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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A FÉ - por A.W.Tozer

“A fé”, disseram os primeiros luteranos, “é algo perturbador”.

A Martinho Lutero dá-se o crédito, sob a orientação de Deus, de ter redescoberto a doutrina bíblica da justificação pela fé. A ênfase de Lutero na fé como a única forma de alcançar a paz do coração e a libertação do pecado deu uma nova injeção de vida à Igreja que estava em decadência e promoveu a Reforma.

Grande parte disso não passa de história. Não se trata de uma questão de opinião, mas de um simples fato. Qualquer pessoa pode verificá-lo.

No entanto, algo aconteceu à doutrina de justificação pela fé como ensinada por Lutero. O que aconteceu não é tão fácil de ser descoberto. Não é questão de um simples fato, uma simples afirmativa ou negativa, uma explicação óbvia. É mais difícil de compreender do que isto, e muito mais difícil de se chegar a uma conclusão; mas o que aconteceu é tão sério e tão importante que mudou ou está em via de mudar toda a perspectiva evangélica.

Se persistir, poderá muito bem virar o Cristianismo às avessas e substituir por completo a fé dos nossos pais. E a revolução espiritual como um todo parecerá tão gradativa e tão inocente que dificilmente será percebida.

Qualquer pessoa que combatê-la será acusada de lutar com lanças contra os moinhos de vento, como Dom Quixote. A fé que Paulo e Lutero tinham foi algo revolucionário. Causou uma reviravolta na vida do indivíduo e o transformou em uma pessoa completamente diferente.

Agarrou-se à vida e a trouxe para a obediência a Cristo. Pegou sua cruz e veio após Jesus sem intenção de recuar. Despediu-se de seus velhos amigos tão certo quanto Elias quando entrou no carro de fogo e partiu em um redemoinho. Havia uma finalidade nisso.

Trancou-se no coração de um homem como uma armadilha; aprisionou-o e, daquele momento em diante, tornou-o um servo feliz e amoroso de seu Senhor. Converteu a terra em um deserto e desvelou o céu diante da alma fiel. Tornou a alinhar todas as ações da vida e as ajustou de acordo com a vontade de Deus.

Colocou aquele que a possuía em um pináculo de verdade, de cuja posição ele observava tudo que aparecia em seu campo de experiência. Fez do homem um ser pequeno, de Deus, um ser grande, e de Cristo, um ser inexplicavelmente precioso. Todas estas coisas e outras aconteceram a um homem quando este recebeu a fé que justifica.

Veio a revolução, calmamente, e, sem dúvida, a palavra “fé” foi compreendida por outra perspectiva. Aos poucos, todo o significado da palavra mudou do que tinha sido para o que é neste momento. E a mudança foi tão insidiosa que dificilmente uma voz se levantou para advertir contra ela. No entanto, as trágicas consequências estão à nossa volta.

A fé agora não significa outra coisa senão uma passiva submissão moral à Palavra de Deus e à cruz de Jesus. Para exercitá-la, temos apenas de nos colocar de joelhos e concordar balançando a cabeça com os ensinamentos de cunho pessoal de um obreiro sobre a salvação da nossa alma.

O efeito geral é bem parecido com aquele que as pessoas sentem após se consultarem com um bom e sábio médico. Elas saem de tal consulta se sentindo extremamente bem e, ao mesmo tempo, com um sorriso um pouco tímido para pensar em quantos temores tinham com relação à sua saúde quando, na verdade, não havia nada errado com elas.

Precisavam apenas de um descanso. Uma fé como esta não perturba as pessoas. Ela as conforta. Não desloca a junta de sua coxa para que fiquem mancas; ao contrário, ela as ensina a praticar exercícios naturais e melhora sua postura. A face de seu ego é lavada, e sua autoconfiança, não se permite abater.

Tudo isso elas conseguem, mas não recebem um novo nome como Jacó nem caminham mancando para a luz eterna. “Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel” (Gn 32.31).

Este era Jacó – ou melhor, Israel, pois o sol, sentindo-se envergonhado, não brilhou muito sobre ele. Contudo, gostava de descansar sobre a cabeça do homem a quem Deus transformara. Esta geração de cristãos precisa ouvir novamente a doutrina da virtude perturbadora da fé.

É preciso dizer às pessoas que a religião cristã não é algo com que se pode brincar. A fé em Cristo prevalecerá ou não haverá nada para fazer com o homem. Ela não se entregará à experimentação. Seu poder não pode alcançar homem algum que esteja planejando um caminho alternativo no caso de as coisas ficarem difíceis para ele.

O único homem que pode ter certeza de que tem a verdadeira fé bíblica é aquele que se coloca em uma posição em que não há como recuar. Sua fé resultou em um compromisso eterno e irrevogável e, por mais forte que seja a tentação, ele sempre responderá: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68).

Fonte: Extraído do clássico Verdadeiras Profecias. Para uma alma em busca de Deus - Série Riquezas de Cristo – A. W. Tozer - editora dos clássicos

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Como provar os Espíritos - por A.W.Tozer

"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus,..." 1 João 4:1

Estes são os tempos que provam a alma dos homens. O Espírito afirmou expressamente que nos últimos dias alguns se desviariam da fé, atendendo a espíritos sedutores e doutrinas de demônios; falando mentiras com hipocrisia; tendo a consciência cauterizada a ferro quente.

Esses dias estão sobre nós e não podemos fugir deles; devemos triunfar em meio aos homens, pois essa é a vontade de Deus para nós. Por estranho que pareça, o perigo é maior hoje para os cristãos fervorosos do que para os mornos e os complacentes. Aquele que busca as melhores coisas de Deus está sempre disposto a ouvir quem quer que ofereça um caminho pelo qual possa alcançá-las.

Ele aspira por uma nova experiência, uma visão elevada da verdade, uma operação do Espírito que o faça transcender o nível apático da mediocridade religiosa que o circunda, e por esta razão está pronto a dar atenção a tudo que é novo e maravilhoso em matéria de religião, especialmente se for apresentado por alguém cuja personalidade seja atraente e que possua fama de grande santidade.

O Senhor Jesus, esse grande Pastor das ovelhas, não deixou seu rebanho à mercê dos lobos. Ele nos deu as Escrituras, o Espírito Santo e um poder natural de observação, e espera que façamos uso constante deles. “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”, disse Paulo (1 Ts 5:21). “Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora” (1 Jo 4:1). “Acautelai-vos dos falsos profetas”, advertiu o Senhor, “que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7:15).

A seguir acrescentou as palavras pelas quais eles podem ser testados: “Pelos seus frutos os conhecereis”. Fica claro então que não só surgirão falsos espíritos, pondo em risco nossa vida cristã, como também eles podem ser identificados e conhecidos pelo que são. Como é natural, uma vez que saibamos a sua identidade e conheçamos as suas artimanhas, o poder de nos prejudicar fica anulado. “Pois debalde se estende a rede à vista de qualquer ave” (Pv 1:17).

Minha intenção é estabelecer um método pelo qual possamos provar os espíritos e todas as coisas religiosas e morais que se nos apresentem ou nos sejam oferecidas por alguém. Ao tratar desses assuntos, devemos ter em mente que nem todas as fantasias religiosas são obra de Satanás. A mente humana é capaz de muitos atos nocivos sem qualquer ajuda do diabo. Alguns têm positivamente a especialidade de confundir-se e irão tomar a ilusão por realidade em plena luz, com a Bíblia aberta diante deles.

Pedro pensava nisso quando escreveu: “O nosso amado irmão Paulo já falou com grande sabedoria acerca destas mesmas coisas em muitas das suas cartas. Algumas explicações dele não são fáceis de entender, e há pessoas intencionalmente ignorantes que sempre estão pretendendo alguma interpretação fora do comum; eles torceram as cartas dele de todos os lados, para significarem uma coisa completamente diferente daquilo que ele queria dizer, tal como fazem com as outras partes das Escrituras, mas o resultado é a ruína deles” (2 Pe 3:15-16).

Acho pouco provável que os confirmados apóstolos da confusão venham a ler o que está escrito aqui ou que tirassem grande proveito caso o fizessem; mas existem muitos cristãos sensatos que foram desviados, mas mostraram suficiente humildade para admitir seus erros e estão agora prontos a voltar para o Pastor e Bispo de suas almas. Esses podem ser resgatados dos caminhos falsos.

Mais importante ainda, existem sem dúvida inúmeras pessoas que não deixaram o caminho verdadeiro mas querem uma regra mediante a qual possam provar tudo e provar a qualidade do ensino e experiência cristãs quando entram em contato com elas, dia após dia, em sua vida ocupada. Para indivíduos assim vou contar um pequeno segredo que venho usando há muitos anos para testar minhas próprias experiências espirituais e impulsos religiosos.
Em resumo, o teste é este: Essa nova doutrina, esse novo hábito religioso, essa nova visão da verdade ou experiência espiritual — de que forma afetou minha atitude com relação a Deus e minha comunhão com Ele, com Cristo, com o Espírito Santo, comigo mesmo, com outros cristãos, com o mundo e o pecado?

Com este teste, composto de sete elementos, podemos testar tudo quanto pertence à religião e saber, sem sombra de dúvida, se vem ou não de Deus. Pelo fruto se conhece a árvore. Temos então apenas de perguntar a respeito de qualquer doutrina ou experiência: O que isto está fazendo para mim? E saberemos imediatamente se vem do alto ou das profundezas da terra.

Fonte: Extraído do livro Como provar os Espíritos (How to Try the Spirits) - Série Verdades que Transformam – A. W. Tozer - editora dos clássicos

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A heresia entre os Santos - por A.W.Tozer

A Heresia entre os Santos
por A.W.Tozer

A heresia consiste não tanto em rejeitar, mas em selecionar. O herético simplesmente seleciona as partes das Escrituras que pretende enfatizar e deixa de lado o resto. A etimologia da palavra heresia mostra isso, e também a prática do herético prova o fato.

Certo escritor do século XIV alertou os seus leitores no prefácio de um livro:

“Cuidado para não adotar alguma coisa de que você gosta, deixando outra de lado, pois é isso que o herético faz. Mas considere tanto uma coisa como a outra.”

O velho escriba sabia muito bem como somos propensos a adotar as partes da verdade que nos agradam e a desconsiderar as outras partes. E isso é heresia.

Quase todo tipo de seita que conhecemos pratica essa arte de selecionar e desconsiderar. As seitas que afirmam não existir inferno, por exemplo, normalmente enfatizam tudo na Bíblia que parece apoiar a posição delas e subestimam ou explicam a seu modo todas as passagens que tratam do castigo eterno.

Mas faremos bem se dermos uma boa olhada naquilo que nós mesmos fazemos. A tendência para a heresia não está restrita às seitas. Por natureza, todos nós somos heréticos. Nós que nos consideramos doutrinariamente ortodoxos talvez na prática sejamos heréticos de alguma forma. Podemos inconscientemente escolher e dar especial atenção aos textos bíblicos que nos confortam e encorajam e passar por cima dos textos que nos repreendem e alertam. É tão fácil cair nessa armadilha que talvez estejamos nela mesmo sem saber.

Considere por exemplo, uma Bíblia sublinhada. Pode ser uma experiência esclarecedora espiar uma delas às vezes e ver como o dono grifou quase apenas as passagens que o consolam ou que apoiam os seus pontos de vista doutrinários.

Em geral, gostamos dos versículos que nos tranquilizam e nos esquivamos daqueles que nos perturbam.
Sem dúvida, Deus nos acompanha até onde pode nessa forma deficiente e unilateral de tratar as Sagradas Escrituras, mas ele não pode agradar-se dessa nossa maneira de agir. Nosso Pai Celestial se agrada de ver-nos desenvolver e crescer espiritualmente. Ele não deseja que vivamos com uma dieta unicamente de coisas doces.

Ele nos dá Isaías 41 para nosso encorajamento, mas também nos dá Mateus 23 e o livro de Judas, e espera que leiamos isso tudo. O capítulo oito de Romanos é uma das passagens mais encorajadoras de toda a Bíblia, e a sua aceitação por parte de todos é bem merecida; mas nós precisamos também da Segunda Epístola de Pedro, e não deveríamos deixar de lê-la. Quando lemos as epístolas de Paulo, não devemos parar nas seções doutrinárias, mas precisamos avençar, lendo as saudáveis exortações que vêm depois e meditando nelas. Não devemos parar em Romanos 11; o resto da epístola também é importante e, se queremos tratar nossa alma corretamente, temos de dar-lhe a mesma atenção que demos aos primeiros dez capítulos.

Em suma, a saúde da nossa alma requer que consideremos a Bíblia toda como ela é e permitamos que ela faça a sua obra em nós.

Não podemos ser seletivos com algo tão importante como a Palavra de Deus e nosso próprio futuro eterno.


Sugestão de leitura:

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

A. W. Tozer - Biografia

A. W. Tozer

Aiden Wilson Tozer - 21 de Abril de 1897 / 12 de Maio de 1963

Um Ministério com profunda base na Oração!
"A maneira como um homem ora mostra como ele é"

Conhecido como: um profeta do século XX

Sua frase: “Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite.”

Esta afirmação do Dr. A. W. Tozer resume perfeitamente a sua crença e o que ele tentou realizar durante seus anos de ministério. Sua pregação e seus livros concentraram-se inteiramente em Deus. Ele não tinha tempo para mercenários religiosos que inventavam novas formas para promover suas mercadorias e subir nas estatísticas. Tozer marchou ao ritmo de uma batida diferente e, por esta razão, normalmente não acompanhava os passos de muitas das pessoas que participavam de desfiles religiosos.

No entanto, foi esta excentricidade cristã que nos fez amá-lo e apreciá-lo. Ele não tinha receio em apontar o que era errado. Nem hesitou em dizer como Deus poderia endireitar todas as coisas. Se é que um sermão pode ser comparado à luz, então, A. W. Tozer emitia raios laser do púlpito, um feixe de luz que penetrava o nosso coração, exauria nossa consciência, expunha nossos pecados e nos fazia clamar: “O que devo fazer para ser salvo?” A resposta era sempre a mesma: entregar-se a Cristo; procurar conhecê-lo de forma pessoal; crescer para tornar-se como Ele.

Aiden Wilson Tozer nasceu em Newburg (naquele tempo conhecida como La Jose), Pensilvânia, Estados Unidos, em 21 de abril de 1897. Em 1912, sua família deixou a fazenda e foi para Akron, Ohio; e, em 1915, ele se converteu a Cristo. No mesmo instante passou a levar uma vida fervorosa de devoção e testemunho pessoal. Em 1919, começou a pastorear a Alliance Church, em Nutter Fort, West Virginia. Também pastoreou igrejas em Morgantown, West Virginia; Toledo; Ohio; Indianapolis, Indiana; e, em 1928, foi para a Southside Alliance Church, em Chicago. Ali, ministrou até novembro de 1959 (30 anos como Pastor), quando tornou-se pastor da Avenue Road Church, em Toronto, no Canadá. Um ataque cardíaco, em 12 de maio de 1963, pôs fim àquele ministério, e Tozer foi chamado para a Glória.

Em 1950, o Wheaton College concedeu a Tozer o título honorário de Doutor em Letras. Dois anos mais tarde, ele recebeu um título de L.L.D. do Houghton College, em Nova York.

Uma carreira (liderando congregações) de 44 anos frutíferos!

Tozer alcançou um número maior de pessoas por intermédio de suas obras do que por suas pregações. Grande parte do que escreveu era refletido na pregação de pastores que alimentavam a alma com as palavras de Tozer. Em maio de 1950, foi nomeado editor de The Alliance Weekly, agora conhecida como The Alliance Witness, que provavelmente foi a única revista religiosa a ser adquirida graças, sobretudo, aos seus editoriais. Certa vez, o Dr. Tozer, em uma conferência na Evangelical Press Association (Associação da Imprensa Evangélica), censurou alguns editores que praticavam o que ele chamava de “jornalismo de supermercado” – duas colunas de propagandas e uma nota de material para leitura. Era um escritor exigente e tão duro consigo mesmo quanto com os outros.

O que há nas obras de A. W. Tozer que nos prende a atenção e nos cativa? Primeiro, ele escrevia com convicção. Não estava interessado nos cristãos superficiais de Atenas que estavam à procura de algo novo. Tozer mergulhou novamente nas antigas fontes e nos chamou de volta às veredas do passado, tendo plena convicção e colocando em prática as verdades que ensinava.

Suas pregações e seus escritos caracterizam-se como extensões de sua vida de oração.

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Viveu um vida simples e não-materialista, ele e sua esposa, Ada Cecelia Pfautz, não possuía carro, preferindo viajar de ônibus e trem. Mesmo depois de se tornar um autor cristão bem conhecido, Tozer cedeu grande parte de seus direitos para aqueles que estavam em necessidade.

Tozer foi pai de sete filhos, seis meninos e uma menina.

Tozer um homem profundamente espiritual em uma época pragmática e materialista. Seu convite continua: nos convida a ver aquele verdadeiro mundo das coisas espirituais que transcendem o mundo material que tanto nos atraem. Suplica para que agrademos a Deus e nos esqueçamos da multidão. Nos implora que adoremos a Deus de modo que nos tornemos mais parecidos com Ele. Como esta mensagem é desesperadamente necessária em nossos dias!

A. W. Tozer recebeu a dádiva de compreender uma verdade espiritual e erguê-la para a luz para que, como um diamante, cada faceta fosse observada e admirada. Ele não se perdeu nos pântanos da homilética; o vento do Espírito soprava e ossos mortos reviviam. Suas obras eram como graciosos camafeus cujo valor não se avalia por seu tamanho. Sua pregação se caracterizava pela intensidade espiritual que penetrava no coração do ouvinte e o ajudava a ver Deus. Feliz é o cristão que possui um livro de Tozer à mão quando sua alma está sedenta e ele sente que Deus está longe.

Tozer, em suas obras, nos entusiasma tanto sobre a verdade que nos esquecemos de Tozer e tratamos de pegar a Bíblia. Ele mesmo sempre dizia que o melhor livro é aquele que faz o leitor parar e pensar por si mesmo. Tozer é como um prisma que concentra a luz e depois revela sua beleza.

Apesar de não ter frequentado seminário, seu amplo conhecimento bíblico, o forte impacto de sua pregação e a prolífica criação literária (escreveu mais de 40 livros) renderam-lhe a concessão de dois doutorados honorários. Tozer é reputado entre os maiores pregadores de todos os tempos.

Obras clássicas mais conhecidas: The Pursuit of God   e   The Knowledge of the Holy. Obras que impressionam o leitor a possibilidade e necessidade de aprofundar o seu relacionamento com Deus.

Seu epitáfio descreve: "A W Tozer - A Man of God"

Fonte: (Adaptado da Introdução do livro O Melhor de Tozer, vol. 2. © Editora dos Clássicos, 2001.); Bíblia com anotações A.W.Tozer- CPAD

Usa-nos Senhor! "Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus;" I Coríntios 2.12
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