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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Rabinos Israelitas e a chegada do Messias!

PROEMINENTES RABINOS ISRAELITAS ESTÃO CONVENCIDOS QUE A CHEGADA DO MESSIAS ESTÁ IMINENTE...

Dois proeminentes líderes religiosos judeus reuniram-se recentemente para uma conversa muito importante, de facto tão importante que se tornou manchete na imprensa mundial...


O rabino Moshe Sternbuch, vice-presidente do tribunal rabínico e líder dos Edah HaChareidis em Jerusalém, fez uma rara visita ao rabino Chaim Kanievsky, na casa deste, em Bnei Barak.

Estes dois rabinos são das figuras mais proeminentes da Torah (Palavra) nos dias de hoje. As conversas tidas entre esses dois homens têm um enormíssimo significado, e o site hebraico Kikar Shabbat gravou o diálogo entre esses dois famosos rabinos.

A maior parte da conversa girou à volta das expectativas relacionadas com a vinda do Messias. Segundo o registo, ambos claramente acreditam que tal pode acontecer literalmente a qualquer momento...

O rabino Kanievsky afirmou que são esperadas tribulações. "São os dias antes do Messias" - explicou.

O rabino Sternbuch anuiu. "No final dos dias, aqueles que temem a Deus desesperarão e as suas mãos se soltarão de lutarem na guerra de Deus contra os pecadores, e não haverá ninguém em quem confiar, senão em Deus" - disse, acrescentando: "Temos de trazer o Messias."

"NO ANO APÓS O SHEMITAH, O FILHO DE DAVID VIRÁ"

O rabino Kanievsky respondeu que o Messias deverá estar chegando num futuro muito próximo. Citou ainda o Talmude (Megillah 17b), dizendo: "No ano após o shemitah, o Filho de David virá."

O ano depois do shemitah no calendário judaico termina neste próximo Outubro, por isso, as expectativas messiânicas em Israel serão altas até essa altura.

Ao mesmo tempo que estas expectativas são afirmadas pelos rabinos, as convulsões mundiais à volta da Terra de Israel sucedem-se, com o aproximar de uma provável resolução das Nações Unidas "forçando" à divisão da Terra entre judeus e árabes.

A Bíblia diz-nos que os conflitos finais da humanidade girarão à volta de Israel, e é isso que os nossos olhos presenciam diariamente.

Resta-nos esperar em fé e confiança o cumprimento final das promessas de Deus para o Seu povo!

Publicado em Shalom Israel  via Notícias Cristãs 
Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 1 de março de 2016

Israel "2016 o ano do Messias?"

Código da Bíblia aponta que 2016 pode ser "o ano do Messias" 
As tradições da gematria dividem judeus há séculos, pois muitos consideram apenas misticismo
Apesar da grande polêmica envolvendo os chamados “códigos da Bíblia”, o rabino Mattityahu Glazerson, especialista no assunto, defende uma ligação entre o ano de 2016 e a chegada do Messias judeu.
Glazerson publicou um vídeo onde analisa o texto de Gênesis 49:1. A passagem, que narra os instantes finais da vida do patriarca Jacó traz uma espécie de profecia sobre os “dias vindouros”, na tradução em português. Contudo, para os especialistas, o termo ali é “Fim dos Dias”, que também aparece em Números 24:14 e Deuteronômio 4:30 e 31:29.
Uma vez que cada letra hebraica tem um valor numérico, uma tradição judaica usa um sistema que procura encontrar significados em textos hebraicos, calculando seus valores numéricos. Este sistema é conhecido como gematria. Com base na tradição mística do judaísmo, Glazerson calcula que o valor numérico das duas palavras do original de Gênesis 49: 1 “te sucederá” é igual a 772.
Isso seria corresponde ao ano hebraico 5772 que foi 2011-2012. No vídeo, Glazerson explica que a vinda do messias não ocorreu então porque Israel “não têm as condições para isso, o arrependimento e a fé”.
No entanto, Glazerson salienta que o ano hebraico 5775 (2014-2015), que foi um ano sabático, também tinha indicações claras de que poderia ser [o ano do] Mashiach (Messias). Como esse ano já terminou, ele afirma que a gematria pode insinuar que o atual ano hebraico de 5776  – que começou em 13 de setembro de 2015 – por ser um ano de jubileu, oferece significado extra para o sincronismo.
Em declarações ao site Breaking Israel News, o rabino Glazerson disse que a prosperidade deste ano é reforçada por uma tabela estatisticamente rara. O quadro que ele estabeleceu traz a frase “HaMashiach Purim” (o Messias no Purim). A conclusão do estudioso é que isso pode apontar para o próximo feriado de Purim (23 de Março, 2016).
As tradições da gematria dividem judeus há séculos, pois muitos consideram apenas misticismo. Glazerson insiste que na tabela desse texto há códigos para uma série de conceitos messiânicos, incluindo Ben Yishai (uma referência ao filho de Davi), de quem o Messias é descendente. As palavras hebraicas Ben Yishai cruzam com o verso completo de Gênesis 49:1.
O rabino finaliza o vídeo dizendo que descobriu o código para Mashiach na interseção do corrente ano com as letras hebraicas que formam o nome hebraico de Eliyahu (Elias, o profeta) que irá anunciar a chegada do Messias.
Diferentes correntes do judaísmo têm falado sobre a vinda iminente do Messias. O rabino Chaim Kanievsky, uma das maiores autoridades do judaísmo ultra ortodoxo, está pedindo que todos os judeus voltem para Israel o mais rapidamente possível. O entendimento é que essa é uma ação espiritual que marca a vinda do Messias.

O rabino Amram Vaknin, 76 anos, é conhecido por ter previsto conflitos armados em Israel, como a Operação Pilar de Defesa (2012) e Operação Borda de Proteção (2014). Recentemente, afirmou que Israel enfrentará uma guerra e depois “Estaremos chegando perto do grande dia do Mashiach. Temos de estar prontos e preparados”.

Numa reunião de 6000 rabinos do movimento Chabad-Lubavitch, uma das maiores organizações judaicas do mundo, clamaram a Deus que apresse a vinda do Messias.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O Terceiro Templo e o Candelabro de ouro - Arqueologia

O achado arqueológico pode mudar construção do 3º templo

...o debate sobre peças dura séculos.

Um pedaço de argila com mais de mil anos de idade pode mudar os preparativos para a construção do 3º Templo. Trata-se do fragmento de um jarro encontrado em escavações no Monte do Templo que apresenta uma menorá pode encerrar séculos de debate sobre o desenho original do candelabro principal do Templo.
Coincidindo com a celebração do Hanukkah, quando judeus do mundo todo lembram a reconquista de seu templo, a descoberta está sendo comemorada. Segundo os arqueólogos, analisando o tipo de argila e textura do caco, conclui-se que é do período de domínio bizantino sobre Jerusalém (324-640 dC).
Embora o desenho da menorá esteja incompleto, pois é apenas um fragmento do original, os especialistas acreditam que era uma representação do Templo.
Esse simples caco pode “lançar luz sobre um antigo debate sobre a aparência da menorá que ficava no Heikal (salão) do Primeiro e do Segundo Templos”, comemora Zachi Dvira, co-fundador e diretor do Sifting Project [Projeto Peneira].
Esse projeto é coordenado pela Universidade Bar-Ilan e a Fundação Cidade de Davi. Desde 1999, analisa todo o material dos mais de 400 caminhões de terra retirados do Monte do Templo e despejados em um vale, perto da Cidade Velha de Jerusalém.
Os muçulmanos – que desde 1967 têm a posse do Monte do Templo – cavaram o local para construções e não permitiram que os judeus tivessem acesso. Obviamente, sua intenção era evitar que achados arqueológicos eliminassem toda a dúvida que naquele local Salomão e Herodes construíram os templos sagrados do judaísmo. Mas os arqueólogos descobriram onde a terra foi jogada e nos últimos 15 anos, cerca de 50% da terra retirada do local sagrado já foi analisada.

Por que a forma é importante?

A descrição da menorá pode ser encontrada no livro do Êxodo (25: 32-40). Embora a Bíblia instrua que os materiais deveriam ser usados, a forma da menorá não é especificada. A versão mais comum de representação é com os ramos curvos. Este, inclusive, é o brasão nacional do Israel moderno.
O fragmento mostra claramente um menorá com os ramos em linha reta. Sua base só pode ser vista parcialmente, mas os arqueólogos acreditam que ela possuía três pernas (duas angulares e uma linha reta).
O Instituto do Templo, instituição religiosa que se dedica a preparar a construção do Terceiro Templo já produziu mais de 70 objetos sagrados, incluindo as peças usados no culto e as vestes do sumo-sacerdote. Tudo segue rigorosamente os relatos da Torá (Antigo Testamento) e a tradição dos rabinos.
O candelabro feito com quase 50 kg de ouro está exibido ao público perto do Muro das Lamentações. Seu custo aproximado foi 3,2 milhões de dólares. Porém, as hastes são curvas. Como para os rabinos para que os sacrifícios feitos no Terceiro Templo tenham valor, precisam reproduzir rigorosamente os utensílios do Templo de Salomão. Até o momento, ninguém do Instituto do Templo se manifestou sobre o achado desta semana. 
Fonte: GospelPrime - com informações de Breaking Israel News

Candelabro para o Terceiro Templo

vejamos o que diz o Livro de Êxodo

"Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores serão do mesmo. E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do candelabro de um lado dele, e três hastes do outro lado dele. Numa haste haverá três copos a modo de amêndoas, um botão e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra haste, um botão e uma flor; assim serão as seis hastes que saem do candelabro. Mas no candelabro mesmo haverá quatro copos a modo de amêndoas, com seus botões e com suas flores; e um botão debaixo de duas hastes que saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele; assim se fará com as seis hastes que saem do candelabro. Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para iluminar defronte dele. Os seus espevitadores e os seus apagadores serão de ouro puro. De um talento de ouro puro os farás, com todos estes vasos. Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte." Êxodo 25:31-40


As preparações para o Terceiro Templo

O Instituto do Templo já anunciou que produziu mais de 70 objetos sagrados, com destaque para as vestes do sumo-sacerdote, incluindo o peitoral incrustado de pedras preciosas.
Somente o peitoral custou quase 500 mil reais. Há também trombetas de prata e harpas de madeira, bandejas para coletar o sangue dos sacrifícios, um incensário e a mesa onde fica o pão ritual. O candelabro (menorá) feito com 90 kg de ouro está exibido ao público perto do muro das lamentações. Seu custo aproximado foi 3,2 milhões de reais.
Os 20 estudiosos do Talmude, que trabalham para o Instituto em tempo integral, elaboraram em detalhes todos os procedimentos seguindo as leis elaboradas cerca de 3.000 anos atrás. O Instituto afirma que já gastou mais de 30 milhões de dólares até o momento.
Os sacerdotes e levitas estão sendo treinados para os sacrifícios segundo a revelação de Moisés eo novo véu que separa o santo dos santos já está pronto.
O líder e fundador do Instituto, rabino Chaim Richman, em outras ocasiões confirmou que sabe exatamente onde está a Arca, desaparecida desde a tomada de Jerusalém pelos babilônicos. Questionado novamente sobre o assunto, reiterou hoje que eles mantiveram uma tradição há séculos e afirma que ela estaria num túnel cavado no tempo de Salomão. Quando chegar a hora, irá mostra-la ao mundo.
No mês passado, ele anunciou que teria condições de financiar a construção do Terceiro Templo assim que o governo os autorizar. Uma campanha on-line já tem arrecadado dinheiro para isso desde o ano passado.
O único empecilho para isso é que o local hoje é ocupado por duas mesquitas muçulmanas, num local que embora esteja no centro de Jerusalém não está sequer sob o controle do governo israelense.
Para os judeus que estudam as profecias sobre o final dos tempos, a restauração dos sacrifícios rituais em Jerusalém é o início do processo de aparecimento do Messias esperado por eles.  Para a maioria dos cristãos que estudam escatologia, o surgimento do Anticristo depende da restauração do templo e dos sacrifícios, segundo a interpretação de Daniel 9:27 - (via GospelPrime)
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A Queda do Homem - A maior tragédia da história

“E o Senhor Deus lhe deu esta ordem..., mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás...

A QUEDA DO HOMEM – A MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA

por Prof. Adaylton A. Conceição


Falar na Queda do Homem é tratar do mais trágico evento da história da humanidade, pois todas as tragédias posteriores são devidas a essa. Nenhuma forma de ação humana contrária ao caráter de Deus pode ser encontrada fora das origens do pecado na história do homem. Nenhuma forma de mal vista na história do homem é mais trágica do que a que vemos aqui, pois é aqui que nascem todas as desventuras da humanidade.

Alguns objetariam a isso por ser demais simplista com a realidade, uma vez que grandes e terríveis males tem se sucedido à humanidade, especialmente na história recente. Contudo, o defeito fundamental do ser humano e do mundo é demonstrado em sua desconexão com Seu Criador e com sua Rejeição à Sua Palavra. Tal atitude vista em Adão e Eva, repetida diariamente é a evidência fundamental dessa desconexão do homem com o Seu Criador. Por isso, o evento narrado aqui é o mais trágico evento da humanidade.

O homem, um privilegiado por Deus
Enquanto todas as coisas foram originadas por ordens imperativas: haja luzeiros, Produza a terra, etc., o homem foi criado de uma forma meiga, maravilhosa e especial. Foi uma criação da Trindade: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis.: 1: 26).
Portanto, o homem é o único ser que está nominalmente citado como uma criação coletiva da Trindade, demonstrando o imensurável amor do Pai pela sua criatura. Estava destinado a viver na plenitude da comunhão com o Criador. Podia falar diretamente a Deus sem intermediários, face a face, como fazia na virada do dia. Teria pleno e absoluto domínio sobre toda a terra e tudo o que nela existisse.
Em seguida, vendo Deus que ainda faltava ao homem algo para completá-lo, criou a mulher. Uma companheira e auxiliadora para completar-lhe a vida. Iniciando a instituição da família, o núcleo mais importante e fundamental na vida do homem e da nossa sociedade.
Entretanto, Deus colocara apenas uma única restrição. Adão poderia tudo, exceto uma coisa: “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás: porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis  2: 16-17)

Circunstancias favoráveis.
1) Não conheciam o pecado,
2) Não tinham doenças,
3) Tinham perfeita liberdade (Todas espécies de comida, Pouco trabalho, Nenhum inimigo visível),
4) Tinham vida espiritual, diretamente do Espírito de Deus,
5) Tinham domínio sobre toda a criação,
6) Havia um fiel companheiro para cada um.
A prova era que não deviam comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2.16-17).

Satanás tem um único propósito: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. (João 10:10). O propósito da serpente era roubar a benção da mulher que vivia na presença do Pai, seduzir para condena-la a morte e, assim, destruir a sua fé, destruindo a Obra do Senhor na sua vida.
O Senhor Jesus nos oferece outra perspectiva: Que tenhamos vida eterna em abundância. 
Acreditem, os métodos do inimigo não mudaram nada desde então até os nossos dias.
“Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”
Esse é o modo típico como satanás agiu e continua agindo em nossos dias, para destruir nossas vidas. Modificando, distorcendo as palavras e os fatos, ludibriando os incautos. Mentindo descaradamente, por isso é conhecido como o pai da mentira. Vejam, não foi isso que o Senhor havia falado, mas no seu projeto diabólico para destruir o homem, manipula as palavras. Na atualidade é comum usar seus partidários, na forma dos “falsos amigos”, insistindo com você para leva-lo a pecar.

A QUEDA E A MORTE DO HOMEM
A mulher caiu sob a tentação, levando seu marido, Adão a uma condição lamentável. Assim, Adão que foi constituído como chefe da criação, se sujeitou a Satanás, passando sua lealdade de Deus ao Diabo. Naquele momento, ele, Adão entregou o mundo nas mãos do maligno. Desde então o diabo se constituiu como, príncipe deste mundo (João 14.30); deus deste século (II Coríntios 4.4).
Os resultados da caída já eram conhecidos pelo homem. A “morte” foi o pior castigo que veio em consequência da desobediência do homem.
O castigo pode ser dividido em três diferentes manifestações:

1.         MORTE FÍSICA
2.         MORTE ESPIRITUAL
3.         MORTE ETERNA

Deus tinha dito que, no dia em que comessem do fruto proibido, morreriam. Alguns se confundem com esta promessa de julgamento. Embora o processo de morte física começasse naquele dia fatídico, eles não morreram fisicamente. Vamos relembrar que a morte espiritual é a separação de Deus.

Em I João 2.16, temos a lição que toda tentação do mundo consiste em três pontos:
1) Os desejos da carne: O que satisfaz os apetites ou desejos carnais;
2) Os desejos dos olhos: O que satisfaz à vista;
3) A vanglória da vida: O que satisfaz o orgulho próprio.

Na tentação da mulher, o tentador empregou todas as formas de tentação. Vejamos:

Os desejos da carne.
“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer…”
Corrompida pela serpente a mulher começou a ver a árvore de outra forma. A primeira coisa que saltou aos seus olhos foi que ela era boa para se comer. Expressando o desejo da carne que estava amortecida em sua vida. Até então, Adão e Eva viviam em plena liberdade física e espiritual.

Vendo a Mulher: Sobre o olhar da mulher, Calvino diz: Este olhar impuro de Eva, contaminados com o veneno da concupiscência, tanto era o mensageiro e o testemunho de um coração impuro. Ela podia anteriormente olhar a árvore com tal sinceridade, e nenhum desejo de comer afetou sua mente, pois a fé que tinha na palavra de Deus foi o melhor guardião do seu coração, e de todos os seus sentidos. Mas agora, depois que o coração tinha diminuído a fé e a obediência à palavra, ela corrompeu a si mesmo e todos os seus sentidos.

O maior obstáculo para a nossa vida espiritual é o desejo carnal que existe em nós.

Os desejos dos olhos.
…agradável aos olhos…”. Dos órgãos dos sentidos no corpo humano – visão, audição, paladar, tato e olfato, os olhos são os mais importantes, porque potencializam todos os outros. Com a visão de um prato bem ornamentado e bonito, o órgão da degustação é ativado e aguçado, enchemos a boca de saliva, nos preparando para saborear uma comida de bom paladar.

“deleite para os olhos.” Este é paralelo com “a concupiscência dos olhos”: o desejo de ter algo além da vontade de Deus (isto é, possuir o belo fruto). “Parece bom.” O poder da visão tem uma incrível capacidade de estimular o desejo de pecado.
Os olhos são importantes para as nossas vidas, mas, tornam-se um grande perigo para nossa vida espiritual. Eles podem liberar o dragão carnal. Eles influenciam e liberam a nossa imaginação.

A vanglória da vida
…e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido e ele comeu.

A busca pelo entendimento, pelo conhecimento do bem e do mal, era o objetivo da mulher estimulada pela serpente. Influenciada pelo inimigo, desabrochou a sua soberba desmesurada, “como Deus sereis”.  Achava que poderia ser como Deus, conhecendo todos os Seus segredos. Todos os Seus mistérios. Alcançando a plenitude da sabedoria imensurável do Senhor.

Este terceiro é o intelectual: “desejável para dar entendimento”. Este é paralelo com “a soberba da vida”: o desejo de ser algo além da vontade de Deus (isto é, tão sábio quanto Deus). “Isso vai me fazer melhor.” “Eu preciso de algo que eu não tenho que ser feliz”.

Relativização da queda
Se a queda do homem ocorresse em nossos dias, mal se poderiam imaginar as consequências. Acho que a União Internacional dos Direitos Civis imediatamente abriria um processo - contra Deus, e em defesa de Eva e seu marido, Adão (a ordem dos dois não é acidental). O processo alegado ato pecaminoso foi consumado na privacidade do jardim, e com o consentimento de dois adultos.”  Mas, acima de tudo, seria dito que o castigo foi totalmente desproporcional ao crime (se é que de fato houve algum). Deus poderia realmente estar falando sério na denúncia feita neste relato? Por causa de uma simples mordida em algum “fruto proibido” o homem e a mulher são despejados e sofrerão as consequências por toda a vida? E mais que isso, por causa desse único ato, o mundo inteiro e toda a raça humana continuarão a sofrer seus males, até nós?
Aqueles que não levam a Bíblia a sério, ou literalmente, têm um pouco de dificuldade neste ponto. Simplesmente anulam o terceiro capítulo de Gênesis, como se fosse uma lenda. Para eles é simplesmente uma história simbólica que se esforça para explicar as coisas como elas são. Os detalhes da queda não apresentam nenhum problema pois não são fatos, mas ficção.
A estrutura dos primeiros capítulos de Gênesis requer esta descrição da queda do homem.
Em Gênesis capítulos um e dois lemos sobre a criação perfeita que recebeu a aprovação de Deus como sendo “boa” (cf. 1:10/12/18/21). No capítulo quatro encontramos ciúme e assassinato. Nos capítulos seguintes a raça humana vai de mal a pior. O que aconteceu? Gênesis três responde esta questão.
Assim, este capítulo é essencial porque explica o mundo e a sociedade como os vemos hoje. Ele nos informa sobre as estratégias de Satanás para tentar aos homens. Ele nos desafia a considerar se continuamos ou não a “cair” como o fizeram Adão e sua esposa.

A Lei de Deus no Éden
Uma das informações mais importantes que encontramos no início de Gênesis é o conceito legal que a Palavra de Deus tem. Por ser Ele Criador de todas as coisas, é também Juiz de Todos os atos e por isso, a expressão da Sua vontade constituísse como Regra, Padrão, Canon, Lei para a Criatura.

A terminologia hebraica para descrever Lei favorece nossa compreensão de que Lei exige um legislador. Três palavras são principalmente usadas em Hebraico para descrever uma lei/legislação:

Mitsvah: O termo é originado de “tsavah” que significa basicamente ordenar. Observe que Deus ordenou a existência do mundo (Sl.33.9; Is.45.12) e por essa razão todas as criaturas e elementos lhe obedecem as ordens (1Re.17.4; Jó.37.12; Sl.78.23). Esse é o termo usado em 2.16. Assim, o termo “Mistvah” assume clara conotação de ordem, como estipulações específicas da Aliança (Ex.24.12) e por isso violá-los implica em culpa (Lv.4).

Chuq: É normalmente traduzido como estatuto decretos, ordenanças, dever e obrigação. É visto como uma regra ou prescrição imposta por Deus (Ex.18.16), embora homens também possam decretar seus estatutos (Gn..47.26; 2Cr.35.25; Jz.11.39; Ez.20.18; 1Sm.30.25). Em geral implica em deveres e direitos (Sl.2.27).

Torah: O sentido básico do termo é ensinar. Em função da relação com “yarah”, diversas vezes retrata o ensino de Deus para com seus servos (Ex.4.15; Sl.25.8; 27.11; 86.11; 119.33). Tal sentido aproxima ainda mais o conceito de que a Palavra, que deve ser ensinada (Lv.10.11; Dt.33.10), e a Lei que provém de Deus (Is.1.10).

Em todos os casos, Lei pressupõe um Legislador, e as palavras Hebraicas utilizadas para descrever a ação de Deus em ordenar refletem o caráter Legal da Vontade de Deus.
Podemos dizer que o termo Lei não está presente na cena da Criação, mas o conceito de Lei permeia todas as atividades de Deus na Criação e no Seu relacionamento com Adão e Eva. O fato de que Deus, com sua palavra, ordena e tudo vem a existência indica que tipo de poder para ordenar esse Deus tem. Por isso, sua legislação deve se leva à sério.
Em outras palavras, podemos encontrar na cena da Criação evidências da manifestação da vontade restritiva e permissiva de Deus e que a omissão ou violação dessa vontade implica em violação do Caráter do Criador, e, por conseguinte, em pecado.

O TENTADOR E O PECADO DO HOMEM
De repente, abruptamente e sem nenhuma introdução, aparece no verso um a serpente. Estamos preparados para encontrar Adão, Eva e o jardim, pois já os vimos antes. Diz-se que a serpente é uma das criaturas de Deus, então, devemos pensar nessa criatura literalmente. Apesar de ter sido uma cobra real, a revelação posterior nos informa que o animal estava sendo usado por Satanás, que é descrito como dragão e serpente (cf. II Coríntios 11:3 e Apocalipse 12:9, 20:2).
Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.

O inimigo atingiu seu primeiro alvo. Confundiu a mulher, levando a modificar a palavra do Senhor, porque Deus não disse “nem tocareis nele”. Na confusão, inadvertidamente, acrescentou algo que o Senhor não havia dito, modificou a Palavra de Deus, abrindo uma brecha para que a serpente aprofundasse a sua investida. Mas, qual foi essa brecha? Ela não guardou a Palavra do Senhor em seu coração. Esqueceu o que o Senhor havia falado, por isso, a modificou. Jesus nos disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mateus 22:29) O Salmista relata: “Guardei a Tua Palavra no meu coração, para não pecar contra Ti” (Salmo 119:11).

Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus sereis, conhecedores do bem e do mal.
A primeira coisa que a serpente fez foi contradizer o Senhor. Desautoriza-lo. Negar Sua autoridade e poder. Nada acontecerá!  Essa bobagem de pecado, isso não existe! Céu e inferno, isso é coisa da religião. O céu e o inferno estão aqui mesmo na terra. Tudo isso não passa de idiotice de religiosos fanáticos. Deus não vai punir ninguém. Ele não pode. Isso é só para amedrontar os fracos de mente. Não tenha medo, você é livre para fazer o que quiser da sua vida.
Repare especialmente na abordagem de Satanás. Ele não se aproxima como um ateu, ou como alguém que desafiaria logo de cara a fé que Eva tinha em Deus.
Você percebeu que Satanás sequer mencionou a árvore da vida ou a árvore do conhecimento do bem e do mal? Que ataque sutil! Sua pergunta trouxe a árvore proibida ao centro do pensamento de Eva, mas sem mencioná-la. Ela o fez. Com sua pergunta Satanás não somente envolveu Eva no diálogo, mas também levou seus olhos à generosa provisão de Deus e fez com que ela pensasse somente na Sua proibição. Satanás não deseja que consideremos a graça de Deus, mas que meditemos rancorosamente nas Suas proibições.

O LIVRE ARBÍTRIO
Desde aquele dia, muitas pessoas têm citado a história do pecado do primeiro casal como prova de alguma injustiça por parte de Deus. Acham injusto Deus criar o homem e permitir uma tentação, sabendo que as consequências seriam tão graves. Ironicamente, as mesmas pessoas que assim julgam Deus desejam exercer exatamente o mesmo privilégio que levou à queda no Éden: a capacidade de escolher e tomar suas próprias decisões.
Deus poderia ter criado os homens como uma raça de robôs, mas não o fez. Ele nos criou à sua imagem e semelhança, como seres inteligentes e capazes de amar. Se tivesse feito pessoas incapazes de escolher, não teriam condições de amar. Mas uma vez que Deus deu aos seres humanos o direito de escolher, ele admitiu a possibilidade de decidirem não amar. Por isso, por querer criaturas que amariam a ele voluntariamente ou não; Deus deixou que decidissem. Poderiam amar, fazendo a vontade dele, ou odiar, sendo rebeldes e desobedientes.

CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO
O castigo da Mulher.
A mulher ainda teria um papel fundamental no plano de Deus, mas esse papel se tornou muito mais difícil. Especificamente, sofreria para ter filhos, sentindo dores de parto, e teria que superar grandes dificuldades para aceitar sua posição de submissão ao homem (Gênesis 3:16). Devemos observar que a submissão não foi consequência do pecado, e sim a dificuldade em aceitar esta posição. A submissão da mulher ao homem já foi determinada por Deus na criação do primeiro casal (1 Timóteo 2:11-13).

O castigo do Homem (versos 17 a 20)
Da mesma forma que o castigo de Eva se relaciona ao centro de sua vida, assim também é o caso com Adão. Ele tinha sido colocado no jardim, mas agora terá que obter seu sustento do solo “pelo suor de sua fronte” (versos 17 a 19).

Você notará que, embora a serpente tenha sido amaldiçoada, aqui somente a terra é amaldiçoada e não Adão e Eva. Deus amaldiçoou Satanás porque Ele não pretendia reabilitá-lo ou redimi-lo. Mas o propósito de Deus em salvar o homem já tinha sido revelado (verso 15).

Adão não somente terá que lavrar o solo para obter seu sustento, mas ele finalmente retornará ao pó. A morte espiritual já aconteceu (cf. versos 7 e 8). A morte física começou. Distante da vida que Deus dá, o homem simplesmente (embora lentamente) retorna ao seu estado original - (cf. 2:7).

A Serpente Sentenciada (versos 14-15)
A serpente é a primeira a quem Deus se dirige e estabelece o castigo. A criatura, como um  instrumento de Satanás, é amaldiçoada e sujeita a uma existência de humilhação, rastejando-se no pó (verso 14).

A última consequência do pecado é a culpa hereditária. O pecado original significa que o pecado não é meramente uma ação, mas também uma condição transmitida de nossos primeiros pais para cada um de nós. O pecado é um habitus, algo que “habita” a nossa natureza humana. Este estado, condição ou hábito de pecar continua através da procriação, de geração a geração. O pecado original é transmitido diretamente através do processo natural de geração humana.

A separação que Adão e Eva causaram é aquela que Deus procura preencher. Deus procurou  pelo homem no jardim. Enquanto as perguntas de Satanás foram planejadas para causar a queda do homem, as perguntas de Deus buscam sua reconciliação e restauração.

A condenação para quem pecar continua a mesma porque Deus é justo e a sua Palavra dura para sempre, mas pelo sacrifico do Seu Filho Unigênito para salvar o pecador, descortinou uma  esperança de vida nova para nós. Vida em abundância.
Pelo sacrifício de Jesus, poderemos alcançar a vida eterna, viver na presença do Pai como o primeiro homem viveu no jardim do Éden. Poderemos ver a Deus face a face, outra vez. Um alto preço foi pago para que essa esperança fosse criada.

Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
Blog: www.adayltonalm.spaceblog.com.br 
Fonte: SpaceBlog 

O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina, é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Escritor, Professor Universitário, Psicanalista e Pós Graduado em Ciências Políticas e em Psicanálise, Doutor em Psicologia e em Humanidade, Diretor da Faculdade Teológica Manancial e Professor do Seminário Teológico Kerigma).

BIBLIOGRAFIA
  • Adaylton de Almeida Conceição – Dispensaciones –Ed Manantial – Argentina.
  • CALVINO, João, Commentary on Genesis.
  • CLARKE, Adam, Adam Clarke`s Commentary on the Bible.
  • GAEBELEIN, Arno Clement, Annotated Bible.(http://bartimaeus.us/a_c_gaebelein.html).
  • H. C. Leupold, Exposition of Genesis (Grand Rapids: Baker Book House, 1942), I, p. 170.
  • JAMIERSON, Robert, FAUSSET, A. R., BROWN, David, A Commentary on the Old and New Testaments.
  • Pedro Motta - A queda do homem e a salvação de Deus
  • R. C. Sproul - Agostinho e as Consequências da Queda
Aqui eu Aprendi!

sábado, 3 de outubro de 2015

GÊNESIS - O Livro da Criação Divina

No princípio, criou Deus os céus e a terra” Gn 1.1


GÊNESIS, O Livro das Origens

ESBOÇO DO LIVRO DE GÊNESIS
1) A Criação
Gn 1.1 - 2.3

2) A Narrativa pré-patriarcal
a) História dos céus e da terra - 2.4 - 4.26
b) História de Adão - 5.1 - 6.8
c) História de Noé - 6.9 - 9.29
d) História de Sem, Cam e Jafé - 10.1 - 11.9
e) História de Sem - 11.10-26

3) Os Patriarcas na palestina: a formação do povo de Deus
a) História de Terá - 11.27 - 25.11
b) História de Ismael - 25.12-18
c)História de Isaque - 25.19-35.29
d) História de Esaú - 36.1-43

4) Os Patriarcas no Egito: o inicio de fato da história do povo de Deus
a) A História de Jacó - 37.1-50.26

Como apresentado na tabela acima, o livro de Gênesis se divide em quatro partes principais: (1) a Criação; (2) a narrativa pré-patriarcal; (3) os patriarcas na Palestina; e 4) os patriarcas no Egito. Os 50 capítulos de Gênesis darão conta desse esboço, do desenvolvimento da história do povo de Deus.
Tecnicamente, pode-se dizer que o gênero literário predominante no livro de Gênesis é o da narrativa. As narrativas variam entre antes e depois da Era do Patriarcado na Palestina. Esse gênero literário nos permite perceber que as histórias ali narradas foram elaboradas de maneira a prender a atenção do leitor a ponto de levá-lo ao clímax da história: a saga do povo de Deus rumo à Terra Prometida.
A partir dessa percepção, podemos inferir o propósito do livro de Moisés: contar a maneira e motivo de o Deus de Israel escolher a família de Abraão e fazer uma eterna aliança com ela. Para os cristãos, essa aliança tem uma importância preponderante, pois foi a partir da aliança de Deus com Abraão que Jesus de Nazaré foi feito o Messias prometido: o Messias seria judeu, da família de Davi, descendente direto da casa de Abraão. De modo que também a Igreja de Cristo foi pensada sob a aliança estabelecida entre Deus e Abraão. Por isso, o apóstolo Paulo escreve convictamente: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.28,29).
Portanto, há razão suficiente para dedicarmo-nos ao estudo do livro de Gênesis. Ele apresenta o início da história da salvação. Em Gênesis, somos convidados a compreender como começou a história do povo de Deus que culminou na revelação de Jesus Cristo, a fim de que hoje fôssemos alcançados pela graça de Deus em Cristo Jesus, o nosso Senhor. Revista Ensinador Cristão nº64 pg.36.

INTRODUÇÃO
O Gênesis fascina-me o espírito. Tudo nele é relevante, didático, profundo, belo e devocional. Até as suas genealogias trazem-me preciosas lições. Da criação do Universo à morte de José, percorro um caminho que, apesar das agruras e provas, conduz-me logo ao Criador. Em cada página, encontro um Deus que, não se limitando a criar, deleita-se em revelar-se à criatura.

Neste livro, enterneço-me com os patriarcas. No Crescente Fértil, refaço-lhes as peregrinações desde a imponente Ur à rústica Betel. De suas vitórias, compartilho. Aos seus idílios, assisto. Que outro autor poderia descrever com tanta poesia o encontro de Jacó e Raquel? E a história de José? Não há quem não chore ao ler o drama do escravo hebreu que veio a governar o Império Egípcio. Em cada capítulo do Gênesis, tenho uma nova experiência com o Deus de Isaque e de Abraão. Iniciemos, pois, o nosso diálogo com uma literatura alta, rica e artisticamente bem trabalhada. Mas este não é o seu principal mérito. A semelhança dos demais livros da Bíblia Sagrada, o Gênesis é a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Não veio á luz apenas para encantar-nos a estética, mas para encaminhar-nos à ética inigualável e perfeita do Criador.

Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.

I. A AUTORIA MOSAICA
O Gênesis foi escrito por um dos homens mais sábios da história Filho de Anrão e Joquebede, pertencia Moisés à casa de Levi, a mais conservadora das tribos hebreias (Ex 6.20; 32.26-28). Sua biografia é pontilhada por lances dramáticos e inexplicáveis. Ainda recém-nascido, foi preservado do infanticídio desencadeado pelo rei do Egito, visando à eliminação do povo de Israel (Ex 2.1-10).
Providencialmente adotado pela filha do Faraó, é levado ao palácio, onde recebe a educação mais esmerada da época (At 7.22). Homem feito, saiu a ver as agruras de seus irmãos. E, na ânsia por ajudá-los, acaba por matar um egípcio. Vê-se, então, forçado a refugiar-se em Midiã. Nesse diminuto reino localizado ao norte da Arábia, entrega-se ao pastoreio do rebanho de Jetro, seu sogro (Ex 3.1). Ali, solitário e reflexivo, dispõe de espaço e tempo para meditar nos propósitos do Deus de Abraão. Que perguntas avivaram-lhe o espírito? E que indagações fez ao Eterno de Israel?

Deus utiliza o isolamento de Midiã, para trabalhar-lhe a personalidade. No Egito, entre cativos e exatores, jamais se teria desenvolvido espiritualmente, Foi em seu exílio, que Moisés inteira-se de uma invenção que revolucionaria a transmissão do conhecimento: o alfabeto. Surgido na região do Sinai, seria logo adotado pela maioria dos povos.

Providencialmente, o Senhor impediu que a sua Palavra fosse escrita em caracteres egípcios, pois tanto o demótico, conhecido pelo povo, como o hieróglifo, dominado apenas pelos sacerdotes, não possuíam a plasticidade e a segurança necessárias para registrar os inícios da História Sagrada.
Não sabemos em que período de seu ministério, Moisés escreveu o primeiro livro da Bíblia Sagrada. Mas podemos garantir que o Êxodo é uma sequência natural do Gênesis, pois, no original hebraico, ambos os livros acham-se ligados por uma conjunção aditiva.

O Pentateuco é de autoria de Moisés - Êx 17.14, 24.4; Nm 33.1,2; Dt 31.9; Js 1.8; 2Rs 21.8
Os escritores do Novo Testamento estão em concordância com os do Antigo Testamento pois falam dos cinco livros como "a lei de Moisés" (At 13.39; 15.5; Hb 10.28; ainda 2Co 3.15). O próprio Jesus deu testemunho de que Moisés é o autor (Jo 5.46; Mt 8.4, 19.8; Mc 7.10; Lc 16.31; 24.27,44)  


II. DATA E LOCAL
Não é tarefa nada fácil precisar a data e o local em que Moisés escreveu o Gênesis. Para não nos perdermos em especulações, algumas absurdas e outras impiamente vazias, adotaremos a posição conservadora por ser a mais segura e racional.

      1. Data. É-nos permitido afirmar que o primeiro livro da Bíblia foi redigido entre 1445 e 1405 antes da era cristã, durante a peregrinação de Israel pelo Sinai. Eleger qualquer outra época, como a do pós-exílio babilônico, por exemplo, é atentar contra as evidências da própria Bíblia. Tanto os profetas quanto os apóstolos têm como certa a autoria mosaica de todo o Pentateuco, incluindo o Gênesis.

      2. Local. Já que sabemos ter Moisés escrito o Gênesis no século 15 antes de Cristo, concluímos que ele o redigiu no Sinai. Aliás, encontramo-lo em diversas ocasiões, durante a peregrinação de Israel pelo deserto, a registrar as palavras do Senhor (Ex 24.4; Nm 32.2,- Dt 31.9). Ao seu dispor, excelente material de escrita. Doutra forma, o livro jamais teria chegado às gerações futuras.

O tema central do livro de Gênesis se encontra no primeiro capítulo e versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1)


A História da Criação
"A primeira coisa que chama a atenção do leitor da Bíblia é o laconismo (apenas dois capítulos) com que a história da Criação do mundo e da humanidade é contada. A aritmética de Gênesis é impressionante. Somente dois capítulos são dedicados à história da Criação e um à entrada do pecado na raça humana. Por outro lado, treze capítulos são dedicados a Abraão, dez a Jacó e doze a José (que nem era um patriarca, nem um filho por meio do qual as promessas da aliança seriam perpetuadas). Ora, presenciamos o fenômeno de doze capítulos para José e apenas dois para a Criação. Seria impossível alguém ser, por assim dizer, seis vezes mais importante que o mundo?" Para conhecer mais leia Manual do Pentateuco, CPAD, p.19.


III. REIVINDICAÇÃO E TEMA
Todos os livros da Bíblia possuem, além do tema central, uma reivindicação específica. Por isso, devemos ler a Palavra de Deus com atenção e cuidado, para não lhe ignorarmos as demandas.

       1. Reivindicação. A principal reivindicação do Gênesis é que creiamos ser Deus o Criador dos céus e da terra. Aliás, é a primeira verdade que nos expõe o autor sagrado (Gn 1.1). Que nos curvemos humildemente, pois, à soberania divina. Ao aceitar semelhante demanda, confessa o salmista Etã: ‘Teus são os céus, e tua e a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste” (Sl 89.11).
Quem lê o Gênesis com devoção e amor, aceita de imediato a exigência divina. Sim, tudo pertence ao Senhor, inclusive você e eu. Aleluia!

     2. Tema. O tema do Gênesis faz-se acompanhar de sua reivindicação central: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Nesse livro, portanto, encontramos as origens dos céus, da terra, do ser humano, das nações e do povo de Israel. Acham-se nele, também, os esboços das doutrinas que professamos. O seu título, a propósito, significa exatamente isso: origem.

Um dos objetivos de Moisés ao escrever o livro de Gênesis, era fortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que Deus é o grande criador dos céus, da Terra e do homem.


IV. OBJETIVOS DO LIVRO
Além de uma reivindicação específica e de um tema central, o Gênesis foi escrito com, pelo menos, dois objetivos: fundamentar teológica e historicamente o êxodo hebreu e responder-nos às grandes perguntas da vida.

       1. Fundamentar o êxodo hebreu. Os leitores, ou ouvintes, imediatos do Gênesis foi a geração que o Senhor libertara do cativeiro egípcio. No momento mais crítico de sua história, era-lhes urgente saber três coisas essenciais. Antes de tudo, que o Jeová do Êxodo era o mesmo Elohim do Gênesis. Logo, o Criador dos Céus e da Terra não poderia deixar de apresentar-se como o Redentor de seu povo. Finalmente, o Deus que chamara Abraão a uma nova realidade espiritual, convocava-os, agora, a uma vida de liberdade numa terra boa, ampla e singularmente aprazível. Por isso, o Senhor se apresenta aos filhos de Israel como o El-shaday dos patriarcas (Gn 17.1; Ex 6.3).

O objetivo primacial do Gênesis, portanto, era fundamentar teológica e historicamente os filhos de Israel, a fim de que assumissem a sua identidade como povo de Deus. Eles deveriam saber que a sua liberdade não era fruto de um movimento político, nem de uma convulsão social, mas o cumprimento das alianças que o Senhor estabelecera com Abraão, Isaque e Jacó. Aliás, o próprio José, pouco antes de morrer, profetizara, no Gênesis, o Êxodo: “Eu morro; porém Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó”. Em seguida, José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: “Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui” (Gn 50.24,25). Nas Sagradas Escrituras, todos os atos de Deus são bem fundamentados teológica e historicamente. O que aconteceu no Êxodo alicerça-se no Gênesis. As alianças firmadas neste cumprem-se naquele. O mesmo podemos dizer com respeito a nossa salvação. O que teve início no primeiro livro da Bíblia plenifica-se no último.

       2. Responder as grandes perguntas da vida. O Gênesis foi escrito também para responder-nos às grandes perguntas da vida. Em primeiro lugar, todos ansiamos por saber como vieram a existir os Céus e a Terra. A segunda indagação, não menos importante, é acerca da nossa própria origem. Se não obtivermos as respostas certas, deixar-nos-emos aprisionar tanto pelas mitologias antigas como pelas modernas, que nos chegam diariamente travestidas de ciência.

Adão não tinha qualquer dúvida quanto à criação, pois conhecia pessoalmente o Criador. Mas os seus descendentes, por parte de Caim, logo endeusaram a criatura, permitindo-se arrastar pelo sexo e por atos cada vez mais violentos. Sim, violência e sensualidade, os dois primeiros deuses da humanidade; daí, nasceram todos os ídolos.

Não demorou muito para que os filhos do próprio Sete caíssem nos mesmos pecados de Caim (Gn 6.1-3). Senão fosse o piedoso Noé, toda a raça humana teria perecido no Dilúvio.
A era atual em nada difere daquela época, conforme afiança o Senhor Jesus: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam,  senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt  24.37-39). Em consequência do pecado, o deus deste século não demorou a cegar e a perverter a mente da humanidade (2Co 4 4). E, assim, a narrativa que Adão e Noé transmitiram aos seus filhos acabou por degenerar-se em mitologias blasfemas e grosseiras. A família de Sem, através de Abraão, ainda manteria, por alguns séculos, a pureza do criacionismo.

Mas, já no tempo do Êxodo, a tradição oral já não era confiável. Por isso, o Senhor convoca Moisés não apenas para libertar Israel do Egito, como também perenizar, através da palavra escrita, a verdade sobre os inícios de todas as coisas.

Tendo em vista a pureza do Gênesis, rejeitamos a hipótese de que o autor sagrado foi buscar rescaldos nas mitologias babilônicas para redigir o primeiro livro da Bíblia. Supervisionado pelo Espírito Santo, selecionou os registros mantidos pelos hebreus, depurando a tradição oral da criação que o seu povo ainda conservava. E claro que, nessa tarefa, ele contou igualmente com a revelação divina. De modo que, hoje, temos um texto confiável, lógico e coerente. Não temos qualquer dúvida quanto à inspiração divina do Gênesis, que compreendeu tanto a iluminação como a supervisão do Espírito Santo.

Moisés foi chamado por Deus no momento mais crítico da história de Israel, pois Faraó estava prestes a exterminar os hebreus. E, com eles, perder-se-iam a narrativa da criação e os registros genealógicos que nos remetem a Adão e ao próprio Deus (Lc 3,38). Além disso, a linhagem do Messias também seria destruída, tornando inviável o advento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não há como mesurar a importância de Moisés na História Sagrada. O seu necrológio, apensado ao Deuteronômio, faz jus à sua biografia; “Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face, no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando do SENHOR, fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra, e no tocante a todas as obras de sua poderosa mão e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista de todo o Israel” (Dt 34.10-12).

Bastava o Gênesis para que Moisés se imortalizasse. Mas a sua obra não parou aí; transcendeu, fazendo-se eterna séculos mais tarde, vamos encontrá-lo no Monte da Transfiguração. Ali, juntamente com Elias, conferenciava com o verbo de Deus acerca do momento mais ingente da História Sagrada: a expiação da humanidade no Calvário. A profecia de Gênesis 3.15 cumpria-se plenamente.

Podemos encontrar no livro de Gênesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.


V. GÊNERO LITERÁRIO
Ao contrário de Homero, legou-nos Moisés uma cosmogonia altamente confiável. Se o primeiro dispôs apenas do engenho humano, o segundo foi assistido pelo Espírito Santo, que o inspirou, dirigindo-o em toda a redação da obra. Na composição do livro de Gênesis, por conseguinte, Deus providenciou todos os detalhes, para que tivéssemos uma obra inerrante e infalível: alfabeto, língua, gênero literário e estilo.

       1. Alfabeto. Conforme já dissemos, o Senhor impediu que os primeiros cinco livros das Escrituras Sagradas fossem escritos nos caracteres egípcios. Se isso tivesse ocorrido, o Pentateuco teria desaparecido já nas décadas seguintes, pois somente a elite cultural egípcia, da qual Moisés fazia parte, era capaz de dominá-los. Além do mais, a escrita ideográfica do Nilo estava fadada a desaparecer. Haja vista que, no período do Novo Testamento, os hieróglifos já haviam sido substituídos, em todo o Egito, pelos alfabetos grego e latino. Dezoito séculos mais tarde, o francês Jean-François Champollion (1790-1832) enfrentaria dificuldades, a fim de resgatar o sentido daqueles signos linguísticos.
Por esse motivo, Deus isolou Moisés por quarenta anos em Midiã, para que o seu servo aprendesse o alfabeto sinaítico. Através dessa invenção maravilhosa, ele teria condições de transmitir às gerações futuras os inícios da História Sagrada. Embora não se saiba quem de fato criou a linguagem alfabética, o certo é que ela veio a ser assimilada rapidamente pelos hebreus, fenícios, gregos e latinos. Destes, veio a ser adotada pela maioria das línguas modernas.

Durante o cativeiro babilônico, os escribas judeus houveram por bem substituir o alfabeto sinaítico pelo ashurith, conhecido também como quadrático devido á sua forma retangular. E, a partir do século 6º de nossa hera, apareceram os massoretas, cujo principal trabalho foi a vocalização do texto original hebraico, para que este não acabasse por perder a sua pureza fonética.

       2. Língua. Entre os idiomas antigos, tenho para mim que o hebraico era o mais perfeito. Simples e poético, apresenta uma gramática descomplicada e logo assimilável.
É claro que, no decorrer do Antigo Testamento, os livros do Pentateuco foram submetidos a vários processos editoriais. Mas todas essas intervenções foram orientadas e supervisionadas pelo Espírito Santo, visando preservar a integridade do texto sagrado.

        3. Gênero literário. Embora haja poesias e até hinos no Gênesis, o livro não é uma obra poética. Diferentemente de Homero, utiliza Moisés a narrativa histórica para registrar os começos do Céu, da Terra, da humanidade e do povo hebreu.
A História da Criação seria, séculos depois, salmodiada pelos cantores de Israel. Mas, quando da redação do Gênesis, o Senhor levou Moisés a utilizar um gênero literário adequado à historiografia sagrada, realçando a credibilidade do primeiro livro da Bíblia.

       4. Estilo. Se o estilo é de fato o homem, em todo o Gênesis vemos a mão de Deus em tudo o que Moisés escreveu. Historiador sagrado, foi belo e poético em cada frase e oração. Até pequenas sentenças, como esta, adquirem beleza e ternura em sua pena: “Haja luz” (Gn 1.3). A História de José é outro exemplo da excelência literária do autor sagrado. Quem consegue lê-la sem lacrimejar? Enfim, o Gênesis é tão belo e singular que só podia ser divino. Escrito há mais de três mil e quinhentos anos, continua a encantar crianças, adolescentes, adultos e anciãos. O primeiro livro da Bíblia Sagrada, portanto, é uma história real, não uma parábola, nem uma coleção de alegorias, como sugerem os liberais e inimigos da Palavra de Deus. Se o interpretarmos doutra forma, jamais poderemos aceitar, como verdade, a História da Redenção.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Sete características principais assinalam Gênesis.
(1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção.
(2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do A.T.
(3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1-2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador.
(4) Gênesis é o livro das primeiras coisas -a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante.
(5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia.
(6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel.
(7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1991, p.29).


VI. CONTEÚDO
O Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções: a História Primitiva e a História de Israel.
     1. A História Primitiva. Conhecida também como História Primeva, a História Primitiva ocupa-se dos primeiros dois milênios da estadia do homem na Terra, abrangendo os primeiros onze capítulos do livro: da Criação à Torre de Babel.
De forma sintética, mas profundamente clara, a Palavra de Deus mostra como vieram a existir o Céu, a Terra, os animais e o homem. Narra também a ocorrência do Dilúvio e o evento da Torre de Babel, revelando como originou-se a diversidade cultural da humanidade.

       2. A História de Israel. A partir do capítulo 12, tem início a História de Israel. É uma narrativa soteriológica das biografias dos três grandes patriarcas da nação hebreia: Abraão, Isaque e Jacó. O relato é encerrado com a ascensão providencial de José ao governo egípcio.
Nessa seção, Deus estabelece suas alianças com os pais da família hebraica. De um lado, promete-lhes que os protegerá em suas peregrinações até introduzi-los na terra de Canaã. Do outro, os hebreus se comprometem a guardar-lhe os mandamentos e devotar-lhe uma adoração exclusiva e única. Todos fomos chamados a uma vida perfeita diante de El Shaday (Gn 17.1).


CONCLUSÃO
Como nos sairíamos sem o Gênesis? Ainda estaríamos presos às mitologias babilônicas, indianas e gregas. Sem ele, jamais poderíamos libertar-nos dos mitos pós-modernos, que nos chegam todos os dias como verdade e ciência. Enfim, sem as verdades do Gênesis, jamais teríamos alcançado a liberdade em Cristo, pois a doutrina da salvação tem, no primeiro livro da Bíblia Sagrada, a sua gênese. Por isso, agradeçamos a Deus por nos haver providenciado uma porção tão indispensável e bela de sua inspirada e inerrante Palavra. Quanto mais o tempo passar, mais constataremos a exatidão da obra que nos legou Moisés.

Leia o Gênesis com a sua família. No culto doméstico, abra a Bíblia neste livro e estude-o metódica e sistematicamente. Assim, você impedirá que os seus pequeninos sejam vítimas dos falsos postulados científicos como a Teoria do Big Bang e o Evolucionismo.



Na proclamação do Evangelho, faz-se necessária a evocação de três verdades que se acham em Gênesis: 1) Deus criou os céus, a terra e o homem; 2) Em Adão, todos pecamos, tornando-nos réus da morte eterna; 3) Entretanto, Deus providenciou-nos eficaz salvação através da semente da mulher: Jesus Cristo, nosso Salvador.

A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas. O que eles veem não é obra do acaso; é criação divina. Se não formos precavidos, doutrinas fúteis, como o evolucionismo, lhes roubarão a fé salvadora.


Fonte:
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - 4ºtrim.2015
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - Claudionor de Andrade (livro de Apoio)
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº64
Dicionário Bíblico Wycliffe CPAD
Manual do Pentateuco-CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
Aqui eu Aprendi!
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