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domingo, 11 de novembro de 2018

Parábola do Fariseu e do Publicano

“...Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Lucas 18.13


“Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano (Lc 18.10). Eles não entraram no santuário, mas em um dos átrios do templo onde eram oferecidas as orações. Este era o pátio das mulheres. Ao escolher um fariseu e um publicano para esta ilustração, Jesus escolheu dois extremos. Os fariseus eram a mais rígida, mais conservadora e mais legalista de todas as facções dos judeus. Os publicanos eram oficiais judeus do governo romano, cujo trabalho era recolher taxas para Roma. Eles eram odiados pelos judeus tanto pelas taxas recolhidas para os dominadores estrangeiros, como por serem geralmente desonestos” (CHILDERS, Charles L. Comentário Bíblico Beacon. Volume 6. 1ª Edição. RJ; CPAD, 2006, pp.467,468).

“Os fariseus, ou perushim, isto é, do ‘hebraico parash, separar, interpretar’, expressão que literalmente significa ‘separados ou separadores’ e pode ser entendida, como ‘intérpretes ou comentadores’, isto é, ‘aqueles que distinguem, separam e expõem a lei’, eram judeus piedosos e, pela sua popularidade, considerados ‘mentores religiosos da ralé‘”. O Sermão do Monte, CPAD, p.100.

Os dois, fariseu e publicano, estavam no Templo e também orando, mas as motivações eram muito diferentes.

O orgulho e a arrogância espiritual são ciladas certeiras para fazer cair um servo de Deus. O caminho contrário para nos desviarmos deste mal é o da humildade, sinceridade e arrependimento.

Sobre a Parábola
Basicamente, esta parábola é uma comparação de dois personagens que representam duas atitudes opostas diante de Deus. Se na parábola do juiz iníquo aprendemos que devemos orar com perseverança, na presente parábola aprenderemos que devemos ter uma atitude correta quando falamos com Deus em oração. Aqui, a atitude correta é representada pelo publicano; a incorreta, pelo fariseu.

A maneira correta de orar
No contexto atual é muito comum líderes ensinarem aos fiéis formas de orar que em nada têm a ver com as Escrituras. Princípios como “determinar”, “não aceitar” ou “se revoltar” são incompatíveis com os princípios bíblicos de como deve ser feita uma oração. O Publicano nos mostra que a oração deve ser feita com humildade e sinceridade, reconhecendo diante de Deus que somos miseráveis pecadores. Isso significa que devemos ir a Deus em oração humildade. O testemunho da mulher sírio-fenícia, “mesmo os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos príncipes”, confirma esse princípio. A oração do Pai Nosso, “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, reafirma tal conduta. Logo, devemos rejeitar completamente uma atitude de oração que enalteça a nossa natureza, que nos eleve diante de Deus e que não coloque-nos em nosso devido lugar enquanto falamos com o Criador dos Céus e da Terra.

A maneira errada de orar
Tudo o que não gera sinceridade, arrependimento, humildade são atitudes erradas diante de Deus enquanto oramos. O fariseu fazia o que Jesus outrora já condenava: desejava as primeiras posições, orava em praça pública para ser visto. Com essa imagem, nosso Senhor mostra a facilidade de cairmos na hipocrisia religiosa. Por isso, devemos estar conscientes de que o único mérito que temos diante de Deus é o de ser objeto de sua graça. Nada mais!

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;" Mateus 5:3

Talvez a parábola do fariseu e do publicano seja uma das mais conhecidas. Ela mostra que a dependência humilde diante de Deus, em vez de justiça própria, é a base para a resposta de oração. Muitas pessoas acreditam que Deus deve responder suas orações com base naquilo que elas fazem para Ele. Contudo, na contramão da meritocracia religiosa, e dentro da gloriosa graça de Deus, que faz cair chuva sobre justos e injustos (Mt 5.45), a parábola nos ensina que o que Deus quer é que nossas orações sejam permeadas de sinceridade e arrependimento. Quando oramos a Deus, devemos confiar em quem Ele é, e não em quem nós somos. Jesus ensina que são felizes os humildes de espírito (Mt 5.3), aqueles que reconhecem a sua real condição diante de Deus.

Fonte: Lições Bíblicas 4º Trim.2018 - As Parábolas de Jesus - As verdades e princípios divinos para uma vida abundante - Comentarista: Wagner Tadeu dos Santos Gaby
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O dom de Línguas

“Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar” 1Co 14.13


“Ressaltamos que os pentecostais têm uma hermenêutica distintiva, um modo particular de ler a Bíblia. Nós, pentecostais, sempre lemos a narrativa de Atos e, particularmente, o relato do derramamento pentecostal do Espírito Santo (At 2) como modelo para a vida. As histórias de Atos são as nossas histórias, e nós as lemos com um sentimento de grande expectativa.
Estou convencido de que essa hermenêutica simples, essa abordagem direta à leitura de Atos como modelo para a igreja hoje, é uma das principais razões por que a ênfase no falar em línguas desempenhou papel tão importante na formação do movimento pentecostal moderno. A ligação entre o falar em línguas e o batismo no Espírito Santo marca o movimento pentecostal moderno desde o início e, sem essa ligação, é duvidoso se o movimento teria visto a luz do dia, muito menos sobrevivido.
A glossolalia é de importância crucial para os pentecostais de todo o mundo, por muitas razões, mas gostaria de propor que duas são de particular importância. Primeiro, o falar em língua destaca, encarna e valida à maneira única como os pentecostais entendem o livro de Atos: Atos não é um documento histórico; Atos apresenta um modelo para a vida da igreja contemporânea” (MENZIES, Robert. Pentecostes: Essa História é a Nossa História. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2016, pp.57,58).

A manifestação do dom de Línguas, tanto na Igreja quanto na devoção pessoal, é plano de Deus para os crentes em nossos dias.

Você já recebeu o batismo com o Espírito Santo e experimentou o falar em línguas estranhas? Então, não se esqueça de partilhar com seus alunos como se deu tal experiência e o que mudou em sua vida. Pois, estudaremos acerca do dom de Línguas. No decorrer da aula, procure enfatizar que o falar em línguas, glossolalia, era e é um sinal divino para evidenciar o batismo com o Espírito Santo. Como pentecostais cremos que os dons não foram somente para os crentes do primeiro século e que o ser cheio do Espírito é uma recomendação do Pai para os crentes da atualidade (Ef 5.18). O Senhor continua o mesmo e seu desejo de que vivamos na plenitude do Espirito não foi alterado pelo fato de que algumas pessoas não crerem na promessa de Joel 2.28 que teve o seu cumprimento em Atos 2. É importante ressaltar que as línguas (gr. glossa) podem ser humanas, atualmente faladas (At 2.6), ou desconhecidas na terra (cf. 1Co 13.1) e que a fala jamais será extática.

Leitura Bíblica - 1 Coríntios 14.1-5,12-15

INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, trata a respeito das línguas estranhas e da profecia no uso coletivo e individual. Ainda dentro da perspectiva de que as línguas e a profecia são dons do Espírito Santo para a edificação da Igreja, o apóstolo traz orientações sobre como a Igreja deve se portar nesse aspecto. Na prática, o servo de Deus não ensina que esses dons devem deixar de ser exercitados, mas orienta que sejam usados da forma correta, tendo em vista que a sua principal função é edificar o corpo de Cristo.

I. O FALAR EM OUTRAS

1. As Línguas em Marcos 16.

Iniciemos nosso estudo a respeito do dom de Línguas remontando às palavras de Jesus no Evangelho de Marcos 16.17,18. Marcos, um escritor que tem o propósito de demonstrar Jesus como o Filho de Deus, com poder e autoridade, registra que parte desse poder, recebido de Deus, seria manifestado entre aqueles que creriam em Jesus. Seus discípulos teriam poder para expulsar espíritos malignos, curar enfermidades e falar em outras línguas.

2. O ensino paulino a respeito das línguas.

Paulo dá prosseguimento à sua Primeira Carta aos Coríntios fazendo uma distinção sobre o uso do dom de línguas e o uso da profecia. Deixemos claro que o ensino paulino não restringe o falar em línguas, e sim o regulamenta. Qualquer entendimento diferente deste deturpa a ideia original do escritor, e consequentemente, ataca a própria inspiração divina, que moveu Paulo a escrever a respeito desse assunto.

3. Orar em Línguas.

“Porque, se eu orar em Língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (1Co 14.14). Paulo continua seu ensino tratando, agora, a respeito de oração. A comunicação com Deus é inserida em seu discurso, desta vez incluindo a oração em línguas, uma manifestação que entendemos ser genuinamente pentecostal, mas não restrita aos arraiais pentecostais. Lembremo-nos de que a promessa do derramamento do Espírito Santo é para toda a carne, e não é patrimônio de uma única igreja.

Uma característica destacada por Paulo no assunto das línguas é que quando utilizadas na oração, fazem com que o espírito ore bem. Parece que não há qualquer impedimento na oração ao Pai Celeste quando se utiliza o falar em línguas. Paulo também destaca que quando se ora em línguas “o entendimento fica sem fruto”, ou seja, é como se o intelecto da pessoa não tivesse participação, não entendesse efetivamente o que está sendo falado. Paulo menciona isso, mas não dá a entender que o texto seja uma condenação ao fato de orar em Línguas. Ele mesmo diz que “o meu espírito ora bem”. Com certeza, pela revelação do Senhor trazida a Paulo, orar em línguas manifesta uma conexão mais íntima e profunda com o Espírito Santo de Deus.

II. O FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS NA VIDA PESSOAL

1. Línguas para falar com Deus (1Co 14.2).

Uma das verdades acerca do dom de línguas é que quem se utiliza dele fala com Deus. Por mais que os homens não entendam o que está sendo pronunciado, a Palavra de Deus diz que há uma comunicação entre a pessoa e Deus. Essa é uma revelação muito séria, pois o falar em línguas tem sido combatido por cristãos cessacionistas, que acreditam que essa manifestação não seria um dom para a Igreja de hoje. Eles se baseiam no fato de que a revelação de Deus já está toda na Escritura, mas curiosamente, para eles, esta parte da revelação não teria valor normativo (a recomendação de orar em línguas) seriam relatos que não deveriam ser reproduzidos na vida cristã em nossos dias. Como Paulo não demonstrou esse mesmo entendimento, cremos que o falar em línguas inicia uma comunhão mais íntima com Deus no momento em que o dom é manifesto, e é isso que a Bíblia diz.

2. Edificação pessoal.

“O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (1Co 14.4). Paulo mostra a primeira diferença entre o ato de profetizar — e aqui não é a pregação da Palavra de Deus — e o falar em línguas. O ato de profetizar traz uma edificação coletiva, ao passo que o falar em línguas traz edificação pessoal. É inegável que o ato de profetizar na língua vernácula traga uma edificação muito maior, pois a profecia alcança a congregação. Mas é igualmente inegável que o falar em línguas fortalece quem fala, e isso é o apóstolo Paulo que está ensinando. Contradizer esse princípio equivale a refutar o restante dos escritos paulinos, pois não há um escrito mais inspirado e outro menos. Não é pecado edificar a si mesmo. Na Igreja de Cristo há espaço para os que profetizam e edificam a Igreja, e há espaço para os que falam em línguas edificando a si próprios. A utilidade de cada dom tem sua oportunidade e espaço para a glória de Deus. É notório que há cristãos que intelectualmente entendem ser a profecia um dom de alcance plural, mas rejeitam sua manifestação genuína em suas Igrejas. Para que sejamos honestos intelectualmente é preciso que sejamos coerentes com o que a Palavra de Deus fala.

3. Agradecendo a Deus (1Co 14.17).

A gratidão é uma das características que traz contentamento a Deus em nossa relação com Ele. Tão importante quanto à santidade, que nos desafia a ser pessoas separadas para o Senhor, a gratidão faz de nós pessoas que reconhecem que o Todo-Poderoso nos beneficiou, nos fez um favor, seja por meio de uma resposta de oração, seja simplesmente por um ato de sua vontade para conosco sem que tivéssemos pensado ou pedido.

Paulo mostra que, apesar do fato de as línguas serem um instrumento de manifestação de gratidão por parte de quem fala, essa manifestação não edifica outras pessoas. A observação do apóstolo torna a mostrar que o falar em línguas tem um caráter pessoal quando visto sobre a perspectiva do alcance da coletividade. Não há impedimento para que se fale em línguas na congregação, pois tal manifestação inclui a nossa gratidão a Deus. Concordamos que no contexto paulino há uma diferenciação a respeito do alcance coletivo e o individual, mas entendemos que essa diferenciação tem um caráter educativo, ou seja, o objetivo é efetivamente incentivar o dom de uso coletivo sem desprezar o dom de alcance individual.

Ponto Importante
O falarem línguas tem a capacidade de edificar o falante, mas se este a interpretar, tem equiparação à profecia.

CONCLUSÃO

A Bíblia é enfática em dizer que o dom de línguas não pode ser desprezado, mas o culto deve ter ordem. Que o dom de línguas ache espaço entre nós, em nossas orações e momentos com Deus, mas também na Igreja, onde Deus se valerá de intérpretes para trazer o entendimento do que está sendo falado.


Subsídio Lexicográfico

Glossolalia — [Do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua]. Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos em línguas que lhe são desconhecidas.
O objetivo da glossolalia é enunciar sobrenatural e extraordinariamente o Evangelho de Cristo, como aconteceu no Dia de Pentecoste (Atos 2); levar o crente a consolar-se no espírito, e a proclamar, com o auxílio do dom da interpretação, o conhecimento e a vontade de Deus à Igreja (1 Co 14).

A glossolária, conhecida também como dom de línguas [desconhecidas], é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja” (ANDRADE, C. C. Dicionário Teológico. 6.ed., RJ: CPAD, 1998, p.167).

Xenolalia — O falar em línguas num idioma conhecido, estranho apenas a quem o fala.
[...] O interesse generalizado pelo batismo e dons do Espírito Santo convenceu alguns [os evangélicos do século XIX] de que Deus concederia o dom de línguas a fim de equipá-los com idiomas humanos identificáveis (xenolalia) para que pudessem anunciar o Evangelho noutro países, agilizando assim a obra missionária.

[...] Em 1895, o autor e líder do Movimento da Santidade, W. B. Codbey, disse que o ‘dom de línguas’ era ‘destinado a desempenhar um papel de destaque na evangelização do mundo pagão e no cumprimento profético glorioso dos últimos dias. Todos os missionários nos países pagãos deviam buscar e esperar esse dom que os capacitaria a pregar fluentemente no vernáculo’.

[...] Entre os que esperavam o recebimento do poder do Espírito para evangelizar rapidamente o mundo, achava-se o pregador da Santidade, em Kansas, Charles Fox Parham e seus seguidores. Convencido pelos seus próprios estudos de Atos dos Apóstolos, e influenciado por Irwin e Sandford, testemunhou Parham um reavivamento notável na Escola Bíblica Bethel, em Topeka, Kansas, em Janeiro de 1901. A maioria dos alunos, bem como o próprio Parham, regozijaram-se por terem sido batizados no Espírito e de haverem falado noutras línguas (xenolalia). Assim como Deus concedera a plenitude do Espírito Santo aos 120 no Dia do Pentecoste, eles também haviam recebido a promessa (At 2.39).

[...] Depois de 1906, os pentecostais passaram a reconhecer, cada vez mais, que, na maioria das ocorrências do falar em línguas, os cristãos realmente estavam orando em línguas não identificáveis e não em idiomas identificáveis (glossolalia ao invés de xenolalia). Embora Parham mantivesse sua opinião a respeito da finalidade das línguas na pregação transcultural, os pentecostais chegaram finalmente à conclusão: as línguas representavam a oração no Espírito, a intercessão e o louvor” (HORTON, S. M. et all. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.15-17,19,20).

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 4º Trimestre de 2018 - Título: O vento sopra onde quer – O ensino bíblico do Espírito Santo e sua operação na vida da Igreja – Comentarista: Alexandre Coelho

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Cuidando do corpo com moderação

"Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" 1 Co 6.19

O termo hebraico "bāsār" e o grego "sōma" designam a corporalidade individual, tanto dos homens como dos animais. É a parte visível, externa e material do homem, mediante a qual o sujeito tem uma existência terrena ou somática. O corpo do homem e dos animais foi criado do pó da terra (Gn 1.24,25; 2.7), mas são distintos (1 Co 15.39). Após a Queda, o corpo do homem ficou sujeito ao cansaço, às enfermidades, à corrupção, à ignomínia e à fraqueza (1 Co 15.42,43). Por isso, a Bíblia diz que é necessário que esse corpo corruptível se revista de incorruptibilidade (1 Co 15.53).

Corpo: A estrutura física e material que, juntamente com a alma e o espírito, compõe o homem.

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 6.12-20

12 - Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
13 - Os manjares são para o ventre, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
14 - Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
15 - Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.
16 - Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
17 - Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
18 - Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
19 - Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
20 - Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

Nosso corpo é o Templo do Espírito Santo, por isso devemos cuidar bem dele, agindo e vivendo de modo equilibrado.

Introdução

Como servos de Deus, temos a obrigação de cuidar muito bem do nosso corpo, pois ele é o templo do Espírito Santo. E, além disso, é desejo do Pai que desfrutemos de boa saúde física, mental e espiritual. O que não podemos concordar é com os exageros cometidos pela sociedade pós-moderna que cultua o "corpo" em busca de um ideal de beleza imposto pela mídia. Esse é o tema que iremos estudar nesta lição.

I. SAÚDE OU CULTO AO CORPO

1. Culto ao corpo.

É óbvio que devemos cuidar do corpo, todavia, a sociedade moderna, influenciada pela mídia, vem cometendo excessos nessa área. O que temos visto é um verdadeiro "culto à boa forma física", onde os padrões estéticos ditados pelos meios de comunicação são cada vez mais altos e inatingíveis, levando milhares de pessoas às academias de ginásticas e às clínicas de cirurgias plásticas. Muitos, até mesmo crentes, na busca do corpo perfeito, deixam de comer ou se submetem às dietas da moda, sem orientação médica, prejudicando a saúde. Precisamos vigiar, pois sabemos que "o mundo jaz do Maligno" (1 Jo 5.19 - ARA).

2. O dever de cuidar do corpo.

Fomos criados para a glória de Deus (Is 43.7). Portanto, toda nossa essência deve ser conservada pura, santa e agradável a Deus (Rm 12.1,2). Controlar o estresse, fazer uma caminhada, manter uma dieta equilibrada é essencial para a saúde física e mental de qualquer ser humano. Muitos pastores se descuidam da saúde física em razão de estarem sobrecarregados com diversas atividades, compromissos ministeriais, estudo, trabalho, família etc. O resultado disso é a incidência cada vez maior de obreiros com problemas cardiovasculares. De acordo com os especialistas, a melhor maneira de prevenir as doenças do coração é reduzir a exposição aos fatores de risco: obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol e vida sedentária. Cuidar do corpo é questão de bom senso.

3. Buscando o equilíbrio.

O cuidado excessivo com o físico faz com que muitos crentes negligenciem a vida espiritual (Mc 8.36,37). Jesus afirmou que somos o sal da terra, e o sal representa equilíbrio, harmonia, moderação. É claro que precisamos cuidar do corpo e da nossa aparência, mas, sem exageros. Não podemos nos deixar levar pelos padrões impostos pelo mundo. Devemos, sim, nos adequar aos modelos divinos a fim de que em tudo o Senhor seja glorificado (1 Pe 4.11).

Cuidar do corpo é recomendação bíblica, mas cultuá-lo é idolatria. O cristão deve buscar o equilíbrio para sua saúde mental e física através de uma boa dieta, caminhada, não se estressando e usando o bom senso.


II. O TEMPLO DE DEUS

1. Nosso corpo é santuário de Deus.

A mordomia do corpo implica em reconhecer que o mesmo pertence ao Senhor, e, portanto, deve ser santo e agradável a Deus (Rm 12.1; 1 Co 6.20). Quando recebemos a Jesus Cristo como Salvador, mediante a fé, nosso corpo, outrora dominado pelo pecado, torna-se um santuário ou morada do Espírito Santo. Temos, então, a responsabilidade de mantermos esse santuário sempre arrumado, limpo e santo.

2. Nosso corpo pertence a Deus.

Muitos acham que têm o direito de fazer o que quiserem com seu corpo. Esses tais imaginam que isso é liberdade. Porém, na realidade, não passam de escravos de seus próprios desejos. Nosso corpo não nos pertence, pois fomos comprados por bom preço (1 Co 6.19,20). Seu corpo é propriedade do Senhor, por isso não viole os padrões de vida estabelecidos por Ele.

Uma boa mordomia do corpo implica reconhecer que ele pertence ao Senhor e lhe é santuário.


III. PECADOS CONTRA O CORPO

Pecar contra o corpo "é transgredir as leis que regem o funcionamento normal do corpo" (1 Jo 3.4). Vejamos alguns exemplos:

1. Glutonaria.

Atualmente muitas são as opções para se comer além dos limites: rodízios de carne, massas, self-service sem balança etc. A Palavra de Deus é incisiva contra o pecado de glutonaria (Lc 21.34; Gl 5.21; 1 Pe 4.3). O consumo exagerado de alimentos resulta em obesidade, um mal que está associado principalmente às doenças cardiovasculares. Muitos crentes em Jesus preocupam-se somente com o bem-estar da alma, esquecendo-se de que também precisam zelar pelo corpo através de uma alimentação equilibrada.

2. Fornicação.

Diz respeito à prática sexual entre pessoas solteiras. Trata-se de um pecado contra o corpo. É obra da carne (Gl 5.19; Ef 5.3). O solteiro que não teme a Deus não consegue dominar seus desejos. Mas, os autênticos servos do Senhor contam com a ajuda daquEle que habita em nós, o Espírito Santo (1 Co 6.20). Muitas são as conseqüências do pecado contra o corpo. Atualmente temos visto o crescente aumento do número de pessoas infectadas com o vírus HIV (vírus da AIDS) que pode ser facilmente contraído em relações sexuais. Segundo dados do Ministério da Saúde, de 1980 a junho de 2007 foram notificados no Brasil 474.273 casos de AIDS. A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte (Rm 3.23).

3. Adultério.

Diz respeito às relações sexuais de pessoas casadas com outras casadas ou solteiras. Deus abomina o adultério (Êx 20.14; Lv 18.20; Dt 5.18), pois contraria a lei natural do matrimônio e da monogamia. É uma atitude que entristece a Deus porque mostra que preferimos seguir nossos próprios desejos a nos colocarmos sob a direção do Espírito Santo. Jesus deixou claro que o adultério ocorre no coração, antes do ato (Mt 5.28).

4. Prostituição.

Diz respeito a todas as práticas sexuais pecaminosas, inclusive o homossexualismo (Dt 23.17; 1 Co 6.10,16; 1 Ts 4.3). O Diabo tem feito de tudo para levar o máximo de pessoas à perdição eterna. Infelizmente, muitos estão facilitando as coisas para ele: assistindo a filmes impróprios, acessando sites inconvenientes, lendo revistas pornográficas, e tantos outros vícios mundanos. Não dê lugar ao Diabo! (Ef 4.27; Pv 1.10; 5.1-23). Não contamine seu corpo e sua alma! A retidão diante do Senhor resulta em saúde física, mental e espiritual.
A glutonaria, a fornicação, o adultério e a prostituição são alguns pecados contra o corpo.

CONCLUSÃO

Na Bíblia encontramos várias mensagens que nos orientam a manter-nos puros e saudáveis. Então, cuidemos do nosso corpo objetivando a glória de Deus: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31).

Fonte: As doenças do nosso século - As curas que a Bíblia oferece - Lições Bíblicas 3º Trim.2008 - Wagner dos Santos

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sábado, 3 de novembro de 2018

Horário de Verão 2018 - Inicio - 04/11/2018

Horário de verão começa à 0h de domingo; 10 estados e DF devem adiantar relógio em 1 hora

Ajuste deve ser feito por moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vale até 17 de fevereiro de 2019.

O horário de verão de 2018 começa na primeira hora deste domingo (4). À meia-noite, os moradores de 10 estados e do Distrito Federal devem adiantar o relógio em uma hora.

O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e irá vigorar até o terceiro domingo de fevereiro de 2019 (dia 17).


Neste ano, o horário de verão foi encurtado. Até o ano passado, o horário de verão se iniciava no terceiro domingo do mês de outubro. Em dezembro de 2017, o presidente Michel Temer assinou decreto que encurtou o período de duração do horário de verão, atendendo a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, para que o início do horário de verão não ocorresse entre o primeiro e o segundo turno da eleição.


  • 56% dos candidatos do Enem 2018 terão que adiantar o relógio para o horário de verão no dia da prova

O Palácio do Planalto chegou a informar no início do mês que, a pedido do Ministério da Educação, a entrada em vigor do horário seria adiada para dia 18 de novembro, a fim de não prejudicar provas do Enem, mas acabou decidindo manter a data de 4 de novembro.

Relógios fora de hora

As mudanças na data de início do horário de verão chegaram a causar confusão. No dia 15 de outubro, usuários de telefone celular reclamaram da mudança automática do horário em seus aparelhos para o horário de verão. No Twitter, muitos consumidores reclamaram ter perdido uma hora de sono em pleno retorno de feriado e cobraram explicações da TIM. A maioria relatou ter um iPhone, mas também houve queixas de donos de aparelhos com sistema Android.

Na semana seguinte, mais clientes de operadoras de celular passaram pela mesma situação, em que os relógios de seus aparelhos foram adiantados de forma automática para o horário de verão. Em São Paulo, alguns relógios de rua também foram adiantados e mostravam horário de verão na manhã do domingo (21).

Fim do horário de verão

O fim do horário de verão chegou a ser analisado pelo governo.

Um estudo do Ministério de Minas Energia apontou queda na efetividade da iniciativa, já que o perfil do consumo de eletricidade não estava mais ligado diretamente ao horário, mas sim à temperatura. Os picos de consumo foram registrados nas horas mais quentes do dia.

O Horário Brasileiro de Verão foi instituído pelo então presidente Getúlio Vargas, pela primeira vez, entre 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Sua adoção foi posteriormente revogada em 1933, tendo sido sucedida por períodos de alternância entre sua aplicação ou não, e também por alterações entre os Estados e as regiões que o adotaram ao longo do tempo.

De acordo com o decreto nº 6.558, de 08 de setembro de 2008, modificado pelo decreto nº 9.242, de 15 de dezembro de 2017, a hora de verão fica instituída no Brasil da seguinte forma:

“Fica instituída a hora de verão, a partir de zero do primeiro domingo do mês de novembro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional, adiantada em sessenta minutos em relação à hora legal. No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte. A hora de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal”.

O horário de verão também é adotado em países como Canadá, Austrália, Groelândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Por outro lado, Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida.

O Ministério de Minas e Energia disponibiliza um perguntas e respostas sobre o horário de verão.

Fonte: G1/economia/noticia
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Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” Lc 15.7

Amando e resgatando a pessoa desgarrada

A quantidade de pessoas que estão nos tráficos de drogas, nos roubos ou em ato de corrupção, e que um dia teve acesso à igreja local, é grande. A verdade é que muitas delas que um dia frequentaram nossos cultos, ouviram nossas pregações e participaram de nossas ceias, hoje, não estão mais entre nós. A causa disso pode ser variada, mas o Evangelho nos mostra que é o nosso dever buscar quem se desgarrou do aprisco. Por isso a lição desta semana (1) tratará da interpretação de duas parábolas, a da ovelha e a da dracma perdida; (2) mostrará que precisamos buscar quem se desgarrou; (3) conscientizará o fator teológico do que acontece no céu quando um pecador se arrepende: há alegria, festa.

Deixemos de justificativas para não buscar quem se desgarrou

É muito fácil justificar a decisão das pessoas que deixaram a igreja local. Os religiosos da época de Jesus faziam a mesma coisa. Neste contexto, o nosso Senhor contou as duas parábolas. O público que lhe ouvia estava acostumado rotular pessoas, ou a receber esse rótulo, que não seguiam oficialmente a religião judaica: pecadoras.

Hoje, em pleno século XXI, corremos também o risco de rotular os que saíram do nosso meio, apaziguando nossas consciências com afirmações tais: não eram do nosso meio; eram rebeldes; só davam dor de cabeça.

Cuidemos para não sermos insensíveis

Antes de nos insensibilizar, devemos lembrar alguns princípios que norteiam a fé evangélica: Deus quer que todos se salvem; foi ordem de Jesus que buscássemos quem se desgarrou; Deus está interessado no arrependimento do pecador.

Independente do pecado que alguém cometeu, se houver arrependimento, há remissão de todo o pecado. Aqui, o papel do pastor local e da comunidade de santos é fundamental. Embora o pastor não perdoe os pecados, nem a igreja também, todavia, o ministério pastoral, bem como o Corpo de Cristo, pode atuar como um instrumento poderoso de reconciliação do pecador.

Outrossim, não podemos esquecer que também é possível que a liderança da igreja, ou pessoas, precise confessar seus pecados contra o próximo e pedir o perdão. O afastamento de uma pessoa pode esconder um equívoco oficial da comunidade de crentes. Nesse sentido é preciso ter a humildade para reconhecer erros, pedir perdão e restabelecer a comunhão. Isso é desejo do Pai que seja assim.

Não esqueçamos: o nosso ministério é o da reconciliação!

Jesus é o Bom Pastor que deu a vida para resgatar suas ovelhas, as quais estavam desgarradas e distantes de Deus.

Leitura Bíblica - Lucas 15.3-10

INTRODUÇÃO
O que levou Jesus a apresentar a parábola da ovelha perdida (Lc 15.3-7), a parábola da dracma perdida (Lc 15.8-10) e a parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32), antes de dirigir-se novamente aos discípulos no próximo capítulo (16.1-13), foi a insensata murmuração dos fariseus e dos escribas, exposta nos dois primeiros versículos de Lucas 15, mostrando o quanto eles eram ignorantes do verdadeiro propósito da missão e ministério de Cristo (Lc 5.32). Portanto, essas parábolas tratam do mesmo assunto: buscar quem se perdeu e a espera de Deus em receber o pecador de volta!

I. INTERPRETANDO AS PARÁBOLAS DA OVELHA E DA DRACMA PERDIDAS

1. A parábola da ovelha perdida.

Esta parábola, que também fora contada em outra ocasião (Mt 18.12), ilustra a busca pelo perdido. Uma ovelha perdida é um símbolo do descuidado e desatento pecador que anda sem rumo e afasta-se totalmente de Deus, inclinando-se para o pecado e prosseguindo nele sem atentar para o fim que tal vida leva (Pv 29.1; Rm 6.23). Nenhuma criatura se distrai mais facilmente que uma ovelha, nenhuma é mais incapaz de encontrar normalmente o seu caminho para casa. Nenhuma é mais indefesa à destruição por outros animais. A ovelha que não está com as noventa e nove está perdida (v.4), por isso, o pastor sai angustiado e pronto para dar a sua vida para resgatá-la. A parábola não constrange pelo valor da ovelha, mas pelo amor evidenciado na atitude do pastor. Ao encontrar a ovelha perdida, o pastor demonstra compaixão, pois não a repreende ou censura, não a arrasta, obriga ou ordena, mas a leva nos seus ombros!

2. A parábola da dracma perdida.

A parábola da dracma perdida (Lc 15.8-10) para ser mais bem compreendida precisa ser lida à luz das outras duas: a da ovelha perdida (Lc 15.3-7) e a do filho pródigo (Lc 15.11-32), uma vez que ela está entre essas duas e é relatada unicamente em Lucas. Deus é comparado com a mulher que se preocupa em procurar o que se perdeu. Muito embora a mulher tivesse ainda nove moedas, ela se empenha em procurar a que se perdera. O termo “dracma” designa uma moeda grega que era compatível ao denário romano, valor que era equivalente a um dia de salário de um trabalhador agrícola. Assim, quando se considera que aquela mulher tinha somente dez moedas, tratava-se de uma perda significativa. Por isso, ela acende a lâmpada, varre a casa, e a procura diligentemente, fazendo uma verdadeira faxina, não deixando um só canto sem ser revistado em busca da pequena moeda que se perdeu. Quando a encontra reúne as amigas e pede que se alegrem com ela. Da mesma forma, disse Jesus, “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10). Quando alguém peca e se afasta de Deus, é como se quisesse se esconder do Senhor, por isso essa afirmação de Jesus. A respeito de se “esconder” de Deus, lembramos o que fizeram Adão e Eva quando desobedeceram ao Criador (Gn 3.8).

O relato das duas parábolas evidencia o interesse, o amor e a compaixão de Deus por aqueles que se perderam.


SUBSÍDIO EXEGÉTICO
“Esta segunda parábola é paralela com a precedente. Aqui, é uma moeda de prata (drachme, cerca do salário de um dia para um trabalhador comum) que foi perdida, em vez de uma ovelha. Esta parábola focaliza uma mulher que mora numa casa do interior. Normalmente tais casas não têm janela; assim, tão logo perde a moeda, ela começa a procurá-la. Ela acende uma luminária e varre a casa, procurando cuidadosamente até encontrá-la. Ela fica grandemente aliviada, e, como o pastor (v.6), ela convida as amigas e vizinhas para um jantar de comemoração. A aplicação de Jesus desta parábola é semelhante à prévia [da ovelha perdida], embora desta vez ‘há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende’ em vez de ‘alegria no céu’ (v.7). Ambas as parábolas se referem à alegria de Deus quando um pecador volta a Ele” (ARRINGTON, F. L.; ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2003, p.420).

II. PRECISAMOS BUSCAR QUEM SE DESGARROU

1. A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos.

Na condição de perdidas, todas as pessoas precisam de salvação (Rm 3.23) e o Senhor está disposto a salvá-las (Jo 3.16; 1Tm 2.4; 2Pe 3.9). Contudo, apenas serão salvas as que aceitarem ao Senhor Jesus e reconhecerem suas condições (Jo 3.16-20; Rm 1.16; 10.9,10; Ef 2.8,9; 1Jo 1.9). O interesse de Deus em salvar está claro desde o Antigo Testamento quando o Senhor, através do profeta Ezequiel, disse que Ele mesmo procuraria as suas ovelhas (Ez 34.12).

2. Jesus é um Pastor que está sempre em ação.

Incansável em sua tarefa, Cristo, como Pastor, conduz suas ovelhas (Jo 10.4), e Ele assim o faz por conhecê-las (Jo 10.3-5). O Senhor não pastoreia apenas “praticamente”, mas também guia e conduz suas ovelhas mediante o seu exemplo (Jo 13.15; 1Pe 2.21; 1Jo 2.6). O pastoreio de Jesus é feito com amor, pois Ele trata suas ovelhas com ternura e mansidão (Is 40.11; 1Pe 5.2). Tal Pastor tem o reconhecimento de suas ovelhas (Jo 10.4; 1Pe 2.25), pois dá a sua vida por elas (Jo 10.11).

3. Resgatando a ovelha desgarrada.

A ovelha que acaba se desgarrando o faz pelo fato de que ainda não está firme e precisa encontrar meios para estruturar sua fé evitando que se afaste das demais (v.4). Por isso, além da intercessão, há quatro passos mínimos para se resgatar uma ovelha desgarrada:

1°) Procure pela pessoa, demonstre interesse e evite julgamentos e questionamentos sobre os motivos de seu afastamento;

2°) Comprometa-se com a responsabilidade assumida. Resgatar é muito mais trabalhoso do que converter. Esteja disposto a apoiar a pessoa, colocando-se ao seu lado em todos os momentos possíveis;

3°) Envolva a pessoa em atividades e pequenas responsabilidades com outras pessoas ou grupos, para que ela sinta o desejo de ser útil e de se envolver com as atividades da igreja.

4°) Nutrir com a boa palavra significa não julgar, mas estender as mãos em sinal de boas-vindas; significa ajudar a entender e buscar a compreensão das doutrinas e princípios da igreja, para que, aos poucos, compreenda por si próprio o que a doutrina ensina e com esta compreensão encontre razões para adquirir firmeza.

As parábolas deixam claro o interesse divino em todas as pessoas, por isso, devemos agir da mesma maneira que Ele, indo em busca dos que se desgarraram.


SUBSÍDIO EVANGELÍSTICO
Em seu livro A Prática do Evangelismo Pessoal, o pastor Antonio Gilberto fala acerca do fato de que há pessoas afastadas “por toda a parte. Há os que caíram de vez, por tentação direta e laço do Diabo, e há os que esfriaram aos poucos até perderem todo o primeiro amor. Há ainda os que se desviaram por verem escândalo no meio cristão, por sofrerem injustiça ou ficaram melindrados. Outros não resistiram às zombarias, aflições e perseguições por causa da fé. Há também os problemas domésticos que tanto desvio têm consumado” (GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 14ª Edição. RJ: CPAD, 2003, p.92).

III. HÁ ALEGRIA NO CÉU QUANDO UM PECADOR SE ARREPENDE

1. Deus não analisa os motivos pelos quais alguém se perde, mas o reencontro exige arrependimento.

Jesus não se preocupa em dizer o porquê de a ovelha ter se perdido. Ele não está preocupado se ela é uma ovelha “rebelde” que gostava de fugir. A primeira preocupação do pastor é encontrar a ovelha. Jesus age da mesma forma com quem se afastou do redil, da Igreja. Por isso, contou essa história, para mostrar que Ele está à procura da ovelha perdida (Lc 15.3,4,7). Na verdade, a mais simples resposta para ser encontrado por Jesus, e cuidado por Ele, se chama “arrependimento”. Temos de entender que, sem arrependimento, será impossível salvar-nos e ficar firmes com Cristo (Lc 15.17,18).

2. Deus está disposto a perdoar.

Não há pecado que Deus não possa perdoar se nós verdadeiramente estivermos dispostos a pedir perdão (Is 1.18). Conforme pode ser visto na parábola do filho pródigo, não há pecador arrependido que Deus não acolha em seus braços, console o coração e lhe dê paz (Lc 15.20-24). Na primeira das parábolas estudadas, lemos que Jesus diz que o pastor colocou a ovelha em seus ombros e a carregou (v.5). Provavelmente isso seja necessário porque a ovelha caminhou demais, está cansada e talvez tenha se machucado no caminho que percorreu para longe do seu pastor.

3. A alegria da salvação.

Se por um lado o pecador encontra paz na salvação outorgada pelo Senhor, é também um fato de que ele torna-se uma pessoa feliz (Sl 51.12). Ao terminar de contar cada uma das duas parábolas que estudamos, Jesus disse que, da mesma forma, “há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.10). Portanto, para que a nossa alegria seja completa precisamos da alegria do Senhor, pois ela é a nossa força (Jo 15.11; Ne 8.10).

A alegria que a volta de alguém proporciona nas regiões celestiais, deve ser experimentada por todos aqueles que servem a Deus e que trabalham para que pessoas sejam resgatadas.


CONCLUSÃO

Deus está esperando a sua volta (Lc 15.20). Ele perdoará os seus pecados, não os lançará em seu rosto. Tirará de você as vestes imundas (Is 64.6), e lhe dará novas roupas que são os dons do Espírito Santo (At 2.39). Quer voltar aos braços do Pai celeste? Aceite Jesus e terá um lugar à mesa do banquete com Ele, no céu! Grande será a alegria ali com sua volta (Lc 15.7,32). Venha sem demora!


SUBSÍDIO DEVOCIONAL
“Foi a insensata murmuração dos fariseus, querendo calcar a graça de Deus aos pés, que levou Jesus a dar estas três incomparáveis parábolas. O Senhor dá o doce dos céus pelo amargo dos homens. Onde abunda o pecado, aí superabunda sua graça. Quem pode calcular o número de pessoas, através dos séculos, contentíssimos com a esperança desfrutada com este capítulo? Note-se, também, como o Senhor revela, em cada parábola, Seu ardente desejo pessoal de salvar o perdido” (BOYER, Orlando. Espada Cortante 2. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.131).

Fonte:
Lições Bíblicas 4º Trim.2018 - As Parábolas de Jesus - As verdades e princípios divinos para uma vida abundante - Comentarista: Wagner Tadeu dos Santos Gaby
Aqui eu Aprendi!

A contemporaneidade dos Dons Espirituais

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” 1Co 12.7

“Os dons espirituais, que são pela graça, mediante a fé, encontram-se na palavra grega mais usada para descrevê-los: charismata, ‘dons livres e graciosamente concedidos’, palavra esta que se deriva de charis, graça, o imerecido favor divino. Os carismas são dons que merecemos sem os merecermos. Dão testemunho da bondade de Deus, e não da virtude de quem os receberam.
Uma das falácias que frequentemente engana as pessoas é a ideia de como Deus abençoa ou usa alguém; isso significa que Ele aprova tudo o que a pessoa faz ou ensina. Mesmo quando parece haver uma ‘unção’, não há garantia disso. Quando Apolo chegou a Éfeso pela primeira vez, não somente era eloquente em sua pregação; era também ‘fervoroso de espírito’. Tinha o fogo. Mas Priscila e Áquila perceberam que faltava algo. Logo, o levaram (provavelmente, para casa, a fim de participar de uma refeição), e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus (At 18.25,26). Era, pois o caminho de Deus a respeito dos dons espirituais, que Paulo, como um pai, desejava explicar com mais exatidão aos coríntios. A esses dons ele dá o nome de ‘espirituais’ em 1 Coríntios 12.1 (a palavra dom não se encontra no grego). A palavra, por si mesma, inclui algo dirigido pelo Espírito Santo e expresso através de crentes cheios do poder. Nesta passagem, porém, Paulo limita a palavra no sentido dos dons gratuitos, ou carismas, que passam a ser mencionados repetidas vezes” (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12ª Edição. RJ, CPAD, 2012, p.225).

Os dons espirituais, conforme relatados em 1 Coríntios, não ficaram perdidos na história, nem devem ser desprezados, pois o propósito é a edificação da Igreja.

Na lição de hoje estudaremos as dádivas do Espírito Santo para a Igreja — os dons espirituais. Eles não foram somente ofertados e distribuídos para os crentes do primeiro século e não cessaram, pois enquanto a Igreja permanecer neste mundo, ela precisa dessas concessões divinas para sua expansão, edificação, exortação e consolo. Como pentecostais, sabemos que os dons são ferramentas divinas que contribuem para que a Igreja cumpra com a sua missão de proclamar o Evangelho. Contudo, é importante ressaltar que os dons espirituais não são evidências de espiritualidade e que não devem ser utilizados para o nosso próprio deleite, mas para o fortalecimento da Igreja de Cristo até que Ele volte (1Co 12.7).

Leitura Bíblica em classe: 1 Coríntios 12.1-11

INTRODUÇÃO

No último século, a história cristã registrou em diversas igrejas a ocorrência de manifestações espirituais semelhantes às relatadas por Lucas em Atos e pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12. Muitos cristãos passaram a ser usados por dotações do Espírito Santo, os dons espirituais, e milhares de igrejas experimentaram um mover de Deus sem precedentes. Seriam essas manifestações espirituais realmente vindas de Deus, e se sim, com que propósito? Seriam para os nossos dias, ou estariam restritas aos tempos bíblicos, e, portanto, inoperantes ou inexistentes em nossos dias? É sobre a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo, uma das marcas mais importantes do pentecostalismo, que estudaremos.

I. A UTILIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS

1. O contexto dos dons em 1 Coríntios.

O que levou Lucas a registrar no livro de Atos e na Epístola aos Coríntios, por inspiração do Espírito Santo, o falar em línguas, profecias, revelações, operação de milagres e curas? O que fez com que Paulo na Primeira Carta aos Coríntios mencionasse um conjunto de dotações do Espírito Santo aos crentes da igreja local? Os registros a respeito dos dons espirituais nos mostram que, após o Pentecostes, o Espírito Santo não apenas continuou a batizar pessoas, mas também concedeu à Igreja dons, presentes. Paulo escreveu a respeito desse assunto, para que os crentes de Corinto aprendessem a lidar com essas manifestações, tanto na igreja quanto fora dela (1Co 12.1).

2. A edificação da Igreja por meio dos dons.

Paulo deixa claro que “a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (1Co 12.7), ou seja, os dons espirituais têm como propósito a edificação da Igreja. Não raro, os críticos da doutrina pentecostal alegam que a igreja mais pentecostal do Novo Testamento (a igreja de Corinto) era também a mais desordenada e confusa, como se os dons espirituais fossem os responsáveis pelos problemas daquela igreja. Se analisarmos o contexto da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, veremos que, antes de tratar dos dons espirituais, ele abordou a respeito do comportamento daqueles cristãos. Esta carta é um retrato de uma Igreja que estava começando, e que, no processo de crescimento, precisava de educação e disciplina. Mas dentro desse mesmo contexto, Paulo não diz que esses problemas, naquela Igreja, eram atribuídos aos dons espirituais.

Quanto aos dons Paulo afirma: “Não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1Co 12.1); “não proibais falar línguas” (1Co 14.39) e “procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1Co 14.1). Essa é a Palavra do Senhor. Se acreditarmos que os dons espirituais eram os responsáveis pela desordem daquela igreja, então vamos atribuir esse problema também a Deus, pois foi Ele que deu os dons. Mas, não é esse o caso, pois tudo que Deus faz é perfeito.

3. Os dons espirituais glorificam a Deus.

Como os dons espirituais são dados pelo próprio Espírito Santo, que “opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11), precisamos compreender que essas operações têm o objetivo de glorificar a Deus. Por isso, quem recebe os dons espirituais precisa fazer uso deles com temor, de forma correta, adequada e bíblica.

Aqui cabe uma observação: Como os dons espirituais glorificam a Deus e edificam a Igreja, Satanás faz o possível para que essas dotações sejam imitadas, e muitos crentes, de forma inadvertida, decidem rejeitar os dons espirituais por causa das falsificações de Satanás. Como crentes, devemos usar de sabedoria e não deixar de fora da vida da Igreja os verdadeiros dons, pois estes não podem ser rejeitados pelos simulacros do Inimigo. Só porque Satanás pode imitar algumas manifestações, vamos penalizar as manifestações verdadeiras do Espírito? Realmente não é razoável agir com esse entendimento. As imitações malignas não podem nos fazer descrer do verdadeiro poder de Deus manifesto pelos dons espirituais.


II. OS DONS ESPIRITUAIS EM 1 CORÍNTIOS

1. Dons de elocução.

Os chamados dons de elocução, assim descritos, são manifestos pela fala, a saber: a profecia, a variedade de línguas e a interpretação das línguas.

A profecia se trata de uma mensagem dada diretamente por Deus, trazida pela vontade do Espírito e transmitida de forma consciente, e como se depreende, é emitida na própria língua da pessoa que está falando.

A variedade de línguas e a interpretação dessas línguas são dons que andam juntos, tendo em vista que essas línguas, pelo contexto apresentado por Paulo, não são as mesmas que a pessoa fala para edificar a si mesma. De acordo com as Escrituras Sagradas, as línguas, quando interpretadas, têm o peso de uma profecia, pois edificam a Igreja, e não apenas a pessoa que está falando.

2. Dons de sabedoria.

A palavra do conhecimento, a palavra da sabedoria ou o discernimento de espíritos são capacitações que Deus dá aos crentes para que, por um conhecimento puramente divino, venham tomar decisões; saibam de acontecimentos que somente Deus poderia mostrar; para que possam discernir se uma atividade ou manifestação estão sendo produzidas realmente por Deus ou se são um simulacro de Satanás.

3. Dons de poder.

A fé, a operação de maravilhas e os dons de curar (no plural, como descrito na Bíblia) são os carismas que se manifestam de forma sobrenatural em prol dos servos de Deus, trazendo a cura divina, a ocorrência de um milagre ou mesmo uma confiança fora do comum sobre algo que Deus há de fazer.


III. CESSACIONISMO E CONTINUÍSMO

1. O que é o cessacionismo?

É a teoria que acredita que os dons espirituais, como relatados no Novo Testamento, só existiram no primeiro período da história da Igreja. Essa época em que os dons teriam cessado situa-se, para alguns, no momento da morte do último apóstolo, João, no fim do primeiro século. Outros colocam o quarto século de nossa era como a data do fim da validade dos dons espirituais. Essa teoria é divulgada predominantemente por cristãos que aderem à denominada Linha “Reformada” de interpretação da Bíblia. Entre as alegações para o cessacionismo está a convicção de que milagres e sinais foram usados por Deus para reiterar a mensagem do evangelho, e que uma vez que o cânon sagrado foi completado, os dons não teriam mais razão de existir. Se o cânon já foi completado, não há mais espaço para novas revelações na Igreja, É dito ainda que todos os cristãos possuem o dom do Espírito, e que a história mostra que os dons cessaram.

2. O que é o continuísmo?

É a corrente teológica adotada por pentecostais, que creem que os dons espirituais, como mencionados por Paulo em 1 Coríntios, são correntes em nossos dias. Pentecostais não consideram uma palavra profética, trazida por meio do dom de profecia, uma palavra equivalente à uma nova revelação escriturística, pois sabem que qualquer manifestação espiritual precisa ser avaliada à luz da Palavra de Deus. Reconhecemos o ministério pastoral, dos presbíteros e diáconos, mas entendemos que Deus continua, por meio dos dons espirituais, edificando a Igreja. Todos os que nasceram de novo foram selados por Deus, mas esse selo não é o batismo com o Espírito Santo, pois este se trata de um revestimento de poder para testemunhar de Jesus.

3. O que a Bíblia diz?

Para que possamos finalizar este assunto, devemos recorrer à Bíblia, autoridade máxima aceita por todo crente comprometido com a Verdade. Enquanto vários pensadores cristãos, avessos à contemporaneidade dos dons, ensinam que eles deixaram de existir quando o último apóstolo morreu, a própria Bíblia jamais disse que os dons tinham uma “data de validade”, ou seja, que deixariam de existir a partir de uma determinada data.

Teólogos que criticam o continuísmo se valem da ideia de que alguns dos pais da Igreja não viam, em seus dias, as manifestações espirituais conforme relatadas no Novo Testamento, e por isso, esses pais da Igreja entenderam que os dons cessaram por não serem mais necessários para os seus dias. O fato de os chamados pais da Igreja não mencionarem as manifestações dos dons ao longo da história não se comprova um argumento idôneo para questionar o continuísmo. Um estudo honesto e profundo a respeito da história da Igreja mostra que houve, sim, várias ocorrências de manifestações ao longo da história. Além disso, a ideia de que os dons cessaram por que não são mais necessários não é um argumento bíblico, e sim uma opinião meramente humana.

O ensino de Paulo aos Coríntios não proíbe a manifestação das línguas, mas orienta os coríntios sob a forma correta dessa manifestação (1Co 14.26-28). Se analisarmos o texto de Paulo, veremos que ele pede que os dons sejam manifestos com ordem no culto, sem atrapalhar a liturgia da congregação. Na prática, o apóstolo corrige não os dons, mas sua utilização desestruturada no culto. E ele mesmo deixa claro: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas” (1Co 14.39). Essa é a orientação de Deus para a Igreja em nossos dias. Podemos, sim, praticar os dons espirituais, se os recebermos. Paulo não proibiu os dons espirituais, apenas ensinou a Igreja a tratar deles de forma correta. E essa é a Palavra do Senhor, não sendo, portanto, passível de ser contradita.


CONCLUSÃO

Cremos que os dons espirituais são para os nossos dias, pois não há um versículo nas Sagradas Escritura que comprove a sua revogação. O Corpo de Cristo continua sendo edificado por meio dessas manifestações espirituais. A Primeira Carta aos Coríntios não é uma forma de dizer à Igreja que pare de trabalhar com os dons em nossos dias, mas sim que ela não deixe de buscar os dons espirituais e que os utilizem de forma correta. O Deus que operou orientando os coríntios é o mesmo que opera em nossos dias, repartindo os dons a cada um, conforme lhe aprouver.


Leia também: A Igreja e os Dons Espirituais

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 4º Trimestre de 2018 - Título: O vento sopra onde quer – O ensino bíblico do Espírito Santo e sua operação na vida da Igreja – Comentarista: Alexandre Coelho

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