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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Os dois mares - Reflexão

Israel tem dois tão grandes lagos que, por seu tamanho e dimensões, são conhecidos como Mares. O Mar da Galiléia e o Mar Morto.

Mar da Galileia - SEA OF GALILEE
Foi nele que Jesus andou sobre as águas e, às suas margens, multiplicou os pães e os peixes, além de ter encontrado quatro de seus apóstolos.

O grande lago é a maior massa de água doce de Israel, com profundidade máxima de 43 metros. A 208 metros abaixo do nível do mar, é o segundo lago mais baixo do mundo, perdendo apenas para o Mar Morto (também um lago, mas de água salgada).

Mar Morto
O Mar Morto, também conhecido como lago Asfaltite, situa-se no Oriente Médio, na região interior da Palestina, banhando a Jordânia, Israel e Cisjordânia. É alimentado pelo rio Jordão.
Na verdade, o Mar Morto é um lago de formato estreito e alongado, possuindo 82 quilômetros de comprimento e 18 quilômetros de largura. Ele está a 392 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo e 417 metros sob o nível do mar (é o ponto mais baixo do planeta).
A característica marcante deste lago é a alta concentração de sal em suas águas (cerca de 300 gramas de sais para cada litro de água). A quantidade considerada normal para os oceanos é de 30 gramas para cada litro de água.
Esta característica impossibilita o desenvolvimento de peixes ou qualquer outra forma de vida. Os peixes, que chegam pelo rio Jordão, morrem instantaneamente ao entrarem no lago. Por isso, ele é chamado de Mar Morto.

- Em 1947, beduínos encontraram cerca de três mil fragmentos, datados de 2 mil anos, no Deserto da Judéia. Estes documentos históricos, que ficaram conhecidos como Manuscritos do Mar Morto, apresentam informações importantes sobre o Novo Testamento da Bíblia. (SuaPesquisa.com)

- O historiador judeu Josefo identifica o mar Morto na proximidade geográfica da antiga cidade bíblica de Sodoma. No entanto, ele refere-se ao lago pelo seu nome grego, asfaltites

- O Talmude designou-o por mar de Sodoma e mar de Lot, entre outros nomes que ele recebeu.

- Os romanos o chamavam de mare Asphalticum.

-  Os gregos o chamavam de Lago Asphaltites.

- A Bíblia também se refere a ele como Yām ha-Mizraḥî "o mar Oriental"

Para REFLEXÃO
Na Palestina existem dois mares.
Um é doce, e em suas águas abundam os peixes;  prados, bosques e jardins enfeitam suas margens.  As árvores estendem sobre ele seus ramos, e avançam suas raízes sedentas para beber as águas saudáveis.  Em suas praias brincam aos grupos as crianças como o faziam quando Jesus ali estava.  Ele amava este mar.  Contemplando sua prateada superfície, muitas vezes ensinou suas parábolas. Num vale vizinho deu de comer a cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes.  As cristalinas águas espumantes de um braço do Jordão, que descem saltitando dos cerros, formam este mar que ri e canta sob a carícia do sol.  Os homens edificam suas casas perto dele e os pássaros seus ninhos.  E tudo que ali vive é feliz só por estar às suas margens.
O Jordão desemboca ao sul em outro mar.  Ali não há movimento de peixes, nem sussurro de folha, nem canto de pássaros, nem risos infantis.  Os viajantes evitam essa rota, a menos que a urgência de seus negócios os obrigue a segui-la.  Uma atmosfera densa paira sob as águas desse mar que nem o homem, nem a ave bebem jamais.

A que se deve esta enorme diferença entre dois mares vizinhos?  
Não se deve ao rio Jordão; tão boa é a água que lança num como o outro.  Também não se deve ao solo que lhes serve de leito e nem às terras que os circundam.

A diferença se deve a isto:  o mar da Galiléia recebe as águas do rio Jordão, mas não as retém ou as conserva em seu poder. Para cada gota que entra, sai uma outra gota.  O dar e receber se cumprem ali em idêntica medida.
O mar Morto é avaro e retém com ciúmes o que recebe. Jamais é tentado por qualquer impulso generoso.  Cada gota que ali cai, ali permanece.
O Mar da Galiléia dá e vive.  O Mar Morto não dá nada.

Sabemos que eles recebem água do mesmo Rio (Jordão) mas são completamente diferentes. Mas por que tanta diferença?
Resposta: O Mar da Galiléia devolve as águas que recebe do Jordão, suas águas são abundantes, produtivas, rica em Vida. Já o Mar Morto, estando abaixo do nível do mar, retém tudo que recebe, e com o acumulo de sal em seu leito torna-se improdutivo, impossível a vida (peixes) em suas águas.

Hoje a pergunta é esta:
- Estamos (mais) semelhantes ao Mar da Galiléia ou ao Mar Morto?
Pense nisso, reflita!

"Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido." Provérbios 11:24,25

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mar da Galileia

SEA OF GALILEE
Na verdade, um grande lago. Foi nele que Jesus andou sobre as águas e, as suas margens, multiplicou os pães e os peixes, além de ter encontrado quatro de seus apóstolos

Mesmo quem não é cristão conhece a histórica caminhada de Jesus sobre as águas, o tempo em que ele viveu entre pescadores e a famosa multiplicação de pães e peixes para mais de 5 mil pessoas. O cenário dessas importantes passagens bíblicas ainda existe: o Mar da Galileia, também conhecido como Mar de Tiberíades, ou ainda Lago Kineret ou de Genesaré (fronteira entre Israel, Cisjordânia e Jordânia). É abastecido pelo rio Jordão, o mesmo no qual Jesus foi batizado por seu primo João Batista.

O seu afluente principal é o rio Jordão, que vem do monte Hérmon e de Cesareia de Filipe, e que é também o seu efluente, seguindo depois para o mar Morto.

Ao redor dele estão importantes cidades (Tiberíades — fundada por Herodes Antipas ao tempo da infância de Jesus —, Cafarnaum, Betsaida e Genesaré, entre outras). Hoje Tiberíades é a localidade principal nas margens do lago. A nordeste deste lago ficam os montes Golã antes conhecidas como colinas Sírias.


Estas consideráveis cidades foram também palcos de célebres passagens bíblicas e berços de importantes personagens que conviveram com o próprio Redentor. Na região, pelo menos cinco apóstolos nasceram e viveram, assim como Maria Madalena. Ali também aconteceu o Sermão da Montanha.

Foi nas margens do Mar da Galileia que Jesus recrutou quatro de seus 12 apóstolos entre os pescadores: Simão (rebatizado Pedro), seu irmão André e outros dois irmãos, João e Tiago (Marcos 1:14-20; Mateus 4:18-22). As mesmas águas foram acalmadas pelo próprio Jesus em meio a uma grande tempestade, à qual ele pôs fim. Após este episódio, chegando à margem, o Messias libertou dois possuídos, expulsando os demônios que estavam neles e mandando-os para uma manada de porcos ali próximos, que se jogaram de um barranco nas águas (leia Mateus 8:28-33) – o mesmo barranco está assinalado até hoje, visitado por muitos cristãos.

O grande lago é a maior massa de água doce de Israel, com profundidade máxima de 43 metros. A 208 metros abaixo do nível do mar, é o segundo lago mais baixo do mundo, perdendo apenas para o Mar Morto (também um lago, mas de água salgada).


Se antes a pescaria era a principal atividade econômica, hoje o turismo é a principal geradora de renda local, atraindo visitantes tanto cristãos quanto judeus, além dos árabes dos países próximos.

Falando em pescaria, muitos estudiosos acreditam que os peixes que Jesus usou na multiplicação foram as famosas tilápias, hoje presentes em várias culturas ao redor do mundo pela facilidade de criação em cativeiro. Por isso encontramos, mesmo em supermercados brasileiros, os hoje bastante comuns filés de St. Peter – em inglês, Peter equivale a Pedro, em alusão ao apóstolo “pescador de homens”. O St. Peter – tilápia vermelha – é muito apreciado por ter sabor e cheiro leves e ser muito versátil em diferentes receitas.

Na cidade de Ginosar, originada de um antigo kibutz (fazenda comunitária), está um barco do século 1 como os usados na época de Cristo. Descoberto em 1986 na lama do fundo do lago, bem próximo à margem, hoje está exposto no Museu Beit Yigal Allon.

Mais um exílio
No ano 135, Roma dominava Jerusalém. Os judeus se revoltaram contra o domínio dos Césares na famosa revolta de Bar Cosiba. O resultado não foi agradável para os revoltosos: foram expulsos de Jerusalém, centro religioso e histórico de sua cultura, e transferiram-se para a região do Mar da Galileia.
Ao longo dos séculos, com as constantes invasões árabes e a longa ocupação turco-otomana na região (que perdurou até o final da Primeira Guerra Mundial, no século passado), a Galileia com características dos tempos da Bíblia foi quase toda destruída, e hoje restam apenas ruínas das outrora importantes cidades, atualmente pontos de turismo histórico.

Harpa
Em hebraico o lago é chamado de Kineret, que significa harpa, devido ao seu formato. Os israelenses, conscientes da importância do lago para eles, se orgulham em preservá-lo. Um slogan muito conhecido no país é: “Ein lanu kineret acheret” (“Nós não temos outro Kineret”), enfatizando a importância de a população do país, localizado em meio a desertos, cuidar de sua maior fonte de água doce. Além da água, lá são pescados cerca de mil toneladas de peixe por ano.

Turismo e esportes
A região atrai muitos turistas devido à importância bíblica, mas também por sua grande beleza natural. De alguns ângulos, é possível ver montanhas contracenando com o lago, o que torna a vista ainda mais bonita.
Em suas margens estão instalados dezenas de balneários, onde é possível relaxar e renovar-se física e mentalmente. Alguns hotéis-fazenda na região são muito procurados pelos que buscam tranquilidade longe das grandes metrópoles.

A prática de esportes aquáticos na Galileia é muito comum. Barcos a vela, jet-ski e esqui aquático agitam a calmaria da região, bem como pessoas que procuram o lago para praticar nado. A Competição do Kineret é o maior evento de natação de Israel, sempre em setembro, reunindo os craques dessa modalidade esportiva.

Os Sea Rangers, um movimento juvenil bem ativo em Israel, têm uma de suas unidades no Lago da Galileia. Além de cuidarem da região, os jovens ensinam a moradores e turistas a melhor forma de coexistir com a natureza sem agredi-la.


"mapa" do mar da Galileia, na verdade é um medidor que indica o nível de água

Fonte: Arca Universal; Wikipédia; Mapas Bíblicas; Dicionário Bíblico; Bíblia Defesa da Fé

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