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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Reforma Protestante - Protestantismo

Surgido a partir do rompimento de alguns dogmas da Igreja Católica, o protestantismo é atualmente um dos maiores ramos do cristianismo, com milhões de seguidores no mundo.

O protestantismo é, ao lado do catolicismo, um dos grandes ramos do cristianismo. O nome “protestante” provém dos protestos dos cristãos do século XVI contra as práticas da Igreja Católica. Em alguns países, especialmente no Brasil, o termo “protestante” foi substituído por “evangélico”, retirando a conotação polêmica da palavra e dando uma característica mais positiva e universal.

História e crescimento do protestantismo

O movimento protestante surgiu na tentativa de reformar a Igreja Católica, iniciada pelo monge agostiniano Martinho Lutero, no século XVI. Os motivos para esse rompimento incluíram principalmente as práticas ilegítimas da Igreja, além da divergência em relação a outros princípios católicos, como a adoração de imagens, o celibato, as missas em latim, a autoridade do papa, entre outros.

Para os protestantes, a salvação é conseguida por meio da graça e bondade de Deus e, para isso, cada pessoa pode se relacionar diretamente com seu criador, sem a necessidade de um intermediário, diferentemente da fé católica, a qual diz que o único método para obter a salvação é a partir dos sacramentos e rituais de purificação da alma realizados por intermediação de pessoas santificadas (padres, bispos, etc.).

Os protestantes defendem a crença de que a única autoridade a ser seguida é a "Palavra de Deus", presente na Bíblia Sagrada. De acordo com esse ponto de vista, pela ação do Espírito Santo, os cristãos, ao lerem a Bíblia, teriam uma maior harmonia com Deus. Por esse motivo, a partir da Reforma Protestante, a Bíblia foi traduzida para diversas línguas e distribuída sem restrições para as pessoas.

O protestantismo pode ser subdividido em ramos, como luteranismo, calvinismo, anglicanismo, etc. Atualmente, costuma-se classificar as igrejas protestantes em pentecostais e neopentecostais.

No Brasil, essa vertente cristã foi trazida pelos holandeses, entre os anos de 1624 e 1625, e foi propagada principalmente entre os índios. Pesquisas recentes mostram o crescimento desse ramo do cristianismo entre os brasileiros: em 1970, o censo do IBGE registrava cerca de 4,8 milhões de evangélicos, e, em 1980, esse número passou a 7,9 milhões. O número registrado de seguidores em 1991 foi de 13,7 milhões e, em 2000, foi 26,1 milhões. Segundo o IBGE, se esse crescimento se mantiver estável ao longo dos anos, no ano de 2020, metade da população brasileira será evangélica.

Sabe-se que existe atualmente cerca de 593 milhões de protestantes no mundo. O país mais protestante do mundo é os Estados Unidos da América, com quase 163 milhões de seguidores.

Fonte: BrasilEscola

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

500 anos - Reforma Protestante

31 Outubro 1517 - 2017

O cristianismo ao longo de sua história foi marcado por diversas polêmicas que afetaram profundamente os seus seguidores. No século XI, por exemplo, aconteceu o Cisma do Oriente que dividiu a Igreja em Católica do Ocidente e Católica do Oriente. Outra grande ruptura ocorreu no século XVI, quando surgiu o processo conhecido por Reforma Protestante, que abalou as estruturas do catolicismo e que contribuiu para o nascimento de outras religiões.

Essa reforma surgiu para criticar as práticas estabelecidas pela Igreja Católica que por muito tempo influenciaram e controlaram fiéis do mundo inteiro. Entre as medidas realizadas pelos líderes católicos que motivaram a reforma destacou-se a prática da simonia, que foi o comércio de relíquias sagradas. Essas relíquias na maioria das vezes eram falsas e os fiéis compravam pensando que eram objetos utilizados por Cristo ou por algum santo.

As vendas de indulgências também se destacaram entre as práticas realizadas pela Igreja. Os líderes católicos eram seguidores da doutrina de Santo Tomás de Aquino, que defendeu a ideia de que a salvação não se dava exclusivamente pela fé, mas sim pelas boas obras. Acreditava-se, por exemplo, que o perdão aos pecados e a salvação eterna poderiam ser conseguidos através do pagamento em dinheiro, que seria destinado para financiar as despesas da Igreja.

Outro mecanismo de poder da Igreja foi o monopólio da leitura da Bíblia, que era escrita somente em Latim. A intenção era mediar o encontro dos fiéis com o livro sagrado, que deveria ser traduzido pelos padres. Dessa maneira, a Igreja evitava interpretações em relação ao texto sagrado que não se encaixavam com o pensamento do alto escalão do clero.

Martinho Lutero (1483 – 1546) foi o grande idealizador da Reforma Protestante contra as práticas de simonia e a venda de indulgências. Lutero foi um jovem alemão que resolveu entrar para a vida religiosa após um milagre que salvou sua vida durante uma violenta tempestade. Ao entrar para a Igreja, ele obteve contato direto com as atitudes do catolicismo perante seus seguidores. Ao perceber as práticas errôneas realizadas pelos membros do clero, ele resolveu aprofundar seus estudos para criar uma maneira correta na relação entre fiel e Igreja.

Inspirado pelo versículo bíblico “O justo se salvará pela fé”, Martinho Lutero iniciou a escrita das famosas 95 teses luteranas que foram de encontro às práticas dos membros do clero. Entre as teses mais importantes, destacou-se, principalmente, a afirmativa da fé cristã como único caminho para salvação eterna e a Bíblia como única fonte para a fé. Essas ideias foram lançadas contra a postura da Igreja que em 1520 excomungou Lutero pelos seus ideais reformistas.

O surgimento de outras religiões foi uma das principais consequências da Reforma Protestante. A Reforma Calvinista na Suíça liderada por João Calvino no século XVI foi um exemplo da influência de Lutero para o surgimento de práticas reformistas contra a Igreja Católica. Posteriormente, destacou-se o Anglicanismo na Inglaterra promovido por Henrique VIII, que rompeu com o catolicismo.

Martinho Lutero promoveu através de sua reforma uma grande crise na Igreja Católica que teve seu poder diminuído com o surgimento de outras religiões. O Protestantismo, portanto, caracterizou os fiéis que não seguiam as doutrinas católicas e que deram continuidade à principal reforma religiosa realizada na Europa.

Por Fabrício Santos
Graduado em História
via EscolaKids 
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

500 anos - Castelo Forte - O Hino da Reforma Protestante

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." Salmos 46:1

CASTELO FORTE

Ein feste Burg ist unser Gott  -  Uma poderosa fortaleza é o nosso Deus

O hino Ein feste Burg ist unser Gott (“Castelo Forte” ou  “Fortaleza Poderosa”) é um dos mais importantes hinos da história do Cristianismo. Composto por Martinho Lutero, foi considerado pelo poeta Christian Johann Heirich Heine (1797-1856) como a “Marselhesa da Reforma”, numa alusão ao hino nacional francês.

Segundo Heine, esse foi composto por Lutero por volta de 1521, por ocasião de sua convocação para a Dieta de Worms. Essa assembleia foi convocada pelo imperador alemão Carlos V para os dias 28 de janeiro a 25 de maio de 1521 e, dentre outros assuntos, trataria da polêmica em torno dos ensinos do reformador.

Havia o perigo de que Lutero fosse condenado após a Dieta, e acabasse na fogueira como John Huss cerca de cem anos antes. Na preparação para a assembleia, Lutero, autor de trinta e sete hinos, teria composto “Castelo Forte”, baseado no Salmo 46, que se inicia assim: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”.

Conta-se que Lutero cantou este hino quando avistou as torres das igrejas em Worms, também em 1523, quando soube que dois jovens haviam sido queimados em Bruxelas por seguirem doutrinas da Reforma Protestante; e em 1527, ao saber da execução do seu amigo Leonhard Kaiser.

A qualidade musical de “Castelo Forte” é atestada pelo uso que se fez da obra no decurso da história. John Sebastian Bach (1685-1750) a usou para criar a sua cantata em homenagem à Reforma. Por sua vez, o compositor Felix Mendelssohn (1809-1847) usou o hino na Sinfonia nº 5, intitulada A Reforma, considerada por alguns como uma obra-prima. Outros músicos importantes como Giacomo Meyerbeer (1791-1864), Wagner (1813-1883) e Strauss (1864-1949) também utilizaram o hino de Lutero em suas composições.

No Brasil, hino foi introduzido no hinário batista “Cantor Cristão”, hino 523, e posteriormente no hinário utilizado pelas Assembleias de Deus “Harpa Cristã”, hino 581. Foi também gravado pelo grupo Vencedores por Cristo, no álbum “Louvor VIII”.

Para ouvir vá ao topo da pagina e dê PAUSA na Radio Gospel


Veja vídeo com a música cantada em alemão:



Segue a letra original de “Castelo Forte”, traduzido do alemão:

Uma poderosa fortaleza é o nosso Deus,/Boa defesa e armas de ataque;
Ele nos ajuda a libertar de toda a angústia/Que a nós tem agora afetado.
O velho inimigo, o mal,/Agora significa desgraça mortal,
Ele tem poder grande e é muito esperto,/Sua defesa é cruel,
Na Terra não há igual.

Com o nosso poder nada pode ser feito,/Estamos muito perto de perder;
Mas, há um Homem certo para esta disputa,/A quem o próprio Deus elegeu.
Pergunta você: “Quem é este?”/Seu nome é Jesus Cristo,
O Senhor dos Exércitos./E não há nenhum outro Deus,
Ele manterá o campo.

E Se o mundo estiver cheio de demônios/Que nos querem devorar,
Não tenhamos, portanto, tanto medo;/Teremos sucesso ainda.
O príncipe deste mundo,/Quão terrível se faz,
Porém ele não poderá fazer nada,/Pois já está julgado,
E uma pequena palavra pode derrubá-lo.

A Palavra ainda ficará,/Permaneçamos grato por ela;
E Ele estará a vontade sobre a situação,/Com Seus dons e o Espírito.
Que levem o nosso corpo,/Os bens, a fama, crianças e esposa;
Pois embora tudo isso vá,/Eles não têm nada a ganhar,
Mas o Reino será nosso.

por George Gonsalves

Fonte:
História dos hinos que amamos: Silas Daniel. CPAD, 2012.
Louvor em crise: Peter Masters. Ed. Fiel, 2002.


Lutero na Dieta de Worms
SUBSÍDIO
Dieta de Worms (em Alemão: Wormser Reichstag) foi uma reunião de cúpula oficial, governamental e religiosa, chefiada pelo imperador Carlos V que teve lugar na cidade de Worms (Alemanha), entre os dias 28 de Janeiro e 25 de Maio de 1521.[1]

Apesar de outros assuntos terem sido discutidos, a Dieta de Worms é sobretudo conhecida pelas decisões que dizem respeito a Martinho Lutero e os efeitos subsequentes na Reforma Protestante. Lutero foi convocado à Dieta para desmentir suas 95 teses, no entanto ele as defendeu e pediu a reforma da Igreja Católica, entre 16 e 18 de Abril de 1521.

Célebres tornaram-se as suas palavras: "Hier stehe ich. Ich kann nicht anders". (Aqui estou. Não posso renunciar).[2] - via Wikipédia

[1] - Tradução do "Edict of Worms" - Arquivo do Vaticano (1521) em inglês
[2] - Christian History Corner: 'Hier Stehe Ich!' | Christianity Today | A Magazine of Evangelical Conviction
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Igreja na Reforma Protestante

Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” Hb 10.38

Professor, como já é do seu conhecimento, este ano comemoraremos os quinhentos anos da Reforma Protestante. Essa é uma data importante para a igreja protestante, mas infelizmente muitos crentes conhecem pouco a respeito da história da Igreja. Depois da ascensão de Cristo, a Igreja deu continuidade à obra iniciada por Ele. Os apóstolos trabalhavam em prol do Reino de Deus, vidas eram salvas, milagres aconteciam, os crentes viviam em unidade e o nome do Senhor era glorificado. Porém, os crentes sofriam terrível perseguição. À medida que a Igreja foi se aproximado do Estado e passou a experimentar um novo relacionamento com o imperador, houve mudanças. Com o tempo o mundanismo e o paganismo passaram a se infiltrar no meio dos crentes. A igreja se secularizou, abandonando os princípios do Evangelho de Cristo. Foram tempos de trevas espirituais. Mas, o Cristo que deu a sua vida em favor da Igreja não permitiria que ela ficasse dessa forma. Então, o Senhor levantou um monge chamado Martinho Lutero para fazer uma reforma e resgatar a Igreja dos erros e da apostasia. É o que estudaremos na lição de hoje.

Vejamos os cinco princípios da Reforma Protestante



sola é um termo latim e que significa “somente”.

Os cinco solas da reforma são uma síntese do que cria Lutero e os protestantes que o apoiavam. Esses princípios iam contra o pensamento e o ensino da igreja romana.


O retorno à Palavra de Deus pode mudar a fé e o destino de uma pessoa, de uma família e de uma nação.


Texto Bíblico: Apocalipse 3.1-6

1 — E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
2 — Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
3 — Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
4 — Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso.
5 — O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
6 — Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

INTRODUÇÃO

Este ano comemoraremos os quinhentos anos da Reforma Protestante. Esse movimento representou a busca por um retorno às raízes da igreja do Novo Testamento, pois a igreja havia se secularizado. Até hoje, os cristãos são beneficiados por força dessa reforma ocorrida na Idade Média, e que mudou paradigmas na esfera da fé, do conhecimento de Deus e da salvação.


I. A NECESSIDADE DA REFORMA NA IGREJA

1. A igreja nos primeiros séculos.
Nos primeiros três séculos da era cristã, enquanto a igreja não tinha vínculos com o Estado, e mantinha sua independência, foi perseguida, rechaçada e alvo de muitas críticas. Nessa época, ela lutou internamente contra diversas heresias e sistematizou uma série de doutrinas.

2. Os séculos até a Idade Média.
Na medida em que Estado e Igreja foram se aproximando, houve mudanças que fizeram com que a igreja abandonasse a doutrina dos apóstolos. Os ensinos de Jesus e a fé genuína em Deus e no Salvador foram deixados de lado.

3. Os avanços.
Tivemos avanços nesse período inicial de bonança, em que a igreja não era mais perseguida e seus verdadeiros membros não eram mais mal vistos pela sociedade. Jerônimo completou a tradução da Bíblia para o latim, e muitas pessoas passaram a professar a fé cristã. Mas a aproximação entre igreja e Estado cobrou seu preço: bispos trocavam acusações para conseguirem um o lugar do outro, governantes passaram a ter influência na escolha de líderes cristãos, e promoveu-se a adoração a ídolos. Muitos cristãos adotaram uma postura de viver uma vida sem luxo, aplicando-se à castidade e às orações em lugares isolados, por causa da forma com que a igreja permitiu-se participar de prazeres mundanos e ter adotado uma visão mais secularizada.

A Igreja passou por perseguições e se manteve fiel ao seu chamado, até que se permitiu envolver com o poder temporal e se deixou influenciar por ele.

II. A REFORMA PROTESTANTE

1. A necessidade de mudanças.
Foi notório que a igreja daqueles dias precisava de mudanças drásticas, pois não representava mais o verdadeiro Evangelho, e sim a busca pelo poder temporal, o domínio das nações e suas riquezas. Seus cultos se tornaram distante das pessoas, seus ensinos foram corrompidos e suas práticas e doutrinas beiravam o charlatanismo. Como descrita nessa época, a igreja estava realmente distante de sua vocação de agência do Reino de Deus. Era necessário que passasse por um movimento de transformação que resgatasse os princípios da Igreja Primitiva, que valorizasse as Escrituras em detrimento da tradição, e que se abstivesse da busca pelo poder terreno.

2. Grupos em prol da Reforma antes de Lutero.
Antes de Martinho Lutero dar início à Reforma Protestante, houve pessoas e grupos que se expuseram pleiteando uma mudança radical na igreja daquela época. Dentre esses grupos, destacamos os Waldenses, liderados por Pedro Waldo, que rejeitou a doutrina do purgatório e ensinou o retorno às Escrituras como um modo de vida. Outro nome de destaque foi John Wicliff, professor de Oxford, que traduziu a Bíblia para o inglês a partir da Vulgata Latina. Ele acreditava que o clero católico não tinha interesse em que a Bíblia fosse lida na língua comum de cada povo.

3. Lutero e seu desafio.
Lutero foi um monge que nasceu na Alemanha em 10 de novembro de 1483. Na infância foi educado dentro dos padrões cristãos de seu tempo. Na juventude optou por seguir a carreira monástica, e estudou teologia e filosofia. Deparou-se com uma profunda falta de paz em sua vida, e lendo as Escrituras, entendeu que poderia ser salvo de seus pecados e ter a paz com Deus, coisas que poderiam ser feitas apenas pela fé.

Em 31 de outubro de 1517, certo de que a igreja romana havia se distanciado de seu verdadeiro chamado, Lutero fixou suas 95 teses contra o papa e a igreja romana com suas doutrinas do purgatório e das indulgências, iniciando assim a chamada Reforma Protestante. Lutero casou-se com Catarina Bora, uma ex-freira, com quem teve seis filhos. Escreveu hinos e traduziu a Bíblia para o alemão.

Leia mais sobre:

Antes de Lutero, outras pessoas já demonstravam descontentamento com o sistema de vida da liderança da igreja romana, de suas doutrinas e do seu afastamento do público.

Leia também:  Os Pre-Reformadores 


Martinho Lutero
III. FRUTOS DA REFORMA NOS ÚLTIMOS SÉCULOS

1. Tradução da Bíblia para o alemão e outras línguas.
Até a Reforma Protestante, a Igreja Católica adotou a Bíblia e os sermões em latim, uma língua que com o passar do tempo se tornou distante das pessoas, e próxima apenas dos estudiosos. Após a Reforma, a Bíblia foi traduzida para o alemão, francês, inglês, e também para o português. Em nossos dias, instituições como as Sociedades Bíblicas, a Wicliff e a ALEM (no Brasil) tem sido uma força grandiosa na tradução e distribuição de Bíblias e porções de textos bíblicos traduzidos. Os cultos passaram a ser realizados na língua dos povos, tornando mais clara a pregação e ensino do Evangelho.

2. Missões.
Com a Reforma, despertou no coração dos crentes o entendimento de que o Evangelho deveria ser efetivamente anunciado, sem o interesse de se conquistar novas terras ou subjugar povos. A pregação da Palavra de Deus e a salvação das almas perdidas ganhou novo enfoque, e muitos cristãos dedicaram-se a passar seus dias no campo missionário.

3. O Pentecostes.
O pentecostalismo tem sido a marca do avivamento da igreja cristã em nossos dias. Por meio do mover do Espírito Santo, milhões de crentes no mundo inteiro têm sido revestidos de poder para testemunhar acerca de Jesus e de sua obra.

Os Pentecostais pregam basicamente que Jesus salva, cura, liberta as pessoas, que batiza com o seu Espírito Santo com evidência do falar em outras línguas, e que Jesus voltará para buscar o seu povo. Creem na inspiração plenária das Escrituras, na necessidade de arrependimento para que uma pessoa seja salva, e na necessidade de uma vida santa. Um dos temas correntes em nossas pregações é a contemporaneidade dos dons espirituais. Cremos que os dons do Espírito Santo, conforme mencionados em 1 Coríntios 12, não foram extintos, pois a própria Palavra de Deus não nos fala que os dons do Espírito Santo teriam data de validade apenas para o primeiro século da era cristã.

4. Desafios de nossos dias.
Em nossos dias, temos observado as constantes mudanças que ocorrem na sociedade. A tecnologia avança a olhos vistos. A medicina vem fazendo tratamentos para males que antes eram incuráveis, com resultados comprovados. Com a internet, o mundo se tornou pequeno, e praticamente qualquer informação pode ser consultada de um aparelho celular conectado a internet. Há meios de se aumentar a quantidade de alimentos para alimentar populações inteiras, mas por outro lado, aumentam a violência, a fome em diversos países. O terrorismo tem sido uma das marcas dos nossos dias, com guerras que devastam países e populações. Novas doenças surgem, e ressurgem antigos males, e a internet vem sendo usada para recrutar pessoas que tem pouco apego à vida e estão dispostos a levar consigo outras vidas que não partilham de suas ideologias. Surgem diversas formas de pensar o sobrenatural, e há uma busca pelo oculto, divulgado pelos filmes de cinema. São desafios com os quais temos de lidar em nossos dias...

Precisamos ser cheios do Espírito Santo a fim de que estejamos preparados, como igreja, para lidar com os desafios do nosso tempo.


CONCLUSÃO

A Reforma Protestante foi, sem dúvida, o instrumento que Deus se utilizou para redirecionar a Igreja à sua verdadeira vocação: ensinar o justo a viver pela fé, buscar o conhecimento verdadeiro das Sagradas Escrituras e definir o sacerdócio universal dos crentes. Somos fruto dessa Reforma, e devemos aproveitar cada ocasião para fazer com que Deus seja glorificado por meio de nossas atitudes.


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SUBSÍDIO
“No século XVI, o papa ficou mais influente com a destruição do Império Romano, o que resultou na ligação entre o papa e os governantes políticos. Tal relacionamento próximo entre a igreja e o Estado resultava com frequência em coerção para que as pessoas se tornassem cristãs. Uma das partes mais infelizes da história foi o período em que os líderes eclesiásticos forçaram, com o auxílio das autoridades civis e com o uso da espada, incontáveis dezenas de milhares de pessoas a se ‘converterem’ ao cristianismo. Os crentes de hoje, em vez de tentarem racionalizar isto para os críticos contemporâneos, fazem melhor em simplesmente se arrependerem do que foi feito em nome de Cristo. O papa ‘entrou nas ruínas do império caído no Ocidente e começou a construção da igreja medieval sobre a glória passada de Roma... Isto levou séculos, mas os papas, auxiliados por príncipes cristãos, aos poucos pacificaram e batizaram um continente e o chamou de cristianismo, a Europa cristã. Entretanto, batizar multidões significa batizar pagãos’. Como uma igreja cheia de ‘pagãos batizados’ afeta os que são realmente sinceros a respeito do Deus? Os cristãos genuínos se afastam. E foi exatamente isto que muitos cristãos fizeram. Eles eram chamados de monásticos” (GARLOW, James L. Deus e o seu Povo: A História da Igreja como Reino de Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p.67).

Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD


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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

499 anos - Reforma Protestante

499 anos - 31 de Outubro - 1517 / 2016

Reforma Protestante, uma volta às escrituras

A Reforma não foi uma inovação na igreja, mas uma volta à doutrina dos apóstolos. Não foi um desvio de rota, mas uma volta às Escrituras. A Reforma colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade

Cena do filme "Lutero", em que o personagem vive o tão citado episódio, no qual ele prega uma folha com as 95 teses da Reforma Protestante na porta de uma igreja. (Imagem: Youtube / Reprodução)


A Reforma religiosa do século dezesseis, foi deflagrada quando o monge agostiniano, Martinho Lutero, fixou nas portas da igreja de Wittenberg, na Alemanha, as noventa e cinco teses contra as indulgências e os desmandos do papado. A Reforma não foi uma inovação na igreja, mas uma volta à doutrina dos apóstolos. Não foi um desvio de rota, mas uma volta às Escrituras. A Reforma colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade. Quais foram as grandes ênfases da Reforma?

Em primeiro lugar, a singularidade das Escrituras. O conhecido Sola Scriptura, acentua que as Escrituras são a nossa única regra de fé e prática e que devemos rejeitar, peremptoriamente, qualquer doutrina que não esteja fundamentada na Palavra de Deus. Não podemos acrescentar nada às Escrituras nem retirar delas qualquer de seus ensinamentos. A Palavra de Deus é inspirada, inerrante, infalível e suficiente. Sua origem não é humana, mas divina. É inerrante quanto ao seu conteúdo, infalível quanto às suas profecias e suficiente quanto ao seu propósito. Não precisamos nem podemos acrescentar nossas experiências nem as tradições da igreja à Palavra de Deus. Não são nossas experiências que legitimam as Escrituras, mas elas é que julgam as nossas experiências.

Em segundo lugar, a singularidade da Fé. O conhecido Sola Fide, enfatiza que a salvação é recebida por meio da fé e não através das obras. Não somos aceitos por Deus por causa das nossas obras. Somos aceitos em Cristo, por causa de seus méritos, e recebemos essa salvação gratuita por meio da fé. A fé não é a causa meritória da nossa salvação, mas a causa instrumental. Não somos salvos por causa da fé, mas através da fé. A causa meritória da salvação é o sacrifício substitutivo de Cristo, enquanto a fé se apropria dos benefícios desse sacrifício. A fé é a mão estendida de um mendigo para receber o presente do Rei. Vale destacar que a fé salvadora é, também, um dom de Deus. O apóstolo Paulo é meridianamente claro a esse respeito: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9).

Em terceiro lugar, a singularidade da graça. O conhecido Sola Gratia, destaca que não somos salvos pelas obras que fazemos para Deus, mas pela obra que Cristo fez por nós. Graça é um dom precioso concedido a alguém que não merece, mas precisa. Deus nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Deus nos buscou quando estávamos perdidos. Deus nos deu vida quando estávamos mortos. Atraiu-nos para ele, quando todas as inclinações da nossa carne eram inimizades contra ele. Seu amor foi incompreensível, pois sendo nós filhos da ira, ele nos amou infinitamente, e enviou-nos seu Unigênito Filho para morrer em nosso lugar, para nos adotar como filhos e nos receber em sua família, constituindo-nos filhos do seu amor. Isso é graça! Graça bendita, maravilhosa graça!

Em quarto lugar, a singularidade de Cristo. O conhecido Solus Christus, evidencia que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o único Mediador entre Deus e os homens. Ele é a Porta do céu, o Caminho que nos leva ao Pai. Por sua morte na cruz, rasgou o véu do santuário e abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. Jesus é o único Salvador e não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é único Senhor do universo. Diante dele se dobra todo joelho no céu, na terra e debaixo da terra, para que toda língua confesse que ele é o Senhor para a glória de Deus Pai.

Em quinto lugar, a singularidade de Deus. O conhecido Soli Deo Gloria, destaca que tudo foi criado por Deus e existe para a glória de Deus. O fim último da nossa própria existência é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. O homem não é o centro do universo, Deus é. A salvação é pela graça, pela fé, para as obras, com o único propósito de que Deus seja glorificado por toda a eternidade. Diz o apóstolo Paulo: “Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas”.A Deus, portanto, honra, glória e louvor, agora, e pelos séculos eternos!

Fonte: GUIAME - Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 23 de março de 2016

Bíblia mais antiga da Inglaterra revela "segredos" da Reforma Protestante

Anotações ocultas se misturam ao texto bíblico em uma Bíblia Latina de 1535. Imagem: Biblioteca Lambeth Palace

Segundo o historiador Dr. Eyal Poleg, anotações na primeira Bíblia da Inglaterra - impressa em latim e publicada em 1535 - são "provas singulares de um momento em que o conservador Latim e o Inglês reformista foram usados ​​em conjunto, mostrando que a Reforma foi um processo lento, complexo e gradual".

Historiadores descobriram segredos da Reforma que estavam escondidos na Bíblia considerada a mais mais antiga da Inglaterra.

Dr. Eyal Poleg, historiador, descobriu anotações na primeira Bíblia da Inglaterra, impressa em latim e publicada em 1535 sob o comando do rei Henrique VIII. Sendo uma das sete cópias restantes dessa época, o exemplar está atualmente guardado na Biblioteca Lambeth Palace, em Londres.

"No começo, a cópia Lambeth aparentou estar completamente 'limpa'. Mas após uma inspeção mais detalhada, notei que um papel mais grosso havia sido colado sobre partes em branco do livro. O desafio foi descobrir como as anotações foram colocadas ali sem danificar o livro", disse Poleg ao site Phys.org.

Poleg descobriu que as anotações foram copiadas da famosa "Grande Bíblia" de Thomas Cromwell, que é visto como um ícone da Reforma Protestante na Inglaterra.

Poleg diz que a presença das anotações apoiam a ideia de que a Reforma foi um processo gradual, em vez de um único evento de transformação.

"O livro é um testemunho exclusivo para o curso da Reforma de Henry", disse ele.

Poleg explicou que a Bíblia em Latim foi alterada para adaptar à reforma inglesa e agora serve como um testemunho para o período de 10 anos, 1539-1549, no qual a Inglaterra começou a afastar-se da Igreja de Roma.

"Até recentemente, foi amplamente assumido que a Reforma provocou uma ruptura completa, um momento no qual muitas pessoas deixaram de ser católicas e aceitaram o protestantismo, rejeitaram as imagens de santos e substituíram o latim pelo inglês [língua nativa]", explicou.

"Esta Bíblia é um testemunho singular de um momento em que o conservador Latim e o Inglês reformista foram usados ​​em conjunto, mostrando que a Reforma foi um processo lento, complexo e gradual", disse ele.

A Bíblia Latina lentamente deixou de circular, mas Poleg conseguiu rastrear a viagem posterior do livro.

Na última página, ele descobriu um 'diálogo' escondido, escrito à mão entre dois homens, o Sr. William Cheffyn, de Calais e Sr. James Elys Cutpurse, de Londres.

Cutpurse - que é uma gíria medieval inglesa para batedor de carteiras ou gatuno - prometeu pagar ao Sr. Cheffyn, 20 xelins para não ser preso.

Dr. Poleg descobriu que o Sr. Cutpurse foi enforcado em Tybourn, em julho 1552 - uma informação que ele considerou significativo.

"Isso nos permite datar e traçar o percurso do livro com uma precisão notável", disse Poleg. "Nossa Bíblia encontrou o seu caminho para chegar às nossas mãos, completando uma corrida extremamente rápida em destaque a partir do texto real para os registros sobre o gatuno".

Retorno às escrituras
Segundo o pastor e escritor presbiteriano Hernandes Dias Lopes, a reforma protestante significou um resgate dos princípios bíblicos.

"A Reforma não foi uma inovação na igreja, mas uma volta à doutrina dos apóstolos. Não foi um desvio de rota, mas uma volta às Escrituras. A Reforma colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade", destacou o teólogo em um de seus artigos.

Rev. Hernandes também lembrou que a Reforma se baseou em pontos principais e um deles a singularidade das Escrituras.

"O conhecido Sola Scriptura, acentua que as Escrituras são a nossa única regra de fé e prática e que devemos rejeitar, peremptoriamente, qualquer doutrina que não esteja fundamentada na Palavra de Deus", lembrou.


FONTE: GUIAME - COM INFORMAÇÕES DO PHYS.ORG 
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