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sábado, 1 de julho de 2017

Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia

“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 2Pe 1.21

Propósito do Trimestre
Prezado professor, neste terceiro trimestre do ano estudaremos as principais doutrinas da fé cristã. Seguindo o esquema das principais teologias sistemáticas, inauguraremos o estudo deste trimestre tendo como tema a Bíblia: sua formação, autoridade e inspiração divina.

A Bíblia, Palavra de Deus
No tempo dos apóstolos ainda não havia a formação final do Novo Testamento. Quando se reunia para cultuar a Deus, a igreja neotestamentária lia o Antigo Testamento. E quando recebia as cartas apostólicas, as lia nas reuniões semanais. Posteriormente, essas cartas, e os evangelhos, foram paulatinamente aceitos pela igreja como escritos inspirados por Deus. Ora, havia alguns critérios para isso: como a autoria apostólica ou de pessoas que tivessem andando com os apóstolos que viram Jesus. Por direção divina, temos hoje os 27 livros reunidos em o Novo Testamento, mais os 39 do Antigo. Totalizando 66 livros na Bíblia.

O teólogo pentecostal, John R. Higgins, remonta os primórdios da formação da Bíblia Sagrada, mostrando que a composição dos livros da Bíblia está fechada e o que temos em mãos foi milagrosamente nos dado por Deus:

“O cânon bíblico está fechado. A revelação infalível que Deus fez de si mesmo já foi registrada. Hoje, Ele continua falando através dessa Palavra. Assim como Deus revelou a si mesmo, e inspirou os escritores a registrar essa revelação, Ele mesmo preservou esses escritos inspirados, e orientou o seu povo na escolha destes, a fim de garantir que a sua verdade viesse a ser conhecida. Não se deve acrescentar outros escritos às Escrituras canônicas, nem se deve tirar delas nenhum escrito. O cânon contém as raízes históricas da Igreja Cristã, e ‘o cânon não pode ser refeito assim como a história não pode ser mudada’” (Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. CPAD, p.115).

Hoje, se temos uma Bíblia em mãos é milagre de Deus! Devemos agradecê-lo por nos entregar a Sua Palavra. E a melhor maneira de fazer isso é meditar nas Escrituras dia e noite (Js 1.8), de modo que ela esteja “encarnada” em nossa mente e coração. Revista Ensinador Cristão nº71

Cremos na inspiração divina, verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão.

Leitura Bíblica em classe: 2 Timóteo 3.14-17

INTRODUÇÃO

A Bíblia é a revelação de Deus escrita para a humanidade. Disso decorre o fato de ela ser nossa exclusiva fonte de autoridade espiritual. Sua inspiração divina e sua soberania como única regra de fé e prática para a nossa vida constituem a doutrina basilar da fé cristã. Essa inspiração é um fato singular que ocorreu na história da redenção humana. O enfoque da presente lição é sobre a importância e o significado dessa inspiração divina.

Cremos na inspiração divina e autoridade da Bíblia Sagrada.

Os credos e as confissões de fé têm sempre as suas explicações complementares e adicionais para tornar o documento cada vez mais claro. Esses documentos, como disse McGrath (2005), são “interpretações precisas e autorizadas das Escrituras”. Isso significa que se trata de doutrinas oficiais de uma igreja ou denominação, que norteiam a vida religiosa de seus membros.


A Bíblia é a revelada e inspirada Palavra de Deus.

Bíblia está traduzida atualmente para 2.935 línguas, segundo dados da Sociedade Bíblica do Brasil (A Bíblia no Brasil, nº 252 – agosto a outubro de 2016, Ano 68, p. 16). Todas essas versões transmitem a mesma mensagem dos antigos escritores bíblicos. Os oráculos divinos entregues a eles foram preservados e estão disponíveis para toda a humanidade. Sua inspiração divina e sua autoridade fazem dela um livro sui generis.


CÂNON E INSPIRAÇÃO

As palavras “cânon” e “inspiração”, às vezes, significam a mesma coisa. O termo kanōn se origina do vocábulo hebraico qāneh, “cana”, que se usava como “cana de medir” (Ez 40.3, 5; 41.8) e originalmente quer dizer “vara de medir”. Na literatura clássica, significa “regra, norma, padrão”. Aparece no Novo Testamento com o sentido de regra moral (Gl 6.16). É também traduzido por “medida” (2Co 10.13, 15). Nos três primeiros séculos do cristianismo, o termo se referia ao conteúdo normativo, doutrinário e ético da fé cristã. A partir do quarto século, os pais da Igreja aplicaram as palavras “cânon” e “canônico” aos livros sagrados, para reconhecer sua autoridade como textos inspirados por Deus e instrumentos normativos para a vida e a conduta dos cristãos, portanto separados de outras literaturas. Eles constituíram a partir de então uma “lista de livros com autoridade divina”, uma biblioteca que é a nossa medida, a nossa regra de fé e prática. O cânon é, assim, a lista de livros já definidos e reconhecidos como divinos para a vida e a conduta do cristão. Cada um dos livros era reconhecido como inspirado por Deus desde a sua origem, mas a coleção desses escritos sagrados só aconteceu posteriormente.

A inspiração divina é chamada de teopneustia, que significa “inspiração divina da Bíblia” (Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa) e “inspiração divina das Escrituras – teoria segundo a qual Deus inspirou aos autores bíblicos todas as palavras e todas as ideias” (Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire). O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, de Michaelis, repete as mesmas palavras de Laudelino Freire. O termo “teopneustia” vem da Bíblia: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (1 Tm 3.16) ou “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil” (ARA). A palavra grega aqui traduzida por “inspirada por Deus” ou “divinamente inspirada” é theopneustos, que vem de theos, “Deus”, e pneō, “respirar”. Isso significa que a Bíblia é respirada ou soprada por Deus. A construção grega nesse versículo permite ambas as traduções, mas a tradução da Almeida Atualizada é mais precisa, uma vez que a partícula grega kai vem entre os dois adjetivos “divinamente inspirada” e “proveitosa”; também expressa melhor a intenção do Espírito Santo, pois afirma duas verdades sobre a Bíblia: a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa. A ausência do artigo antes de grafē em pasa grafē teopneustos kai ōfélimos1 não deixa claro se a construção é atributiva, “Escritura divinamente inspirada”, ou predicativa, “[a] Escritura é divinamente inspirada”.

O termo grego pasa, feminino de pas, “todo, tudo, cada”, afirma que a inspiração das Escrituras é plena, total, por isso afirmamos a nossa fé na inspiração plenária da Bíblia. Mas essa crença não se fundamenta apenas nisso, e o contexto do Novo Testamento nos deixa à vontade nesse sentido. É verdade que no período apostólico a Bíblia da Igreja era o Antigo Testamento (Lc 24.44). O termo “Escrituras”, ou “Escritura” no singular, aparece inúmeras vezes no Novo Testamento como referência específica ao Antigo Testamento ou a parte dele e entre elas podemos citar (Mt 21.42; Mc 12.10/Sl 118.22, 23; Mt 26.56; Mc 15.28/Is 53.12; Lc 4.21/Is 61.1, 2; Lc 24.27).

A expressão “Toda Escritura” (2Tm 3.16) não se restringe apenas ao Antigo Testamento; diz respeito também aos escritos apostólicos, ou seja, ao Novo Testamento. A Bíblia inteira é divinamente inspirada, pois a autoridade dos profetas e apóstolos é a mesma. Ambos os grupos de escritores bíblicos aparecem alternadamente: “para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos” (2Pe 3.2). Mais adiante, o apóstolo Pedro coloca as epístolas paulinas no mesmo nível nas Escrituras do Antigo Testamento: “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2Pe 3.16). O apóstolo Paulo considerava os escritos apostólicos no mesmo nível das Escrituras dos judeus: “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1Tm 5.18). Há aqui duas citações. A primeira vem da lei de Moisés: “Não atarás a boca ao boi, quando trilhar” (Dt 25.4); e a segunda não aparece em parte alguma do Antigo Testamento, mas nos evangelhos: “porque digno é o operário do seu alimento” (Mt 10.10); “pois digno é o obreiro de seu salário” (Lc 10.7). A construção grega revela que o apóstolo está citando o evangelho de Lucas.2 Ambas as frases são chamadas de “Escritura”. Outras vezes Paulo ousa dizer que seus escritos são de origem divina (1Co 7.40; 2Co 13.3; 1Ts 4.8).

Assim, a frase “Toda Escritura é inspirada por Deus” se refere à Bíblia inteira, aos seus 66 livros. A inspiração da Bíblia é especial e única. Não existe na Bíblia um livro mais inspirado e outro menos inspirado. Todos têm o mesmo grau de inspiração e autoridade. A inspiração plenária se refere à totalidade dos 66 livros bíblicos, e a inspiração verbal significa que cada palavra foi inspirada pelo Espírito Santo (1Co 2.13). Não somente as palavras, mas também as ideias são de origem divina: “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (1Pe 1.21). A palavra grega usada aqui para “inspirados” é o verbo pherō, que significa também “mover, movimentar”. Os escritores bíblicos são homens santos que foram movidos pelo Espírito Santo para falarem da parte de Deus.

A inspiração verbal não elimina a individualidade de cada autor humano. Qualquer leitor da Bíblia consegue ver sem muito esforço a diferença de linguagem e de estilo em cada livro. Essa diversidade se revela ao comparar um profeta com outro profeta do Antigo Testamento, ou um apóstolo com outro apóstolo do Novo Testamento. Quem ler os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseias, Amós ou os apóstolos Pedro, João e Paulo pode observar com clareza meridiana a peculiaridade na estrutura de raciocínio de cada um deles, no seu grau de instrução, no seu convívio, no seu gênio e contexto sociopolítico e religioso. Assim, a Bíblia revela o aspecto natural da individualidade e o aspecto sobrenatural da inspiração.


1 Pa/sa grafh. qeo,pneustoj kai. wvfe,limoj.
2 Compare ἄξιος γὰρ ὁ ἐργάτης τοῦ μισθοῦ αὐτοῦ (Lc 10.7) com ἄξιος ὁ ἐργάτης τοῦ μισθοῦ αὐτοῦ (1Tm 5.18)


CREDIBILIDADE DOS TEXTOS BÍBLICOS

A quantidade enorme de manuscritos antigos, o grande número de versões em outras línguas e as citações da patrística nos primeiros séculos do cristianismo falam por si como prova da autenticidade dos livros da Bíblia. É assunto que nem mesmo os céticos questionam. Nenhuma obra da Antiguidade apresenta hoje tantos manuscritos hebraicos, gregos, latinos e em outras línguas. Temos hoje em todo o mundo mais de 25 mil manuscritos bíblicos produzidos antes do advento da imprensa no século XV. Em segundo lugar, vem a Ilíada, de Homero, com apenas 457 papiros e 188 manuscritos, perfazendo um total de 645 exemplares. Nenhuma obra da Antiguidade é mais bem confirmada que a Bíblia.

De todas as obras literárias produzidas na Antiguidade, o manuscrito mais antigo que sobreviveu apresenta um intervalo de 750 anos entre o tal manuscrito e a possível data de sua autoria. É uma obra de História, de Plínio, o Jovem, historiador romano que viveu entre 61 e 113 d.C. Restaram apenas sete manuscritos, e o mais antigo deles é datado de 850 d. C. Todos os demais, com exceção de Suetônio, também historiador romano, com 950 anos de intervalo o manuscrito mais antigo e a possível data de sua autoria, apresentam um intervalo superior a mil anos. É o caso de Platão, Tetralogias, sete cópias; e Heródoto, História, oito cópias, entre outros que não são citados aqui por absoluta falta de espaço (MCDOWELL, 2013, pp. 141, 142).

As descobertas dos rolos do Mar Morto revelam a credibilidade e a fidelidade dos textos hebraicos do Antigo Testamento. Com exceção do livro de Ester, todos os outros livros do Antigo Testamento estão representados nesses 800 manuscritos. As 11 cavernas de Uaid Qumran trouxeram à tona cerca 200 manuscritos bíblicos, descobertos entre 1947 e 1964, sem contar outros manuscritos não bíblicos. O primeiro grupo desses manuscritos é datado entre 250 a.C. e 68 d.C., com manuscritos escritos ainda na grafia paleo-hebraica, ou seja, o hebraico arcaico. Julio Trebolle Barrera faz menção de alguns deles: quatro de Levítico, dois de Gênesis, Êxodo e Deuteronômio, um de Números e um de Jó (BARRERA, 1999, p. 263). O segundo grupo é datado entre 70 e 132 d.C., período entre a destruição de Jerusalém e a Revolta de Bar-Cochbar, em Yavne, ou Jâmnia. Muitos desses manuscritos não foram produzidos pelos essênios; muitos deles vieram da Babilônia e do Egito. Trata-se, portanto, de textos procedentes de várias épocas e de vários lugares. Quando o alfabeto paleo-hebraico foi substituído pelo alfabeto quadrático, os escribas tiveram de fazer adaptações. O rolo do profeta Isaías, por exemplo, é datado do ano 100 a.C. É exatamente o mesmo texto da Bíblia Hebraica, exceto por uma diferença de apenas 17 letras no capítulo 53.

As inúmeras profecias são exclusividade das Escrituras Sagradas e provas visíveis de sua inspiração e autenticidade. Muitas delas já se cumpriram em relação a muitos povos, tanto na Antiguidade como na atualidade. Um exemplo é a queda de Babilônia: “E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra quando Deus as transtornou. Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração” (Is 13.19, 20). Essa profecia foi proferida quando a Babilônia estava no apogeu de sua glória. Hoje, no entanto, essa Palavra se cumpre diante de nossos olhos.

A Bíblia anunciou de antemão a dispersão dos judeus, mas profetizou seu retorno à terra de seus antepassados. Depois de cerca de 1.800 anos na diáspora, os filhos de Israel retornam para sua terra, e em um só dia nasceu uma nação (Is 66.8). Essa Palavra diz respeito à fundação do Estado de Israel logo após a derrocada do nazismo.

Não é possível enumerar todas as profecias aqui. Mas destacamos as profecias sobre reis, como Ciro, rei da Pérsia, e Alexandre, o Grande, em Isaías 44.28; 45.1 e Daniel 8.21, 22, além das profecias messiânicas cumpridas em Jesus, desde o seu nascimento de uma virgem, em Belém, conforme Isaías 7.14 e Miqueias 5.2, até a sua ascensão, registrada em Salmos 24.7-10. Tudo isso faz da Bíblia um livro sui generis, que não se assemelha a nenhum outro e está acima de qualquer outro já produzido no mundo. A Bíblia declara a si mesma como a infalível Palavra de Deus: “a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” (Is 40.8) e em fraseologia similar: “mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1Pe 1.25). É o único livro que se apresenta como a revelação escrita do verdadeiro Deus e com um propósito definido: a redenção humana.

A VERSÃO DOS SETENTA

A Septuaginta é a primeira tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego. O termo “Septuaginta” vem do latim e significa literalmente “septuagésimo”, tendo sido usado pela primeira vez por Eusébio de Cesareia em História Eclesiástica. Agostinho de Hipona foi o primeiro a chamá-la de a “Versão dos Setenta”, em A Cidade de Deus. O termo “Septuaginta” é uma forma abreviada da expressão latina interpretatio Septuaginta virorum, “a tradução pelos setenta homens”, similar à forma grega katá tou hebdomēkonta, “conforme os setenta”, ou hoi hebdomēkonta, “os setenta”, todos usados por escritores cristãos do segundo século para referir-se ao Antigo Testamento Grego. Hoje é conhecido também pelo nome de “Versão dos Setenta, Versão de Alexandria” e identificado pelos algarismos romanos “LXX”.

A tradução do Pentateuco do hebraico para o grego aconteceu na metade do século III a.C., por 72 eruditos judeus enviados de Jerusalém para Alexandria; nos séculos seguintes, os outros livros do Antigo Testamento foram traduzidos. Foi um empreendimento cultural sem precedentes na história da civilização ocidental, pois a revelação divina saía do confinamento judaico para se tornar universal. Era o pensamento religioso semita à disposição do Ocidente numa língua indo-europeia.

Sua influência nos escritores do Novo Testamento foi determinante, servindo de ponte linguística e teológica entre o hebraico do Antigo Testamento e o grego do Novo. Tanto os apóstolos como os antigos escritores cristãos encontraram na Septuaginta uma fonte de conceitos e termos teológicos para expressar o conteúdo e o pensamento cristão. Ela foi usada pelas gerações de judeus helenistas em todas as partes do mundo antigo. Foi a Bíblia adotada pelos cristãos de língua grega, como disse Agostinho no século V: “A Igreja recebeu a versão dos Setenta como se fora única e dela se servem os gregos cristãos, cuja maioria ignora se há alguma outra. Dessa versão dos Setenta fez-se a versão para o latim; é a usada nas igrejas latinas. Serve, ainda, como fonte importante para o estudo da história da Bíblia Hebraica” (A Cidade de Deus, livro 18.43).

A TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS TEM A APROVAÇÃO DIVINA

O projeto de tradução das Escrituras dos judeus para a língua grega num período em que nem mesmo o cânon estava fixado mostra ser a Bíblia um livro traduzível por natureza, sendo ao mesmo tempo o prenúncio de milhares de línguas para as quais a Palavra de Deus seria traduzida – as primícias de uma grande ceifa de versões em todo o mundo. A Bíblia completa está traduzida em 563 idiomas, o Novo Testamento em 1.334 línguas, e as porções bíblicas em 1.038 línguas. O total é de 2.935 línguas. São dados publicados pela revista A Bíblia no Brasil citada acima.

É a vontade de Deus que a sua Palavra seja conhecida por todos os povos e nações na sua própria língua. Essa aprovação divina é reconhecida pelo uso do grego na redação do Novo Testamento e pelas inúmeras citações diretas da Septuaginta. Isso mostra que não importa a língua, mas o conteúdo da mensagem. A Septuaginta “no transcorrer dos anos veio a ser o Antigo Testamento por excelência dos cristãos no vasto império romano. Quando a LXX foi acrescentada à coleção de livros do Novo Testamento era o surgimento de um novo livro, a Bíblia Cristã” (SOARES, 2009, p. 56).


A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Através do mundo inteiro, qualquer crente, ao ler a Bíblia, recebe sua mensagem como se esta fora escrita diretamente para ele. Nenhum crente tem a Bíblia como livro alheio, estrangeiro, como acontece aos demais livros traduzidos. Todas as raças consideram a Bíblia como possessão sua. Por exemplo, ao lermos ‘O Peregrino’ sabemos que ele é inglês; ao lermos ‘Em seus passos que faria Jesus?’ sabemos que é norte-americano, porque seus autores são oriundos desses países. É assim com a Bíblia? Não! Nós a recebemos como ‘nossa’. Isso acontece em qualquer país onde ela chega. Ninguém tem a Bíblia como livro ‘dos outros’. Isto prova que ela procede de Deus — o Pai de todos” (GILBERTO, Antonio. A Bíblia através dos Séculos: A história e formação do Livro dos livros. 14ª Edição. RJ: CPAD, 2003, p.46).

“[...] Um resumo a respeito do que a Bíblia alega sobre si mesma pode ser encontrado em duas passagens principais. Pedro disse que os autores foram impelidos pelo Espírito Santo, e Paulo declarou que seus escritos foram soprados pelo próprio Deus. Portanto, a Bíblia alega que autores movidos pelo Espírito Santo expressaram as palavras inspiradas por Deus (2Pe 1.20,21). Em suma, os escritos proféticos (do Antigo Testamento) não tiveram sua origem nos homens, mas em Deus, que agiu por meio de alguns homens chamados de profetas de Deus” (GEISLER, Norman. Teologia Sistemática: Introdução à Teologia Sistemática, a Bíblia, Deus, a Criação. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011, pp.213,214).

ÚNICA REGRA INFALÍVEL DE FÉ E PRÁTICA
"Proveitosa para ensinar"
O propósito das Escrituras é o ensino para a salvação em Jesus, pois elas “podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2Tm 3.15). São ensinos espirituais que não se encontram em nenhum lugar do mundo. A Bíblia revela os mistérios do passado como a criação, os do futuro como a vinda de Jesus, os decretos eternos de Deus, os segredos do coração humano e as coisas profundas de Deus (Gn 2.1-4; Is 46.10; Lc 21.25-28).

A conduta humana.
A Bíblia corrige o erro e é útil para orientar a vida sendo “proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (v.16b). Uma das grandezas das Escrituras é a sua aplicabilidade na vida diária, na família, na igreja, no trabalho e na sociedade. Deus é o nosso Criador e somente Ele nos conhece e sabe o que é bom para suas criaturas. E essas orientações estão na Bíblia, o “manual do fabricante”.

Fonte: Lições Bíblicas CPAD Adultos - 3º Trimestre de 2017 - Título: A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Livro de Apoio - Comentarista: Esequias Soares
Revista Adultos 3º Trim.2017 - A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Comentarista: Esequias Soares

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Sopro de Deus

"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra." 2 Timóteo 3:16,17

Quando nos dedicamos a estudar a Palavra do Senhor aprendemos coisas extraordinárias, que olhos desatentos nunca poderiam ver. Acrescente ao estudo a direção essencial do Espírito Santo e toda Escritura abre-se detalhada diante de nós. Que Deus nos conduza em sabedoria e unção nesse estudo das Escrituras Sagradas e que muitos sejam impactados pela graciosa Palavra de Cristo através dessas linhas.

Ao observarmos a passagem citada de 2 Timóteo, vemos a utilidade que a Palavra tem na vida dos cristãos. Ela ensina, corrige, repreende, tornando o varão perfeito e preparando-o para tudo na vida. Mas o interessante nessa passagem não é somente esta parte, visível aos olhos de qualquer um, mas outra parte, que não está tão clara simplesmente lendo o conteúdo do versículo.

Paulo inicia o versículo dizendo: "Toda Escritura é DIVINAMENTE INSPIRADA". Essa expressão confirma que toda a Bíblia é fornecida por Deus ao seu povo, usando homens como instrumentos para manter escrito o que Deus ensinou. Contudo há algo mais aí. Quando nos voltamos para os escritos originais dessa passagem, vemos que Paulo usa a expressão grega THEOPNEUSTOS, que os tradutores traduziram como DIVINAMENTE INSPIRADA.

O termo THEO significa Deus, enquanto que PNEUSTOS significa sopro ou soprar. Sabendo disso, talvez a expressão mais correta seria dizer que "Toda Escritura foi SOPRADA POR DEUS", tornando a frase completa assim: "Toda Escritura foi soprada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra".

Agora vamos analisar a maravilha disso! Voltando-nos para o início da criação, em Gênesis capítulos 1 e 2, vemos o homem sendo feito à imagem e semelhança de Deus. O Senhor cria o homem e: "...formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente" Gênesis 2:7.

Ao formar Adão, Deus sopra vida nele e ele passa a conviver com Deus, juntamente com sua mulher Eva. Passado algum tempo, como sabemos, eles pecaram e foram expulsos do Éden (leia Gênesis 3). O vínculo entre Deus e os homens passa a ser obscurecido pelo pecado, que contamina toda a raça humana.

Para restabelecer o homem em sua comunhão com Deus, o próprio Deus envia seu Filho, Jesus Cristo, ensinando e pregando a salvação pela fé Nele e, depois Dele, os discípulos, por meio do Evangelho, começam a pregar e ensinar o caminho da Vida.

Agora percebam a semelhança entre as duas passagens:

1- Adão tornou-se alma vivente por meio do Sopro de Deus

2- O Evangelho foi SOPRADO POR DEUS e é por meio dele que aprendemos e cremos em Jesus para a vida eterna!

Assim como o sopro de Deus deu vida ao primeiro homem, que pecou e caiu de seu estado de graça, somos restituídos à Graça por Jesus Cristo, o qual é pregado e ensinado por meio do Sopro de Deus que são as Escrituras Sagradas!

O Evangelho é um sopro diário de Deus para nos dar vida pela fé em Cristo, o qual varre as impurezas de nossos corações, expulsa os inimigos de nossas almas e conserva-nos em comunhão com o Pai. É a respiração de Deus vivificando o homem, dando fôlego renovado às pessoas em cada culto! É o precioso oxigênio que enche os pulmões da fé e permite que tenhamos plena segurança durante toda nossa vida...

Que cada um de nós possamos em nossos lares respirar desse fôlego de Deus, lendo e nos dedicando ao conhecimento Dele mais e mais... Assim como nossos corpos mortais necessitam do ar para respirar e manter-se vivo, nossos espíritos necessitam do sopro de Deus para serem fortalecidos em Cristo a cada dia! Sendo Jesus o Caminho para a Vida, o Evangelho é o ar que encherá nossos pulmões e nos dará fôlego renovado para a caminhada! Prossigamos com passos firmes, pois ao povo de Cristo pertence essa vitória!

Respire o Evangelho, hoje e sempre!

Extraído do site Voz da Palavra - Evangelismo na web

Forte abraço ao amigo em Cristo Presbítero Maurício de Souza Lino que também tem este texto publicado em seu Blog "Oleiros do Rei" 


Aqui eu Aprendi!

Deus soprou a Sua palavra para dentro dos escritores sacros enchendo-os de sabedoria divina. 

Vejamos o relato de Pedro: "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." 2 Pedro 1:20,21

Em cada texto, em cada palavra, a Bíblia é inspirada por Deus!

"Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais." 1 Coríntios 2:12,13

Toda a Bíblia, desde Gênesis até Apocalipse, é proveitosa pois é a Santa e Poderosa Palavra de Deus.

Vejamos as palavras "confirmatórias" de Jesus sobre a exatidão das Escrituras:

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” Mateus 5:17-18


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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A Provisão de Deus em tempos difíceis

“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” 1Jo 2.17

A Palavra de Deus mostra que o sistema de vida do mundo é corrupto, materialista e se encontra completamente desvirtuado da vontade de Deus, que pode ser conhecida por intermédio da vida e obra de Jesus Cristo. O apóstolo João caracteriza esse mundo como um grande sistema de vida regido pela “concupiscência da carne”; isto é, todos os desejos possíveis e impossíveis que a natureza humana e carnal impulsiona; pela “concupiscência dos olhos”, quando os olhos físicos apenas desejam aquilo que satisfaça física e materialmente o ser humano; a “soberba da vida”, quando o acúmulo de bens materiais torna-se o sentido de toda a existência (1Jo 2.16). Todas essas características confirmam a natureza caída do ser humano pecador.

Entretanto, o apóstolo afirma no versículo 17 que o mundo passa, bem como a sua concupiscência, mas quem faz a vontade do Pai permanece para sempre. Ou seja, quem tem a mente e o coração voltados para Deus, possui o Espírito de Cristo e não se deixa escravizar pela concupiscência da carne, dos olhos e da soberba da vida. Não é mais escravo da carne, mas servo disponível para fazer a vontade de Deus para sempre.

A realidade caótica desse mundo prova o quanto a Bíblia, a Palavra de Deus, tem razão em descrever a malignidade e a perversidade em que se encontra o mundo moderno. Um mundo, onde não há a valorização da vida, onde pessoas preferem defender o Meio Ambiente (que é uma defesa legítima e urgente), a crianças indefesas (liberação do aborto); onde uma sociedade esmaga a espiritualidade interior, pois seus anseios são voltados para o interesse gélido do homem moderno (uma sociedade antropocêntrica); onde tudo se relativiza, os absolutos do ponto de vista moral e éticos são ignorados em nome de uma suposta pluralidade, mesmo que esta seja perversa e maligna em sua legitimidade; onde uma sociedade é secularizada, pois obriga o homem de fé a vivê-la enclausurado em sua vida particular (tolera-se a fé enquanto ela não incomode).

Mas é nesse mundo de crise e caótico que somos desafiados a viver o Evangelho e caminhar em provisão da parte de Deus. Nosso Senhor, no Sermão do Monte, nos convida a sermos “sal da terra” e “luz do mundo”, um candeeiro que ilumina toda uma região obscurecida por densas trevas. A trilharmos um caminho onde Deus proverá tudo o que for necessário para a nossa sobrevivência tanto do ponto de vista humano quanto do ponto de vista espiritual. - Revista Ensinador Cristão nº68 - pg.37.

Leitura Bíblica: Êxodo 16 1-15

Quero começar este capítulo com o Salmo 46, inspirado por um dos filhos de Corá, que retrata o socorro nas crises existenciais quando somos ameaçados por perigos que não podemos evitar.

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã. Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações tem feito na terra! Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

Para tempos de crises inevitáveis, esse salmo é bálsamo para quem enfrenta dificuldades nos campos físico, econômico, social, moral e espiritual. A Palavra de Deus dá certeza de socorro bem presente, fortaleza íntima para enfrentar os perigos, refúgio nas tempestades da vida.

Algumas crises foram motivadas pelo choque do futuro para o qual as pessoas não estão preparadas. Essas crises também são provocadas pelo excesso de mudanças em um período muito curto, não dando tempo de adaptação a tudo isso. A necessidade de adaptação a essa realidade vem produzindo estresse emocional, e a ciência no campo da psicologia e da psiquiatria não consegue atenuar plenamente esse estado de espírito dos tempos modernos. Estamos no terceiro milênio, e nos dois milênios que se passaram desde os tempos do primeiro séculos da Era Cristã, todos aqueles sinais escatológicos apresentados por Jesus e pelos seus apóstolos vêm sendo cumpridos. O apóstolo João, já no final do primeiro século da Era Cristã mostrou o mundo atual com os sinais de um sistema satânico que se manifestam na vida da humanidade. O estigma do mundo percebido por João é percebido nesses tempos pós-modernos.

Estamos vivendo na atualidade com a realidade de mudanças culturais e sociais que ameaçam a nossa fé e os princípios e valores que sempre nortearam a Igreja de Cristo na terra. Entretanto, para esses tempos, o Deus de toda provisão não abandonou sua Igreja.

O MUNDO ATUAL, UM SISTEMA GLOBALIZADO

O Mundo na Esfera Espiritual - um Sistema Espiritual de Domínio Satânico
João, o apóstolo, declarou em sua epístola universal às igrejas: “sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno” (1 Jo 5.19). Sabemos que esse sistema satânico age invisivelmente sobre a humanidade na terra. Por isso, no contexto espiritual, o mundo é mais que um globo geofísico. É um sistema invisível que procura dominar a vida humana infiltrando-se em todas as camadas sociais, políticas e religiosas, influenciando suas decisões. É um sistema que invade nossos lares; que afeta e corrompe a mente de nossos filhos por meio da mídia falada, televisiva e por meio da informática. Ora, se o mundo dos homens está sob a égide de Satanás, sabemos que esse sistema satânico tenta usurpar de Deus a sua soberania infiltrando-se na vida da humanidade, oferecendo-lhe um estilo de vida que a torna independente e rebelde contra o Criador.

O Mundo Hoje — a Influência de um Sistema Globalizado
Nas raízes do pós-modernismo brotam as coisas que pressionam a vida atual e provocam a incredulidade e a rebeldia humana que rejeita a Deus e absorve o materialismo humanista. A globalização, uma ideia inteligente desses tempos, é um modo de preparar o mundo para o advento do Anticristo. Não é um termo isolado e técnico dos cientistas políticos. Tem na sua estrutura um plano diabólico que esconde as verdadeiras razões satânicas sob o manto colorido da união das nações, do ecumenismo religioso, da liberdade individual das pessoas. É um sistema que se destaca pela diversidade e a multiplicidade. É um sistema que busca o prazer físico em detrimento da racionalidade. Globalização é a palavra moderna que representa o processo de integração econômica, social, cultural e política que visa ao intercâmbio de ideias entre as culturas das nações, tendo como limitação apenas a barreira linguística. Utiliza-se da mídia e das facilidades de comunicação tecnológica que influenciam o modo de pensar em todos os campos da vida da sociedade em cada nação do planeta. A ideia de globalização é a igualdade num plano que concorda com a “Nova Ordem Mundial” e que prega a integração entre todos os povos. Houve a tentativa de criar uma língua universal, chamada “Esperanto”, que não conseguiu muito sucesso. A ideia da Nova Ordem Mundial objetiva estabelecer princípios de relações entre os povos que afetem o comportamento social e que tenham na mídia televisiva e na impressa o modo de influenciar a economia mundial, a educação e até a religiosidade dos povos.

A GLOBALIZAÇÃO — um Sistema preparado para o Cenário
Futuro do Anticristo
O mundo todo está sendo um palco armado para o advento do Anticristo, segundo a profecia bíblica, em breve futuro, antes que a igreja de Cristo seja arrebatada deste mundo. Sob a influência de Satanás, o Anticristo será o personagem que aparecerá no cenário político mundial num período especial identificado pela profecia de Daniel como a “Grande Tribulação”, especialmente para Israel (Dn 9.24-27). Nesse período, ele surgirá no cenário mundial e globalizado como um personagem literal, mas que é identificado nas profecias bíblicas numa linguagem figurada como “o chifre pequeno” do animal terrível e espantoso (Dn 7.7,8). Será identificado, também, como “o príncipe que há de vir” (Dn 9.26); “o rei que fará conforme sua vontade” (Dn 11.36); “o homem do pecado”, o “filho da perdição”, “o iníquo” (2 Ts 2.3,8); o “anticristo” (1 Jo 2.18).

Para os que interpretam a Bíblia alegoricamente, esse personagem não passa de uma figura de retórica. Para a igreja de Cristo, que crê na literalidade da revelação bíblica acerca desse personagem, o Anticristo será o mais notável líder político, capaz de convencer, contender e com um carisma fenomenal. Ele ainda não está entre nós, mas o seu espírito opera no mundo atual, e a ideia da globalização, ou seja, a “aldeia global” ou “a nova ordem Mundial”, está sendo preparada.

DOIS TEMPOS DISTINTOS DE MUDANÇAS NA SOCIEDADE

Ao longo da sua história, a humanidade experimentou diferentes modelos de transformações que foram passando de uma época para outra, com sinais de desenvolvimento tecnológico, científico e social. Nesses períodos distintos, várias crises de ordem social, com os sistemas de governos e políticas diversificados, tragédia e destruição foram experimentadas.

A Crise da Era Moderna
Modernidade é uma palavra com sentido filosófico e entende-se como um sistema oriundo das forças de mudanças que ocorrem durante sua movimentação na vida da humanidade. É um sistema centrado na premissa de que “toda causa de cima para baixo”, principalmente aquela que reconhece a soberania de Deus e o Causador de toda a criação do universo e tudo que representar o sobrenatural deve ser substituído por “causas de baixo para cima”. É, na verdade, uma inversão de valores e de objetivos em que o sobrenatural é rejeitado e o natural ganha espaço na vida das pessoas. Em síntese, é uma declarada rejeição de Deus pelo homem moderno. Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu o seguinte: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador” (Rm 1.25). O mesmo autor, escrevendo a Timóteo, disse:

Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. (1 Tm 6.17-19).

O modernismo desenvolveu conceitos humanistas e materialistas, de modo que a sua fé é desviada para um falso sentido de liberdade, para a ciência e para o progresso humano. A Era moderna foi marcada pelo avanço do conhecimento humano, pelo advento da industrialização, pela predominância da luta ideológica e, especialmente, pela expansão da fé cristã, como também, pela proliferação das seitas e das religiões orientais.

As Crises dos Tempos Pós-Modernos
Os sociólogos estudam a sociedade através da história e colocam os tempos atuais como um período que denominam “pós-modernidade”. Esse período possui características que se manifestam na vida cotidiana das pessoas e são inevitáveis. São características que desafiam a fé cristã. Tem sido um tempo marcado não só pelo progresso científico e econômico, mas por conflitos e contradição oriundos da Era Moderna. Um dos elementos corrosivos e destrutivos sob a égide do pós-modernismo é a valorização do efêmero, da descontinuidade, o avanço do individualismo. A mídia hoje tem um poder quase sufocante sobre nossas famílias, manipulando desejos, incentivando atitudes animalescas, promovendo a sedução por coisas impróprias.

Um dos aspectos que chamam a atenção na diferença do modernismo para o pós-modernismo é que esse tempo que vivemos não possui um estilo uniforme e coerente em várias áreas como a filosofia, a religião, a moralidade, as artes, a economia. Tudo sofreu mudanças radicais, prevalecendo a diversidade. Apregoa-se hoje a morte dos ideais, em que o disfarce parece um elemento de sobrevivência das pessoas. Se em tempos passados a verdade era concebida como algo absoluto para ser absorvido pelas pessoas, hoje se ensina “que há muitas verdades e cada qual fica com a que mais lhe satisfaz”. Essa filosofia ensina que as verdades são particulares e relativas, e cada povo tem a sua forma de acatá-las e expressá-las, contradizendo, assim, abertamente, a verdade de Deus. A Bíblia diz o seguinte: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1.18). Em seguida, o apóstolo Paulo disse no versículo 21: “porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. Por outro lado, supervalorizam o sentimento em detrimento da razão. O escritor Milan Kundera, defensor dessa filosofia, fez um trocadilho da expressão “Penso, logo existo” por “Sinto, logo existo”.

Esse período é o nosso tempo atual, e é nesse contexto que estamos vivendo. As gerações dos últimos 50 anos estão experimentando o progresso científico e tecnológico, mas também as crises provocadas pela Era Moderna. O apóstolo Paulo, pelo Espírito Santo, profeticamente apontou para esse tempo, como os problemas dos “últimos dias”, quando disse: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).

CARATERÍSTICAS DESSE MUNDO SATÂNICO

Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos e disse: “Eles estão no mundo, mas não são do mundo”. Essa distinção dá a Igreja a sua identidade e nos conscientiza de que, a despeito, de estarmos nesse mundo sob a égide de Satanás, nós, cristãos, precisamos tomar conhecimento para refutarmos todos os ataques de Satanás.

Uma Sociedade Centrada no Homem
Essa ideia é identificada no mundo da filosofia como antropocentrismo. O prefixo dessa palavra é antropos, que se refere ao homem como o centro de tudo, concordando com a ideia humanista, de um escritor ateu e humanista, que declarou que “o homem é a medida de todas as coisas”. Essa ideia faz do homem o centro do universo, e tenta roubar de Deus, Criador, o cetro de soberania sobre todo o universo. A Bíblia declara que Deus, o Pai, tornou seu Filho Jesus a razão e o centro de toda a criação. Paulo escreveu aos Colossenses que “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1.17). Paulo identificou pelo Espírito, com um vislumbre futuro, o tipo de gente que se coaduna com o espírito dessa ideia humanista quando fala dos “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2). Esse espírito humanista tem de ser repudiado na vida da igreja, da liderança e dos membros das igrejas.

Uma Sociedade sob a Influência do Relativismo
O relativismo age sob a óptica dos valores relativos negando os absolutos, especialmente os princípios e ensinos imutáveis da Palavra de Deus. O certo e o errado se confundem onde tudo é relativo. Algumas experiências bíblicas nos dão testemunho desse perigo (Gn 19.1-11; Jz 2.11; 3.7; 4.1; 10.6). É a negação de qualquer lei superior para orientar a vida das pessoas. Esse espírito relativista tem produzido danos à vida ética dos cristãos em nosso tempo.

Uma Sociedade Dominada pela Secularização da Vida
Existe uma declaração bíblica do apóstolo Paulo acerca de um desertor da igreja, o qual desistiu da fé cristã por entender que o mundo lhe oferecia mais. Sobre esse desertor, Paulo disse que “[amou] o presente século” (2 Tm 4.10). Uma das crises enfrentadas pela Igreja é a secularização dos ensinos bíblicos para acomodar os cristãos a um padrão de vida mundano, que perverte os nossos valores espirituais. A influência do mundanismo se manifesta em forma de apelo, fascínio, mistura, prazer e imitação que resultam em perda dos valores e virtudes cristãs.

Quando o apóstolo João exorta, dizendo “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (1 Jo 2.15), não se referia, de fato, ao mundo físico, mas ao mundo espiritual sob o domínio de Satanás. Não se trata, também, do mundo da humanidade, que é um sistema de vida organizado em reinos, países, estados, cidades, vilas e aldeias, e, até mesmo, nos lugares mais escondidos da terra. Naturalmente, aspectos como cultura, educação, comunicação e religiosidade fazem parte da vida da humanidade neste mundo físico. Entretanto, o acesso das pessoas a esses valores são deturpados pelo Diabo, que procura desintegrar a humanidade, moral e espiritualmente. Ele procura influenciar pessoas, governos, artistas, intelectuais e até religiosos para lançá-los contra o Criador.

Que é Secularismo?
A palavra século aparece na língua grega como “aion” e diz respeito “não apenas ao período de tempo de cem anos”, mas tem um sentido figurativo de “pensamento que predomina em uma geração”. O secularismo é uma força intelectual e espiritual que torce as verdades bíblicas para corromper a Igreja e desviá-la da fé cristã. Com facilidade, procura corromper os bons costumes na família, na escola e na vida espiritual. O secularismo valoriza a forma em detrimento do conteúdo, e, por essa razão, nossa liturgia tem sido aviltada com alegações culturais, onde tudo acontece: danças folclóricas, roda de capoeira e outras coisas incentivadas por líderes que perderam o compromisso com o evangelho.

Características do “Século Presente”
O apóstolo Paulo descreveu as características das pessoas desses “dias trabalhosos” quando disse:

[...] nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (2 Tm 3.1-15)

Essas características tão claras e objetivas fazem parte da presente era. As ideias satânicas de moralidade, das filosofias, das artes, dos sistemas políticos e econômicos, da comunicação de massa foram afetadas de tal modo que a graça desse século prefere o profano ao sagrado e se opõe a tudo que diz respeito a Deus.

Subsídio Bíblico Teológico

Antropocentrismo
- "[Do gr. antropos, homem; do gr. kentron, centro + ismo]. Perspectiva teológica-filosófica que coloca o homem como centro do universo, descartando, na prática, a ideia de um Deus bom, justo e que se interessa pelos negócios humanos. O  antropocentrismo leva sempre em consideração o que declarou o filósofo grego Portágoras: 'O homem é a medida de todas as coisas.'

Relativismo
- [Do lat. relativas]. Concepção filosófica segundo a qual nada é definitivamente certo nem absoluto, por depender de contingências e condicionamentos. Sob esta ótica, caem por terra os princípios éticos da verdade. O relativismo moral tem sido utilizado pelos ditadores para destruir os princípios da liberdade e da fé em Deus.

Secularismo
-  [Do lat. seculu+ismo]. Doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. O secularismo, ou materialismo, tem o homem, e somente o homem, como a medida de todas as coisas. Pode  ser considerado sinônimo de humanismo" [1]

Hedonismo
-  É uma filosofia que se constitui numa doutrina, a doutrina do prazer, e faz do prazer individual e imediato o bem supremo da vida humana. É a supervalorização dos bens materiais e físicos que promovem o consumismo; a coisa mais importante da vida se torna o ter, comer, beber e folgar. Jesus, em sua vida terrena, via esse mal hedonista numa de suas parábolas proferidas no Sermão do Monte, acerca do rico insensato (Lc 12.13-21). O vírus que Jesus detectou naquele homem rico foi a avareza. Ele exortou então: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12.15). Mais à frente, Jesus, ilustrou as palavras desse homem, quando falou: “e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga” (Lc 12.19). Era um homem avarento e um hedonista que só pensava em si mesmo. O prazer do crente é alimentado pelo fruto do Espírito; por isso, ele não pensa só em si, e a sua alegria preenche qualquer necessidade do seu eu que vive para Cristo.[2]


O Multiculturalismo Secular
O cristão moderno se depara com esse elemento próprio do fenômeno mundial da globalização. Já tratamos de algumas características atuais como antropocentrismo, hedonismo, relativismo e, por último, secularismo. O multiculturalismo tem no seu prefixo “multi” o sentido da diversidade existente de culturas desenvolvidas ao longo da história e que, nos tempos atuais, representa uma filosofia que procura camuflar a verdade com a mentira, o paganismo ímpio e hostil a Deus, a negação dos valores divinos e a pregação maldita da verdade relativa. A influência dessa filosofia faz com que muitos cristãos modernos vejam a Bíblia como uma literatura alegórica, antiga e fora de tempo, que precisa ser adaptada e modificada conforme as chamadas “propostas de cristianismo” que algumas igrejas tem se proposto comparar e adaptar ao tempo atual. Refutamos com todas as nossas forças esse modo de pensar, esse multiculturalismo satânico que contradiz abertamente a verdade insofismável da Palavra de Deus. Precisamos colocar as armas espirituais para enfrentar esses inimigos. Paulo falou dessas armas, que não são carnais, mas são poderosas, como disse aos coríntios: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5).

O Papel da Igreja em Relação ao Secularismo
A Igreja de Cristo é a única entidade capaz de fazer frente a esse sistema sem estar atrelada ao arcaico, ao legalismo histórico. A Timóteo, Paulo alertou quanto a “falatórios profanos” que estariam se desenvolvendo na atualidade (2 Tm 2.16). Essa expressão indica que esses “falatórios profanos” podem significar a perversão dos ensinos bíblicos, quando se abandona a santidade e se adere a padrões libertinos que contrariam a vida cristã bíblica. A adesão de falsas doutrinas, especialmente aquelas advindas em nome de pretensas revelações por meio de sonhos e visões que não possuem respaldo bíblico, são as novas teologias, porque lhes parece que a teologia existente, sagrada e ortodoxa precisa ser rememorada.

O secularismo faz com que a igreja perca sua identidade cristã. É a teologia “do parece, mas não é”, “do faz de conta que é”. É a valorização da forma em vez do conteúdo. Em nome da cultura eclesiástica, promovem-se atividades que imitam o mundo, que despersonalizam o culto genuíno, com “folclore”, “danças” e coreografias que não glorificam a Deus, mas o fazem em nome de Jesus. Muitos dos nossos cânticos parecem “mantras” utilizados nos cultos pagãos. O secularismo entrou na igreja e está matando a nossa liturgia. O espaço para a Palavra de Deus tem se tornado cada vez menor. Preocupa-se, hoje, com a aparência, e não com o conteúdo do culto a Deus, quando se percebe o culto à personalidade de cantores e pregadores, e Jesus é deixado de lado. Canta-se sobre a glória de Deus, mas se glorifica mais o homem que a Deus. O modernismo eclesiástico revela a conformação da igreja com o sistema mundano. Tudo isso produz esfriamento espiritual. Precisamos orar com o profeta Habacuque: “[...] aviva, ó Senhor, a tua obra” (Hc 3.2).

CONCLUSÃO
Teria Deus enfraquecido? Ou teria a igreja se deixado engodar pelo encanto do sistema mundano?
Precisamos vencer todas e quaisquer crises de ordem moral, social e espiritual. Temos a nosso favor o Deus de toda provisão. Precisamos priorizar e manter sempre o fundamento do evangelho que recebemos. A liderança da igreja precisa se comprometer em reverter essa situação produzindo, nos membros das igrejas, convicções sólidas na Palavra de Deus. Precisamos nos conscientizar de que não somos deste mundo (Jo 17.16).

Para um mundo em crise, nenhuma outra instituição será capaz de responder aos anseios da humanidade senão a Igreja de Cristo.

Subsídio Vida Cristã
"Novo Cenário Mundial
A unificação das duas Alemanhas; o desmantelamento do império soviético; o fim oficial da política do Apartheid na África do Sul; as disputas étnicas e territoriais em regiões como a Bósnia Ezergovina; o conflito entre judeus e árabes pelo reconhecimento de um Estado Palestino; a Guerra do Golfo, que, com o final da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, fez nascer um novo oponente para os americanos; a luta por reconhecimento por parte do povo e a democratização das antigas ditaduras latino-americanas são apenas alguns dos exemplos das mudanças que têm ocorrido no cenário mundial.
Com a formação de blocos de países, como o MCE - Mercado Comum Europeu (conhecido também como Unidade Europeia); o NAFTA - North American Free Trade Agreement, ou Acordo de Livre Comércio da América do norte e o MERCOSUL (do qual o Brasil é importante membro), entre outros, as relações entre os países deixaram de ser meramente bilaterais.
Elas passaram a fazer parte de um contexto muito maior, no qual a globalização de mercados é a principal prioridade. Em blocos, os países menos fragilizados diante de potências economicamente mais forte, e com maior poder de barganha" [3]

BIBLIOGRAFIA
[1] (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Bíblico Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 45,253,261).
[2]Livro de Apoio - EBD - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016
[3](AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.20).

Fonte:

Lições Bíblicas - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Livro de Apoio - EBD - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Revista Ensinador Cristão-nº68
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé

Sugestão de leitura:
Aqui eu Aprendi!
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