Membros / Amigos

Conheça mais de nossas Postagens

Research - Digite uma palavra ou assunto e Pesquise aqui no Blog

Mostrando postagens com marcador Teologia da Prosperidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teologia da Prosperidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Ética Cristã e Vida Financeira

“Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?” Is 55.2a


Ética Cristã e Vida Financeira

O Brasil viveu no “olho do furacão” com a crise financeira que se abateu sobre nossa nação. Segundo especialistas econômicos, o país esteve à beira de quebrar. Como tudo na vida, uns acreditam, outros não, terceiros não levam muito a sério. Mas independente de crenças políticas, ou de ideias mais heterodoxas, há um momento em que a realidade econômica se impõe. Infelizmente, muitos só conseguem despertar quando só restam medidas radicais para serem tomadas. Só acordam quando percebem que não conseguem comprar mais nada. Não conseguem crédito. O dinheiro não dá mais para assumir as responsabilidades básicas. Sentimentos de vergonha, de indignação e de stress passam a dominar a pessoa. O caos está instalado.

Esta lição é a oportunidade que temos de trazer consciência econômica aos alunos. Mas sabemos que esta não é uma tarefa fácil, pois o nosso público é adulto, a maioria possui uma consciência formada, o que se torna difícil a aceitação de mudanças de hábitos. Mudar costumes financeiros, então, é bem difícil. Entretanto, o melhor que temos a fazer é expor a teologia da vida equilibrada que o primeiro tópico da lição nos apresenta. Palavras como “equilíbrio”, “sobriedade”, “maturidade”, “domínio próprio” precisam ser trabalhadas com profundidade. Tais palavras trazem consigo o princípio bíblico de uma vida madura em Cristo. Nas epístolas do apóstolo Paulo esses princípios são trabalhados teologicamente de forma muito habilidosa. Nelas, o apóstolo nos faz lembrar que estamos peregrinando no caminho da jornada cristã com o objetivo de sermos aperfeiçoados e “para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12).

O nosso objetivo, portanto, deve ser este: convencer os irmãos, seguidores de Jesus Cristo, a viver uma vida sóbria, equilibrada e consciente. Ora, se uma pessoa está com a glicose muito alta, o que ela deve fazer? Equilibrar a taxa da glicose. Mas como? Tomando, em alguns casos, a medicação adequada (segundo a prescrição médica) e cortando o açúcar e os alimentos que se transformam em glicose em nosso organismo. Se a pessoa está com hipertensão arterial, o que deve ser feito? Controlar imediatamente a pressão. Mas como? Tomando a medicação adequada (segundo a prescrição médica) e evitando os alimentos que alteram a pressão arterial. Na vida financeira, o princípio é radicalmente o mesmo: é preciso mudar os hábitos, ou o caos estará instalado. Boa aula!

As finanças do crente devem ser bem administradas para ele garantir o sustento da família, contribuir na manutenção da igreja local e ajudar o próximo.

Leitura Bíblica -  1 Crônicas 29.10-14;  1 Timóteo 6.8-10

O Senhor é o nosso provedor. Sem Ele não teríamos nada, por isso, precisamos administrar com temor e sabedoria os bens que tem nos concedido. Somos mordomos dEle e em breve teremos que prestar contas de tudo o que recebemos nesta vida (Rm 14.12).

O nosso país está enfrentando uma grave crise econômica, que tem gerado desemprego e dificuldades financeiras em todos os setores e esferas da sociedade. Por isso, é preciso muita sabedoria para que as nossas finanças não sejam afetadas e possamos honrar com nossos compromissos. Deus é bom e podemos esperar nEle, mas isso não significa que não tenhamos que ter um planejamento financeiro a fim de consumir de forma consciente. O consumismo exagerado tem levado muitos crentes ao caos financeiro. É preciso ter cuidado e não se deixar levar pelo apelo consumista da mídia.


O Senhor é fonte de toda riqueza, tanto a prata quanto o ouro lhe pertencem (Ag 2.8). As posses e os bens são concedidos ao homem por meio do nosso Deus. Cada um prestará contas daquilo que recebeu para administrar (Rm 14.12), inclusive no quesito financeiro (Mt 25.19). Nas Escrituras, o trabalho enobrece o homem, sendo este o único meio digno de sobrevivência (Gn 3.19). Apesar dessa assertiva bíblica, durante a Idade Média, os que escolhiam trabalhar para conseguir sustento eram considerados cristãos de segunda classe e a espiritualidade monástica do período medieval, em geral, considerava o trabalho degradante (MCGRATH, 2012, p. 331).

Essa ideia deturpada do trabalho perdurou até a Reforma Protestante, em 1517. Somente após o movimento protestante é que houve uma mudança de paradigma na conceituação do trabalho. Quem trabalhava era somente a plebe ou o proletariado, enquanto a nobreza e também o clero sobejavam em benefícios e regalias e eram sustentados pelos altos impostos infligidos aos trabalhadores. Com a Reforma, o protestantismo desenvolveu “a concepção de que o trabalho é uma vocação divina, a qual foi dada a cada ser humano como instrumento de determinação de amor ao próximo, no sentido de que, cumprindo a vocação, a pessoa humana serve a seu semelhante” (OLIVEIRA, 2009, p. 174).

A teologia protestante inverteu o antigo ponto de vista católico e medieval. De uma percepção do trabalho como algo humilhante para um meio dignificante e glorioso de louvar a Deus em sua criação e por intermédio dela (MCGRATH, 2012, p. 332). O trabalho passou a ser entendido como um meio digno e desejado de sustentar a família, erradicar a pobreza e a miséria, bem como uma oportunidade de exercer o amor aliviando a dor e a fome do próximo, e ainda uma maneira de propiciar a manutenção do Reino de Deus na terra.

I. UMA TEOLOGIA PARA A VIDA FINANCEIRA

O equilíbrio financeiro que foge dos extremos da riqueza e da pobreza possibilita uma vida desprovida de preocupações desnecessárias. Os que se dedicam de modo desordenado em busca do enriquecimento são traspassados de muitas aflições (1 Tm 6.9,10) e, no outro extremo, os que negligenciam suas finanças estarão fadados a uma vida de miséria (Pv 28.19).

1. Vida Financeira Equilibrada

No livro de Provérbios estão registradas as palavras de Agur (Pv 30.1). Ele fez dois pedidos ao Senhor, os quais almejava usufruir antes de sua morte (Pv 30.7). Seu primeiro pedido era por uma vida íntegra, livre da vaidade e da falsidade (Pv 30.8a). Na segunda petição, Agur desejou uma vida financeira equilibrada. Ele rogou: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza” (Pv 30.8b). O motivo desse segundo pedido é explicado em seguida: “para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus” (Pv 30.9). Agur desejava dinheiro suficiente para uma vida digna que não o levasse a pecar. Ele não queria muito dinheiro para evitar a soberba, mas também não queria que faltasse para não ser desonesto. Nesse propósito, ele aspirava apenas à porção necessária para cada dia (Pv 30.8c). E foi exatamente assim que Cristo nos ensinou a pedir: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11).

A Prosperidade na Bíblia

Desde o início, Deus tem prometido prosperidade ao seu povo. Tudo começou com Abrão, que habitava em Ur dos caldeus, quando o Senhor lhe falou: “Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (Gn 12.1,2). As Escrituras asseveram que Abraão creu na promessa que Deus lhe fizera, e isso lhe foi imputado como justiça (Rm 4.3). Portanto, a prosperidade é algo bíblico, está nas Escrituras como uma dádiva divina, algo prometido pela palavra do próprio Deus.

Em contrapartida, nas Escrituras “ser próspero” não significa “somente ter posses”, pois a prosperidade unicamente material pode ser danosa. Consciente dessa verdade, o sábio rei Salomão registrou: “Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pv 23.4,5, NVI). Quando Cristo foi interpelado por alguém que requeria intervenção em um caso de herança, o Senhor lhe advertiu severamente: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12.15, NVI). João, ao escrever para Gaio, desejou-lhe prosperidade material e espiritual (3 Jo 1,2). Assim, nossa riqueza deve ser tal qual é próspera a nossa alma.

Saúde financeira

A saúde financeira não depende de quanto ganhamos, mas de como gastamos o que ganhamos. A Palavra de Deus censura a imprudência de quem vive acima de sua capacidade econômica: “O homem sensato tem o suficiente para viver na riqueza e na fartura, mas o insensato não, porque gasta tudo o que ganha” (Pv 21.20, NTLH). Aquele que desobedece a esse princípio acumula dívidas e vive atribulado. Não raras vezes contrai empréstimos para saldar outros empréstimos. Torna-se refém dos altíssimos juros dos cartões de crédito e do cheque especial. Em casos extremos, passa a ser explorado por agiotas que fazem financiamentos com juros abusivos. Compromete sua reputação e seu nome figura como mau pagador nos órgãos de proteção ao crédito. Pela sua insensatez e má administração, quando chega à velhice não tem onde reclinar a cabeça e nem mesmo condições mínimas de viver dignamente. Portanto, para uma vida financeira equilibrada, é preciso bem administrar o orçamento familiar. A prudência ensina calcular todas as despesas e fazer provisões financeiras para evitar o empréstimo e a vergonha (Lc 14.28). Outra salutar medida é não se envolver na aquisição de supérfluos e resistir à tentação de comprar o que não precisa. Aplicar a remuneração naquilo que é indispensável e não gastar o dinheiro naquilo que não é pão (Is 55.2) — aquele que observa esses princípios fica longe das dívidas e escapa da ruína financeira. Será louvado pela sua família, manterá o bom nome e a boa reputação, e, na velhice, poderá desfrutar de uma merecedora e digna aposentadoria.

2. O Perigo do Amor ao Dinheiro

O apóstolo Paulo corrobora que a vida moderada é o melhor caminho para fugir dos laços e tentações das riquezas (1 Tm 6.9,10). A cobiça pelo dinheiro corrompe os homens e os faz desviar da fé. Percebe-se no texto bíblico que o mal não está no dinheiro, e sim no “amor ao dinheiro”. O mal está em perder a comunhão com Deus e passar a depositar a confiança nas riquezas. A Bíblia revela que essa atitude foi empecilho de libertação na vida de muitos, como nos exemplos do jovem rico (Lc 18.23), de Judas Iscariotes (Lc 22.3-6), de Ananias e Safira (At 5.1-5), que valorizaram o dinheiro em detrimento da salvação. Portanto, mesmo que o Senhor nos permita enriquecer, o salmista nos adverte para não pecarmos: “[...] se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Sl 62.10).

Cuidado com a cobiça

O mais perigoso inimigo do homem é ele próprio. A sua própria carne e a natureza pecaminosa que nele habita constituem um inimigo vicioso e enganoso. Existem três espécies de pecado que se encontram na raiz da queda de qualquer cristão: é o amor pelas mulheres (imoralidade sexual); o amor pelo dinheiro (o pecado da cobiça); e o amor por posições (orgulho e apostasia). Comparados com isso os seus inimigos externos são fáceis de combater. A cobiça vem de uma insegurança com relação à provisão de Deus e o amor pelo dinheiro. Em Mateus 6.24, Jesus ensinou sobre dois senhores, dentre os quais devemos escolher um — Deus ou Mamom. Acerca dessa declaração, Mamom é identificado com o nome do deus pagão da riqueza e da prosperidade com gravíssimas implicações:

No Targum (paráfrase aramaica do Antigo Testamento), essa palavra era usada para o lucro desonesto obtido mediante exploração egoística de outra pessoa. O “mamom” da injustiça de Lucas 16.9 corresponde com exatidão a uma frase aramaica que significa “possessões adquiridas com desonestidade. (MOUNCE, 1996, p. 70)

Infelizmente, muitos cristãos têm caído nessa armadilha, apropriando-se daquilo que não é seu. As Sagradas Escrituras esclarecem que a cobiça, ou a avareza, está no amor ao dinheiro. Paulo ensina que a cobiça é pecado de idolatria. Nos textos de Colossenses 3.5 e de Efésios 5.5, avareza e cobiça são sinônimos. Esses termos estão ligados com a ganância de querer ter e ser mais que os outros. Um cristão dominado pela avareza ou pelo desejo de acumular riquezas é insensato e delira em vãos pensamentos, Jesus deixou bem claro que “a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12.15). Lamentavelmente, não são poucos os que acabam se perdendo por causa da cobiça ao dinheiro, bens materiais e posições economicamente compensatórias.

O problema da soberba

Ao escrever aos romanos, o apóstolo dos gentios os advertiu acerca da soberba: “[...] não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos” (Rm 12.16). Os romanos, por viverem na cidade imperial, estavam bem próximos do esplendor da corte e buscavam ocupar certas posições. A exortação paulina os instiga a se acomodarem às coisas simples, deixando de ser convencidos, em vez de lutar na consecução de coisas que eram altas demais para eles (PFEIFFER, 1983, v. 5, p. 56). Matthew Henry considera que “não devemos ambicionar honra e promoção, nem olhar com respeito o fausto e a dignidade do mundo com qualquer valor ou desejos excessivos” (2008, vol. 2, p. 391). Nesse sentido, o problema não está nos altos cargos ou funções, mas no desejo de alguns de serem superiores aos outros.

Não obstante, a orientação bíblica por vezes é negligenciada por aqueles que almejam, por meio do acúmulo das riquezas, alcançar o topo da pirâmide social para vangloriar-se sobre os demais. A respeito desse procedimento, Tiago reprovou o comportamento de alguns crentes que estavam praticando o favoritismo e o elitismo na igreja (Tg 2.1-9). A reprovação de Tiago ainda tem relevância para hoje: “A Igreja não deveria mostrar parcialidade, nenhum interesse com respeito à beleza externa, à riqueza material e ao poder ou à influência da pessoa” (DAVIDS, 1997, p. 79). Muitos conflitos e contendas são gerados na igreja por ações de superioridade praticadas por parcela da membresia. Deus não se recusa em nos abençoar, mas não o fará se a nossa motivação for errada. Não seremos atendidos se o nosso desejo de prosperidade estiver motivado pelo egoísmo e pela soberba (Tg 4.1-3).

II. MEIOS HONESTOS PARA GANHAR DINHEIRO

Ganhar dinheiro não é pecado, e sim uma necessidade indispensável. Trabalhar de modo honesto para o sustento seu e de sua família é uma atitude altruísta. Aqueles que deliberadamente não trabalham e os que sobrevivem de maneira desonesta são reprovados e condenados pelas Escrituras Sagradas.

1. Trabalho e Emprego

Desde a queda no Éden, o homem precisa empregar esforços para obter os bens de que necessita para sobreviver (Gn 3.19a). Assim, o trabalho passou a ser um meio legítimo para prover o sustento. O Senhor Jesus ensinou que “digno é o trabalhador do seu salário” (Lc 10.7, ARA). Quando escreveu aos irmãos em Tessalônica, Paulo enfatizou que o trabalho é um meio digno de ganhar dinheiro (1 Ts 2.9). Porém, no afã de obter o seu salário, o cristão não pode envolver-se com meios ilícitos ou criminosos (Pv 11.1; 20.10) e nem tampouco explorar ou extorquir o seu semelhante (Am 2.6). A responsabilidade individual de trabalhar para o próprio sustento é tão relevante que a Bíblia condena o preguiçoso (Pv 21.25; 22.13) e ainda assevera: “[...] se alguém não quiser trabalhar, não coma também”(2 Ts 3.10).

Conceito de trabalho

A ordem divina para o trabalho tinha sido anunciada antes da queda do homem (Gn 1.28). E por causa dela o processo do trabalho foi dificultado; em razão do pecado, a terra passou a produzir cardos e espinhos (Gn 3.18). Pallister analisa que “ao dar o mandato para trabalhar (Gn 1.28), é natural que Deus tenha querido abranger todo tipo de atividade humana legítima” (2005, p. 79). E, conforme essa compreensão, adota-se o seguinte conceito de trabalho:

Atividade cujo fim é utilizar as coisas naturais ou modificar o ambiente e satisfazer às necessidades humanas. Por isso, o conceito de trabalho implica:

1) dependência do homem em relação à natureza, no que se refere à sua vida e aos seus interesses: isso constitui a necessidade, num de seus sentidos;

2) reação ativa a essa dependência, constituída por operações mais ou menos complexas, com vistas à elaboração ou à utilização dos elementos naturais;

3) grau mais ou menos elevado de esforço, sofrimento ou fadiga, que constitui o custo humano do trabalho. (ABBAGNANO, 2000, p. 964)

Os princípios bíblicos e teológicos que regem a concepção do trabalho vinculam a atividade laboral com a ideia de progresso social, solidariedade e enobrecimento da pessoa humana. Porém, na prática contemporânea, o sociólogo polonês Sygmund Baumann (1925-2017), em seu livro Modernidade Líquida, afirma que “raramente se espera que o trabalho ‘enobreça’ os que o fazem, fazendo deles ‘seres humanos melhores’, e raramente alguém é admirado e elogiado por isso” (BAUMANN, 2001, p. 161). Apesar do ceticismo hodierno, essas ideias não conseguem anular a importância e a contribuição do trabalho na realização do ser humano. Primeiro de maio é a data, no Brasil e em vários países do mundo, reservada para comemorar o Dia do Trabalho. A História da data remonta o ano de 1886, quando milhares de trabalhadores protestaram por melhores condições de trabalho na cidade de Chicago (Estados Unidos).

Meio de vida, e não de morte

O trabalho deve ser executado como um meio de vida, e não de morte. O corpo humano possui limitações que devem ser respeitadas. O excesso de trabalho com carga horária abusiva e funções múltiplas é extremamente prejudicial à saúde. Dias de folga, intervalos para descanso, férias remuneradas e alimentação apropriada ajudam a manter o equilíbrio entre o trabalho e as necessidades vitais do trabalhador. Quando essas orientações são desprezadas, a saúde e a família são os primeiros a ser afetados. Em um mercado de trabalho competitivo, uma considerável parcela de trabalhadores permite que o emprego sugue todas as suas energias e anule a sua vida social, religiosa e familiar. Nesse quesito, as Escrituras orientam a busca do equilíbrio. De um lado somos exortados a trabalhar e fugir da preguiça (Pv 6.6-11), e, de outro, recebemos a instrução de não cometer exageros: “Melhor é uma mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição de espírito” (Ec 4.6). Portanto, o trabalho deve ser algo prazeroso, saudável e dignificante. Não existe mérito algum em se matar de trabalhar.

2. Escolarização e Mobilidade Social

A sociedade é formada por classes sociais. A possibilidade de um cidadão trocar de classe é denominada de “mobilidade social”. Um dos meios disponíveis é a escolarização, ou seja, a educação acadêmica. A escolarização proporciona a capacitação profissional e o acesso a níveis superiores de ensino. Aqueles que alcançam maior escolarização possuem maior probabilidade de encontrar empregos com bons salários, possibilitando a ascensão social. No entanto, o cristão precisa tomar cuidado na busca de seu aprimoramento intelectual para não ser enredado por meio de filosofias e vãs sutilezas (Cl 2.8). Precisa também ter em mente que não deve buscar conhecimento para vanglória ou para se considerar melhor que os outros (Fp 2.3). Ao contrário, deve usar a escolarização e a ascensão social para poder melhor servir ao Reino de Deus (Fp 2.4,21; 1 Co 10.32,33).

Formação Acadêmica

Não faz muito tempo que ter um curso superior ou uma especialização era o grande diferencial para se conseguir um bom emprego em nosso país. O tempo passou, o mercado tornou-se altamente competitivo e as exigências aumentaram. Por isso, o que antes era uma vantagem tornou-se um padrão. Quem não possui qualificação acadêmica, dificilmente conseguirá um emprego com salário rentável. A partir dessa realidade, novas competências passaram a ser requeridas pelo empregador. Atualmente, a mera formação acadêmica não é requisito suficiente para preencher uma vaga de emprego. Empregadores selecionam entre os candidatos de nível superior aqueles que apresentam algum diferencial, como por exemplo, domínio fluente de determinado idioma, amplo conhecimento de informática, inteligência emocional, valores morais e éticos especialmente para cargos de chefia, e outros.

Mercê desses fatos, a qualificação é algo a ser aprimorado para quem está ou deseja entrar no mercado de trabalho. Aqueles que recusarem o aperfeiçoamento vão correr o risco de perder o emprego, ser preterido nas promoções ou se resignar em receber baixos salários.

Todavia, embora a educação formal seja um dos meios mais eficazes para a mobilidade social, o acesso à educação ainda é deficiente, apesar dos esforços e da sensível melhora ocorrida nas últimas décadas.

III. COMO ADMINISTRAR O DINHEIRO

A mordomia das finanças é responsabilidade de todos os membros da família. A má gestão provoca endividamento e constrangimentos desnecessários. Um lar bem administrado financeiramente resulta em segurança e bem-estar.

1. Fidelidade na Casa do Senhor

A boa administração financeira tem início com a fidelidade do cristão na entrega dos dízimos e ofertas. O dízimo era praticado antes da lei (Gn 14.18-20), requerido no período da lei (Ml 3.7-10) e permaneceu em vigor na Nova Aliança (Mt 23.7,10,23; Lc 11.42). É mandamento da Lei e da Graça — da antiga e da nova dispensação. Entregar os dízimos significa devolver ao Senhor a décima parte de todos os rendimentos. A oferta é extra ao dízimo. Tanto um quanto o outro devem ser entregues com alegria (2 Co 9.7). O cristão deve entregar com amor, altruísmo e voluntariedade. Deve sentir vontade e gratidão em participar dos dízimos e das ofertas, que é fonte de graça e sinal de comunhão com Deus: “O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1 Cr 29.9, ARA).

A bênção de contribuir

O cumprimento de metas e a administração das atividades eclesiásticas exigem recursos financeiros. Na maioria das vezes, a soma total do valor monetário recebido pela igreja determinará a expansão de seu crescimento nas várias áreas de atuação. É verdade que as finanças não são o único fator a ser considerado no crescimento e expansão de uma igreja. No entanto, a situação financeira da igreja possibilita ou impede a execução das metas a serem atingidas. Infelizmente, existe na igreja uma parcela lamentável de irmãos que não contribuem na casa de Deus. Alguns alegam que o dízimo e as ofertas fazem parte da Antiga Aliança e que, por conseguinte, estão desobrigados de dizimar e ofertar na Nova Aliança. Outros, cientes da responsabilidade de contribuir, não o fazem por estarem dominados pela mesquinharia, egoísmo e amor ao dinheiro. E outra parte não contribui por falta do ensino pastoral. O ensino precisa ser esclarecedor e convincente sem ser apelativo.

O dízimo e as ofertas fazem parte da prática diária e da disciplina cristã. Os ofertantes e dizimistas devem fazê-lo com amor e altruísmo, extirpando o egoísmo humano. A voluntariedade e gratuidade devem ser buscadas como desejo constante. Não se deve entregar o dízimo ou oferta como um pagamento Deus. A Bíblia ensina que é devolução. O crente, ao entregar sua contribuição, está fazendo devolução de algo que nunca foi seu, mas que sempre pertenceu a Deus. A entrega não pode ser egoísta ou com interesses e motivações erradas. Jesus redarguiu enfaticamente os escribas e fariseus, que faziam contribuições, porém o seu coração estava longe de Deus. A atitude deles descaracterizava a real finalidade da contribuição. Entregar dízimos e ofertas é confirmação de fé e obediência à Palavra de Deus (Mt 23.23).

2. Estabelecendo Prioridades

A Bíblia ensina que o dinheiro serve de proteção (Ec 7.12). Contudo, o dinheiro somente será uma benção se a família souber administrar seus rendimentos. Estipular prioridades e metas a serem atingidas é o caminho mais fácil para melhor aplicar os recursos e evitar o desperdício (Pv 21.5). As metas devem ser estabelecidas, obviamente, de acordo com as condições financeiras da família. O planejamento evita aplicação do dinheiro em atividades supérfluas ou desnecessárias (Is 55.2). As prioridades devem ser ordenadas pela urgência ou imprescindibilidade de cada situação. Uma administração transparente e sincera demonstra temor de Deus na aplicação das finanças da família (1 Tm 5.8).

Agenda financeira

Nem sempre é simples planejar e ordenar as prioridades da agenda financeira da família. Diversos conflitos de interesses costumam dificultar, porém esses conflitos precisam ser vencidos, sob pena de as metas não serem alcançadas. Cada situação precisa ser planejada e analisada por meio de perguntas, tais como, é viável e necessário trocar o carro agora? É possível viajar de férias para determinado lugar e lá passar determinado número de dias? Esses cuidados evitam o endividamento, porém, é preciso tomar cuidado com a economia em excesso. Esbanjar é tão prejudicial quanto deixar de investir em si mesmo e na família.

3. Evitando as Dívidas

A falha no estabelecimento de prioridades provoca o endividamento. Quando a família não planeja, acaba contraindo dívidas acima de suas posses. O lar passa a sofrer privações e se torna refém do credor (Pv 22.7). O comprometimento da renda familiar acarreta uma série de outros prejuízos, tais como impaciência, nervosismo e desavenças no lar. Para evitar essas desagradáveis situações é aconselhável comprar tudo à vista (Rm 13.8), não ficar por fiador de estranhos (Pv 11.15; 27.13), fugir da mão dos agiotas (Êx 22.25; Lv 25.36), e ser fiel nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.10,11).

O nível de desemprego aliado à falta de disciplina financeira da população contribuiu com os altos índices de endividamento e inadimplência das famílias brasileiras. Diante desse cenário caótico e a fim de não fazer parte desses índices, o crente salvo deve manter sua disciplina financeira por meio da fidelidade nos dízimos e nas ofertas, no esmero no planejamento do orçamento familiar e na fuga de todo e qualquer endividamento. E, depois de fazer todo o possível ao seu alcance, confiar que Deus suprirá as suas necessidades (Fp 4.7).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“No contexto do mundo atual, em relação às coisas que movem o mundo, o dinheiro se destaca como algo eticamente difícil de ser administrado. A mordomia cristã implica instruir ao cristão quanto ao modo ético, decente e correto de lidar com o dinheiro. O dinheiro está diretamente ligado aos bens materiais. O cristianismo é, também, feito com coisas materiais e o dinheiro faz parte desse contexto. A doutrina da mordomia bíblica objetiva equilibrar esses dois elementos importantes do cristianismo, o material e o espiritual. Para que haja esse equilíbrio das partes, a mordomia, nada mais é, do que administrar adequadamente o dinheiro. Ela se preocupa com os métodos de aquisição, sua posse e a utilização do mesmo nas várias atividades da vida material. A administração do dinheiro pessoal ou público deve ser feita com critérios e responsabilidade. A subsistência das pessoas está diretamente ligada à aquisição de dinheiro. As organizações sociais e religiosas, os governos e outras instituições dependem do dinheiro para seu funcionamento. Administrá-lo correta e honestamente é de vital importância para o funcionamento de qualquer organização e para a consciência das pessoas” (CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como servir melhor a Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2003, pp.114-115).

Fonte:
Livro de Apoio – Valores Cristãos - Enfrentando as questões morais de nosso tempo - Douglas Baptista
Lições Bíblicas 2º Trim.2018 - Valores Cristãos - Enfrentando as questões morais de nosso tempo - Comentarista: Douglas Baptista

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Crenças Religiosas

Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas” Mc 7.8

TEXTO BÍBLICO: Gálatas 1.6-12

6 — Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho,
7 — o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
8 — Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
9 — Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
10 — Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.
11 — Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens,
12 — porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO

Hoje, depois de dois mil anos, o conceito original de Cristianismo foi sociologicamente perdido, pois tudo que se faz sob o “símbolo da cruz”, chama-se de Cristianismo, não sendo feita nenhuma depuração, mas no início não foi assim. Ser cristão significava viver como Cristo e jamais o negar, ainda que para isso tivessem de morrer! Não se contaminariam com a cultura do mundo. Eles sempre estavam juntos, vivendo integralmente a contracultura do evangelho. Esse foi o segredo da Igreja Primitiva: produziu uma revolução cultural, pois quando a pessoa é transformada por Cristo, o mundo ao seu redor é mudado. O evangelicalismo deste tempo pós-moderno precisa voltar ao Cristianismo puro e simples.

Muitas das crenças religiosas ditas evangélicas do nosso tempo não mais reproduzem a cosmovisão do Reino de Deus, por se conformarem com o sistema deste mundo.

I. CRESCIMENTO EVANGÉLICO E CRENÇAS RELIGIOSAS

1. Século I.
O crescimento vertiginoso do Cristianismo, no Século I, trouxe a necessidade de se fazer alguns ajustes, para acomodar todas as vertentes étnicas e culturais emergentes. Diante disso, os apóstolos se reuniram em assembleia, na Cidade de Jerusalém, para resolver esse impasse, e ali estabeleceram os comportamentos que deveriam ser praticados por todos (At 15.20-22).

As recomendações apostólicas eram um extrato de amor, santidade e comunhão entre os cristãos do mundo, um ponto de convergência comportamental. Os cristãos primitivos construíram a unidade sem negociar a verdade, pois queriam seguir juntos, com uma cosmovisão sólida e coerente, para que crescessem consistentemente, delineando a identidade cultural cristã. Eles conciliaram o que era aparentemente inconciliável, porque o Espírito Santo alinhou os entendimentos.

2. Séculos XX e XXI.
O Brasil experimentou, ao longo das últimas décadas, um vertiginoso crescimento numérico da igreja evangélica. De acordo com o IBGE, em 1980 algo em torno de 6,6% dos brasileiros eram evangélicos; em 1991, o percentual passou a 9,0%; no ano 2000, subiu para 15,4% da população e no último censo, em 2010, o índice saltou para 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Talvez hoje os evangélicos brasileiros já totalizem mais de 50 milhões de pessoas!

No Século I, a igreja cristã cumpriu a Grande Comissão e a comissão cultural, levando o evangelho da salvação e transformando a cultura do mundo antigo. Hoje, entretanto, não se visualiza a existência de uma contracultura produzida uniformemente pelas igrejas evangélicas. Prova disso é que, não obstante esse impressionante crescimento numérico, os índices de criminalidade, prostituição infantil, trabalho escravo, corrupção, dentre outras mazelas sociais, não têm diminuído. Numa análise matemática, o crescimento evangélico não está fazendo diferença na cultura nacional. Algo, então, precisa ser mudado, pois esse não é o efeito prático do Cristianismo puro e simples.

3. Sincretismo evangélico.
Algumas crenças religiosas evangélicas pós-modernas são eminentemente sincréticas, ou seja, misturadas com elementos cultuais da sociedade, notadamente dos elementos cultuais místicos dos católicos, espíritas, dos cultos afros e até das religiões indígenas. Uma miscelânea de ideias e conceitos antagônicos, que buscam o resultado a qualquer custo. Daí advém a realização de novenas, o uso do sal grosso, rosa ungida, a deificação de líderes (cujo suor pode curar), a formulação de poções feitas com dezenas de ingredientes “mágicos”, dentre inúmeras outras práticas, que indicam que os “convertidos” permanecem prisioneiros do misticismo, embora tenham alterado o rótulo religioso.

Com a chegada do Cristianismo verdadeiro há, sempre, uma revolução cultural, pois quando uma pessoa é transformada por Cristo, o mundo ao seu redor é mudado.

II. OS MALES DO SINCRETISMO CULTURAL E RELIGIOSO

1. Pregação da cultura do mundo.
A pregação cristã deve se basear exclusivamente nas Escrituras (Sola Scriptura), mas quando o sincretismo religioso surge, elementos culturais e doutrinários são incorporados gerando apostasia. Exemplo disso são pregações que ensinam e estimulam o amor ao dinheiro e às riquezas.
Isso caracteriza a igreja utilitarista, ou seja, se os resultados numéricos (e financeiros) forem positivos, então o método e a doutrinação podem (e devem) continuar.

Nessa esteira, muito tem proliferado a famigerada teologia da prosperidade, a qual coloca os bens materiais em posição de destaque na vida, estimulando a busca deles. Inclusive, é bom lembrar que não foi Jesus quem disse: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”, mas o próprio Diabo (Mt 4.9). Todo cuidado é pouco.

2. Humanismo secular.
Consequência indissociável do sincretismo de certas crenças ditas evangélicas é o aparecimento do humanismo secular, — o homem se torna o centro de todas as coisas.

O humanismo tira a primazia de Deus e faz o homem assentar-se soberano; então, assim, a obra de Deus se transforma em “ministério” desta ou daquela celebridade, o púlpito da congregação se transforma em palco e o culto, em show. Como se não bastasse, são outorgados títulos ufanistas aos líderes, tais como apóstolo, patriarca, sumo-sacerdote, e até rei, dentre outros, de maneira a identificá-lo acima dos demais líderes cristãos. Isso é humanismo secular e trata-se de uma apostasia à fé cristã.

3. Uma longa história.
A história do sincretismo do fenômeno religioso é bastante antiga. Quando Moisés demorou a descer do monte, os israelitas fizeram um bezerro de ouro “egípcio” e disseram que aquele era o Senhor. Jeroboão I, ao criar os altares em Dã e Betel, iguais ao de Damasco, convenceu o povo que aqueles lugares seriam os substitutos do Templo em Jerusalém. As consequências em ambos os casos foram terríveis.

Paulo, quando escreveu aos Gálatas repreendeu-os severamente pelo sincretismo daquela igreja. Eles estavam colocando as experiências religiosas acima das Escrituras. Então o apóstolo dos gentios recomendou que não aceitassem outro evangelho, nem que fosse pregado por um anjo (Gl 1.6-8). Qualquer “revelação” que contrariasse a “cosmovisão judaico-cristã” deveria ser considerada uma maldição.

Paulo advertiu sobre o perigo do sincretismo religioso, alertando que qualquer “revelação” que contrariasse o Evangelho deveria ser considerada uma maldição

III. O PERIGO DO ADULTÉRIO ESPIRITUAL

1. Tempos trabalhosos.
Uma vez consolidada a corrupção de uma prática cristã, seja ela cultural, seja doutrinária, aos olhos do Senhor surge um adultério espiritual, o que Deus não tolera. Abundantes são os casos, na Bíblia, em que homens cometeram adultério espiritual e foram severamente punidos. Podem-se citar os acontecimentos envolvendo Nadabe e Abiú, os filhos de Eli, Uzá, Uzias, dentre outros.

Episódio igualmente impressionante foi o de Ananias e Safira (At 5.1-7). Eles mentiram para o apóstolo Pedro, em um ambiente de culto, o que ocasionou suas mortes imediatamente, porque não havia apenas avareza, mas também um sentimento de zombaria, de desprezo pelas coisas do Senhor, um adultério espiritual. Isso acendeu o zelo de Deus. O juízo foi rápido, em cumprimento ao que está escrito: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).

2. Subcultura.
O sincretismo evangélico tende a produzir apenas uma subcultura do mundo, e não uma contracultura do Reino, ou seja, as pessoas passam a viver com particularidades culturais cristãs, sem, todavia, desprenderem-se do modo de vida dominante no mundo. Há uma conformação aos moldes sociais (Rm 12.2), uma aceitação tácita da cultura secular. Tal fato pode ser observado em algumas crenças religiosas do tempo atual que, por exemplo, não enxergam pecado na prática do sexo antes do casamento, aceitam a realização do aborto e do casamento homossexual, admitem toda forma de sensualidade e desejo da carne.

3. Cristianismo puro e simples.
O resultado prático de se viver o cristianismo na sua forma original é o estabelecimento de uma contracultura capaz de responder efetivamente a qualquer questionamento de ordem emocional, espiritual ou social. Está escrito que os crentes primitivos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão [...] E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.42,47).

As denominações evangélicas não devem, em nome da liberdade cristã, dar ocasião ao pecado, pois sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).


CONCLUSÃO

A revolução do Cristianismo continua em ação, porém tem-se observado a ausência de identidade com Cristo de algumas crenças religiosas “cristãs”, o que é dramático. Em qualquer tempo, o indivíduo que se entregar ao Senhor, como fizeram os primeiros cristãos, experimentará algo extraordinário, inigualável, e receberá uma nova vida em Cristo (2Co 5.17), criando ao redor de si uma contracultura transformadora.


SUBSÍDIO I
“O verdadeiro Cristo e a verdadeira fé bíblica estão sendo rapidamente substituídos por alternativas doentias, oferecidas por um grupo de mestres que pertencem ao denominado ‘Movimento da Fé’.

Este câncer vem sendo alimentado por uma constante dieta que poderia ser chamada de ‘cristianismo das refeições rápidas’ — belas na aparência, mas fracas em substância. Os provedores dessa dieta cancerígena têm utilizado o poder das ondas de rádio e televisão, bem como uma pletora de livros e fitas criteriosa e agradavelmente embalados, a fim de atrair suas presas para o jantar. E os desavisados têm sido chamados a amar não o Mestre, mas aquele que está na mesa do Mestre.

Durante anos venho pregando sobre este assunto com uma urgência dramática. Em adição, lembro-me das incontáveis horas passadas com o Dr. Walter Martin (fundador do Instituto Cristão de Pesquisas — EUA), antes de sua morte, discutindo tal catástrofe e suas implicações para a fé cristã histórica.

Para evitar esta crise, precisamos mudar nossa percepção de Deus como um meio para se chegar a um fim, reconhecendo que Ele é um fim em si mesmo. Precisamos mudar duma teologia baseada em perspectivas temporais para uma teologia alicerçada sobre verdades eternas” (HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.14,15).

SUBSÍDIO II
“O perigo é que a cultura popular cristã por imitar os costumes da cultura dominante em estilo, mudando somente o conteúdo. O mercado de música está transbordando com Rock, Rap, Blue, Jazz, Heavy Metal cristãos. As prateleiras das livrarias estão cheias com ‘ficção cristã’, desde histórias de aventuras infantis até romances quase picantes. Parque temáticos cristãos oferecem uma alternativa à Disney e vídeos cristãos para crianças e para pessoas que praticam exercícios são muito vendidos. Em alguns aspectos, esse é um desenvolvimento saudável, mas temos sempre de perguntar: Estamos criando uma genuína cultura cristã, ou estamos apenas criando uma cultura paralela com aparência cristã?  Estamos impondo um conteúdo cristão para uma forma já existente? Pois a forma e o estilo sempre enviam uma mensagem própria.

Quando criamos uma cultura popular cristã, temos que ter cuidado para não simplesmente inserir o conteúdo cristão em qualquer estilo corrente no mercado. Ao invés disso, deveríamos cultivar alguma coisa distintamente cristã tanto no conteúdo quanto na forma. Temos de aprender a identificar as cosmovisões expressadas em várias formas para podermos criticá-las e produzir uma alternativa que seja realmente bíblica” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E Agora, como Viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000, pp.549,550).

Fonte: Lições Bíblicas 3º Trimestre de 2017 Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá - Comentarista: Reynaldo Odilo 

domingo, 2 de julho de 2017

Paul Washer - A idolatria por adorar a Teologia da Prosperidade e ignorar quem é Deus

Paul Washer: muitos caem na idolatria por adorar a teologia da prosperidade e ignorar quem é Deus

Paul Washer é um dos pregadores evangélicos da atualidade que mais atraem polêmicas pelo teor de suas mensagens, e um vídeo recente dele sobre idolatria choca pela contundência de suas afirmações, embora estas mereçam uma reflexão.

De acordo com o evangelista, muitos cristãos terminam transformando-se em idólatras por não conhecerem a Deus de forma verdadeira, e assim, cultuam outros deuses, influenciados por exposições do Evangelho que não são fiéis à Palavra de Deus.

“Mais idolatria é praticada aos domingos que em qualquer outro dia da semana. Por quê? Porque as pessoas estão adorando a Deus, mas não O conhecem”, alertou Washer, durante uma pregação feita na Igreja Aliança do Calvário, liderada pelo pastor Paulo Júnior.
O pregador evangélico traçou as linhas gerais que diferenciam idolatria e adoração, e afirmou convicto que o que acontece em muitas igrejas evangélicas é idolatria, a partir da ignorância sobre quem realmente é Deus.

“Muitas pessoas não conhecem fatos bíblicos sobre Deus e na ausência do conhecimento bíblico, elas fazem de Deus a sua própria imagem e adoram o deus que elas fizeram”, disse, citando como exemplo as pregações conhecidas como teologia da prosperidade.

“É isso que acontece nas igrejas da prosperidade. Como será que Deus é para as pessoas por lá? É como uma máquina de refrigerantes: você coloca a oração e retira a bênção? Dificilmente você vai ouvir que Deus é Santo, Soberano, que Ele é Justiça, dificilmente vai ouvir sobre Sua ira, sobre Seu ódio ao pecado. Elas estão adorando um deus que se parece mais com um Papai Noel, não o Deus das Escrituras”, exortou.

No vídeo que circula nas redes sociais, Paul Washer lamentou que até pastores têm sido formados a partir dessa perspectiva idólatra, porque desprezam o estudo das Escrituras em seminários teológicos sérios e terminam ignorantes sobre questões cruciais na teologia cristã.

“Muitas vezes, nem mesmo os pregadores estudam quem Deus realmente é. E então as pessoas não ouvem sermões sobre quem Deus é e então não conhecem a Deus. Na ausência do conhecimento sobre Deus, nós colocamos outra coisa no lugar d’Ele: nossas próprias ideias”, constatou.

Confira a pregação de Paul Washer:

para ouvir o áudio vá ao topo da pagina e dê pausa na Radio Gospel

Paul Washer destacou que muitas pessoas acabam criando "seu próprio Deus" e o idolatram por falta de conhecimento bíblico.



Fontes:
via Gospel+
via Guiame
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Padre Fabio de Melo critica Teologia da Prosperidade na Igreja Católica

Para o padre Fábio de Melo, a teologia da prosperidade tem causado grande mal também no meio católico

O sagrado e o profano cercam a rotina de Padre Fábio de Melo. Há 20 anos na estrada religiosa, o mineiro confessou no Conversa com Bial desta terça-feira (16/5) não temer circular pelo show business e esbarrar em possíveis pecados que rondam o sucesso e a fama. "Preciso me despir da hipocrisia. O pecado está em todos os lugares, na minha sacristia da mesma forma que está na Marquês de Sapucaí. Eu prefiro estar onde ele é mais visível porque eu sei com quem estou lidando", diz.

Ao ser questionado sobre a teologia da prosperidade, o padre falou que os cristãos católicos também têm aderido a esse mal.

Sempre firme nas opiniões, Padre Fábio diz se inspirar em figuras como Papa Francisco. Inclusive, explica como faria se ocupasse o posto dele!

"Fico pensando se eu fosse Papa, não poderia dizer tudo que penso porque existe uma observação muito maior."

E mesmo quando a conversa fica mais afiada e Bial pergunta sobre o surgimento de padres famosos para atrair mais fiéis, Padre Fábio reconhece sua posição nesse mercado.

“Não posso negar que sou um homem do espetáculo, trabalho com música e meu palco é bonito. O que acontece com esse espetáculo é minha grande responsabilidade.”



Fonte: GospelGeral
Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Isaque, um caráter pacífico

E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um fi lho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” Gn 17.19

A história de Isaque é a história de Israel. É o marco embrionário de uma nação que se desenvolveu por intermédio de Jacó, filho de Isaque, e de seus doze filhos, posteriormente, doze tribos. A história de Isaque remonta a história de Abraão. As promessas feitas ao pai da fé são as mesmas repetidas a Isaque (26.2-5) e, mais tarde, a Jacó (28.13-15). Os três patriarcas de Israel foram forjados debaixo da mesma promessa: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (12.2).

O caráter pacífico de Isaque
Um dos traços do caráter de Isaque a chamar atenção quando se estuda o texto bíblico de Gênesis é o pacífico. Isaque foi uma pessoa apaziguadora, buscando evitar os conflitos a fim de ter uma estadia tranquila na terra de Canaã. É importante ressaltar a época que o filho de Abraão viveu. Um período violento, onde as questões eram resolvidas nos termos do “olho por olho” e “dente por dente”.

O texto bíblico de Gênesis narra que Isaque habitou em Gerar e semeou na cidade (Gn 26.6,12). Motivo de o filho de Abraão prosperar abundantemente (26.13,14). Isaque passou a ter muitas ovelhas, vacas, pessoas ao seu serviço, despertando assim inveja nos filisteus. Estes iniciaram um processo de inviabilização aos planos do pai de Jacó. Primeira medida: entulharam os poços abertos nos tempos de Abraão. Segunda: Contenderam com os pastores de Isaque, afirmando que as fontes de águas não pertenciam a eles. Contudo, a reação de Isaque foi pacífica e bem diplomática. Quando os filisteus entulhavam os poços, ele os desentulhava. Quando os filisteus escolhiam uma região para cavar poços, Isaque partia para cavá-los em outro lugar. Assim, Deus o abençoou abundantemente.

Uma lição para hoje
Num tempo onde muitos não têm paciência para ouvir o outro, muito menos absorver o desaforo do outro, embora a sociedade ocidental do século XXI tenha muito bem desenvolvida as ideias de direitos humanos, alteridade, dignidade da pessoa humana e integração dos povos, o pacifismo de Isaque se torna uma chamada à Igreja de Deus. Viver de maneira pacífica não significa tolice, mas ter conscientemente um estilo de vida que priorize um coração leve e suave no espírito do Evangelho. Aqui, o professor pode remontar o ensino de Jesus no Sermão do Monte: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9). Revista Ensinador Cristão nº70

Isaque
O nome dado por Deus antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa ‘ele ri’, ‘aquele que ri’, ou simplesmente ‘riso’.
Isaque nasceu (provavelmente em Gerar) de Abraão e Sara quando estes tinham a idade de 100 e 90 anos, respectivamente. Ele foi o primeiro a ser circuncidado no período normal, quando tinha oito anos de idade (Gn 21.4), em reconhecimento à promessa da aliança (Gn 17.2-17). Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida. Isaque tinha 37 anos de idade quando sua mãe morreu em Hebrom, Três anos mais tarde, seu casamento com Rebeca ocorreu em Laai-Roi. A morte de Abraão com a idade avançada de 175 anos reuniu Ismael e Isaque, provavelmente pela última vez. Isaque tinha 40 anos quando se casou, e esperou 20 anos por filhos. Então vieram os gémeos Esaú e Jacó”. Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.989/990.

Isaque, segundo filho de Abraão, deixou um exemplo de humildade e submissão a Deus e a seus pais.


Leitura Bíblica em classe:  Gênesis 26.12-25

Na lição deste domingo, estudaremos a respeito de Isaque, o filho da promessa. Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas Deus é fiel e vela por sua palavra. Se Ele fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá.

Abraão e Sara devem ter criado o filho da promessa com muito amor e carinho, contribuindo para desenvolver em Isaque um caráter manso, pacificador e humilde. Isaque recebeu uma boa educação e decidiu fazer boas escolhas. Deus o abençoou em todas as áreas, mas, não significa que sua vida foi fácil. Ele teve de enfrentar a esterilidade de sua esposa, vizinhos invejosos e maus. Todavia, diante das adversidades, demonstrou ter um caráter pacífico e confiante em Deus.

INTRODUÇÃO

O caráter de uma pessoa é demonstrado por suas atitudes, testemunho e práticas. Isaque é um personagem da Bíblia que tem grande significado para a história do povo de Israel. Seu nome foi dado por Deus mesmo antes do seu nascimento conforme Gênesis 17.19. O significado de seu nome é interessante: quer dizer “aquele que ri” ou “ele ri”, em alusão à reação de seu pai e de sua mãe, quando o anjo anunciou seu nascimento, sendo seus pais de idade avançadíssima.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Idade de Noventa e Nove Anos
Abrão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abrão com uma mensagem e exigência.
(1) Deus se revelou como o ‘Deus Todo-Poderoso’, significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abrão.
(2) Deus ordenou que Abrão andasse diante dEle e que fosse ‘perfeito’. Assim como a fé de Abrão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abrão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus serão realizados quando Seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 2006, p.56).

I. ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA

1. Promessa de Deus a Abrão.
Para entender o caráter de Isaque, é importante conhecer a história que moldou sua personalidade e forjou o seu caráter. A história de Isaque ocupa nada menos que nove capítulos do livro de Gênesis. Filho de Abraão e Sara, pela lógica humana seu nascimento seria absolutamente impossível. O “filho da promessa” teria nascido “fora de tempo”, na concepção dos homens. Quando Deus chamou Abrão para sair de sua terra e ir para uma terra estranha, fez-lhe promessas gloriosas. Uma delas era que ele seria “uma grande nação”, quando ele tinha 75 anos (Gn 12.2). Abraão já era idoso, e sua esposa estéril. Parecia impossível o casal ter um filho. Quanto mais serem pais de uma grande nação.

2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.
Ao ouvir que Sara seria “mãe de nações”, Abraão riu considerando coisa impossível para um homem de 100 anos e uma mulher de 90 (Gn 17.17). Percebendo Deus o pensamento de Abraão lhe fez saber que Ele é Fiel (Gn 17.19). Por ter rido, o nome do menino seria Isaque, que significa “riso” ou “aquele que ri”. Sua mãe, ao saber que teria um filho aos 90 anos (Gn 18.9,10), também não se conteve e, a exemplo do marido, também se riu no seu interior (Gn 18.12). Abraão aos 100 anos, e Sara com 90, foram pais de um lindo bebê, que causou espanto a todos que souberam daquele milagre.

Leia mais em:  Isaque, o sorriso de uma Promessa


II. UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS

1. A prosperidade espiritual.
Depois da morte de seu pai, já casado com Rebeca, e pai de Esaú e Jacó (Gn 25.19-23), Isaque foi buscar abrigo em Gerar, na terra dos filisteus, para escapar da fome que ocorreu onde morava. Ali, Deus lhe falou que não descesse ao Egito. “[...] em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. Assim, habitou Isaque em Gerar” (Gn 26.4-6).

2. A bênção divina é passada de pai para filho.
A bênção de Abraão foi transferida para Isaque, não pela hereditariedade em si, mas pela sua fidelidade a Deus. Seu caráter, demonstrado em sua conduta, agradou a Deus. E ele prosperou espiritualmente.

3. A prosperidade material.
“E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava” (Gn 26.12). Este é o segredo da vida de Isaque. Ele era abençoado por Deus. Deus dá bênçãos espirituais e também materiais, quando o homem obedece à sua voz. A produção dos seus campos lhe deu cem por cento de colheita (Gn 26.12). É preciso entender que a prosperidade material não é o objetivo da vida cristã, como propalam os adeptos da falsa “teologia da prosperidade”. Mas Deus promete abrir “as janelas do céu” e derramar grande abundância; repreender “o devorador” e fazer as nações perceberem que seu povo é bem-aventurado, para quem é fiel nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.10-12).

Leia também:  Isaque, não desça ao Egito


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Em uma família de poderosos empreendedores, Isaque era do tipo quieto, que cuida apenas de sua vida, até que foi especificamente chamado para agir. Ele foi o filho único e protegido, desde o momento em que Sara se livrou de Ismael, e até que Abraão arranjou seu casamento com Rebeca. Em sua própria família, Isaque tinha a posição patriarcal, mas Rebeca tinha o poder. E em vez de defender suas convicções, Isaque achou mais fácil fazer concessões ou mentir, para evitar confrontos. Apesar desses defeitos, Isaque fazia parte do plano de Deus” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.44).



III. LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE

1. Um homem esforçado e trabalhador.
A prosperidade que Deus concedeu a Isaque chamou a atenção dos filisteus. A bênção de Deus era tão grande que incomodava os filisteus (Gn 26.15,16). Há pessoas a quem Deus abençoa e os adversários ficam com inveja, desejando o mal aos servos de Deus. Mas a maldição não alcança os que são fiéis a Deus. Balaão foi convocado para amaldiçoar os filhos de Israel. Mas não conseguiu. “Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa?” (Nm 23.8). Deus converteu a maldição em bênção (Ne 13.2 b; Pv 10.22).

2. O caráter pacífico de Isaque.
Ao sofrer terrível oposição dos invejosos e ser aconselhado a sair do lugar onde prosperara, Isaque não fez questão alguma. Foi habitar “no vale de Gerar” (Gn 26.17). Honrando o nome e a memória do seu pai, Isaque reabriu os poços que seu pai abrira e foram tapados pelos filisteus, e chamou os poços com os mesmos nomes dados por Abraão (Gn 26.18). Os pastores de Gerar questionaram os outros poços que Isaque abrira, mas ele não os confrontou (Gn 26.19,21).

3. Um caráter resiliente.
Após perder a posse de dois poços, Isaque não desistiu. Mais do que resistente, ele foi resiliente. Soube enfrentar as oposições sem se exasperar. Soube praticar a longanimidade (Gl 5.22). Continuou mandando abrir poços: “E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra” (Gn 26.22, 23). Era o “poço do alargamento” concedido por Deus. Livre da contenda, Isaque “subiu dali a Berseba” (Gn 26.28,29). Ali, Isaque e Abimeleque, rei de Gerar, fizeram um juramento de que seriam amistosos. Daí, Berseba significar “juramento”, ou “poço do juramento”. Em meio a essas experiências, “[...] apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo” (Gn 26.24).

4. Obediência e submissão.
Certamente, esses são os aspectos mais marcantes do caráter de Isaque. Ele soube honrar seu pai e sua mãe, como manda o Senhor (Êx 20.12). A prova mais eloquente desse caráter foi demonstrada, quando Deus falou com Abraão e ordenou que ele oferecesse o seu filho em holocausto (Gn 22.2). Isaque foi amarrado sobre o altar para o sacrifício, e não se rebelou. Mas obedeceu. Submeteu-se à vontade do pai. Deus não permitiu que Abraão o imolasse. E proveu um cordeiro para ser oferecido em seu lugar (Gn 22.11-13). Uma figura de Cristo oferecido em nosso lugar como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Deus aceitou o gesto de Abraão como realizado pela fé (Hb 11.17-19)


CONCLUSÃO
A Bíblia nos mostra quão importante foi Isaque para história do povo de Deus. O seu nome se inclui entre os três patriarcas mais citados no Antigo Testamento e também no Novo. O Deus de Israel é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

Que Deus nos abençoe para que nos espelhemos no caráter de Isaque para o fortalecimento da nossa fé no Deus Todo-Poderoso.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD - 2º trim.2017 adultos - O Caráter do Cristão - Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro - Elinaldo Renovato de Lima
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

Aqui eu Aprendi!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...