COMENTÁRIO
O assunto “dinheiro”
não é fácil de ser tratado no meio evangélico. Muitos hoje têm sido levados por
caminhos nada bíblicos e evangélicos, quando o assunto é dinheiro. Entretanto,
o nosso objeto de estudo é o Evangelho de Lucas. Ou seja, o que nos interessa
saber é o que a Palavra de Deus, revelada em Lucas, diz acerca do dinheiro.
Qual o estilo de vida que o cristão deve ter à luz desse texto? É o que nos
interessa responder nesta lição. [1]
As Escrituras não condenam a aquisição honesta de riquezas, e, sim, o amor a elas dispensado.
INTRODUÇÃO
O cristianismo bíblico e ortodoxo sempre
manteve uma posição de cautela e até mesmo reserva com respeito ao uso do
dinheiro e aquisição de riquezas. Na verdade, os primeiros líderes cristãos,
inspirados nos ensinos de Jesus, passaram a desestimular a aquisição de bens
materiais. Entretanto, o secularismo e o materialismo sempre rondaram o arraial
cristão e, vez por outra, Mamon tem deixado suas marcas em nosso meio.
Observaremos, nesta lição, que os ensinos de
Jesus sobre a aquisição de riquezas se distanciam do judaísmo de seus dias e, também,
daquele que é praticado hoje por muitos setores do cristianismo evangélico.
Longe de estimular a aquisição de bens, como fazem dezenas de igrejas, Jesus
aconselhava se desvencilhar delas.
Aprendamos com o Mestre o uso correto do
dinheiro e como ser bons mordomos dos bens que nos foram confiados. [1]
Até bem pouco tempo, ninguém poderia imaginar
que o nome “Jesus”, o carpinteiro de Nazaré, pudesse se tornar uma mercadoria
valiosa. Ninguém poderia imaginar também que ele fosse transformado em uma das
marcas mais rentáveis do mundo. Jesus, que já era vendido em lojas de
suvenires, foi transformado com grande sucesso em mercadoria literária, podendo
ser encontrado praticamente em todas as livrarias.
O comércio da autoajuda é o que mais tem
crescido e que mais tem lucrado com esse comércio em torno de Jesus. Tenho em
mãos alguns desses títulos: Jesus, o homem mais sábio que já existiu; Jesus, o
maior filósofo que já existiu; Jesus, o maior psicólogo que já existiu; Jesus,
o maior líder que já existiu; Jesus, o mestre dos mestres; Jesus, o mestre da
sensibilidade; Jesus, o mestre da vida; Jesus, o mestre do amor, Jesus, o
mestre inesquecível e Jesus, o milionário de Nazaré.
Quem poderia imaginar, por exemplo, que
aquEle que certa feita disse não ter onde pousar a cabeça fosse transformado em
o “milionário de Nazaré”? Esta é exatamente a proposta da escritora Catherine
Ponder, uma das autoras de autoajuda mais lidas no mundo, quando escreveu o seu
livro O Milionário de Nazaré.1 As informações sobre Ponder dão de conta que ela
é considerada a mais notável autora sobre prosperidade nos Estados Unidos. E
informado também que a mesma escreve sobre o assunto há quase vinte anos, e tem
inúmeros livros publicados, incluindo o best-seller As Leis Dinâmicas da
Prosperidade. Ela também escreveu a série Os Milionários do Gêneses.
Como Ponder transformou um simples
carpinteiro no milionário de Nazaré é explicado ainda na introdução do seu
livro. Para ela os Evangelhos estão repletos de ouro! Jesus, portanto, não
teria sido apenas um homem que fez milagres e que tinha suas orações
respondidas. Pelo contrário, Ele também foi um mestre que, depois de
compreender e assimilar as leis mentais e espirituais de prosperidade as usou e
ensinou de uma forma nunca vista antes. [1]
O dinheiro, os bens e as posses, na perspectiva de Jesus, não devem ser o significado último da vida.
Qualquer leitor da autoajuda pode notar a
grande semelhança existente entre os ensinamentos de Ponder e o que está
escrito em O Poder do Subconsciente de Joseph Murphy e principalmente em O
Poder do Pensamento Positivo de Norman Vicent Peale. De fato na biografia de
Ponder, lemos que ela é ministra da Igreja não denominacional Unity desde 1956
e que também é tida como a versão feminina de Norman Vicent Peale. Peale é
considerado uma espécie de guru da autoajuda evangélica americana. Dentre os
inúmeros livros escritos por Peale, há também um dedicado a explicar os
ensinamentos de Jesus: O Poder Positivo de Jesus. Tive contato com esse tipo de
gênero literário ainda nos anos 80 quando um amigo me emprestou as obras de
Joseph Murphy e Norman Vicent Peale. As mensagens desses livros são de fato
fascinantes, recheadas de ilustrações e exemplos de pessoas que deram certo ou
que foram até mesmo curadas de doenças incuráveis graças ao poder da mente.
Algumas perguntas são inevitáveis: Jesus era
de fato um milionário que Ponder insiste em afirmar que era? Jesus incentivou
as pessoas a serem ricas e terem muito dinheiro? Qual de fato foi a relação de
Jesus com o dinheiro? Ele era o milionário de Nazaré ou um simples carpinteiro
que como os demais camponeses de seu tempo lutaram pela sobrevivência? Não há
como não contrastar o “Jesus” da autoajuda com o Jesus, o homem perfeito,
apresentado nos evangelhos.
O “Jesus” rico, próspero, milionário capaz de
transformar pedra em ouro não surgiu dos ensinos dos evangelhos mas dos ensinos
de Phineas Parkhurst Quimby, um adepto do mesmerismo e um dos primeiros
proponentes do Novo Pensamento.
De acordo com a Enciclopédia virtual
Wikipedia, Quimby era filósofo, hipnólogo e inventor que desenvolveu o ensino
de que a doença se desenvolve na mente do homem por falsas crenças, e que a
mente aberta para a sabedoria de Deus vence a doença. O princípio se baseava no
ensino de que o corpo era uma casa para a mente do homem. Se havia um “inimigo”
instalado no corpo, se dava por uma crença errada da mente, mesmo com o
desconhecimento do portador, a mente é quem adoecia o homem. Quimby prometia
entrar na casa e com o poder da mente, expulsar o intruso, corrigindo a
“impressão errada” pelo restabelecimento da “verdade” na mente.8 Quimby exerceu
grande influência sobre Mary Baker, fundadora da Ciência Cristã.
A partir dos ensinos de Quimby, o Novo
Pensamento se espalhou como uma febre pela América do Norte. Influenciou
pensadores, filósofos, denominações religiosas e pastores como E. W. Kenyon.
Foi através de Kenyon, um pastor da Igreja Batista Nova Aliança, que essa
crença teve penetração no arraial protestante. Kenyon é considerado pelos
apologistas como o pai da Teologia da Prosperidade e teve enorme influência
sobre pastores como Dom Gosset e Kenneth Hagin. Por outro lado, foi através de
Hagin que a teologia da prosperidade se propagou no meio pentecostal americano
e brasileiro.9
I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ
Perspectiva secular.
Uma das formas mais
comuns de se enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los
apenas como algo de natureza puramente material. Tanto no mundo antigo quanto
no contemporâneo, é possível observar que a realidade material pareceu sempre
se sobrepor à espiritual. O material passa a dominar a vida das pessoas e isso
inclui dinheiro, bens e posses. No Mundo Ocidental, essa forma de enxergar as
coisas transformou-se em uma filosofia de vida que se recusa a enxergar outra
coisa além da matéria. Por essa perspectiva, o material é superestimado
enquanto o espiritual é ignorado e suplantado. Nesse contexto, quem tem posses
é valorizado, e quem não as possui nada vale. O dinheiro, como valor material
que garante posses, ganha o status de senhor em vez de servo.
Perspectiva cristã.
No contexto cristão,
o mesmo Deus que fez o espiritual é o mesmo que fez o material. Nos ensinos de
Cristo, não há um dualismo entre matéria e espírito! Todavia, as coisas
espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais,
que são apenas temporais (Lc 10.41). Na perspectiva cristã, portanto, as
dimensões material e espiritual devem coexistir. Assim como servimos a Deus com
o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso
corpo (1Co 6.19,20; 1Ts 5.23), nossa dimensão material. Dessa forma, quem se
tornou participante dos valores espirituais deve também servir com seus bens
materiais (Rm 15.27; Lc 8.3). Aqui, o dinheiro, como valor material, não é
visto como senhor, mas apenas como um servo.
O cristianismo por ser uma crença de natureza escatológica não estimulava a aquisição de posses materiais. Os primitivos cristãos, incluindo os apóstolos, mantinham a expectativa de que Jesus poderia voltar ainda na sua geração. Isso fazia com que a preocupação com a propagação da mensagem do reino se tornasse sua principal fonte de motivação e não o acúmulo de bens terrestres. Acusar as gerações posteriores de cristãos de terem implantado uma mentalidade de pobreza na igreja não condiz com os fatos históricos.
Essa sedução pela riqueza que acabou contaminando a teologia cristã provém de ensinos pagãos e até mesmo de técnicas xamãs e não dos ensinos do Novo Testamento. O apologista Davi Hunt denunciou o que denominou de tentação pelo poder:
“O feiticeiro mascara sua rebelião postulando em lugar do Deus pessoal da Bíblia, diante de quem somos moralmente responsáveis e cuja vontade temos que obedecer, uma “Força” metafísica impessoal que pode ser “cientificamente” manipulada como se explora a energia do átomo. Muitas vezes sem perceber, crentes sinceros aceitam a mesma ideia básica apresentada em terminologia psicológica e pseudocristã. A confissão positiva, bem como o pensamento positivo e o pensamento da possibilidade são exemplos adicionais. Em seu livro mais vendido, O Poder do Pensamento Positivo, que vendeu mais de 3 milhões de cópias, Norman Vicent Peale revela o fato de que todo o seu sistema é baseado nesse mesmo alicerce. Ele declara, por exemplo:
“O poder da oração é uma manifestação de energia. Assim como existem técnicas científicas para a liberação da energia atômica, existem também procedimentos científicos para a liberação de energia espiritual por meio do mecanismo da oração. Demonstrações espetaculares dessa força energizante são evidentes...
É importante perceber que você está lidando com o mais tremendo poder do mundo quando ora... Técnicas espirituais novas estão sendo constantemente descobertas... faça experiências com o poder da oração...”.11
Hunt conclui:
“Muitos que alegam querer conhecer a Deus frequentemente não querem conhecer o Deus verdadeiro, mas um deus cujo poder possam usar para seus próprios fins. Os próprios títulos de livros como O Poder Criativo de Deus Trabalhará Por Você, de Charles Capps, e Como Conseguir o que Quiser com Deus, de Kenneth Hagin, parecem dar um tom que se ajusta à fraqueza do homem, não importa quanto material benéfico possa existir neles. Nossa ambição egoísta nos cega para o fato de que Deus não é um “gênio da garrafa”, que existe para cumprir nossos desejos sempre que o convocarmos, mas é o Criador de todas as coisas, Ele nos chama para deixarmos de lado nossa insensatez e nos submetermos à sua vontade”.12
Na perspectiva secular, o dinheiro é apenas um elemento material; na cristã, as dimensões espiritual e material devem coexistir.
Vejamos o comentário do Teólogo French L. Arrington - passagem bíblica de Lucas 18.18-30: “Sem confiança própria de criança, a entrada no Reino de Deus é bloqueada. Um exemplo é o príncipe rico (vv.18-25), que não está disposto a responder a Jesus com humildade e fé. Mateus diz que ele é jovem (Mt 19.20), e Lucas o identifica como príncipe, talvez de uma sinagoga (cf. Lc 8.41). Como os fariseus, ele confia em suas boa ações. Ele também tem riquezas, às quais está apegado.
Este príncipe presume que falta uma obra que ele não está fazendo atualmente para herdar a vida eterna. Ele reconhece Jesus como figura de autoridade e lhe pergunta: ‘Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?’. O jovem faz esta pergunta à maior autoridade no assunto, mas ele saúda Jesus com um simples ‘bom mestre’. Sua compreensão de Jesus é rasa. Ele o considera somente como homem e não tem ideia de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. Sua estima pelo Salvador não é mais alta do que ele teria por um professor distinto. O modo como ele se dirige a Jesus parece ser nada mais que lisonja.
[...] Como discernidor perfeito do coração humano, Ele [Jesus] percebe que o príncipe adora seus bens materiais e o lembra que ele tem de fazer mais uma coisa: ‘Vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me’. Jesus pôs o dedo no pecado do coração deste homem — seu amor pelos bens materiais. Suas riquezas terrenas estão entre ele e Deus. Visto que ele não pôs Deus em primeiro lugar no coração, Jesus exige que o homem distribua o dinheiro. [...] ‘Não terás outros deuses diante de mim’ (Êx 20.3).
Pouco disposto a obedecer a Jesus, o jovem príncipe rico vai embora sem a vida eterna. Enquanto vai, Jesus observa o quanto é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus (v.24). Sua tentação é confiar nas coisas terrenas. Eles acham difícil se entregar à misericórdia de Deus e escolher o Reino. Para ilustrar o quanto é difícil, Jesus insiste que não é mais fácil para o rico entrar no Reino de Deus do que para um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Esta ilustração vívida ensina o quanto é impossível os ricos, por méritos próprios, entrarem no Reino de Deus. Falando humanamente, é impossível. Qualquer tentativa de libertar alguém de um amor demoníaco pelas coisas terrestres fracassará.
[...] Jesus lembra à sua audiência que, embora seja impossível para uma pessoa salvar a si mesma, Deus pode. Ele pode fazer o que é impossível para os seres humanos. Ele pode redirecionar o coração do amor por bens terrenos para um amor pelo eterno, e pode operar o milagre da conversão no coração do rico e do pobre. As pessoas não podem mudar o coração; mas quando respondemos a Deus pela fé, o Espírito Santo transforma nosso coração e nos proporciona a salvação” (ARRINGTON, French L.Lucas. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.436-37).
II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS
Ricos e pobres.
No judaísmo do tempo de Jesus, a
sociedade estava dividida em dois grupos: os ricos e os pobres. Na classe mais
abastada, estavam os sacerdotes, participantes de uma elite que controlava o
sistema de sacrifícios e lucravam com ele, e os herodianos que possuíam grandes
propriedades. Um outro grupo era formado por membros da aristocracia judaica
que enriqueceu à custa de impostos de suas propriedades e ao seu comércio. O
último grupo era formado por judeus comerciantes, que, embora não possuíssem
herdades, participavam ativamente da vida econômica da nação. No extremo oposto
dessa situação, estavam os pobres! Estes eram “o povo da terra” (Lc 21.1-4).
Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6).
Generosidade e prosperidade.
Na cultura judaica nos dias de Jesus,
a posse de bens materiais não era vista como um mal em si. O expositor bíblico
P. H. Davids observa que os exemplos de Abraão, Salomão e Jó serviam de inspiração
àqueles que almejavam a prosperidade. A ideia era que os ricos prosperavam
porque sobre eles estava o favor de Deus. Dessa forma, a prosperidade passou a
ser associada à piedade. Para evitar a avareza e a ganância, a tradição
rabínica estimulava os ricos a serem generosos e solidários com os pobres, que
era maioria na comunidade. Evidentemente que essa concepção estimulava apenas
as ações exteriores, sem levar em conta as atitudes interiores (Lc 21.4).
Ricos e Pobres
No livro de minha autoria A Prosperidade à
Luz da Bíblia (José Gonçalves), procurei mostrar como era formado o conceito de prosperidade no
antigo Israel. Esses conceitos estavam em vigor nos dias de Jesus. Eram duas as
ideias mais comuns, porém equivocadas, sobre a natureza das riquezas.
A
primeira delas associava a riqueza como uma dádiva de Deus a alguém merecedor,
e a pobreza como uma marca do julgamento divino.
A segunda associava a
riqueza com a maldade e a pobreza com a piedade.
Essa forma de pensar está
presente também no mundo do Novo Testamento. Todavia as causas para a pobreza
não podem ser vistas de forma tão simples assim.
O historiador William L. Coleman (1991, p.
165) mostra que um estudo criterioso sobre a pobreza no mundo bíblico deve
levar em conta alguns fatores determinantes. Com acerto, ele diz:
“Eram vários os principais fatores que
contribuíam para a existência de um grande número de pobres em Israel. É claro
que havia muitas variáveis. Mas para entendermos bem o quadro geral, precisamos
considerar alguns dos obstáculos com que eles se defrontavam.
1. Impostos. O sistema de impostos constituía
um grande peso para muitas famílias, para os pequenos agricultores e
negociantes. Durante toda a história da nação, os governos impuseram pesadas
taxas ao povo em geral, com o objetivo de realizar seus projetos de construção
ou cobrir os custos de suas operações militares. E foi justamente o excesso de
impostos baixados pelo rei Salomão que ocasionou a divisão do reino.
2. Desemprego. Nas áreas rurais, a presença de
escravos não afetava muito a economia, mas nas cidades sim, pois gerava forte
desequilíbrio nos mercados de empregos. Como o preço dos escravos era muito
baixo, os ricos chegavam a ter um servo simplesmente para conduzir o seu
cavalo. Por isso o homem livre tinha que aprender um ofício, se quisesse
conseguir um bom salário.
3. A morte do chefe da família. A perda do
chefe da casa, que podia ser causada por enfermidade, acidente ou guerra,
geralmente deixava a família na pobreza, principalmente se os filhos fossem
pequenos.
4. Seca e fome. Às vezes a própria natureza
destruía rapidamente toda a colheita de uma temporada. A seca, o excesso de
pragas, ou chuva em demasia fora de época, bem como outras calamidades naturais
acabavam com todo o sustento de uma família de uma hora para outra (SI 32.4).
5. Agiotagem. Pela lei, era proibido cobrar
juros de empréstimos feitos a pobres (Ex 22.25). Mas apesar dessa recomendação
divina, muitos credores tinham atitudes impiedosas, cobrando juros exorbitantes
e empregando métodos cruéis para receber o pagamento da dívida. Isso sempre foi
um problema grave para os Israelitas, durante toda a sua história, e vários
escritores bíblicos denunciaram esses excessos.”13
Com tantos limites não era de admirar que os
pobres se tornassem presas fáceis dos mais ricos. Para se justificarem, os mais
abastados costumavam fazer doações, algumas delas bastantes generosas, mas o
objetivo não era de fato amenizar a situação do pobre, mas barganhar com Deus.
A religião, em vez de cultivar os valores da alma, fomentava apenas um
legalismo exterior.
Jesus denunciou essa religiosidade farisaica.
Em seu livro Jesus e o Dinheiro, o escritor José Antônio Pagola comenta sobe
esse fato. Embora o seu livro reflita traços de um evangelho social, de esquerda,
todavia seus comentários são pertinentes:
“Temos que recuperar no cristianismo um dado
de suma importância. O primeiro olhar de Jesus não se dirige ao pecado do ser
humano, mas ao seu sofrimento. O contraste entre Jesus e o Profeta João, o
Batista, é esclarecedor. Toda atividade do Batista gira em torno do pecado: ele
denuncia os pecados do povo, chama os pecadores à penitência e oferece aos que
acorrem ao Jordão um batismo de conversão de perdão. O Batista não se aproxima
dos enfermos, nem toca a pele dos leprosos, não abraça as crianças da rua, não
se senta para comer com pecadores, excluídos e pessoas indesejáveis. O Batista
não se aproxima do sofrimento das pessoas, não se dedica a fazer a vida mais
humana. Não sai de sua missão estritamente religiosa. Para Jesus, ao contrário,
a primeira preocupação é o sofrimento das pessoas enfermas e desnutridas da
Galileia, a defesa dos camponeses explorados pelos poderosos latifundiários, ou
a acolhida a pecadores e prostitutas, excluídos pela religião. Para Jesus, o
grande pecado contra o projeto de Deus consiste sobretudo em resistirmos a
tomar parte no sofrimento dos outros encerrando-nos em nosso próprio
bem-estar”.14
No judaísmo do tempo de Jesus havia dois grupos sociais, os ricos e os pobres; a ideia era de que os ricos prosperavam porque tinham o favor de Deus.
*Teófilo - uma pessoa de excelente posição social (rico)
O personagem Teófilo.
Muitos autores debateram com respeito a esta
personagem, que aparece na abertura do evangelho. Afinal quem ele era? Existiu
de fato? Ou foi apenas um recurso de linguagem. O nome Teófilo vem do grego que
quer dizer, “Teo = Deus”, "filos = amigo", seria na tradução “o amigo de Deus”.
Paulo como ele mesmo afirma, queria que Teófilo conferi-se a veracidade dos
fatos, pudesse conhecer de perto Jesus Cristo e sua doutrina. A leitura do
texto sugere que Teófilo seria um alto funcionário do Império Romano, que de
fato existiu, convertido ao cristianismo. Se ele possuía a habilidade da língua
grega, latina, sua leitura e compreensão, não poderia ser um cidadão comum, ou
analfabeto. Lucas queria que ele tomasse conhecimento de sua narrativa, com ordem
descritiva, narrando os fatos da vida de Jesus. Como era costume da época,
certamente Teófilo, teria patrocinado este escrito e depois iria difundi-lo
entre seu círculo de relacionamento.
O que dizem os
autores:
Ivo Storniolo em sua obra “Como ler o
evangelho de Lucas” afirma:
“Sua obra foi
dedicada a Teófilo, certamente uma pessoa de posição que, segundo o costume,
teria patrocinado e iria difundir os escritos”, pág. 17
Na Introdução ao Novo Testamento, Carson
confirma:
“A maneira mais
natural de entender a expressão é que Teófilo era uma pessoa de verdade e o
mecenas de Lucas, provavelmente pagando os custos da publicação do livro, e que
por isso a ele dirigido. O adjetivo provavelmente significa que Teófilo era uma
pessoa de posição”, pág. 131.
O dicionário enciclopédico da Bíblia no
verbete Teófilo assim se expressa:
“cristão
nobre, provavelmente de Antioquia, ao qual São Lucas dedicou seu evangelho (Lc 1,3) e os Atos dos Apóstolos (At 1,1)”, pág.
1491.
**Segundo John Wesley, o honorífico era
usado para os governadores romanos. Teófilo seria um personagem importante
de Alexandria.
**Segundo Matthew Henry, Teófilo seria o patrono de Lucas, a
quem ele dedica o livro.
III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
Dinheiro.
A cobiça pelo poder e
o desejo irrefreável de adquirir riquezas são inseparáveis. Para os que possuem
estas pretensões, o acúmulo de bens materiais nunca é suficiente (SI 62.10; PV
30.15); o ter é mais importante que o ser. Nas prateleiras das
livrarias somam-se, a cada ano, livros que alimentam a ambição pelas posses,
entretanto, tais obras nunca alertam que o "amor do dinheiro é a raiz de
toda espécie de males" (1 Tm 6.10). [2]
Jesus alertou sobre os perigos da riqueza.
O ensino de Jesus sobre o uso das
riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e a tradição
rabínica dos seus dias. Jesus, ao contrário dos rabinos, não associou a piedade
com a prosperidade. A riqueza de alguém nada dizia sobre a sua real condição
espiritual. Para Jesus, o perigo das riquezas estava no fato de que elas
poderiam, até mesmo, se transformar numa personificação do mal e reivindicar o
culto para si. Por isso, advertiu: “Não podeis servir a Deus e [as riquezas]”
(Lc 16.13). O vocábulo traduzido como “riqueza”, nesse texto, corresponde à
palavra grega de origem aramaica Mammonas,
traduzida na ARC como Mamom. A riqueza pode se transformar em um ídolo, ou
deus, para aqueles que a possui. Nesse aspecto, as riquezas tornam-se um
obstáculo no caminho daquele que serve a Deus (Lc 8.14).
Mercenários.
Infelizmente, em nossos dias, há certos obreiros que abrem igrejas e fundam ministérios visando apenas o lucro financeiro. Por isso a Bíblia nos adverte acerca daqueles que não são pastores, mas mercenários (Jo 10.12,13), "lobos cruéis", que não perdoam o rebanho (At 20.29).
O mercenário é aquele que trabalha em troca de qualquer vantagem material, sem nenhum interesse e intenção honesta de cuidar das ovelhas (2 Pe 2.3). Deus rechaça terminantemente a ganância, a avareza e a cobiça (Lc 12.13-21; Tg 4.1,2). [2]
Mamom
Segundo a Bíblia é impossível servir a Deus e
às riquezas ao mesmo tempo (Mt 19.23-26; Pv 16.5), porque o senhorio de Mamom é
contrário ao de Cristo (Mt 6.24). Portanto, cada cristão deve examinar a si
mesmo e perguntar: "Sou cobiçoso?" "Sou egoísta?" "Aflijo-me,
perdendo a paz e o sono para ficar rico?" "Tenho intenso e incontido
desejo de honrarias, prestígio, fama, poder e posição?" Já os que são
ricos, não devem julgar-se como tal, e sim, como administradores dos bens de
Deus (Lc 12.31-34, 42,43). Os tais devem ser generosos e fartos em boas obras
(Ef 2.10; 4.28; 1 Tm 6.17-19). [2]
"Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra:
Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão." Provérbios 30:7-9
Jesus ensinou a confiança em Deus.
Embora Jesus tenha mostrado que as
riquezas podem, até mesmo, se tornar uma personificação do mal, Ele não as
demonizou. No entanto, na perspectiva lucana, Jesus desencoraja a aquisição de
riquezas (Lc 12.13; 18.22) e estimula a confiança em Deus. E havia uma razão
para isso. Logo após mostrar os perigos da avareza a alguém que queria fazer
dEle um juiz em uma questão relacionada a uma herança, Jesus revela a seus
discípulos que a melhor forma de se proteger desse mal é confiar inteiramente
na provisão divina (Lc 12.13-34). As riquezas dão a falsa sensação de segurança
e de independência das coisas espirituais. Daí, sua recomendação para não se
confiar nelas (Lc 12.33,34).[1]
Jesus ensinou sobre o dinheiro e alertou sobre o seu perigo. Por isso, os discípulos deviam colocar a sua confiança em Deus.
IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
Avaliando a intenção do coração.
Os
léxicos definem a avareza como um apego demasiado e sórdido ao dinheiro e
mesquinhez. Vimos que, para evitar esse mal, a tradição rabínica estimulava as
práticas filantrópicas e solidárias. O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas
vai muito além da simples doação de bens e ações filantrópicas. Ele não se
limitava a avaliar apenas as ações exteriores, mas, sobretudo, voltava-se para
as atitudes interiores. Dessa forma, valorizou as atitudes da mulher pecadora
na casa de Simão, o leproso, e de Maria de Betânia, a irmã de Marta e de Lázaro
(Lc 7.36-50). Não era, portanto, apenas se desfazer dos bens, mas a atitude e
intenção com que isso era feito (Lc 11.41; 21.1-4). Não basta apenas ofertar,
ou dar o dízimo, mas a atitude com que se faz essas coisas. Não era apenas doar,
mas doar-se. [1]
Jesus conhece a mente
A Bíblia não nos supre todos os pormenores
quanto ao que se passava na mente de Judas. Alguns afirmam que talvez
entretivesse aspirações políticas e ficasse desapontado por Jesus não ter
estabelecido um reino terrestre em que ele, Judas, pudesse ter papel destacado.
Seja como for, o egoísmo e a cobiça devem ter estado envolvidos, de alguma
forma. Isto é indicado pelo ocorrido dois dias antes da morte de Jesus. Naquela
ocasião, Maria, irmã de Lázaro, ungiu Jesus com óleo perfumado no valor de 300
denários, cerca do salário de um ano dum trabalhador. (Mt. 20:2) Judas objetou
fortemente que o óleo poderia ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres.
“Ele disse isso, porém”, declara o Evangelho de João, “não porque estivesse preocupado com os pobres, mas porque
era ladrão e tinha a caixa de dinheiro e
costumava retirar dinheiro posto nela”. — João 12:2-6.
A personalidade de Judas, segundo revelada na Bíblia, mostra que deixou de ser
um servo fiel de Deus e se transformou num hipócrita egoísta, cobiçoso e
enganoso. Não é de admirar que Jesus, na noite final de sua vida terrestre,
dissesse sobre Judas: “Teria sido melhor para este homem, se não tivesse
nascido.” (Mc. 14:21) Segundo a Bíblia, não existe defesa alguma para Judas
Iscariotes. [3]
O contentamento do Cristão
A Bíblia nos orienta a vivermos satisfeitos
em Cristo: "Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que
tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei" (Hb 13.5).
Esse contentamento pode ser resumido da seguinte forma:
1. Deus é o nosso provedor. O crente
deve viver contente e satisfeito porque suas necessidades são supridas em Deus
(Sl 23.1; Fp 4.1 9). Ele é o Senhor que provê - Jeová Jiré - todas as
exigências naturais da vida humana (Gn 22.14; Sl 34.10).
2. Ausência de cobiça (Pv 15.27). Isto
decorre da confiança do crente em Deus (Mt 6.25, 31-33) e da obediência
irrestrita à sua Palavra (At 20.33-35; Rm 12.16; Hb 13.5; 1 Tm 6.9,10).
3. Disposição de suportar a privação (2 Co
4.16-18). O crente fiel sabe, melhor do que qualquer pessoa, que não somos
imunes às provações, ao contrário (Rm 8.18; 2 Tm 3.12), precisamos passar por
elas para sermos aperfeiçoados (Tg 1.2-4; Rm 8.28). Temos de estar dispostos a
sofrer privações, se necessário, para realizarmos os elevados propósitos de
Deus (Fp 4.11,12).
a) Privação não significa pobreza e penúria. "Contentar-se"
não significa se acomodar à pobreza, preguiça ou inatividade (Pv 6.6-11; 12.27;
15.19). A Bíblia não se opõe àqueles que labutam diariamente pela vida
cotidiana (Pv 10.5), entretanto, condena os que se enriquecem ilicitamente (Pv
10.4; 11.1), esquecendo-se do Reino de Deus (Mt 6.33; Jo 6.27).
b) Privação não significa resignação. O
cristão não deve portar-se com indiferença, inércia e acomodação diante das
adversidades da vida, mas com disposição, trabalho e honestidade (At 20.33-35;
Rm 12.11; Ef 4.28).
Somos Mordomos
O que é Mordomo?
Pessoa responsável por cuidar da casa (oikos) e de tudo o que há nela. Não é o dono, mas cuida para seu senhor. Um administrador de confiança.
“E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?” Lc 12.42
O que é Mordomia?
- é o exercício dessa capacidade de
administração. Mordomia Cristã é o manejo responsável dos
recursos do reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou a um grupo. (Somos
mordomos desta casa)
Mordomia é Administração - “E ele,
chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia,
porque já não poderás ser mais meu mordomo.” Lc 16.2
Exemplos de Bíblicos de Mordomia
Eliezer - “E disse Abraão ao seu servo, o
mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía:” Gn 24.2
José - “José achou graça em seus olhos, e
servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.”
Gn 39.4
Paulo - “ Mas
de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra
com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para
dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” Atos 20.24
Somos Despenseiros
Pessoa encarregada da despensa (local da
casa onde se guardam mantimentos, alimentos)
O cristão como “bom” administrador
(despenseiro) - “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons
despenseiros da multiforme graça de Deus.” 1Pe 4.10
O obreiro como responsável por cuidar das
coisas de Deus - “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e
despenseiros dos mistérios de Deus.” 1Co 4.1
“Porque convém que o bispo seja
irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo,
nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;” Tt 1.7
Mordomia é o ofício do Mordomo (grego –
oikonómos)
Administrador dos bens de uma casa ou de um
estabelecimento alheio. (Pequena Enciclopédia Bíblica – O.S. Boyer).
Jesus o grande exemplo
“Porque para isto sois chamados; pois também
Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas
pisadas.” 1Pe 2.21
Entesourando no céu.
Mordomo é alguém que
administra os bens de outra pessoa. Os bens não lhe pertencem, mas ele pode
usufruir deles enquanto os administra para seu legítimo dono. Jesus contou a
parábola do administrador, ou mordomo infiel, para mostrar esse fato (Lc
16.1-13). O entendimento entre os intérpretes da Bíblia é que essa parábola tem
um fim escatológico. Assim como os filhos deste mundo são perspicazes e astutos
no que diz respeito ao uso de suas riquezas, assim também os filhos do Reino
devem ser sábios na aplicação de seus bens. O ensino da parábola é que o melhor
investimento é usar os recursos materiais adquiridos na propagação do Reino de
Deus e, dessa forma, ganhar amigos para a vida eterna (Lc 16.9). [1]
"E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." Mateus 25:21
Jesus ensinou a respeito do uso correto do dinheiro, mostrando o cuidado que devemos ter com a avareza.
Não há valor moral no dinheiro em si. Ter
dinheiro pode ser uma coisa boa ou ruim. Isso vai depender do conjunto de
valores daquele que o utiliza. Certamente, usar o dinheiro para ajudar uma obra
filantrópica, ou investir na obra missionária, é uma coisa útil e louvável.
Todavia, usar esse dinheiro, como advertiu Jesus, simplesmente com a atitude de
querer mais posses, mais prestígio, mais autossatisfação, acaba se tornando uma
coisa ruim. Leiamos com cuidado o terceiro Evangelho e descubramos o exercício
da verdadeira mordomia cristã.
PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
Como é visto o dinheiro na cultura secular?
Uma das formas mais comuns de enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material.
Como era a situação dos pobres nos dias de Jesus?
Os pobres eram "o povo da terra" (Lc 21.1-4). Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6).
Como o judaísmo via as riquezas?
A posse de bens materiais não era vista como um mal em si.
Como Jesus avaliava aqueles que possuíam riquezas?
Ele avaliava não apenas as ações exteriores, mas sobretudo as atitudes interiores.
O que você pensa a respeito do ter dinheiro? É algo ruim ou bom?
Resposta livre. A ideia é que o aluno responda sob a perspectiva bíblica ensinada na lição
NOTAS
1 PONDER, Catherine. O Milionário de Nazaré - seus segredos de prosperidade. São Paulo: Editora Novo Século, 2013.
8 http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Novo_Pensamento. Acesso
26.08.2014.
9 A obra The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements (Novo Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático) destaca que “embora ele (Hagin) tenha sido criticado como líder dos movimentos “Palavra da Fé” e "Confissão Positiva” (Hunt, 1987, 56; McConnell, passim), sua mensagem enfatiza a necessidade de orar somente de acordo com os princípios de Deus encontrados nas Escrituras Judaicocristãs” (p.687, BURGESS, Stanley M. org.).
10 Conforme citado em GONÇALVES, José. A Prosperidade à Luz da Bíblia. CPAD.
11 HUNT, Dave & MA.CMAHON, T.A. A Sedução do Cristianismo - discernimento espiritual dos últimos dias. Porto Alegre: Editora Chamada da Meia Noite.
12 A Sedução do Cristianismo. Op.cit.
13 GONÇALVES, José. A Prosperidade à Luz da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD.
14 PAGOLA, Antônio José. Jesus e o Dinheiro. Petrópolis: Editora Vozes.
Fontes:
[1]José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. Ed.CPAD
**Wikipédia
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Ed.CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão - CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
Aqui eu Aprendi!