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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Arqueologia - Encontrado selo do 'Governador de Jerusalém'

Arqueólogos acham selo do “governador de Jerusalém”, citado na Bíblia

Inscrição comprova relatos dos Livros de 2 Reis e 2 Crônicas

A primeira descoberta arqueológica revelada em Israel em 2018 é um selo de argila, extremamente raro, que foi encontrado em escavações há cerca de 100 metros do Muro das Lamentação. Ele contém a inscrição “Governador da cidade” e data do período do Templo de Salomão, século 7 a.C.

De acordo com a líder da equipe de escavação, Dra. Shlomit Weksler-Bdolah “esta é a primeira vez que esse tipo de impressão é descoberta em uma escavação arqueológica em Jerusalém. Ele comprova os relatos bíblicos que já existia um governador da cidade em Jerusalém,  há cerca de 2.700 anos.

A descoberta foi apresentada pelo atual prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, que declarou: “É incrível receber essa peça histórica da Jerusalém do período do Primeiro Tempo. Ela apenas comprova que Jerusalém, a capital de Israel, era uma cidade forte e central para o país há uns 2,700 anos.

A apresentação da vedação com a inscrição "Pertencendo ao governador da cidade" ao prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, em dezembro de 2017. Do direito para a esquerda: Dr. Shlomit Weksler-Bdolah, escavadeira em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel; Nir Barkat, prefeito de Jerusalém; Dr. Yuval Baruch, chefe da região de Jerusalém na Autoridade de Antiguidades de Israel; e Herzl Ben Ari, gerente geral da Jewish Quarter Development Company. (Yoli Schwartz, Autoridade de Antiguidades de Israel)
A peça é minúscula, com cerca de 15 mm de diâmetro e 3 mm de espessura. Era usada para selar correspondências e documentos oficiais. A inscrição mostra duas figuras humanas, voltadas uma para a outra. Entre eles o desenho do que parece ser uma lua. Na porção inferior, uma frase em hebraico antigo, o mesmo usado no Antigo Testamento.

O Dr. Shlomit Weksler-Bdolah, diretor das escavações na praça do Muro Ocidental em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel, detém o estranho Primeiro Templo selando sua equipe publicada em dezembro de 2017. 
(Yoli Shwartz, Autoridade de Antiguidades de Israel)
Desde 2005, a Autoridade de Antiguidades de Israel trabalha em escavações no local, conhecido como Davidson Center. Até agora só haviam sido feitas descobertas datadas do período do Segundo Tempo, quando Israel era dominada pelos romanos.

A doutora Shlomit explica que “a impressão no selo foi anexada no envio de algo importante e servia como uma espécie logotipo, ou uma pequena lembrança, que o documento vinha do governador da cidade”.


Antes de ser revelada ao público, o selo foi examinado extensivamente pelos professores Tallay Ornan, da Universidade Hebraica, e Benjamin Sass, da Universidade de Tel Aviv.  Eles explicam que o título “governador da cidade” era usado para a função do que hoje chamamos de prefeito. Em algumas traduções aparece como “chefe da cidade”.

O termo aparece em outros documentos históricos, mostrando que a posição era ocupada por alguém nomeado pelo rei.  Existem referências a esse título nos textos bíblicos de 2 Reis 23:8 – quando Josué governava a capital nos dias do rei Ezequias – e 2 Crônicas 34:8, onde Maaséias era governador de Jerusalém nos dias do rei Josias.

O local onde o selo foi achado, no complexo chamado de “Esplanada do Muro Ocidental” é um prédio que já revelou uma miríade de artefatos, incluindo peças vindas do Egito e da Assíria. Para os arqueólogos, isso revela que “provavelmente serviu como um centro administrativo. Pessoas em posição de liderança enviavam documentos daqui. Também pode ter sido um lugar para os ricos, as pessoas mais importantes, pois sua localização é realmente importante “.

“Ele ficava nas encostas ocidentais da antiga Jerusalém, distando 100 metros a oeste do Monte do Templo, onde provavelmente viviam os altos funcionários durante o período do Primeiro Templo”, disse a doutora Shlomit.

As escavações da IAA na praça do Muro Ocidental de Jerusalém, onde o período do Primeiro Templo se selou, com a inscrição "Pertencendo ao governador da cidade" foi descoberto e publicado em dezembro de 2017. 
(Shlomit Weksler-Bdolah)
"Jerusalém é uma das mais antigas capitais do mundo, continuamente povoada pelo povo judeu por mais de 3.000 anos. Hoje temos o privilégio de encontrar uma outra da longa cadeia de pessoas e líderes que construíram e desenvolveram a cidade. Estamos agradecidos por estar vivendo em uma cidade com um passado tão magnífico e estamos obrigados a garantir sua força para as gerações vindouras, como fazemos diariamente ", disse Barkat.

A apresentação da impressão do selo com a inscrição "Pertencendo ao governador da cidade" 
ao prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, em dezembro de 2017. 
(Yoli Schwartz, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Fonte:
GOSPELPRIME

com informações de Times of Israel 
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Arqueologia - Descoberta ruínas da "fortaleza de Salomão"

"E a Baalate, e a Tadmor, no deserto daquela terra, e a todas as cidades de provisões que Salomão tinha, e as cidades dos carros, e as cidades dos cavaleiros, e tudo o que Salomão quis edificar em Jerusalém, e no Líbano, e em toda a terra do seu domínio." 1 Reis 9:18,19

Descobertas ruínas da “fortaleza de Salomão”, mencionada na Bíblia

Os arqueólogos acreditam ter encontrado os portões da fortaleza do deserto do rei Salomão. (Captura de tela)

Arqueólogos afirmam que achado corresponde ao local descrito em 1 Reis

Um grupo de arqueólogos cristãos descobriu os portões de uma das fortalezas do rei Salomão, durante escavações no Parque Tamar, sul de Israel. Paul Lagno, que faz parte da equipe, diz que indícios no local confirmam o relato bíblico.

“A Bíblia diz que Salomão construiu uma fortaleza no deserto. Os arqueólogos têm certeza de que encontraram todas as características dos portões de uma delas. O local tem todas características de uma cidade fortificada. Eles acreditam que esta foi construída por Salomão”, assegurou Lagno ao site Breaking Israel News.

Ele lembra que o texto de 1 Reis 9:18, fala sobre Salomão edificar um local no deserto chamado Tamar. “Além disso, os altares pagãos destruídos pelo rei Josias, conforme descrito em 1 Reis 13:3 também foram encontrados, exatamente fora dos portões”.

"E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza, que nele está, se derramará." 1 Reis 13.3

A doutora Tali Erickson-Gini, arqueóloga da Autoridade de Antiguidades de Israel, que participou da descoberta, acredita que essa escavação descobriu as primeiras fortificações no sítio arqueológico do Parque Tamar, provavelmente erguidas no período do Primeiro Templo. Ela, juntamente com o Dr. James Tabor e o Dr. Yoram Haimi, lideraram a equipe durante cinco dias.

Na verdade, esses portões foram parcialmente descobertos em 1995, pelo Dr. Rudolph Cohen e o Dr. Yigal Israel. Mas eles não tinham fundos para terminar as escavações, por isso encheram o local com areia para ‘proteger’ sua descoberta que pretendiam retomar no futuro. Com esse novo trabalho, a equipe de arqueólogos atingiu a base dos portões, na chamada de “linha de deposição”.

Uma vista aérea das escavações em Tamar. (Autoridade de Antiguidades de Israel)



“Estamos trabalhando em partes muito antigas do local, que inclui um portão de quatro câmaras”, enfatiza Erickson-Gini.

O Parque Bíblico de Tamar é um dos mais antigos sítios arqueológicos no sul de Israel e o único na região capaz de mostrar toda a história arqueológica do período abraamico (2000-1300 a.C.) até hoje. Localizado ao longo da Rota das Especiarias, a área teve uma enorme importância para o comércio mundial. Trata-se de uma notável parte da herança judaica da terra de Israel.

A organização cristã Blossoming Rose é responsável pela administração do Parque bíblico de Tamar, fundado pelo Dr. DeWayne Coxon em 1983. Paul Lagno trabalha com a organização desde 2010, com foco na exposição do Pavilhão do Tabernáculo.

Seguindo o que acredita ser o mandamento bíblico de abençoar Israel, a Blossoming Rose investiu milhões de dólares na manutenção do sítio arqueológico desde sua fundação, proporcionando manutenção e segurança. Também ajuda a levar voluntários de todo o mundo para o local, que plantaram milhares de árvores atrás do parque.

Foram os arqueólogos ligados ao governo de Israel que o batizaram de Tamar, por causa das várias passagens bíblicas que se referem à antiga cidade que estava ali. A esperança da Blossoming Rose é que ele seja reconhecido oficialmente como um parque nacional. Isso ajudaria na sua manutenção e atrairia um número grande de turistas de todo o mundo.

Segundo Lagno, as novas descobertas ajudam a lançar luz sobre o Antigo Testamento, que é a base da religião judaica, bem como o fundamento de crenças cristãs.

Os voluntários cavam no local da escavação. (Captura de tela)

Fonte: Gospelmais_noticias

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Depressão, um mal do nosso tempo

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente na angústia” Sl 46.1

“[...] em geral, mesmo que não seja óbvia nem aparente, há alguma causa psicológica na raiz da depressão. Além disso, também é importante reconhecer que as pessoas têm níveis diferentes de resistência ao sofrimento.
O entendimento de como as doenças se instalam no organismo ainda é, em certo sentido, um mistério para a ciência. E, no caso da depressão, esta questão é ainda mais difícil, pois trata-se de uma doença que está no limiar entre o físico e o mental.

Deprimido significa ‘pressionado para baixo’, sem liberdade normal. Muitas pessoas não acreditam que um crente possa ficar deprimido, afirmando que isso é falta de fé. Todavia, a Bíblia faz menção de diversos servos de Deus que experimentaram crises de depressão Moisés, Elias, Davi, Jeremias, Paulo e outros (1Rs 19.4; Sl 42.4,5; 143.3,4).

Elias impôs uma humilhante derrota aos sacerdotes de Baal, mas não recebeu nenhuma homenagem, nenhum troféu. Em vez disso, viu-se sozinho quando a rainha Jezabel decretou a sua morte. Em um curtíssimo espaço de tempo, a sensação de vitória tornou-se em amarga depressão. Elias era um fiel servo de Deus, mas isso não impediu de em certo momento achar-se profundamente deprimido (2Co 1.3,4a)” (GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As Doenças do Século. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.64,65).

A depressão é uma doença que aflige os crentes e não crentes. Já foi considerada o mal do século.

Professor, para iniciar a lição pergunte aos alunos se eles já ouviram a seguinte expressão: “Estou morrendo de tristeza”. De fato, há tristeza que pode levar à morte! Isso é muito sério. O nome dessa profunda tristeza duradoura é depressão.

Um dos objetivo da lição diz respeito à analise da influência do hedonismo na atualidade.

hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. 

TEXTO BÍBLICO:  1 Reis 19.1-11

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito da depressão, uma doença que tem assolado crentes e não crentes. Embora na atualidade, os casos de depressão tenham aumentado de forma alarmante, esta não é uma doença da modernidade, pois na Palavra de Deus já encontramos alguns homens que, embora fossem fiéis ao Senhor, tiveram de lutar contra essa enfermidade, como por exemplo, Elias e Davi.

I. A DOR INVISÍVEL

1. O que é a depressão?
Depressão é uma dor aparentemente invisível e intensa que atinge a nossa alma. Segundo a psicóloga Sônia Pires Ramos, “popularmente, a depressão é uma palavra utilizada para explicar desde o mau humor até a dor pela perda de um ente querido”.

Então, como podemos melhor defini-la?
De acordo com um conhecido médico “é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como distúrbios do sono e do apetite”.

2. Alguns sintomas.
Tristeza profunda, acessos de choro, irritação, insônia, perda do apetite ou compulsão alimentar são alguns dos sintomas. A depressão também afeta a autoestima, fazendo com que o doente perca o amor por si mesmo e o sentimento de mais-valia.

O profeta Elias, depois de derrotar os profetas de Baal e ser ameaçado por Jezabel, experimentou um período de dor e sofrimento na alma. Podemos ver que a autoestima dele foi afetada pela dor quando ele declarou que não era melhor que seus pais (1Rs 19.4). A depressão não somente atinge a autoestima; ela também tira a alegria e a vontade de viver. Elias pediu a morte (1Rs 19.4), desistindo da vida e do seu ministério.

3. Tratamento.
A depressão é uma doença que precisa do acompanhamento de um médico psiquiatra e também de terapia. Às vezes é necessário também o uso de antidepressivos, mas somente o psiquiatra pode prescrever a melhor medicação. Porém, Deus tem poder para curar toda e qualquer enfermidade.

II. A PSICOTERAPIA DE DEUS

1. O fortalecimento do corpo.
Os sintomas da depressão são diversos e variam de acordo com cada indivíduo. Porém a perda do apetite é um dos mais comuns e leva a pessoa ao enfraquecimento acentuado. Algumas pessoas precisam de internação para que sejam hidratadas e nutridas. A vontade de dormir também pode ser intensa, fazendo com que a pessoa passe a maior parte do tempo dormindo sem acordar para se alimentar. Por isso, no tratamento de Deus para com Elias um anjo tocou o profeta que estava dormindo e disse: “Levanta-te e come” (1Rs 19.5). O anjo tocou Elias pela segunda vez dizendo: Levanta-te e come [...] (1Rs 19.7). Sem a ajuda divina o profeta não teria forças para se erguer sozinho. A pessoa que sofre de depressão precisa igualmente da nossa ajuda, oração e carinho.

2. Verbalização do problema.
Verbalizar aquilo que estamos sentindo é de suma importância para a cura. Por isso, o Senhor perguntou a Elias: “Que fazes aqui, Elias” (1Rs 19.9)? Deus estava dando a oportunidade do profeta verbalizar, expressar toda a dor da sua alma.

3. Vida com propósito.
Depois de tratar a alma do profeta, o Senhor fez Elias contemplar novamente o propósito do seu ministério. O Senhor disse: [...] “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco, vem e unge a Hazael rei sobre a Síria” (1Rs 19.15). Depois de recuperar sua autoestima e motivação, Deus lhe outorgou uma nova missão. Elias foi curado pelo Senhor para depois prosseguir com o seu ministério.

Pense!
O que levou o profeta Elias a desejar a morte? A depressão ou a falta de fé?

Ponto Importante
Depressão é uma doença que não tem nada a ver com fé.

III. O QUE PODE NOS AJUDAR A EVITAR A DEPRESSÃO

1. Conhecer a Deus.
O fato de saber que o Pai nos ama e está sempre conosco nos ajuda a enfrentar as dificuldades da vida sem nos desesperarmos. Também traz alivio para a alma daqueles que já se encontram em tratamento.

2. Ler a Palavra de Deus.
A Palavra de Deus penetra no íntimo do nosso ser. Ela vai até as juntas e medulas trazendo à tona o que está em nosso íntimo. A leitura bíblica é um bálsamo capaz de aliviar toda a dor: “Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos” (Pv 16.24). Não há poço tão profundo que Deus não possa alcançar por intermédio de sua Palavra.

3. Viver em comunhão fraternal.
A Igreja é como uma espécie de “comunidade terapêutica”. A comunhão e o amor fraternal nos ajudam a enfrentar os momentos difíceis de abatimento e tristeza. Certa vez, Paulo afirmou que Deus consolou seu coração com a vinda de Tito (2Co 7.6). O coração abatido pode ser consolado por uma amizade verdadeira.

CONCLUSÃO

Todos estão sujeitos ao sofrimento e as enfermidades. Somos limitados e muitas vezes não suportamos a perda de um ente querido, uma traição, a perda de bens materiais e adoecemos. Porém, temos um Deus que nos ama, que não nos abandona nos momentos difíceis e deseja nos curar.

Fonte: Lições Bíblicas 3º Trimestre de 2017 Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá - Comentarista: Reynaldo Odilo 

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Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Josafá e a Adoração a Deus em meio ao caos

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre” Sl 136.1

Adorando a Deus em meio a calamidade

O que fazer quando uma nação se divide? Quando a aliança que outrora a unia se faz quebrada? Foi o que aconteceu com o Israel do período posterior ao reino do rei Salomão. Mediante a decisão do rei Roboão, filho de Salomão, em aumentar mais vezes o imposto que já era pesado, houve uma rixa inevitável entre as dez tribos do Norte e as duas do Sul. O reino se dividiu, por consequência, a religião também. Agora não haveria somente Judá e Jerusalém, haveria Israel e Samaria.

A divisão foi tão aguda que persistiria até a época de Jesus: “Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos” (Mt 10.5). Samaritanos e judeus não se davam, pois devido ao acúmulo de rixas e de desentendimentos irreparáveis em relação à Lei, ambos os grupos optaram pela divisão. Os samaritanos passaram aceitar como escritos inspirados o Pentateuco, e os profetas foram por eles rejeitados por causa da sua origem do sul. Os samaritanos também não aceitavam que o verdadeiro templo ficava em Jerusalém nem que o monte verdadeiro chamava-se Sião. Para eles, Samaria era a capital sagrada e o Monte Gerezim, o monte do único templo. Claro que para chegar a esse ponto foi necessário um trabalho complexo de aculturação religiosa. Jeroboão foi a pessoa fundamental para construir a religião dos samaritanos (1Rs 12.26-33).

Nesse contexto de lutas e desentendimentos étnicos, surge o rei Josafá de Judá. Podemos classificar o reino do rei Josafá como um dos instrumentos importantíssimo para um reavivamento espiritual para a nação de Israel. A característica desse reinado ressalta isso. O cuidado com a instrução do povo em relação à Lei de Deus, ordenando os levitas e sacerdotes que ensinassem publicamente a Palavra da Lei. O resultado foi o temor do Senhor sobre a nação e sobre os reinos ao redor de Judá (2Cr 17.7-10).

Assim como as Escrituras mostram que num contexto de idolatria e imoralidade Deus pode reavivar o seu povo, a História da Igreja também mostra que em momentos difíceis da Igreja, Deus restabeleceu seus “púlpitos”, a Palavra teve primazia e um desejo incomensurável de buscar a Deus em oração devorava os corações dos irmãos. Isso aconteceu na Inglaterra, na Grã-Bretanha, na América, na África, na China, na Manchúria, na Coreia, na índia e em muitos outros lugares. É possível um grande avivamento em meio à crise! (Revista Ensinador Cristão nº68 - pg.41)

A nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades.

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 20.1-12

Na lição de hoje estudaremos a respeito da crise política que o rei Josafá teve que enfrentar. Nações inimigas se levantaram para atacar Judá e diante da força delas, Josafá não teria como escapar. Então, ele decide buscar o Senhor em oração e jejum. Deus é o nosso socorro. Em tempos de crise, faça como o rei, busque ao Todo-Poderoso. O Senhor ouviu e respondeu a oração de Josafá enviando o seu socorro. Não tente resolver as situações difíceis sozinho, ore, busque a Deus e você verá o livramento do Senhor. Diante da vitória contra os seus inimigos, Josafá exalta e adora ao Senhor. Seu coração foi afligido pelo temor, mas o tempo de cantar chegou. Assim, como Deus deu o livramento a Judá, Ele dará o livramento a você, confie.

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." Isaías 55.6


Josafá foi o quarto rei de Judá depois de Asa, seu pai, o qual reinou por quarenta e um anos tendo iniciado seu reinado em 911 a.C. Foi um rei exemplar e, nos primeiros dez anos, Asa fez prosperar o reino expandindo seu domínio. Edificou cidades e as fortificou com muralhas, torres e portas pesadas (2 Cr 14.6,7), de tal modo que não era fácil a entrada de gente estranha ao reino. Depois de alguns anos de paz, Asa deixou de buscar a Deus e tomou decisões que trouxeram guerra e problemas políticos para o seu reino. Dois anos antes de sua morte, Asa ficou doente nos pés, vindo a falecer. Foi sucedido no trono por seu filho Josafá, em 873 a.C.

A história de Josafá ganha importância pelo cuidado inicial que ele teve em dar continuidade a algumas obras iniciadas por seu pai. Josafá foi um rei enérgico e muito hábil em seus dias. Sua aprendizagem inicial foi como corregente por três anos junto ao seu pai. Josafá procurou desenvolver uma relação de paz com Israel, uma vez que eram irmãos. Porém, essa aliança feita com reis de Israel lhe trouxe problemas no seu reino. Sua história nos traz lições preciosas que nos mostram uma liderança espiritual, sujeita a falhas como qualquer outra liderança, mas alicerçada em princípios de temor a Deus. As lições dessa liderança são úteis para a igreja de Cristo nos tempos atuais, quando lutamos contra potestades espirituais que procuram desestabilizar a igreja na sua relação com o Senhor. Por outro lado, aprendemos com Josafá, princípios com os quais podemos fazer a igreja crescer.

OS ANTECEDENTES DO REINO DE JOSAFÁ

A Divisão do Reino de Israel
É sempre difícil entender por que Deus permitiu essa divisão do seu povo em dois reinos, o de Israel e o de Judá. Mas os livros dos reis e das crônicas do Antigo Testamento entraram no cânon das Escrituras, porque Deus não vê no sentido horizontal, mas no sentido vertical, de cima para baixo. Ele conhece todas as coisas e seu cetro de poder sobre o seu povo está em suas mãos. Quando lemos sobre os dois reinos, Israel e Judá, entendemos o paralelo histórico que existe entre os fatos registrados nos livros dos reis e nos livros das crônicas. Todos os fatos registrados nesses livros apresentam a história das divisões entre os povos do norte e do sul do povo de Israel, identificados como “o Reino do Norte, Israel” e o “Reino do Sul, Judá”. O Reino do Norte ficou com dez tribos, e o Reino do Sul com duas tribos. Essa divisão do povo de Israel aconteceu nos dias de Roboão (924 -908 a.C.), filho de Salomão que deixou de buscar a Deus e seguiu os passos de seu pai quando se envolveu com a idolatria pagã. Ele se casou com Naamá, mulher amonita, que fora uma das muitas mulheres de Salomão, e esta muito o influenciou em decisões importantes do reino. O reino enfraqueceu economicamente, e muito mais espiritualmente. Com o enfraquecimento econômico do reino, Roboão resolveu aumentar a carga tributária que já era pesada desde os tempos de Salomão sobre o povo. Por causa dessa carga tributária, Roboão não se dispôs a aliviar os impostos sobre o povo. Pelo contrário, endureceu ainda mais sem usar de bom senso e respeito pelo povo. As tribos que viviam no norte de Israel romperam com as tribos do sul (2 Cr 10.1-15), e assim aconteceu a separação do norte e do sul.

Os Dois Reinos e seus Reis, Jeroboão e Roboão
As dez tribos formaram outro reino, sobre o qual reinou Jeroboão, e o chamaram Israel; as duas tribos, Judá e Benjamim, com a capital Jerusalém, formaram o Reino de Judá, e Roboão foi o seu rei. Jeroboão, fazendo-se rei do Norte (Israel), foi um mau rei voltado para a idolatria. Ele desafiou a religiosidade do seu povo e construiu um santuário para um Bezerro de Ouro, abrindo espaço para dois centros de adoração entre as tribos do norte. Por outro lado, assumiu o reino de Judá o jovem Roboão, que foi um mau rei (2 Cr 12.14,15). Seu fracasso começou, sem dúvida, quando seguiu o mau exemplo de seu pai, Salomão, tendo uma vida polígama com muitas mulheres e concubinas. Asa era neto de Roboão e Maaca, e, quando feito rei, restaurou o culto a Deus e fez um excelente governo em Judá nos anos (905-865 a.C.). Seu filho Josafá, foi corregente com o pai, e depois da morte de Asa, reinou sobre o reino de Judá.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
A invasão dos moabitas
Os moabitas e os amonitas começaram a se levantar contra Judá desde os dias de Davi. Ao invés de amonitas a Septuaginta traz o termo Meunim, um povo de Seir. A invasão veio do leste ou do sudeste. Dalém do mar é uma referência ao mar Morto. Josafá conclamou o povo à oração e ao jejum em todo o território de Judá, a fim de buscar a ajuda e a direção de Deus.
Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus. O rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no passado, diante do pátio novo. Este seria o pátio externo, provavelmente renovado ou reconstruído desde os dias de Salomão. Sob a sombra do Templo, Josafá se lembrou e citou a oração de seu tataravô, na ocasião em que o local santificado havia sido dedicado (2 Cr 6.28-31). O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos nós enfrentamos mais de uma vez na vida; e não sabemos nós o que faremos. Mas ele, também tinha o recurso para a solução do problema. Este meio está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: Os nossos olhos estão postos em ti. Seguindo uma liderança temente e obediente ao Senhor, as esposas (e também as crianças) permaneceram perante o Senhor com os seus maridos e com o seu rei” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 2. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.461).

O REINO DE JOSAFÁ

Quem Era Josafá
Josafá foi o quarto rei de Judá (870- 848 a.C.) e adquiriu experiência no reino sendo corregente com seu pai, Asa, por aproximadamente três anos (1 Rs 22.41-50). Josafá, tendo o pai como referencial de governo e espiritualidade, exerceu um governo de grande prosperidade. Diz o texto que ele “andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai” (2 Cr 17.3). Sua mãe chamava-se Azuba e não parece que tenha exercido qualquer influência sobre ele. Enquanto o outro reino, o reino de Israel, permitiu que a idolatria dos dias de Acabe e Jezabel dominasse o reino, o rei de Judá, Josafá, ao contrário, desfez e mandou quebrar os altares construídos nos montes aos deuses pagãos. Ele entendeu de início que o seu reino prosperaria se voltasse a servir a Deus. Então ele enviou seus príncipes por todas as terras do reino de Judá para ensinarem ao povo acerca do Deus de Israel mediante a obediência e o respeito à Lei e aos mandamentos do Senhor. Para tirar o povo da crise económica e espiritual, Josafá cria fortemente que só haveria uma reforma verdadeira e segura se o povo voltasse a reconhecer a soberania de Deus. Seus príncipes, sacerdotes e levitas se dedicaram a visitar todos os lugares do reino ensinando a Palavra de Deus.

Prosperidade de Josafá no Reino de Judá
No terceiro ano de seu reinado, Josafá estabeleceu um sistema para administrar a justiça em todos os lugares de Judá. Para tal empreendimento, visando estabelecer ordem no reino, ele nomeou juízes capazes para julgar as causas do povo em todo o reino. Eram pessoas de confiança do rei, as quais deveriam administrar a justiça sem temor, sem favores nem suborno.

Josafá levou o avivamento ao coração do povo por meio do ensino do “livro da Lei”. Principalmente, os levitas e sacerdotes de Jerusalém deveriam cumprir essa missão. De cidade em cidade, aos sábados, especialmente, eles reuniam o povo nas praças. Como não havia sinagogas nem templos fora de Jerusalém, esses comissionados do rei iam às praças e ensinavam ao povo acerca dos seus deveres para com Deus, com o próximo e com o reino, com a garantia da bênção de Deus. Essa ação promoveu um grande avivamento espiritual no coração do povo. Deus honrou a Josafá, e um grande exército — com aproximadamente 700 mil homens valentes — estava à disposição para defender a sua terra e o reino. Temos a tendência de diminuir nossa devoção ao Senhor quando gozamos de prosperidade, quando não falta dinheiro no bolso, quando temos saúde abundante, quando tudo está aparentemente em paz. Muitos líderes em seus sucessos se esquecem de buscar ao Senhor e passam a agir por conta própria, sem consultar nem depender de Deus. Josafá começou a agir com atitude independente e começou a errar.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Josafá
Ele foi contemporâneo de Acabe, Acazias, e Jorão de Israel. Fez uma aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de Acabe e Jezabel (2Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei.
No terceiro ano do seu reinado, ele conduziu algumas reformas para melhorar a situação religiosa, instruindo pessoalmente o seu povo e enviando levitas com os livros da lei para ensinar nas cidades de Judá (2 Cr 17.7-9). Os filisteus e os árabes lhe pagavam tributos (vv.10,11), e ele mais tarde fortificou as cidades de seu reino.
Durante os últimos cinco anos de seu reinado, Josafá teve seu filho Jeorão reinando junto a si (2 Rs 8.16 com 1.17). Josafá morreu com sessenta anos de idade, e foi sepultado na cidade de Davi (1 Rs 22.50)” (Dicionário Bíblico Wycliff. 1ª Ed. RJ: CPAD, 2009, pp.1088-1089).

AMEAÇAS ENFRENTADAS POR JOSAFÁ


A Perigosa Aliança Feita com Acabe
Ainda nos dias de Acabe, rei de Israel — um rei que trouxe desgraça para o povo de Deus porque não temia ao Senhor — , o rei Josafá, desejando que houvesse paz entre os dois reinos, faz uma aliança com a casa de Acabe. Josafá e Acabe negociam o casamento de Jorão, filho de Josafá, com a filha de Acabe e Jezabel, chamada Atalia. Jezabel tinha uma forte influência sobre seu marido, Acabe, e, naturalmente, sobre seus filhos. Não foi diferente com Atalia, que preferia os deuses fenícios ao Deus de Israel. Nessa aliança, Acabe e Josafá entraram em guerra contra os tiros a fim de tomar a Ramote-Gileade. Acabe tramou um plano pernicioso para que Josafá fosse morto e ele levasse a fama da guerra. Nesse tempo, enquanto estão na guerra, Atalia, mulher de Jorão, toma posse do trono de Judá, levando Israel à apostasia por seis anos. Quando Josafá volta ao seu lugar no reino de Judá, entendeu o perigo do jugo desigual com os incrédulos.
Josafá deixou de buscar ao Senhor e passou a agir por si mesmo, confiado apenas na sua capacidade de governante. Por outros interesses, fez aliança com Acabe, que era um rei perverso e sem o menor temor de Deus no seu coração. Essa aliança não agradou ao Senhor porque punha o seu povo em perigo. Essa aliança foi selada com o casamento com a filha de Acabe, um parentesco que lhe traria derrota moral, física e espiritual.

Repreensão de Deus por meio do Profeta Jeú
Josafá, sem consultar a Deus, fez uma aliança com Acabe, rei de Israel. Foi uma aliança militar que produziu uma derrota para ambos os reinos. Deus levantou ao profeta Jeú, que condenou a aliança com Acabe, um rei inimigo de Deus e do povo de Israel. Mas Deus conhecia o coração de Josafá e sabia que havia temor, a despeito da atitude precipitada que havia tomado na aliança que fez com Acabe. Por isso, a ira de Deus foi desviada de Josafá, porque este havia resgatado o verdadeiro culto a Jeová. Josafá resgatou a ordem de justiça na terra de Judá, e um novo sentimento de segurança nas famílias, de justiça, de prosperidade material e espiritual passou a dominar o coração do povo. Depois da repreensão, Josafá humilha-se perante o Senhor e, além das reformas estruturais no governo das cidades de Judá, restabelece o lugar de Deus na vida do povo.


Josafá Enfrenta Ameaças contra o seu Reino
Em meio às mudanças positivas que Josafá realizou em seu reino, surge uma crise política externa provocada pelos moabitas, que declararam guerra contra Judá. A informação chegou a Jerusalém de que um forte exército estava marchando para a cidade santa. Foi uma terrível notícia, e, então, Josafá convoca o povo para um jejum nacional com oração a Deus para o Senhor interferisse naquele ataque de Moabe.
Um pouco antes desse ataque dos moabitas contra Judá, conforme está descrito no capítulo 18, Acabe e Josafá firmam uma aliança contra os moabitas e amonitas. Eles partiram para a guerra contra esses povos, e a batalha foi trágica em Ramote-Gileade da Síria. Nessa batalha, Acabe foi ferido (2 Cr 18.33,34). Acabe tramou uma situação em que Josafá viesse a ser morto, mas os amonitas e moabitas viram que Josafá não era Acabe, por isso, não o mataram (1 Rs 22.1-38; 2 Cr 18.28-32). Sem dúvida, o Senhor o protegeu. Por essa razão, Josafá foi repreendido pelo profeta Jeú, principalmente pelo fato de ter-se aliado com Acabe (2 Cr 19.1,2).
Visto que estava seguro de que suas fronteiras eram bem protegidas e não corriam o risco de serem ultrapassadas, Josafá se descuidou. Os amonitas, os edomitas e os moabitas uniram forças para invadir Judá cruzando o Mar Morto em direção a En-Gedi com muitos soldados, cavalos e armas de guerra. Então, Josafá, consciente do erro que havia cometido na sua aliança com Acabe, entendeu que Jeová, o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de seu povo, poderia salvá-lo, bem como ao povo de Judá, de serem destruídos pelo inimigo.

ATITUDES VITORIOSAS PARA ENFRENTAR AS AMEAÇAS
Josafá precisou agir rápido, com atitudes que fossem capazes de mudar o estado de espírito do povo, que estava assustado com a aproximação de um grande exército formado com aliados inimigos do reino de Judá. Essas atitudes requeriam a união de todo povo, e todas as famílias responderam positivamente ao apelo do rei.


Josafá Propõe ao Povo Invocar o Nome do Senhor
Josafá, mediante a ameaça dos moabitas, convocou o povo em jejum e oração juntamente com ele. Na sua oração, Josafá reconhece a soberania de Deus sobre todas as coisas e como sendo o único que poderia intervir naquela situação (2 Cr 20.6-12). Jejum e oração são dois ingredientes eficazes para solucionar o problema. Todo o povo de Judá sabia e, reunido numa demonstração de fé e confiança em Deus, aceitou o pedido do rei Josafá de clamar pelo Senhor em seu socorro. Era uma nação inteira buscando a Deus. Nossa nação brasileira está vivendo uma de suas maiores crises, que abrange a todos econômica e moralmente, porque a mentira, o engano e a incredulidade campeiam as mentes. É tempo de as igrejas se unirem para orar e jejuar pedindo a intervenção divina. A prática do jejum e da oração quase não mais existe, e os cristãos estão à mercê dessa tragédia moral e espiritual na nossa nação. Nenhum cristão verdadeiro duvida do poder da oração. Aquela atitude do rei Josafá significa um ato de humilhação nacional em total dependência de Deus. Era a admissão de culpa e a intenção de alcançar a misericórdia e o socorro divino para aquela situação inevitável. O povo atendeu ao apelo do rei Josafá, começando ali um grande avivamento espiritual na vida de todos. Não há crise que não possa ser vencida quando confiamos no Senhor. Davi, em um dos seus cânticos disse: “Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus” (SI 20.7).

Nos grandes desafios da igreja atual, quando ameaçada por circunstâncias materiais, morais e espirituais, as soluções espirituais têm sido menosprezadas por soluções meramente humanas. É tempo de restaurar a invocação ao nome do Senhor! Jejum e oração são práticas raras nos tempos modernos, mas sempre estiveram na experiência dos grandes servos de Deus (2 Co 6.5). Jesus declarou que aquela casta de demónios que dominava um pobre homem só seria expelida “pela oração e pelo jejum” (Mt 17.21).


Deus Fez o Povo Ouvir a Voz Profética de Jaaziel
Mesmo em meio à crise, Deus sempre tem alguém que ouve a sua voz e se torna voz profética para o seu povo. Foi o que Deus fez em Judá. No meio do povo de Deus sempre haverá espaço para ouvir a palavra do Senhor por meio de seus profetas. O Senhor não falava só nos tempos históricos, mas ainda fala pelo “dom da profecia” na sua igreja, porque cremos na atualidade dos dons espirituais. Deus levantou Jaaziel, que profetizou para o povo e levantou o ânimo de todos. Na palavra profética, Deus disse que o seu povo não entraria em guerra, com estas palavras: “Nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém; não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco” (2 Cr 20.17). Na peleja contra o inimigo de nossas almas precisamos confiar no Senhor. Temos dois modos de ouvirmos a voz profética em nossos dias. Aquele que profetiza mediante a inspiração da palavra pregada e ensinada, bem como mediante o dom do Espírito, quando o profeta ouve de Deus e transmite à igreja a mensagem divina (Ef 4.11; 1 Co 12.10). Precisamos de um avivamento capaz de reativar os dons espirituais na igreja.

O Povo Foi Estimulado a Louvar e Adorar ao Senhor
O rei Josafá não teve dúvida da voz profética de Jaaziel (2 Cr 20.15). Desde o rei até ao mais simples súdito do reino, todos aceitaram a mensagem de Deus e começaram a adorar e a louvar ao Senhor (2 Cr 20.18,19). Os levitas, não só os que serviam nos sacrifícios, mas aqueles que tinham a missão da adoração e do louvor, começaram a louvar ao Senhor pela sua majestade santa, pela sua benignidade eterna. Houve grande júbilo e a certeza da vitória que o Senhor daria ao seu povo. O louvor, quando ministrado de forma a reconhecer a soberania divina, tem o poder de abrir portas na presença de Deus. Quando o povo começou a adorar a Deus, Josafá acalmou seu coração porque entendeu que o Senhor cumpriria a sua palavra e nenhuma família se perderia. Quando os exércitos inimigos se aproximaram de Jerusalém e ouviram o som dos louvores, diz a bíblia que começaram a cair em emboscadas e se destruírem uns aos outros, sem que ninguém do povo judeu precisasse fazer qualquer coisa. Os exércitos inimigos foram desbaratados porque Deus os confundiu (2 Cr 20.24).

Josafá e todo o povo de Israel descobriram que as nossas batalhas sem o Senhor na direção significam tragédia. Quando reconheceram a soberania de Deus para fazer o impossível, não tiveram mais dúvidas: só o Senhor é capaz de nos dar vitória para fazer valer sua palavra sobre nós. O povo de Judá e o seu rei aprenderam a colocar Deus no seu verdadeiro lugar como Senhor e Rei soberano, e o fizeram mediante o louvor e a adoração. Deus impediu que os inimigos entrassem em Jerusalém confundindo-os e, por isso, o povo de Judá demonstrou gratidão a Deus pela vitória que o Senhor lhes concedeu.

CONCLUSÃO
A história de Josafá é uma história de proezas políticas, econômicas e espirituais porque tinha como referencial o seu pai Asa. Como homem, teve suas falhas, mas seu coração ainda estava com o temor a Deus. Soube pedir perdão ao Senhor e arrepender-se quando errava, e Deus se agrada de um coração contrito. Os fatos da história de Josafá se constituem modelo para quem quer superar crises. Ele buscou ao Senhor e reconheceu a soberania divina para solução de seus problemas, louvando e adorando ao Senhor.

A oração e o louvor a Deus constituem a arma secreta do crente na luta contra o Inimigo.

Fonte:
Lições Bíblicas - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Livro de Apoio - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Revista Ensinador Cristão-nº68
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé
Dicionário Wycliffe

Sugestão de leitura:

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