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quarta-feira, 16 de maio de 2018

A Vida Cristã e a Estima pela Liderança

“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui, sempre, o bem, tanto uns para com os outros como para com todos” 1Ts 5.15

Nesta lição trataremos a respeito do valor das lideranças biblicamente constituídas, assim como sobre as características de uma igreja local espiritualmente relevante. Faça de sua aula um maravilhoso momento de reflexão sobre a urgente necessidade de novas lideranças constituírem-se no interior da igreja local. Indague a seus alunos se eles estão conscientes de que sairão do meio deles as futuras lideranças que conduzirão a obra de Deus daqui a poucos anos.

Reflita com seus educandos a respeito dos desafios que se impõe diante de um líder que de maneira séria e dedicada compromete-se com o bem-estar da obra de Deus.

Caro professor(a) da Escola Dominical, nunca se esqueça, você também tem uma grande honra e uma grande responsabilidade de liderar e encaminhar as futuras gerações de líderes da igreja.

Somente uma igreja autêntica reconhecerá a vocação de seus líderes e servirá ao Pai e a sua geração com o objetivo de glorificar o santo nome do Senhor.

Texto Bíblico - 1 Tessalonicenses 5.12-22

INTRODUÇÃO

No momento final desta carta o apóstolo Paulo concentra-se em uma série de prescrições práticas para o desenvolvimento da obra de Deus naquela comunidade. As orientações concentram-se basicamente em duas grandes temáticas: a necessidade de apreço pelas lideranças constituídas e ações práticas para o desenvolvimento da espiritualidade. Paulo, num destacável exercício de síntese de conceitos, passa a apontar algumas ações que não poderiam deixar de ser realizadas para a manutenção da saúde espiritual daquela comunidade.

I. A IGREJA COMO ESPAÇO DE CONCRETIZAÇÃO DA VERDADEIRA LIDERANÇA CRISTÃ

1. Uma liderança constituída para a Igreja.
Não foi a Igreja que nasceu para a liderança, mas a liderança que foi constituída em função da Igreja (At 6.3-5). É a Igreja quem confirma o ministério frutífero de um líder. É por isso que Paulo roga aos irmãos em Tessalônica que reconheçam o serviço daqueles irmãos (1Ts 5.12,13), pois, se não for a Igreja que fizer isso, instituições humanas não poderão fazê-lo. Deste modo, repousa sobre a comunidade local a responsabilidade de discernir, por meio da ação do Espírito de Deus, que se torna evidente em frutos perceptíveis, a chamada para liderança de determinada pessoa. O líder precisa ter o reconhecimento de sua comunidade local. No mundo secular, governa-se por direitos legalmente constituídos, por nepotismo e até mesmo por usurpação do poder. Todavia, na Igreja só há uma maneira: por meio da vocação de Cristo que é referendada pela igreja local.

2. Liderando no Senhor.
Os líderes são levantados para serem ministros em suas comunidades, ou seja, servos. Liderar no Senhor implica utilizar-se de princípios extraídos da Palavra, que espelhem a vontade de Deus. Não se deve dirigir para uma instituição, muito menos para uma pessoa específica; lideramos para a glória de Deus, a fim de que o nome do Senhor seja exaltado em tudo o que realizarmos. Assim sendo, liderar no Senhor significa, em muitos casos, abrir mão das opiniões pessoais em nome de cumprir-se a vontade de Deus. Todo líder deve ter a convicção de que nunca terá a equipe ideal; lembremo-nos de que nem mesmo Jesus a teve, por isso o líder não deve desmotivar-se diante de adversidades.

3. Reconhecendo a liderança como uma grande obra.
Como nos aponta a orientação paulina, o chamado para servir a Igreja como líder é, ao mesmo tempo, um honroso e árduo ofício (1Ts 5.12,13) e cabe-nos reconhecer os verdadeiramente vocacionados. Devemos publicamente, e em particular, atestar a existência de pessoas escolhidas por Deus para o governo, liderança e presidência (Rm 12.8; 1Co 12.28). Assim não falamos apenas de pastores, mas também de líderes em outros níveis, por meio dos quais a obra de Deus se desenvolve.

II. O QUE É SER IGREJA?

1. É ser um ambiente onde há espaço para acolher todos.
Uma Igreja não pode ter um “público-alvo” específico; nosso campo de evangelização é o mundo. Uma igreja não pode ser apenas para jovens, ou só para adolescentes, ou exclusivamente para adultos. É um absurdo existirem igrejas voltadas para o público intelectualizado, outras para o “povão”. Igrejas para ricos, igrejas para pobres. É intrínseco a Igreja ser composta por indivíduos de todas as classes, grupos e culturas. Somos um espaço de acolhimento onde o problemático, o fraco e o desacreditado devem ter o mesmo espaço que o saudável, o forte e o fervoroso. Somos vocacionados para dar suporte uns aos outros (Ef 4.1-6), isto é, nossa responsabilidade é auxiliar aqueles que ainda não são capazes de seguir suas jornadas sozinhos, e por isso precisam de amigos, abraços e orações.

2. É ter a palavra certa para cada indivíduo.
A Igreja deve ser capaz de dialogar com todos os indivíduos de tal forma a ter a palavra adequada para cada perfil de indivíduo. É por isso que os sermões não devem ser “enlatados”, copiados de um pregador estrangeiro, ou padronizados, reproduzido irrefletidamente como uma “fórmula mágica” copiada de um “megaevangelista”, sem respeitar as especificidades e singularidade de cada comunidade de fé e sujeito. A responsabilidade de sermos Igreja nos leva ao compromisso de falar com austeridade com os que não levam o Reino de Deus a sério (Hb 3.13). Fomos chamados a expressar amorosamente a graça e a misericórdia do Pai àqueles que estão fragilizados (Rm 14.11; 1Co 9.22,23) e apresentar as promessas do Reino para os que estão desesperançados (2Co 1.18-20).

3. É eleger o bem como estilo de vida.
Somos vocacionados para fazer o bem e servir uns aos outros (Jo 13.13-15). Já fomos libertos da prática do mal, por isso este não pode sequer tornar-se uma reação nossa (1Ts 5.15). Rancor, mágoa, ressentimento, fúria, inveja, etc., não devem fazer sentido algum para nós. Não utilizamos as armas do Maligno; se rejeitamos suas ações não devemos nos apropriar de suas metodologias. Como o próprio Paulo afirma, somos espirituais, deste modo, nossas estratégias precisam ser diferentes das utilizadas por aqueles que não conhecem o Pai (Gl 6.1,2; 2Co 10.4). Todo e qualquer discurso de ódio, a quem quer que seja, não nos é conveniente. Somos o povo da misericórdia, da graça e do perdão. Não que de nós mesmos derivem tais princípios, na verdade eles são todos oriundos do amor do Pai para conosco.


III. TRÊS ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA UMA VIDA CRISTÃ AUTÊNTICA

1. Fervor devocional.
Sendo a vida cristã comparada à rotina de treinamento de um atleta (1Co 9.24-27), é necessário compreender que existem algumas práticas que devemos realizar cotidianamente; isto é, assim como um atleta possui disciplina corporal e alimentar, até mesmo de sono, como cristãos devemos ser capazes de continuar orando, mesmo quando aparentemente parece que não somos ouvidos (1Ts 5.17). Nossa vida não deve ser encarada como um fardo, mas como um maravilhoso privilégio. A gratidão deve ser a marca de nosso relacionamento com o Pai (1Ts 5.18), pois quando reconhecemos o poder e a soberania do Senhor somos capazes de acreditar naturalmente que tudo o que Ele faz é carregado de bondade e perfeição, tornando assim nossa vida cheia de leveza.

2. Vigilância moral.
Há um princípio de conduta apresentado por Jesus nos Evangelhos que fundamenta de maneira bem relevante a orientação paulina em 1 Tessalonicenses 5.22. Escrevendo aos tessalonicenses, Paulo orienta-os a não só fazerem a coisa certa, mas a se absterem da “aparência do mal”. Ou seja, devemos evitar toda e qualquer prática que escandalize o Evangelho. Assim, mesmo sabendo que determinadas ações não incorrem em pecado, devemos evitá-las se elas produzem confusão e alvoroço na mente e coração dos fracos na fé (1Co 8.9; 10.32; 2Co 6.3).

3. Discernimento espiritual.
Uma das características mais marcantes deste nosso tempo é a variedade de discursos, ações e manifestações. São várias igrejas, inumeráveis pregadores e cantores, e os meios de propagação de suas ideias nunca foram tão numerosos como hoje — televisão, rádio, internet, redes sociais etc. Nessa selva de informações como devemos nos portar? Paulo orienta-nos a sermos criteriosos com TODAS as coisas (1Ts 5.21), isto é, examiná-las minuciosamente para conferir sua autenticidade, assim como um ourives faz com os objetos que lhes são trazidos. Sabemos que inerrante só a Palavra de Deus, entretanto, as interpretações humanas, os usos (e abusos) que se faz da Palavra, tudo precisa ser examinado.


CONCLUSÃO

Nunca se fez tão necessário tomar cuidado com os charlatões da fé e, ao mesmo tempo, dar suporte à vocação dos santos que foram chamados por Deus para abençoar nossas vidas por meio da liderança.


SUBSÍDIO I
“O culto de adoração pentecostal é conhecido pelas manifestações do Espírito Santo, como o falar em línguas, a interpretação das línguas e a profecia (expressão vocal inspirada pelo Espírito no idioma da própria pessoa). Já em pleno século XXI, observamos que esses fenômenos estão se difundindo em mais igrejas, países e povos do que estavam no começo deste século, quando o movimento pentecostal teve seu início. Contanto que obedeçamos à Palavra de Deus e fiquemos abertos ao mover do Espírito Santo, desfrutaremos da manifestação ou dons do Espírito Santo em nossos cultos de adoração. Que nunca deixemos de manter diante de nós as palavras de 1 Tessalonicenses 5: ‘Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem’ (vv.19-21). [...] Em última instância, a igreja pentecostal deve julgar sua adoração pelo que está acontecendo interiormente, e não pelo que ocorre exteriormente. Jesus nos falou que a vinda do Espírito Santo significaria que aquEle que tinha estado conosco agora estaria em nós (Jo 14.17). É o grandioso poder pentecostal em ação em nós que tornará nossa adoração significativa e eficaz” (CARLSON, Raymond et al. Pastor Pentecostal. Teologias e práticas pastorais. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008. pp.592,593).

SUBSÍDIO II
“Não obstante, ele também se refere ‘os que têm dons de administração’ (1Co 12.28 — NVI) e diz que se alguém tiver o dom de ‘exercer liderança, que a exerça com zelo’ (Rm 12.8 — NVI). Ele também incita os tessalonicenses ‘que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam’ (1Ts 5.12). O verbo na expressão ‘presidem sobre vós’ é proistêmi traduzido por ‘liderança’ em Romanos 12.8 (NVI). Portanto, alguns exerciam responsabilidades administrativas e de liderança na igreja. Mas não se determina o grau da autoridade que suas responsabilidades acarretavam. É provável que essas lideranças cumpriam principalmente as decisões da congregação.
Nessas epístolas, uma voz de autoridade pertence ao próprio apóstolo. Ele comunica aos tessalonicenses: ‘Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos’ (1Ts 5.27). E que ‘se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal’ (2Ts 3.14). Ele, ao advertir os coríntios de que falar de modo arrogante não substitui o poder, pergunta-lhes: ‘Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?’ (1Co 4.21)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008. p.317).


Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 2º Trimestre de 2018 - Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias - Comentarista: Thiago Brazil

Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Organização da Igreja

Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” At 20.28

“Por que a igreja deve se caracterizar pelos pontos distintivos de santidade, de união e de amor?

Para explicar de forma simples, o caráter da igreja deve refletir o caráter de Deus. Devemos ser santos, unidos e amorosos, porque Deus é Santo, é um e é Amoroso. Paulo diz aos coríntios: ‘Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo’ (1Co 11.1). Deus pretende expor seu próprio reflexo na igreja. Em geral, observamos isso no capítulo 1 e 2. O evangelho da igreja é a sabedoria de Deus, não a sabedoria do mundo (1Co 1.17-2.16). Paulo escreve: ‘Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus’ (2.12). E escreve alguns versículos adiante: ‘Nós temos a mente de Cristo’ (2.16b). Em suma, a obra transformadora do evangelho na vida da Igreja concede-lhe a mente de Cristo e a torna mais semelhante a Deus que ao mundo. E o reflexo dEle na Igreja — por meio da proclamação e da vida santa, unida e amorosa — é a exata matéria do testemunho da Igreja. Conforme examinamos cada uma dessas características, observamos que seu fim último não é melhorar a saúde moral da sociedade, embora isso possa ser um subproduto, mas refletir a Deus” (DEVER, Mark. A Mensagem do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.187)

A Igreja do Senhor Jesus precisa de líderes que a conduzam de forma bíblica, organizada e agradável a Deus.

Leitura Bíblica: Tito 1.1-9

1 — Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade,
2 — em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos,
3 — mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador,
4 — a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.
5 — Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei:
6 — aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
7 — Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
8 — mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,
9 — retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos a importância de se ter pessoas na igreja que a organizem, liderem e a mantenham dentro dos parâmetros esperados por Deus. Também aprenderemos sobre os três modelos de governo eclesiástico e veremos quais são os tipos de obreiros mencionados no Novo Testamento, que ajudam a organização e direção da igreja.

I. A NECESSIDADE DE LIDERANÇAS NA IGREJA

1. Por que precisamos de organização nas igrejas?
Toda instituição precisa ser organizada, e o mesmo ocorre com a igreja local. Uma igreja deve ser organizada para receber bem seus membros e visitantes, ter pessoas responsáveis atuando nos diversos ministérios e departamentos, checar se o santuário está aberto e em condições de receber pessoas para os momentos de culto e orações. Entretanto, mais do que os aspectos citados, a igreja precisa ser organizada, porque isso agrada a Deus. O Senhor tem planos e Ele anuncia seus planos aos seus filhos fazendo com que sejam realizados, e isso é organização. Se Deus preza por organização, não poderíamos imaginar que a sua Igreja deveria seguir um padrão diferente. Uma igreja desorganizada não reflete a perfeição do Evangelho.

2. Direção.
A Igreja do Senhor precisa ter dirigentes que a conduzam e apascentem. Atos 20.28 fala que Paulo rogou aos anciãos de Éfeso: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. Já na Igreja Primitiva havia a consciência de que a liderança das igrejas locais deveria ser exercida por homens que entendessem que a Igreja de Cristo foi fruto do amor de Cristo, demonstrado no alto preço que pagou por todos nós que o recebemos como Salvador.

3. Dar ordem aos trabalhos.
E para quem pensa que não precisamos de organização em nossas igrejas, é preciso deixar claro que desde a Criação, Deus nos deu um exemplo de como todas as coisas devem ser ordenadas e organizadas. Ele primeiro fez e organizou o mundo em que o homem viveria, para depois criar o homem e colocá-lo na Terra. Imagine se Ele decidisse fazer o processo inverso, criando o homem primeiro para, depois, ir acomodando toda a criação em seu devido lugar...

Organização na igreja é algo tão necessário quanto a pregação da Palavra de Deus e o seu ensino.

II. FORMAS DE GOVERNO NA IGREJA

A Igreja Cristã possui hoje pelo menos três modelos de governo, ou seja, formas como deve ser gerida.

1. Episcopal.
Esse modelo de governo eclesiástico é o mais comum. Ele se baseia na liderança de um ministro, que toma as decisões na congregação. Esse modelo deriva da palavra episkopos, que significa “supervisor”, alguém que observa de uma posição superior (a preposição epi, sobre, e o verbo skopeuo, que significa examinar), onde o pastor tem a autoridade sobre os componentes do ministério e sobre a congregação. Por estar esse modelo de governo sob a responsabilidade de um líder, é notório que, nele, a tomada de decisões seja menos engessada, mais ágil do que as demais formas de governo. Neste modelo, o pastor é auxiliado por outros obreiros, que cooperam em sua tomada de decisões.

2. Congregacional.
Nesse modelo, a congregação tem a palavra final nas questões relacionadas à gestão e ao culto. O pastor tem a função de pregar a Palavra e ensiná-la, e os demais assuntos são trazidos para a assembleia, e ela decide o que vai ser feito em relação àqueles temas. Uma vez tomada a decisão, todo o grupo acata o que foi decidido.

3. Presbiteral.
Este sistema é marcado pela condução de pessoas eleitas como presbíteros, agrupadas em um “colégio” ou assembleia. O pastor tem a função de pregar e zelar pela doutrina, e os presbíteros administram a congregação nos demais assuntos.

É preciso entender que cada um desses sistemas tem suas funcionalidades, e que há igrejas que se adequam mais a um sistema do que a outro. O que não pode é haver uma igreja local sem um governo que a organize e administre.


Organização na igreja é algo necessário e de extrema importância.

III. OFICIAIS DA IGREJA

1. Bispos e pastores.
O Novo Testamento apresenta os bispos e ministros como sendo os líderes voltados ao exercício da pregação, discipulado, evangelismo e ensino. Eles também tinham o dever de agir trazendo ordem ao culto.

O trabalho pastoral exige muitas responsabilidades e deveres dos pastores. Além de zelar pela coerente pregação da Palavra de Deus, esses ministros devem zelar pelo cuidado do rebanho.

O apóstolo Paulo enumerou algumas características necessárias ao exercício do ministério: o pastor deve ser honesto, marido de uma mulher, sóbrio, apto para ensinar, não pode ser uma pessoa violenta nem avarenta; deve ser moderado e ter um bom testemunho dos que estão fora da igreja (1Tm 3.2-7). Por essas características, podemos observar que Deus exige de seus ministros um alto padrão de qualidade e vida moral para estar diante de uma congregação. A Palavra ainda exige que o pastor não seja neófito, ou seja, uma pessoa sem experiência, não madura (1Tm 3.6). O motivo dessa ordem é para que o pastor, por imaturidade ou falta de experiência, não se torne soberbo e não caia na condenação do Diabo. São muitas, realmente, as exigências para os que aspiram ao santo ministério.

Leia também: O Ministério Pastoral 

2. Presbíteros.
Originalmente, presbíteros eram os chamados anciãos. Por força da experiência de vida, homens de mais idade eram requisitados para auxiliar no exercício da liderança, aconselhamento e na tomada de decisões. O Sinédrio, (gerousia), era composto por setenta anciãos (gerontos; da raiz geron vem a expressão geriatria), pessoas de mais idade.

A palavra grega referente ao Conselho de Presbíteros é presbyterion, ou presbitério, que traz a ideia de um grupo de homens maduros, experimentados.

Leia também: Mestre - cumpre o teu Ministério  

3. Diáconos.
Ser um diácono na igreja primitiva era uma posição de grande honra, e ao mesmo tempo de grande responsabilidade. Atos 6.3 nos fala que os primeiros diáconos deveriam ser homens de boa reputação (boa fama e serem pessoas confiáveis), cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Eles deveriam ser reconhecidos como pessoas de caráter ilibado.

Outros requisitos ao diaconato foram acrescentados pelo apóstolo Paulo quando escreveu a Timóteo indicando-lhe, como ser homem de palavra, não ganancioso, marido de uma mulher e ter uma consciência limpa. Os diáconos deveriam cuidar das atribuições relacionadas às questões administrativas e sociais nas igrejas locais, auxiliando, dessa forma, os apóstolos, para que estes estivessem livres para se dedicarem à oração e ao ministério da Palavra.

Em que pese o fato de os diáconos terem uma função mais ligada ao trabalho social, houve diáconos que se destacaram como pregadores. O primeiro mártir, Estêvão, era um diácono a quem Deus usou com sabedoria e operação de milagres (At 6.5,8); Estêvão foi a primeira pessoa que, após a ressurreição do Senhor, viu Jesus, em pé, ao lado de Deus (At 7.56). Felipe, outro diácono, foi usado por Deus na área do evangelismo e milagres em Samaria, evangelizou o eunuco etíope no deserto e teve uma experiência de ser arrebatado daquele lugar para outra localidade (At 8).

Saiba mais: O Diaconato 

Pense!
O Novo Testamento nos mostra os diversos tipos de líderes da igreja e as suas atribuições no funcionamento das igrejas.

Ponto Importante
O respeito às autoridades da igreja sempre foi necessário, seja porque trabalham como servos de Deus e possuem autoridade dada por Deus, seja por sua experiência de vida e serviços junto à igreja local.

CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos como é importante a igreja ser organizada e ter líderes que zelem por transmitir as verdades das Sagradas Escrituras por meio da pregação e do ensino, e que ajudem com sua experiência as demais atividades da igreja local.

Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD 

Subsídos para aula:
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terça-feira, 26 de abril de 2016

Refidim O Segredo da Vitória

Refidim – O Segredo da Vitória


TEXTO
Êxodo 17:8 a 16
8. Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. 9. Por isso disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão. 10. E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. 11. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. 12. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. 13. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada. 14. Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. 15. E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA. 16. E disse: Porquanto jurou o SENHOR, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração.

INTRODUÇÃO
Certamente mais uma vez estamos aqui para desfrutar de uma boa palavra. Uma palavra vinda do céu, pois a bíblia é realmente a palavra de Deus revelada ao homem, e assim quando dela nos alimentamos certamente nos alimentamos da presença de Deus. Falar sobre Moisés é gratificante, um servo fiel que sempre se mostrou ser um verdadeiro cristão. Mas as coisas para Moisés nunca foram fáceis, pelo contrário, teve que dar duro. Porém se olharmos atentamente para sua vida veremos que a sua rápida passagem pela terra nos deixou grandes ensinamentos. Acredito piamente que muitas mensagens estão sendo levadas por diversos pastores em muitas igrejas pelo Brasil e pelo mundo, e aqui venho eu novamente para compartilhar uma outra mensagem sobre uma outra passagem da vida de Moisés e outros homens. Para tanto peço encarecidamente que abram vossos corações e deixem que a luz da palavra possa lhe causar uma verdadeira mudança de vida e assim cada leitor viva uma vitória diária em todas as áreas de suas humildes vidas.

UM RESUMO SOBRE A VIDA DE MOISÉS

- DOS O AOS 40 ANOS
Seu nascimento foi meio complicado, pois seus pais eram pobres e escravos em um país cheio de deuses estranhos, quando os Hebreus só adoravam a um só Deus, a Jeová.

Talvez você não saiba, mas o nome EGITO Também significa TERRA DE CÃO, nome propício para um povo que adora animais. O interessante é que o Egito só foi mesmo uma grande nação durante os 432 anos que os Israelitas ficaram por lá, uma vez que depois da saída deles nunca mais o Egito se levantou.

Aos três meses Moisés teve que ser colocado no rio para que alguém o pegasse e o salvasse da fúria do Faraó Ramisses I, quando chega ao palácio do faraó volta a ser levado a Joquebede, sua mãe biológica para ser amamentado. Aos cinco anos volta para o palácio onde é criado nos costumes do Egito, mas, uma criança com cinco anos já havia aprendido alguns costumes vivendo no meio dos Hebreus.

Os anos se passam e Moisés está cheio de perguntas, e uma delas é: porque o Deus de Joquebede, de Mirian, de Arão, não fala com ele? Que dilema, ele não sabia direito quem ele era, Egípcio ou Hebreu, estava um tanto confuso. Era porque Moisés não tinha uma identidade espiritual definida que Deus não falava com ele, pois Deus não fala com Zé ninguém. Mas Jeová precisava ter um particular com Moisés. Então Moisés com quarenta anos de idade mata um egípcio e com medo de ser descoberto foge para o deserto, então ali o Senhor vai tratá-lo, pois é no deserto o lugar de tratamento, (Ez 20:35) (Os 2:14), logo vemos que quando o Senhor quer nos tratar Ele permite que passemos por uma luta, para nos aproximarmos Dele.

- DOS 4O AOS 80 ANOS
No deserto Moisés se encontra com Jetro, e para morar em Midiã teria que aprender a ser um pastor de ovelhas. Um homem que viveu no palácio do faraó, tendo como mãe a filha de faraó, acostumado com banhos de perfumes e regalias, agora fede a esterco e urina de ovelha, e de novo ele ouve falar de “um tal” de Jeová, que ele nunca conheceu e nunca falou com ele.

Todo momento creio que Moisés mesmo sem conhecer a Deus o questionava, talvez dizendo: “se tu existes mesmo, porque não se revela a mim e me diz quem eu sou?”, ou “Porque deixou que tudo isso acontecesse comigo?” Ou tantas outras perguntas que uma pessoa em um conflito interior faria.

Mas Moisés conhece Zípora, a filha de Jetro, e casa-se com ela, e um de seus filhos era Gérson, que significa “estrangeiro, peregrino”. Esta era a situação que Moisés se via no deserto, peregrino, sem pátria, sem família. Quando Deus se encontra com Moisés, na presença da sarça ardente, Moisés conta para sua esposa, ela diz que onde ele for ela iria. Agora Moisés já sabe quem é, Deus o chama pelo nome e o envia a buscar um povo cativo, Moisés agora sabe, depois de 40 anos, quem ele é, ele é o MOISÉS, também significa “dar a luz”.

- DOS 80 AOS 120 ANOS
Deus aparece para Moisés em uma sarça ardente, ou seja, queimava, mas não se consumia. A combustão espontânea da sarça não era algo incomum no deserto, pois esta planta quando ressequida debaixo do calor do sol soltava um óleo que inflamava, mas ver uma planta que não se consome pelo fogo é algo que chamou a atenção de Moisés, então Deus começa a falar com ele, e diz, coloque a mão no peito, tira, e ela sai leprosa, novamente coloque a mão no peito, tira, e ela sai limpa. Deus estava mostrando que é Ele quem manda, e homem que bater no peito achando que é alguma coisa fica leproso.

Quando nos encontramos com Deus então realmente descobrimos quem somos, e mais do que isto, e então Deus revela a você os desejos Dele, para com sua vida. Moisés viveu 120 anos, e teve três fases de sua vida que hoje nós passamos.

Mas antes de ser Moisés tomado por Deus, em sua vida ocorreu uma passagem memorável, que merece toda nossa atenção. Essa passagem se deu em um vale chamado Refidim. Local onde ocorreu a primeira batalha do povo hebreu tão logo saíram da escravidão do Egito. Essa batalha foi contra um povo rude, violento, truculentos, e sem motivo algum, pois os Amalequitas eram maus por natureza. Então vejamos quem eram os famigerados Amalequitas.

OS AMALEQUITAS
Amaleque é um personagem da Bíblia e também da Torá e que de acordo com estes livros religiosos era o filho de Elifaz e assim neto de Esaú, pois Elifaz era filho primogênito de Esaú com sua concubina Timna (Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve Elifaz a Amaleque... - Gn 36:12a).

O nome de Amaleque também designava seus descendentes tribais, conforme observamos em Gn,25:17; Jz,7:12; 1Sm,15:2. No hebraico, Amaleque significa: “habitantes do vale”, O significado importante e mais interessante do nome Amaleque é do hebraico-Belico: “próprio da guerra; que tem ânimo aguerrido; guerreiro; que incita à guerra”. O filósofo grego de origem judaica chamado Filon (54 d.c) interpretava os Amalequitas como “povo que lambe”. Os Amalequitas eram um povo que guerreava pelo simples prazer de serem violentos, matavam por prazer e saqueavam outros povos mesmo que isso não fosse necessário. Eram nômades, viviam a perambular pelo deserto na região árida entre Canaã e o Egito Na Bíblia Sagrada, os amalequitas são freqüentemente mencionados, em conjunto, com os moabitas, midianitas e amonitas. Assim, Amaleque tornou-se, na exegese hebraica, o símbolo de todos os inimigos de Israel.

A HISTÓRIA
O povo de Deus acabara de sair do Egito, uma terra que só foi realmente grande enquanto o povo de Deus esteve lá, pois depois da saída dos Hebreus, o Egito nunca mais se levantou.

No capítulo 12, lemos sobre a saída do povo da escravidão no Egito, então Deus guia o seu povo pelo caminho e logo ao chegarem diante do Mar Vermelho um grande milagre é feito pelas mãos do Grande Senhor e criador do Universo, a abertura do mar, onde todos passam com os pés secos e os Egípcios morrem, pois caminho que Deus abriu para seu povo ninguém mais pode passar. Do outro lado Moisés canta, Mirian dança e o povo expressa sua grande felicidade para com Deus. Então vem a sede e chegam em Mara, onde as águas eram amargas e quem bebesse dessa água era acometido de terrível diarreia, e uma diarreia no meio do deserto era morte na certa, mas Deus transforma a morte em vida, o que era amargo em doce, e o povo se salva novamente. Agora o povo chega mais adiante e vem a fome, e novamente outro grande milagre, Deus manda MANÁ do céu, que era uma farinha com cheiro de baunilha, e com ela se podia fazer quase tudo. Mas como povo é igual em todo lugar, somente o pão do céu não era o bastante, agora eles começam a reclamar da falta da carne e Deus manda infinitas codornizes e o povo come carne até sair por suas narinas. Na jornada em direção a terra prometida o povo chega ao deserto de Sim e novamente reclamam da falta de água, e então Deus dá água que sai da rocha de Meribá. Mas agora no meio do caminho, em um lugar chamado Refidim, está um povo rude, entre Egito e Canaã aparece um povo mau, conhecido pelo nome de Amalequitas, que na verdade eram parentes dos Hebreus, como vimos anteriormente, e a única saída era a guerra e Moisés sabia que o povo que ali estava não tinha experiência na arte da guerra, pois eles não sabiam como manejar uma espada e sem a presença de um grande milagre da parte de Deus a derrota, a morte, a falência e outras frustrações eram certas. Então aqui começa nossa mensagem.

OS QUATRO ESCOLHIDOS DE DEUS
- MOISÉS
O cabeça, o líder, o representante de Deus. Ele trazia sobre si a autoridade que lhe foi investida por Deus, e assim sabendo de sua responsabilidade ele chama a Josué e lhe dá a ordem para agir da forma que ele determinou, e ainda compartilha com Josué onde ele, como líder estaria e o que ele estaria fazendo.

O verdadeiro líder não é aquele que somente sabe mandar, mas também fazer. Deus escolheu um líder para sua vida, então trate de obedecê-lo, honrá-lo. Se Josué resolvesse fazer tudo de outra forma, achando que Moisés estava velho e caduco, com certeza ele e todo o exército Israel morreriam. Precisamos aprender a acreditar e a obedecer nossos líderes dentro do local onde nos alimentamos da palavra.

- JOSUÉ
O guerreiro corajoso e destemido, que seria o sucessor de Moisés. Ele sabia que a obediência a Moisés era uma condição para que tivesse vitória, pois jamais seremos honrados se deixarmos de honrar nosso líder, jamais teremos vitória de desprezarmos as palavras de nosso pastor, pois o próprio Deus jamais quebra uma regra imposta por Ele mesmo e uma delas é a regra da autoridade e hierarquia.

Para chegarmos ao topo da vitória precisamos aprender a obedecer. Muitos se acham inteligentes o bastante para fazer aquilo que lhes vêm a mente e não colocam em prática a palavra ministrada pelo pastor.

- ARÃO
O Sumo Sacerdote, um homem escolhido para fazer algo que outros jamais fariam. Não vou descrever as funções do Sumo Sacerdote, pois acredito que você já saiba. Mas sem a presença de Arão algo estaria incompleto. Arão representa a parte espiritual da batalha e da vitória, a parte que muitos dão pouco valor, pois estamos preocupados com o inimigo e não com o dono da vitória.

Precisamos levar “Arão” para nossas batalhas, ele é indispensável. Assim como Simão o Sirineu estava lá para ajudar o mestre a carregar a cruz, também precisamos de Arão e Hur para completar o time que estará na intercessão para a vitória.

- HUR
bíblia não nos dá muitas informações sobre este homem, mas acredito que Hur fosse um auxiliar de Arão, como uma espécie de sacerdote que estava sempre a disposição do sumo sacerdote. Assim Hur deveria estar lá no auto do monte para que lá no campo de batalha Josué e os soldados ganhassem a batalha.

Arão não conseguiria segurar ambos os braços de Moisés da forma que deveria ser feito, e por isso Hur foi chamado a subir no monte e estar ao lado de Moisés de forma prevista.

REPRESENTATIVIDADE DOS PERSONAGENS
Precisamos entender que a bíblia deve ser interpretada sob a visão de que também foi escrita em três linguagens diferentes: a linguagem simbólica, a linguagem literária, e a linguagem figurativa. Assim em cada palavra contida dentro da bíblia certamente Deus está nos falando algo, então quero usar da linguagem figurativa para conjecturar e realizar um paralelo nas figuras de Moisés, Josué, Arão e Hur com presença de Deus no meio de seu povo. Então vejamos.

MOISÉS representa a figura de DEUS, já ARÃO e HUR representam a presença do ESPÍRITO SANTO, em dois tempos, no Velho e no Novo Testamento, JOSUÉ é a representatividade do SENHOR JESUS, que veio para lutar e vencer nossa batalha.

O TRÊS SEGREDOS PARA VITÓRIA
Para vencer a batalha precisamos aprender alguns detalhes que farão a diferença em nossas vidas. Ninguém sobrevive sozinho, pois o homem é um ser sociável e por isso convive em família, bairro, cidades, isso é sociedade. Temos a necessidade de convivermos com outras pessoas e interagir com elas.

Estamos aqui em uma mensagem para a igreja e igreja é o mesmo que família e como povo de Deus nós tratamos uns ao outros como irmãos. Moisés sabia que o povo deveria ter vitória sobre os inimigos e assim ele tratou de usar alguns princípios do caráter de Deus e aplicá-los na batalha. Então veremos agora uma estratégia que devemos usar nas batalhas que nos afrontam dia a dia.

O PRINCÍPIO DA HIERARQUIA
Esse princípio é indispensável dentro de um convívio humano. A hierarquia aponta para o líder, que por sua vez fez por merecer a ocupação de seu posto. Assim tal princípio vem organizar as estratégias de comando e organização de uma instituição para que haja crescimento e a sobrevivência seja constante. Vemos que no seio de uma família Deus nos instruiu que o homem é a cabeça, e mesmo em certos grupos animais um se destaca como líder, isto pelas suas qualidades.

O PRINCIPIO DA UNIDADE
Se vivemos em grupos, então cada grupo tem seus objetivos, podendo ser diferentes de grupo para grupo, mas cabe ao líder dar prosseguimento aos trabalhos para que o grupo tenha sucesso. O sucesso do grupo vai depender da unidade entre eles, pois imagine em um grupo familiar o pai provendo o sustento da família e a mãe pondo este sustento para fora, com certeza os mais fracos vão sentir primeiro as consequências da falta da unidade do grupo.

O PRINCIPIO DA FÉ
Havendo o respeito da hierarquia, tendo um cabeça, um líder, que dá ao grupo a devida assistência, e o grupo vivendo em harmonia da unidade, buscando todos o mesmo ideal, temos agora dentro do grupo a fé, que é a credibilidade na certeza daquilo que se espera como que já tenha acontecido. Uma criança não pergunta ao pai ou a sua mãe se haverá alimento amanhã. Isso é fé.

Dentro da ideologia dos três princípios apresentados, vemos o grande Moisés preocupado em dar ao grupo de milhares de pessoas sobre seu comando a segurança da vitória, pois um bom líder sabe que a vida de um grupo não é só de brisas. Então meus amados irmãos, tenhamos nós também a consciência de meditarmos na palavra de Deus e colocarmos em prática tudo o que o Senhor tem falado através do líder, ou seja, dos pastores sérios que sobem nos púlpitos com a preocupação de levar ao grupo de irmãos a verdadeira palavra que salva, transforma e cura, e não a palavra que mostra um enriquecimento dos pastores.

O SEGREDO DE MOISÉS
Eram cerca de 75.000 mil Amalequitas que vinham para tentarem exterminar os Hebreus, uma multidão de homens ferozes e vorazes sedentos de sangue e cheios de ódio no coração, mesmo sem motivo algum para isso. Então um sopro no coração de Moisés é percebido, não por outros, mas pelo próprio Moisés, que viu naquela batalha o sinal do poder infinito do Eterno Senhor. Mas que sinal, que sopro foi esse?

Quando o aviso de que os Amalequitas vinham contra o povo de Deus Moisés deve ter perguntado onde eles estavam e onde seria o confronto, então alguém diz a Moisés que o local da batalha seria o vale de Refidim, e Moisés se alegra com o sinal da vitória, mesmo sabendo que não seria fácil ele tinha a garantia da vitória sobre o povo inimigo. Foi por isso que Moisés subiu no monte com Hur e Arão, para fazer a parte espiritual que cabia a eles, pois o nome Refidim em hebraico significa Sustentáculo.

Isso nos revela que é o Senhor quem sustenta o universo com uma das mãos, também sustentaria o seu povo, o qual tinha feito promessas, e Ele também sustentaria tudo mais, ou seja, as promessas que Deus fez ninguém pode anular. Isso deu a Moisés a certeza que ali o Eterno estaria com eles.

O segredo é saber onde você está! Onde será travada a sua luta! Onde o encontro com o inimigo será inevitável! Pois se souberes onde estás com certeza saberá se Deus está com você ou não. Pois com toda a certeza o Deus de Israel não está no mundo; nas baladas; no álcool; no pecado; na desobediência ou infidelidade, mas está dentro da casa que Ele mesmo a denominou de A CASA DE ORAÇÃO.

CONCLUSÃO
Sem dúvida a bíblia está repleta de batalhas e lutas travadas entre homens e povos, e a isso vejo que há uma similaridade com as nossas vidas que também são cheias de batalhas, mas como verdadeiros cristãos não podemos deixar de acreditar que temos um Deus verdadeiro e justo que ama e zela por seus filhos e que nesse momento está no céu com as mãos levantadas segurando a vara da justiça para que eu e você tenhamos vitória, mas precisamos fazer nossa parte e ter fé que Deus fará a dEle. Não pense você que Deus tenha compromisso com quem não tem compromisso com Ele. Deus só pode defender àqueles que entregarem suas vidas a Ele. Então se você ainda não entregou sua vida a Ele, o faça agora. E se você está vivendo fora do princípio da Unidade, então está remando para o lado errado e isso te levará para longe de Deus. Quero lhe contar uma pequena história.

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas."

“Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.”

Autor: Pr. Alexandre Augusto - via Divulgação: EstudosGospel .com.br 

Comentário - Aqui eu Aprendi!
Que possamos estar confiantes em Deus.

Amalequitas sempre aparecem em nossa caminhada, mas os que confiam no SENHOR renovam suas forças e com AJUDADORES fieis animosos, confiantes, fervorosos, com certeza, alegrarão o líder e darão um bom retorno e força ao bravo capitão.

Permaneçamos com as mãos levantadas, com Fé, com animo, com louvor. Assim, ao término da batalha é só erguer o altar em Refidim (descanso, sustento) e hastear a Bandeira da Vitória;  O SENHOR É A NOSSA BANDEIRA "JEOVÁ NISSI".

Aqui eu Aprendi!
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