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segunda-feira, 17 de abril de 2017

A construção do Terceiro Templo - O Anticristo

A construção do Terceiro Templo e sua ligação com o Anticristo

A Bíblia claramente ensina que um novo templo - O Terceiro Templo - será construído no futuro. O primeiro templo foi o que Salomão construiu, destruído em 586 a.C. O Segundo Templo (516 a.C a 70 d.C) foi construído depois que os judeus voltaram do cativeiro babilônico. A plataforma em que se sentou foi grandemente expandida e embelezada pelo rei Herodes, assim como o próprio templo, mas como os sacrifícios nunca foram interrompidos durante esta renovação e expansão, o novo templo ainda era considerado o Segundo Templo.
F
O Terceiro Templo existirá durante a Grande Tribulação. Daniel refere-se a este templo quando diz que "o príncipe que há de vir" (o Anticristo) entrará nele e parará os sacrifícios no meio da Tribulação (Daniel 9:27). O apóstolo Paulo menciona isso quando declara que o "homem da iniquidade" profanará o templo entrando nele e se declarando Deus (2 Tessalonicenses 2: 3-4). O Terceiro Templo também é mencionado no livro de Apocalipse quando João é instruído a medi-lo - uma maneira simbólica de dizer-lhe para avaliar sua condição espiritual (Apocalipse 11: 1-2). Isso levanta a questão de quando exatamente o templo será reconstruído?

A Bíblia não revela a resposta a esta pergunta. Tudo o que diz com certeza é que o templo estará em existência quando o Anticristo se revelar (2 Tessalonicenses 2: 3-4), e isso estará no meio da Tribulação (Daniel 9:27). Uma vez que este será apenas três anos e meio na Tribulação, muitos concluíram que o templo provavelmente será reconstruído antes da Tribulação começa, porque como um edifício tão magnífico poderia ser construído em tão curto período de tempo?

Mas esta conclusão negligencia o fato de que o templo pode ser literalmente ressuscitado durante a noite! Isso porque os judeus planejam erguer um templo de tenda como o Tabernáculo de Moisés, e estão prontos para fazê-lo a qualquer momento. Tudo foi preparado. Uma vez que este templo temporário é colocado, eles vão retomar os sacrifícios e, em seguida, começar a construir uma estrutura mais permanente ao redor e acima do temporário.

Atualmente existem dois grandes obstáculos à reconstrução do Terceiro Templo. Um pertence à sua localização. O próximo templo só pode ser construído onde os dois templos anteriores estavam, o Santo dos Santos deve estar no local exato. Mas ninguém sabe com certeza onde os templos anteriores estavam localizados no Monte do Templo. A maioria dos estudiosos acreditam que eles estavam onde a Cúpula da Rocha está atualmente. Essa conclusão pode estar errada, mas não há como provar a localização exata sem realizar escavações arqueológicas no Monte do Templo, algo que atualmente é proibido pelos muçulmanos. Se o Terceiro Templo deve ser construído onde a Cúpula da Rocha está agora, então essa estrutura muçulmana deve primeiro ser removida pelo Homem ou Deus. Poderia, naturalmente, ser queimado ao chão por um sabotador, ou poderia ser destruído por um terremoto.

O segundo obstáculo é a atitude do povo judeu e seus líderes. Atualmente, não há desejo entre eles de construir um terceiro templo. O israelita médio é muito secular. Ele sabe que qualquer tentativa de construir um terceiro templo resultaria numa guerra imediata com os muçulmanos. Apenas um punhado de judeus ultraortodoxos têm uma paixão pelo Terceiro Templo. Foram eles que fizeram todos os preparativos. Mas eles não têm apoio popular. Algo terá de acontecer para criar uma onda de orgulho nacionalista que exigirá um novo templo. Este evento catalisador poderia ser a descoberta da Arca da Aliança.

Há uma possibilidade distinta que os templos antigos não foram localizados onde a Cúpula da Rocha atualmente se senta. Há forte evidência de que sua localização estava ao norte da Cúpula e que o altar sacrificial dentro da Cúpula era o que Salomão construiu "no meio da corte" para lidar com os milhares de sacrifícios especiais que ele ofereceu ao Senhor no dia em que o Primeiro Templo foi dedicado (2 Crônicas 7: 7). Se for assim, então o Terceiro Templo poderia ser construído ao norte da Cúpula da Rocha, colocando a Cúpula na Corte dos Gentios. Esta pode ser a solução que o Anticristo apresentará quando negociar a paz entre os judeus e os árabes (Daniel 9:27).

Para resumir, definitivamente haverá um terceiro templo. É muito provável que seja erguido no início da Tribulação sob a forma de um templo de tenda, como o Tabernáculo de Moisés. Uma estrutura mais permanente será construída em torno e acima dela. O Anticristo profanará este templo no meio da Tribulação.

O Terceiro Templo será destruído na Segunda Vinda de Jesus. O grande terremoto naquele tempo mudará radicalmente a topografia de Jerusalém e de toda a terra (Apocalipse 6: 12-17). Em Jerusalém resultará na provisão de uma área de nível muito grande onde o Templo Milenar será construído. Este é o templo do qual Jesus reinará sobre toda a terra. É descrito em detalhes em Ezequiel 40-46.

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Deus nos abençoe e nos ajude a permanecermos fieis até a volta de Cristo.

Autor Dr. David R. Reagan

Fonte: A Tenda na Rocha - Wilma Rejane

quinta-feira, 3 de março de 2016

Milênio - Um tempo glorioso para a Terra

"E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e via as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos." Apocalipse 20.4


“Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos” Apocalipse 20.6

O livro do Apocalipse, no capítulo 20, mostra a condenação de Satanás e a sua prisão no abismo durante mil anos, onde Satanás não mais terá quaisquer atividades durante o tempo de mil anos. Assim, inicia-se o período do Milênio. Um período cuja melhor palavra da atualidade para descrevê-lo é Utopia.
Quem hoje não sonha em ver o mundo dominado pela paz?
A violência zerada. A injustiça social liquidada. As doenças não mais presente com o seu poder mortífero.
Quem não sonha com o mundo, onde quem morre aos 100 anos será considerado jovem?
É sobre este tempo que as Escrituras dão conta e demonstram com riquezas de detalhes de que será literal e verdadeiro, conforme a tabela abaixo — no Milênio, muitas profecias do Antigo Testamento serão cumpridas fielmente:


Obs: Há outras referências bíblicas acerca do Reino Milenar que o prezado professor poderá consultá-las para melhor fundamentar a sua aula:
Salmos 24.7,8; 
Isaías 9.7; 11.6-10; 61.3; 
Jeremias 23.5,6;
Ezequiel 40-48;
Daniel 2.44;
Oseias 1.10; 3.5;
Amós 9.11-15;
Miqueias 4.1-8;
Apocalipse 11.15.

Ainda, à luz de Apocalipse 20, podemos vislumbrar quem estará no Milênio para reinar com Cristo. O texto bíblico diz que João viu “almas”, isto é, pessoas que foram martirizadas durante a Grande Tribulação (Ap 6.9-11; 12.15) e os crentes que venceram ao longo da Era da Igreja. São esses dois grupos que reinarão com Cristo no Milênio. A partir deste reinado, onde Cristo é a cabeça, um período de paz e bênçãos será inaugurado na Terra. Onde a justiça prevalecerá (Zc 9.10), o Espírito Santo restaurará todas as coisas, o mundo refletirá a ordem e a beleza de Deus, originariamente planejada por Ele no Éden, e o mundo animal será completamente transformado (Is 11.6-8; Ez 34.25). De fato, é um Reino como nunca houve no mundo! (Revista Ensinador Cristão ed.nº65-pg.41)

O mundo conhecerá o reinado de Jesus durante o Milênio. Será um tempo de paz e harmonia jamais visto.

A tragédia do pecado transtornou toda a ordem que reinava no planeta. O homem, criado à “imagem de Deus”, perdeu a glória que o Criador imprimiu em sua estrutura espiritual, emocional e física. O resultado foi a doença, o envelhecimento e a morte, no aspecto físico (Gn 3.19).

O homem conheceu a morte espiritual, ou seja, a separação de Deus, e se torna morto “em ofensas e pecados” (Ef 2.5; Gn 2.17). E conheceu o mais terrível inimigo, depois de Satanás - a morte física (1 Co 15.26; Rm 5.12). Suas estruturas, seus nervos, suas células, seus tecidos, seu corpo todo e sua mente sofreram o impacto violento de mudanças radicais. Sua energia vital foi reduzida a um nível tão baixo, que, hoje, um vírus ou um micróbio pode levá-lo à morte física. Basta que o cérebro fique privado de oxigênio durante dois ou três minutos para que sobrevenha a morte, ou, no mínimo, lesões irreparáveis. A morte física, conseqüência do pecado, foi um preço alto demais pelo conhecimento do pecado. Doenças, dor, separação, lágrimas, tristezas, angústias, tudo por causa de um gesto, um ato, uma ação de desobediência ao Criador, que avisou ao homem que não comesse da árvore proibida: “Certamente morrerás”.

O planeta Terra, que seria um “paraíso global” para o habitat do homem, sofreu a maldição de Deus. A ecologia foi mudada. As condições ambientais foram transformadas. Antes, a terra só produzia para benefício do homem. Depois passou a germinar cardos e espinhos.

Isso, sem dúvida, refere-se a tudo que, na natureza, prejudica o homem. Este se serve da terra, mas com dor, com sofrimento. Mesmo que use a inteligência e consiga utilizar os instrumentos materiais para o cultivo da terra, isso tem um custo muito alto. E os frutos da produção não são acessíveis a todos.

Mas Deus, em seu amor e misericórdia para com o ser criado, realizou o seu plano de redenção da humanidade, enviando Jesus Cristo para morrer em seu lugar e salvar a todo que nEle crê (Jo 3.16). O plano de salvação é da parte de Deus, mas precisa da aceitação do homem, dotado de livre-arbítrio; e o pecado continua a dominar a mente humana. Deus tem um plano glorioso para o planeta Terra, que inclui a restauração espiritual, moral, social, ecológica, ambiental e institucional. Porém, para que esse plano global de restauração possa ser implementado, as estruturas espirituais e humanas precisam ser transformadas. E essa transformação se dará quando Cristo puser seus pés sobre o Monte das Oliveiras, e destruir todos os poderes espirituais, satânicos e humanos da face da terra. Já vimos que, em sua vinda em glória, Jesus vai prender o Diabo no abismo (Ap 20.1), durante mil anos, e o falso profeta e o Anticristo serão lançados no “lago de fogo e enxofre” (Ao 19.20). Neste estudo, veremos o que a Bíblia nos revela sobre o Milênio, que trará um período sem precedentes na História do homem e do planeta Terra.


1 - O Reino Milenial
1. A Restauração do Planeta
O Milênio será um período literal de mil anos, e não uma utopia, como ensinam certos teólogos revisionistas da Palavra de Deus. No período milenial, Jesus governará a Terra, juntamente com sua Igreja glorificada, preparando-a para ingressar no “perfeito estado eterno”. Nos sete primeiros versículos do capítulo 20 de Apocalipse, aparece a expressão “mil anos” seis vezes. O planeta foi dado por Deus “aos filhos dos homens” (SI 115.16). “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gn 2.15). Além de cuidar do planeta, o homem teria o domínio da Terra, com autoridade delegada pelo Criador sobre todos os reinos naturais (Gn 1.28). Mas, usando mal o seu livre-arbítrio, o homem fracassou em cuidar de si mesmo e do planeta.

Era o plano original de Deus que o homem, feito à sua imagem e semelhança, o representasse, cuidando do planeta. Porém, com a entrada do pecado no mundo e a Queda do homem, toda a natureza foi perturbada e atingida pelos nefastos efeitos do rompimento da comunhão do homem com o Criador. Diz Paulo: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.20-22). A Terra ou a criação aguarda a gloriosa redenção do homem e da própria natureza, quando Cristo assumir o Reino Milenial (Rm 8.23).

2. Jesus Governará a Terra
As profecias asseguram isso. O anjo da anunciação disse a Maria, acerca de Jesus: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim (Lc 1.32,33). Para que Jesus possa reinar soberanamente sobre a Terra, todos os governos e reinos terão que se submeter à sua vontade. “Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar, porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida e, de todo, não te terei por inocente” (Jr 30.11 - grifo nosso). “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o Senhor, e um será o seu nome” (Zc 14.9; Ap 11.15,16).
Na revelação que Deus deu a Nabucodonosor, ele viu todos os impérios mundiais, um após outro, em sucessão do poder humano e político. No resumo a seguir, do teor da visão de Nabucodonosor, vemos a seqüência histórica dos reinos do mundo, todos entrando em decadência, até serem substituídos pelo Reino que não terá fim, o Reino de Cristo, no Milênio. Cada parte da estátua representava impérios e reinos com domínio sobre o mundo.


1) A cabeça de ouro: Representava o Império Babilônico (Dn 2.32,37,38). Foi o primeiro império mundial (gentio), entre os anos 604-561 a.C; em 586 a.C., foi destruído o Templo de Salomão em Jerusalém;31 O rei era obcecado pelo espírito de grandeza do seu reino: foi um grande administrador; construiu os famosos “jardins suspensos ; Deus lhe falou em sonhos, e mostrou o fim de seu reino.

2) O peito de prata: Representava o Império Medo-Persa (2.32); vê-se a confirmação nos capítulos 7 e 8. A História Geral mostra isso. A Babilônia, no tempo de Hamurábi, construiu um canal que ia até o Golfo Pérsico, paralelo ao Eufrates; no 2º Império, cresceu muito, e corrompeu-se, enfraquecendo-se; os medos e persas, coligados, invadiram de noite; o povo recebeu-os com festas (556 a.C.). Segundo a História, os invasores desviaram o rio por baixo das muralhas.

3) O ventre de bronze: Representa o Império Grego (2.32). Dario foi enfrentado pelos gregos, durante meio século (492-449 a.C.). Alexandre da Macedônia foi quem o derrotou em 330 a.C. Dario foi assassinado por um sátrapa, enquanto caía nas mãos dos gregos (História Geral Armando Souto Maior). Alexandre dominou o mundo de então. Estendeu seu império até à índia, Babilônia, Egito. Em Babilônia, foi recebido com festas. No Egito, aceitou o título de “Filho de Amom”. Começou a reinar com 20 anos. Aos 33 anos, morreu embriagado, com febre. Seu império foi esfacelado (Dn 8.21,22), dividido entre seus quatro generais: Lisímaco, Cassandro, Seleuco e Ptolomeu, conforme a História Geral, para cumprir-se a profecia.

4) As pernas de ferro, pés em parte de ferro e em parte de barro. Representam o Império Romano. Nos meados de 300 a.C., Roma dominou a Grécia e dominou o mundo. O Império estendeu-se por toda a parte. Em 395, d.C., dividiu-se em duas partes (as duas pernas): Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente.
O primeiro, com sede em Constantinopla; o segundo, com sede em Roma. Historicamente, foi o cumprimento perfeito da profecia. Deus vela pela sua Palavra para a cumprir (Jr 1.12).

5) Dez dedos - barro misturado com ferro (2.41,42). São dez reinos, resultantes do antigo Império Romano, que estarão em evidência nos fins dos tempos (v. 44); correspondem aos 10 chifres do 4° animal de Daniel 7.24 e aos 10 chifres da Besta de Apocalipse 13.1 e 17.3. Refere-se a um poder que “existiu, e que no momento não existe, mas que voltará a existir” (Ap 17.8). Trata-se de uma confederação de nações, que se unirão no território do antigo Império Romano. Hoje, é identificado como a União Européia, que já tem um parlamento, e uma moeda única, o Euro. Corresponde aos tempos atuais, em que as nações, em geral, são governadas por democracias que são, ao mesmo tempo, fortes (ferro) e fracas (barro). Não há verdadeira união. O número 10, na Bíblia, dá ideia de globalização.
Notemos que a Europa, que foi o “berço das missões mundiais , é atualmente o lugar mais avesso ao evangelho de Cristo. Ali, o cenário espiritual está sendo preparado pelo Diabo para dar lugar ao Anticristo. Igrejas estão sendo fechadas aos milhares ao longo dos últimos anos. O movimento islâmico radical está se impondo como força política e religiosa, com o intuito de dominar o mundo. O ódio a Israel é evidenciado de forma clara e aberta, e os governos silenciam. Os judeus estão migrando para sua pátria em grande número, pois a perseguição está se intensificando contra descendentes de Abraão.

6) O Reino que não terá fim-a pedra cortada sem mãos. Diz o livro de Daniel: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disso; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Dn 2.44,45). Será o Reino de Cristo, implantado no Milênio. (Ver comentário na segunda parte deste estudo.)
Na seqüência acima, vemos que cada reino do mundo, nos tempos dos gentios”, que começaram com Jerusalém sendo pisada pelos babilônios (Lc 21.24), é temporário e inferior ao seu antecessor. Esses “tempos” terminarão quando Cristo destruir todos os impérios gentios do mundo, como descrito na visão da estátua misteriosa. Isso prova que a humanidade não tem evoluído espiritual nem moralmente. Caminha para a destruição de suas estruturas políticas, econômicas, sociais, morais e espirituais. Começa com ouro e termina com barro. (ver Rm 1.18) A visão é espiritual. A Bíblia mostra o “fim da história”. E revela que a imagem representativa dos reinos do mundo começou grande e terminou em pó! A Pedra, que é Cristo, começou pequena, numa manjedoura, sem parecer nem formosura (Is 53.2), mas cresceu, tornou-se grande, gloriosa e encheu o mundo inteiro!

veja também: 


3. Jerusalém Será a Capital do Mundo
No Reino Milenial, Jerusalém será a capital espiritual e política do mundo. Em julho de 2015, os Estados Unidos deixaram de reconhecer Jerusalém como capital de Israel (um grande erro), para satisfazer os interesses dos inimigos de Israel. No entanto, no Milênio, ela será, de fato, não só a capital de Israel, mas a capital do mundo! 'Visão que teve Isaías, filho de Amoz, a respeito de Judá e de Jerusalém. E acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do Senhor no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor” (Is 2.1-3 - grifo nosso; Is 60.3).
Os Estados Unidos, a Inglaterra, a França, a Alemanha, o Japão, o Brasil e todos os povos, para sobreviverem, terão que dar valor a Jerusalém: E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a Festa das Cabanas. E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva” (Zc 14.16,17 - grifo nosso).

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
"A palavra 'milênio' vem dos termos latinos mille ('mil') e annum ('ano'). A palavra grega Chilias, que também significa 'mil', aparece por seis vezes em Apocalipse 20, definindo a duração do Reino de Cristo antes da destruição do velho céu e da velha terra. O Milênio, portanto, refere-se aos mil anos do futuro Reino de Cristo sobre a terra que virá imediatamente antes da eternidade. Durante o Milênio, Cristo reinará no tempo e no espaço" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed.Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.316).

II - Como Será o Governo de Cristo
1. Jesus Governará com seus Servos
No Milênio, o governo de Cristo representará o último reino mundial (e universal). Não será democrático, nem comunista, nem capitalista; será teocrático; virá do céu, implantado sem a mão do homem, que é sempre corruptível. Diz o livro de Daniel: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disso; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Dn 2.44,45 - grifo nosso).
A “pedra”, cortada “sem mãos”, representa Cristo (At 4.11;1 Co 10.4; 1 Pe 2.4); Jesus, o Rei, nasceu sem intervenção humana (Is 53.3; Dn 8.25). A pedra, que é Cristo, esmiúça a imagem simbólica, batendo nos pés (o que resta dos reinos mundiais); destrói o que resta do “Império Romano”; hoje, o Direito é romano, a filosofia vem dos gregos, a arrogância vem dos babilônios, a riqueza e a energia vêm dos petrodólares. Haverá um juízo repentino e catastrófico sobre toda a humanidade, como vimos no estudo sobre a Grande Tribulação. Tudo o que resta dos impérios, reinos, governos, sistemas políticos, econômicos e sociais será aniquilado e substituído pelo Reino de Cristo. O poder dos gentios começa e termina com uma grande imagem. Em Daniel, começa com a “cabeça de ouro” - Babilônia (Dn 2.31); em Apocalipse, termina com a imagem da Besta, o Anticristo (Ap 13.14,15).

Jesus reinará com poder pleno sobre a Terra. Em sua Carta a Timóteo, Paulo anteviu a glória do reino milenial: Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!” (1 Tm 1.17). Como a capital do mundo será Jerusalém, no aspecto político-administrativo, o governo do mundo terá a preeminência do povo de Israel. Não quer dizer que Israel vai dominar o mundo. Mas Cristo, em Jerusalém, dominará o mundo. Os líderes de Israel, no Milênio, seguirão as ordens legais do “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores”. O líder universal será Cristo Jesus.

2. A Igreja Reinará com Cristo
Os salvos em Cristo haverão de participar da primeira ressurreição, como parte integrante da sua Igreja. Eles reinarão com Cristo no Milênio: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos (Ap 20.6; 1.6; 5.10 - grifo nosso). No toque da sétima trombeta, na Grande Tribulação, já haverá a proclamação do reinado universal de Cristo: “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre seu rosto e adoraram a Deus” (Ap 11.15,16). Os salvos serão reis e sacerdotes e reinarão com Cristo com poder e autoridade sobre as nações: "E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai", (Ap 2.26,27; 2 Tm 2.12a). Na verdade, além de julgar o mundo, os salvos da Igreja hão de julgar os anjos! (1 Co 6.3).

Daniel viu o reino de Cristo no plano universal “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão” (Dn 7.27).

3. A Nova Jerusalém
Acima da Jerusalém terrestre, em Israel, haverá a Jerusalém Celeste, ou a nova Jerusalém”. (ler Ap 21.1-26) Os salvos, em corpos glorificados, não precisarão das estruturas de moradia terrestre, nem dos suprimentos produzidos pelo homem, na agricultura, na indústria e no comércio. Os glorificados terão “metabolismo” espiritual. Seus corpos, semelhantes ao de Jesus ressuscitado (Fp 3.21), poderão deslocar-se no espaço sem auxílio de transportes aéreos, atravessar portas fechadas, como o fez Jesus após ressuscitar (Jo 20.26). Por isso, habitarão na nova Jerusalém, que será uma cidade preparada nos céus. Jesus prometeu aos seus discípulos que iria prepara lugar no céu para eles (Jo 14.2,3). A nova Jerusalém está nos céus (Gl 4.26), mas, quando Jesus vier com sua Igreja, ela descerá para as regiões siderais e pairará como um satélite sobre o mundo. Pr. Cohen diz que “Essa maravilhosa cidade-noiva ficará pairada sobre a terra, durante todo o Milênio, como uma bela estrela, representando a glória de Deus” (Ap 21.23-27). “E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra” (Ap 21.24 - grifo nosso). Certamente, os salvos glorificados transitarão entre a nova Jerusalém (nos céus) e a Jerusalém terrestre, num intercâmbio promovido pelos interesses do Reino Milenial.


SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
"O Milênio será um tempo de controle tanto político como espiritual. Politicamente, ele será universal (Dn 2.35), discricionário (Is 11.4) e caracterizado pela retidão e justiça. Será zeloso para com os pobres (Is 11.3-5), mas trará recriminação e juízo para quem transgredir as ordenanças do Messias (Sl 2.10-12).
Este reino literal de Cristo sobre a terra também terá características espirituais. Acima de tudo, será um reino de justiça, onde Cristo será o Rei e governará com absoluta retidão (Is 23.1). Será também um tempo em que se manifestarão a plenitude do Espírito e a santidade de Deus (Is 11.2-5)" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.318).

III - Características Especiais do Milênio
1. Quem Participará do Milênio
Dois grupos de pessoas entrarão no Milênio. Um grupo será constituído dos salvos, com corpos glorificados, que incluem a Igreja, os salvos do Antigo Testamento e os salvos na Grande Tribulação (Ap 7.14) e “o remanescente” dos israelitas, salvos por Cristo, na Batalha do Armagedom (Rm 9.27). O outro grupo será o do restante dos povos, em corpos humanos naturais, que escaparem da Grande Tribulação, em um número bem reduzido, face os que forem exterminados nas catástrofes que desabarão sobre o mundo; e também as pessoas que forem nascendo durante o Milênio. Os povos que escaparem da Grande Tribulação entrarão no Milênio, e se organizarão como nações, alinhadas e adaptadas à Nova Ordem Divina sobre a Terra. Tendo em vista a ausência do Diabo, o mal, como existe hoje, não terá lugar na mente das pessoas, nem na natureza e nas relações entre as nações.

2. Sete Aspectos Relevantes do Milênio
1) Haverá um conhecimento universal de Deus. “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Is 11.9 - grifo nosso; Is 54.13) Haverá um derramamento pleno do Espírito Santo (Is 32.15). Nos tempos presentes, a maior parte dos meios de comunicação, de ensino, de pesquisas e informações privilegiam o conhecimento humano, notadamente de origem materialista, humanista e evolucionista. Mas, no Milênio, a mídia e todos os meios de comunicação de massa ou especializado divulgarão os benefícios e as características extraordinárias do Reino Milenial.
A pregação da Palavra de Deus será plenamente livre e os mensageiros de Deus terão acesso a todos os meios de comunicação para divulgarem as leis e os ensinos de Cristo (Mt 24.14). Será um verdadeiro avivamento mundial em busca do conhecimento de Deus. Jerusalém será o centro da evangelização mundial no Milênio: “E irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à Casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e nós andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém” (Mq 4.2 - grifo nosso). O pecado, a rebelião e a incredulidade não serão tolerados (SI 2.10-12).

2) Haverá paz perfeita na Terra. Haverá um mundo sem doenças, sem violências e mortes e completa harmonia entre as nações. Por isso, Jesus é “o Desejado de todas as nações [...] diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2.7). Jesus é o “Príncipe da Paz” (Is 9.6). O homem desfrutará da mais completa paz, em todo o planeta. As famílias viverão em completa união. Os filhos terão plena harmonia com os pais (Is 65.23). Não haverá mais guerras ou conflitos bélicos durante os mil anos de paz sobre a Terra. E ele exercerá o seu juízo sobre as nações e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices; não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear” (Is 2.4). Esse clima de paz perfeita perdurará até o final do Milênio, quando haverá a “última Guerra Mundial”, a batalha de “Gogue e Magogue”, quando Satanás, solto por um pouco de tempo, levantará as nações contra Deus. (Ler os capítulos 38 e 39 de Ezequiel.)

3) A justiça e a verdade serão plenas. “Mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio. E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins” (Is 11.4,5). No Milênio, a justiça terá o padrão divino. Não haverá julgamentos injustos ou tendenciosos; não haverá justiça venal, nem venda de sentenças em julgamentos. “Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão” (SI 9.8; 50.6; 89.14; 96.13).

4) A natureza animal será mudada. Animais perderão sua ferocidade e medo do ser humano. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco” (Is 11.6-8). Os animais voltarão a ser “vegetarianos”, como no início (Gn 1.30). Para os materialistas e ateus, essas predições sobre o Milênio não passam de utopia e mito. Também os teólogos materialistas, ou “ateólogos”32.

Certamente, responderão perante o autor da Bíblia. Diz ainda a Palavra de Deus: O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor” (Is 65.25).

5) O reino vegetal será altamente produtivo. A maldição da terra por causa do pecado desaparecerá (Gn 3.17,18). Não haverá necessidade de agrotóxicos, pois a bênção de Deus estará sobre a produção de alimentos. Não haverá falta de alimentos (Jr 31.12; SI 67.5,6). A produção agrícola será altamente eficaz (Jl 2.24). A oferta de alimentos atenderá à procura e os preços serão equilibrados. “E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto” (Is 65.21). “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. E removerei o cativeiro do meu povo Israel, e reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto” (Am 9.13,14; ler Is 30.23,25). Um rio sairá de Jerusalém e fertilizará as terras (Zc 14.8; Ez 47.1,12);

6) Haverá saúde e prosperidade para todos. As condições ambientais serão altamente favoráveis à melhoria da qualidade de vida no planeta. A longevidade surpreenderá a todos pelas excelentes condições de saúde. “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias [...] E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. [...] não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice” (Is 65.20-22). Além da saúde, as condições de moradia para todos serão as melhores jamais vistas. Nenhum programa habitacional se compara ao que o Reino de Cristo concederá aos homens.

7) O meio ambiente será restaurado ao seu estado original. O meio ambiente será transformado e altamente saudável. Não haverá secas, enchentes, terremotos ou qualquer catástrofe natural. O deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá e também regurgitará de alegria e exultará; a glória do Líbano se lhe deu, bem como a excelência do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do Senhor, a excelência do nosso Deus. [...] porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo. E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos” (Is 35.1,2,6,7).

Utopia? Para os incrédulos. Para os crentes, esperança para o mundo. Mesmo sendo referências às bênçãos sobre Israel, tais benefícios se estenderão a todo o planeta. Nem os mais fanáticos ecologistas imaginam tamanha harmonia na natureza. Na verdade, esses movimentos buscam lucro para seus integrantes à custa da falsa defesa do meio ambiente. Enquanto defendem os animais "em extinção", não dão uma palavra contra o crime hediondo do aborto. O meio ambiente e a ecologia serão totalmente restabelecidos, não haverá mais secas, enchentes, furacões, tornados e outras catástrofes naturais. Isso será coisa de um passado distante.

CONCLUSÃO
Deus tem um plano glorioso para o planeta Terra, que inclui a restauração espiritual, moral, social, ecológica e institucional. E essa realidade só se concretizará, no Milênio, quando Cristo implantar o seu reino na Terra. Jesus governará o mundo com poder e grande glória, após suplantar todos os reinos e governos do mundo.


VEJA TAMBÉM: O REINO MILENAL DE CRISTO - ESCATOLOGIA

ESTUDANDO:
A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
O que será o Milênio?
O Milênio será um período literal de mil anos.
Quem governará a Terra durante o Milênio?
A Terra será governada por Jesus Cristo.
Durante o Reino Milenial, qual será a capital do mundo?
Jerusalém será a capital do mundo.
O que é a Nova Jerusalém?
É a cidade celeste e eterna, que será destinada a todos os salvos em Jesus Cristo.
Quem vai participar do Milênio?
Vão participar do Milênio todos os salvos em Jesus Cristo, "o remanescente" dos israelitas, salvos por Cristo, na batalha do Armagedom (Rm 9.27) e os que escaparem da Grande Tribulação.

Bibliografia
31 WALVOORD, John F. & WALVOORD, John E. Armagedom, p.223.
32 Ateólogos. Neologismo criado pelo autor deste texto para identificar os que se dizem teólogos e não creem na Palavra de Deus como está na Bíblia Sagrada. A nosso ver, acabam sendo piores que os incrédulos e ateus, pois estes não conhecem a revelação de Deus para o homem, afirmam que tudo isso é simbólico, não literal.

Fonte:
O final de todas as coisas - Esperança e glória para os salvos - 1º trim.2016
O final de todas as coisas - Escatologia - Livro de Apoio - Elinaldo Renovato
Guia do Leitor da Bíblia - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº65
Enciclopédia Popular de Profecia Bíblia - CPAD
Dicionário de Profecia Bíblica
A Segunda vinda 4ªed.CPAD
Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal 1ªed.CPAD 
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé 
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 2 de março de 2016

O que é "O Milênio"?

"E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo." Apocalipse 20:3

...e então surgiu a pergunta:

"Gostaria de saber, com precisão, o que significa o Milênio?" 

O Milênio é, sem dúvida, o maravilhoso reinado de Cristo na Terra por mil anos. Há aqueles que totalmente o materializam, ou o espiritualizam demais. Evitemos tais extremos. Esse período áureo é ansiosamente esperado pelo povo israelita. Podemos dizer também que, na verdade, o Milênio não deixa de ser um assunto controvertido, como as profecias acerca dos últimos dias. Exatamente por isso, o nosso interesse por ele aumenta, ao examiná-lo à luz das Escrituras. 

O Milênio é um período de mil anos em que Jesus, juntamente com a sua Igreja glorificada, governará a Terra. Esse governo, porém, não será alegórico nem simbólico, mas real, concreto, visível: Ap 20.4,6. Terá início no fim da Grande Tribulação, quando o Anticristo e o falso Profeta tiverem sido vencidos, e Satanás estiver preso; mas depois que Jesus tiver julgado as nações.

Os diferentes nomes aplicados ao Milênio, fazem-nos compreender o significado desse período:

1. "Mil anos" (Ap 20.4,6), expressão que define a extensão do tempo. 

2. "Regeneração da Terra" (Mt 19.27,28), mostra-nos a origem do novo tempo de bênção para o mundo.

3. "Consolação de Israel" e "Redenção de Israel" (Lc 2.25,38), isso fala daquilo que Israel esperava: a plenitude na manifestação do Messias.

4. "Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.5), revela-nos Cristo como governante: Ele receberá o poder e o reino, de Deus, seu Pai: Is 9.7; Dn 7.13,14; Lc 1.32,33.

5. "Dispensação da plenitude dos tempos", Ef 1.10. As Escrituras mostram-nos que o Milênio será o último dos grandes períodos históricos, antes do raiar da eternidade.

Afirmamos ainda que o Milênio é um tempo de extrema felicidade: Jesus governará, e o Diabo estará preso. Os homens, nesse tempo, gozarão bênçãos riquíssimas na vida material. Haverá condições favoráveis à abolição do álcool, dos entorpecentes e do fumo, que causam danos a saúde; isso fará os homens alcançarem idade avançada, o que era comum no início da criação: Is 65.20,23; Zc 8.3,4.

As bênçãos de Deus operarão saúde para os povos: Is 35.5,6; Ml 4.2. No que tange ao desenvolvimento tecnológico e econômico - neste período será surpreendente. Haverá um tempo de reconstrução como nunca houve na terra. Não haverá administradores desonestos no governo de Jesus: Is 58.12; 61.4. As possibilidades de aquisição de casa própria serão ampliadas: Is 65.21,22. O bem-estar social alcançará progressivamente a todos: SI 72.1,7; 1.3,6. Também a tecnologia será posta a serviço do bem comum. 

Atualmente o objetivo da Ciência é a guerra, o aperfeiçoamento bélico, mas no Milênio ela estará a serviço da paz e do bem. A natureza florescerá no Milênio. Nesse período áureo a vegetação estará liberta da maldição do dia da queda: Gn 3.17,19. Toda criação será liberta da escravidão (Rm 8.18,22) e a terra será fértil, de modo que os lugares secos se tornarão em jardins verdejantes: SI 67.6; Jl 2.19,24; 3. 18; Am 9.13. Ademais, a fauna será alcançada pelas bênçãos do Milênio. Por ter sido abolida a maldição original, nenhum animal causará mal ao homem (Is 11.6,7,8; 65.25) e também, nesse tempo, os homens estarão livres dos insetos. Ainda no plano político, haverá durante o Milênio paz e compreensão como nunca antes: o povo judeu, em cuja terra será centralizada a administração universal de Jesus, terá alcançado a glória perfeita anunciada nas profecias.

Quando Jesus vier em glória dará ordens aos seus anjos para que ajuntem todos os judeus dos quatro cantos da terra, para trazê-los à Palestina, para que ali se tornem, de fato, numa única nação. A Palestina terá todo o território que Deus prometeu a Abraão: Gn 15.14,18; 32.41,46. Os judeus alcançarão também a paz e o sossego que atualmente lhes é tão difícil conseguir: Ez 28.15; Zc 10.10,11. Viverão a plenitude da promessa feita a Abraão: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra", Gn 12.1,2. Serão cabeça entre as nações: Dt 28.13. Destarte, haverá completa harmonia entre as nações, Dt 28. 13. Haverá também harmonia entre os israelitas: Is 11.13. Nenhuma forma de mentira condicionará as relações internacionais: Sf 3.9. Os povos viverão felizes (Is 66.18,19) e a glória habitará na terra: SI 85. 9.

Queremos salientar ainda que, se alguma dúvida ficou a ser esclarecida, propomos ao amigo leitor a leitura do livro O Milênio, de autoria do pastor João de Oliveira (de saudosa memória), que, exaustivamente, discorre sobre este tema, elucidando, com muita precisão e firmeza, os pontos conflitantes.

Fonte: A Bíblia Responde - CPAD 
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os gentios na Grande Tribulação - Escatologia

E Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” Lucas 21.24

Estudo e Leitura Bíblica:
Mateus 24.15,21; Daniel 2.40-44; 7.24,25.
Se Deus comunicou a existência dos principais impérios muito antes de sua chegada, é porque desejava que o Seu povo tomasse conhecimento disso, apontava para o Seu reino eterno. Vemos nestes capítulos estudados o poder e a fidelidade de Deus no cumprimento das profecias. Algumas, não se realizaram ainda na sua plenitude. Porém, somos desafiados a estudá-las, tanto as passadas quanto as que estão para se cumprir, sabendo que a chegada dos governos futuros é certa, pois foram vaticinados por Deus.

Os tempos dos gentios se completarão na Grande Tribulação, porém, a Igreja não estará na Terra nesse período.

Em 1968 foi fundado em Roma o chamado Clube de Roma, sendo seus membros desde então, personalidades de gabarito reconhecidamente mundial, na política, na economia, nas ciências e na educação. O objetivo fundamental do clube é estudar o futuro da raça humana, considerando o seu passado e o seu presente, para planejar o seu futuro. Uma das conclusões a que chegou o clube, há poucos anos, é a de que a humanidade necessita urgentemente de um governo único e centralizado para resolver seus problemas e suprir suas necessidades.
Aqui está mais uma indicação da iminência do surgimento do super-homem de Satanás — a Besta, que presidirá a confederação de nações que espelhamos na parte anterior. Talvez este homem já esteja aí, camuflado, aguardando apenas o momento de manifestar-se, o que ele está impedido de fazer enquanto a Igreja do Senhor permanecer aqui. (Ler 2 Tessalonicenses 2.7,8.) O ‘ministério da iniqüidade’ aí mencionado é o diabólico princípio oculto da rebelião contra Deus e contra a autoridade constituída, a qual vem dele. Esta diabólica ação secreta, subterrânea, vem operando desde o princípio do mundo, porém neste tempo do fim não haverá restrição para sua total manifestação e operação. O rapto da Igreja ocorrerá antes dessa manifestação pública do Anticristo. Depois disso o pecado não conhecerá limites.
O Anticristo será um homem personificando o Diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus. ‘Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará e se engrandecerá sobre todo o deus; e contra o Deus dos deuses; falará coisas incríveis, e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito’ (Dn 11.26). ‘Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus’ (2Ts 2.3,4). (O Calendário da Profecia, CPAD0

Deus mostra através de Seu servo Daniel, os principais governos futuros. Alguns já tiveram o seu cumprimento, porém, outros estão ainda para se cumprir. Estes governos são comunicados por Deus através de figuras da esfera inanimada, ou seja, materiais como ouro, prata, bronze, ferro e barro, e por seres animados descritos no capítulo 7, que são representados por animais estranhos.


introdução
Na lição anterior estudamos sobre o povo de Israel em relação à Grande Tribulação. Nesta, estudaremos sobre os gentios (povos não-judeus) em relação ao mesmo evento. Os povos gentios têm um papel preponderante na Grande Tribulação, por permissão de Deus, porque fazem parte de um programa divino que há de cumprir-se naquele período.


I. OS TEMPOS DOS GENTIOS (Lc 21.24)
1. Que são os tempos dos gentios. 
O texto de Lucas refere-se a um período especial no qual Jerusalém será pisada pelos gentios.
2. A duração dos tempos dos gentios. 
Esse período (não o da Grande Tribulação) teve seu início quando uma parte de Israel foi levada de sua terra para o cativeiro na Babilônia em 586 a.C. (2 Cr 36.1-21; Dn 1.1,2) e só terminará quando Cristo voltar para governar sobre todo o mundo, e assumir o trono de Davi (Lc 1.31,32).


II. O CURSO DOS TEMPOS DOS GENTIOS
Duas revelações paralelas no livro de Daniel nos dão a descrição completa desse período.
1. O paralelo entre os capítulos 2 e 7 de Daniel. 
No capítulo 2 a visão foi dada a um rei pagão, Nabucodonosor e, no capítulo 7, a visão foi dada a um servo de Deus, o profeta Daniel.
A Nabucodonosor Deus revelou o lado político dos reinos gentios representados na grande estátua. A Daniel, Deus revelou o lado moral e espiritual desses reinos representados pelos “quatro animais”. A história política havia sido mostrada a Nabucodonosor, mas a história espiritual foi mostrada a Daniel.
Notemos ainda o seguinte: No capítulo 2, as figuras representadas são tomadas da esfera inanimada, materiais como ouro, prata, bronze, ferro e barro. No capítulo 7, as figuras são representadas por seres animados, aqueles animais estranhos.

2. Os quatro ventos e o Mar Grande (Dn 7.2).
a) os quatro ventos. 
Simbolizam os poderes celestiais que movimentam o mundo nos seus quatro pontos cardeais. São ventos que agitam as nações do mundo nos seus quatro cantos e, podem representar as grandes comoções políticas, conflitos sociais e mudanças climáticas. São poderes usados por Deus para agitar a humanidade. São específicos. Obedecem e cumprem fielmente sua missão, agitando geologicamente mares, rios e a terra com seus vulcões. Açoitam a Terra varrendo os continentes, e também sopram brandamente sobre a Terra, avisando-a de possíveis catástrofes.
b) O Mar Grande. 
Duas correntes de interpretação têm sido apresentadas por vários estudiosos. Uns interpretam o Mar Grande como representando toda a humanidade, e não se refere a nenhum mar em particular. No entanto, esse não é outro, senão o mar Mediterrâneo, uma vez que, os quatro reinos mundiais (Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma) surgem junto dele.
A palavra “mar” na linguagem escatológica sempre representa as nações gentílicas (Is 17.12,13). O ressurgimento do antigo Império Romano é identificado geograficamente na Bíblia como sendo junto ao Mar Grande, que é o Mediterrâneo. O animal terrível e espantoso de Daniel 7.3, que representa o Império Romano, saía do Mar Grande.


III. O PODER DOS GENTIOS (Dn 7.3-8)
1. O leão com asas de águia (v.4). 
Assim como a cabeça de ouro da estátua do capítulo 2 representa o reino da Babilônia, também o leão na visão de Daniel (Dn 2.37,38). No mundo animal o leão é o rei dos animais, por isso, Nabucodonosor destacou-se como o leão, pela sua riqueza e imponência. Era um leão com asas de águia. A águia é uma ave solitária e rainha dos ares, e indica conquista em extensão territorial. Dn 7.4 diz que, depois, “foram-lhe arrancadas as asas” para indicar a queda do poderio desse rei diante do poder de Deus (Dn 4.24,25,32-37).

2. O urso destruidor (v.5). 
Representa o império medo-persa, sequente, que derrotou a Babilônia, e na visão do capítulo 2 é representado pelo peito e os braços de prata (Dn 2.39). Diz o texto que o urso surgiu com três costelas entre os dentes. Isto indica que dominou sem reservas as nações à sua frente. O texto de Dn 2 esclarece melhor esse fato pois os braços da estátua indicam mais especificamente a aliança da Média e da Pérsia. Daí o reino medo-persa, conhecido pelos reis que o governaram, Ciro, o persa (Dn 10.1) e Dario, o medo (Dn 11.1).

3. O leopardo altivo (v.6). 
Animal de indescritível rapidez que representa o império grego, em paralelo com o ventre e as coxas de cobre (ou bronze) da estátua de Dn 2.32. Esse leopardo, dada a sua rapidez conquistou o mundo velozmente, a saber: Alexandre, o Grande. O animal tinha quatro asas (Dn 7.6) denotando o seu rápido progresso em apenas 12 anos. Tinha, também, quatro cabeças que tipificam as quatro divisões do império grego logo depois da morte de Alexandre, o seu conquistador.

4. O animal terrível e espantoso (v.7). 
A característica principal desse animal é o fato de não haver nele nada comparável no mundo animal. Era, de fato, incomparável em força e presença e representa o Império Romano. No capítulo 2, esse império é representado pelas pernas de ferro e os pés com mistura de ferro e barro (Dn 2.33,41). O animal se destaca pela força bruta e dureza típica do ferro, metal que o representa. Na história mundial, esses quatro impérios foram fortes e tiveram seu final com o quarto que foi o romano. Entretanto, a profecia sobre esse último império indica seu ressurgimento no futuro, especialmente no período da Grande Tribulação.


IV. O FIM DO PODER MUNDIAL DOS GENTIOS
1. A forma política e material do poder gentio. 
É destacada especialmente nos dez dedos com barro e ferro (Dn 2.41,42). O fim do poder gentio está marcado pela divisão. Por isso, a ênfase nos dez dedos dos pés da estátua, o que caracteriza a fragilidade e força, autocracia e democracia do quarto reino, o romano, uma confederação simbolizada pelo ferro e o barro. Essa mistura não é natural porque se constitui de elementos soltos, ainda que juntos. Não há muita consistência. Ferro e barro se juntam, mas não se misturam.
Outra verdade acerca da forma final do poder gentio é a indicação de uma ação futura, profética, algo que ainda não aconteceu (a pedra cortada do monte) marcará o fim desse império, nos dias da Grande Tribulação (Dn 2.45).

2. Visão espiritual do poder dos gentios. 
No capítulo 2, a forma final do poder dos gentios é demonstrada pela união de dez reis e seus reinos. Em Daniel 7.7, o destaque é o animal que aparece com dez chifres sobre a cabeça. Esses chifres indicam, também, a confederação de dez reis (nações gentílicas) para a formação do quarto grande reino mundial (Dn 7.24).

3. O líder que surgirá do poder gentio (Dn 7.8). 
Dentre os dez reinos (dez chifres) surgirá o líder (o chifre pequeno) que se levantará e se manifestará como “o homem da perdição”, ou “Anticristo”, o qual blasfemará contra o Altíssimo até que lhe venha o juízo (Dn 7.25). Na verdade, na segunda metade da “semana” predita (Dn 9.27), esse “chifre pequeno”, o Anticristo, assumirá a direção política dos reinos dos “dez chifres”, (dez dedos da estátua), e infligirá sobre Israel grande perseguição (Ap 17.12,13).
Sua influência será mundial, pois conquistará o apoio das nações do mundo inteiro contra Israel. Mas ao final, esse chifre pequeno será destruído. O poder mundial dos gentios representado na estátua do capítulo 2, será detonado pela “pedra cortada do monte sem mãos” (Dn 2.34,35; 7.26,27). Tudo isso acontecerá exatamente em três anos e meio, ou seja, no período de “um tempo (1 ano), dois tempos (2 anos) e metade de um tempo (meio ano)”. Podem ser, também, o período de 42 meses iguais a 1.260 dias, conforme o calendário judaico (Dn 9.27; 12.7; Ap 12.14). Todas essas cifras correspondem a um mesmo período, a Grande Tribulação, que só se findará com a vinda do Filho do Homem, Jesus Cristo (Dn 7.13,14).

CONCLUSÃO
Só com a intervenção divina que ocorrerá com a vinda pessoal de Cristo sobre a terra da Palestina (Zc 14.1-4), o poder mundial dos gentios e o seu domínio sobre Israel serão derrotados.

Subsídio Teológico
O comentário sobre os versículos 10 e 11 do capítulo 17 no livro Daniel e Apocalipse (CPAD), diz o seguinte: “Daniel 7.24 diz: ‘dez reis que se levantarão daquele mesmo reino’. É pois uma forma daquele antigo império. É claro que não poderá ser o mesmo, porque aquele era regido por um único soberano, e o futuro sê-lo-á por dez reis com suas dez capitais. Eles formarão uma confederação de nações durante a Grande Tribulação. Dizemos confederação porque num pé os dedos são ligados (Dn 2.42). Com a formação desses dez estados estará pronto o palco para a formação do reino do Anticristo—o oitavo rei (v.11). A área geográfica desses dez reinos é a mesma do antigo Império Romano, isto é, parte da Europa, parte da Ásia e parte da África (Ver um mapa do antigo Império Romano)”.

Estudando:
1. Como podemos explicar a expressão “tempos dos gentios”?
R. O texto de Lucas refere-se a um período especial no qual Jerusalém será pisada pelos gentios.
2. Qual a duração dos tempos dos gentios?
R. Esse período teve seu início quando uma parte de Israel foi exilada da sua terra para cativeiro na Babilônia em 586 a.C. e só terminará quando Cristo voltar para governar sobre todo o mundo e assumir o trono de Davi.
3. O que indicam os quatro animais da visão de Daniel?
R. A degradação espiritual do homem guiado por impulsos cegos, por causa da incredulidade e distanciamento de Deus.
4. E os quatro ventos?
R. Simbolizam os poderes celestiais que movimentam o mundo nos seus quatro pontos cardeais.
5. De acordo com a profecia de Daniel, qual dos reinos ressurgirá no futuro, no período da Grande Tribulação?
R. O império Romano.

Fonte:
Escatologia - Doutrina das últimas coisas - Severino Pedro da Silva (CPAD)
Escatologia- o estudo das últimas coisas - Comentarista: Elienai Cabral - 3ºtrim/1998
O Calendário da Profecia - CPAD
Guia do Leitor da Bíblia
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé

Sugestão de leitura - Escatológica: 
Aqui eu Aprendi!
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