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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Conselhos para a Vida

“Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” 1Ts 5.24

As Petições e Bênçãos de Paulo (5.25-28)
Não é incomum para Paulo pedir oração por si ou por seus companheiros (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.19,20; 2Ts 3.1). Esse não é um pedido superficial; o apóstolo conhece o poder da oração e o valor de mencionar os companheiros cristãos no aspecto de uma parceria ministerial. É uma honra alguém lhe pedir oração, porque esta atitude demonstra confiança em sua pessoa. Paulo orou muito por esses crentes e continuava a fazê-lo; porém admitia a necessidade de ter outros crentes que o apoiassem. Paulo era sempre grato pelo apoio recebido, quer se tratasse de oração, ajuda financeira, ou voluntária. O pedido de oração ‘formou um vínculo de intercessão mútua’ com os cristãos tessalonicenses. O pedido de Paulo faz parte de sua intenção de promover a solidariedade e a união entre os crentes: ‘saudai a todos os irmãos com ósculo santo’ (v.26; cf. Rm 16.16; 1Co 16.20; 2Co 13.12). A cultura dita os costumes nessas práticas casuais; portanto seriamos negligentes se acusássemos uma igreja de ser antibíblica por não ter o costume do ‘ósculo santo’” (ARRINGTON, French. L. e STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004. p.1407).

O Senhor tem feito coisas grandes e tremendas em nosso favor.

Texto Bíblico - 1 Tessalonicenses 5.23-28; 2 Tessalonicenses 3.16-18

INTRODUÇÃO

Paulo dedica a parte final das Epístolas aos Tessalonicenses para o cuidado pastoral com aquela comunidade local. Lembremo-nos que o apóstolo não era um simples pregador itinerante, que casualmente passou por aquela região; ele reconhecia-se como líder daqueles irmãos, responsável pelo bom desenvolvimento espiritual daquele grupo.

É por isso que suas palavras finais transbordam de ternura, carinho e atenção. Não há uma tônica de reprovação, não se percebe ao final das epístolas frustração pastoral.

I. O DEUS QUE FAZ O EXTRAORDINÁRIO POR NÓS

1. Torna-nos santos (1Ts 5.23).
Não há nenhuma parte de nosso ser que Deus não deseje tratar e restaurar. Tudo o que há em nós: espírito, alma e corpo, a maneira com que foram maculados pelo pecado através da Queda de Adão, está em processo de restabelecimento por meio da obra redentora de Cristo. Como o texto deixa muito claro, a obra da salvação é uma realização exclusiva de Deus. Todavia, a manutenção deste estado em nossas vidas passa pela opção de romper com o mundo de pecado e aproximar-se diariamente de Cristo. Como um jovem pode, nesses dias tão difíceis, permanecer santo diante do Senhor? Somente por meio de uma vida centrada na Palavra de Deus (Sl 119.9). Essa então deve ser uma vida de renúncia aos prazeres do mundo, apego ao amor incondicional a Deus, e esforço contínuo em seguir o projeto do Pai para nossas vidas.

2. Dá-nos abundantemente sua graça.
Muito mais do que um simples chavão religioso, “a graça seja convosco” (1Ts 5.28), é uma oração contínua de Paulo não apenas pelos cristãos em Tessalônica, mas por todos aqueles com quem ele conviveu ministerialmente. Se bem pensarmos, do que mais necessitamos senão, prioritariamente, da graça (2Co 12.9)? A suficiência de Cristo em nossa vida passa pela compreensão da revelação da graça dEle em nossa história (2Co 1.12). Diante de tudo o que o Senhor tem feito por nós, fica difícil compreendermos a manifestação do Pai em nossa vida mediante a sua graça. Lembremo-nos, já fomos libertos do pecado para vivermos por meio do milagre restaurador da graça (Rm 6.14).

3. Permanece para sempre convosco (2Ts 3.16).
Tudo o que realizamos prospera quando seguimos pacientemente as orientações do Eterno para nossa vida (Sl 1.3). Não há qualquer dúvida sobre o segredo da força que cotidianamente manifestamos na luta contra a maldade; ela vem da alegria que o Senhor transmite ao nosso coração (Ne 8.10). A promessa de Jesus antes de voltar ressuscitado ao Pai foi que estaria conosco, todos os dias, até o cumprimento literal da vontade de Deus sobre todas as coisas (Mt 28.20). Este é mais um desses poderosos milagres que o Senhor realiza em nosso favor: apesar de frágeis pecadores, Ele nos ama incondicionalmente. É claro que o amor de Deus tem como fundamento, não algum tipo de bondade que exale de nós, mas as ricas misericórdias do Criador (Tt 3.5). Que bênção sobrenatural, o Deus Todo-Poderoso que se alegra em andar conosco, necessitados pecadores.

Pense!
A obra que o Senhor deseja realizar em nós não implica em uma mudança e transformação de apenas algumas áreas em detrimento de outras. O desejo de Deus é que todo o nosso ser — espírito, alma e corpo — sejam libertos da escravidão do pecado e reposicionados para uma vida só para Deus.

Ponto Importante
A misericórdia de Deus liberada sobre nossa vida não é uma autorização para pecarmos deliberadamente. Que a iniquidade seja sempre um erro, uma queda, em nossa história, nunca um desejo obstinado que se instale em nosso ser.

II. O QUE NÓS DEVEMOS FAZER PELOS IRMÃOS?

1. Orar uns pelos outros (1Ts 5.25).
Paulo termina suas epístolas aos tessalonicenses não apenas anunciando o que Deus faz continuamente por nós, mas também aquilo que obstinadamente devemos fazer por nossos irmãos. Em primeiro lugar, devemos manter uma vida de oração dedicada aos outros. Às vezes, parece que oramos tanto apenas por nossas causas e desejos, que nos esquecemos que uma parte da cura que Deus deseja trazer aos nossos corações passa por uma vida de oração coletiva, intercessão, de clamor comunitário (Tg 5.16). Chega de falar uns dos outros, reclamar uns dos outros; é hora de verdadeiramente dedicarmo-nos a uma experiência de oração viva, segundo a qual sejamos testemunhas oculares das transformações de Deus — as quais sempre serão muito maiores em nós, e nosso ser, do que nos outros. Quando oramos com quebrantamento, somos sempre os primeiros a experimentar as mudanças em nós mesmos.

2. Colaborar para a construção de um ambiente de acolhimento e amor.
O texto de 1 Tessalonicenses 5.26, registra um elemento cultural das sociedades do oriente que, para muitos de nós ocidentais contemporâneos (cheios de noções comportamentais bem diferentes), soa no mínimo estranho. Na verdade, podemos compreender este texto de duas maneiras muito simples: a primeira seria o entendimento de que o beijo era uma tradição cultural disseminada naquele meio, e que Paulo fez menção da mesma. A outra opção é interpretar as palavras paulinas apenas como uma despedida educada, assim como em nossos dias, após uma boa conversa com um amigos despedimos dizendo: “Um beijo para todo mundo”. Independente da opção interpretativa, ambas levam a uma conclusão: É nosso dever ser acolhedores e fraternos, nunca competitivos e brigões.

3. Fazer notórias as verdades de Deus (1Ts 5.27; 2Ts 3.17).
O desejo do apóstolo era que todas as pessoas tivessem acesso às informações, ensinos e orientações que estavam naquelas epístolas. Os textos eram públicos e deveriam ser lidos em coletividade, pois a finalidade era a edificação comunitária. Nosso papel é este, à semelhança de Paulo, tornar as profundas verdades do Reino o mais simples possível. Se tivermos a oportunidade de estudar mais um pouco (e isto é típico desta geração de jovens) não devemos fazer disso um instrumento de exaltação, mas um dom para serviço na causa do Mestre. Fujamos das intermináveis querelas pseudoteológicas, que no mais das vezes apenas envenenam a alma tanto de quem as debate quanto de quem as escuta (Tt 3.9). Concentremo-nos em anunciar as riquezas e maravilhas do Evangelho.

Pense!
A maldade de nossa sociedade tem prejudicado nossas relações interpessoais, inclusive dentro da Igreja. É necessário que nossa mente seja restaurada à imagem de Cristo, para que possamos pensar diferente, de maneira mais pura e tenhamos relacionamentos mais saudáveis.

Ponto Importante
Na maioria das vezes, quando oramos por outros, especialmente quando estamos em situações de conflito, somos tendenciosos a orar clamando por mudança na vida dos outros, mas e se o propósito de Deus em toda essa situação for transformar algo em nós?

III. COMO SEU LÍDER SE DESPEDIRÁ DE VOCÊ?

1. Agradecendo a Deus pelo fim de um período turbulento?
A despedida de Paulo dos tessalonicenses como vimos acima, foi carinhosa e cheia de votos de felicidade. Alguns líderes não veem a hora do ano, do trimestre, do congresso terminar para depois entregarem seus cargos, pois infelizmente os liderados não cooperam, e ainda fazem muitas críticas. Que tipo de liderado é você? Cooperador ou maledicente? Você teria coragem de liderar o ministério de jovens, o conjunto musical, a classe da Escola Dominical de sua igreja? Se você fosse um líder você desejaria um grupo de liderados exatamente como você é hoje? Estas perguntas não devem ser respondidas em público, elas são na verdade um convite a reflexão interior, pessoal, individual. Façamos apenas mais uma pergunta: e se Paulo fosse o líder do grupo no qual você está envolvido, como ele se despediria?

2. Exausto emocional e espiritualmente?
O índice de líderes adoecidos nas comunidades locais é altíssimo. Estafa, estresse, ansiedade, estas são algumas das mazelas que dedicados servos de Deus têm adquirido em virtude da sobrecarga de trabalho a que se submetem. O que você tem feito para auxiliar seu líder? De que maneira sua participação como liderado tem sido uma bênção para quem lidera? Todos podem ser melhores, mas você também não!? Seu líder é daqueles que “carregam o piano” sozinho e ainda tem que escutar comentários como: “Não ficou bom!”, “Qualquer um faria melhor!”, “Coisa de amador!”? Auxilie seus líderes, pois aquilo que fazemos para o Reino de Deus tem um valor eterno. Líderes também precisam de amigos e apoiadores, pois ninguém consegue fazer a obra de Deus sozinho.

3. Em lágrimas de gratidão por tudo aquilo que você tornou-se.
Que os nossos sentimentos, sejam semelhantes aos de Paulo: haja gratidão e alegria (Rm 16.6,12; 1Co 16.10; Fp 4.3). Para tanto reconheçamos que nosso trabalho nunca é inútil ou insignificante quando o fazemos para a glória do Senhor (1Co 15.58). A verdadeira alegria de um líder, não é pelas coisas que faz, mas pelo legado que deixa na vida das pessoas. O testemunho de acompanhar pessoas feridas na alma e desacreditadas da fé, e vê-las restauradas e louvando a Deus é algo fantástico. Quanto vale o preço de uma vida restaurada pelo poder de Deus? Quanto se pode pagar por um sonho ministerial que se torna realidade? O que se pode dar em troca da vida de um jovem alicerçada na presença do Criador? Em todos os casos a resposta é a mesma; NADA! Cristo seja sempre tudo em nós.

Pense!
O trabalho na igreja local é muito árduo, e na maioria das vezes sem nenhum tipo de reconhecimento. Não sejamos do grupo dos que criticam e nada fazem. Coloquemo-nos como aqueles que estão dispostos, sempre, a fazer o melhor para o Reino dos Céus. Trabalhemos não para os homens, mas para o Deus que nos vocacionou.

Ponto Importante
Que sejamos abençoadores do Reino de Deus; ativos servos, conscientes de nossa vocação para o serviço do Mestre. Abandonemos a imaturidade cristã e que o nosso coração seja alinhado com o coração do Pai.


CONCLUSÃO

O melhor jeito de despedir-se de um grupo é deixando muita vontade de não ir embora. Líderes e liderados precisam reconhecer seus papéis no Reino dos Céus e trabalhar, cotidianamente, para que cada um cumpra suas responsabilidades e acreditemos que o Senhor é que fará por nós aquilo que somos incapazes de realizar. Que nossas despedidas sejam sempre alegres, e cheias de boas recordações. Façamos algo pelo Reino.


Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 2º Trimestre de 2018 - Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias - Comentarista: Thiago Brazil


Aqui eu Aprendi!

sábado, 16 de junho de 2018

Uma vida exemplar diante de Deus e dos homens

“Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu” 2Ts 3.6

“Aquilo que estava errado no meio dos Tessalonicenses, que é expresso:

1. De maneira mais geral. Havia alguns que andavam desordenadamente e não segundo a tradição que receberam do apóstolo (2Ts 3.6). Alguns irmãos eram culpados desse caminhar desordenado. Eles não viviam da maneira certa, nem dirigiam sua vida de acordo com as regras do cristianismo, nem estavam em conformidade com sua profissão de fé; não andavam de acordo com os preceitos passados pelo apóstolo, nem davam a devida atenção. Observe: As pessoas que receberam o evangelho e que professam sujeitar-se a ele devem viver de acordo com esse evangelho. Se não o fizerem, são consideradas pessoas desregradas.

2. Em particular. Havia entre eles algumas pessoas ociosas e que faziam coisas vãs (2Ts 3.11). O apóstolo foi informado a esse respeito de fontes tão seguras que tinha razão suficiente para dar ordens e orientações com relação a essas pessoas, como deveriam se comportar, e como a igreja deveria agir em relação a eles. (1) Havia algumas pessoas no meio deles que eram ociosas, não trabalhando, ou fazendo coisa alguma. Não parece que eram glutões ou beberrões, mas ociosos, e, portanto, pessoas desregradas” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento. 2ª Edição. Atos a Apocalipse. RJ: CPAD, 2010. p.680).

Texto Bíblico - 2 Tessalonicenses 3.6-15

INTRODUÇÃO

Ao final de sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses, assim como fez na Primeira Carta, no capítulo 4, Paulo faz uma série de orientações práticas àqueles irmãos, centradas especialmente na questão da conduta pública do cristão: sua postura diante da sociedade decadente em que estavam inseridos.

I. EXISTE UM MODELO A SER IMITADO

1. Cristo é nosso supremo exemplo.
Antes mesmo de falar do ministério de Paulo e sua influência entre os Tessalonicenses, é necessário deixar bem claro: nosso modelo é Cristo! Ele é o homem perfeito em quem somos aperfeiçoados até a medida completa de nossa espiritualidade (Hb 7.28; Ef 4.13). Qualquer decepção com instituições, líderes, ou mesmo pessoas próximas a nós deve ser deixada de lado pela compreensão de que Ele é o nosso modelo vivificador. O mais sobrenatural nesse esforço de seguir a Cristo é que, quanto mais parecidos com Cristo tornamo-nos, mais plenos nos acharemos. O Senhor não rouba nossa identidade, não usurpa o que nós somos; pelo contrário, a plenitude de Deus em nosso ser aperfeiçoa o que Deus nos tem feito ser.

2. Os heróis da fé devem ser nosso modelo.
Há um conjunto de cristãos exemplares que palmilharam essa terra, os quais são dignos de nosso respeito e consideração (Hb 11.1-40). Nenhum deles salva, nenhum será capaz de transformar nossas vidas, entretanto, eles viveram como salvos e demonstraram que é possível permitir-se ser tocado por Deus de tal maneira que se possa testemunhar verdadeiras revoluções pessoais de vida. Certamente há um grupo de pessoas que ainda hoje, refletem a glória de Cristo nesta geração. Escândalos e desastres morais acontecem na humanidade desde o princípio, contudo, devemos nos espelhar na vida daqueles que, em meio a tanta corrupção, optaram por viver a beleza da pureza do Evangelho. A vantagem de olhar para vida destes santos é perceber que o Reino de Deus já está entre nós. Que o mal nunca nos inspire.

3. Ainda existem líderes inspiradores (v.7).
Paulo é um desses homens tão íntegros que não teme afirmar: “Vocês em Tessalônica querem um modelo? Olhem para mim!”. Em tempos de escândalos, em dias de discursos demagógicos e hipócritas, carecemos de líderes assim; entretanto, louvado seja Deus, porque ainda existem muitos. Certamente cada um de nós pode nomear, homens e mulheres, que foram responsáveis por nosso crescimento espiritual; pessoas de testemunho e caráter, verdadeiros líderes espirituais, que muitas vezes, sequer são reconhecidos institucionalmente. Aproximemo-nos dessas pessoas, e sejamos, num futuro bem próximo, estes líderes inspiradores para nossas igrejas. Lembre-se: não se torne, amanhã, um tipo de cristão/líder que você reprova hoje. Que nossa trajetória seja como a da luz da aurora (Pv 4.18).

II. COMO SE PORTAR NUMA SOCIEDADE DESORDENADA?

1. Um distanciamento precisa ser notório (v.6).
É impossível que os princípios de um cristão genuíno o aproximem, sem qualquer tipo de conflito, com o padrão do mundo. Jesus deixou bastante claro que o modelo de sociedade vigente nos rejeitaria (Jo 15.18; 17.14). Na verdade não é uma questão pessoal, mas a respeito do Deus a quem amamos. Por isso, a existência de um distanciamento (moral e espiritual) é inevitável. O que nos surpreende é perceber que existem cristãos que, de maneira hipócrita e anticristã, criam muros para separarem-se das demais pessoas. Como estas serão evangelizadas e impactadas pelo testemunho? Nosso distanciamento não é social (somos ovelhas enviadas para viver entre lobos Mt 10.16), deve ser com relação a nossos valores, princípios e modelos. A igreja não pode tornar-se uma “Sodoma e Gomorra Gospel”. Nós não apenas fazemos, mas somos a diferença neste mundo.

2. Não é possível íntima comunhão (v.14).
A exortação de Paulo é clara: “[...] não vos mistureis com ele [...]”. É inevitável estar entre pessoas que não são cristãs — no ônibus, na faculdade, no trabalho. Logo a exortação de Paulo é para evitar aqueles que se dizem crentes e querem andar segundo o mundo, os desobedientes. A ilusão de um bairro só de cristãos, uma empresa só de salvos, um colégio exclusivamente de santos, não deve ser alimentada pelo crente. A mistura aqui é interior, de alma, posturas, opiniões. Cristãos defendendo liberação de aborto, legalização de drogas pesadas, sexo antes do casamento, isso é a mistura que temos que evitar e condenar. Mais preocupante do que viver entre os ímpios é viver entre ímpios pensamentos (Pv 17.20). Não há acordo entre o Senhor e Belial, não há mistura que seja benéfica ao coração daquele que é inconstante (Tg 1.8).

3. O amor deve ser o tema de qualquer relacionamento.
Paulo afirma no versículo 15: “Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão”. Viver como um irmão é viver perto, junto, próximo. Dos inimigos é que as pessoas tendem a se afastar, mas nós somos dos que se aproximam, pois a finalidade última de todas as nossas ações, até mesmo quando somos duros com os outros, deve ser o amor. O desobediente precisa viver com o obediente para testemunhar o milagre de uma vida transformada e crer que para ele isso também é possível. Já o salvo em Cristo não deve ter medo de conviver com quem ainda não está liberto, ou será que este na verdade é um hipócrita, travestido de cristão, que sabe da fragilidade de seu caráter, e por isso teme o tempo todo que sua máscara caia?

III. SOMOS CHAMADOS PARA VIVER DE QUE MANEIRA?

1. Como filhos de Deus, não como fardos para a sociedade (v.8).
Nós como cristãos não somos chamados para ser motivo de enfado para ninguém. Por isso sejamos sempre proativos, lutemos por nossos sonhos, acreditemos que o Senhor nos capacitará, inclusive para o mercado de trabalho. Tenhamos Paulo, e não os “preguiçosos na fé”, como exemplo.

2. Sossegadamente.
Não existe fórmula mágica para ser bem-sucedido; tudo passa por muito trabalho e dedicação. Fortunas que aparecem repentinamente, de um modo geral, também somem de modo súbito. Os ideais que a mídia constrói, de jovens famosos e ricos, na maioria dos casos escondem profundas tristezas, relacionamentos opressores e uma escravidão no pecado. Acreditemos que o contentar-se é muito melhor do que o desesperadamente desejar mais.

3. Em paz (v.16).
É claro que existem múltiplas maneiras de se ter paz; para alguns é no silêncio; para outros na harmoniosa melodia do céu. Há aqueles que experimentam a paz enquanto caminham em uma jornada, entretanto alguns vivem a experiência da satisfação ao ficar onde estão. Mas de onde procede a concórdia que enche os nossos corações? É claro que somente do Pai. Numa igreja repleta de dúvidas, incertezas, e conflitos pessoais, somente Deus poderia juntar os pedaços dessa comunidade e fazer com que aqueles irmãos experimentassem a verdadeira paz que deriva de um relacionamento genuíno com o Senhor. Aquilo que o Pai faz por nós, transcende a nossa vida, influencia até mesmo aqueles que estão à nossa volta (Pv 16.7). Confiemos então naquEle que é apresentado nas Escrituras como o que governa firmado sobre o fundamento da paz (Is 9.6; 2Co 13.11; Fp 4.9).


CONCLUSÃO

O Cristianismo não é um conjunto de teorias a respeito da realidade as quais declaramos simplesmente nossa adesão intelectual. Servir a Cristo é uma experiência radical de mudança de vida, uma corajosa escolha de viver profundamente diferente do mundo, segundo princípios que evidenciam o caráter de Deus em nós.


SUBSÍDIO
“Os missionários tinham o cuidado de evitar a acusação de serem parasitas ou aproveitadores. Mas, sobre este assunto, Paulo sempre salvaguardava o direito apostólico de sustento, embora, para o bem do evangelho, ele renunciasse o direito conscienciosamente. Não porque não tivéssemos autoridade — ‘não porque não tivéssemos esse direito’, AEC, RA; cf. BJ, BV, CH, NTLH, NVI), mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes (‘mas para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês’ — NVI; quanto a exemplo [typos], ver comentários em 1 Tessalonicenses 1.7; quanto à questão do trabalho do apóstolo em Tessalônica e os motivos envolvidos a esse respeito, ver comentários em 1 Tessalonicenses 2.6,9. A força do argumento é que Paulo, o Apóstolo, tinha o direito de receber sustento. Mesmo assim, enquanto esteve entre eles, ele vivia à custa do fruto do seu trabalho. Muito mais deveriam os irmãos desordeiros trabalhar para ganhar a vida, já que eles não tinham o direito de receber sustento!” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9. Gálatas a Filemom. Comentário Bíblico Beacon.RJ: CPAD, 2006. p.429).

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 2º Trimestre de 2018 - Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias - Comentarista: Thiago Brazil

Aqui eu Aprendi!

sábado, 21 de abril de 2018

Conservando uma vida frutifera

“Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor” 1Ts 3.8

“O desafio é tanto pessoal quanto coletivo. Paulo está guiando a partir da frente de batalha, mostrando, com sua dedicação pessoal e disposição de sofrer, que Deus não é derrotado pela oposição do ser humano nem pelas circunstâncias difíceis deles. Mas a igreja, como um todo, também tem de ser um exemplo de fidelidade e testemunho. Muitas vezes, ela é a atividade conjunta de um grupo de cristãos que causa um grande impacto nos outros. Assim, minha vida pessoal é um exemplo que encoraja os irmãos em Cristo e que mostra Jesus para o mundo? Nossa vida na igreja é harmoniosa e dedicada a servir a Cristo em palavras e obras? Hoje em dia não está muito em voga pensar na volta de Cristo — nem mesmo pensar na jornada através da morte que todos nós empreenderemos. A volta de Jesus, no entanto, representa um foco para o ministério de Paulo e a vida de muitos cristãos perseguidos ou destituídos. Mas Paulo não oferece uma promessa de esperança futura apenas para ajudar as pessoas a lidar com a angústia atual; é muito mais que isso. Ao manter o foco na volta de Jesus, temos um objetivo, uma meta. Temos uma tarefa a fazer — ajudar a edificar o Reino de Deus — em um período de tempo limitado (e desconhecido) (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013. p.364).

Muito mais desafiador do que plantar uma Igreja é consolidá-la de tal forma que as pessoas permaneçam na vocação de Deus, mesmo diante de adversidades, perseguições e frustrações.

A palavra-chave desta lição é “frutificação”. Diante desse vocábulo, enquanto professores(as) devemos fazer a seguinte pergunta: Qual o fruto do trabalho que estou realizando para Deus? Por vivermos em uma sociedade imediatista, muitas vezes nossos corações satisfazem-se apenas com aquilo que se pode perceber com facilidade, de modo muito evidente; entretanto, é necessário termos a maturidade para acreditar que os resultados, especialmente aqueles de repercussão espiritual, estão para além daquilo que os olhos podem ver. Deste modo, acredite, seu ministério é muito importante, não apenas para um grupo de jovens com quem você se reúne semanalmente, mas também para sua igreja local, e ainda para o Reino de Deus como um todo. São extraordinariamente positivas as consequências do serviço de homens e mulher como você que, com dedicação e zelo, empenham-se em fazer as verdades da Bíblia Sagrada compreensíveis e relevantes para nossa geração de jovens.

Texto Bíblico - 1 Tessalonicenses 3.6-13

INTRODUÇÃO

O amor verdadeiro dos tessalonicenses, associado à necessidade de uma fuga repentina em virtude da forte perseguição que se levantou, deixaram em suspenso o coração de Paulo quanto à permanência e consolidação da fé dos novos cristãos daquela cidade. De tal forma que, diante de um grande impedimento que se impôs com relação à sua ida pessoal a Tessalônica — o qual o próprio apóstolo considerava uma ação diretamente promovida pelo Maligno (1Ts 2.18) — Timóteo foi enviado àquela igreja para de lá trazer notícias a Paulo. Quão grande não foi a alegria do apóstolo ao receber de seu jovem auxiliar o relatório de viagem. Os tessalonicenses estavam bem espiritualmente, usufruindo da profunda alegria que caracteriza a vida daqueles que vivenciam uma experiência real de salvação. É sobre os fatores que levaram os tessalonicenses a uma experiência de fé consolidada que refletiremos nesta aula.

I. LIDERANÇA FRUTÍFERA, IGREJA FRUTÍFERA

1. Paulo, um líder de líderes.
Se há uma característica peculiar do ministério de Paulo que se pode destacar, esta é a capacidade de perceber o potencial de novos líderes. São tantos, cujas listas estão presentes em quase todas as cartas que ele escreveu. Por isso, pensemos apenas no paradigmático caso de Timóteo. Oriundo de uma família de dupla tradição religiosa e cultural (At 16.1); reconhecido por sua juventude (1Tm 4.12); um inexperiente obreiro em sua primeira viagem missionária (At 17.14). Enquanto alguém poderia ver tais adjetivos como desqualificantes para a vocação de Timóteo, Paulo viu além, e compartilhou com o jovem obreiro suas experiências, conhecimentos e sonhos. A confiança do apóstolo era tamanha que, diante de sua impossibilidade de ir a Tessalônica, envia seu filho na fé — delegando-lhe autoridade para ensinar e exortar (1Ts 3.2).

2. Paulo, um líder de coração pastoral.
As palavras do apóstolo em 1 Tessalonicenses 3.8 são, simultaneamente, fortes e amorosas. Paulo não esconde o sentimento de apaziguamento que as notícias de Timóteo trouxeram-lhe. A vida ganha novos horizontes diante da percepção de que a semente do Evangelho entre os tessalonicenses floresceu e que o testemunho deles já frutificava em outras cidades. Palavras como estas à igreja em Tessalônica não foram exceção na trajetória de Paulo; outros textos como 1 Coríntios 4.9-14; Efésios 3.13; Gálatas 4.19, evidenciam o comprometimento deste homem não apenas com a vocação que possuía, mas com as pessoas que eram o objetivo primário deste chamado. Este é um dos motivos pelos quais aquela igreja prosperou espiritualmente, havia uma visão de Deus, cumprida debaixo do mais abnegado e dadivoso amor.

3. Paulo, um líder a ser imitado.
Atualmente ainda existem pessoas para as quais podemos olhar e dizer: “Este irmão/irmã inspira-me a ser um cristão melhor!”. Muitos são aqueles que podemos literalmente imitar. Paulo, era uma dessas pessoas especiais (1Co 4.16; 11.1). Para aqueles novos cristãos, foi natural tomar o apóstolo como um ideal de cristão e de ministro. Hoje, ao invés de líderes que imponham sua vontade, necessitamos de homens e mulheres de Deus que nos inspirem a ser melhores — não mais excelentes que os outros, mas melhores que nós mesmos todos os dias. O imitar neste caso não é irracional ou negativo, mas um movimento positivo, de entusiasmar o povo. Será que hoje, somos padrão a ser imitado pela sociedade, ou perdemos de tal modo nossos referenciais que não somos mais modelo para esta geração?

Ponto Importante
O amor deve ser a lógica que fundamenta nossas relações; por isso não importa quão pequena ou limitada seja uma igreja, ela merece ser amada e abençoada.

II. UMA IGREJA QUE FRUTIFICOU

1. Apesar das tribulações.
Problemas dos mais variados como já vimos, envolveram a fundação e continuação do trabalho em Tessalônica (1Ts 3.7). Mas isso não foi suficiente para barrar o crescimento da obra de Deus. Não devemos esperar boas oportunidades brotarem do nada para nossas vidas serem automaticamente transformadas; é necessário trabalho e fé. As tribulações que caracterizaram esse primeiro momento da Igreja Primitiva não foram capazes de impedir o florescer do Reino de Deus (At 14.22). Se assim aconteceu com Jesus, nosso Mestre, e com os nossos primeiros irmãos, não podemos esperar nada diferente no que diz respeito a nós e nossa relação com a sociedade atual (Mt 10.24,25). Por isso devemos ter a convicção de que, apesar das várias aflições no mundo, a vitória de Jesus já nos basta (Jo 16.33).

2. Apesar da falta de um acompanhamento integral.
Paulo era consciente de que sua distância com relação aqueles irmãos tinha, de certa forma, deixado lacunas na formação cristã deles (1Ts 3.10). Apesar desse fato, isto não foi um impedimento para que, em meio a muitas limitações, os tessalonicenses procurassem desenvolver sua fé. É claro que o ideal para a formação de uma nova igreja sadia é um discipulado completo, uma assistência absoluta, mas nem sempre isso é possível em virtude de uma variável de questões. Cabe então a um discipulador consciente de seus desafios investir no ensino dos componentes mais fundamentais e indispensáveis da fé cristã (1Pe 2.2). Outras questões acessórias e secundárias devem ser reservadas para outras circunstâncias. As adversidades reais não devem impedir-nos de aspirar nossos ideais apontados por Cristo.

3. Apesar das oposições.
Havia, em Tessalônica, uma forte oposição à mensagem de Cristo (1Ts 3.4,5) por parte de um grupo de religiosos contrários a Paulo e à sua pregação (1Ts 2.14-16). Segundo informa-nos o autor de Atos, o que movia essas pessoas era a inveja em virtude da expansão do Evangelho na cidade (At 17.5). Esses então, uniram-se a um grupo de desordeiros sociais e estabeleceram uma resistência declarada ao Cristianismo que crescia entre a população. Qual o resultado de toda essa oposição? Maior crescimento do Evangelho. Ser perseguido por amor ao Evangelho é uma prova de que o Reino de Deus é nosso (Mt 5.10-12); todas as vezes que optamos por viver a profundidade do Cristianismo, acabamos por confrontar valores e conceitos desta sociedade, a qual, por vezes, nos rejeitará (2Tm 3.12). Lembremos, não devemos ser nós a hostilizar os outros, contudo, devemos ter a consciência de que nosso compromisso com Deus incomodará a muitos.

Ponto Importante
É necessário anunciarmos o Evangelho. Mas saiba que como os valores do Reino colidem com a cosmovisão de nossa sociedade, muitas vezes, o embate vai se tornar inevitável.

III. O QUE FAZER PARA CONTINUAR FRUTIFICANDO?

1. Não abandonar a fé.
Somente uma opção definitiva por viver da fé fez com que os tessalonicenses pudessem continuar firmes em Cristo (1Ts 3.6,7). Este é um princípio tão relevante para o Cristianismo que a Bíblia o enuncia em quatro contextos diferentes (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Não são nossas constatações ou nossas certezas racionais que nos fazem persistir no Evangelho, mas antes, é nossa viva esperança no que nosso Deus nos fará, e a convicção de que não é por vista que vivemos, mas por fé. A grandiosidade de nossa fé encontra respaldo no amor e cuidado de Deus que jamais falharão. O único modo de continuarmos firmes e frutíferos no Reino de Deus é reconhecendo que nossa segurança está no Senhor dos Exércitos. Não abandonemos a fé, antes, creiamos na contínua atenção de Deus a nós.

2. Assumir uma vida de santidade.
Em meio a um contexto tão adverso e conturbado, somente por meio de uma vida de dedicação a Deus aquela comunidade poderia crescer (1Ts 3.13). O que os adversários da jovem igreja queriam era uma série de motivos e pretextos para desacreditar a mensagem anunciada por eles. Lembremos desse áureo princípio do Cristianismo: a vida do mensageiro precisa condizer com o nível de mensagem que ele porta, se não, suas palavras não passarão de hipocrisia e religiosidade vazia. Foi por isso que Cristo encarnou-se, para demonstrar que a beleza da obra do Pai não se encontra em discursos teóricos, mas numa existência redimida e transformada. É imprescindível optarmos por uma vida santa, sem a qual, nunca teremos a real compreensão de quem é Deus (Hb 12.14).

3. Insistir no amor.
Não há crescimento espiritual sem amor. Todo e qualquer tipo de “inchaço”, multiplicação numérica, não terá nenhum sentido se não for mediado por um profundo e divino amor (Ef 4.15,16). Paulo, conhecedor desta verdade, tem uma oração em especial para com os tessalonicenses, o pedido ao Pai é que eles cresçam em amor, no amor, pelo amor e para o amor (1Ts 3.12). Há um aspecto extremamente relevante nas palavras do apóstolo concernentes ao crescimento em amor dos tessalonicenses: é que este amor não deve ser vivido apenas no interior da igreja, mas também com todos os que habitam naquela cidade. Somente uma pregação cheia do amor de Deus pode conduzir as pessoas a um encontro real com Ele. É claro que não devemos confundir amor com permissividade, todavia, deve ficar claro que o amor também é bem diferente do ódio ou de um discurso amaldiçoador (Rm 12.14).

CONCLUSÃO

Não é sobre uma fórmula mágica a ser repetida para multiplicação de igrejas. Não se trata de uma suposta “revelação” divina sobre como o Reino de Deus deve ser anunciado. A Carta de Paulo ao Tessalonicenses é um testemunho histórico para o Cristianismo que, em tempos de oposição, aflições e fragilidade, somente por meio do verdadeiro amor a Igreja do Senhor Jesus poderá viver plenamente a vontade do Pai.


Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 2º Trimestre de 2018 - Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias - Comentarista: Thiago Brazil


Aqui eu Aprendi!

sábado, 14 de abril de 2018

O Fruto de um trabalho zeloso

“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos” 1Ts 2.8


Paulo era um exemplo para aquela comunidade. Uma das questões que se sobressai tanto na primeira como na segunda epístola é o caráter do apóstolo, sua integridade, sinceridade e amabilidade. Sendo merecedor de honra e privilégios entre os tessalonicenses — por ser o orientador espiritual da comunidade, em virtude do grande risco de morte que o apóstolo pessoalmente enfrentou — este não usufruiu de nenhum benefício, antes, trabalhou incessantemente para não ser “pesado” a ninguém naquela localidade.

Nossas ocupações, nosso trabalho, não podem ser utilizados como desculpas para algum tipo de prejuízo à obra de Deus. É necessário que sigamos o inspirador exemplo de Paulo, para que, fazendo o melhor para o Reino de Deus, muitas vidas sejam alcançadas não apenas por nossa pregação, mas também por nosso testemunho enquanto fiéis discípulos de Cristo.

O caráter de uma comunidade não se constrói de modo repentino; é necessário um forte investimento espiritual — por meio de discipulado eficiente e de testemunho pessoal edificante.

Texto Bíblico - 1 Tessalonicense 2.1-12

INTRODUÇÃO

No capítulo dois de 1 Tessalonicenses, Paulo apresenta-nos o paradigma do verdadeiro plantador de Igrejas. Quais devem ser as motivações daqueles que se envolvem no ministério de evangelização e discipulado de novos cristãos? Por vivermos em dias tão difíceis, somos facilmente induzidos a imaginar que apenas nós enfrentamos os desafios de conviver com falsos obreiros, com indivíduos cujo objetivo é o estabelecimento de uma carreira profissional, e não a manifestação da graça do Pai nesta geração. Todavia, neste momento de sua Carta aos tessalonicenses, ao fazer questão de destacar alguns aspectos de sua prática ministerial naquela comunidade, o apóstolo acaba denunciando uma série de indivíduos, que já na Igreja Primitiva, tinham a intenção de instituir feudos particulares ao invés de militarem pelo Reino de Deus. Assim como os tessalonicenses, aprendamos com Paulo.


I. O MINISTRO COMO AQUELE QUE SERVE

1. Aquele que cuida dos outros.
O vocacionado por Cristo possui um coração misericordioso, capaz de compreender a realidade por meio da ótica da graça e do cuidado. Enquanto a sociedade atual apregoa o individualismo como forma padrão de relacionamento, o servo de Cristo envolvido na evangelização, discipulado e pastoreio experimenta a força do amor que se doa para outro; e isto não é à toa, Jesus encarnou este tipo de modelo relacional (Jo 10.26-30). Em Tessalônica, Paulo afirma cuidar daqueles irmãos tanto como uma ama (1Ts 2.7) — que mesmo sem nenhum vínculo biológico com as crianças de quem cuida, é responsável pela nutrição mais básica como pelos carinhos —, como um pai (1Ts 2.11) — cuja responsabilidade fundamental é a formação do caráter dos filhos que lhe são dependentes. O apóstolo não procurava benefícios próprios, mas o desenvolvimento daqueles irmãos.

2. Aquele que serve mesmo com o perigo de perder a vida.
Desde o início, o ministério de Paulo entre os tessalonicenses envolveu um nível de comprometimento tal que, em várias ocasiões (1Ts 2.2,15), o apóstolo testemunha que correu risco de vida. A radicalidade deste tipo de vocação pode ser comparada à chamada de nossos irmãos missionários que atuam em países hostis ao Evangelho hoje (Coreia do Norte, Irã, Vietnã, etc.). Eles não têm suas vidas por preciosas (At 20.24), mas são capazes de enfrentar vários tipos e níveis de riscos para levar a Palavra àqueles que ainda não ouviram as Boas Novas de Paz (2Co 11.23-26). O senso de serviço entre esses obreiros é altíssimo; para eles a vida não faz sentido se não é apresentada como oferta diária diante do altar do Cordeiro de Deus. Este nível de comprometimento com o Reino de Deus está numa condição diametralmente oposta ao tipo de vida nababesca e luxuosa que alguns optam e impõem sobre suas comunidades.

3. Aquele que trabalha para não ser pesado a ninguém.
Esta talvez é uma das características sociais mais marcantes do ministério de Paulo. Ele optou por um estilo de vida despojado, a tal ponto que, na maioria do tempo, não necessitava de uma comunidade ou instituição para garantir-lhe o sustento financeiro; ele mesmo produzia os recursos para sua manutenção (1Ts 2.6,9). Deste modo, seus pedidos financeiros poderiam voltar-se para o sustento das novas comunidades fundadas (2Co 8.1-5; 9.12). Esta opção de vida certamente exige muito mais daquele que realiza ações para o Reino, entretanto o autoriza a exigir de todos à sua volta uma postura similar (2Ts 3.12).

Ponto Importante
O Brasil tem sido muito abençoado em função de jovens que, seguindo uma visão de Deus, doaram-se completamente em favor do anúncio do Evangelho. Que essa chama evangelística volte a acender no coração desta geração para que os não alcançados possam ouvir de Cristo.


II. O COMPROMISSO COM A PALAVRA

1. A pregação como exposição da verdade.
O ministério de Paulo entre os tessalonicenses foi bem-sucedido porque o foco dele era o anúncio da Palavra; entretanto, tal tarefa não estava fundamentada em sabedoria humana (1Ts 1.5), e sim no poder que é próprio da vontade de Deus (1Ts 2.3,5). Os tessalonicenses não foram envolvidos em estratégias de retórica ou oratória, mas pelo poder do Evangelho. Infelizmente na atualidade, em muitas igrejas, perdeu-se a esperança no poder da Palavra, em virtude disso em muitas celebrações voltadas para jovens a liturgia é preenchida com elementos dos mais diversos (shows de humor, MMA amador, muita música dançante). Que tipo de Igreja teremos daqui a alguns anos se os cristãos que a compõem não valorizam a Bíblia, nem sequer a conhecem?

2. A necessidade de honrar a Deus e a sua Palavra.
A quem preocupamo-nos em agradar quando pregamos o Evangelho? Paulo deixou bem claro àquela jovem igreja que seu compromisso estava em agradar ao Pai, e não a eles (1Ts 2.4). O apóstolo não temia o que poderia acontecer quanto à reação dos tessalonicenses, pois ele sabia que a aprovação de seu ministério não vinha das pessoas, mas do Deus que confirmara seu ministério (Gl 1.10). Àquele que foi vocacionado por Deus cabe o discernimento e a maturidade para permanecer firme em sua missão, mesmo quando todos e tudo levantam-se como oposição. Nestes dias trabalhosos o Evangelho não é bem recebido por uma geração incrédula e rebelde (Fp 2.15). Contudo, devemos ter a convicção de que não é a eles que buscamos agradar, mas ao SENHOR!

3. O discernimento e a confiança dos tessalonicenses.
No caso da comunidade dos tessalonicenses, apesar do pouco tempo de fé que estes possuíam, a Palavra fluiu entre eles com naturalidade. Um dos motivos de tal desenvolvimento do Evangelho nesta igreja foi o fato de os cristãos ali terem recebido as palavras de Paulo como Palavra de Deus (2Ts 2.13). Numa sociedade cheia de vozes e mecanismos de comunicação o discernimento é um dos dons mais importantes. Precisamos de maturidade para sermos capazes de rejeitar as falácias (2Tm 4.4) e acolher a voz do Senhor (1Co 2.14,15). Como o caso da Igreja em Tessalônica nos demonstra, discernir a vontade de Deus tem relação direta com nossa intimidade com Deus, e não com o tempo que possuímos de fé.

Ponto Importante
A aprovação coletiva nem sempre esteve do lado dos profetas e ministros de Deus, todavia, eles permaneceram firmes e inabaláveis. Cresçamos continuamente em intimidade com o Pai, para que em momentos de adversidade tenhamos a serenidade de que nossa chamada é de Deus.


III. OS OBJETIVOS DE UM MINISTÉRIO ÍNTEGRO

1. Colaborar para o desenvolvimento de uma comunidade espiritualmente sadia.
O zeloso trabalho de Paulo tinha um objetivo claro: colaborar no crescimento espiritual dos tessalonicenses de tal forma que estes chegassem ao nível de intimidade desejado por Deus (1Ts 2.12). O apóstolo, que naquele momento histórico estava em forte atividade missionária, não tinha qualquer intenção de beneficiar-se, de alguma forma, através da vida daqueles irmãos; antes, a finalidade de seus cuidados pastorais era exclusivamente o bem-estar deles. Hoje, cada vez mais, na igreja, precisamos de pessoas comprometidas com o crescimento e amadurecimento de outros.

2. A edificação mútua.
Um dos resultados mais destacáveis decorrentes do estabelecimento de um ministério sadio é a edificação mútua. É necessário reconhecer, apesar deste não ser o objetivo prioritário da presença de Paulo entre os tessalonicenses, que o apóstolo foi ricamente abençoado por meio da convivência com aquela igreja (1Ts 2.19,20). É assim que o Reino de Deus manifesta-se por meio de uma liderança abençoadora, todos são enriquecidos pelo poder de Deus, tanto os que ministram como os que são ministrados (2Co 7.7; Fm 7). Nunca devemos compreender a bênção de Deus de forma egoísta, na verdade, sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que Ele nos tem dado (2Co 9.8).

3. Denunciar as ações do Maligno.
É inevitável: a luz sempre desarticula as trevas (Jo 12.46). Por mais que o foco daquele que faz a obra de Deus com sinceridade não seja esse, mais cedo ou mais tarde, as obras do Maligno acabam sendo reveladas através do estabelecimento dos princípios do Reino de Deus (At 26.18). Foi exatamente isto que ocorreu em Tessalônica (1Ts 2.14-16); o anúncio do Evangelho foi seguido por uma onda de perseguição promovida por aqueles que, cheios de maldade, não desejavam o desenvolvimento da obra de Deus naquela cidade. A integridade do ministério de Paulo destacava-se, positivamente, em meio a um contexto de falsos pregadores e profetas de aluguel.

CONCLUSÃO

O bem-estar da jovem Igreja em Tessalônica não era fruto do acaso, como vimos durante esta lição; o padrão paulino de implantar novas igrejas e de discipular novos cristãos fez com que aquele grupo de irmãos, mesmo tendo convivido pouco tempo com o apóstolo, tivesse um nível de espiritualidade diferenciado. Nós, como igreja, na atualidade precisamos cada vez mais disso: amor, integridade e responsabilidade.

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 2º Trimestre de 2018 - Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias - Comentarista: Thiago Brazil

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A Fidelidade de Deus

Posso todas as coisas naquele que me fortalece” Fp 4.13

Quem dentre nós não está passando por alguma crise? Se não for de caráter individual, no mínimo coletivo. O país está quebrado, os estados federativos em profunda crise, as prefeituras não têm como garantir o atendimento básico necessário para a população: Saúde, Educação e Segurança (embora majoritariamente seja de responsabilidade do Governo do Estado). E as enfermidades que assolam a família?!

As palavras de Jesus nos despertam para uma tamanha realidade que o divino mestre chamou atenção: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). A expressão “Tenho-vos dito isso” refere-se ao seu processo de martírio e posterior ressurreição. Haveria um momento em que, com a morte do Senhor, os discípulos seriam dispersos. Medo, angústia e covardia seriam os sentimentos mais naturais. Mas o divino mestre diz que ao conhecer toda a realidade que o próprio Filho de Deus estava revelando para eles, os discípulos deveriam ter paz para resistir a aflição sem perder o ânimo sempre olhando para o exemplo de resistência do nosso Senhor na Cruz do Calvário.

O nosso desafio hoje é aprendermos a enfrentar as crises sem perder a paz e o ânimo. Um bom começo é obedecendo ao ensino de Jesus em João 16 e ampliando essa reflexão à carta do apóstolo Paulo aos Efésios, quando ele escreve: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (5.18-20). Ora, a expressão “não vos embriagueis com vinho, em que há contendas” representa tudo que do ponto de vista humano e material traz confusão, briga e falta completa de sobriedade e discernimento do tempo em que estamos vivendo. Por isso, o apóstolo nos convida a “enchei-vos do Espírito”, alimentando sempre a nossa alma com cânticos espirituais, com hinos, com salmos e testemunhos, isto é, tudo aquilo que nos aproxima de Deus e do seu Santo Espírito.

Assim, com a mente voltada para Cristo Jesus e com a disposição de não perder a paz nem o discernimento, somos convidados a viver uma vida suficientemente em Cristo a fim de superar toda e qualquer crise que tente nos abater. Não perder o ânimo e a paz é o nosso grande desafio! Que o Espírito nos ajude!n (Revista Ensinador Cristão nº68 pg.42)

Em Jesus Cristo podemos superar todas as crises, e andar de triunfo em triunfo.


Leitura Bíblica: Filipenses 4. 10-20


Chegamos ao final de mais um trimestre. Com certeza, nossa fé no Deus de toda a provisão foi fortalecida mediante o estudo de cada lição. Aprendemos que embora sejamos filhos(as) de Deus estamos sujeitos a enfrentar algumas crises em nossa caminhada. Contudo, as crises não são para nos destruir, castigar, desanimar, mas o Pai as permite para que possamos confiar mais nEle, em sua fidelidade. Veja as crises como oportunidade de crescimento espiritual, de transformação. O Deus que sustentou o povo no deserto durante os anos, que sustentou Abraão e seus descendentes é o Deus que vai sustentá-lo e ajudá-lo a enfrentar as dificuldades da vida. Não importa se o Brasil e o mundo estão em crise; o céu não está. Deus está no controle. Confie na provisão do Pai para sua vida e seu ministério.

PAULO: TUDO POSSO NAQUELE QUE FORTALECE


Quando Paulo escreveu aos filipenses, estava dentro de uma prisão em Roma. Na realidade, Filipos foi a cidade na qual ele formou a primeira congregação de cristãos na Europa (At 16.11; Fp 4.15). Foi uma igreja formada, na sua maioria, por gentios e com alguns judeus. Ao escrever essa carta, ele estava num local que tinha a guarda pretoriana que cuidava dele. Com algum tempo, ganhou o respeito dos pretorianos e podia comunicar-se com eles. Como prisioneiro em Roma, ele aguardava o tempo em que seria convocado pelo imperador para depor sobre suas atividades. Foi sua apelação que o levou para Roma. Porém, foi uma prisão prolongada de dois anos que o impedia de viajar e manter contato com as igrejas fundadas por ele.


Entretanto, mesmo estando preso, física e geograficamente, o seu espírito não estava preso. Pelo contrário, parecia estar presente em cada uma das igrejas fundadas por ele. Sua mente ativada pelo Espírito Santo o fazia superar as tristezas da prisão onde estava. Quatro das suas epístolas — Filemom, Colossenses, Efésios e Filipenses — foram escritas na prisão. Na Carta aos Filipenses, Paulo não perde a postura de vitorioso, a despeito dos sofrimentos por que passava. Essas cartas foram escritas no período dos anos 62 e 63 d.C. O conteúdo dessa carta aos filipenses era o de exortação e gratidão àqueles pelo amor demonstrado para com ele no tempo de sua prisão. Especialmente no capítulo 4, o apóstolo Paulo destaca o espírito solidário nas suas necessidades.


Paulo nos dá uma lição de como é possível superar as dificuldades, tanto materiais como as espirituais. Percebe-se que Paulo pressentia o fim do seu tempo de vida, mas ele não tem nenhuma atitude negativa ou pessimista. Pelo contrário, ele faz afirmações escatológicas e demonstra sua disposição para morrer por Cristo. Mesmo com o pressentimento de que podia ser mais um mártir do cristianismo, ele não se deixava vencer pela solidão, mas fazia questão de afirmar sua alegria pela presença de Deus na sua vida.


PAULO, PRISIONEIRO EM ROMA


Toda essa história começou em Jerusalém quando a notícia da chegada de Paulo alvoroçou judeus que viviam na Ásia e que o viam como um antijudeu que pregava uma doutrina que se confrontava com a doutrina judaica (At 21.17). Em Jerusalém, o apóstolo Paulo, depois de ter se encontrado com Tiago, não perde tempo e vai para o Templo. No Templo, ele foi reconhecido e acusado de provocador de discussões com a nova doutrina que pregava. O sumo sacerdote Ananias ordenou que o açoitassem e o prendessem, e o levaram para a fortaleza para não ser morto pelos opositores (At 21.37). Porém, Paulo pediu ao comandante que o tinha em guarda e solicitou dizer uma palavra à multidão agitada contra si. O comandante permitiu e Paulo fez a sua defesa, identificando-se como cidadão romano, mesmo sendo judeu. Foi conduzido ao Sinédrio que reuniu os sacerdotes para ouvi-lo e julgá-lo das acusações dos judeus (At 23.1-10). A celeuma aumentou entre os judeus, e Paulo esteve diante de Herodes, rei dos judeus; depois foi levado perante Félix e o rei Agripa. Festo o interrogou e ficou pasmado com a argúcia de palavras de Paulo, mas este apelou para César e, por isso, mais tarde, perante Festo, que era o governador da província, e a Agripa, o rei.


PAULO, UM HOMEM LIVRE, MESMO ESTANDO EM PRISÃO


Matthew Henry, em sua Bíblia de Estudo, comentou no texto de 2 Coríntios 11.23, que diz: “São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes”. O comentário diz: “Paulo era mais do que um simples ministro de Cristo. Deus o havia contado como fiel e o colocado no ministério”. Diz mais: “Algemas lhe eram familiares; nunca um notório malfeitor esteve tantas vezes nas mãos da justiça. A cadeia, o poste de açoites e todos os outros castigos daqueles que são contados entre os piores dentre os homens eram as coisas com as quais ele estava acostumado”. Paulo desenvolveu um sentimento de que, mesmo estando preso, seu espírito continuava livre para ministrar por meio da palavra escrita o evangelho de Cristo. Paulo era homem como qualquer um de nós, que tinha uma personalidade forte e demonstrava as suas convicções no Cristo Salvador como objeto principal de seu ministério. Com esse objetivo, Paulo demonstrava sua total confiança e esperança para fazer a obra de Cristo, independentemente das perseguições e prisões. Porém, como homem, feito de carne e osso, Paulo tinha os seus medos e frustrações. A morte não o assustava, mas ele tinha em sua mente a consciência de que, com a ameaça de morte, ele estava pronto para morrer ou viver, porque a sua esperança na glória eterna era mais forte. Por outro lado, sua fé no Senhor Jesus era tão forte que o cativeiro vivido por ele não o impede de confortar e exortar a igreja em Filipos. Ainda que preso fisicamente, o seu espírito estava livre. Na Carta aos Efésios, Paulo se apresenta como “embaixador em cadeias” (Ef 6.20). Em síntese, sua mensagem não estava presa, porque, mesmo estando preso num cubículo em Roma, sua missão de embaixador de Cristo era realizada. Ele sabia que o evangelho de Cristo não podia ficar restrito aos judeus. Por isso, o seu afã missionário o levou à Ásia Menor, à Macedônia, à Europa e a todas as ilhas daqueles mares, principalmente, os mares Egeu e Mediterrâneo. Conheci um servo de Deus na cidade de Vitória, ES, que estava preso a um leito de dor e sofrimento. Mas ninguém saía do seu quartinho humilde de enfermidade sem receber uma mensagem profética.


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Destemor e Ousadia de um Preso em Cadeias
O apóstolo Paulo, pela providência de Deus, ao chegar a Roma foi tratado com benevolência, provavelmente, pela intervenção do centurião, que era o comandante chefe da guarda pretoriana e que passou a admirá-lo. Em Roma, foi-lhe permitido alugar uma casa pequena próxima da Guarda Pretoriana, e ele pôde viver um pouco mais à vontade, ainda que tivesse que manter seu punho ligado por uma algema a um legionário.

Entretanto, mesmo estando algemado e não podendo locomover-se livremente, restrito à noite no cubículo de sua prisão, Paulo tinha seu espírito livre. Estava preso fisicamente, mas livre espiritualmente.


Ao ter notícias das igrejas que ele plantou, não deixou de se preocupar com o estado espiritual dessas igrejas, particularmente, Éfeso e Filipos. Mesmo tendo que ditar suas cartas e epístolas de forma audível para um amanuense diante do soldado que o vigiava, Paulo era ousado com o seu zelo pela vida espiritual daquelas igrejas. Ele se considerava “embaixador” dentro da prisão e não deixava de transmitir a Palavra de Cristo. Ele pediu oração à igreja em Éfeso por si, mas reafirmava sua liberdade para falar a palavra do evangelho. Por isso, mesmo estando preso física e geograficamente, dizia ter a “boca livre” para falar de Cristo (Ef 6.20).


Meu pai, pastor Osmar Cabral, em 1954, um dos pioneiros da obra pentecostal no Estado de Santa Catarina, foi enviado para pastorear uma recém-formada congregação em Chapecó, SC. Ele foi preso e levou chibatadas dos policiais da cidade, por ordem do delegado que odiava os evangélicos, apenas porque era pregador do evangelho. A igreja, com poucos crentes novos convertidos, pôs-se a orar para que o Senhor o tirasse da prisão. Dentro da prisão, quando inquirido sobre o que fazia, meu pai apenas disse ao delegado que pregava o evangelho de Cristo. Logo depois foi solto. Os verdadeiros crentes em Cristo não se intimidam com as perseguições nem com as ameaças de morte.


Alegria pela Fidelidade dos Filipenses

Paulo escreveu aos filipenses: “Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho” (Fp 1.7). Paulo agia com grande amor e demonstrava isso aos filipenses. Um líder verdadeiro, chamado por Deus para pastorear, é aquele que sabe amar e sabe demonstrar gratidão.

Depois de expressar sua alegria pelos cristãos em Filipos, Paulo declarou àqueles irmãos que se lembrava deles sempre em oração, valorizando a história da formação daquela igreja. Ele demonstra sua alegria pelo testemunho da fidelidade dos filipenses que não temiam defender e confirmar todos os que receberam a Cristo por Senhor e Salvador. Mesmo estando prisioneiro, não se deixou amargurar por nada. Antes, ele regozijava diante de Deus porque os filipenses participavam da sua vida de modo especial, sofrendo com ele. Por isso, tinha-os com grande afeição no seu coração.


Nos tempos modernos, nos deparamos com pretensas teologias, que são distorcidas da autêntica e genuína teologia neotestamentária. Essas novas “teologias” não admitem a realidade do sofrimento na experiência cristã, nem a fome, nem a nudez que os nossos pioneiros enfrentaram. Entretanto, Paulo tinha em seu corpo as marcas dos açoites que deixaram vergas em seus lombos; tinha as marcas das correntes que feriram seus tornozelos e braços nas prisões. Paulo passou por naufrágios, apedrejamentos e ficou enfermo algumas vezes em suas constantes viagens missionárias. Tudo isso e muito mais não roubaram a alegria do Espírito no coração de Paulo.


A Alegria que Supera a Adversidade

A escritura do texto de Filipenses 1.12-26 nos mostra que Paulo coloca a sua missão de pregador do evangelho acima de qualquer coisa no mundo. A paixão que o consumia era a pregação do evangelho de Cristo e, por essa paixão, ele estava disposto a enfrentar qualquer adversidade. Note isto: ele estava preso em Roma, mas as suas cadeias não o impediam de proclamar o evangelho e de se preocupar com as igrejas. Paulo entendia que nada podia diminuir a fé recebida e que tudo quanto havia enfrentado em suas viagens missionárias não o impediriam de anunciar a Cristo. Nada seria um entrave para o progresso da igreja de Cristo na terra. Para ele, o evangelho que pregava era mais poderoso do que cadeias e grilhões, e nenhuma circunstância de ordem política, material, física ou espiritual impediria o testemunho do evangelho. O testemunho das suas prisões produzia um sentimento de vitória nos cristãos da época, porque nada podia deter o poder do evangelho. Por isso, Paulo rejeitava a autopiedade. Não queria que ninguém ficasse com pena dele e perdesse o ardor, o foco maior da pessoa de Jesus Cristo.

PAULO, SUA ABNEGAÇÃO ANTE O SOFRIMENTO


Sua Disposição em Sofrer pelos Cristãos de Filipos

“E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós” (Fp 2.17). Essa declaração abnegada de Paulo deveria servir para despertar as consciências da importância do espírito sacrifical no exercício do ministério cristão. É lamentável que o mercenarismo, a boa vida e o profissionalismo estejam tão fortes na vida da igreja moderna.

Com a declaração feita por Paulo da sua abnegação e disposição para sofrer pela obra de Cristo, podemos entender a figura da “libação sobre o sacrifício” que estava disposto a fazer. Ele usou a figura dos sacrifícios no Antigo Testamento, especialmente, as ofertas de animais, como: um cordeiro, um carneiro ou um novilho. A libação acompanhava o holocausto e a oferta pacífica (Nm 15.1-10). Nessa libação, era usado vinho, ou mesmo “o sangue da vítima”, que era derramado no santuário. Na verdade, Paulo fez uma metáfora do significado desse rito durante os sacrifícios em Israel para falar que ele mesmo estava disposto a oferecer sua vida, seu sangue, como oferta perante o Senhor pelo sacrifício e serviço da fé feito pelos filipenses. A obra do evangelho realizada pelos nossos pioneiros requerida deles esse espírito sacrifical, e muitos deles deram suas vidas pelo Senhor. O serviço do evangelho tem sido mercantilizado e pouca gente está disposta a dar a sua vida pelo Senhor.



Paulo Lembra o Esforço de um Obreiro Fiel Chamado Epafrodito
Indiscutivelmente, Epafrodito foi um cristão exemplar. Era leal com Paulo e com os irmãos da igreja. Paulo o tratou como “um companheiro de milícia” que não restringia-se em servir a igreja de Cristo. Paulo lembra esse servo fiel aos filipenses (Fp 2.25), e carinhosamente o chama “Epafrodito, meu irmão”, porque era como se tivesse o seu próprio sangue nas veias. A fidelidade a Deus e a sua lealdade ao amigo Paulo o tornaram um modelo de crente e de servidor na obra de Deus. Estava sempre pronto a servir, mesmo correndo riscos de vida (Fp 2.30). Ele foi portador de uma oferta da igreja de Filipos para ajudar as despesas pessoais do velho apóstolo. Foi, também, portador de uma carta de Paulo à igreja de Filipos quando voltou de Roma para Filipos. Paulo dizia-se confortado por esse servo de Deus quando passava por alguma depressão e tristeza em momentos de solidão. Quando chegou a Roma, Epafrodito estava enfermo, mas não deixou de cumprir seu compromisso de levar a oferta da igreja para Paulo e de confortá-lo com as notícias dos irmãos filipenses. Ainda hoje Deus levanta gente do tipo Epafrodito para ajudar os seus líderes na igreja.

Paulo Faz Advertências contra um Grupo Judaizante no Seio da Igreja

A semelhança dos tempos atuais, quando a igreja é invadida por heresias, naqueles dias do primeiro século da Era Cristã, as igrejas estavam sendo invadidas por falsos pregadores com a introdução de ideias gnosticistas. Estava havendo, também, o ataque intelectual de judeus que se diziam convertidos a Cristo, mas não se desvencilhavam de crenças adotadas por um judaísmo gnosticista que negava o evangelho que Paulo pregava. Eram falsos mestres que se apresentavam como apóstolos, mas torciam a mensagem apostólica. Alguns desses judaizantes queriam impor costumes e ritos judeus para os cristãos como a circuncisão, a guarda do sábado, a dieta de alguns alimentos como forma de receberem a salvação plena em Cristo. Ainda em nossos tempos, nos deparamos no meio cristão com pastores que se dizem evangélicos fazendo cultos com ritos e costumes judaicos, como se a igreja fosse alguma sinagoga. A liturgia da igreja tem sua base na morte vicária de Cristo e na sua ressurreição. Por isso, nossa adoração difere da adoração dos judeus. O sistema judaico tem a sua importância histórica e escatológica, mas a igreja é a reunião de judeus e gentios formando um só povo (1 Pe 2.6-10) para servir ao Senhor Jesus.

PAULO ENSINA A VIVER COM EQUILÍBRIO


Ser cristão não significa viver numa corda bamba ou ter que ser equilibrista. Ser cristão implica agir com atitude firme e convicta acerca da sua fé. Deve saber o que crê sem se deixar influenciar pelas novidades que não possuem respaldo bíblico. No capítulo 4 da Carta aos Filipenses, o apóstolo Paulo faz várias exortações à igreja de Filipos acerca de algumas distorções doutrinárias que estavam comprometendo a doutrina cristã e afetando a vida cotidiana da igreja, além de produzir dissensões e desarmonia entre os irmãos. Eram problemas de ordem social e também doutrinária.


Paulo Exorta à Firmeza Espiritual

Paulo escreveu à igreja: “Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados” (Fp 4.1). Quando Paulo começa com a palavra “portanto”, ele a dizia depois de ter exortado acerca dos “inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3.18). Quem eram eles? Referia-se aos falsos obreiros que se introduziam no seio da igreja torcendo a doutrina cristã ensinada por Paulo e que promoviam dissensões entre os irmãos. Esses “inimigos da cruz de Cristo” deveriam ser desarticulados e expostos como falsos obreiros. Ora, depois dessas exortações, Paulo, mais uma vez, exorta os filipenses, porém de forma apelativa, quando diz: “estai assim firmes no Senhor”. Era, de fato, uma necessidade imperiosa na vida dos crentes a firmeza espiritual. Essas distorções vinham, especialmente, de um grupo judaizante que apresentava falsos mestres que negavam valores doutrinários da doutrina de Cristo e influenciavam os cristãos quanto à sua fé. A igreja não podia ceder aos falsos mestres que provocavam desavenças internas e dúvidas na mente dos crentes. A igreja deve permanecer firme no Senhor, porque as coisas de Deus são mais preciosas que as coisas terrenas. As convicções da obra redentora por meio da cruz de Cristo deveriam ser mais fortes que os conceitos desse grupo que se constitui, inegavelmente, em inimigos da cruz de Cristo. Mas Paulo exorta à firmeza na fé que produz a alegria, diferente da alegria do mundo, porque a alegria do Senhor produz força para a superação de todos os problemas e crises.

Paulo Adverte os Filipenses contra a Desarmonia entre si

Na história da igreja ao longo do tempo, as mulheres sempre estiveram presentes em maioria. Naturalmente, naqueles primeiros tempos da igreja, a sensibilidade das mulheres as atraiu para a mensagem cristã. Na igreja em Filipos, Paulo teve notícias de que estava havendo um conflito de opiniões e sentimentos diferentes entre duas mulheres especiais, Evódia e Síntique. Essas duas mulheres muito fizeram pela igreja nos seus primórdios, porém, naqueles dias, estava havendo esse conflito produzindo desarmonia na liderança da igreja. Tudo indica que essas mulheres exerciam certa liderança muito útil na igreja, mas que, ao entrar em conflito de opiniões, provocaram um mal-estar geral na igreja. Evódia e Síntique discutiam constantemente acerca de coisas da vida eclesiástica e não conseguiam ter um mesmo parecer. Em outra ocasião, o apóstolo Paulo disse à igreja em Corinto: “que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1.10). Sem dúvida, deixaram a direção do Espírito em suas vidas e permitiram que a força da carne predominasse suas mentes, e, com isso, a igreja estava dividida. Paulo roga às duas mulheres que mudassem de atitude, pois elas estavam promovendo a divisão e quebrando a autoridade apostólica. As crises provocadas por conflitos no seio da igreja devem exigir do pastor a habilidade pastoral que Paulo teve, mesmo estando distante daquela cidade. Paulo, então, exorta com ternura e atribui sua exortação ao Senhor da Igreja, Cristo Jesus.

Paulo Lembra Clemente, um Fiel Servidor

No contexto de exortações feitas às duas mulheres e à igreja em Filipos no capítulo 4, Paulo lembra um homem especial chamado Clemente, pessoa que se destacava pela dedicação à obra do evangelho na cidade (Fp 4.3). Na história da igreja surgiram alguns Clementes e se atribui ao Clemente de Filipos a possibilidade de ser um dos eminentes “pais da igreja”. Entretanto, não se pode provar que seja ele o eminente Clemente da história dos pais da igreja. O que importa é que Paulo cita o seu nome como alguém comprometido com o evangelho e com a preservação da unidade da igreja onde servia como obreiro zeloso e dedicado.

O Controle da Mente para a Superação de Crises

O apóstolo Paulo aprendeu em toda a história da sua vida que a superação de crises em quaisquer campos da vida pessoal precisa da ajuda do Espírito para controlar a mente. Nesse sentido, ele destacou algumas verdades que devem permear a nossa mente. Há um trabalho duplo: do Espírito Santo e do próprio crente. Para esse trabalho, ele escreveu: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Nessa escritura paulina, não há nenhuma ideia sobre “o poder da mente”, mas ele mostra que o que prevalece é a mente de Cristo. Paulo escreveu aos corintos e disse-lhes: “[...] Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16). E preciso esvaziar a mente de coisas fúteis e enchê-la com pensamentos que se harmonizem com o evangelho.

Paulo Mostra o Segredo da Vitória sobre as Crises

O apóstolo Paulo, depois de oferecer à igreja um chá amargo, oferece, logo depois, algo mais doce para aliviar a pressão provocada por algumas crises internas. No texto de Filipenses 4.10-13, Paulo não lhes passa uma reprimenda, mas recomenda “moderação” como atitude capaz de evitar dissensões e porfias como estava acontecendo com Evódia e Síntique (Fp 4.2,3). A moderação é uma qualidade de equilíbrio que desfaz o tumulto, a murmuração. Paulo queria a concórdia e a união de todos os cristãos de Filipos. Ora, além do conflito interno em termos de liderança provocado por Evódia e Síntique, ainda enfrentavam o ataque contra a doutrina recebida no início da fé. Paulo sabia que algumas coisas negativas como exasperação ante os problemas sociais e a ansiedade não são atitudes próprias de pessoas que vivem em Cristo Jesus. Por isso, ele disse: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e suplicas, com ação de graças” (Fp 4.6). Portanto, o equilíbrio mental e espiritual para pensar e agir na vida cristã requer concentração no exemplo de Cristo Jesus. Coração e mente precisam estar conectados em Cristo Jesus.


Em toda Crise É o Senhor quem nos Socorre
É interessante perceber que, em nenhuma outra carta, Paulo permite um olhar sobre a sua personalidade, seus sentimentos. Ele expressa suas convicções, sua esperança e confiança, mas revela, também, seus medos e frustrações. Ao mesmo tempo em que declara que já aprendera a contentar-se sob quaisquer circunstâncias, na abundância e nas necessidades, na fome e na fartura, tendo tudo e não tendo nada, ele sentia-se capaz de superar essas dificuldades porque Cristo o fortalecia. Aos corintos, Paulo também falou do seu aprendizado na obra do ministério, e diz: “Até esta presente hora, sofremos fome e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados e bendizemos; somos perseguidos e sofremos; somos blasfemados e rogamos; até ao presente, temos chegado a ser como o lixo deste mundo e como escória de todos” (1 Co 4.11-13).

Quando Paulo diz que “tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13, ARA), estava, de fato, expondo seu sentimento de que poderia ser sacrificado em um tipo de morte provocada por sua prisão, mas entendia que tudo isso contribuía para a proclamação do evangelho. Por algum instante, ele vê na possibilidade da sua morte o futuro que lhe reserva de esperança e confiança no Cristo que lhe garante a vida eterna. Mas, entre morrer e viver, Paulo escolhe a vida para poder continuar a pregar o evangelho. Essa possibilidade produzia em seu coração a alegria produzida pelo Espírito Santo, que o tornava capaz de superar toda e qualquer crise. Estando na penúria, ele não se sentia pobre, e estando com abundância, ele usa o que Deus lhe deu para fazer a vontade de Deus.


Enfim, aprendemos com Paulo que o contentamento (Fp 4.11) da sua alma era gerado pela suficiência de Cristo em todas as circunstâncias. Aprender a viver contente implica uma disposição para aceitar que Deus cuida de nós em meio às situações mais angustiantes. Aprendemos, também, que devemos submeter nossa mente a Cristo e ter nossos pensamentos controlados pelo Espírito Santo. Nunca seremos autossuficientes, mas dependeremos dEle sempre.


Na vida cristã, o contentamento gerado pelo Espírito Santo torna o crente capaz de superar quaisquer crises.


Fonte:
Lições Bíblicas - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Livro de Apoio - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Revista Ensinador Cristão-nº68
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé
Dicionário Wycliffe


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