem e mulher - Livro de Gênesis

“E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação” At 17.26

QUAL A ORIGEM DO HOMEM?
É a grande pergunta da filosofia, da ciência e da religião. É a pergunta que nenhum postulado chegou a responder satisfatoriamente, no que diz respeito aos seus mínimos detalhes. A Teologia, a partir dos seus postulados sistemáticos, tenta dar conta da origem da vida em seus detalhes. A filosofia, com suas divagações e argumentações lógicas e complexas, realiza uma das mais bem elaboradas respostas, dentro da capacidade humana, para se chegar a bom termo sobre o início da vida humana, mas igualmente insatisfatória. A ciência, com a tecnologia, experiências em laboratórios e grandes postulados de seus teóricos, procura perscrutar ao máximo o mistério da vida.

Entretanto, no fim de todas as coisas, a palavra aos Hebreus é definitiva para quem crê: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3). Imaginemos se fosse possível explicar adequadamente a origem da vida, como se deu e se desenvolveu? Ainda assim, o “start” (início) de todas as coisas ficaria sem explicação para os cientistas, pois a ciência apenas tem a possibilidade de explorar o mundo material; o que é transcendental, e até mesmo o quântico, ela não consegue prescrutar. A fé, como expõe o escritor aos Hebreus, afirma que “os mundos” foram criados por Deus; isto é, tudo — não só a terra, mas o que está completamente fora do alcance do olhar humano — foi criado por Deus.

Por isso, não podemos ter uma posição excludente entre a fé e a ciência. Gênesis não é um livro de ciência, mas de fé. Ali Deus revelou ao ser humano o início de todas as coisas. O que cabe à ciência? Pesquisar e explorar o aspecto material dessa criação divina, e reconhecendo os seus próprios limites, como os primeiros grandes cientistas da humanidade, que foram cristãos e, ao mesmo tempo, grandes cientistas. Revista Ensinador Cristão nº64-pg.37

Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

INTRODUÇÃO
Por rejeitar a Bíblia Sagrada, a academia secular tropeça constantemente nesta pergunta; “Quem é o homem?”. Insatisfeita em sua antropologia, racionaliza a questão, e retruca; “O que é o homem?”. E, assim, sistemática e metodicamente, coisifica o ser humano, descartando a única resposta plausível; “O homem é um ser criado por Deus e para Deus”.
Se aceitarmos a historicidade da narrativa mosaica, logo acharemos o nosso lugar no universo que Deus criou. Mas, caso optemos pelas proposições darwinistas, isolar-nos-emos cosmicamente.

Entre Moisés e Darwin, há um abismo intransponível. Apesar das tentativas de se construir uma ponte entre ambos, o fosso aprofunda-se a cada discussão, tornando impossível o trânsito entre o Evolucionismo e o Criacionismo. Se aquele é mera teoria, este apresenta-se como a única alternativa à angústia gerada por nossa presença no mundo.

I. QUEM É O HOMEM
Embora contingente, o homem é um ser necessário. Por essa razão, Deus o chamou à existência. Isso não significa que o Senhor precisasse de nós para existir. Absoluto, prescinde de relações fora de si. Ele é o que é. Em sua obra, porém, somos indispensáveis.

A partir dessa premissa, já podemos dizer quem é o homem.

1. Imagem e semelhança de Deus. O Senhor criou-nos à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Nem a queda, no Éden, logrou destruir tais feições. Logo, descartamos, por absurda e incongruente, a doutrina da depravação total do ser humano. Doutra forma, a obra vicária de Jesus Cristo resultaria ineficaz.
Satanás, todavia, conquanto nada possa criar, é um exímio chargista. Na criatura, distorce o Criador. No Criador, não deixa de caricaturar a criatura. Seus traços podem ser encontrados tanto na mitologia mais grotesca, como no mais refinado texto acadêmico.

Homero (século VIII a.C), ao exaltar os feitos gregos, divinizou os homens, humanizando a divindade. Artista que era, versificou-a numa série de deuses iracundos, orgulhosos, adúlteros e homicidas. Só mesmo, em sua imaginação, era possível um mundo, no qual nenhuma fronteira moral havia entre o divino e o humano. Em sua poesia, aquele era pior que este.

Charles Darwin (1809-1882), por seu turno, fez uma caricatura ainda mais blasfema do ser humano. Numa prosa bem elaborada, que lembra os grandes tratados da ciência, o escritor inglês apresenta o homem como o resultado final de um longo processo evolutivo. Tal processo, entretanto, estanca-se no homem e não contempla os milhões de símios, que jamais chegarão a homo sapiens. Em seu mundo, até dinossauro vira passarinho. Apesar de sua linguagem acadêmica, ele não passou de um chargista: descaracterizando a criatura, debochou o Criador.

Que o homem não seja anedotizado nem pela arte, nem pela ciência. Por que não defini-lo, simplesmente, como uma criatura racionalmente espiritual, cuja missão é amar, glorificar o Criador e fazer-lhe a obra.

2. Pouco menor que os anjos. Se o homem é a obra-prima da criação, por que Deus o criou menor que os anjos? Parece-me que Davi tem a resposta. Ao contemplar a criação, indaga do Criador: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” (Sl 8.3,4). Mais adiante, buscando situar a criatura na obra divina, reconforta-se “Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés” (Sl 8.5,6).

Apesar de nossa inferioridade, Deus nos colocou sobre os ombros o governo do Universo. Por que não os anjos? Afinal, são-nos superiores. Essa tarefa, porém, é nossa. Somente a nós cabe a administração do mundo; em seu nome a exercemos. Nessa lida, os seres angelicais entram para auxiliar-nos. Apesar da insignificância da criatura, o Criador confia-lhe toda a criação.
Somos, de fato, inferiores aos anjos. Essa condição, porém, é temporária. Em breve, os redimidos seremos recepcionados no céu como a Noiva do Cordeiro. Mesmo agora, limitados física, intelectual e espiritualmente, temos privilégios sobre os quais os anjos anelam perscrutar (1Pe 1.12). A Bíblia Sagrada, pois, não diviniza o homem como Homero, nem o animaliza como Darwin: coloca-o num patamar jamais imaginado pelo mortal (1Co 2.9).

3. A coroa da criação. Davi, como bom teólogo, não ignorava o lugar do homem na criação. Um lugar tão elevado que requer uma coroa: “Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.” (Sl 8.5). Embora nos haja criado menor que os anjos, não foi a estes que o Senhor coroou.
A humanidade é a coroa da criação. Desta coroa, Jesus Cristo é a perfeitíssima glória, por ser a única ponte entre nós e Deus. Eis porque a Bíblia no-lo apresenta como Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.

4. A constituição do homem. Dicotomia? Ou tricotomia? Ainda bem que esse conflito limita-se aos teólogos. Quanto aos autores sagrados, tratam o assunto com desconcertante objetividade. Às vezes, tenho a impressão de que são tricotômicos (1Ts 5.23). Outras vezes, parecem-me dicotômicos (Mt 10.28). Como este não é o fórum mais apropriado para se discutir a questão, mais tarde abordaremos o tema com mais propriedade.

Deus escolheu o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma joia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança.


O Senhor Deus usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma. Após formar o homem do pó da terra, e nele imprimir a sua imagem, sopra-lhe Deus as narinas, tornando-o alma vivente (Gn 2.7). O Criador dispensou-nos cuidados paternos, de maneira que, embora pó e cinza, possuímos uma alma imortal que, um dia, a Ele tornará (Ec 12.7; 1Ts 5.23). Fomos criados no tempo, mas no coração vai-nos a eternidade (Ec 3.11).

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." Gênesis 2:7

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Tessalonicenses 5:23

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." Hebreus 4:12

A palavra espírito vem do hebraico “ruach” e do grego “pneuma”. No Antigo Testamento, a palavra hebraica “ruach” aparece 377 vezes e é traduzida como: vento, fôlego ou espírito. No Novo Testamento, a palavra “pneuma” é igualmente traduzida como: espírito ou respiração. A união do fôlego da vida com o barro inanimado tornou o homem uma alma viva, uma personalidade responsável, capaz de compreender e apreciar a Deus, capacitando-o a pensar, querer e amar. Esse fôlego de vida é o “sopro do Todo-Poderoso” (Jó 33:4), a centelha de vida. Jó assim descreve seu estado de ser vivente: “Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz...” (Jó 27.3). O homem é mais do que "pó" ou substância física. O homem tem um espírito. Deus mesmo "soprou" o Seu próprio "fôlego" nas narinas do homem; Deus é a fonte da vida, e Ele diretamente colocou a vida dentro do homem. Esse sopro da vida é visto novamente em João 20.22, quando Jesus dá nova vida aos seus discípulos! "E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo." João 20:22

II. A CRIAÇÃO DO HOMEM
Não ignoro a Teoria da Evolução. Dou-me, porém, o direito de acreditar no Criacionismo Bíblico, por ser este mais lógico e verossímil do que aquela. O evolucionismo ainda não saiu do terreno das hipóteses, ao passo que a narrativa bíblica faz-se a cada dia mais convincente.

1. O conselho da criação. A Bíblia não revela se houve algum conselho da Santíssima Trindade quanto à criação dos céus e da terra. Acredito que nem mesmo para os anjos, mais excelentes do que nós, houve semelhante formalidade. Todavia, quando da formação do homem, o Pai, o Filho e o Espírito Santo expediram este decreto: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gn 1.26). Por que a criação do ser humano teve de ser precedida por um concílio da divindade? Antes de tudo, porque o homem é a coroa da criação. Sem ele, o Universo não passa de um cenário vazio. E, apesar de os anjos serem, temporariamente, superiores a nós, é conosco que Deus anseia manter a mais íntima comunhão. Isso não significa, porém, que Ele não se praza na companhia dos seres celestes. Tanto é que estes, ao serem criados, foram postos ante o seu trono. Na História Sagrada, trata-os como filhos (Jó 1.5; 38.7).


2. A forma da criação. Não somos o resultado de um longo e entediante processo evolucionário, mas a coroa de um ato criativo de Deus. De maneira singela, mas verdadeira e literal, a Bíblia descreve a nossa feitura: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7).
A simplicidade da narrativa bíblica induz o academicismo incrédulo e blasfemo a buscar outras explicações sobre o nosso aparecimento na terra. No passado, o mito. No presente, a falsa ciência. E, no futuro, a mentira sistemática do Anticristo.

No princípio, segundo o poeta grego Hesíodo (750-650 a.C.), só havia deuses no universo. Por causa disso, o marasmo fez daquele céu, um inferno. Foi então que Prometeu, um dos titãs mais afoitos, rogou a permissão de Zeus para criar um ser mortal à imagem e semelhança dos deuses. A princípio, o rei do Olimpo não gostou da ideia. E, se por acaso, não desse certo? Não haveria qualquer problema, interveio Prometeu. Sendo o homem mortal, estaria tudo resolvido. E, assim, o inventivo titã amassou um punhado de argila, e, a partir desta, fez o ser humano.

A mitologia grega lembra uma verdade que o tempo e a memória encarregaram-se de distorcer.
Quanto à fantasia científica de Darwin, o que podemos dizer? Em virtude de sua roupagem acadêmica e de sua linguagem muito bem trabalhada, ganhou rapidamente foros de verdade. Tanto é que Charles Darwin foi sepultado na Catedral de Westminster como um dos maiores intelectuais do Reino Unido. Bem diz o apóstolo: arrogando-se sábios, fizeram-se loucos.
Entre a poesia de Hesíodo e a prosa de Darwin, prefiro Moisés. Sua narrativa leva-me à proposição de um Deus bom e santo. Em seu amor, criou-nos a fim de compartilhar a sua glória.

3. O homem é da terra e a Terra é do homem. Tirados da terra, temos as propriedades todas da Terra. E, um dia, à Terra voltaremos. De seus produtos, alimentamo-nos. E, com o material que nos fornece, abrigamo-nos. Enfim, ela fornece-nos tudo de que necessitamos.
Em nosso organismo, acham-se, entre outros, os seguintes elementos químicos do solo: ferro, manganês, potássio, sódio, cobre, cálcio, selênio, molibdênio, zinco, iodo, fósforo, magnésio, cobalto, iodo, enxofre e cloro. Diante de semelhante fato, como desprezar a narrativa do Gênesis, que, de forma tão simples e clara, mostra o homem como formado do pó da terra?

4. O monogenismo da raça humana. Em seu discurso no Areópago de Atenas, perante os filósofos epicureus e estóicos, Paulo deixou bem patente a doutrina bíblica do monogenismo. Afirmou que Deus “de um só sangue fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (At 17.26).


Diante dessa proposição, não há o que se negar: todos somos filhos de Adão e Eva Logo, brancos e negros, judeus e árabes, europeus e brasileiros, somos todos irmãos. No verdadeiro cristianismo, não há espaço para filosofias ou teologias racistas. Concluímos, daí, existir apenas uma única raça, que, providencialmente, divide-se, multiplicando-se em famílias, tribos, nações, povos e línguas.


O mapeamento do DNA revela de maneira surpreendente a unidade da família adâmica. Se levarmos em conta que cada mulher recebe o DNA mitocondrial da mãe, ser-nos-á possível retroceder à primeira fêmea. Diante desse fato, os cientistas alcunharam-na de “Eva Mitocondrial”. Na esteira dessa pesquisa, descobriu-se também o “Adão Cromossônico Y”
A verdadeira ciência não contraria a narrativa bíblica. Não obstante, alguns acadêmicos ainda teimam em contrariar as Sagradas Escrituras, optando por explicações absurdas.

*Feito a imagem de Deus

“Em 1.26-30, encontramos ‘O Homem Feito à Imagem de Deus’.
1) Um ser espiritual apto para a imortalidade.
2) Um ser moral que tem a semelhança de Deus.
3) Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo.
Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito de o homem dominar ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para argumentar, organizar, planejar e avaliar.” Para conhecer mais leia Comentário Bíblico Beacon, CPAD, p. 33.

III. A MISSÃO DO HOMEM
Imaginemos o primeiro diálogo do Senhor com Adão. Ao chamá-lo à vida, confidenciou-lhe o Pai: “Neste vasto planeta, escondi celulares, tabletes, aviões e até naves espaciais escondi”. Em seu aprendizado, indaga-lhe o homem: “Senhor, o que são essas coisas, e onde posso achá-las?”. Bom didata e amoroso educador, responde-lhe Deus: “Trabalha a terra e logo as descobrirás” A missão do ser humano, por conseguinte, consiste em aculturar a terra, povoá-la e governá-la.

1. Aculturar a terra. Daqui a pouco, terei de interromper este livro para almoçar. Já de posse do prato e dos talheres, pegarei uma concha de feijão, outra de arroz, alguma verdura e legume e, possivelmente, um pedaço de carne. De sobremesa, frutas.

A refeição será possível, porque os genitores da raça, obedecendo às ordens do Criador, puseram-se a trabalhar a criação. Descobriram e selecionaram os alimentos. E, a fim de prepará-los, inventaram deliciosos temperos. Mas, o que fariam sem o fogo e a porcelana? A partir da arte culinária, foram industriando o mundo que Deus criou. E, de descoberta em descoberta, chegaram ao espaço. O interessante é que tudo teve início com a agricultura.

2. Povoar a terra. Quantas pessoas poderiam viver confortavelmente na terra? Já ouvi dizer que em torno de 16 bilhões. De acordo com a ONU, em 2050, haverá nove bilhões e 300 milhões de habitantes no planeta. Se toda essa gente for bem distribuída, todos poderemos viver de maneira sustentável e até usufruir de algum conforto. Conclui-se, pois, que a pobreza extrema não é ocasionada nem pela falta de espaço, nem pela ausência de alimentos. Se a riqueza fosse distribuída com justiça e equidade, ninguém morreria de fome.

Segundo Robert Malthus (1766-1834) o mundo estaria fadado à destruição, se o crescimento demográfico não fosse imediatamente barrado. Temia ele a falta de comida e de água. Graças a Deus, o economista britânico estava errado. Hoje, há mais alimentos no planeta do que no primeiro século da Era Cristã, quando a população mundial girava em torno de 150 milhões de pessoas.
As nações que seguiram o conselho de Malthus enfrentam, hoje, ingentes dificuldades para repor seus estoques populacionais. Haja vista a Europa e o Japão. Até a própria China, apesar de sua imensa demografia, corre o risco de se tornar um imenso asilo de velhos. Sua política de filho único é uma tragédia mais que óbvia.
Por conseguinte, a ordem divina para se povoar a terra é razoável e não atenta contra a sustentabilidade do planeta. O que gera o desequilíbrio ecológico e a ação predadora do ser humano ímpio e inimigo de Deus.

3. Governar a terra. Houvesse o homem obedecido a Deus, o paraíso terrestre não teria se limitado ao Éden. Toda a terra seria um lugar belo e sustentável, onde os filhos todos de Adão poderiam desfrutar de todo o bem que nos legou o Senhor. Nossa biosfera é mais que suficiente para dar alimento, abrigo e bem-estar aos homens e animais. O Criador providenciou o necessário, a fim de que todos os seus filhos, de Adão ao último bebê a nascer no planeta, tenham o suficiente para viver com amor e dignidade.

Se o homem governar bem o planeta, não haverá miseráveis em lugar algum. É o que demonstrará o Senhor Jesus, quando estabelecer o seu reino entre os homens.


*A criação da Mulher

"Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; e da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão." Gênesis 2:21,22

1. “Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução. O homem e a mulher, igualmente foram criados à ‘imagem’ e ‘semelhança’ de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o. Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada. Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original. Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre-arbítrio. Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visualmente a eles e a forma que seu Filho um dia viria a ter. O fato dos seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependente de Deus. Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, p.33).

2. “Uma linda tradição judaica observa que Deus não tirou Eva do pé de Adão, para que ele não tentasse dominá-la; ou da sua cabeça, para que ela se visse acima. Em vez disso, Deus tirou Eva da costela de Adão, para que os dois pudessem caminhar ao longo da vida” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

A mulher foi criada a partir da costela de Adão o que mostra que ambos têm a mesma origem, o pó da Terra.

Leia também: Homem e Mulher, macho e fêmea Deus os criou... 


IV. A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO
A agenda divina no sexto dia da criação estava bem carregada. Num primeiro momento, Deus criou o homem, confiando-lhe o governo do mundo e a classificação da fauna. Mais adiante, sentindo-lhe a solidão, formou-lhe a mulher. E, para arrematar a sua obra, casou-os, instituindo o matrimônio.

1. A solidão é ruim. Ser absoluto por excelência, o Criador prescinde de relacionamentos com a criação para ser o que é. Todavia, sua natureza amorosa e justa leva-o a revelar-se à criatura. E, conosco, aprofunda a comunhão. Por esse motivo, não poderia Ele admitir que o homem vivesse isolado e desprovido de semelhantes.

Ante o isolamento de Adão, declarou o Senhor: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). O casamento, pois, era indispensável para que o Éden se tornasse um paraíso. Por isso, o Senhor, da costela de Adão, cria a mulher. E, apresentando-lha, leva-o a compor um poema: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23).

2. Características do casamento. Instituído por Deus, o casamento tem as seguintes características:

a) monogâmico: um único homem para uma única mulher;
b) heterossexual: um macho para uma fêmea;
c) indissolúvel: só pode ser dissolvido nestas circunstâncias: morte, infidelidade conjugal e abandono (Rm 7.2; Mt 19.9; 1 Co 7.15).
Qualquer vínculo que fuja a esses parâmetros não haverá de ser tido como casamento. Logo, a união entre pessoas do mesmo sexo, embora legalizada, jamais será considerada, à luz da Bíblia Sagrada, casamento. Logo, não conta nem com a bênção, nem com a chancela divina. Quanto à poligamia, Deus a tolerou no princípio, mas nunca a aprovou.

3. A bênção matrimonial. A partir do casamento de Adão e Eva, os demais matrimônios dar-se-iam, primeiro, entre irmãos, e, depois, entre primos. E, assim, até que a união conjugal deixasse o âmbito da endogamia e passasse a ser praticada exogamicamente.
Para que a raça humana não viesse a ser deteriorada geneticamente, o Senhor abençoa o primeiro casal: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28).

*“O que significa ser adjutora?”
"E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ADJUTORA (ajudadora, auxiliadora, socorredora, defensora) idônea para ele." Gênesis 2:18
O seu real significado de acordo com Lawrence Richards: “A frase ‘adjutora’ tem sido frequentemente mal-entendida e usada para manter uma visão distorcida do casamento. A palavra no original, ezer, significa ‘um apoio’, ‘uma ajudadora’, ou ‘uma assistente’. Isso não implica subordinação, pois a mesma palavra é usada para descrever Deus como auxílio do homem. O conceito decididamente sustenta as características da mulher como ajudadora. Somente uma que é ‘osso dos meus ossos e carne da minha carne’ poderia, de fato, ir ao encontro da mais profunda necessidade de outro. Na sua original concepção, então, o casamento era a união de um homem e uma mulher, iguais perante Deus, que se completavam por meio do respeito de um para com o outro, comprometidos com a ajuda mútua” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

CONCLUSÃO
Com a instituição do casamento, tem início a História. Até a formação da mulher, havia apenas uma biografia solitária e sem muito interesse. Mas tudo muda, quando o Pai chama sua filha, Eva, à existência.
A partir daí, o drama humano haveria de ter livre curso. Da biografia de Adão à História Universal, plenifica-se na História Sagrada. Com a instituição do casamento, o Criador começaria a revelar a profundidade de seu amor à criatura racional, que, suscitada da terra, almeja o céu; feita no tempo, tem si a eternidade.


PARA REFLETIR
A respeito do livro de Gênesis:
Em que dia da obra divina o homem foi criado?
O homem foi criado no sexto dia.
Por que Deus criou o ser humano?
O homem foi criado para uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo e guardar o jardim que o Senhor plantara.
Qual a principal característica da mulher em relação ao esposo?
A principal característica moral da mulher esta no fato de que Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o.
Quais as características do casamento?
As principais características são: monogâmico, heterossexual e indissolubilidade.
Por que é importante conhecermos esta verdade?
Pelo fato de que existem muitas falsas teorias e mentiras a respeito da origem da vida humana e do casamento.

Fonte:
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - 4ºtrim.2015 
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - Claudionor de Andrade (Livro de Apoio)
Richards, lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10º ed.RJ.CPAD,2012
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº64
Dicionário Bíblico Wycliffe CPAD
Comentário Bíblico Beacon
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé

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