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sábado, 18 de agosto de 2018

A sobriedade na Obra de Deus

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” Ef 5.18

A sobriedade na obra de Deus

Em primeiro lugar, há base bíblica para praticarmos a abstinência de bebidas alcoólicas. É importante ressaltar isso porque, infelizmente, muitas influências teológicas têm buscado flexibilizar a abstinência do álcool nas igrejas evangélicas. Sim, a igreja evangélica, mais especificamente as pentecostais, tem uma cultura de abstinência a bebidas alcoólicas. Os motivos são sobejos. Muitos tiveram suas vidas destruídas pela bebida, mas tiveram a história toda restaurada por Deus. Voltar às bebidas, para essas pessoas, seria equivalente aos crentes hebreus voltarem para o Judaísmo, segundo o livro dos Hebreus. Sim, seria trair ao Senhor! Perder essa sensibilidade é sinal de que estamos mais carnais que espirituais. Aqui, é que mora o perigo.

O exemplo dos recabitas (Jr 35.6-10)

Embora no texto bíblico não esteja clara a causa que levou Jonadabe, o pai dos recabitas, a se tornar abstêmio, certamente houve um motivo objetivo e concreto que fez com que toda a sua descendência viesse a recusar o vinho e seus derivados. O que chama-nos atenção no episódio dos recabitas é a perseverança e respeito a uma boa tradição que recebera de seu pai. Num tempo em que vivemos, onde qualquer proposta de conservar tradições boas é sinônimo de legalismo, o exemplo dos recabitas deve ser visto com muita atenção.

Um cuidado para hoje

Uma das grandes contribuições sociais que os evangélicos deram ao mundo, mais especificamente ao Brasil, foram as milhares de pessoas que pararam de beber e fumar. Num país onde o álcool continua a destruir famílias inteiras, em que o vício do cigarro atinge letalmente milhares de pessoas, sem dúvida, é uma contribuição social silenciosa, mas alvissareira e poderosa. Entretanto, é muito triste ver que, outrora muitos ao se converterem abandonavam os vícios, hoje, infelizmente, muitos convertidos querem abraçá-los.

Temos razão de sobras para continuar a honrar a boa tradição pentecostal, no campo do comportamento moral, de se abster inteiramente do álcool. E quando temos tal compromisso, o respeitamos em qualquer cultura que estejamos. Para isso temos razões bíblicas, morais e espirituais.

Portanto, prezado professor, prezada professora, não tenha receio algum em defender tal posição. Num país onde milhares de vidas são dizimadas por causa do álcool, a irresponsabilidade está mais para quem, no meio evangélico, defende seu uso; não para quem é contra. Revista Ensinador Cristão nº74

O exercício do ofício divino é incompatível com o alcoolismo, maus costumes e intemperanças.

Leitura Bíblica - Levítico 10.8-11; 1 Timóteo 3.1-3

Professor(a), segundo alguns teólogos, Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho porque estavam sob o efeito do vinho. Tal afirmação tem como fundamento o fato de que logo depois de tal imprevisto, Moisés tratou a respeito da proibição do vinho para os sacerdotes quando ministravam no Tabernáculo (Lv 10.8-11). O sacerdote precisava julgar e fazer distinção entre o puro e o impuro e instruir os hebreus, por isso não deveria fazer uso do vinho, pois o álcool afetaria os seus sentidos e o seu raciocínio. Tal proibição tinha o objetivo de preservar o sacerdote a fim de que não cometesse o mesmo erro de Nadabe e Abiú.

A cultura dos hebreus tinha o vinho como bebida principal, tanto que Jesus transformou a água em vinho em uma festa de casamento, contudo a Palavra de Deus tem várias advertências contra o excesso que leva a embriaguez. As nações pagãs ao redor de Israel tinham o costume da embriaguez, mas o povo de Deus deveria ser santo, distinto, separado a fim de que fosse exemplo e manifestasse a grandeza e a santidade do Senhor.

INTRODUÇÃO

Na lição anterior, acompanhamos a trágica história de Nadabe e Abiú, filhos do sumo sacerdote Arão. Embora cientes de sua responsabilidade, eles não temeram entrar no lugar santo para oferecer fogo estranho ao Senhor. Por causa disso, Deus os fulminou ali mesmo, diante do altar do incenso.
O que os levou a agir de maneira tão irreverente e profana? Pelo contexto da narrativa sagrada, podemos concluir que ambos estavam embriagados (cf. Lv 10.8,9). Por isso, profanaram insolentemente a glória divina.
Guardemo-nos, pois, do álcool, das drogas e de outros vícios igualmente nocivos e destruidores. O ministro cristão tem de ser um exemplo de temperança, sobriedade e domínio próprio.



Antes de escrever este capítulo, assisti a uma reportagem sobre a droga do momento nos Estados Unidos. Segundo a matéria, o adderall, que a princípio era prescrito aos pacientes com déficit de atenção, começou a ser usado sem qualquer critério pelos que, coagidos profissionalmente, não se conformam com os próprios limites. Esse psicoestimulante, que tem em sua fórmula diversos sais de anfetamina, é venerado como a pedra mágica do sucesso.

Pelo que pude inferir da reportagem, essa droga, tão deletéria como a cocaína e o LSD, não deveria sequer ter sido fabricada. Então, como recomendá-la a uma criança que sofre daquilo que, modernamente, é chamado de déficit de atenção? Será que não há alternativas espirituais e afetivas para um tratamento, que ainda não alcançou os resultados expectados por seus pais e mestres?

Lamentavelmente, muitos obreiros do Senhor, constrangidos por convenções e ministérios, que exigem de seus afiliados metas cada vez mais ousadas e empresariais, viciam-se nesses “santos” remédios. Hoje, tomam o adderall. Amanhã, ingerem a anfetamina. E, depois, sem o perceberem, deixarão aprisionar-se pelo álcool, pela maconha e até pela cocaína. O que escrevo pode soar estranho aos ouvidos dos santos; infelizmente, essa é a realidade. Haja vista os casos de suicídio entre pastores.

O que parecia inadmissível no arraial dos santos já se faz banal e corriqueiro.

Ao fazer tais considerações, lembrei-me de Nadabe e Abiú, que, como vimos no capítulo anterior, foram mortos pelo Senhor no limiar do lugar santíssimo do Tabernáculo. Se atentarmos ao contexto do Levítico, seremos levados a acreditar que ambos, ao adentrarem a Casa de Deus, achavam-se embriagados.

I. A FEITIÇARIA NO MINISTÉRIO SAGRADO

Sempre vi os obreiros de Cristo como autênticos homens de Deus. Hoje, porém, alguns se acham a praticar a feitiçaria; outros já são velhos e experimentados feiticeiros. Infelizmente, essa é a realidade; não podemos minimizá-la. Corrigi-la, sim; ignorá-la, jamais. Nas linhas a seguir, identificaremos em que sentido a feitiçaria adentrou o santo ministério.

1. A feitiçaria como obra da carne.

Ao enumerar as obras da carne, Paulo inclui a feitiçaria:

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. (Gl 5.19-21, ARA)

Qualquer um desses pecados é suficiente para lançar-nos no lago de fogo. Contudo, para mantermos as aparências e a reputação ministerial, evitamos a prostituição formal, a idolatria explícita (mas as implícitas, não), as discórdias em determinados momentos e as divisões em algumas instâncias. Todavia, damo-nos às bebedices (sempre às escondidas), às glutonarias e às santas porfias. E, sem o sabermos, pomo-nos também a praticar a feitiçaria.

Este último pecado nem é conhecido entre nós; julgamo-lo próprio dos bruxos e daquelas senhoras feias e velhas que, à beira de seus caldeirões, deleitam-se a fazer poções e a inventar novos elixires. Se nos concentrarmos, porém, na palavra do apóstolo, talvez descubramos que não estamos muito longe de um bruxo bretão ou de uma feiticeira druída.

De acordo com Paulo, a feitiçaria é uma das obras da carne. Se formos ao original grego, veremos que a palavra “feitiçaria” provém do vocábulo grego pharmakeia, que significa não apenas bruxaria e artes mágicas, mas igualmente drogas, tóxicos, venenos e peçonhas. Caso avancemos na exegese desse termo, constataremos que ele se acha intimamente relacionado à idolatria. Haja vista o que ocorria nos templos dos deuses egípcios, cananeus, babilônios, gregos, romanos e nórdicos.

Não precisamos viajar no tempo, a fim de assistir a uma celebração idolátrica regada a drogas e a peçonhas. Em certas regiões do Brasil, substâncias alucinógenas, como o santo-daime, são administradas livremente aos seus adeptos. A partir daí, o ser humano, já sem autodomínio, dar-se-á a todos excessos e desregramentos.

Conclui-se, pois, que toda composição química criada para alterar a personalidade humana é, na verdade, o resultado de uma das mais nocivas obras da carne: a feitiçaria. Entre esses produtos, podemos alistar o adderall, a anfetamina, o LSD, a cocaína, a heroína, a maconha e alguns medicamentos vendidos livremente nas farmácias. À luz das Sagradas Escrituras, todo isso não passa de obra das trevas.

No período do Anticristo, haverá um consumo global de psicotrópicos (Ap 9.21). Por que o homem do pecado investirá tanto nessa área? A resposta está nesta passagem do livro da Revelação, na qual o autor sagrado descreve a queda da capital do reino de Satanás:

“Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria” (Ap 18.23, ARA).

Sim, o Anticristo usará massivamente as drogas, objetivando seduzir os moradores da terra. E, assim, ser-lhe-á mais fácil induzi-los às suas mentiras e falsos milagres.

Já imaginou drogar o mundo todo? Hoje, as ideias de ditadores e tiranos, como Stalin e Hitler, ainda logram escravizar seus povos por meio de um marketing imoral, sórdido, caluniador, mentiroso e desumano. No entanto, pelo que sabemos, nenhum deles conseguiu viciar toda uma população. O mais perto que se chegou disso foi na Alemanha Nazista.

Na ânsia pelo soldado perfeito, os generais de Adolf Hitler obrigavam seus exércitos a ingerirem metanfetaminas. E, dessa forma drogados, os combatentes eram capazes de caminhar por três dias seguidos sem necessidade alguma de comida, água ou sono. Ao mesmo tempo, era-lhes tirada toda a empatia que um guerreiro deve ter em relação ao adversário no campo de batalha.

Voltando ao texto do Apocalipse, observamos que, em ambas as passagens acima citadas (9.21 e 18.23), o autor sagrado usou sabiamente o vocábulo pharmakeia.

Portanto, sempre que fazemos uso de uma substância que nos altere a personalidade, incitando-nos a ultrapassar os limites que Deus nos estabeleceu, compactuamos com as obras infrutuosas das trevas. Eis porque muitos obreiros, entregando-se à feitiçaria moderna, tornaram-se eles mesmos bruxos. Palavra forte? Infelizmente, retrata a realidade de alguns segmentos do mundo evangélico atual; estamos no final dos tempos; dias mais difíceis e mais trabalhosos estão por vir.

2. Obreiros bruxos.

Em Apocalipse 21.8 (ARA), somos advertidos seriamente:

“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”.

Na leitura desse versículo, temos um fato bastante revelador. Nas passagens anteriores (Ap 9.21 e 18.23), observamos que, no período do Anticristo, a feitiçaria será largamente difundida, gerando uma população global de viciados e dependentes químicos. E, agora, no final desse mesmo período, grande parte dos viciados torna-se não apenas dependentes, mas adoradores dos alucinógenos; químicolátricos.

De que forma alguém passa de vítima dessa feitiçaria escatológica a feiticeiro? Para se alcançar tal status, na hierarquia do pecado e da iniquidade, não é necessário percorrer um longo caminho. Basta alguém ingerir um comprimido de adderall para encontrar um atalho aqui, um trilho ali e, mais além, uma pinguela. Nessa obra da carne, desvios e transvios não faltam; são perigosamente abundantes.

Sob o efeito de um desses psicoestimulantes, o obreiro constatará que, de fato, poderá cumprir seus afazeres convencionais e ministeriais com mais desenvoltura e ousadia. Se antes, tinha ele receio ou temor de ferir este ou de machucar aquele, agora, ignora barreiras morais e éticas; despreza até a mesma Escritura.

No dia seguinte, nem fará o seu devocional. Orar e ler a Bíblia, para quê? Santo adderall resolverá tudo. E se aparecer algum improviso, é só invocar a santa anfetamina. A essa altura, o ministério ser-lhe-á uma corporação como outra qualquer, onde todos, competindo até as raias do inferno, tudo farão para bater suas metas e alcançar suas cotas. Com tanta feitiçaria, por que buscar a virtude do Espírito Santo?

Já temos, aí, um autêntico feiticeiro. Esse pobre ministro não apenas tornou-se toxicodependente, mas ardoroso defensor dessas malditas químicas; idolatra-as; não pode viver sem elas. Sempre que possível, preceitua-as a algum colega menos avisado.

Se você, querido irmão, encontra-se enredado nessa obra infrutuosa das trevas, reconsidere suas atitudes; arrependa-se e volte ao primeiro amor.

O que nos sustenta é a fé em Jesus Cristo. NEle, tudo podemos. E, de acordo com a sua vontade, operamos o impossível. Se lermos o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, constataremos que nenhum daqueles heróis fez uso de qualquer substância ilícita para comprimir o seu ministério. Mas, cheios do Espírito Santo “subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros” (Hb 11.33,34, ARA).

Dissemos que o uso de psicoestimulantes induz-nos à feitiçaria. Daí à condição de feiticeiro basta um passo. Mas como descrever o feiticeiro no contexto do Novo Testamento? Voltemos a Apocalipse 21.8. Aqui, o substantivo “feiticeiro” é representado pelo vocábulo grego pharmakeus, que contempla esta descrição: aquele que prepara e usa remédios tidos como mágicos. Não se trata, pois, de um prestidigitador que, nos picadeiros, engambelam os expectadores com a habilidade das mãos e com a esperteza dos dedos. Trata-se de alguém que se entregou de corpo e alma às drogas.

O feiticeiro é o que prepara e consome drogas. Um obreiro nessas condições é, de fato, um feiticeiro; fez-se pior do que Elimas, o mágico.

Agora, precisamos voltar ao caso específico de Nadabe e Abiú. Já que falamos nas drogas químicas e ardilosamente sintetizadas, como tratar o vinho?

II. O VINHO NA HISTÓRIA SAGRADA

Nas Sagradas Escrituras, o vinho, juntamente com o pão e o azeite, é visto como bênção de Deus (Os 2.22). Aliás, o vinho era usado até mesmo como remédio (Lc 10.34). No entanto, o seu mau uso levou homens santos a cometerem escândalos, torpezas e até crimes. Haja vista os casos de Noé, Ló e Davi.

1. A embriaguez de Noé.

Após o Dilúvio, Noé voltou-se ao ofício de lavrador, e pôs-se a plantar uma vinha (Gn 9.20). E, após ter preparado o seu vinho, bebeu-o até embriagar-se. Já fora de si, desnudou-se, expondo-se vergonhosamente em sua tenda (Gn 9.20-29). A intemperança do patriarca trouxe-lhe sérios problemas familiares.

O álcool foi capaz de transtornar até mesmo um dos três homens mais piedosos da História Sagrada (Ez 14,14). É por isso que devemos precaver-nos quanto aos seus efeitos (Pv 20.1; 23.31).

Num devocional já antigo, li acerca de um pastor que, após embebedar-se numa reunião social, acordou num quarto que não era seu, numa cama que não lhe pertencia e ao lado de uma mulher longe de ser a sua querida esposa. Bastou-lhe alguns minutos de intemperanças e desregramentos, para que perdesse tudo o que amealhara ao longo de abençoadas décadas de ministério.

Declara o salmista que bem-aventurado é o homem que não se assenta na roda dos escarnecedores. Aqui, entre cervejas, licores e cachaças, nada é proibido. Já nos primeiros goles caem as barreiras da moral e da ética. Nos segundos, olvidar-se até mesmo a santíssima fé. Depois, enfileiram-se as concupiscências, discórdias, valentias e sujidades. O que antes era um obreiro venerável não passa, agora, de um vil contador de piadas. Com olhares lúbricos, cobiça essa mulher, almeja aquela moça e, mais adianta, corteja aqueloutra donzela. Que atitude indigna de um homem, que, no domingo anterior, pregara sobre a “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

Em algumas culturas evangélicas, o vinho é usado livremente. Alguns o tomam com moderação. Outros, entretanto, descontrolam-se; embriagam-se; esborracham-se como os filhos das trevas. Não bastassem os males espirituais, morais e éticos, há também os problemas físicos. Quando a mim, prefiro a cautela dos recabitas à ousadia de certos obreiros que, fundados numa certa liberdade cristã, acham que todas as coisas lhe são lícitas. Esquecem-se eles de que nem todas nos convêm.

2. A devassidão das filhas de Ló.

Dizendo-se preocupadas com a descendência do pai, as filhas de Ló embebedaram-no em duas ocasiões (Gn 19.31,32). Em seguida, tiveram relações com o próprio pai, gerando dois povos iníquos (Gn 19.33-38). Quem se entrega ao vinho está sujeito às dissoluções (Ef 5.18). Já imaginou um obreiro de Cristo em semelhante situação?

Muito se fala, no Brasil, sobre violência doméstica e abuso infantil. O que muita gente não sabe é que tais coisas também são ocasionadas pelo álcool. O que esperar de um pai bêbado? Ou de uma mãe embriagada? Depois que o álcool chega ao cérebro, abre-se as portas à violência, à permissividade e a todo tipo de atos impensáveis.

Eu não gostaria de ver um obreiro do Senhor numa situação igual ou semelhante à de Ló. O homem que se resguardara dos vícios de Sodoma e de Gomorra, não soube como resguardar-se diante do vinho. Para se evitar tais males e desgraças, só existe um caminho: a abstinência.

3. O vinho como instrumento de corrupção.

Para encobrir o seu adultério com Bate-Seba, o rei Davi convocou Urias, que estava na frente de batalha, embriagou-o, e induziu-o a deitar-se com a esposa adúltera e já grávida (2 Sm 11.13). Se o seu plano houvesse dado certo, aquela criança ficaria na conta de Urias, o heteu.

A que ponto chega um homem fora da orientação do Espírito Santo. O rei e pastor de Israel usou o vinho para corromper um de seus heróis mais celebrado. Uma reunião de obreiros não pode ser regada a vinho; tem de ser dirigida pelo Espírito Santo.

Que os encontros de pastores, evangelistas, presbíteros e diáconos sejam marcados pela comunhão, fraternidade e profunda concórdia. E que, no final dos trabalhos, possamos declarar como os santos apóstolos: “Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo”. Mas isso só acontecerá se, abstendo-nos do vinho, enchermo-nos do Divino Consolador.

Se o vinho é tão nocivo e deletério, por que foi usado pelos levitas, no Antigo Testamento, e pelos santos apóstolos, no Testamento Novo? Antes de adentrarmos o próximo tópico, consideremos esta proposição: tudo o que existe pertence ao Senhor; logo, deve Ele ser glorificado por todas as coisas.

Aos olhos de Deus, tudo é precioso, inclusive o vinho. Vejamos o que Ele ordenará no período da Grande Tribulação:

“E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” (Ap 6.6, ARA).

III. O VINHO NO OFÍCIO DIVINO

O vinho, por simbolizar as bênçãos de Deus, foi usado no Antigo Testamento como oferenda ao Senhor e, no Novo Testamento, serviu para simbolizar o sangue de Cristo. Todavia, a Palavra de Deus faz sérias advertências quanto ao seu uso.

1. No Antigo Testamento.

Em sua oferta de manjares ao Senhor, os israelitas faziam-lhe também a libação de um quarto de him de vinho (Lv 13.13). Nessa oferenda, o adorador reconhecia que tudo quanto existe pertence ao Senhor. Em razão disso, deveria usar de forma santa e responsável tudo que Ele nos deixou (Pv 20.1).

Quanto aos ministros do altar, eram severamente advertidos sobre o uso do vinho. Leia com atenção Levítico 10.8-11. Essa passagem deve ser aplicada também a nós. Tanto ontem quanto hoje, o álcool pode levar-nos à ruína.

É bem provável que Nadabe e Abiú, julgando-se acima de recomendações e preceitos, vinham abusando do álcool. E, assim, de abuso em abuso, e já desconsiderando a santidade de Jeová, adentraram-lhe a Casa sem o fogo apropriado à queimação do incenso. Se isso realmente aconteceu, que deprimente espetáculo não representaram eles. Já imaginou dois obreiros embriagados, trôpegos e resmungando com voz pastosa as fórmulas e credos sagrados? Imagine ambos, agora, cambaleando entre o candelabro e a mesa dos pães da apresentação. Se tropeçassem diante do altar do incenso, cairiam no Santo dos Santos.

Retornemos à nossa realidade. Evoquemos a imagem de um pastor embriagado a batizar ou a ministrar a Santa Ceia. O que o rebanho, sempre atento e observador, dir-nos-á em semelhantes situações? Que o Senhor Jesus nos guarde das intemperanças e desregramentos. Jesus, tem misericórdia de nós. Santifica-nos. Queremos chegar à Jerusalém Celeste.

2. No Novo Testamento.

O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho (Jo 2.1-11). E, ao instituir a Santa Ceia, Ele fez uso desse mesmo produto, a fim de simbolizar o seu sangue redentor (Mt 26.26-30). Desde então, a Igreja de Cristo vem utilizando o fruto da vide para oficiar a sua maior celebração: a Ceia do Senhor (1 Co 11.23-32).

O que dizer do primeiro milagre do Senhor? O vinho que Jesus fez surgir da água era vinho ou um mero suco de uva? A Escritura não comporta dúvidas; era vinho de excelente qualidade. Mas da narrativa sagrada, inferimos que, naquelas bodas, ninguém se embriagou; os que presenciaram o milagre vieram a crer que Jesus era, de fato, o Salvador do mundo e Messias de Israel.

3. Advertência quanto ao uso do vinho.

Se, por um lado, o vinho é utilizado para adorar a Deus, por outro, ele pode ser usado igualmente para trazer escândalos e levar-nos a desvios espirituais, morais e éticos. Eis porque devemos considerar as recomendações que nos fazem as Escrituras (Pv 21.17; 23,20; Tt 2,3).

Diante das recomendações da Palavra de Deus, como proceder? Sejamos moderados e sóbrios. À semelhança dos recabitas, abstenhamo-nos do álcool. Leia com atenção o capítulo 35 de Jeremias. Que o exemplo daqueles homens cale-se profundamente em nossa alma.

IV. MINISTROS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO

Tendo em vista os exemplos lamentáveis e vergonhosos da História Sagrada, o Novo Testamento faz-nos severas advertências quanto ao uso do vinho.

1. Recomendações aos ministros.

O candidato ao Santo Ministério, na Igreja Primitiva, não podia ser um homem escravizado pelo vinho (1 Tm 3.3,8; Tt 1;7). Como confiar o rebanho de Jesus Cristo a um alcoólatra? O que governa tem de abster-se das bebidas alcoólicas (Pv 31.4).

Se você, querido obreiro, tem algum problema com o alcoolismo, procure ajuda. Há sempre um bom homem de Deus disposto a ouvir-nos e a auxiliar-nos. Não leve tal fardo à sepultura. Por mais difícil e vexatória que seja a sua situação, não se conforme. O Senhor Jesus está ao nosso lado. Ele o resgatará do alcoolismo, guindando-o novamente às regiões celestiais.

2. Recomendações à Igreja.

A recomendação quanto aos prejuízos decorrentes do vinho não se limita aos ministros do Evangelho. Ela diz respeito, também, a toda a Igreja. Que o verdadeiro cristão, afastando-se do vinho, busque a plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18). A embriaguez não é um mero adorno cultural; é algo sério que tem ocasionado sérios transtornos à Igreja de Cristo.

Voltemos ao cenáculo. Busquemos novamente a plenitude do Consolador. Que as nossas reuniões sejam marcadas por conversões, batismos com o Espírito Santo, curas divinas, sinais e maravilhas. E que jamais nos esqueçamos de que o Senhor Jesus, em breve, virá buscar a sua Igreja. Aleluia!

3. Ministros usados pelo Espírito Santo.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi copiosamente derramado sobre os discípulos (At 2.1-4). De início, eles foram tidos como bêbados (At 2.13). Mas, após o sermão de Pedro, todos vieram a conscientizar-se de que eles falavam e operavam no poder de Deus (At 2.40,41).

Na sequência de Atos, deparamo-nos com os apóstolos e discípulos proclamando o Evangelho sempre na virtude do Espírito Santo (At 4.8, 31; 7.55; 13.9).

V. COMO AGIR DIANTE DE TANTOS PERIGOS

Entre o final de 2017 e o início de 2018, chegaram-me alguns relatos de pastores, alguns ainda jovens, que vieram a suicidar-se. Confesso que tais relatos deixaram-me bastante preocupado. O que levaria um homem de Deus a cometer semelhante desatino? Por isso, gostaria de deixar, aqui, alguns conselhos para nos prevenirmos quanto a tais desfechos.

1. Aprenda a confiar em Deus.

Entre a Obra de Deus e o Deus da Obra, não tenha dúvidas. Que o Senhor tenha completa prioridade em sua vida. Quando nos damos por completo ao Deus da Obra, a Obra de Deus sempre prospera em nossas mãos. Por essa razão, trabalhe com ousadia e amor, mas não perca a paz se a sua igreja não prospera como esta ou não cresce como aquela. Quem dá o crescimento é Deus. Não perca o sono. Enquanto você dorme, Ele cuida de sua Seara.

2. Não se consuma pela ansiedade.

Não leve para o Santo Ministério as disputas e vícios do mundo corporativo. No âmbito do Reino de Deus, nem sempre o mais veloz chega primeiro. E, se logra algum êxito, envergonha-se como Aimaás; não tem mensagem alguma. Então, peregrine com o Evangelho.

Quando a depressão bater-lhe à porta, siga o conselho do apóstolo: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6, ARA).

Cuidado com as metas que contemplam apenas as finanças. Mire-se na humildade e na pobreza do Nazareno; resgate-lhe as almas preciosas que, todos os dias, vemos nas ruas, praças e logradouros. O dinheiro sempre vai. Quanto às almas, que cada uma delas chegue aos pés do Salvador.

3. Não se dê às drogas.

Previna-se quanto aos que, sutil e perversamente, preceituam-nos pílulas e compridos mágicos. Na Vinha do Senhor, não se requer nenhum psicoestimulante. A assistência do Espírito Santo nos basta.

Não se vicie. Você não precisa de tais artifícios. O mesmo Deus que fortaleceu a Sansão e animou a Davi está ao seu lado. Coragem e ânimo. A feitiçaria destes últimos dias está levando muita gente para o inferno.

4. Cuidado com o álcool.

Fuja dos colegas de ministério que, por serem já alcoólatras, querem induzi-lo a esse vício maldito e perverso. Mantenha-se continuamente sóbrio. A caminhada ainda é longa. Nessa peregrinação, não podemos andar tropegamente. Sejamos firmes em cada passo.

5. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina.

A recomendação do apóstolo nunca foi tão atual e urgente: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16, ARA).

CONCLUSÃO

Certa vez um jovem obreiro perguntou-me se algum padre chegará ao céu. Vendo-lhe a ânsia de espírito, fiz-lhe outra pergunta: “Algum pastor corre o risco de ir para o inferno?”.

Diante das agruras que nos espreitam aqui e ali, todos corremos sérios riscos. Não podemos vacilar. Se não nos dermos à leitura da Palavra, à oração e ao jejum, não subsistiremos. O fato de sermos obreiros não nos torna invulneráveis quanto às tentações, às angústias e às arremetidas de Satanás.

Cuidemos de nós mesmos. Zelemos pela doutrina que nos confiou o Senhor. Ele é poderoso para guardar-nos até o dia de sua vinda. E que jamais venhamos a ter o mesmo destino de Nadabe e Abiú.

Amém. Cuida de nós Jesus.

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade
Aqui eu Aprendi!

sábado, 11 de agosto de 2018

Fogo estranho diante de Deus

“E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se” Lv 10.3

Fogo estranho diante de Deus

O capítulo 10 de Levítico talvez seja o capítulo mais grave do livro. A história de Nadabe e Abiú traz uma séria advertência ao ministério sacerdotal sob referência da natureza justa de Deus. Tendo sempre em mente que, em primeiro lugar, o livro de Levítico é um manual dos sacerdotes, a morte dos dois filhos de Arão é um símbolo poderoso para todos os sacerdotes no exercício da função. O episódio narrado no Levítico tem o mesmo objetivo que no episódio do Novo Testamento com Ananias e Safira (At 5): trazer ao povo temor e reverência a Deus.

O exercício sacerdotal era muito sério

Entrar no Tabernáculo e apresentar sacrifícios no altar significava está diretamente na presença de Deus, pois Ele habitava no Tabernáculo. Este representava a presença divina no meio do povo. Logo, profundo respeito, profunda reverência, conscientização de estar na presença daquele que é todo santo eram elementos que todo sacerdote deveria zelar.

Não se pode misturar o santo com o profano. Ali no Tabernáculo a questão de apresentar algo no altar não era mero ritual religioso. O ritual religioso era um símbolo que representava uma relação muito mais profunda do homem com Deus. Sim, Deus sempre priorizou essa relação íntima com seu povo, sobretudo, e especificamente, com a classe sacerdotal. Quando essa relação entre manifestação pública e vida interior era quebrada, palavras como esta dos profetas eram proferidas: “Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao SENHOR?” (Is 58.5). Por acaso estaria o Senhor proibindo o jejum? De jeito nenhum. Pelo contrário, denunciando por meio dos profetas a intenção falsa como mera manifestação ritualística destituída de verdade interior, o Criador só reafirma o verdadeiro jejum acompanhado de verdade espiritual profunda e não dissimulação religiosa. Não por acaso, Jesus, o Filho de Deus, antes de iniciar seu ministério, jejuou (Lc 4.1-13).

Um alerta para hoje

O exercício de todo ministério espiritual é sério e, por princípio, está no mesmo arcabouço de seriedade do ministério sacerdotal levítico. Ora, não se pode apresentar fogo estranho diante de Deus, sob pena de o impenitente ser duramente réu de juízo. Ananias e Safira nos lembram isso no tempo da graça. Revista Ensinador Cristão - nº74

Leitura Bíblica - Levítico 10.1-11

O livro de Levítico enfatiza a santidade de Deus. Ele é santo e exige santidade do seu povo e de todos aqueles que são chamados para o seu serviço. Sem santidade ninguém pode se aproximar dEle, atrair sua presença ou ver a sua face. Contudo, Nadabe e Abiú não atentaram para isso e ofertaram a Deus um incenso não puro. Eles também não observaram a recomendação divina de que o incenso no altar deveria ser oferecido pelo sumo sacerdote. A resposta do Senhor foi imediata. A recompensa pelo pecado foi a morte física. A atitude de Nadabe e Abiú demostrava rebelião contra Deus e tal pecado é comparado ao de feitiçaria. Como sacerdotes, Nadabe e Abiú, tinham a responsabilidade de ensinar o povo, de conduzi-los na verdade, por isso receberam tal condenação. Eles deveriam ser exemplo para os israelitas e a punição que receberam teria de estar à altura.

O Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência; menos que isso é inaceitável.

Seremos advertidos, agora, a ser mais reverentes com as coisas de Deus. Na tragédia de Nadabe e Abiú, talvez estejamos a ver o destino que nos aguarda, caso não nos arrependamos de nossos pecados, insolências e descasos quanto ao ministério que o Senhor Jesus nos confiou.

Embora Nadabe e Abiú fossem candidatos naturais ao sumo sacerdócio de Israel, corrompendo-se em seus privilégios, relaxaram em relação às suas responsabilidades perante Deus e diante do povo de Israel. A pergunta não deve ser evitada: Será que não estamos a agir de igual maneira? Ter privilégios não constitui pecado algum. Mas fazer deles o fim de nosso ministério pode levar-nos à perdição eterna. Zelemos, pois, pelo ofício com que Jesus, por intermédio do Espírito Santo, agraciou-nos.

Não há dúvida de que a desgraça de Nadabe e Abiú poderia ser evitada. A desventura que nos espreita também pode ser evitada; arrependamo-nos. É chegado o momento de os obreiros de Deus julgarmos a nós mesmos para não sermos condenados com o mundo.

Acompanhemos a biografia tristemente interrompida de Nadabe e Abiú

I. NADABE E ABIÚ, OS FILHOS DO SACERDÓCIO

Na sociedade israelita, a nobreza era constituída não apenas pelos descendentes reais, ministros de Estado e chefes militares, mas igualmente pela classe sacerdotal. Aliás, os ministros do altar eram considerados, em virtude de seu ofício, mais nobres do que os próprios nobres. Nesse contexto, Nadabe e Abiú, por serem filhos do sumo sacerdote Arão, encontravam-se na cimeira social de Israel.

1. Um nascimento nobre.

Nadabe e Abiú pertenciam à tribo de Levi, distinguida com o sacerdócio divino (Nm 3.12). Os homens desse clã eram contados entre as primícias do Senhor, conforme o próprio Deus havia declarado: “Os levitas serão meus” (Nm 3.1-12). Pode haver maior nobreza do que essa?

Os levitas eram benquistos em todo Israel. Nem mesmo a tribo de Judá, designada a reinar sobre a herança divina, desfrutava de semelhante deferência. Os seus privilégios não se limitavam à esfera social; economicamente, também, achavam-se bem-apanhados.

2. Ascendência araônica.

Além de pertencerem à tribo de Levi, Nadabe e Abíu provinham da família de Arão, escolhida por Deus para exercer o sumo sacerdócio (Êx 6.23; 28.1). Era o ofício mais honroso de todo o Israel. Nem mesmo os reis podiam exercê-lo (2 Cr 26.18). De acordo com a genealogia de Arão, eram Nadabe e Abíú os seus sucessores naturais e imediatos nesse glorioso ministério.

Naquele período, por não haver ainda rei em Israel, os sacerdotes eram vistos como a única classe nobre dos hebreus. No caso de Nadabe e Abiú tal honra era centuplicada. Afinal, eram filhos de Arão; os próximos sumos sacerdotes. Às vezes, pergunto-me se tantos privilégios não poderão arruinar-nos eventualmente.

Que honrarias e privilégios são uma bênção, ninguém o nega. Mas, como administrar elogios, louvores, comendas, mimos e presentes? Se nos virmos afogados em tais “bênçãos”, fujamos delas enquanto estamos inteiros. Doutra forma, pereceremos. Certa feita, declarou Agostinho: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, pois sempre acabam por me corromper”.

Não sabemos se Nadabe e Abiú foram instruídos por Arão a resistir às glórias profanas que, sem o percebermos, vão nos cercando o ofício divino. Portanto, se o nosso filho tiver um chamado ministerial, preparemo-lo não apenas acadêmica, mas principalmente quanto à espiritualidade, boa conduta e ética. Caso contrário, ele virá a perecer como desgraçadamente pereceram os filhos de Arão.

Não faz muito tempo, o atual presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, pastor José Wellington da Costa Júnior, realizou um encontro para filhos de pastores, em São Paulo. As palestras ficaram a cargo de três jovens obreiros: José Wellington Costa Neto, filho de nosso presidente; Ailton José Alves Júnior, filho do pastor da Assembleia de Deus, no Recife; e Gunar Berg Doreto de Andrade, responsável pelo núcleo de educação superior da FAETAD, em campinas. Emocionei-me ao ver o meu filho num grupo tão seleto. Mas, ao mesmo tempo, senti um peso muito grande: “Tenho eu, realmente, preparado meu filho ao santo ministério?”. Sempre que posso, aconselho-o a portar-se como autêntico homem de Deus. Todavia, sei que eu mesmo tenho de comportar-me como seu maior referencial.
Espero que outras reuniões semelhantes a essa sejam realizadas noutras convenções e ministérios. Saibamos como preparar a próxima geração de obreiros da Obra Pentecostal.

3. A subsistência do altar.

Tendo vista sua ascendência levítica e sacerdotal, Nadabe e Abiú não tinham por que se preocupar com a própria subsistência. Por serem filhos de Arão, sua manutenção era tida como sagrada em Israel: “Isto será a obrigação perpétua dos filhos de Israel, devida a Arão e seus filhos, por ser a porção do sacerdote, oferecida, da parte dos filhos de Israel, dos sacrifícios pacíficos; é a sua oferta ao SENHOR” (Êx 29.28, ARA).

Noutras palavras, Nadabe e Abiú já haviam nascido aposentados. Quer viessem a assumir quer não o sumo sacerdócio, não precisariam se preocupar com o pão cotidiano. Nem todos, porém, estão aptos a receber semelhante privilégio. Alguns lançar-se-ão no ócio; logo perecerão. Outros, entretanto, negando o ócio, buscarão aprimorar seus talentos e dons para melhor servir ao Senhor.

Ainda que tenhamos recursos para sustentar nossos filhos, preparemo-los sabiamente para que garantam o próprio sustento. E mesmo que estejamos convictos de que este ou aquele filho suceder-nos-á à frente do rebanho, não deixemos de formá-los profissionalmente. Já imaginou um pastor que não saiba fazer tendas? O que fará num tempo de crise?

Quanto a mim, comecei a trabalhar aos doze anos. Ali, naquele depósito de madeiras recicladas, na cidade paulista de São Bernardo do Campo, empenhava-me a bater a quota diária. Depois, fui trabalhar como gráfico na Imprensa Metodista. Dois anos depois, fui admitido no Banco Sul Brasileiro. Seguindo minha vocação inicial, passei nove anos na Rádio Diário do Grande ABC. E, ao deixá-la, fui chamado a trabalhar, em 1984, na Casa Publicadora das Assembleias de Deus, onde, pela graça divina, encontro-me até hoje.
Minha experiência profissional enriqueceu-me ministerialmente. Hoje, agradeço aos meus pais por me ensinarem a ganhar o pão cotidiano. O mesmo fiz em relação aos meus filhos, e quero que eles ajam de igual maneira em relação aos seus filhos.

II. NADABE E ABIÚ, TEÓLOGOS SOBERBOS

Nadabe e Abiú não eram desinformados nem ignorantes com respeito às coisas de Deus. Àquela altura, já podiam ser considerados teólogos maduros e experimentados. Infelizmente, tamanha instrução não foi suficiente para livrá-los do inferno.

1. Nadabe e Abiú eram letrados.

A alfabetização, naquele tempo, ainda não era universal nem mesmo em Israel, que já era louvado como o povo do Livro. Todavia, a classe sacerdotal, pelo que inferimos do texto sagrado, era letrada, culta e capaz de fazer exegeses de excelência na Lei de Moisés até então lavrada.

Se os sacerdotes tinham a obrigação de saber ler e escrever, o que não esperar do sumo sacerdote e de seus filhos? Levemos em conta a cultura da família de Anrão e Joquebede; dela saíram três grandes sábios: Miriã, Arão e Moisés.

Quando lemos o cântico de Miriã, deparamo-nos com uma estrofe muito bem redigida: “Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro” (Êx 15.21, ARA). O que evidenciam tais palavras? A expressão de alguém finamente culto. Hoje, ela é louvada como profetisa e poetisa.

À semelhança da irmã, Moisés e Arão possuíam admirável cultura. O primeiro fora instruído em toda a ciência do Egito (At 7.22). Quanto ao segundo, já era uma lenda como orador; expressava-se fluentemente (Êx 4.14).

Depreende-se, pois, que Nadabe e Abiú eram também letrados e instruídos. Nos dias de hoje, estariam metidos nalguma academia. Todavia, a ilustração meramente terrena é insuficiente para levar-nos ao Deus Único e Verdadeiro: fonte de saber.

Como temos lidado com a nossa erudição? Antes de tudo, compreendamos que erudição não é sinônimo de sabedoria. Há muitos eruditos incapazes de diferençar a destra da sinistra. Já me defrontei com acadêmicos que, conquanto cultíssimos, não possuíam a sabedoria mínima para administrar o seu dia a dia. Por isso, ao orar pelos meus descendentes, rogo ao Senhor que, antes da erudição, lhes dê a verdadeira sabedoria. Se nos for possível reunir tanto esta quanto aquela, muito poderemos fazer pela Obra de Deus. O apóstolo Paulo é um perfeito exemplo de sabedoria e erudição. Ele reunia as condições necessárias para transitar desenvoltamente em três culturas distintas: a hebreia, a helena e a latina.
Que Deus auxilie nossos acadêmicos a não se perderem nos labirintos e escaninhos da cultura pós-moderna.

2. Nadabe e Abiú eram teólogos.

Na religião do Antigo Testamento, os três ministros divinos, encarregados pela condução da comunidade de Israel, eram, via de regra, bons teólogos: o profeta, o sacerdote e o rei. Porque lidavam, diariamente, com as coisas de Deus. Até mesmo reis perversos, como Jeroboão e Manassés, não ignoravam a intervenção de Jeová no cotidiano hebreu. Sendo assim, vejamos Nadabe e Abiú, candidatos ao sumo sacerdócio, como excelentes teólogos. E de fato o eram.

Quando o Senhor outorgou a Lei a Israel, no Sinai, por intermédio de Moisés, ali estavam eles juntamente com os mais destacados anciãos de Israel (Êx 24.1). E, lá, no monte sagrado, presenciaram a manifestação da glória divina (Êx 24.9,10). Ocularmente, testemunharam a aliança que o Senhor firmara com os filhos de Israel (Êx 24.8). Apesar de sua juventude, Nadabe e Abiú tiveram o privilégio de ver o estabelecimento do pacto entre Deus e o seu povo.

Tais experiências são suficientes para fazer do obreiro um teólogo de verdade. Erradamente, consideramos a academia superior ao nosso quarto de oração. Se ali desperdiçamos preciosas semanas, meses e anos em discussões muitas vezes fúteis e tolas, aqui não queremos dedicar uma hora sequer a falar com o Senhor.

A verdadeira teologia só é possível a partir de encontros pessoais e experimentais com Deus. A academia ajuda, sim, mas se estiver submissa à Bíblia Sagrada. Caso contrário, será uma tragédia para o Reino de Deus.

3. Nadabe e Abiú conheciam experimentalmente a Deus.

Em termos experimentais, Nadabe e Abiú encontravam-se num patamar superior ao de Jó, antes de o paciente homem de Uz ter sido esmagado por todas aquelas provações. O patriarca mesmo confessa sua inexperiência: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42.5, ARA). Todavia, o que podemos dizer de Nadabe e Abiú? Estiveram pessoalmente no monte sagrado, viram o resplendor da glória divina e não ignoraram a presença do Senhor. Então, como explicar a sua apostasia? Talvez essa pergunta deva ser endereçada ao querubim ungido que, apesar de toda a sua teologia e experiência junto à presença divina, rebelou-se contra o Todo-Poderoso.

Sejamos cuidadosos. Nossa salvação não se encontra numa teologia bem estruturada, num ministério sólido e elogiável ou em profundas experiências com o Senhor. Se não lhe formos obedientes, corremos o risco de perder a alma. A situação de Nadabe, Abiú e de muitos crentes rebeldes e apóstatas é descrita com fortes e decisivas cores pelo autor da Epístola aos Hebreus:

Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. (Hb 10.26-31, ARA)

Quem assim peca, não peca somente contra o Pai nem apenas contra o Filho, mas contra o Espírito Santo peca. Nessas condições, que esperança haverá para o pecador? Queridos obreiros, teólogo também vai para o inferno. Jesus, tem misericórdia de nossas almas.

III. A INSOLÊNCIA DE NADABE E ABIÚ

Três atitudes marcaram o ato leviano e inconsequente de Nadabe e Abíu: ignoraram a Deus, impacientaram-se e, sem qualquer temor, apresentaram fogo estranho no altar sagrado.

1. Ignoraram a Deus.

Ao adentrarem o lugar santo, Nadabe e Abiú ignoraram a presença de Deus, pois o Senhor encontrava-se não somente no Tabernáculo como em todo o arraial de Israel (Êx 25.8; Nm 14.14). O Deus Onipresente não se limita ao Santo dos santos, mas se deleita na companhia de seus queridos e amados santos.

Na atitude inconsequência de Nadabe e Abiú, vejo a profissionalização do ministério sagrado. No trato com as coisas santas, enfadamo-nos. Consideramo-las profanas e comuns. E, assim, já não vemos a primeira ordenança como o símbolo da morte e da ressurreição do Senhor, mas como um trabalho enfadonho a ser feito. Quanto à segunda ordenança, o que fazer? Se tiver de ser realizada, que o seja. Nesse descaso, já não distinguimos nem o corpo, nem o sangue de Jesus.

Não agiam assim os sacerdotes no tempo de Malaquias? Na liturgia diária, aborreciam-se. Eis como eles tratavam as coisas de Deus: “Que canseira! E me desprezais, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o dilacerado, e o coxo, e o enfermo; assim fazeis a oferta. Aceitaria eu isso da vossa mão? — diz o SENHOR” (Ml 1.13, ARA).

Aos olhos de Nadabe e Abiú, o Tabernáculo nada era. Então, que seja tido como um afazer qualquer; uma rotina profissional. Já não sentiam comoção alguma entre aquelas colunas, estacas, cortinados e móveis. Lidar com a Casa de Deus ocasionava-lhes enfado, estresse, canseira. Não serviam ao Senhor com alegria.

2. Impaciência profana.

De acordo com as instruções que o Senhor transmitira aos filhos de Israel, somente o sumo sacerdote estava autorizado a oferecer o incenso no altar de ouro (Êx 30.7-9). Todavia, observa-se que ambos, desafiando o Senhor, entraram no lugar sagrado como se este não passasse de um mero feudo doméstico. As coisas de Deus não podem ser tratadas como propriedade particular.

Nadabe e Abiú, além de impacientes, revelaram-se profanos e blasfemos. Precipitaram-se na condenação do Diabo; não souberam esperar a sua hora (1 Tm 3.6).

Que eles se achavam geneticamente predestinados a assumir o sumo sacerdócio, todos o sabiam. Na falta de Arão, ascenderia Nadabe. E se este viesse a falecer precocemente, Abiú seria requisitado. Ambos, porém, devido ao seu descaso com a obra de Deus, não se achavam dispostos a aguardar pela morte do pai? Então, por que não variar as lides sacerdotais?

Eles estavam cientes de que apenas o velho Arão estava autorizado a oferecer o incenso no altar de ouro, mas ignoraram a regra sacerdotal. Julgavam-se acima das ordenanças e estatutos do Senhor.

O pecado de ambos não pode ser visto como algo acidental. Não foi um incidente isolado. Nesse gesto, temos a súmula de pequenas e grandes transgressões. Todas estas, já bem racionalizadas, redundaram em sua punição no limiar do lugar santíssimo. Façamos, pois, uma pausa, e indaguemos de nós mesmos: “Como temos nos portado no ministério sagrado?”. Enquanto respondemos a essa pergunta, lembremo-nos de que o Deus que puniu Nadabe e Abiú não mudou; sua justiça continua inalterável.

3. Apresentaram fogo estranho ao Senhor.

Não bastava ter o incenso prescrito pelo Senhor; era imperioso ter igualmente a brasa certa, para que Deus fosse dignamente honrado (Êx 30.9; Lv 16.12). Se o incenso era exclusivo, a brasa também o era (Êx 30.37). Mas, pelo contexto da narrativa sagrada, Nadabe e Abiú não estavam preocupados nem com o incenso, nem com o fogo. Por isso, o Senhor fulminou-os diante do altar. Sim, eles foram mortos devido à sua insolência, blasfêmia e sacrilégio.

Qualquer sacerdote iniciante sabia que o fogo do altar do incenso só poderia ser atiçado com as brasas do altar de bronze. A simbologia era claríssima: antes da adoração, que a expiação fosse observada. Não temos, aqui, nenhum enigma teológico. Um leitor da Bíblia, razoavelmente atento, há de atinar com esse princípio soteriológico. Então, por que ambos os filhos de Arão vieram a desprezar uma recomendação tão comezinha? Não tinham eles teologia suficientes? Talvez nós também estejamos afrontando algum princípio básico do ministério cristão; examinemos o nosso coração. Senhor, ajuda-nos.

Que o incenso e o fogo de nossa adoração sejam os prescritos pelos santos profetas e apóstolos do Senhor.

O que vemos, hoje, nas redes sociais é um festival pirotécnico; fogo estranho aqui, e, ali, fogo estrangeiro. Não me lembro de a Obra Pentecostal ter enfrentado tantas bizarrices como hoje. O espetáculo é deprimente. Nessa postagem, imita-se o batismo com o Espírito Santo. Naquela, arremedam-se os dons espirituais. Nesse frenesi, não aparece um homem de Deus sequer para colocar ordem no arraial dos santos.
Como sobreviver nesse mundo estranho? É chegada a hora de resgatar a Obra Pentecostal conforme no-la transmitiram os pais-fundadores das Assembleias de Deus. Chega de fogo estranho no altar sagrado. Busquemos o cristianismo bíblico, apostólico e autenticamente avivado pelo Espírito Santo.

IV. O LUTO PROIBIDO

A morte de Nadabe e Abiú abalou profundamente a casa de Arão. Apesar de haver perdido, num único dia, dois de seus filhos, ele é proibido, pelo Senhor, de observar qualquer luto; nem tristeza podia demonstrar. Se, por um lado, não havia motivo para alegrias e folguedos; por outro, não havia espaço para lágrimas e desesperações.

1. A morte de Nadabe e Abiú.

Ao se apresentarem com fogo estranho diante do Senhor, os filhos de Arão, que também eram ministros do altar, foram imediatamente fulminados no lugar sagrado (Lv 10.2). Pelo que observamos do texto sagrado, Deus os matou, porque eles não consideraram as demandas da santidade divina (Lv 10.3). A obrigação de Nadabe e Abiú era glorificar o nome do Senhor, mas preferiram buscar a própria glória. Diante do fato, o sumo sacerdote de Israel calou-se. Não poderia haver momento mais trágico para a sua família.

No ministério sagrado, trabalhamos entre a glória divina e a glória humana. Se não formos vigilantes, esquecer-nos-emos de nossas obrigações como servo, e arvorar-nos-emos como senhores. A partir daí, ignoraremos os princípios mais elementares do serviço cristão; agiremos como se tudo fosse permitido. Nessa trilha de iniquidade, porfiaremos até que o Senhor nos fulmine no lugar sagrado.

2. A remoção dos cadáveres.

Moisés, então, ordena a dois primos de Arão, Misael e Elzafã, a removerem os cadáveres da casa de Deus (Lv 10.4). Como precisamos de pessoas santas e corajosas que nos removam os cadáveres que jazem entre os santos. No episódio de Ananias e Safira, os corpos de ambos foram levados para fora por alguns jovens da igreja recém-inaugurada pelo Espírito Santo (At 5.1-11).

Em algumas igrejas, temos a impressão de estar em Sardes. A essa congregação, que se batia entre a vida e a morte, o Senhor enviou esta seriíssima advertência: “Estas cousas diz aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” (Ap 3.1, ARA). Por intermédio dessa pequenina epístola, é possível ver, naquele redil, os cadáveres se acumularem; defuntos aqui; ali, moribundos. Alguns poderiam ser salvos; outros já estavam em óbito. Por isso, o Senhor Jesus recomenda àquele pastor, ele mesmo um morto-vivo, a socorrer os que já exalavam o último suspiro:

Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. (Ap 3.2,3, ARA)

O que fazer, porém, quando os cadáveres acumulam-se no ministério sagrado? Senhor, socorre os teus obreiros. Precisamos de ti. Não nos deixes morrer. Aviva-nos.

3. O luto é proibido.

Apesar da tragédia que se abateu sobre a sua família, Arão deveria suportar com discrição aquela hora tão difícil (Lv 10.6,7). Afinal, era seu dever zelar pela santidade e pela glória do nome do Senhor dos Exércitos. Ele estava ciente de que a alma que pecar essa morrerá (Ez 18.4,20).

Certos tipos de luto servem apenas para enfraquecer o povo de Deus e levá-lo à dispersão (2 Sm 19.1-7). Às vezes, temos de suportar o insuportável, a fim de preservar a Igreja de Cristo. Ela está acima de nossa dor.

Não é fácil deparar-se com uma experiência terminal. Se acompanhar o cortejo de um estranho leva-nos, ocasionalmente, a uma lágrima furtiva, o que não ocorre quando nos deparamos com o desaparecimento, precoce e repentino, de um ente querido? Em ocasiões normais, é-nos permitido chorar e até gritar. Ao sumo sacerdote Arão, todavia, foi vedado tanto o choro quanto o grito. Que o luto havia se instalado em sua casa, ninguém o podia negar; estampava-se em toda a família. Mas, por ser ele o intercessor-mor de Israel, teria de arcar, silentemente, com todo aquele peso.

Às vezes, temos de suportar o insuportável, a fim de preservar a Igreja de Cristo. Ela está acima de nossa dor.

CONCLUSÃO

Até quando apresentaremos fogo estranho ao Senhor? Chega de liturgias bizarras, cultos mundanos, teologias permissivas e costumes que ferem a Palavra de Deus. Se não atentarmos à santidade e à glória divina, não subsistiremos. Deus, embora seja conhecido pelo amor, é também um fogo devorador (Is 30.27). Portanto, sejamos puros e santos em toda a nossa maneira de ser: o Senhor não se deixa escarnecer.

Ao invés de fogo estranho, busquemos o verdadeiro avivamento espiritual. E, dessa forma, ousemos proclamar com toda a ousadia:

“Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, haverá de arrebatar-nos às regiões celestiais”.

Misericórdia, Jesus. Amém.

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade

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