Membros / Amigos

Conheça mais de nossas Postagens

Research - Digite uma palavra ou assunto e Pesquise aqui no Blog

terça-feira, 14 de agosto de 2018

E se fosse o contrário? Eles querem respeito ofendendo 178 milhões de cristãos

"O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado." Mateus 12:35-37

Não sei o que mais é preciso para a sociedade e principalmente as igrejas cristãs entenderem o que realmente estamos enfrentando. Ouvir de pessoas ignorantes e alheias a fé alguns absurdos no meio da rua, dentro de algum estabelecimento ou mesmo dentro de casa, não é o mesmo que assistir famosos, gente com acesso à informação, utilizando o dinheiro público para ofender abertamente a fé de 178 milhões de cristãos no Brasil.

O vídeo que circulou nas redes sociais e causou indignação na população, onde o transformista pernambucano Johnny Hooker chamou Jesus Cristo de “travesti” e de “bicha”, puxando o coro de alguns ousados na platéia, demonstra claramente o quanto nós, cristãos, sofremos perseguição ideológica, sendo ofendidos publicamente por conta da nossa fé, enquanto eles, os que se consideram paladinos da “verdade”, da “tolerância” e da “diversidade”, se sentem livres para nos agredir moralmente, vilipendiar nossos símbolos religiosos e ainda achar que estão no direito de fazer essas coisas.

Tudo isso simplesmente porque não aceitaram o impedimento de uma peça que também tem como propósito ofender a fé cristã, onde Jesus é retratado como um travesti. Qualquer pessoa em sã consciência e com um mínimo de conhecimento da Bíblia sabe quem é Jesus Cristo para os cristãos. A nossa fé em Cristo é fruto do que a Bíblia declara sobre Ele, que é o Filho de Deus, o Messias prometido, o Salvador, o Ungido de Deus que veio entregar sua vida por amor de todos nós, pecadores.

Esse Jesus que a Bíblia fala a respeito possui uma identidade própria, sendo ele mesmo Deus, como crêem os cristãos. E como Deus, Ele rejeita o pecado e abomina o mal. Chamar Cristo de travesti e bicha são ofensas a fé dos cristãos porque a Bíblia não atribui esses comportamentos a pessoa de Jesus. Pelo contrário, ela considera pecado a prática sexual entre duas pessoas do mesmo sexo. Assim, dizer que Jesus Cristo é “bicha” é ir de encontro à santidade do Senhor e cometer a violação do artigo 280 do Código Penal, que tipifica como crime o escárnio de alguém publicamente por motivo de crença ou função religiosa.

Mas, e se fosse o contrário? Se algum de nós, líderes e personalidades cristãs, falássemos algum xingamento contra essas pessoas que usam o discurso dos “direitos humanos” para se protegerem atrás de ONGs e movimentos? Eu, Marisa Lobo, já sofri ameaças, perseguição e processos judiciais por muito menos. Por simplesmente dizer uma opinião sobre sexualidade baseada em meu conhecimento científico, algo muito diferente de uma ofensa gratuita com a clara pretensão de provocar.

Quando ativistas da “Marcha das Vadias” quebraram imagens católicas na Jornada Mundial da Juventude, organizada pela Igreja Católica em julho de 2013, profanando os símbolos religiosos com seus órgãos genitais ao ar livre, diante de homens, mulheres e crianças, a maior parte da mídia ficou calada. Silêncio total! O movimento LGBT e partidos de esquerda não se manifestaram. Eles fingiram que nenhum absurdo havia acontecido. Não está sendo diferente agora. Onde está a indignação dos cristãos de esquerda? Ou será que o Cristo deles é outro e não o que a Bíblia descreve? Onde estão às manifestações de repúdio desses que dizem lutar pelo respeito às religiões? Onde estão os protestos nas ruas e manchetes de jornais acusando o tal “cantor” de intolerância religiosa?

São dois pesos e duas medidas, mas para quem já vem há anos na luta contra esse ativismo ideológico nada disso é surpresa. Sabemos como eles são alienados, pobres de espírito e carentes de atenção, como crianças mimadas, necessitando principalmente de salvação espiritual, algo que só Deus pode dar através da sua misericórdia e graça imerecida. O que nós podemos fazer é continuar testemunhando quem somos, trazendo a memória que “em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos". (2 Coríntios 4:8-10).

Por Marisa Lobo - Psicóloga, especialista em Direitos Humanos e autora de livros, como "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

Fonte: GUIAME
Aqui eu Aprendi!

sábado, 11 de agosto de 2018

Fogo estranho diante de Deus

“E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se” Lv 10.3

Fogo estranho diante de Deus

O capítulo 10 de Levítico talvez seja o capítulo mais grave do livro. A história de Nadabe e Abiú traz uma séria advertência ao ministério sacerdotal sob referência da natureza justa de Deus. Tendo sempre em mente que, em primeiro lugar, o livro de Levítico é um manual dos sacerdotes, a morte dos dois filhos de Arão é um símbolo poderoso para todos os sacerdotes no exercício da função. O episódio narrado no Levítico tem o mesmo objetivo que no episódio do Novo Testamento com Ananias e Safira (At 5): trazer ao povo temor e reverência a Deus.

O exercício sacerdotal era muito sério

Entrar no Tabernáculo e apresentar sacrifícios no altar significava está diretamente na presença de Deus, pois Ele habitava no Tabernáculo. Este representava a presença divina no meio do povo. Logo, profundo respeito, profunda reverência, conscientização de estar na presença daquele que é todo santo eram elementos que todo sacerdote deveria zelar.

Não se pode misturar o santo com o profano. Ali no Tabernáculo a questão de apresentar algo no altar não era mero ritual religioso. O ritual religioso era um símbolo que representava uma relação muito mais profunda do homem com Deus. Sim, Deus sempre priorizou essa relação íntima com seu povo, sobretudo, e especificamente, com a classe sacerdotal. Quando essa relação entre manifestação pública e vida interior era quebrada, palavras como esta dos profetas eram proferidas: “Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao SENHOR?” (Is 58.5). Por acaso estaria o Senhor proibindo o jejum? De jeito nenhum. Pelo contrário, denunciando por meio dos profetas a intenção falsa como mera manifestação ritualística destituída de verdade interior, o Criador só reafirma o verdadeiro jejum acompanhado de verdade espiritual profunda e não dissimulação religiosa. Não por acaso, Jesus, o Filho de Deus, antes de iniciar seu ministério, jejuou (Lc 4.1-13).

Um alerta para hoje

O exercício de todo ministério espiritual é sério e, por princípio, está no mesmo arcabouço de seriedade do ministério sacerdotal levítico. Ora, não se pode apresentar fogo estranho diante de Deus, sob pena de o impenitente ser duramente réu de juízo. Ananias e Safira nos lembram isso no tempo da graça. Revista Ensinador Cristão - nº74

Leitura Bíblica - Levítico 10.1-11

O livro de Levítico enfatiza a santidade de Deus. Ele é santo e exige santidade do seu povo e de todos aqueles que são chamados para o seu serviço. Sem santidade ninguém pode se aproximar dEle, atrair sua presença ou ver a sua face. Contudo, Nadabe e Abiú não atentaram para isso e ofertaram a Deus um incenso não puro. Eles também não observaram a recomendação divina de que o incenso no altar deveria ser oferecido pelo sumo sacerdote. A resposta do Senhor foi imediata. A recompensa pelo pecado foi a morte física. A atitude de Nadabe e Abiú demostrava rebelião contra Deus e tal pecado é comparado ao de feitiçaria. Como sacerdotes, Nadabe e Abiú, tinham a responsabilidade de ensinar o povo, de conduzi-los na verdade, por isso receberam tal condenação. Eles deveriam ser exemplo para os israelitas e a punição que receberam teria de estar à altura.

O Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência; menos que isso é inaceitável.

Seremos advertidos, agora, a ser mais reverentes com as coisas de Deus. Na tragédia de Nadabe e Abiú, talvez estejamos a ver o destino que nos aguarda, caso não nos arrependamos de nossos pecados, insolências e descasos quanto ao ministério que o Senhor Jesus nos confiou.

Embora Nadabe e Abiú fossem candidatos naturais ao sumo sacerdócio de Israel, corrompendo-se em seus privilégios, relaxaram em relação às suas responsabilidades perante Deus e diante do povo de Israel. A pergunta não deve ser evitada: Será que não estamos a agir de igual maneira? Ter privilégios não constitui pecado algum. Mas fazer deles o fim de nosso ministério pode levar-nos à perdição eterna. Zelemos, pois, pelo ofício com que Jesus, por intermédio do Espírito Santo, agraciou-nos.

Não há dúvida de que a desgraça de Nadabe e Abiú poderia ser evitada. A desventura que nos espreita também pode ser evitada; arrependamo-nos. É chegado o momento de os obreiros de Deus julgarmos a nós mesmos para não sermos condenados com o mundo.

Acompanhemos a biografia tristemente interrompida de Nadabe e Abiú

I. NADABE E ABIÚ, OS FILHOS DO SACERDÓCIO

Na sociedade israelita, a nobreza era constituída não apenas pelos descendentes reais, ministros de Estado e chefes militares, mas igualmente pela classe sacerdotal. Aliás, os ministros do altar eram considerados, em virtude de seu ofício, mais nobres do que os próprios nobres. Nesse contexto, Nadabe e Abiú, por serem filhos do sumo sacerdote Arão, encontravam-se na cimeira social de Israel.

1. Um nascimento nobre.

Nadabe e Abiú pertenciam à tribo de Levi, distinguida com o sacerdócio divino (Nm 3.12). Os homens desse clã eram contados entre as primícias do Senhor, conforme o próprio Deus havia declarado: “Os levitas serão meus” (Nm 3.1-12). Pode haver maior nobreza do que essa?

Os levitas eram benquistos em todo Israel. Nem mesmo a tribo de Judá, designada a reinar sobre a herança divina, desfrutava de semelhante deferência. Os seus privilégios não se limitavam à esfera social; economicamente, também, achavam-se bem-apanhados.

2. Ascendência araônica.

Além de pertencerem à tribo de Levi, Nadabe e Abíu provinham da família de Arão, escolhida por Deus para exercer o sumo sacerdócio (Êx 6.23; 28.1). Era o ofício mais honroso de todo o Israel. Nem mesmo os reis podiam exercê-lo (2 Cr 26.18). De acordo com a genealogia de Arão, eram Nadabe e Abíú os seus sucessores naturais e imediatos nesse glorioso ministério.

Naquele período, por não haver ainda rei em Israel, os sacerdotes eram vistos como a única classe nobre dos hebreus. No caso de Nadabe e Abiú tal honra era centuplicada. Afinal, eram filhos de Arão; os próximos sumos sacerdotes. Às vezes, pergunto-me se tantos privilégios não poderão arruinar-nos eventualmente.

Que honrarias e privilégios são uma bênção, ninguém o nega. Mas, como administrar elogios, louvores, comendas, mimos e presentes? Se nos virmos afogados em tais “bênçãos”, fujamos delas enquanto estamos inteiros. Doutra forma, pereceremos. Certa feita, declarou Agostinho: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, pois sempre acabam por me corromper”.

Não sabemos se Nadabe e Abiú foram instruídos por Arão a resistir às glórias profanas que, sem o percebermos, vão nos cercando o ofício divino. Portanto, se o nosso filho tiver um chamado ministerial, preparemo-lo não apenas acadêmica, mas principalmente quanto à espiritualidade, boa conduta e ética. Caso contrário, ele virá a perecer como desgraçadamente pereceram os filhos de Arão.

Não faz muito tempo, o atual presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, pastor José Wellington da Costa Júnior, realizou um encontro para filhos de pastores, em São Paulo. As palestras ficaram a cargo de três jovens obreiros: José Wellington Costa Neto, filho de nosso presidente; Ailton José Alves Júnior, filho do pastor da Assembleia de Deus, no Recife; e Gunar Berg Doreto de Andrade, responsável pelo núcleo de educação superior da FAETAD, em campinas. Emocionei-me ao ver o meu filho num grupo tão seleto. Mas, ao mesmo tempo, senti um peso muito grande: “Tenho eu, realmente, preparado meu filho ao santo ministério?”. Sempre que posso, aconselho-o a portar-se como autêntico homem de Deus. Todavia, sei que eu mesmo tenho de comportar-me como seu maior referencial.
Espero que outras reuniões semelhantes a essa sejam realizadas noutras convenções e ministérios. Saibamos como preparar a próxima geração de obreiros da Obra Pentecostal.

3. A subsistência do altar.

Tendo vista sua ascendência levítica e sacerdotal, Nadabe e Abiú não tinham por que se preocupar com a própria subsistência. Por serem filhos de Arão, sua manutenção era tida como sagrada em Israel: “Isto será a obrigação perpétua dos filhos de Israel, devida a Arão e seus filhos, por ser a porção do sacerdote, oferecida, da parte dos filhos de Israel, dos sacrifícios pacíficos; é a sua oferta ao SENHOR” (Êx 29.28, ARA).

Noutras palavras, Nadabe e Abiú já haviam nascido aposentados. Quer viessem a assumir quer não o sumo sacerdócio, não precisariam se preocupar com o pão cotidiano. Nem todos, porém, estão aptos a receber semelhante privilégio. Alguns lançar-se-ão no ócio; logo perecerão. Outros, entretanto, negando o ócio, buscarão aprimorar seus talentos e dons para melhor servir ao Senhor.

Ainda que tenhamos recursos para sustentar nossos filhos, preparemo-los sabiamente para que garantam o próprio sustento. E mesmo que estejamos convictos de que este ou aquele filho suceder-nos-á à frente do rebanho, não deixemos de formá-los profissionalmente. Já imaginou um pastor que não saiba fazer tendas? O que fará num tempo de crise?

Quanto a mim, comecei a trabalhar aos doze anos. Ali, naquele depósito de madeiras recicladas, na cidade paulista de São Bernardo do Campo, empenhava-me a bater a quota diária. Depois, fui trabalhar como gráfico na Imprensa Metodista. Dois anos depois, fui admitido no Banco Sul Brasileiro. Seguindo minha vocação inicial, passei nove anos na Rádio Diário do Grande ABC. E, ao deixá-la, fui chamado a trabalhar, em 1984, na Casa Publicadora das Assembleias de Deus, onde, pela graça divina, encontro-me até hoje.
Minha experiência profissional enriqueceu-me ministerialmente. Hoje, agradeço aos meus pais por me ensinarem a ganhar o pão cotidiano. O mesmo fiz em relação aos meus filhos, e quero que eles ajam de igual maneira em relação aos seus filhos.

II. NADABE E ABIÚ, TEÓLOGOS SOBERBOS

Nadabe e Abiú não eram desinformados nem ignorantes com respeito às coisas de Deus. Àquela altura, já podiam ser considerados teólogos maduros e experimentados. Infelizmente, tamanha instrução não foi suficiente para livrá-los do inferno.

1. Nadabe e Abiú eram letrados.

A alfabetização, naquele tempo, ainda não era universal nem mesmo em Israel, que já era louvado como o povo do Livro. Todavia, a classe sacerdotal, pelo que inferimos do texto sagrado, era letrada, culta e capaz de fazer exegeses de excelência na Lei de Moisés até então lavrada.

Se os sacerdotes tinham a obrigação de saber ler e escrever, o que não esperar do sumo sacerdote e de seus filhos? Levemos em conta a cultura da família de Anrão e Joquebede; dela saíram três grandes sábios: Miriã, Arão e Moisés.

Quando lemos o cântico de Miriã, deparamo-nos com uma estrofe muito bem redigida: “Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro” (Êx 15.21, ARA). O que evidenciam tais palavras? A expressão de alguém finamente culto. Hoje, ela é louvada como profetisa e poetisa.

À semelhança da irmã, Moisés e Arão possuíam admirável cultura. O primeiro fora instruído em toda a ciência do Egito (At 7.22). Quanto ao segundo, já era uma lenda como orador; expressava-se fluentemente (Êx 4.14).

Depreende-se, pois, que Nadabe e Abiú eram também letrados e instruídos. Nos dias de hoje, estariam metidos nalguma academia. Todavia, a ilustração meramente terrena é insuficiente para levar-nos ao Deus Único e Verdadeiro: fonte de saber.

Como temos lidado com a nossa erudição? Antes de tudo, compreendamos que erudição não é sinônimo de sabedoria. Há muitos eruditos incapazes de diferençar a destra da sinistra. Já me defrontei com acadêmicos que, conquanto cultíssimos, não possuíam a sabedoria mínima para administrar o seu dia a dia. Por isso, ao orar pelos meus descendentes, rogo ao Senhor que, antes da erudição, lhes dê a verdadeira sabedoria. Se nos for possível reunir tanto esta quanto aquela, muito poderemos fazer pela Obra de Deus. O apóstolo Paulo é um perfeito exemplo de sabedoria e erudição. Ele reunia as condições necessárias para transitar desenvoltamente em três culturas distintas: a hebreia, a helena e a latina.
Que Deus auxilie nossos acadêmicos a não se perderem nos labirintos e escaninhos da cultura pós-moderna.

2. Nadabe e Abiú eram teólogos.

Na religião do Antigo Testamento, os três ministros divinos, encarregados pela condução da comunidade de Israel, eram, via de regra, bons teólogos: o profeta, o sacerdote e o rei. Porque lidavam, diariamente, com as coisas de Deus. Até mesmo reis perversos, como Jeroboão e Manassés, não ignoravam a intervenção de Jeová no cotidiano hebreu. Sendo assim, vejamos Nadabe e Abiú, candidatos ao sumo sacerdócio, como excelentes teólogos. E de fato o eram.

Quando o Senhor outorgou a Lei a Israel, no Sinai, por intermédio de Moisés, ali estavam eles juntamente com os mais destacados anciãos de Israel (Êx 24.1). E, lá, no monte sagrado, presenciaram a manifestação da glória divina (Êx 24.9,10). Ocularmente, testemunharam a aliança que o Senhor firmara com os filhos de Israel (Êx 24.8). Apesar de sua juventude, Nadabe e Abiú tiveram o privilégio de ver o estabelecimento do pacto entre Deus e o seu povo.

Tais experiências são suficientes para fazer do obreiro um teólogo de verdade. Erradamente, consideramos a academia superior ao nosso quarto de oração. Se ali desperdiçamos preciosas semanas, meses e anos em discussões muitas vezes fúteis e tolas, aqui não queremos dedicar uma hora sequer a falar com o Senhor.

A verdadeira teologia só é possível a partir de encontros pessoais e experimentais com Deus. A academia ajuda, sim, mas se estiver submissa à Bíblia Sagrada. Caso contrário, será uma tragédia para o Reino de Deus.

3. Nadabe e Abiú conheciam experimentalmente a Deus.

Em termos experimentais, Nadabe e Abiú encontravam-se num patamar superior ao de Jó, antes de o paciente homem de Uz ter sido esmagado por todas aquelas provações. O patriarca mesmo confessa sua inexperiência: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42.5, ARA). Todavia, o que podemos dizer de Nadabe e Abiú? Estiveram pessoalmente no monte sagrado, viram o resplendor da glória divina e não ignoraram a presença do Senhor. Então, como explicar a sua apostasia? Talvez essa pergunta deva ser endereçada ao querubim ungido que, apesar de toda a sua teologia e experiência junto à presença divina, rebelou-se contra o Todo-Poderoso.

Sejamos cuidadosos. Nossa salvação não se encontra numa teologia bem estruturada, num ministério sólido e elogiável ou em profundas experiências com o Senhor. Se não lhe formos obedientes, corremos o risco de perder a alma. A situação de Nadabe, Abiú e de muitos crentes rebeldes e apóstatas é descrita com fortes e decisivas cores pelo autor da Epístola aos Hebreus:

Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. (Hb 10.26-31, ARA)

Quem assim peca, não peca somente contra o Pai nem apenas contra o Filho, mas contra o Espírito Santo peca. Nessas condições, que esperança haverá para o pecador? Queridos obreiros, teólogo também vai para o inferno. Jesus, tem misericórdia de nossas almas.

III. A INSOLÊNCIA DE NADABE E ABIÚ

Três atitudes marcaram o ato leviano e inconsequente de Nadabe e Abíu: ignoraram a Deus, impacientaram-se e, sem qualquer temor, apresentaram fogo estranho no altar sagrado.

1. Ignoraram a Deus.

Ao adentrarem o lugar santo, Nadabe e Abiú ignoraram a presença de Deus, pois o Senhor encontrava-se não somente no Tabernáculo como em todo o arraial de Israel (Êx 25.8; Nm 14.14). O Deus Onipresente não se limita ao Santo dos santos, mas se deleita na companhia de seus queridos e amados santos.

Na atitude inconsequência de Nadabe e Abiú, vejo a profissionalização do ministério sagrado. No trato com as coisas santas, enfadamo-nos. Consideramo-las profanas e comuns. E, assim, já não vemos a primeira ordenança como o símbolo da morte e da ressurreição do Senhor, mas como um trabalho enfadonho a ser feito. Quanto à segunda ordenança, o que fazer? Se tiver de ser realizada, que o seja. Nesse descaso, já não distinguimos nem o corpo, nem o sangue de Jesus.

Não agiam assim os sacerdotes no tempo de Malaquias? Na liturgia diária, aborreciam-se. Eis como eles tratavam as coisas de Deus: “Que canseira! E me desprezais, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o dilacerado, e o coxo, e o enfermo; assim fazeis a oferta. Aceitaria eu isso da vossa mão? — diz o SENHOR” (Ml 1.13, ARA).

Aos olhos de Nadabe e Abiú, o Tabernáculo nada era. Então, que seja tido como um afazer qualquer; uma rotina profissional. Já não sentiam comoção alguma entre aquelas colunas, estacas, cortinados e móveis. Lidar com a Casa de Deus ocasionava-lhes enfado, estresse, canseira. Não serviam ao Senhor com alegria.

2. Impaciência profana.

De acordo com as instruções que o Senhor transmitira aos filhos de Israel, somente o sumo sacerdote estava autorizado a oferecer o incenso no altar de ouro (Êx 30.7-9). Todavia, observa-se que ambos, desafiando o Senhor, entraram no lugar sagrado como se este não passasse de um mero feudo doméstico. As coisas de Deus não podem ser tratadas como propriedade particular.

Nadabe e Abiú, além de impacientes, revelaram-se profanos e blasfemos. Precipitaram-se na condenação do Diabo; não souberam esperar a sua hora (1 Tm 3.6).

Que eles se achavam geneticamente predestinados a assumir o sumo sacerdócio, todos o sabiam. Na falta de Arão, ascenderia Nadabe. E se este viesse a falecer precocemente, Abiú seria requisitado. Ambos, porém, devido ao seu descaso com a obra de Deus, não se achavam dispostos a aguardar pela morte do pai? Então, por que não variar as lides sacerdotais?

Eles estavam cientes de que apenas o velho Arão estava autorizado a oferecer o incenso no altar de ouro, mas ignoraram a regra sacerdotal. Julgavam-se acima das ordenanças e estatutos do Senhor.

O pecado de ambos não pode ser visto como algo acidental. Não foi um incidente isolado. Nesse gesto, temos a súmula de pequenas e grandes transgressões. Todas estas, já bem racionalizadas, redundaram em sua punição no limiar do lugar santíssimo. Façamos, pois, uma pausa, e indaguemos de nós mesmos: “Como temos nos portado no ministério sagrado?”. Enquanto respondemos a essa pergunta, lembremo-nos de que o Deus que puniu Nadabe e Abiú não mudou; sua justiça continua inalterável.

3. Apresentaram fogo estranho ao Senhor.

Não bastava ter o incenso prescrito pelo Senhor; era imperioso ter igualmente a brasa certa, para que Deus fosse dignamente honrado (Êx 30.9; Lv 16.12). Se o incenso era exclusivo, a brasa também o era (Êx 30.37). Mas, pelo contexto da narrativa sagrada, Nadabe e Abiú não estavam preocupados nem com o incenso, nem com o fogo. Por isso, o Senhor fulminou-os diante do altar. Sim, eles foram mortos devido à sua insolência, blasfêmia e sacrilégio.

Qualquer sacerdote iniciante sabia que o fogo do altar do incenso só poderia ser atiçado com as brasas do altar de bronze. A simbologia era claríssima: antes da adoração, que a expiação fosse observada. Não temos, aqui, nenhum enigma teológico. Um leitor da Bíblia, razoavelmente atento, há de atinar com esse princípio soteriológico. Então, por que ambos os filhos de Arão vieram a desprezar uma recomendação tão comezinha? Não tinham eles teologia suficientes? Talvez nós também estejamos afrontando algum princípio básico do ministério cristão; examinemos o nosso coração. Senhor, ajuda-nos.

Que o incenso e o fogo de nossa adoração sejam os prescritos pelos santos profetas e apóstolos do Senhor.

O que vemos, hoje, nas redes sociais é um festival pirotécnico; fogo estranho aqui, e, ali, fogo estrangeiro. Não me lembro de a Obra Pentecostal ter enfrentado tantas bizarrices como hoje. O espetáculo é deprimente. Nessa postagem, imita-se o batismo com o Espírito Santo. Naquela, arremedam-se os dons espirituais. Nesse frenesi, não aparece um homem de Deus sequer para colocar ordem no arraial dos santos.
Como sobreviver nesse mundo estranho? É chegada a hora de resgatar a Obra Pentecostal conforme no-la transmitiram os pais-fundadores das Assembleias de Deus. Chega de fogo estranho no altar sagrado. Busquemos o cristianismo bíblico, apostólico e autenticamente avivado pelo Espírito Santo.

IV. O LUTO PROIBIDO

A morte de Nadabe e Abiú abalou profundamente a casa de Arão. Apesar de haver perdido, num único dia, dois de seus filhos, ele é proibido, pelo Senhor, de observar qualquer luto; nem tristeza podia demonstrar. Se, por um lado, não havia motivo para alegrias e folguedos; por outro, não havia espaço para lágrimas e desesperações.

1. A morte de Nadabe e Abiú.

Ao se apresentarem com fogo estranho diante do Senhor, os filhos de Arão, que também eram ministros do altar, foram imediatamente fulminados no lugar sagrado (Lv 10.2). Pelo que observamos do texto sagrado, Deus os matou, porque eles não consideraram as demandas da santidade divina (Lv 10.3). A obrigação de Nadabe e Abiú era glorificar o nome do Senhor, mas preferiram buscar a própria glória. Diante do fato, o sumo sacerdote de Israel calou-se. Não poderia haver momento mais trágico para a sua família.

No ministério sagrado, trabalhamos entre a glória divina e a glória humana. Se não formos vigilantes, esquecer-nos-emos de nossas obrigações como servo, e arvorar-nos-emos como senhores. A partir daí, ignoraremos os princípios mais elementares do serviço cristão; agiremos como se tudo fosse permitido. Nessa trilha de iniquidade, porfiaremos até que o Senhor nos fulmine no lugar sagrado.

2. A remoção dos cadáveres.

Moisés, então, ordena a dois primos de Arão, Misael e Elzafã, a removerem os cadáveres da casa de Deus (Lv 10.4). Como precisamos de pessoas santas e corajosas que nos removam os cadáveres que jazem entre os santos. No episódio de Ananias e Safira, os corpos de ambos foram levados para fora por alguns jovens da igreja recém-inaugurada pelo Espírito Santo (At 5.1-11).

Em algumas igrejas, temos a impressão de estar em Sardes. A essa congregação, que se batia entre a vida e a morte, o Senhor enviou esta seriíssima advertência: “Estas cousas diz aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” (Ap 3.1, ARA). Por intermédio dessa pequenina epístola, é possível ver, naquele redil, os cadáveres se acumularem; defuntos aqui; ali, moribundos. Alguns poderiam ser salvos; outros já estavam em óbito. Por isso, o Senhor Jesus recomenda àquele pastor, ele mesmo um morto-vivo, a socorrer os que já exalavam o último suspiro:

Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. (Ap 3.2,3, ARA)

O que fazer, porém, quando os cadáveres acumulam-se no ministério sagrado? Senhor, socorre os teus obreiros. Precisamos de ti. Não nos deixes morrer. Aviva-nos.

3. O luto é proibido.

Apesar da tragédia que se abateu sobre a sua família, Arão deveria suportar com discrição aquela hora tão difícil (Lv 10.6,7). Afinal, era seu dever zelar pela santidade e pela glória do nome do Senhor dos Exércitos. Ele estava ciente de que a alma que pecar essa morrerá (Ez 18.4,20).

Certos tipos de luto servem apenas para enfraquecer o povo de Deus e levá-lo à dispersão (2 Sm 19.1-7). Às vezes, temos de suportar o insuportável, a fim de preservar a Igreja de Cristo. Ela está acima de nossa dor.

Não é fácil deparar-se com uma experiência terminal. Se acompanhar o cortejo de um estranho leva-nos, ocasionalmente, a uma lágrima furtiva, o que não ocorre quando nos deparamos com o desaparecimento, precoce e repentino, de um ente querido? Em ocasiões normais, é-nos permitido chorar e até gritar. Ao sumo sacerdote Arão, todavia, foi vedado tanto o choro quanto o grito. Que o luto havia se instalado em sua casa, ninguém o podia negar; estampava-se em toda a família. Mas, por ser ele o intercessor-mor de Israel, teria de arcar, silentemente, com todo aquele peso.

Às vezes, temos de suportar o insuportável, a fim de preservar a Igreja de Cristo. Ela está acima de nossa dor.

CONCLUSÃO

Até quando apresentaremos fogo estranho ao Senhor? Chega de liturgias bizarras, cultos mundanos, teologias permissivas e costumes que ferem a Palavra de Deus. Se não atentarmos à santidade e à glória divina, não subsistiremos. Deus, embora seja conhecido pelo amor, é também um fogo devorador (Is 30.27). Portanto, sejamos puros e santos em toda a nossa maneira de ser: o Senhor não se deixa escarnecer.

Ao invés de fogo estranho, busquemos o verdadeiro avivamento espiritual. E, dessa forma, ousemos proclamar com toda a ousadia:

“Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, haverá de arrebatar-nos às regiões celestiais”.

Misericórdia, Jesus. Amém.

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade

Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O Milagre de andar por sobre o mar

“Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais” Mt 14.27

"Jesus anda sobre o mar" João 6.16-21
Este é um dos grandes ‘sinais’ narrados por João para que crêssemos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhamos vida em Seu nome, cap. 20.31. Os judeus, considerando-O o grande Líder político, designado para salvar a pátria, tinham o intuito de arrebatá-lo e proclamá-lo Rei. Jesus, porém, ao andar sobre o mar, manifestou-se, não como um mero político em uma esfera limitada, mas como o divino Criador com supremo poder sobre o universo. O mar da Galileia, apesar de não ser mais que um lago, sofre grandes temporais. Turistas testificam que se desencadeiam lá tempestades repentinas e tão violentas que a superfície do lago parece como as águas fervendo de um gigantesco caldeirão. Logo o barco chegou à terra para onde iam (v.21). É uma figura expressiva e palpitante do Cristo atual:

1) Já subiu para orar noutro alto, Mt 14.23; Hb 7.26; 9.24.

2) O mar deste mundo é muito tempestuoso, Lc 21.25-28.

3) A quarta vigília (Mt 14.25), Jesus está para voltar, Rm 13.11-14.

4) Com a vinda de Jesus cessa o vento. Ele não deixa a tempestade aumentar demasiado; antes de chegar ao extremo, Ele aparecerá sobre as ondas mais elevadas, Lc 21.28.

5) Com a chegada de Jesus, o barco já estava no porto, não se tinha desviado um metro da rota, durante o temporal. Com a Sua chegada findarão todos os problemas e logo entraremos no porto onde jamais baterão ventos nem tormenta” (BOYER, Orlando. Espada Cortante. Lucas, João e Atos. Volume 2. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.267,268).

O fato de Jesus andar sobre o mar consolidou seu senhorio sobre a natureza, evidenciando sua divindade.

Grande parte do ministério do Senhor Jesus fora desenvolvida às margens do mar da Galileia. Uma vez que na verdade se trata de um grande lago de água doce, muitas pequenas cidades se formavam em seu entorno por causa de suas águas.

Leia mais sobre:  O Mar da Galileia


Leitura Bíblica - João 6.16-21


INTRODUÇÃO

Seguindo seu propósito de demonstrar que Jesus é o Cristo, o Ungido (Jo 20.30,31), João relata o “quinto sinal”. Cotejado com as narrativas de dois dos Sinóticos — Mateus (14.23-36) e Marcos (6.45-56) — o material joanino parece estar incompleto. Todavia, como já foi dito, cada Evangelho possui suas peculiaridades e o de João não é diferente. Como poderá ser visto, para os propósitos do quarto Evangelho, as informações constantes nesta pequena porção bíblica são suficientes.

I. OS DISCÍPULOS E A PERSPECTIVA DO REINO

1. Jesus retira-se sozinho para o monte.

O texto estudado anteriormente termina com duas informações, sendo que a ênfase da lição passada recaiu apenas sobre a primeira delas. Neste tópico, a segunda será mais bem explorada para se entender o contexto do quinto sinal. João diz que Jesus “tornou a retirar-se, ele só, para o monte” (Jo 6.15). Não poucas vezes o Mestre retirou-se para períodos a sós com o Pai (Mc 1.35; Lc 5.16; 6.12).

2. Os discípulos com o coração endurecido.

No texto paralelo de Marcos para essa narrativa, o evangelista observa que os discípulos “não tinham compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido” (Mc 6.52). Acostumados à ideia de que um grande feito como aquele deveria culminar com nada menos que o coroamento e a ascensão definitiva do seu Mestre, os discípulos certamente ficaram decepcionados e, por isso mesmo, com o coração “endurecido” pela atitude de Jesus.

3. “Jesus não tinha chegado perto deles”.

O texto joanino diz que no período da tarde os discípulos desceram para o mar (v.16). Eles então embarcaram “em direção a Cafarnaum; e era já escuro, e ainda Jesus não tinha chegado perto deles” (v.17). Esse tempo que Jesus se deteve em oração talvez tenha sido oportuno para que os discípulos refletissem melhor e, quem sabe, entendessem a diferença entre a perspectiva humana e a do Reino.

Ponto Importante
Ao permitir que, em alguns momentos, fiquemos sozinhos, Deus certamente dá-nos grandes lições espirituais.

II. O MAR E O MILAGRE

1. A situação do mar.

Os discípulos haviam descido para o mar e já era noite quando zarparam rumo a Cafarnaum. Devido à topografia da região, cercada por montes, onde está situado o “mar” da Galileia, trata-se na verdade de um imenso lago de água doce cuja superfície encontra-se 210 metros abaixo do nível do mar. Ventos originados no mar Mediterrâneo sopram pelo vale do grande lago, fazendo com que as águas deste se agitem tornando-se perigosas (Mc 4.35-41). É exatamente isso que o texto informa ao dizer que “o mar se levantou, porque um grande vento assoprava” (v.18).

2. O progresso da viagem.

Os discípulos haviam remado por muitas horas, praticamente a noite inteira, e não conseguiram navegar mais que cinco ou seis quilômetros, pois o grande vento que assoprava não permitira o progresso da viagem (vv.18,19). Isso aconteceu a despeito de alguns deles serem pescadores e, consequentemente, experientes na arte da navegação.

3. Jesus anda sobre o mar.

Foi em meio a este momento difícil que os discípulos avistaram algo inusitado, que os fez temer mais ainda: uma pessoa andando sobre o mar (v.19). Se dentro de um barco a situação era desesperadora, o que dizer daquela experiência? Felizmente, não se tratava de nada do imaginário que povoava o folclore judaico (Mt 14.25,26; Mc 6.48,49), mas era o Mestre que, de forma sobrenatural e milagrosa, andava sobre as águas tempestuosas e revoltas do mar da Galileia.

Ponto Importante
O inusitado pode não ser necessariamente o que imaginamos, por isso, é importante estar atento para novas experiências.

III. “O EU SOU”

1. Na resposta, a afirmação do nome de Deus.

Reconhecendo o pavor que tomara conta dos discípulos, o Mestre identifica-se desde onde está, dizendo a eles que não temessem. Contudo, os melhores comentaristas são unânimes em dizer que o texto vai muito além de uma resposta que visava apenas um reconhecimento superficial; antes, ao afirmar “Sou eu” (v.20), Jesus alude a um dos mais conhecidos nomes divinos do Antigo Testamento (Êx 3.14; Is 43.10,11,25).

2. A divindade do Senhor.

Com a resposta do Senhor aos discípulos, identificando-se com Deus, somado ao fato de Ele estar andando sobre as águas, ao colégio apostólico, bem como aos leitores de João, não resta nenhuma dúvida: Jesus é Deus, pois somente o Criador, desde o Antigo Testamento, tem tal poder (Jó 9.8; Sl 77.19).

3. Do assombro à esperança.

Do primeiro momento em que estavam endurecidos, e posteriormente espantados, os discípulos passaram então à esperança, pois receberam o Mestre, diz João, “de boa mente”, conseguindo chegar, em segurança, à outra margem, para o local onde tinham por destino (v.21).

Ponto Importante
Em meio às dificuldades Deus pode revelar grandes coisas, basta apenas prestar a atenção.

CONCLUSÃO

O grande ensinamento desta lição é justamente o fato de Jesus ter “deixado” seus discípulos por um período de tempo, permitindo que estes refletissem e enfrentassem as dificuldades de uma viagem corriqueira. Isso fez com que eles experimentassem a verdade de que se o Senhor estiver no barco tudo vai bem.

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 3º Trimestre de 2018 - Título: Milagres de Jesus — A fé realizando o impossível - César Moisés Carvalho
Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A Reparação do Sapateiro

"Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." 1 João 1:8-10

PARA REFLETIR

O rabino Yisrael Salanter estava voltando pra casa muito tarde da noite. Enquanto caminhava pelos becos escuros, de repente ele notou que uma luz ainda estava queimando na casa do sapateiro. Ele bateu na porta e entrou em sua casa.

"Por que você ainda está sentado e trabalhando em uma hora tão tardia?" perguntou o rabino Salanter.

"Enquanto a vela queima", respondeu o sapateiro, "ainda é possível reparar."

Essas palavras tiveram um grande impacto sobre o rabino Salanter e, a partir de então, ele as repetiu em muitas ocasiões.

"Você ouviu?" Perguntava Rabino Salanter . "Enquanto a vela queima, ainda é possível reparar! Enquanto uma pessoa está viva e sua alma está dentro dele, ele ainda pode corrigir seus atos."

REFLITA = Enquanto estamos vivos ainda é  tempo de corrigir os erros cometidos, tempo de amar e ser amado, tempo de pedir perdão e tempo de perdoar, a cada manhã o Eterno nos dá uma nova oportunidade de recomeçar tudo de novo!

Hoje é o tempo!
Assim como o Apostolo Paulo teve sua experiencia com Deus durante sua 'passagem' pelo deserto da Arábia. Refletindo! Orando! Consultando as Escrituras! Corrigindo seu interior! Revendo seus pensamentos! Aproveitando o tempo e corrigindo seus erros! Assim temos hoje o 'tempo da Maravilhosa Graça'. Submeta-se a Deus, esteja a sós com ELE e aceite o Seu lindo Plano de Salvação para nossas vidas.

Reveja seus passos! Perdoe! e seja Perdoado!

Demonstre a sua Fé no SENHOR da nossa Salvação.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

Jesus te ama!
Procure uma Igreja Evangélica e junte-se a Família do SENHOR!

abraço fraterno
Pastor Ismael
Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A Doutrina do Culto Levítico

“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” Sl 24.1

A Doutrina do Culto Levítico

Todo livro da Bíblia tem uma teologia. O que isso quer dizer? Cada livro bíblico apresenta Deus e seu modo de agir sob certo aspecto específico à conjuntura em que parte da Escritura Sagrada foi escrita. Por exemplo, é notório que o Evangelho de João apresenta a pessoa de Jesus de maneira bem distinta dos demais Evangelhos. Logo, dizemos que a Cristologia do apóstolo João, sob certo ponto de vista, é diferente em objetivo da Cristologia dos outros Evangelhos. A isso chamamos Teologia Bíblica. A partir do estudo desta disciplina teológica é que se sistematiza as grandes doutrinas, organização esta, que denominamos Teologia Sistemática.

Como o Levítico apresenta Deus?

O livro de Levítico tem uma maneira peculiar de apresentar a Deus. Ali se encontra o estabelecimento do culto que perpassaria toda a história do povo judeu. A instituição do culto por meio de sacrifícios de animais, posição de mediação do ministério sacerdotal, o sentimento de reverência: tudo isso traduz símbolos à natureza de Deus.

Aspectos da natureza divina apresentados em Levítico

Podemos, por isso, e sob muitos outros aspectos, afirmar que o culto levítico apresenta traços da natureza divina que aparecem perfeitamente no livro de Gênesis. Por exemplo, (1) “tudo que existe foi criado por Deus”, ora, desde a exigência de primogênitos animais, dos primogênitos do povo figurados na tribo de Levi, de uma família específica para o exercício do ministério do sumo sacerdote, o tempo todo Deus está dizendo: “tudo é meu”; (2) os animais, os vegetais, ou seja, toda criatura inferior ao ser humano pertence a Deus; (3) o ser humano todo, a imagem e semelhança de Deus, é do Senhor, onde tal verdade está representada pela exigência divina à sacralidade da vida, no convite ao ser humano para ser um adorador a Deus, no serviço voluntário e amoroso das pessoas a Deus. O tempo todo o livro do Levítico, por intermédio do culto, está mostrando que Deus é quem governa tudo.

Aspectos que devem ser ressaltados hoje

É de suma importância esclarecer ao aluno que, como no Levítico, o nosso culto a Deus representa o que Ele é. Por Ele ser o absoluto, o Criador de tudo, rendemos-lhe um culto reverente. Mas num sentido, outrora inexistente no tempo do Levítico: por meio de Seu Filho, Deus nos justificou, regenerou e santificou de uma só vez. Ele nos vivificou enquanto éramos ainda pecadores (Ef 2.1). Revista Ensinador Cristão nº74

Tudo quanto existe pertence ao Senhor e ao Senhor deve ser consagrado, principalmente o nosso ser.

Leitura Bíblica - Levítico 9.1-14

Na lição de hoje estudaremos três princípios bíblicos expostos no capítulo 9 do livro de Levítico que todo israelita deveria observar:

1) tudo quanto existe foi criado por Deus;

2) sendo Ele o Criador de todas as coisas, somente Ele deve ser adorado; e

3) tudo quanto há deve ser consagrado ao Deus Único e Verdadeiro.

Embora o livro de Levítico tenha sido escrito na Antiga Aliança, num tempo e contexto social diferente do nosso, tais princípios também devem ser observados pela Igreja e crentes da atualidade. Que venhamos como filhos de Deus, alcançados pela graça, consagrar tudo a Ele e em especial todo o nosso ser.



Em cada livro da Bíblia Sagrada, há uma teologia implícita. Minha experiência pessoal é que, em alguns deles, só viremos a descobri-la por meio de uma leitura atenta, piedosa, reflexiva e clamante. A partir daí, ser-nos-á possível ouvir o que o Espírito Santo diz às igrejas. No Evangelho de João, a teologia é patente (Jo 20.31). No Levítico, é tácita; requer-se esforço concentrado para se alcançá-la.

Neste capítulo, consideraremos a teologia que subjaz ao terceiro livro do Pentateuco. Em suas celebrações e ordenanças, repousam princípios eternos aplicáveis tanto à congregação de Israel, no deserto, quanto à Igreja de Cristo, em sua militância rumo à Jerusalém celeste.

Logo de início, estabeleceremos um contraste entre a religião de Israel e a do Egito. Se a primeira tinha a Deus por Senhor, a segunda, desprezando-o também como Criador, adorava a criatura, como se a criação fosse, em si mesma, uma divindade.

I. ISRAEL VERSUS EGITO

Quando Israel desceu ao Egito, o Faraó ainda conservava algum resquício do monoteísmo adâmico e noético. Bastaram, porém, quatro séculos para que a religião egípcia viesse a degenerar-se num politeísmo bizarro, indecente, cruel e blasfemo. Se os primeiros reis egípcios mostravam temor a Deus, o Faraó do Êxodo ergue-se como o arqui-inimigo de Jeová.

Vejamos, pois, como ambos os povos viam o mundo, a partir de sua religião.

1. A excelência da teologia hebreia.

Os filhos de Israel professavam ousadamente a sua crença no Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Nesse credo simples e até despretensioso, demonstravam aos demais povos que o seu Deus, embora transcendente, era também imanente.

Se, por um lado, estava além da criação, por outro, não se confundia com nada criado. Mas, nem por isso, omitia-se em se revelar às suas criaturas morais: anjos e homens. Se perguntássemos a um hebreu do Antigo Testamento se Deus existe, responder-nos-ia ele que o Todo-Poderoso não se limita a existir; Jeová simplesmente; assim revelara se a Moisés: “Eu sou o que sou” (Êx 3.14).

Caso, porém, fizéssemos igual pergunta a um egípcio dessa mesma época, ouviríamos uma resposta desencontrada e teologicamente confusa: “Que deus?”. Para esse homem, até Faraó era uma divindade; um deusinho entre milhares de outros. E quanto ao “poderoso” Rá-Atum? Honrado como o criador dos céus, da terra e do ser humano, só mostrava a cara ao meio-dia. Às 13 horas, ei-lo a desaparecer até ser encoberto pela escuridão.

E Isis e Osíris? Filhos de Geb e Nut, ignorando as leis do incesto, casaram-se entre si. Apesar de suas relações tortuosas, saíram a cavilar a adoração dos egípcios. Como estes eram também incestuosos e moralmente enfermos, não tiveram qualquer problema ético em aceitá-los como padroeiros. Cada povo tem a divindade que merece. Desprezando o Deus Vivo e Verdadeiro, foram os egípcios plasmando deuses mortos e falsos; deuses que se conformavam às suas lascívias, iniquidades e pecados.

Se fôssemos apresentados a Set, ficaríamos ainda mais confusos. Adorado como o responsável pelo caos e pelas guerras, era representado, no panteão egípcio, como um porco-formigueiro. Já ideou um deus com tal aparência? Não imagine qualquer pericorese entre as divindades do Egito. Ciumentos e raivosos viviam às turras; brigavam muito. Em nada diferiam dos moradores do Olimpo: adulteravam, matavam, roubavam; eram piores do que os seres humanos. Como poderiam eles ordenar aos seus devotos: “Sede santos, porque nós, vossos deuses, somos santos?”.

2. A coerência da cosmologia hebreia.

Além de acreditarem na realidade de um Deus Único e Verdadeiro, os hebreus acreditavam também que esse mesmo Deus, no princípio da História Sagrada, criara os Céus, a Terra e o ser humano. De forma singela, o profeta Moisés narra a criação de tudo quanto existe:

No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia. (Gn 1.1-5)

A cosmologia hebreia pode ser condensada numa declaração teológica que se fez credo:

“Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb 11.3, ARA). Pode haver explicação mais lógica e coerente para o aparecimento de tudo quanto existe? Nem mesmo a teoria do Big Bang, embora tão decantada academicamente, reúne a explicação necessária para uma cosmologia que nos atenda aos reclamos mínimos da mente. Somente a Bíblia Sagrada pode dar-nos as respostas de que precisamos.

Voltemos à cosmologia egípcia. Antes de tudo, consideremos as fragilidades e limitações do deus egípcio que tudo criou; não tinha ele sequer o atributo da eternidade. Embora criador, fora criado a partir de águas inquietas e turbulentas. Saindo destas, transformou-se no sol do meio-dia. Em seguida, Rá-Atum gerou, conjugando-se à própria sombra, a deusa Tefnut, a umidade. Não demorou a chegar-lhe outro filho: Shu, o ar. Estes, por sua vez, tiveram seus próprios descendentes. Vieram Geb e Nut que, respectivamente, são a Terra e o Céu.

Para mim, a cosmologia egípcia não passa de uma parábola científica de qualidade duvidosa; inferior mesmo. Infelizmente, tal parábola mitologizou-se, gerou deuses e deusas, aqueles nefastos e estas despudoradas. A propósito, que família de bem receberia Hathor em casa? Mestra na prostituição que se deleitava em destruir lares.

3. A antropologia egípcia.

O hebreu via a si próprio como imagem e semelhança de Deus; não ignorava as palavras do Gênesis:

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gn 1.26, ARA).

Mais adiante, Moisés, inspirado pelo Espírito Santo, narra a feitura de Adão:

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7, ARA).

Pode haver mais candura e simplicidade na descrição de nossa origem? Sem recursos mitológicos e sem o concurso de fantasias, o profeta descreve o aparecimento do homem sobre a Terra. Até hoje, não encontrei explicação melhor. Concentremo-nos, agora, na antropologia egípcia, que, na verdade, não passa de um trecho confuso de sua cosmologia.

Segundo a mitologia egípcia, o deus Rá-Atum também foi o responsável pela criação do ser humano. Iracundo e carregado de lascívia, ira, inveja e orgulho, plasmou ele, a partir de águas nada calmas, um ser que lhe refletisse o caráter: o homem já caído da graça. Vejo-me obrigado a repetir a pergunta: como um deus como Atum podia requerer de seus adoradores: “Sede santos, porque eu sou Santo?”. As fofocas de Heoliópolis, onde moravam os deuses do Egito, dizem que ele era um onanista viciado. Como orar a um deus, cuja folha corrida era tão extensa e vergonhosa?

II. A TERRA É DO SENHOR

O livro de Levítico reafirma, por meio de suas ações litúrgicas, as teologias do Gênesis e do Êxodo; mostra que Deus, sendo o Criador dos Céus e da Terra, tem de ser adorado por tudo quanto existe e por tudo o que temos.

1. Deus é o Criador dos Céus e da Terra.

Se o Gênesis mostra que Deus criou tudo quanto existe, o Levítico reivindica dos israelitas que consagrem tudo ao Senhor (Gn 1.1; Lv 1.1-17). Ao mesmo tempo, exorta-os didaticamente, por meio das ofertas e sacrifícios, a jamais oferecer honras a ídolo algum (Lv 19.4).

No panteão faraônico, a Terra era idealizada pelo deus Geb; um representante bem-apanhado do sexo masculino. E, para acompanhá-lo, ali estava a deusa Nut, responsável pelo bom andamento do céu. Diante dessa extravagante narrativa, o que esperar dos egípcios? Não é de admirar que eles adorassem o seu país, como se este fosse o centro do Universo e a morada de todos os deuses. Mas para eles, suas divindades, ao invés de se espalharem pelo Egito, concentravam-se relaxadamente em Heliópolis, onde reinava Rá Atum sobre todos.

Nesse processo idolátrico, residia um projeto de poder, que consistia em eternizar os Faraós sobre o governo do Egito. O mandatário egípcio, tendo à sua disposição toda uma academia de astrólogos, magos e bruxos, mitologizava habilmente a própria imagem. Esse marketing era tão poderoso que, com exceção dos “sábios”, todos imaginavam que o Faraó descendia diretamente de Osíris. A lógica política, que subjazia a essa propaganda oficial, era ardilosa, cruel e mentirosa. Sendo o rei um deus, a terra sobre a qual reinava também era uma divindade. Por que contrariar os deuses? A fim de esvaziar o panteão egípcio, Deus enviou às terras de Faraó dez formidáveis pragas. Nesse décuplo castigo, todas as divindades egípcias viram-se por terra. Nem o Nilo escapou. E, como derradeiro castigo, o Senhor puniu a própria casa de Faraó, matando-lhe o primogênito. Com a morte deste, caía o mito de Osíris.

Consideremos as dez pragas não apenas como açoite ao Egito, mas principalmente como preciosa lição aos filhos de Israel. Apesar de sua crença monoteísta, o seu contato prolongado com a religião egípcia levou-os a uma espécie de henoteísmo. E, agora, apesar de ainda crerem no Deus de Abraão, não deixavam de crer nos deuses de Faraó. Não foi sem razão que caíram em diversas apostasias durante a caminhada à Terra Prometida. É claro que, entre os hebreus saídos do Egito, havia um núcleo fiel, que jamais se deixou embair pela mitologia egípcia. A maior parte, todavia, acabou por cair no deserto.

Na verdade, não foi difícil tirar Israel do Egito. Difícil mesmo foi arrancar o Egito de Israel. O que esperar de um povo que estava disposto a trocar a sua liberdade por melões e pepinos? Essa mesma gente acabaria por barganhar o seu Deus por um mísero bezerro de ouro; reminiscência da idolatria egípcia.

O Egito, como as demais nações, não pertencia ao Faraó nem ao seu querido primogênito; o mundo todo pertence a Deus. Logo, nenhuma terra em particular pode ser idolatrada.

Se do Senhor é a Terra, como devemos proceder?

Hoje os pecados ligados à Terra são estranhos e muitos. Vão desde a posse criminosa de vastas e preciosas glebas, que poderiam nutrir milhões de famílias, até à ecolatria. Que o planeta deve ser preservado, ninguém discorda. Mas daí a adorar a criação em lugar do Criador é um absurdo. Nos dias de hoje, a Terra é adorada como a deusa Gaia. Ontem, uma divindade masculina; hoje, feminina. Até o planeta foi submetido ao processo pósmoderno de afeminação. Para evitar tais arroubos, o livro de Levítico mostra o nosso planeta, em seus sacrifícios e oferendas, como obra de Deus. Todo israelita é exortado a adorar somente ao Senhor.

2. Deus é o libertador de Israel.

O livro de Levítico patenteia aos filhos de Israel que Deus é o seu único libertador. Por esse motivo, nenhum israelita poderia comparecer diante do Senhor de mãos vazias (Êx 23.15).

A teologia de Levítico tinha uma lógica simples e perfeitamente compreensível: se toda a Terra é do Senhor, logo todos os seus moradores devem adorá-lo com os produtos de suas rendas. Nesse sentido, a religião do Antigo Testamento ia além da mera liturgia. Toda vez que um israelita oferecia um sacrifício a Jeová, quer pacífico, quer por sua iniquidade, ele confessava dramaticamente reconhecer o senhorio divino sobre tudo que existe.

O adorador agradecia também ao Senhor pelo Êxodo. Por esse motivo, a teologia de Levítico era essencialmente memorialista; o Libertador de Israel jamais poderá ser esquecido. Ele será lembrado em cada sacrifício, oferta e apresentação.

Por que não agimos assim também? Deveríamos apresentar nossos dízimos e ofertas ao Senhor de forma litúrgica e memorial. Em oração e profundas ações de graças, levemos as primícias de nosso lavor à sala do tesouro, conforme recomenda-nos o Senhor, por intermédio de seu profeta (Ml 3.10). Os princípios do terceiro livro do Pentateuco não foram sepultados no Antigo Testamento, mas revivem no espírito da Nova Aliança. Não quero dizer, com isso, que devamos judaizar-nos; isso seria apostatar da verdadeira fé. Mas que temos de reconhecer os benefícios recebidos do Senhor, não há dúvida.

Jesus Cristo, por intermédio de seu sangue, libertou-nos do pecado, do mundo e do próprio Diabo. Por que não honrá-lo com as primícias de nossas primícias?

3. Israel é o templo de Deus.

A teologia de Levítico tinha por objetivo, ainda, conscientizar Israel de sua vocação divina (Lv 20.26). Logo, toda a nação israelita era um templo de adoração ao Senhor. (Lv 10.3). O povo hebreu não era uma mera teocracia; era a congregação de Jeová. (Lv 9.23).

Tenho para mim que a maior teocracia atual é a Coreia do Norte. Suplanta até mesmo o país dos aiatolás. Pelo menos foi a impressão que tive ao assistir a um documento sobre esse hermético país do Extremo Oriente. Apesar de seu ateísmo militante, a religião, ali, é praticada radical e ostensivamente. Altares e nichos são encontrados em todos os lugares. Se formos a Pyongyang, teremos a impressão de que a cidade toda é um grande e suntuoso templo. Mas não pense você que, neste altar, há um santo católico, e, naquele, um budista, e, naquele outro, um hindu. O único deus encontradiço naquele perímetro silente e ameaçador é o grande líder e seus “onipresentes” antepassados. A mesma impressão teremos se visitarmos alguns países da América Latina. Haja vista o ocorrido na Venezuela. O falecido presidente Hugo Chaves foi de tal forma idolatrado, que chegaram inclusive a adaptar-lhe uma oração do “pai nosso”. Até o nosso país já correu semelhante risco. Se é para adorar a Deus, estamos aqui. Mas, se é para adorar o homem ou o demônio, que o Senhor nos guarde.

Se nos fosse possível voltar à cidade egípcia de Tebas, veríamos que, ali, nos dias de Moisés, era mais fácil topar com um deus do que com um homem. Aqui, estava Rá-Atum. Lá, Osíris. E, mais adiante, a deslavada Hathor. A capital do Egito mais parecia um santuário a céu aberto do que um centro urbano. Se estendêssemos a excursão até Heliópolis, seríamos tomados pela revolta que levou Paulo a enojar-se de Atenas. Mas, entre tantos deuses e deusinhos, não encontraríamos um único altar consagrado ao Deus Desconhecido.

Ora, se o Egito era um templo dedicado a deuses que, rigorosamente, nem deuses eram, por que a herança de Jacó, em Canaã, não poderia ser também um santuário consagrado ao Deus de Abraão e de Isaque? Essa era a proposta da teologia levítica. Mas, para que isso se fizesse realidade, alguns estágios eram imprescindíveis. Antes de tudo, o povo hebreu teria de assumir sua identidade como congregação de Jeová. Isso significa que os israelitas precisavam superar, com urgência, as diferenças tribais, as arestas culturais e dialetais e, principalmente, as barreiras políticas que, a essa altura, já eram bem visíveis. Sem comunhão, não pode haver povo de Deus.

A congregação de Jeová teria de ser tão unida que, aos olhos dos gentios, deveria parecer um único povo. Dessa forma, ao adentrarem a Terra Prometida, os israelitas não enfrentariam maiores dificuldades em transformá-la num templo a céu aberto.

Nalguns momentos de sua história, os israelitas estiveram perto de alcançar tal meta. Reis como Davi, Salomão (na primeira etapa de seu reinado), Josafá, Ezequias e Josias muito lutaram por esse ideal. Pelo que lemos no profeta Ezequiel, a comunhão plena e messiânica entre os hebreus somente virá a ocorrer com o estabelecimento do Reino Milenial, após a Grande Tribulação. Numa leitura mais atenta de Levítico, aprendemos que a intenção do autor sagrado era conduzir didática e profeticamente Israel a ser a congregação e a Casa do Senhor. Alcançado esse ideal, por que precisariam eles de uma edificação tão suntuosa como a de Salomão? Como os israelitas eram tardos em assimilar as lições divinas, acabariam por idolatrar até mesmo o primeiro Templo (Jr 7.4).

III. OS ANIMAIS E OS VEGETAIS SÃO DO SENHOR

A teologia do Levítico mostra a criação como serva do Criador. Por esse motivo, os animais e os vegetais, em Israel, não eram adorados, mas serviam para glorificar a Deus.

1. No Egito, os animais eram deuses.

Os egípcios não faziam distinção entre o Criador e a criação, nem estavam preocupados em distinguir os animais limpos dos impuros. Por isso, adoravam o boi, o crocodilo, o falcão e até o gato (Rm 1.25). Eis porque Deus, ao punir o Egito com as dez pragas, mostrou quão inúteis eram os deuses egípcios.

O panteão egípcio, diferentemente do grego, parecia mais um zoológico do que um depósito de deuses. Examinemos o caso de Thot. Patrono dos estudos, da escrita e dos cálculos, era representado por um homem com uma imensa cabeça de macaco. No Levítico, o babuíno nem mencionado é. Mas os egípcios veneravam-no como divindade.

2. Os animais e a adoração a Deus.

Ao contrário dos egípcios, os israelitas não se davam ao culto dos animais. Mas os apresentavam em sacrifício ao Senhor (Lv 1.2). Além disso, faziam distinção entre os animais limpos e impuros (Lv 11). O povo de Israel sabia que os animais não são deuses, e, sim, criaturas do Deus que as sustenta (Sl 104.14).

Quanto aos egípcios, tinham eles como deus o boi que, em sua mitologia, representava dois deuses: Osíris e Ptá. A primeira divindade era, às vezes, descrita como um morto-vivo; um amedrontador zumbi. Em Israel, de acordo com as recomendações levíticas, o gado vacum tinha apenas três finalidades: trabalho, alimentação e adoração ao Senhor.

Lembremo-nos do carneiro. Na mitologia faraônica, era o deus Knum, cuja função era moldar, qual oleiro, a aparência de deuses e dos homens. No sistema levítico, iria logo para o altar, quer para representar um sacrifício pacífico, quer para oficiar uma oferenda pelo pecado.

3. Os vegetais e a adoração a Deus.

O mesmo Deus que preconiza a preservação da natureza condena a sua idolatria; prática corriqueira entre os antigos cananeus (1 Rs 14.23). Já em Israel, os frutos da terra serviam para duas coisas: nutrir o povo e adorar a Deus; gratidão àquEle que “[faz] a terra dar a sua messe e, a árvore do campo, o seu fruto” (Lv 23.10; 26.4,5, ARA).

Que Deus nos guarde da idolatria. Às vezes, sem o percebermos, tornamo-nos tão idólatras quanto os egípcios do Faraó. Se retivermos o fruto da terra, e deixarmos o faminto perecer de fome, o que é isso senão avareza; abjeta idolatria (Cl 3.5)? A Terra é do Senhor. Logo, todas as suas novidades e produtos lhe pertencem. Então, que tudo seja-lhe apresentado em ações de graça.

IV. O SER É DO SENHOR

A teologia levítica realça a sacralidade da vida humana como imagem e semelhança de Deus. Em Israel, ao contrário das culturas cananeias, estava proibido o sacrifício humano, pois o verdadeiro sacrifício a Deus é um coração humilde e contrito (Is 57.15).

1. O ser humano é a imagem de Deus.

O livro de Levítico corrobora a teologia do Gênesis ao mostrar que o ser humano foi criado por Deus (Gn 1.26). Em suas páginas, há vários dispositivos, visando promovê-lo como a obra-prima das mãos divinas. Por essa razão, o crente israelita era exortado a zelar do corpo e da alma (Lv 14.8a; 15.13; 20.7). Só agradaremos a Deus se vivermos com a excelência que Ele requer de cada um de nós.

No Egito, a única vida sagrada era a do Faraó. Segundo alguns mitólogos, descendia ele de Osíris; de acordo com outros, do prepotente Rá-Atum. Por essa razão, como já dito, toda a medicina egípcia era voltada a cuidar tanto da vida quanto da morte desse soberano. Na verdade, a primeira ocupação dos médicos da corte egípcia era preparar o rei, a fim de que, na outra vida, pudesse ele reinar com igual ventura e felicidade. Haja vista o cuidado dispensado ao embalsamamento de um Faraó.

2. A vida humana é sagrada.

O crente israelita era exortado a ver a vida de todos os homens como sagrada. Por isso, não poderia, sob hipótese alguma, consagrar sua descendência aos ídolos (Lv 18.21). Todos os filhos de Israel tinham de ser consagrados ao Senhor; propriedade peculiar do Senhor. No início de sua história, os egípcios de fato davam-se à prática de sacrifícios humanos. Mas, com o tempo, foram abandonando tal hábito. Quando os filhos de Israel lá chegaram, por volta de 1900 a.C., já não se tinham notícias de semelhantes oferendas. Isso não significa, porém, que os reis egípcios fossem clementes ou benévolos com seus adversários. Se lhes fosse conveniente, até recém-nascidos lançavam ao Nilo.

3. O ser humano é servo e adorador de Deus.

Se os israelitas observassem a Lei de Moisés, não teriam dificuldades em viver a essência de sua teologia. No livro de Levítico, seriam conduzidos a uma vida de santidade, pureza e serviço ao Senhor. Mas, em consequência de suas muitas apostasias, não puderam alcançar o cerne teológico das celebrações e sacrifícios prescritos.

No tempo de Isaías, a situação espiritual da nação estava de tal forma degenerada, que Deus censurou-a energicamente:

Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deste povo; sim, obra maravilhosa e um portento; de maneira que a sabedoria dos seus sábios perecerá, e a prudência dos seus prudentes se esconderá. (Is 29.13, ARA).

Como os israelitas foram incapazes de viver a essência teológica da Lei de Moisés, o Senhor anunciou-lhes as consequências de sua rebelião e apostasia.

V. A ESCATOLOGIA LEVÍTICA

No capítulo 26 do livro de Levítico, estampa-se o futuro de Israel. A escatologia dessa passagem, apesar de seus rigores e disciplinas, é amorosa e redentora; não deixa os judeus sem esperança.

1. Um chamado à obediência.

Já de início, o Senhor exorta Israel a evitar dois graves pecados: a idolatria e a profanação do sábado. A primeira transgressão sempre acabava por levar à segunda. Ouçamos a advertência divina:

Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus. Guardareis os meus sábados e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o SENHOR. (Lv 26.1, ARA)

2. A promessa da obediência.

Se os israelitas se ativessem à Lei de Moisés seriam abençoados em todas as coisas, conforme lhes promete o Senhor:

Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto. A debulha se estenderá até à vindima, e a vindima, até à sementeira; comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros na vossa terra. Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco.  Comereis o velho da colheita anterior e, para dar lugar ao novo, tirareis fora o velho.  Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá. Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para que não fôsseis seus escravos; quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar eretos” (Lv 26.3-13, ARA).

3. O castigo pela desobediência.

Mas se Israel ignorasse os mandamentos divinos, seria castigo dentro e fora de seus termos.

Tornar-se-ia motivo de zombaria e escárnio perante os gentios:

Mas, se me não ouvirdes e não cumprirdes todos estes mandamentos; se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se aborrecer dos meus juízos, a ponto de não cumprir todos os meus mandamentos, e violardes a minha aliança, então, eu vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeareis debalde a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós outros, e sereis feridos diante de vossos inimigos; os que vos aborrecerem assenhorear-se-ão de vós e fugireis, sem ninguém vos perseguir. Se ainda assim com isto não me ouvirdes, tornarei a castigar-vos sete vezes mais por causa dos vossos pecados. Quebrantarei a soberba da vossa força e vos farei que os céus sejam como ferro e a vossa terra, como bronze. Debalde se gastará a vossa força; a vossa terra não dará a sua messe, e as árvores da terra não darão o seu fruto. E, se andardes contrariamente para comigo e não me quiserdes ouvir, trarei sobre vós pragas sete vezes mais, segundo os vossos pecados. Porque enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e acabarão com o vosso gado, e vos reduzirão a poucos; e os vossos caminhos se tornarão desertos. (Lv 26.14-22, ARA).

4. A escatologia da esperança.

No arrependimento nacional, o Deus de Abraão manifestar-se-á novamente aos filhos de Israel:

Mas, se confessarem a sua iniquidade e a iniquidade de seus pais, na infidelidade que cometeram contra mim, como também confessarem que andaram contrariamente para comigo, pelo que também fui contrário a eles e os fiz entrar na terra dos seus inimigos; se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem eles por bem o castigo da sua iniquidade, então, me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei. Mas a terra na sua assolação, deixada por eles, folgará nos seus sábados; e tomarão eles por bem o castigo da sua iniquidade, visto que rejeitaram os meus juízos e a sua alma se aborreceu dos meus estatutos. Mesmo assim, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei, nem me aborrecerei deles, para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou o SENHOR, seu Deus. Antes, por amor deles, me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito à vista das nações, para lhes ser por Deus. Eu sou o SENHOR. (Lv 26.40-45, ARA).

CONCLUSÃO

A teologia de Levítico pode ser resumida numa única expressão: obediência e fé. Se o nosso culto não for acompanhado de fé e obediência, Deus jamais se agradará de nós. De nada adianta uma liturgia bonita e imponente; liturgia sem piedade é coisa inútil. Se o nosso culto, porém, vier acompanhado pelo amor, haverá, então, resgate de preciosas almas e promoção do Reino dos Céus na Terra. Que o Senhor nos ajude em nossa peregrinação. Aqui, quantas lutas e tribulações. Ali, junto a Deus, desancaremos de todos os nossos pesares.

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade


Somos o templo do Espírito Santo (1Co 6.19). E, como tais, somos intimados a andar em novidade de vida, consagrando tudo ao Senhor, a começar por nós mesmos (1Ts 5.23). Se não nos ofertarmos amorosa e incondicionalmente a Deus, e usarmos o nosso corpo para o pecado, como estaremos diante de Deus? Seremos réus diante dEle (1Co 6.18-20).

A essência da teologia do Levítico continua válida ainda hoje. O Deus que exortou Israel à santidade requer, de igual modo, a nossa santificação (Lv 19.2; 1Ts 4.3).


Leia também:
Aqui eu Aprendi!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...