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sábado, 21 de julho de 2018

A função social dos Sacerdotes

“E [Jesus] ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho” Lc 5.14


A função social dos sacerdotes

Na aula desta semana é importante introduzi-la comentando que à época da peregrinação do povo judeu no deserto não havia uma vida social e jurídica organizada, isto é, por exemplo, não havia médicos, sanitaristas e juízes. O sistema sacerdotal, indiretamente, serviria para atender essas necessidades.

Os principais desafios para o povo peregrino, do ponto de vista da saúde, era a lepra; do ponto de vista da organização social, era a família, a propriedade privada e a vida do indivíduo.

A lepra era uma doença incurável e transmissível. Além de uma doença temida, essa enfermidade também era estigmatizante e, por causa do acometimento à Miriã, irmã de Moisés, derivada de sua rebelião, a lepra passou também a ser vista como castigo divino.

Aqui, cabe uma nota de justificação do isolamento das pessoas. Devido à infeliz militância ideológica na hermenêutica bíblica, muitos tendem a fazer uma leitura social deste episódio colocando os líderes judeus como opressores e os leprosos como os oprimidos. Ora, isso é ignorar por completo o contexto antigo da narrativa bíblica. A lepra era uma doença terrível e incurável. Não havia médicos nem o mínimo de estrutura sanitária. Isolar o leproso era garantir, naquele contexto, a sobrevivência das demais pessoas.

É evidente que, ao longo da história, o isolamento promoveu uma quantidade enorme de excluídos sociais, o que neste caso, não se trata de uma leitura sob os óculos de qualquer ideologia, mas a constatação de uma realidade social demonstrada por meio da alegria radiante, por exemplo, que tomava conta de um leproso curado por Jesus. Quando o Senhor fazia isso, Ele não estava apenas curando essa pessoa, mas a libertando da exclusão social e a devolvendo ao convívio das pessoas amadas por ela.

Hoje, graças a Deus!, embora ainda temida, a lepra, atualmente conhecida como hanseníase, é encarada com maior naturalidade, diminuindo a discriminação e o isolamento social. Isso ocorre porque, diferente dos tempos bíblicos, a hanseníase tem cura medicamentosa. Por isso, muitos leprosários já foram desativados.

Além do caso da lepra, a família, a propriedade privada e a vida do indivíduo precisavam de proteção. Os sacerdotes também deveriam atuar para garantir tal proteção.

Reconstruir o contexto explicativo acima ajudará muito seus alunos a compreender o porquê da série de leis proibitivas no Levítico. Revista Bíblica Ensinador Cristão nº74

Leitura Bíblica em Classe - Levítico 13.1-6

Prezado professor(a), na lição deste domingo estudaremos as funções dos sacerdotes. Homens escolhidos e separados pelo Senhor para o serviço no Tabernáculo. Ser sacerdote era ser honrado pelo Senhor mediante uma nobre missão, pois servir a Deus é um grande privilégio. Mas além da honra e do privilégio, havia as responsabilidades e as muitas exigências. O sacerdócio exigia sacrifícios, pois a função mais importante era conduzir o povo segundo a Lei, em santidade e justiça. Essa era uma tarefa das mais difíceis, pois por diversas vezes os hebreus apostataram da fé. Contudo, os sacerdotes também exerciam outras funções, que exigia discernimento e muita sabedoria. Ele tinha que ter consciência do que era puro e impuro, certo ou errado, santo e profano, pois deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange a Palavra de Deus, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7). Na nova aliança, não é diferente, pois o Senhor continua a exigir de nós, sacerdotes seus, que tenhamos um padrão de santidade e justiça. No Sermão do Monte, o código de ética do Reino de Deus, Jesus nos adverte quanto a sermos “sal” e “luz” desse mundo (Mt 5.13,14).

As funções do sacerdote iam além da liturgia; sua principal obrigação era zelar pela santidade e pureza do povo de Deus.

Neste capítulo, mostraremos por que as ordenanças de Levítico fizeram de Israel o povo mais avançado na área médica, urbanística e jurídica de todo o Oriente Médio. Não exageraremos se considerarmos os hebreus, nesse mesmo período, mais adiantados do que os chineses, egípcios e babilônios. Quanto aos gregos e romanos, ainda lutavam por se firmarem como civilização.

Acredito que, sem as orientações levíticas, o Ocidente jamais teria alcançado o seu atual estágio de desenvolvimento. A razão é bastante simples. A Igreja Cristã, ao fazer uso da Bíblia Sagrada, jamais deixou de aplicar os princípios mosaicos ao seu dia a dia. Não quero dizer, com isso, que os teólogos patrísticos e medievais porfiaram em judaizar a sociedade na qual estavam inseridos. Mas, sabiamente, souberam como separar os mandamentos específicos a Israel daqueles que devem ser observados por todos os povos. E, dessa forma, lançaram os alicerces da Civilização Ocidental.

Acompanhemos, pois, o processo de santificação dos israelitas. Esse processo, aliás, não contemplava apenas a interioridade humana, mas também a sua exterioridade, porque esta deveria ser um reflexo perfeito daquela. Para que isso ocorresse, a Universidade Levítica fez-se indispensável.

I. A UNIVERSIDADE LEVÍTICA

Ao separar os levitas para servirem como sacerdotes e ministros do altar, Deus lançava, naquele instante, os alicerces de uma instituição que faria dos hebreus o povo mais civilizado do mundo. Vejamos em que consistia a epistemologia dessa entidade que, com muita justiça, poderia ser chamada de Universidade Levítica.

1. Teologia, a verdade sobre o único Deus.

Os sacerdotes levitas, por serem os grandes mestres e catedráticos de Israel, partiam de um pressuposto que faz toda a diferença no campo filosófico, científico e literário: Deus existe. Mas, ao contrário dos deístas atuais, acreditavam eles que Deus não se limitou a criar os Céus e a Terra, mas continua a preservá-los e a intervir em todos os seus negócios, pois Ele é o Senhor de todas as coisas (Gn 1.1).

A teologia levítica não se embasava em meras teorias ou simples assentimentos intelectuais; firmava-se em algo profundo e experimental: o temor de Deus. Como diria mais tarde o sábio rei de Israel, “o temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (Pv 1.7, ARA).

Tendo esse texto de ouro como a pedra de esquina de sua epistemologia, os levitas avançaram nos mais diversos campos das ciências e saberes humanos.

Façamos uma pausa, a fim de explicar o que é a epistemologia. Essa palavra é formada por dois vocábulos gregos: episteme, conhecimento, ciência; e logos, estudo, ou discurso racional. A Epistemologia, portanto, é a reflexão em torno da natureza, estágios e abrangências do conhecimento produzido, adquirido e transmitido pelo homem.

2. Cosmologia, o Universo é de Deus.

Os sacerdotes do Senhor não se perdiam em teorias loucas e bizarras acerca do aparecimento dos Céus e da Terra. Eles sabiam que, no princípio, Deus criara tudo quanto existe. Se tudo quanto existe é criação divina, depreende-se logo que somente o Criador é quem deve ser adorado; não a criatura. Tal proposição é fundamental para se estabelecer uma epistemologia segura, eficaz e que conduza o ser humano ao progresso.

Quando os levitas oficiavam a Deus, apresentando-lhe alguma oferenda ou dom, sabiam estar reconsagrando-lhe algo que já lhe pertencia. Por isso, tratavam a Terra não como a deusa intocável dos gregos, nem como a mãe caprichosa dos ecologistas atuais; tratavam-na como criação divina. Tinham eles ciência suficiente para entender que a Terra fora criada por causa do homem, e não o homem por causa da Terra. Que esta, pois, seja o santuário do Senhor, pois do Senhor é a Terra (Sl 24.1).

3. Antropologia, o homem é a imagem de Deus.

Já imaginou se os levitas tivessem sido educados por Charles Darwin (1809-1882)? Como iriam eles tratar os filhos de Israel a partir de uma antropologia bizarra, fantasiosa e sem a mínima base científica? Mas, sabendo eles que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, jamais deixariam os hebreus embrenharem-se nas promiscuidades egípcias, cananeias e mesopotâmias. Todos eles porfiavam por serem reconhecidos como o povo escolhido do Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Eis porque os sacerdotes do Senhor obrigavam-se a cuidar tanto da interioridade quanto da exterioridade dos hebreus. Eles estavam cientes de que Deus exigia de seu povo santidade, pureza e distinção. Todos deveriam ser santos, porque Santo é o Senhor. Diante de tal reivindicação, como devemos nós, hoje, proceder? Que o Espírito Santo nos ajude a ter uma vida irrepreensível perante Deus e diante dos homens.

Como seria bom se os médicos e os demais profissionais de saúde tivessem uma antropologia realmente bíblica. A partir dessa perspectiva, tratariam melhor seus pacientes, pois nestes veriam a imagem e a semelhança do Criador. E, assim, seriam banidos das universidades e dos hospitais experimentos cruéis e desumanos como aqueles realizados pelos alemães e japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

4. Direitos e deveres.

Os sacerdotes do Senhor, orientados pelos Dez Mandamentos e pelas demais ordenanças do Pentateuco, foram além dos mestres e juristas da antiguidade. Se Hamurabi, por exemplo, que viveu por volta do século XIX a.C., teve uma influência meramente local, o código levita fez-se universal; eterno. E, hoje, em não poucos tribunais, encontramos uma cópia dos Dez Mandamentos.

Se compararmos a Lei de Moisés à de Dracon ou à de Solon, ambos legisladores gregos do século VII a.D., constataremos que estes jamais lograram alcançar a excelência da legislação que Deus, por meio de Moisés, entregara aos levitas. Por isso, devem os sacerdotes ser vistos como os juristas, advogados, promotores e juízes de Israel. Além disso, lançaram a base jurídica da civilização ocidental.

5. Contrastes entre a Universidade Levítica e a Faraônica.

Antes de encerrarmos este tópico, faremos um pequeno contraste entre a academia egípcia, formada, em sua maior parte, por magos e astrólogos, e a hebreia, representada pelos levitas.

A egípcia, apesar de suas notáveis conquistas científicas, centrava-se em ciências ocultas e duvidosas (Êx 7.11). Quanto à hebreia, tinha à sua disposição não os conhecimentos escondidos e entretecidos nas profundezas de Satanás, mas o saber verdadeiro que o próprio Deus revelara a Moisés e ainda mostraria aos profetas que viriam depois do grande legislador.

Por essa razão, quem hoje se interessa pelas ciências egípcias dos magos e astrólogos de Faraó? No entanto, a Bíblia Sagrada é lida todos os dias do Ocidente ao Oriente como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus.

II. O INÍCIO DOS HOSPITAIS MODERNOS

Parece que os médicos egípcios existiam apenas em função dos faraós. Quanto ao povo, que se arrumasse com as suas doenças, moléstias e enfermidades. No que tange aos levitas, observamos que estes, apesar de não serem médicos profissionais, dedicavam-se desvelada e sagradamente aos cuidados preventivos da saúde hebreia. E, assim, vieram a lançar as bases dos modernos hospitais.

1. O hospital, a Casa do Bom Samaritano.

Na língua alemã, a palavra “hospital” tem um significado interessante e que, em sua essência, revela um pouco da filosofia pagã. O termo Krankenhaus significa, etimologicamente, casa do enfermo.

Se buscarmos a etimologia da palavra “hospital”, descobriremos não somente um novo significado linguístico, mas também uma renovada filosofia. O termo, proveniente do latim medieval, vem de hospes que, naquele período, significava “hospedeiro” ou “hospede”. A partir daí, nasceu o vocábulo “hospital”: local onde os viajantes eram bem recebidos e muito bem cuidados.

Com o tempo, devido à influência da Igreja Cristã, o hospital começou a ser visto não mais como uma simples hospedaria, mas como um lugar para se acolher os enfermos.

Em seus primórdios, o hospital não era uma casa de enfermo ou de enfermidade, mas um lugar onde o hóspede, se enfermo, podia receber cuidados médicos.

A parábola do Bom Samaritano é um quadro que ilustra muito bem a fundação dos hospitais como hoje os conhecemos. Nessa belíssima narrativa, observemos algo muito importante. Os desvelos ministrados pelo samaritano àquele pobre homem refletiam, de certa forma, as funções de um sacerdote levita. Se bem que tanto o sacerdote como o levita, nessa narrativa, embora até possuíssem alguma ciência médica, passaram de largo e ignoraram o seu paciente.

Segundo a história, o primeiro hospital moderno foi estabelecido, em 370 d.C., na cidade de Cesareia, como resultado de um benévolo édito imperial. Mais tarde, Basílio, o Grande (329-379), recomendou a criação de hospitais, tendo como referência um famoso e eficiente hospital de Roma. Não nos esqueçamos da Ordem dos Hospitalários que, apesar de sua forte vocação militar, não deixou de cuidar dos peregrinos que se dirigiam à Terra Santa.

Na história de Israel, as práticas clínicas dos levitas precederam a medicina. É o que podemos inferir do texto sagrado. A seguir, vejamos como os sacerdotes cuidavam da saúde dos hebreus, não propriamente curando-lhes as enfermidades, mas prevenindo-as. Esse cuidado torna-se mais visível em relação à lepra que, naquele tempo, além de ser uma doença incurável, era socialmente repulsiva.

2. Lepra, o símbolo do pecado.

Libertos de uma terra idólatra e insalubre, os israelitas corriam o risco de transmitir à próxima geração enfermidades como a lepra, a doença mais repelente da antiguidade (Dt 7.15). Por isso, Deus encarregou os sacerdotes de inspecionar clinicamente o seu povo. Nos tempos bíblicos, a lepra causava repulsa devido ao seu aspecto e contágio (Lv 13.2). Se Deus não a curasse, médico algum poderia fazê-lo. Haja vista o caso do general sírio Naamã (2 Rs 5.1-14). O Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, curou a diversos leprosos e ordenou a seus discípulos a que os purificasse (Mt 10.8; 11.5).

3. A inspeção clínica.

Em sua peregrinação à Terra Prometida, os israelitas não contavam com médicos e sanitaristas. Era um luxo restrito aos nobres egípcios (Gn 50.2). Portanto, sempre que alguém apresentava algum dos sintomas da lepra, deveria encaminhar-se ao sumo sacerdote para ser examinado (Lv 13.1-30). De acordo com o diagnóstico, o paciente era declarado limpo ou impuro. Se constatada a doença, o enfermo era imediatamente apartado da comunidade (Lv 13.46).

4. A limitação do sacerdote.

Os sacerdotes, por conseguinte, encontravam-se habilitados a diagnosticar, mas não a curar os leprosos; era uma função mais preventiva que curativa. O próprio Senhor Jesus reconheceu a perícia do sacerdote na diagnose da enfermidade (Lc 5.14).

Durante o seu ministério terreno, o Senhor Jesus, louvado como o Médico dos médicos, admitiu a utilidade dos médicos humanos. Embora limitados e, às vezes, até inúteis diante de algumas situações, eles aí estão para aliviar-nos a dor (Mt 9.12). Pelo que deduzimos desta saudação tipicamente paulina, Lucas era um médico mui amado entre os cristãos primitivos (Cl 4.14).

III. O INÍCIO DA URBANIZAÇÃO MODERNA

Às vezes, pergunto-me por que uma cidade como o Rio de Janeiro, que já foi alcunhada de maravilhosa, possui tantas mazelas urbanísticas. Ao lado de condomínios, que vivem no luxo, há comunidades que tentam sobreviver do lixo e no lixo. Dessa forma, vemos proliferar doenças que, há mais de um século, já haviam sido debeladas. No Israel do Antigo Testamento, tal situação era inadmissível.

1. O urbanismo e o sanitarismo do sacerdócio levítico.

O urbanismo é a disciplina relacionada ao estudo, regulação, controle e planejamento da cidade. Nessa ciência, não se pode confundir urbanismo com ação urbanizadora. Se esta não promover a melhoria de vida da população não é urbanismo; é mera preocupação estética. A cidade, pois, antes de ser bonita, tem de ser saudável.

O urbanismo deve caminhar de mãos dadas com o sanitarismo. Modernamente, o sanitarismo, conhecido também como higienismo, é conhecido como a ciência que tem por objetivo promover a saúde pública. A menos que tenhamos uma população saudável, qualquer projeto urbanístico, por mais belo e aprazível, será inútil. Eis por que Deus recomendou aos sacerdotes que zelassem pela saúde de seu povo.

De acordo com as leis urbanas que encontramos no Levítico, a urbanização de Israel deveria começar de dentro para fora; do interior das casas ao centro da cidade. Se uma casa estava doente, todos os demais domicílios corriam perigo; a epidemia era eminente. Vejamos, pois, como agiam os sacerdotes na fiscalização urbana de Israel. Aliás, a sua função incluía, também, o sanitarismo.

2. A função urbanista e sanitarista dos sacerdotes.

Apesar de ser a terra que mana leite e mel, Canaã, por causa dos povos que a habitavam, tornara-se tão doentia e insustentável quanto o Egito (Lv 14.34). Até suas casas e vestes estavam sujeitas a uma espécie de lepra, fatal aos israelitas. Por isso, Deus instruiu os sacerdotes a atuarem também como sanitaristas e urbanistas.

3. A função sanitarista do sacerdote.

O sanitarista é um especialista em saúde pública; sua função é mais preventiva do que curativa. Sua obrigação é manter a cidade livre de focos de doenças e infecções. Por isso, os sacerdotes, em Israel, inspecionavam casas e roupas (Lv 14.34-57).

4. A lepra na casa.

A lepra numa casa é descrita como manchas esverdinhadas e avermelhadas que, via de regra, pareciam mais fundas que a parede (Lv 14.37). Sempre que isso ocorria, o proprietário deveria recorrer ao sacerdote que, após examiná-la, ordenava o seu despejo, para que a praga não se espalhasse, contaminando toda a propriedade (Lv 14.36).

Em seguida, a casa era interditada por sete dias (Lv 14.38). Caso a praga não cedesse, as pedras contaminadas eram retiradas e as paredes todas eram raspadas. Em último caso, o sacerdote tinha autoridade para ordenar a demolição do imóvel (Lv 14.45). Para que a lepra não contaminasse outras propriedades, todo o seu entulho era jogado fora do perímetro urbano.

6. A lepra nas vestes.

As vestes e objetos domésticos também estavam sujeitos à lepra. No caso destes, tratavam-se de mofos e fungos igualmente nocivos à saúde (Lv 13.47-50). De imediato, a roupa deveria ser levada ao sacerdote (Lv 13.51). Caso a praga se mostrasse persistente, a roupa deveria ser queimada, a fim de evitar a propagação de doenças (Lv 13.52).

Deus advertiu solenemente os israelitas a guardarem-se da praga da lepra, pois a doença abria a porta a outras enfermidades e moléstias (Dt 24.8). Era um dos mais fortes símbolos do pecado (Is 1.6).

IV. A ESTRUTURA JURÍDICA DE ISRAEL

No Israel dos sacerdotes e levitas, o direito estava sempre ao alcance dos pobres, porque a Lei de Deus havia sido proclamada a toda a nação, e não apenas a uma minoria privilegiada. Ali, pobres e ricos, pequenos e grandes, nobres e plebeus; todos, enfim, estavam sujeitos aos mandamentos divinos. Não havia minoria privilegiada, nem maioria ignorada; eram todos iguais diante da Lei de Deus.

1. A função judicial dos sacerdotes.

Judicialmente, o livro de Levítico apresenta várias disposições, a fim de proteger a família, a propriedade privada e, principalmente, a vida humana. Nesse sentido, o sacerdote atuava também no campo jurídico. No Israel do Antigo Testamento, não havia uma lei-maior para dirigir o país; uma espécie de constituição. Ali, toda a Palavra de Deus funcionava como a ordenança que não podia ser ignorada quer pelo rei, quer pelo plebeu. E, para zelar pelo fiel cumprimento dos estatutos divinos, os sacerdotes e demais levitas faziam-se presentes.

2. Proteção da família.

Com o objetivo de manter a pureza e a legitimidade no relacionamento familiar, o Senhor, por intermédio de Moisés, proíbe aos israelitas: o sacrifício infantil (Lv 20.2); o incesto, (Lv 18.6-9); o abuso sexual doméstico (Lv 18.10); a exposição das filhas à prostituição (Lv 19.29); o homossexualismo e a bestialidade (Lv 18.22,23). Os israelitas, como adoradores do Único e Verdadeiro Deus, eram obrigados a honrar seus pais e a preservar-lhes a autoridade (Lv 19.3; 20.9).

3. Proteção da propriedade privada.

A posse de uma propriedade, em Israel, era considerada algo sagrado; uma dádiva de Deus ao seu povo (Êx 3.7,8). Por esse motivo, os israelitas deveriam tratar suas casas e campos de maneira responsável e amorosa (Lv 19.9). As colheitas eram feitas de tal maneira, que os pobres jamais deixavam de ser contemplados (Lv 23.22).

Sendo, pois, a terra propriedade do Senhor, não poderia ser explorada de maneira irresponsável e contrária à natureza (Lv 25.3,4). Do texto sagrado, depreendemos que o sacerdote tinha por obrigação supervisionar o uso sustentável da terra.

A propriedade da terra não era considerada roubo, conforme diria o francês Pierre-Joseph Proudhon (1809 – 1865), mas uma herança pela qual valia a pena lutar (1 Rs 21.3). No Israel de Deus, os governantes não se digladiavam hoje pela esquerda, e, amanhã pela direita; punham-se todos no centro da vontade divina.

Ali, nas terras do Senhor, não havia lugar para o comunismo assassino e mentiroso, nem para o fascismo desumano e cruel, pois a Lei de Moisés supria todas as carências e lacunas sociais. E, quando do advento da injustiça, Jeová enviava os seus mensageiros que, corajosamente, clamavam contra a opressão, o roubo, o crime e a infidelidade doméstica.

4. Proteção da vida.

Também estava sob o encargo do sacerdote a inspeção das casas (Dt 22.8) e da criação de animais (Êx 21.36). A mulher grávida recebia proteção especial (Êx 21.22). Enfim, a vida na sociedade judaica era e é sagrada; um dom do Criador (Nm 16.22). Por isso, Deus determina no Sexto Mandamento: “Nãomatarás” (Êx 20.13). Mencionemos ainda as cidades de refúgio que, administradas pelos levitas, serviam para acolher o que, sem o querer, matava alguém (Nm 35.10-15).

Oremos, para que o nosso país seja realmente justo e misericordioso. Não nos faltam leis, nem legisladores, nem juízes. Ei-los pelos tribunais; ei-los saindo das faculdades e academias. Todavia, falta-nos o temor do Senhor, sem o qual não pode haver princípio algum de sabedoria. É chegado o momento de rogarmos ao Senhor que nos cure a terra. Achamo-nos tão enfermos, hoje, quanto o Israel dos tempos de Isaías (Is 1.1-9). Neste momento, conscientizemo-nos de nossa responsabilidade como sal da terra e luz do mundo.

CONCLUSÃO

Conforme profetizou Malaquias, a aliança do Senhor com a tribo de Levi era firme e bem conhecida de todo o Israel. Nesse sentido, seus descendentes deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange à Lei de Moisés, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7). Infelizmente, os sacerdotes não souberam como guardar o concerto levítico.

Se o Senhor exigiu excelência e correção dos levitas, no Antigo Testamento, como devemos nós agir? Que o nosso culto seja marcado pelo amor e pela não conformação com este mundo.

Nós, obreiros de Cristo, temos de ser um padrão na sã doutrina, segundo recomenda o apóstolo: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência” (Tt 2.7, ARA). Ainda que não sejamos sacerdotes como os filhos de Levi, nossa responsabilidade, diante do povo de Deus, não é menor. Se o Senhor exigiu deles excelência, o que não exigirá de nós, seus despenseiros? Ou será que já não tememos ser reprovados no Tribunal de Cristo? Que o Senhor nos ajude.

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Curando o filho de um Oficial

“Então, Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis” Jo 4.48

Evangelho de Jesus Cristo segundo escreve o Apostolo do Amor 

Leitura Bíblica: João 4.46-54

46 — Segunda vez foi Jesus a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.
47 — Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele e rogou-lhe que descesse e curasse o seu filho, porque já estava à morte.
48 — Então, Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis.
49 — Disse-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que meu filho morra.
50 — Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse e foi-se.
51 — E, descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos e lhe anunciaram, dizendo: O teu filho vive.
52 — Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor; e disseram-lhe: Ontem, às sete horas, a febre o deixou.
53 — Entendeu, pois, o pai que era aquela hora a mesma em que Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa.
54 — Jesus fez este segundo milagre quando ia da Judeia para a Galileia.

“E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum (46) Segundo Arndt e Gingrich, a palavra traduzida como oficial poderia se referir a ‘um parente da família real (de Herodes)’, mas provavelmente se refere a ‘um oficial real’. As narrativas dos milagres de Jesus em Jerusalém (2.23) tinham evidentemente chegado antes dele à Galileia, e o primeiro milagre em Caná sem dúvida fora o assunto de muitas conversas em Cafarnaum, que ficava a somente 24 quilômetros ([...]). Assim, este oficial, ouvindo... que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele e rogou-lhe que descesse e curasse o seu filho, porque já estava à morte (47). A palavra traduzida como foi significa literalmente ‘ele se foi’, indicando que o pai deixou o filho, doente como estava, para ir fazer o seu pedido a Jesus. O verbo rogou está no imperfeito no texto grego, indicando um pedido repetido e continuado. A resposta de Jesus, embora aparentemente uma recusa, na realidade era um teste para a fé do oficial. Se não virdes sinais e milagres, não crereis (48). Esta é uma questão inquisitiva. Os sinais e milagres são o motivo ou o resultado da fé? Este acontecimento espetacular, o milagre, é a experiência estática de uma coisa a ser buscada por si mesma? É o produto de uma fé dinâmica e devidamente embasada, ou é a porta aberta para ela?” (Comentário Bíblico Beacon. João a Atos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014, pp.61,62).

Jesus socorre o oficial e cura o seu filho, gerando fé salvadora não apenas para o pai, mas para toda a família.

INTRODUÇÃO

Após o milagre nas bodas de Caná, Jesus, juntamente com sua mãe, irmãos e discípulos, se estabeleceram por alguns dias em Cafarnaum, importante cidade da Galileia (Jo 2.12). Na sequência, devido à proximidade da Páscoa, uma das três mais importantes festas judaicas, o Mestre parte para Jerusalém (Jo 2.13) e, conforme registra João, “durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome” (Jo 2.23). Contudo, o apóstolo do amor observa que, mesmo assim, “Jesus não confiava neles, por que a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24,25). A missão do Senhor não estava baseada na aceitação popular, e sim no fazer a vontade do Pai (Jo 6.38-40).

I. A MOBILIDADE MINISTERIAL DE JESUS ENTRE A JUDEIA E A GALILEIA

1. O ministério do Senhor na Galileia.
Apesar de Jesus ter nascido em Belém da Judeia, para cumprir a profecia (Lc 2.4 cf. Mt 2.4-6), fora criado em Nazaré, na Galileia, onde seus pais foram morar, também em cumprimento de uma profecia (Mt 2.22,23; Jo 1.45,46). Nesta próspera e populosa região, o Mestre desenvolveu grande parte de seu ministério, até para cumprir a Palavra de Deus (Mt 4.12-25). Ainda no início do quarto Evangelho, é possível ver várias incursões do Mestre por essa região (Jo 1.43; 2.1,12; 4.3,43; 6.1).

2. O ministério de Jesus na Judeia.
A despeito de ser judeu, por ter sido criado na Galileia, Jesus era discriminado, e sua messianidade fora colocada em dúvida por conta disso (Jo 7.41,52). Mesmo assim, em cumprimento de sua missão, o Mestre também desenvolveu grande parte de seu ministério na região da Judeia (Jo 2.13,23; 3.22; 4.47; 5.1).

3. A receptividade do Senhor na “Galileia dos gentios”.
Apesar dessa mobilidade do Mestre entre as duas regiões, foi mesmo na “Galileia dos gentios” (Mt 4.15 — ARA) que o Senhor Jesus realizou grandes sinais e onde muito pregou e ensinou (Mt 4.12-25; 8.28-34; 9.9-13; 14.13-36; Lc 4.31-44; 5.1-26). Tal se deu para que igualmente se cumprisse o que Isaías profetizou acerca do Messias (Mt 4.13-16). Não obstante, é preciso observar que, em Nazaré, especificamente, o Mestre enfrentou forte oposição dos seus conterrâneos, pois se revoltaram com seus ensinos e quiseram até mesmo matá-lo (Lc 4.14-30).

Até mesmo Jesus Cristo sofreu preconceito por conta do local onde fora criado.

II. O PERIGO DA “FÉ” BASEADA EM SINAIS

1. A fé que surge da Palavra.
João relata que após o Mestre deixar a Judeia em direção a Galileia, passou por Samaria e ali ficou dois dias na cidade de Sicar (Jo 4.3-5,40,43). Apesar de o texto não relatar a ocorrência de absolutamente milagre algum realizado por Jesus em Samaria naquela ocasião, a narrativa joanina revela que após a conversa com o Mestre, a mulher samaritana anunciou aos habitantes daquela cidade que conhecera um homem que relatara tudo quanto ela havia feito e seria interessante verificar se porventura não era Ele o Cristo (Jo 4.28-30). O apóstolo do amor diz que somente pelo testemunho da mulher “muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele” (Jo 4.39). O autor do quarto Evangelho complementa tal informação dizendo que depois de os homens da cidade ter ido falar com Jesus e pedido a Ele que ficasse na cidade, “muitos mais creram nele, por causa da sua palavra” (Jo 4.40,41). Os que ouviram o Senhor “diziam à mulher: Já não é pelo que disseste que nós cremos, porque nós mesmos o temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (Jo 4.42). A fé dos samaritanos não brotou por causa de algum sinal, mas exclusivamente pela Palavra do Evangelho.

2. A abrangência do Evangelho de João.
Esse episódio e outro como o dos gregos que queriam ver Jesus (Jo 12.20-22), por exemplo, explica o porquê de o quarto Evangelho ter um propósito mais abrangente e de também colocar em seu prólogo que Cristo “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11). Assim, para o leitor joanino fica evidente, de início, que os que recebem a Cristo e nEle creem, são agraciados e aceitos como filhos de Deus, independentemente de serem ou não judeus, pois “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo 1.12,13).

3. O contraste da fé baseada em sinais.
Após deixar Samaria (Jo 4.43), o Mestre seguiu viagem rumo a Galileia e, mesmo não contando o episódio da perseguição enfrentada por Cristo em Nazaré (Lc 4.14-30), João cita a referência que Jesus faz acerca do fato de que “um profeta não tem honra na sua própria pátria” (Jo 4.44). Para o propósito do evangelista, o importante é destacar que, mesmo em outras partes da Galileia, os galileus receberam Jesus “porque viram todas as coisas que fizera em Jerusalém no dia da festa; porque também eles tinham ido à festa” (Jo 4.45). Em termos diretos, sua ampla aceitação não se dava por conta da Palavra, mas por causa dos sinais. Os principais comentaristas afirmam que é justamente em relação a estes que o apóstolo do amor observa que, mesmo tendo crido no Filho de Deus (Jo 2.23), “Jesus não confiava neles, por que a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24,25). A não confiança se dava pelo fato de a “fé” dessas pessoas estar baseada nos sinais e não na Palavra, como a dos samaritanos.

O problema de se ter uma “fé” baseada em sinais é que acabamos valorizando mais os milagres do que o Deus dos milagres.


III. O MILAGRE QUE GEROU SALVAÇÃO

1. O desespero de um pai.
O evangelista oportunamente observa que Jesus viera pela segunda vez em Caná da Galileia, justamente onde realizara o milagre da transformação da água em vinho (v.46). Desta feita, um oficial, provavelmente da corte de Herodes, ouvindo falar que o Mestre chegou de viagem da Judeia, recorreu a Jesus e suplicou que Ele curasse o seu filho, que estava à beira da morte (vv.46,47). Apesar de os limites geográficos da Galileia serem grandes, o fato de o oficial saber de Jesus significa que sua fama, como detalha Mateus (4.24), já havia ultrapassado até mesmo a região da Galileia, chegando a atingir a Síria. É oportuno, todavia, pontuar que Jesus mesmo não buscava tal fama, pois até fugia das multidões quando estas queriam fazer dEle rei (Jo 6.14,15), sendo extremamente discreto (Jo 7.3-9).

2. Um homem de fé.
João informa que Jesus responde negativamente ao pedido do oficial, pois o Mestre já está farto de pessoas ávidas por sinais e que precisam “ver para crer” (v.48). Contudo, o funcionário do rei parece não se importar com a resposta do Senhor e, mesmo sendo uma pessoa importante, diante de sua extrema necessidade, humilha-se e insiste para que Jesus desça a Cafarnaum e cure o seu filho (v.49). Como Jesus não necessitava que alguém dissesse o que as pessoas pensavam, pois Ele bem sabia (Jo 2.24,25 cf. Mt 9.4), atendeu então ao oficial dizendo que este fosse embora, pois o seu filho estaria vivo. João é enfático ao dizer que “o homem creu na palavra que Jesus lhe disse e foi-se” (v.50). O Mestre tinha plena consciência de estar diante de um homem que, embora necessitado, era diferente dos galileus buscadores de sinais. O oficial creu sem precisar ver e obedeceu à ordem do Senhor, revelando-se um homem de fé.

3. Um milagre que salvou uma família.
O texto joanino diz que tão logo recebeu esta palavra do Senhor, o oficial retirou-se e assim que encontrou seus empregados recebeu a notícia de que seu filho estava bem (v.51). Por curiosidade e, certamente para confirmar o milagre, o funcionário do rei perguntou o horário exato em que o seu filho apresentou-se melhor (v.52). Após receber a informação, o oficial certificou-se de que havia sido justamente o momento em que o Mestre disse-lhe que o seu filho estava bem. Diante disso, João afirma que “creu ele, e toda a sua casa” (v.53). O texto lembra o versículo onze de João 2, que diz que “os seus discípulos creram nele”. Não apenas o oficial do rei, mas toda a sua família passou a crer em Jesus, pois o milagre fora notório e somente Deus poderia operá-lo. Uma vez mais o milagre cumpriu seu propósito principal: socorrer ao aflito e manifestar a glória de Deus trazendo salvação.

O oficial do rei revelou-se um homem de fé e não apenas alguém que buscava um sinal para crer.

CONCLUSÃO

O apóstolo do amor encerra a seção objeto da presente lição dizendo que “Jesus fez este segundo milagre quando ia da Judeia para a Galileia” (v.54), ou seja, no “caminho”. Acostumados à ideia de “esperar”, muitas vezes a confundimos com comodismo. O oficial do rei, como pai responsável não esperou acomodado, mas correu em direção a Jesus para que o Mestre atendesse ao seu filho. O resultado de tal busca não poderia ser melhor — além da cura, toda a sua casa foi salva. Que possamos ser igualmente dispostos e termos a mesma fé do oficial.

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 3º Trimestre de 2018 - Título: Milagres de Jesus — A fé realizando o impossível - César Moisés Carvalho

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Arqueologia - Arqueólogos encontram ruínas de Betsaida

Arqueólogos encontram ruínas de Betsaida, cidade onde Jesus viveu

Antiga vila de pescadores é a terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe

Escavação arqueológica em Jaljulia
(Shmuel Magal / Autoridade de Antiguidades de Israel)
Arqueólogos descobriram o portão de entrada para a cidade bíblica de Betsaida durante escavações realizadas nas colinas de Golan nas últimas duas semanas. As primeiras imagens foram publicadas domingo (08/07/2018) pelo Conselho Regional de Golan.

Um grupo de 20 arqueólogos de todo o mundo, juntamente com o diretor do Projeto Betsaida, Dr. Rami Arav, conduziram novas escavações em duas áreas diferentes, encontrando as ruínas dos portões da cidade. Todo o trabalho é coordenado pelo Hebrew Union College, em Jerusalém.

A antiga vila de pescadores é mencionada várias vezes no Novo Testamento. Terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe (João 1:44). Jesus também morou algum tempo naquele local, onde acredita-se que alimentou milagrosamente uma multidão de pessoas com cinco pães e dois peixes.

Chamada de Zer antes do domínio romano no primeiro século antes de Cristo, as descobertas agora de seu real tamanho e a riqueza, mostrada pelas impressionantes fortificações, confirmam que foi uma cidade importante, de valor estratégico.

Arqueólogo com chave encontrada em Betsaida.
(Foto: Hanan Shapir)


“Não há muitos portões deste período encontrados em Israel. Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o período do Primeiro Templo era conhecida como Zer”, lembra o Dr. Arav, apontando para Josué 19:35, que menciona “as cidades fortificadas de Zidim, Zer, e Hamate, Racate e Quinerete”.



Arav começou a realizar escavações na área há quase 30 anos. Durante suas escavações, identificou partes da antiga Betsaida, a nordeste do Mar da Galileia. Multidões de peregrinos cristãos visitam o local todos os anos por causa de sua grande importância para o cristianismo. Porém agora os arqueólogos acreditam que as novas descobertas podem dar uma melhor ideia de como era a cidade.

Além dos portões, foi descoberto o piso de um templo romano construído pelo filho de Herodes, Filipe. No local foram encontraram moedas de ouro, jarros e até chaves de casa, além de um escudo que pertenceu a um soldado romano.

Moedas romanas encontradas nas escavações. (Foto: Hanan Shapir)

Fonte: GospelPrime

com informações Jerusalém Post
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domingo, 15 de julho de 2018

Dia do Homem

"O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos." Provérbios 16:9

Em 15 de Julho é celebrado, no Brasil, o Dia do Homem. Entretanto, essa mesma data é comemorada por muitas nações do exterior aos 19 dias do mês de novembro. Ambas as datas têm o propósito de chamar a atenção da sociedade para problemas e circunstâncias que possam atingir, em especial, o sexo masculino. Além disso, ambas foram instituídas na década de 1990.

No Brasil, a data foi proposta pela Ordem Nacional dos Escritores em 1992. Desde esse ano, as atenções para tal data vêm se tornando crescentes, sobretudo por parte de autoridades políticas e por núcleos de especialistas na saúde do homem. Em se tratando do tema da saúde do homem, o médico Jerome Teelucksingh, de Trinidad e Tobago, tendo em vista exatamente pôr em destaque a saúde do gênero masculino à comunidade internacional, propôs à Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, que fosse criado um dia para tal objetivo.

O dia escolhido foi 19 de novembro. Desde o início do século XXI, muitas campanhas vêm sendo feitas em vários países com o objetivo de conscientizar os homens da importância de cuidarem de seu corpo e de sua saúde. Um exemplo desse tipo de conscientização diz respeito ao câncer de próstata, que atinge grande parcela da população masculina de todo o mundo. Outras doenças relacionadas com o uso do tabaco e de bebidas alcoólicas também são colocadas em questão na oportunidade desse dia.

Outro dos objetivos da reflexão que propõe o Dia do Homem é a igualdade entre os gêneros masculino e feminino. O alvo principal dessa proposta é a mudança de comportamento com relação a muitas posturas colocadas, tanto por condutas machistas quanto por condutas do radicalismo feminista, que tendem a restringir o debate da valorização profissional e social da mulher e do papel fundamental que o homem desempenha nesse processo.

Além disso, há ainda a discussão sobre o paradigma do homem contemporâneo, que já não segue o mesmo padrão comportamental do século passado, nem em seu seio familiar nem em seu trabalho ou na convivência com círculos de amigos, etc.

Sendo assim, tanto o dia 15 de julho quanto o dia 19 de novembro são situações oportunas para esse tipo de reflexão.

por Me. Cláudio Fernandes

"Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito. Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos." Provérbios 16:1-3

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sábado, 14 de julho de 2018

Os Ministros do Culto Levítico

“Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o Senhor” Nm 3.45


Os Ministros do Culto Levítico

A lição desta semana vai abordar uma das mais importantes instituições ministeriais do Antigo Testamento: o sacerdócio levítico. Todo desdobramento do culto, como vimos na lição anterior, só era possível devido à classe de ministros que foi separada por Deus na época de Moisés para exercer o ofício sacerdotal. Por isso, é preciso conhecer a tribo em que essa classe se originou e a singularidade dos sacerdotes, pois nem todo levita era sacerdote, mas todo sacerdote era levita.

A Tribo de Levi

A característica de Levi, um dos doze patriarcas, tem muito a dizer sobre a existência da Tribo e o surgimento da classe sacerdotal a partir dela. A reputação do patriarca Levi está ancorada na ideia de uma pessoa firme, dura demais em relação à honra, fato que é destaque na narrativa de Gênesis 34. Embora a trágica atitude de Levi em defesa da honra de Diná fosse objeto de indignação de seu pai, Jacó, essa disposição de “zelo” está claramente presente na formação da Tribo de Levi representada pela três maiores autoridades: Gérson, Coate e Merari (1Cr 6.16, Gn 46.11; Êx 6.16) — considerados os herdeiros legítimos das bênçãos divinas, pois, não por acaso, foram as famílias, dentro da tribo, responsáveis por todo o cuidado e transporte do Tabernáculo. Dessa tribo de firme “zelo” e “ânimo” surge a instituição sacerdotal.

A diferença entre “levitas” e “sacerdotes”

Muito importante destacar é que nem todo levita era sacerdote. Os “levitas”, reconhecidos assim, foram escolhidos e necessários para exerceram funções de ajuda ao sacerdócio no Tabernáculo, e mais tarde no Santo Templo, para ensinar a Torá ao povo e auxiliar os sacerdotes em todo o sentido na adoração pública no santuário (utensílios, transporte, portas, instrumentos de música do Tabernáculo e, respectivamente, o Templo — Nm 1.50). Diferentemente dos “levitas”, os sacerdotes eram separados eminentemente para os ofícios sagrados do Tabernáculo e do Templo: oferecer sacrifícios e ofertas no altar; mediar a relação do povo com o Deus de Israel.

A atuação híbrida dos sacerdotes

Ao longo do Antigo Testamento, vemos que, além da natureza espiritual e religiosa da função sacerdotal, os sacerdotes transbordaram o limite religioso. Era comum eles exercerem papéis de conselheiros do Rei, como no reinado de Davi, e, por exemplo, influenciar a eleição do rei como aconteceu no caso de Salomão, sucessor de seu pai.

O chamamento divino exige, de cada um de nós, amor, excelência e dedicação integral ao Senhor da Seara.

Leitura Bíblica - Levítico 8.1-13

Depois de estudar o culto levítico, na lição de hoje refletiremos a respeito do sumo sacerdote e os levitas, cuja função era conduzir a adoração e representar o povo diante de Deus. Os hebreus haviam deixado o Egito e era preciso que a adoração fosse institucionalizada e diferente do que tinham visto e aprendido durante os anos de escravidão. Veremos que Deus escolheu e separou uma única tribo, a de Levi, para a adoração e o serviço no Tabernáculo. Ser escolhido para tal função era um privilégio, uma honra, mas também uma grande responsabilidade e abnegação já que os descendentes de Levi não teriam herança como às demais tribos. O Senhor seria a herança deles e o sustento viria das outras tribos. Era preciso ter fé e viver dela.

Deus determinou que os sacerdotes deveriam ser descendente de Arão. Também era exigido que as mulheres dos sacerdotes fossem israelitas de sangue puro. Mesmo depois da vinda de Jesus, para atuar como sacerdote, era preciso comprovar por meio de registros genealógicos a descendência de Arão. Mas, graças ao sacrifico de Jesus Cristo na nova aliança, cada crente é um sacerdote santo, chamado para oferecer sacrifícios espirituais (1Pe 2.5).



Neste capítulo, faremos algumas considerações acerca do chamado extraordinário dos levitas ao ministério sacerdotal de Jeová. Logo de início, buscaremos responder à pergunta: “Por que a escolha recaiu sobre Levi, se esta tribo não era a mais excelente de Israel?”. Em seguida, contemplaremos outra questão igualmente importante: “Não teria sido mais consensual se Moisés houvesse selecionado os ministros do altar dentre os melhores homens de cada tribo?”.

Antes, porém, de nos ocuparmos dessas questões, trataremos de uma temática comum às comunidades divinas de ambos os Testamentos: o serviço a Deus. Afinal, todos fomos chamados a servir ao Criador, pois Ele nos fez e dEle somos.

Portanto, ainda que não sejamos chamados a trabalhar num ministério específico, não poderemos ficar inativos; na Vinha do Senhor, há um trabalho para cada um de nós. Às vezes, o nosso afazer nem lembra um ministério, devido à sua pequenez e aparente insignificância. Mas, se é feito para Deus, jamais deixará de ter a glória e o galardão de ministério.

Feitas essas considerações, voltaremos às perguntas que deram ocasião à abertura deste capítulo. Que Deus nos ajude.

I. Diaconologia, A Teologia do Serviço Divino

Em qualquer diálogo teológico, precisamos levar em conta este pressuposto básico: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1, ARA). A partir daí, conscientizar-nos-emos de que, neste mundo, devemos atuar como servos humildes e fiéis a Deus, e não como soberanos e ditadores; tudo pertence ao Senhor, inclusive você e eu, querido leitor. Eis a essência do que chamamos de diaconologia.

1. Etimologia e definição.

A palavra “diaconologia” provém de dois vocábulos gregos: diáconos: servo ou ministro; e logos: tratado ou discurso racional. Portanto, a diaconologia é a seção da teologia bíblica que se aplica ao estudo do serviço consagrado ao Reino de Deus. Tal serviço não compreende apenas o esforço dos membros do ministério santo; reclama também o concurso de todos os que foram chamados à vida eterna.

2. A diaconologia no Antigo Testamento.

No período do Antigo Testamento, a diaconologia divina repousava sobre o tripé: rei, sacerdote e profeta. Todavia, em momentos de emergência nacional, todo o povo erguia-se como um só homem (1 Sm 11.7). Nessas ocasiões, não se fazia distinção entre o clero e o laicato – todos, sem exceção, identificavam-se como povo de Deus. Mas, com a burocratização do serviço divino, a nação hebreia fragmentou-se de tal forma, que a união do povo com a classe dirigente tornou-se impossível.

A maior expressão da diaconologia vétero-testamentária deu-se na construção do Tabernáculo. Apesar das agruras do deserto, o povo atendeu prontamente ao apelo de Moisés, trazendo-lhe não apenas matérias-primas como ouro, prata, madeira e essências aromática, como também mão de obra especializada. Nesse serviço, os hebreus mostraram-se de tal forma liberais e generosos, que Moisés foi obrigado a proibi-los de trazer-lhe mais oferendas (Êx 36.6).

Nunca mais se repetiu, em Israel, tal exemplo de diaconia. Foi um exemplo único no Antigo Testamento.

3. A diaconologia no Novo Testamento.

Nos Atos dos Apóstolos, as ações evangelísticas e missionárias não se limitavam ao colégio apostólico; ilimitavam-se nas intervenções de diáconos como Estêvão e Filipe e dos crentes anônimos que, aonde iam, espalhavam as Boas-Novas de Cristo.

O mais perfeito exemplo de diaconia do Novo Testamento é assim descrito por Lucas:

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (At 2.42-47)

Tendo por base o relato lucano, concluímos que a diaconia da Igreja Primitiva estava longe de ser um ativismo social. Em primeiro lugar, era essencialmente teológica, uma vez que os crentes só vieram a doar seus bens depois de se haverem fundamentado na doutrina dos apóstolos. Em segundo lugar, era litúrgica e orante: acompanhavam-na a celebração da Santa Ceia e as preces cotidianas. E, finalmente, era marcada por uma profunda koinonia: todos, possuindo tudo em comum, depositavam o resultado de suas ofertas e despojamentos aos pés dos apóstolos. Acrescentemos, ainda, que a diaconia de Atos dos Apóstolos era fortemente soteriológica; redundava na salvação de almas.

Ao contrário da diaconologia de muitos ramos da cristandade atual, quer do catolicismo romano, quer do protestantismo nominal, que resultaram em ações pastorais contrárias às Sagradas Escrituras, a diaconia da Igreja Primitiva teve como fruto imediato a expansão do Reino de Deus.

Feitas essas considerações, voltemo-nos agora ao ministério levítico que, em si, representava formal e essencialmente a diaconologia do Antigo Testamento.

II. O Chamado de Levi em Abraão

O autor da Epístola aos Hebreus, inspirado pelo Espírito Santo, teve um discernimento excepcional quanto à chamada de Levi ao ministério sagrado. Conforme veremos, o terceiro filho de Jacó fora chamado a servir como sacerdote antes mesmo de nascer.

1. A presença de Levi na celebração de Melquisedeque.

Segundo vimos no capítulo anterior, o encontro de Abraão com Melquisedeque, rei de Salém, constituiu-se na maior celebração divina do Antigo Testamento (Gn 14.18-20).

Nessa ocasião, de acordo com o autor sagrado, Levi, bisneto de Abraão, ali esteve presente nos lombos de seu avoengo: “Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste” (Hb 7.4,9,10).

Na presciência de Deus, Levi já havia sido escolhido mesmo antes de nascer. Sua diaconologia, como sacerdote transitório dos bens que serviriam de sombra aos eternos, consistiria em servir ao sacerdócio eterno de Melquisedeque, que, naquele momento, representava o Senhor Jesus Cristo.

2. A importância de Levi no Concerto Sagrado.

Se lermos o capítulo 14 de Gênesis, à luz de Hebreus 7, concluiremos que, no âmbito da diaconologia do Antigo Testamento, o patriarca Levi foi mais importante do que Isaque, Jacó, Judá e o próprio José. Tais varões, apesar de sua importância na formação e preservação do povo escolhido, jamais tiveram acesso ao sacerdócio litúrgico. Mas, ao acompanharmos a biografia de Levi, ficamos sem entender por que o patriarca, que nem primogênito era de Jacó, alcançaria tanta preeminência no decorrer da História Sagrada.

III. O CARÁTER FORTE E CONSERVADOR DE LEVI

Só viremos a entender a pessoa de Levi, se nos detivermos em sua biografia que, a rigor, nem biografia pode ser considerada. No entanto, o que a narrativa sagrada revela acerca de sua juventude e velhice é suficiente para formarmos uma imagem de seu caráter.

1. O nascimento de Levi.

Levi, ao contrário de José, não era filho de Raquel, a esposa sempre querida e predileta de Jacó. Quando de seu nascimento, Lia, sua mãe, ainda ressentida por ter sido preterida em relação à irmã, desabriu toda a sua mágoa: “Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos” (Gn 29.34). Por isso, deu-lhe um nome que reunia esperança e redenção: Levi, que, em hebraico, significa ligado, unido ou vinculado.

Pelos usos e costumes da época, o menino já estava destinado, desde o ventre, a uma vida comum, medíocre e sem ascendência no clã. Afinal, além de não ser o primogênito, era o terceiro filho de uma mulher que, no coração do marido, estava longe do primeiro lugar.

2. O episódio de Diná.

O caráter forte, conservador e moralista de Levi aflorou quando do estupro de Diná. Após tramar, juntamente com Simeão, a ruína da família de Siquém, o jovem que abusara de sua irmã, justificou o seu ato com uma alegação que, ainda hoje, reflete os costumes de alguns clãs: “Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?” (Gn 34.31).

O autor sagrado não deixa claro se tais palavras foram proferidas por Levi. Mas, tendo em conta a história de seus descendentes, entendo que tal discurso é mais apropriado a Levi do que a Simeão. Em termos morais, aliás, Simeão era nada recomendável. Talvez, por isso mesmo, José o manteria preso no Egito, ao receber a primeira visita de seus irmãos (Gn 42.24).

3. O episódio de José.

Da história de José, inferimos que Levi estivera tão envolvido na venda do jovem sonhador quanto os outros irmãos. O que ele fez para livrar o caçula? Embora fosse o terceiro filho em responsabilidade moral, agiu, naquele momento, como Caim: “Acaso sou eu o guardador de meu irmão?”.

Portanto, se fôssemos analisar a vida de Levi, até aqui, jamais poderíamos referendar-lhe o nome como o chefe da tribo sacerdotal de Israel. Mas Deus, que nos sonda as intenções mais profundas, age doutra forma; usa as coisas que não são, para confundir as que são.

4. A bênção de Levi.

Estando já próximo da morte, Jacó reúne seus filhos para abençoá-los e profetizar-lhes o futuro na História Sagrada. Das palavras do velho patriarca ao terceiro filho, logo concluímos que, para Levi, não haveria futuro ou promissão:

Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel. (Gn 49.5-7)

Naquele momento, o moribundo Jacó jamais poderia vir a imaginar que o seu terceiro filho erguer-se-ia, séculos depois, como o sacerdote de toda a sua família. Levi, devido ao seu furor, foi disciplinado. Em Israel, espalhou-se; nenhuma herdade jamais. Todavia, a maldição seria revertida em bênçãos. A sua única herança, agora, era o Deus de Abraão.

IV. LEVI, UMA FAMÍLIA DE NOBRES

Seja-me permitido dizer que Levi, apesar de seu furor juvenil, amadureceu e soube como educar seus filhos. Acredito que, dentre todas as tribos hebreias, a mais piedosa e espiritual era a dos levitas, pois destes o Senhor chamaria o Legislador, o Sumo Sacerdote de Israel. Não nos esqueçamos dos cantores e músicos saídos desse abençoadíssimo clã.

1. Moisés, o legislador dos hebreus.

Se estivéssemos à beira da cama do moribundo Jacó, a ouvir-lhe as profecias quanto ao futuro de seus filhos, jamais poderíamos supor que, de Levi, tão censurado quanto Simeão, sairia um Moisés, um Arão, uma Miriã e, mais tarde, um Barnabé, fazedor de missionários. Talvez, ali, ao pé daquele leito terminal, imaginássemos que Moisés viria de Judá, a tribo do cetro; Arão proviria de José, o ramo frutífero; e Miriã seria gerada por Naftali, a tribo das palavras formosas. E quanto a Barnabé? Talvez de Zebulon, uma gente dada ao mar e às viagens ao desconhecido.

Mas, surpreendendo a todas as expectativas, Deus suscitou o maior profeta do Antigo Testamento da tribo de Levi, conforme lemos no Êxodo:

Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma descendente de Levi. E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses. Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o menino, largou-o no carriçal à beira do rio. (Êx 2.1-3)

Da frágil arcazinha, levada pelas águas do Nilo, o Senhor chama o libertador de seu povo. Essa família levita, por sua coragem e bravura, entra na História Sagrada como heróis da fé (Hb 11.23).

2. Arão, o sumo sacerdote de Israel.

Da família de Anrão e Joquebede, o Senhor vocacionaria ainda o sumo sacerdote de Israel (Êx 6.20). Três anos mais velho que Moisés, ajudou-o a organizar Israel como nação santa, sacerdotal e profética. Mais adiante, veremos como se deu a sua vocação ao ministério sacerdotal. Volto a repetir que nem mesmo Levi, em sua mais profunda comunhão com o Senhor, fora capaz de imaginar que, de seus lombos, o Senhor levantaria os mais ilustres personagens do Antigo Testamento.

3. Miriã, a profetisa de Israel.

Miriã, irmã de Moisés e Arão, reunia três virtudes à execução de um trabalho extraordinário: profecia, poesia e vocação celibatária (Êx 15.20,21). Ao contrário de seus irmãos, ela não constituiu família, pois a sua família eram Arão e Moisés, mais novos do que ela. E, pelo que inferimos da narrativa sagrada, ela esteve ao lado de ambos até que Deus a tomou para si.

Apesar do lamentável episódio de Números 12, Miriã entrou para a História Sagrada como um exemplo de coragem, audácia e sabedoria. Deus usou-a para salvar o infante Moisés das garras de Faraó. Em seus lábios, havia um cântico de vitória; era uma mulher de Jeová. O que mais diremos dos descendentes de Levi? Hoje, não são poucos os judeus que trazem, no nome, tão ilustre ascendência. E, no período do Milênio, conforme vimos no capítulo anterior, voltarão eles a exercer novamente o seu ofício. Dessa feita, porém, em caráter memorial, recordando a morte e ressurreição de Jesus Cristo.

V. LEVITAS, OS PRIMOGÊNITOS DE DEUS

De acordo com o princípio pascal, todos os primogênitos israelitas teriam de ser apresentados a Deus como as primícias da nação (Êx 13.2). Ao Senhor, entretanto, aprouve substituí-los pela tribo de Levi. Vejamos por que Deus assim agiu.

1. A formação espiritual da tribo de Levi.

Se lermos com atenção o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, constataremos que, após os 400 anos de cativeiro no Egito, a única família mencionada, como exemplo de fé e coragem, foi a de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi (Hb 11.23). Isso leva-nos a inferir que os levitas, instruídos por seu patriarca, conservaram-se fiéis aos princípios da fé abraâmica. Nem mesmo a tribo de Judá, que receberia o cetro e o trono de Israel, alcançara tamanha excelência espiritual. Tendo em vista a urgência do estabelecimento de seu Reino, por meio de Israel, o Senhor houve por bem santificar a tribo de Levi, colocando-a em lugar dos primogênitos de todas as tribos: “Eis que tenho eu tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo primogênito que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus” (Nm 3.12). A partir desse momento, Levi, embora fosse o terceiro filho de Jacó com Lia, a mulher menosprezada, passou a figurar como o primogênito espiritual do Senhor Deus. Quanto a Judá, o quarto filho do patriarca com a mesma esposa, seria galardoado com a primazia messiânica. A desprezada Lia, sem o saber, seria honrada eternamente em dois de seus filhos.

2. O comprometimento da tribo de Levi com a obra de Deus.

Tenho para mim que o episódio do bezerro de ouro foi mais do que decisivo para o Senhor chancelar, de vez, a escolha de Levi para exercer o sacerdócio. Enquanto os hebreus todos embeveciam-se com a imagem concupiscente e lasciva, os levitas permaneciam fiéis ao Deus Único e Verdadeiro. E, conclamados a lutar pela santidade do Senhor, não se ausentaram; fizeram-se presentes, conforme o relato sagrado:

Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, aos quais disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens. (Êx 32.25-28, ARA)

Desse episódio, aprendemos que o compromisso com a santidade divina é imprescindível ao ministério sagrado. Tanto ontem quanto hoje, o Senhor continua a requerer homens fiéis e comprometidos com a sua obra, a fim de levarem o Reino dos Céus até aos confins da Terra.

3. A logística ministerial.

Além do compromisso espiritual de Levi, levou Deus em conta, também, a logística do ofício sagrado. Já imaginou formar um ministério a partir dos primogênitos de cada tribo? O futuro rei de Israel, para evitar ciúmes e queixas, teria de fazer rodízios contínuos, a fim de agradar razoavelmente a todos. Mas, na prática, ninguém ficaria satisfeito. E, com o tempo, a função, que deveria ser ungida e santa, transformar-se-ia num cadinho de vaidades e orgulhos incandescentes. Ao escolher Levi, como a tribo sacerdotal, o Senhor não precisou formar uma equipe específica, porque esta já estava devidamente formada. Por acaso não agiu o Senhor Jesus de igual modo ao estabelecer o colégio apostólico? O núcleo de seu grupo foi constituído a partir dos irmãos pescadores da Galileia. Seu ministério, a partir daí, fluiu até a fundação da Igreja, no Pentecostes.

VI. DIREITOS E DEVERES DOS LEVITAS

Os descendentes de Levi, principalmente os da casa de Arão, deveriam observar estes direitos e deveres: viver do altar, santificar-se ao Senhor e ser uma referência moral, ética e espiritual.

1. Viver do altar.

Já que os sacerdotes dedicavam-se ao ministério do altar, do altar deveriam viver (Lv 7.35). Portanto, não tinham eles direito a qualquer herança territorial entre os seus irmãos, porque a sua herança e porção eram o Senhor (Nm 18.20). Moisés, então, divinamente instruído, destinou-lhes cidades estratégicas por todo o Israel (Nm 35.8). Algumas delas serviam também como refúgio ao homicida involuntário (Nm 35.6).

2. Santificar-se ao Senhor.

Em virtude de seu ofício, os sacerdotes deveriam erguer-se, em Israel, como referência de santidade e pureza. O sumo sacerdote, por exemplo, tinha de ostentar uma faixa de ouro, em sua mitra, na qual estava escrito: “Santidade ao SENHOR” (Êx 28.36). Caso o sacerdote profanasse o seu ofício, seria punido com todo o rigor (Lv 10.1-3).

3. Tornar-se uma referência espiritual e moral.

Os sacerdotes, por serem responsáveis pela aplicação da Lei de Deus, tinham a obrigação de constituir-se num modelo espiritual, moral e ético a Israel (Ml 2.1-10). Os filhos de Eli, em consequência de seu proceder, tornaram-se uma péssima referência aos israelitas. E, por causa disso, Deus os matou (1 Sm 2.25). Andemos, pois, em santidade e pureza diante do Senhor. Ele continua a reivindicar santidade de todo o seu povo, principalmente de nós, obreiros.

VII. A ESCOLHA DE ARÃO COMO SUMO SACERDOTE

O sumo sacerdote de Israel teria de ser, obrigatoriamente, descendente de Arão, aspergido com sangue, vitalício e servo de Deus.

1. Descendente de Arão.

O sumo sacerdote era o principal representante do culto divino no Antigo Testamento (Êx 28.1). Por essa razão, o Senhor exigia que ele proviesse de uma tribo específica, a de Levi, e de uma família ainda mais específica, a casa de Arão (Êx 6.16-23). Assim, duplamente separado, teria condições de apresentar-se como a maior autoridade espiritual da nação; era o símbolo da plenitude espiritual requerida pelo Deus de Israel (Sl 133.1).

Constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, o sumo sacerdote oferecia dons e sacrifícios pelos pecados do povo (Hb 5.1). Portanto, ele fazia a intermediação entre Israel e o santíssimo Deus. Era sua responsabilidade, ainda, instruir o povo na Lei divina (Lv 10.10,11).

2. Ungido para o ofício.

O Senhor determinou que o sumo-sacerdote fosse ungido, a fim de dignificá-lo como ministro extraordinário do culto divino (Êx 28.41; 29.1-7). Assim teria condições de tornar a nação israelita propícia diante do Santíssimo Deus (Hb 5.1).

3. Aspergido com sangue.

Ao consagrar Arão e seus filhos ao ofício sagrado, Moisés tomou do sangue do carneiro da consagração e lho pôs sobre o polegar da mão direita, o dedão do pé direito, e a ponta da orelha direita (Lv 8.22-24). O sangue fala de redenção e de purificação. O seu significado para, hoje, é claro: que ninguém ministre no altar do Senhor, se ainda não foi remido pelo sangue de Cristo.

O sangue na mão direita fala de destreza para a execução dos deveres sacerdotais, além de atos santos e justos. Sobre o pé direito, demanda que o ministro ande na vereda da justiça e só trilhe caminhos retos. E, sobre a orelha direita, que seja capaz de ouvir o Espírito Santo e atender, prontamente, às ordens do Senhor.

4. Vitaliciedade no cargo.

A vitaliciedade do sumo sacerdócio está patente na história da família de Arão. Antes de este morrer, Moisés o desvestiu das roupas litúrgicas, para vesti-las em Eleazar, seu filho (Nm 20.23-29). Mais tarde, o mesmo Eleazar faria o mesmo em relação ao seu filho, Finéias (Js 24.33; Jz 20.28). Todavia, no tempo do Novo Testamento, a vitaliciedade já não era observada (Jo 11.49-51). Ao que tudo indica, havia um rodízio entre os principais membros da família de Arão (Lc 3.2).

5. Servo de Deus.

Apesar da importância do cargo, o sumo sacerdote não era considerado infalível, nem estava acima da Lei de Deus (At 23.1). Sua obrigação era servir o altar e conservar-se puro, a fim de que o nome do Senhor fosse exaltado tanto entre os israelitas quanto entre os gentios (Êx 28.43). O capítulo três de Zacarias detém-se na dignidade do sumo sacerdote constituído sobre Israel.

VIII. A EXCLUSIVIDADE DO SUMO SACERDÓCIO HEBREU

Na História Sagrada do Antigo Testamento, os bons reis, como Davi, Salomão, Ezequias e Josias, muito auxiliaram o sumo sacerdote a cumprir seus deveres. Eles sabiam que, se a Casa de Arão fracassasse, todo o Israel fracassaria com ela. Vejamos, pois, a participação de cada um desses monarcas no ofício araônico.

1. Davi, o rei sacerdote.

Devido ao caráter de seu chamamento, Davi pode ser considerado o primeiro rei-sacerdote de Israel. Nalgumas ocasiões, ele fazia questão de vestir-se sacerdotalmente, a fim de emprestar maior solenidade às celebrações de Jeová (2 Sm 6.14). Como se não bastasse tamanho zelo, o filho de Jessé estabeleceu turnos de cantores e músicos na Casa de Deus (1 Cr 15.16).

Embora admirasse o ofício sacerdotal, Davi jamais transpôs seus limites como rei, a fim de apropriar-se das honras devidas somente aos filhos de Levi e, mui reservadamente, aos descendentes de Arão. E, como profeta e excelente teólogo que era, ele sabia que, acima do ofício araônico, achava-se o sacerdócio messiânico de Melquisedeque (Sl 110.4). Ele também sabia que semelhante ofício seria exercido por um de seus descendentes, Jesus Cristo, Senhor nosso.

2. Salomão, o rei do Templo Sagrado.

O ministério levítico alcançou o seu auge com a inauguração do Santo Templo, por Salomão, filho de Davi (1 Rs 8). Não somente pela suntuosidade do edifício, mas notadamente pela manifestação da glória divina, o Santuário de Jerusalém legou aos filhos de Levi uma honra que, doutro modo, jamais viriam a desfrutar.

De acordo com a profecia, eles só voltarão a participar de semelhante honraria quando da inauguração do Templo do Milênio. Para maiores informações, leia os últimos nove capítulos de Ezequiel.

3. Ezequias e Josias.

Estes foram os dois últimos bons reis de Judá. Cada um, a seu tempo, empreendeu grandes reformas estruturais e espirituais no Santo Templo, objetivando o sustento do ministério levítico. Mas, com o desaparecimento de ambos os monarcas, o sacerdócio sagrado pôs-se a degenerar a tal ponto, que levou Jeremias a protestar duramente contra a Casa de Levi (Jr 5.31).

Os levitas, por não guardarem o seu ministério, também foram censurados por Malaquias. O importante, em toda essa história, é que o patriarca da família, apesar de seus arroubos juvenis, foi recolhido em paz ao seu povo. E, na Jerusalém Celeste, terá o seu nome honradamente destacado (Ap 21.12).


CONCLUSÃO

O sacerdócio levítico era glorioso; seus membros eram considerados príncipes de Deus (Zc 3.8). Todavia, o Senhor Jesus Cristo é superior ao sacerdócio levítico, pois é eterno (Sl 110.4). Quanto a nós, somos uma nação santa, profética e sacerdotal – recebemos a incumbência de proclamar o Evangelho e interceder pelos que perecem (1 Pe 2.9). Portanto, sirvamos ao Senhor com todo o nosso ser, para que, por meio de nossa vida, venha o Reino do Céus à Terra.


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Os levitas eram descendentes de Levi, o escolhido por Deus no deserto durante a época de Moisés, encarregados de deveres específicos em relação ao Tabernáculo, embora proibidos de ministrar diante do santuário sagrado, eles afirmavam ser servos especiais de Deus em assuntos da religião. Deviam ensinar o livro da Torá ao povo e ajudar os sacerdotes em todos os assuntos ligados à adoração no santuário. A eles não seria reservada qualquer herança na nova terra quando Josué fez a divisão oficial do território, pois Deus seria a sua herança. Quarenta e oito cidades e vilas foram separadas com os lugares onde deveriam viver.

Os três filhos de Levi — Gersón, Coate e Merari — foram relacionados como aqueles por quem fluíram as bênçãos divinas. Nos primeiros anos da vida nacional, essas famílias receberam a função de cuidar do Tabernáculo e transportá-lo. Quando Arão e seus familiares foram escolhidos como sacerdotes, foi necessário escolher um grupo de pessoas para ajudá-los e toda a tribo se julgou diferenciada por ser um grupo sagrado designado para executar deveres relacionados com os ritos e as funções sacerdotais.

Os levitas recebiam uma posição apropriada no acampamento quando a nação viajava pelo deserto. Como estavam localizados em volta do Tabernáculo, eram considerados protetores em quem se podia confiar, e que dariam a própria vida para proteger a sagrada casa de Deus.

[...] Os levitas estavam localizados entre os sacerdotes e o povo. A maior parte de seu trabalho era pesada e servil. Não podiam entrar para ver o altar santo, nem tocar no santuário senão morreriam (Nm 4.15). Eram servos dos sacerdotes, e passavam a vida executando tarefas comuns que tornavam possível a realização dos serviços sagrados” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.1148,1149).

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade
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