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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Encontrado evidência de Batalha do Rei Davi, em Edom

Arqueólogos encontram evidências de batalha do Rei Davi, em Edom
Arqueólogos realizam escavação no Vale de Timna.
(Foto: EREZ BEN-YOSEF / TEL AVIV UNIVERSITY)
Uma grande muralha e vestígios de trabalhos com cobre na região do Vale de Timna são algumas das evidências do relato bíblico, exposto em 2 Samuel 8:14.

Os arqueólogos escavaram uma antiga muralha que remonta ao século X a.C.. Na região do deserto de Arava, no sul de Israel, o que segundo alguns especialistas, faz alusão à história bíblica do rei Davi capturando a terra de Edom, como se encontra em 2 Samuel 8:14.

O site 'Breaking Israel News' informou que um local de fundição de metais também foi descoberto junto com a muralha nas minas de cobre, em Timna. A muralha tinha pelo menos cinco metros de altura e os pesquisadores estimam que ela se estendia para proteger centenas de metros.

"Temos muitas provas arqueológicas para determinar que os mineiros que trabalhavam nas minas de Timna não eram humildes escravos, como se supunha, mas sim ministros experientes que supervisionavam o complexo e exigente trabalho dos aprendizes", disse Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv e chefe da equipe que descobriu a estrutura.

"Hoje, estamos descobrindo cada vez mais evidências de uma sociedade concentrada e hierárquica que interagiu extensivamente com seus vizinhos, o que combina com textos da Bíblia e outras fontes", acrescentou.

O número de pedras de funda encontradas perto do local também pode ser uma evidência da batalha mencionada em 2 Samuel 8:13, observaram os pesquisadores.

Vale de Timna

A equipe do site "Live Science" elaborou mais informações sobre a escavação e disse que os arqueólogos encontraram um portão fortificado com estábulos na fábrica de derreter cobre, conhecida também como a colina dos escravos, no vale de Timna.

"Os vastos depósitos de cobre no Levante Sul foram explorados por seres humanos durante centenas de anos. Este campo particular foi identificado pela primeira vez na década de 1930 pelo famoso arqueólogo bíblico americano Nelson Glueck", explicou o relatório. "Ele o chamou de Colina de Escravos, teorizando que as maciças paredes que cercavam o perímetro eram destinadas a impedir que os trabalhadores escapassem para o deserto".

Ben-Yosef revelou que o cobre tinha um grande valor para as organizações militares na época, mas ao mesmo tempo era um desafio para produzir.

"Porque o óleo de cobre, hoje, talvez - fosse a mercadoria mais cobiçada, aterrada no coração dos conflitos militares. A descoberta da fortificação indica um período de séria instabilidade e ameaças militares naquela época, na região", disse ele.

Como Eric Metaxas - orador evangélico e autor 'best-seller' - observou em um editorial no 'Christian Post', na semana passada, os últimos anos foram de grandes avanços para a arqueologia bíblica.

Os descobrimentos relativos à era do rei Davi foram numerosos, e em maio de 2014 um arqueólogo israelense afirmou que a lendária cidadela capturada pelo rei Davi na sua conquista de Jerusalém foi encontrada.

"Esta é a cidadela do rei Davi, esta é a cidadela de Sião, e foi ela que o rei Davi tomou dos jebuseus", disse o arqueólogo Eli Shukron, que anteriormente trabalhava para a Autoridade de Antiguidades de Israel, referindo-se ao projeto de escavação de 10 milhões de dólares.
"Todo o local pode ser perfeitamente comparado com a Bíblia", acrescentou.

Fonte: GUIAME
com informações do Christian Post 

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

EDOM - Os Edomitas

Os Edomitas descendentes de Esaú (filho de Isaque e neto de Abraão)

Os Edomitas e o excesso de confiança e segurança devido a topografia de seu território - uma fortaleza natural.


EDOM
Jacó e Esaú seguiram seus respectivos caminhos, embora fossem irmãos gêmeos. O povo de Israel descende de Jacó, e os edomitas ou idumeus descendem de Esaú. Esaú, de acordo com as tradições judaicas posteriores, mencionadas então no Novo Testamento, como no nono capitulo da epístola aos Romanos, não era favorecido por Deus. Porém, isso não é indicado pelo próprio relato veterotestamentário. De fato, ali Esaú aparece como homem de caráter mais nobre que Jacó. Pessoalmente, creio que Deus cuidou da alma de Esaú, através do ministério de Cristo, na vida após-túmulo. Sem importar como lhe tenha acontecido, o certo é que os descendentes de Esaú ocuparam um território que fica na fronteira suleste da Palestina (ver Jz 11:17; Nm 34:3), que era chamado de terra ou monte de Seir. ver também Gn 32:3; 36:8; Ez 35:3,7,15.

I. A Palavra

No hebraico, edome«vermelho», uma alusão ao cozido vermelho (ou marrom amarelado de lentilhas, o adashimcuja preparação culinária aparece em gravuras egípcias), em troca desse cozido Esaú vendeu o seu direito de primogenitura, porquanto não dava valor à realidades espirituais. Essa palavra, pois, veio a tornar-se um sobrenome de Esaú. O nome também tornou-se apropriado para designar o território de Esaú, a saber, o monte Sir, visto que a área é dominada por uma coloração avermelhada, devido à natureza das rochas superficiais.

Usos da Palavra. Essa alcunha foi dada a Esaú, filho de Isaque, depois que ele se desfez de seu direito de primogenitura por um mero prato de lentilhas cozidas (Gn 25:30). Passou a ser um nome alternativo para indicar a Iduméia, ou seja, o monte Seir. Também designa a terra de seus descendentes (Gn 32:3; 25:20,21,30), ou então, coletivamente, todos os idumeus (Nm 20:18,20,21; Amos 1:6,11; Ml 1:4).


II. O Território
Esse pais estendia-se desde o mar Morto, na direção sul, até o golfo de Acaba e desde o vale da Arabá, na direção leste, até o deserto da Arábia, isto é, tinha cerca de duzentos quilômetros de comprimento por quarenta e oito quilômetros de largura. Era uma região montanhosa, composta de rochas avermelhadas como uma de suas características principais. Acima dessas rochas havia pedras calcárias que assumiam formas fantásticas, ao mesmo tempo que de ambos os lados dessas formações havia colinas de pedra calcária. Para o lado oeste, ao longo do vale da Arabá, as colinas são mais baixas. Para o lado oriental, as montanhas atingem sua maior expressão. Grande parte do terreno era inóspito, embora houvesse áreas que podiam ser cultivadas (Nm 20:17-19). O território compreende uma espécie de retângulo malformado. — O ponto mais elevado tem cerca de 1740 m de altura, acima do nível do mar. Os idumeus fortificaram a região em vários lugares, especialmente na sua fronteira leste, mais exposta. O Caminho do Rei passava ao longo do planalto leste dessa área, perto de Tofel, Bozra e Dana, mais ao sul, e então descendo ao vale de Hismé. A capital, Selá, estava situada a oeste desse caminho no maciço platô chamado Umm el-Biyara, que se eleva a 300 m acima de Petra. Petra é o nome grego da mesma cidade de Selá.

Os idumeus não habitavam a área inteira desse retângulo, mas controlavam-na. Certas partes da Arabá possuíam ricos depósitos de ferro e minas de cobre, o que era uma das principais fontes de riqueza dos idumeus. As rotas comerciais que ligavam a região com a Mesopotâmia e com o Egito, passavam na extremidade sul dessa região, e isso também contribuía positivamente para a economia dos idumeus. A porção ocidental da Arabá era habitada por tribos nômades, que tinham uma frouxa associação com os idumeus, e que vieram a mesclar-se parcialmente com eles (Gn 36:11,12), embora não fossem totalmente dominadas pelos filhos de Edom. O povo de Israel atravessou essa área, pouco antes da conquista da Terra Prometida.


III. Os Idumeus

Estes eram descendentes de Esaú (também apelidado Edom). O trecho de Dt 2:12 mostra-nos que os habitantes originais da região eram os horeus, os quais foram dali expulsos pelos descendentes de Esaú. A arqueologia tem demonstrado habitações pré-iduméias na terra. Os descendentes de Esaú migraram para esse território e tornaram-se o poder dominante na região, — embora não o único agrupamento humano (Gn 14:6). Por volta de 1850 A.C., houve uma interrupção no desenvolvimento da cultura Iduméia, o que se prolongou até cerca de 1300 A.C., quando a área veio a ser dominada por povos nômades. Esaú ocupara essa área antes de Jacó retornar de Harã (Gn 32:3; 26:6-8; Js 14:4). Chefes tribais controlavam a região (Gn 36:15-19,40-43). Reis idumeus (chefes tribais, ou chefes de várias tribos) antecederam qualquer rei em Israel (Gn 26:31-39; I Cr 1:43-51).

IV. História

As descobertas arqueológicas desvendaram indícios de habitação, nessa área, até tempos tão remotos quanto o século XXIII A.C. A cultura iduméia começou ali entre 1850-1900 A.C. Talvez tenha sido a invasão de Quedorlaomer (Gn 14:1 ssque despovoou a área de seus habitantes mais antigos. Os horeus tomaram conta da região; e quando Esaú e seus filhos vieram a dominar e absorver os habitantes horeus originais (Gn 14:6), eles encontraram as tribos usuais com seus respectivos chefes (Gn 36:29,30). Esaú casou-se com uma filha de um desses chefes tribais (Gn 36:2,25). Por sua vez, os descendentes de Esaú também tornaram-se chefes tribais da região (Dt 2:12,22).

Os idumeus tinham uma cultura bem estabelecida, com uma monarquia que começou antes mesmo da época do êxodo de Israel do Egito. Os registros escritos dos idumeus desapareceram, embora os egípcios nos dêem algumas informações, como também os hebreus e os assírios. Os registros dos dias dos faraós Mernepta (cerca de 1225-1215 A.C.) e de Ramsés III (cerca de 1198-1167 A.C.) mencionam os idumeus como tributários. Alguns historiadores duvidam da exatidão dessa reivindicação. Os trechos de Gn 36:20-30 e I Cr 1:43-54 mencionam a sociedade monárquica dos idumeus. O papiro Anastasi VI, do Egito, menciona tribos-pastores de Edom. E a carta de Tell El-Amarna, n° 256 (cerca de 1400 A.C), ao chamar Edom de Udumurefere-se ao lugar como um adversário do príncipe jordaniano.


A história de Edom inclui grande caldeamento de raças. Os casamentos mistos deram-se com os cananeus (hititas, Gn 26:24) e com os horeus do monte Seir (Gn 36:20-30). A absorção e a mescla criaram um povo distintivo, hostil a Israel. Quando Israel desejou atravessar o território de Edom, a caminho da conquista da Terra Prometida, não tiveram permissão para tanto; mas Edom, visto descender de um irmão distante, não deveria ser perturbado (Js 15:1,21).


A história subseqüente inclui vários incidentes de hostilidades, sendo provável que esses fossem permanentes. Saul teve problemas com os idumeus (I Sm 14:47). No entanto, houve idumeus que o serviram (I Sm 21:7; 22:9). Davi subjugou a terra deles, e ali erigiu fortificações (II Sm 8:13,14). Joabe tinha como um de seus alvos erradicar todos os idumeus do sexo masculino; e podemos supor que isso criou uma grande e contínua hostilidade (I Rs 11:15,16). Esse programa de Joabe, todavia, não obteve sucesso total, pelo que, mais tarde, Salomão teve problemas com os idumeus (I Rs 11:14-22). Entretanto, ele dominou essencialmente a Iduméia, tirando vantagem de suas riquezas naturais. Construiu um porto marítimo em Eziom Geber, no golfo de Acaba, para servir ao comércio marítimo (I Rs 9:26; II Cr 8:17). A arqueologia tem descoberto as minas de cobre e de ferro de Salomão, localizadas entre três e cinco quilômetros de Elate (no golfo de Acaba).


Edom, porém, recuperou-se. Aliados de Amom e de Moabe, nos dias de Josafá, os idumeus atacaram Judá (II Cr 20:1). Então, posteriormente, esses aliados combateram uns contra os outros (II Cr 20:22,23). Judá, entretanto, conseguiu o predomínio e um governador, controlado por Judá, passou a dirigir os idumeus (I Rs 22:48). Todavia, no tempo de Jeorão, Edom rebelou-se novamente, atacando Eziom-Geber (II Rs 8:21). Jeorão levou a melhor na refrega, embora não tivesse podido subjugar totalmente os idumeus. E Edom ficou independente por um período de cerca de quarenta anos.

Amazias (796-767 A.C.) promoveu outra invasão de Edom, matou dez mil guerreiros idumeus e capturou Sela, a capital (II Rs 14:7; II Cr 25:11,12). Uzias aniquilou o que ainda restava deles (II Rs 14:22). Porém, uma vez mais Edom obteve a independência e Judá nunca mais teve a oportunidade de reconquistar o território. Tiglate-Pileser III, da Assíria, compeliu Kaush-malaku, rei de Edom, a submeter-se a seu governo. A área foi absorvida pelos babilônios, em 604 A.C. Eles aliaram-se a Nabucodonosor e ajudaram a destruir a cidade de Jerusalém, em 587 A.C, e então regozijaram-se grandemente diante do acontecimento (Sl 137:7; Lm 4:21,22; Ob 10-16). Subsequentemente, alguns idumeus ocuparam a porção sul de Judá, fazendo de Hebrom a sua capital. Isso resultou na formação da Iduméia do período pós-exílico. No século V A.C., Edom caiu sob o poder dos árabes. Os nabateus, no século IV A.C, conquistaram a região e fizeram de Petra (Sela) a sua capital. Alguns idumeus fugiram para a Iduméia, mas a maioria deles foi absorvida pelos novos habitantes da região.


Chegamos então ao tempo dos Macabeus. Judas Macabeu obteve vitória sobre os idumeus, em 164 A.C (I Macabeus 4:1-5; Josefo, Anti. 12:8,1). João Hircano ocupou o território inteiro, em 120 A.C Nessa época, o judaísmo tornou-se a religião obrigatória deles, conforme nos diz Josefo (Anti. 13:9,1; 15:7,9). Depois disso, chegou o poder dos romanos, e todos os territórios em questão ficaram sob o domínio deles. Antípater, pai de Herodes, o Grande, era proveniente da Iduméia. Ele governava o território inteiro; então Herodes, o Grande, tornou-se o governante, em 37 A.C. Foi nesse tempo que houve a última dinastia de governantes palestinos. Após a destruição de Jerusalém, em 70 D.C, os idumeus desapareceram da história. Isso pôs fim à história de Edom. Foi um jogo irônico da história que os descendentes daqueles que tanto haviam exultado ante a queda de Jerusalém, em 587 A.C, estivessem entre os mais resolutos defensores da cidade, quando os romanos a atacaram, em 66-70 D.C.


Fonte: Russel Norman Champlin - Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol.2 pgs.266, 267 e 268 - Ed.Hagnos


Sugestão de leitura:
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terça-feira, 12 de julho de 2016

Entendendo Habacuque 3:3 "Deus vem de Temã, e do monte Parã vem o Santo..."

Habacuque 3:3 “Deus vem de Temã, e do monte Parã vem o Santo. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor”.

Nos versos 3 a 16 temos um quadro sublime da vinda do Senhor para julgar e para libertar o Seu povo. Trata-se de uma descrição da libertação do Israel literal, porém também se descreve a vinda de Cristo para iniciar o reino de justiça.


Com uma vívida figura, Habacuque descreve o efeito dessa vinda sobre a natureza e sobre os ímpios. Para ilustrar esses eventos finais da história, Habacuque usa alguns exemplos de forma como Deus tratou o Seu povo no passado. Temã era um distrito que pertencia a uma das divisões tribais de Edom, conforme relata o profeta Isaías no capítulo 63, versículos 1 a 4.


Quando o profeta menciona o monte Parã está se referindo aos majestosos acontecimentos relacionados com a entrega da lei no Sinai, usando-os como ilustrações dos eventos do dia do juízo. Assim como Deus veio rodeado de esplendor para repetir Sua lei ao povo, assim também aparecerá em glória para a salvação dos que estiverem preparados e o castigo dos ímpios. [1]



SUBSÍDIOS BIBLIOLÓGICOS

SOBRE  ESAÚ - EDOM - BOZRA - TEMÃ - EDOMITAS - SEIR - PETRA
EDOM nome dado a Esaú bem como à nação descendente dele, os Edomitas
Essa alcunha foi dada a Esaú, filho de Isaque com Rebeca, depois que ele se desfez de seu direito de primogenitura por um mero prato de lentilhas cozidas (Gn 25:30). Passou a ser um nome alternativo para indicar a Idumeia, ou seja, o Monte Seir. Também designa a terra de seus descendentes (Gn 32:3), ou então, coletivamente, todos os idumeus (Nm 20:18,20,21; Am 1:6,11; Ml 1:4). (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Russell Norman Champlin Ed.Hagnos)

Edom foi o lugar onde o irmão gêmeo de Jacó, Esaú, veio a se instalar e originá-lo como novo povo (Gn 36.1,9). No livro de Gênesis, Bozra é citada como cidade do segundo rei do povo de Esaú, ou seja, o povo de "Edom". O nome do rei era Jobabe (Gn 36. 31-33)


Os Edomitas foram um grupo tribal vizinhos de Judá ao sul, de língua semítica habitantes do Deserto de Negev e do vale de Arabá do qual é hoje o sul do Mar Morto e vizinho ao Jordão. A região tem muitos arenitos avermelhados, o que pode ter levado à origem do nome "Edom".

Temã, neto de Esaú, filho de seu primogênito, Elifaz (Gn 36.15).


Temã, que deu seu nome a um lugar na Idumeia do Sul, a terra dos filhos do oriente, frequentemente mencionada no Antigo Testamento, famosa pela sabedoria dos seus habitantes (Amós 1:12; Obadias 1:8; Jeremias 49:7; Ezequiel 25:13)


Idumeia - Nome usado pelos gregos e pelos romanos para se referirem a Edom (Mc 3.8).


Esaú e seus descendentes ocuparam uma região chamada Seir (Gn 36.9)
Uma região montanhosa ao sul e oriente do mar Morto, em grande parte deserto, mas rica em recursos naturais, com boas pastagens em seus vales entre as montanhas. Este lugar foi dado por Deus a ele e à sua descendência (Deuteronômio 2:5; Josué 24:4).

Sua velha capital era Bozra (Isaías 63.1), e ali estava (e ainda está mas agora desabitada) a cidade escavada na rocha chamada Sela (rocha) (Juízes 1:36, 2 Reis 14:7), mais recentemente conhecida pelo seu nome na língua grega Petra; este é um lugar ligado nas profecias à segunda vinda de Cristo, para julgar o mundo no fim da Grande Tribulação (Lucas 21:24; Apocalipse 16:14; Salmo 137:7; Obadias 1:3, 8-16; Isaías 16:1, 34:1-8; 63:1-6; Jeremias 49:14-22; Ezequiel 25:12-14). [2]


SOBRE HABACUQUE
QUEM ERA HABACUQUE?
O que ele escreve de si mesmo explica a semelhança dos seus escrito com os Salmos. Não era somente um profeta, 1:1, também um dos cantores levíticos do Templo, 3:19. Além disso, nada mais se sabe do profeta.

A julgar 1:5,6, onde se fala da invasão caldaica, como fato futuro embora iminente, ele deveria ter vivido e trabalhado na última parte do reinado de Joás (II Reis 22:18-20). A invasão teve lugar 5 anos depois.


O AVÔ DA REFORMA

Este profeta foi um autêntico avô da Reforma. A grande doutrina da justificação pela fé, Paulo a aprendeu com Habacuque e Martinho Lutero a aprendeu de Paulo.

Pode concluir-se que este livro foi um dos prediletos de Paulo, porque ele cita 1:5 na sua advertência aos judeus incrédulos, em Antioquia: (Atos 13:41) e quanto à célebre declaração de 2:4, Paulo a cita 3 vezes: - Rm. 1:17, Gl. 3:11 e Hb. 10:38.


EXERCENDO O MINISTÉRIO

Habacuque exerceu seu ministério nos dias de Josias, rei de Judá.

Habacuque exerceu o seu ministério quando os caldeus marchavam vitoriosamente pelo Oriente Médio (1.6). Tal marcha iniciou-se em 627 a.C. e foi concluída com a vitória sobre Faraó Neco, do Egito, na Batalha de Carquêmis, em 605 a.C. (Jr 46.2). Tempo em que, de fato, os caldeus tornaram-se um império pujante. Isso mostra que o profeta era contemporâneo de Jeremias e Sofonias (Jr 1.1; Sf 1.1). Ele menciona ainda a opressão dos ímpios sobre os pobres e o colapso da justiça nacional (1.2-4) e descreve também o cenário do reinado tirânico de Jeoaquim, rei de Judá, entre 605 e 598 a.C. (Jr 22.3,13-18).


VIDA PESSOAL DO PROFETA

Não há informações, dentro ou fora do livro, sobre a vida pessoal de Habacuque. Apenas temos a declaração de que ele é profeta (1.1), detalhe este também encontrado em Ageu e Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). A partir dessas poucas informações e pela finalização de seu livro (3.19), muitos estudiosos entendem que Habacuque era um profeta bem aceito pela sociedade e — há quem afirme — oriundo de família sacerdotal. A literatura rabínica apoia essa ideia. [3]

Fonte:

[1] - via novotempo.com 
[2] - via  Fatos Bíblicos.info
[3] - Os Doze Profetas Menores - Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo - comentarista: Ezequiel Soares - 4º trim.2012
Bíblia de Estudo Defesa da fé; Wikipédia; 


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