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sábado, 3 de dezembro de 2016

A Adoração sem conhecimento - A experiência da Mulher Samaritana

Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” Jo 4.10


Texto Bíblico: João 4 1-30
em destaque versículos
19 — Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 — Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21 — Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 — Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
23 — Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 — Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

INTRODUÇÃO

O episódio da mulher de Samaria pode ser tomado como uma imagem da condição espiritual de muitas pessoas na época de Jesus e ainda hoje há pessoas que elegem lugares, outras pessoas e até elas mesmas como elementos dignos de adoração. A ignorância é um perigoso estado para aquele que busca a Deus.

Adorar a Deus é o mais nobre privilégio que o Pai concede-nos. Por isso, faça-o com todo o zelo, fervor e empenho de sua alma, sabendo que adorar a Deus é conhecê-lo.


Há, no mercado religioso brasileiro, uma variedade de opções de Igrejas e denominações que se apresentam como canal de aproximação entre homem e Deus. Cada uma com seu discurso, suas doutrinas, suas proibições e permissões, tenta atrair para si a maior quantidade possível de fiéis.

Através de um olhar generalista e simplório, todo espectro religioso brasileiro – com especial apresso o protestantismo – poderia ser igualado e tratado como massa homogênea. Todavia, quem milita nas trincheiras da espiritualidade brasileira bem sabe que, em meio a charlatães e tecnocratas da fé, ainda existem homens e mulheres comprometidos exclusivamente com o anúncio do Reino de Deus.

Mas como, diante desta multiplicidade de opções, deste enorme “cardápio” de cultos e práticas religiosas, discernir aquelas que iram de fato aproximar-nos de Cristo? Dentre as várias respostas possíveis para esta questão, uma parece sobressair-se com relação as demais: a espiritualidade que Cristo veio ensinar conduz as pessoas a um processo de libertação, esclarecimento e restauração.

Uma sintética reflexão sobre o que propriamente seja cada uma destas três características do Evangelho de Cristo poderá nos ajudar, seguramente, a identificar estruturas ou grupos religiosos que sinceramente estejam buscando ao SENHOR.

Inicialmente, pode-se identificar uma igreja ou denominação comprometida com os valores do Reino avaliando-se o quanto ela contribui para a libertação das pessoas. Onde o Espírito de Deus age há liberdade; toda estrutura que compactua com práticas opressoras, de controle e limitação de pessoas, não está vinculada aos valores de Jesus Cristo. O Evangelho, como bem nos afirmou Pedro, não é estabelecido através de práticas que imponham sobre as pessoas o “peso” de fardos, mas antes, é alicerce daquilo que produz leveza de ser.

A presença de Cristo em uma comunidade se apresenta ainda, por meio da revelação da verdade. Mecanismos obscurantistas, instrumentos de reforço da ignorância, são as armas mais perversas de quem deseja afastar pessoas de Deus. Nós, pentecostais, somos tradicionalmente acusados de reforçar tais práticas por meio de cultos carismáticos, com manifestações do Espírito Santo que as pessoas, de um modo geral, não entendem. Bem é importante compreender o fundamento desta falácia: para aqueles que não acreditam na atualidade dos dons sobrenaturais do Espírito, o falar em línguas, revelações e visões, são eventos ininteligíveis; para um cristão pentecostal, entretanto, é exatamente nestes momentos que a verdade de Deus se torna inteligível.

A manifestação de Deus dá-se de modo pessoal, íntimo, mas sempre esclarecedora. Se muitas vezes falta ao homem e a mulher pentecostal profundidade para compreensão dos esquemas teológicos profundos, sobre piedade para – através de uma vida de oração e santidade – fundamentar o relacionamento com Jesus. A complexidade das premissas e corolários teológicos é encarnada por meio de experiências pessoais com o SENHOR. No caso do pentecostalismo brasileiro, muito associado às camadas mais simples da sociedade historicamente, está foi a estratégia utilizada por Deus para fazer claro sua vontade a nós. Isto não nos faz melhores ou piores que outras expressões do protestantismo no Brasil, simplesmente fundamenta o que somos, bem como nossa opção cúltica. A manifestação da verdade de Deus em nossas vidas dá-se muito mais intuitivamente do que por meio de uma mediação acadêmico-teológica. É claro que para muitos isto é uma afronta, até porque foi por meio desta característica central do pentecostalismo que negros, pobres, mulheres, analfabetos, tiveram o privilégio de serem ouvidos.

Por fim, uma comunidade identificada com o Evangelho colabora para a restauração da imagem de Deus na vida de todos. É por isso que onde a verdade de Cristo chega, preconceitos são destruídos, estereótipos são desconstruídos e a igualdade dos filhos de Deus manifesta-se. Não somos idênticos – cópias não criativas uns dos outros –, mas igualmente acolhidos e amados como geração de Deus. Espaços onde desigualdades de toda natureza – gênero, sociais, culturais ou econômicas – são acentuadas não são casa de Deus, e sim, prisões do mal. A presença de Deus nos dignifica, dando-nos novamente o privilégio de compreendermo-nos como irmãos, e por isso, próximos demais um dos outros para nos acharmos superiores ou melhores entre si.

Somente a verdade de Deus, por meio do Evangelho de Cristo, poderia fazer com que pessoas que nós, ou que nem a mulher de Sicar, tivéssemos acesso ao Reino do Filho do seu amor. Quem libertaria da religiosidade claustrofóbica uma mulher oprimida ao meio-dia, fazendo-a compreender esclarecidamente a mais límpida verdade do Evangelho – que o salvador está entre nós, sentindo nossas dores, mas também experimentando nosso amor – restituindo assim àquela a dignidade de ser aceita e acolhida em sua comunidade? Somente um, o CRISTO!

Se faltar-nos maturidade e envergadura espiritual para sermos tudo o que Deus tem sonhado para nós, que ao menos possamos crer que, no mínimo – ou talvez no máximo de tudo que importa – Ele nos faz anunciadores de sua chegada entre nossa geração.

A ausência de um conhecimento verdadeiro sobre quem é Deus e sua obra, conduz os indivíduos a perderem a percepção de uma existência além do imediatismo da vida, ou seja, de um pragmatismo existencial (Is 22.13; 1Co 15 32).


Sicar, cuja localização exata é desconhecida, ficava numa região árida. Ao meio-dia, horário do encontro da mulher com Jesus, o clima é extenuante. O Mestre aguarda seus amigos que foram à procura de alimentação; o pedido por água — ainda que estranho em nossos dias de violência e individualismo —, era uma prática corriqueira naquela época. A mulher, fundamentada em seu preconceito, nega o pedido. Como alguém, que inclusive afirmará que adora a Deus (v.20), poderia ser tão insensível à necessidade do próximo? Está é a desprezível consequência que a ignorância espiritual causa: dureza de coração (Is 46.12; Ez 2.4). Note-se assim que a falta de um conhecimento verdadeiro de Deus pode, rapidamente, transformar indiferença em conivência com o sofrimento alheio. Quem conhece a Deus não negará um copo de água fria a nenhum dos filhos dEle (Mt 10.42).

“Sabemos muita coisa a respeito da mulher junto ao poço. No oriente, a hora de pegar água no poço era a ocasião em que as mulheres de uma comunidade reuniam-se para conversar, enquanto se dirigiam ao poço, voltavam dele, ou esperavam a retirada de cada jarro de água. Mas a mulher de nossa história vem sozinha. Evidentemente, alguma coisa a separou das outras mulheres da cidade, e fez dela uma pessoa socialmente proscrita. E sabemos mais. Nenhuma mulher naquela cultura falaria com um homem sem que seu marido estivesse presente. Jesus também sabia disso, por isso seu pedido ‘vai chamar teu marido’ (4.16) tinha a intenção de confronto. Mas não há indicações culturais para o fato de que ela tivesse tido cinco maridos e agora estivesse vivendo com outro, sem estar casada. Assim estendemos sua surpresa quando Ele, homem judeu, é condescendente em falar com uma samaritana. E os discípulos ficaram surpresos por encontra-lo dialogando com uma mulher sozinha. [...] Muitas pessoas evitadas por outras estão esperando que nos aproximemos delas. Como Jesus, nós podemos reconhecer o pecado nos outros, sem acusar nem condenar”
(RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 3ª Ed.RJ: CPAD. 2008. p.206).

Lutamos diariamente para que o pecado não nos domine (Gn 4.7; Rm 3.23; 6.14). Aqueles que não mantêm um relacionamento pleno e consciente com Deus, “domesticam” o pecado e fazem dele algo próprio de suas vidas.

SUBSÍDIO
“Muitas vezes, João registra declarações depreciativas, sarcásticas ou céticas que as pessoas fazem sobre Jesus. Em João 4.12, por exemplo, a mulher samaritana pergunta: ‘És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?’. Essas afirmações, como meio de ironia, são verdades ou mais relevantes do que o orador percebe no momento em que o profere. Contudo, o leitor do Evangelho, tendo a essa altura, pelo menos, alguma noção de quem é Jesus, percebe que a afirmação é verdade e pode sancioná-la. No caso da passagem 4.12, Jesus, de fato, é maior que Jacó. [...] Em João 4, Jesus, no diálogo com a mulher samaritana, faz uma declaração a respeito da natureza de Deus. ‘Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade’ (v.24). Embora nenhum desses dois usos da palavra ‘espírito’ aludam diretamente ao Espírito Santo, a noção de que a adoração deve acontecer em espírito e verdade pressupõe a atividade do Espírito da verdade que leva o crente à verdadeira adoração” (ZUCK, Roy. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2008. pp.190.221).

Adorar em espírito e em verdade
A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico — um determinado local, por exemplo —, muito menos pode ser fundamentada sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é “em espirito”, ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior do homem, que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus para serem canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27). Além disso o louvor a Deus deve ser “em verdade”, isto é, por meio de uma “revelação” — que é o significado imediato da palavra grega (aletheia) (2Co 13.8). A verdade na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente aos cuidados de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não apenas nos momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos da vida comum, como trabalho, estudos, família e demais relacionamentos onde Deus também deve se manifestar.

Adoração como uma urgência
Jesus não mediu palavras e disse à mulher que o tempo para a vivência de uma verdadeira adoração já havia chegado (v.21). O erro daquela mulher, que é o mesmo de muitas pessoas ainda hoje, foi imaginar que o louvor ao Pai era algo apenas para um momento específico ou para um tempo futuro. Não há mais tempo a perder, o desenvolvimento de uma vida de adoração é algo urgente, uma viva necessidade da Igreja para o tempo que se chama hoje! Infelizmente em muitas igrejas o tempo da adoração tem sido consumido por infindáveis, e muitas vezes dispensáveis, avisos; já em outras comunidades é a má gerência do tempo de acontecimento do culto (atraso para começar, demorar para execução dos louvores, hiatos de continuidade) que atrapalham a adoração. Cada instante de nossas vidas, especialmente aqueles que dedicamos a Deus na igreja, precisam ser bem aproveitados.


A Verdadeira Adoração tornar-se inspiração para a vida de outros.

Num mundo tão repleto de exemplos negativos, devemos nos empenhar em ter uma vida de adoração ao Pai, e por meio desta, tornarmo-nos exemplo para nossa geração. A mulher pode ouvir, dos habitantes de sua vila, que a fé em Jesus que ela inicialmente testemunhara, tornara-se uma viva consciência espiritual em cada pessoa daquele vilarejo. A adoração não nos torna escandalosos, de modo a afastar pessoas de Cristo; ao contrário, a fé no Salvador é algo tão poderoso e transformador do caráter de uma pessoa que esta passa a ser exemplo e inspiração a todos aqueles que o cercam (At 9.19-21).

CONCLUSÃO

Assim como a mulher em Samaria teve sua história revolucionada, que nosso encontro com Jesus transforme tudo em nós: que nosso testemunho seja para edificação daqueles que estão à nossa volta, que sejamos libertos de todos os nossos pecados, até daqueles que estão no mais profundo de nossas almas. Mas, acima de tudo, que sejamos partícipes da comunidade dos verdadeiros adorares do Pai.

Fonte:
Revista Lições Bíblicas Jovens 4º Trim/2016 - Em Espírito e em Verdade - A essência da Adoração Cristã - CPAD - Comentarista Thiago Brazil
Livro de Apoio - Em Espírito e em Verdade - A essência da Adoração Cristã - Thiago Brasil
Bíblia Defesa da Fé
Bíblia de Estudo Pentecostal


Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Josafá e a Adoração a Deus em meio ao caos

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre” Sl 136.1

Adorando a Deus em meio a calamidade

O que fazer quando uma nação se divide? Quando a aliança que outrora a unia se faz quebrada? Foi o que aconteceu com o Israel do período posterior ao reino do rei Salomão. Mediante a decisão do rei Roboão, filho de Salomão, em aumentar mais vezes o imposto que já era pesado, houve uma rixa inevitável entre as dez tribos do Norte e as duas do Sul. O reino se dividiu, por consequência, a religião também. Agora não haveria somente Judá e Jerusalém, haveria Israel e Samaria.

A divisão foi tão aguda que persistiria até a época de Jesus: “Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos” (Mt 10.5). Samaritanos e judeus não se davam, pois devido ao acúmulo de rixas e de desentendimentos irreparáveis em relação à Lei, ambos os grupos optaram pela divisão. Os samaritanos passaram aceitar como escritos inspirados o Pentateuco, e os profetas foram por eles rejeitados por causa da sua origem do sul. Os samaritanos também não aceitavam que o verdadeiro templo ficava em Jerusalém nem que o monte verdadeiro chamava-se Sião. Para eles, Samaria era a capital sagrada e o Monte Gerezim, o monte do único templo. Claro que para chegar a esse ponto foi necessário um trabalho complexo de aculturação religiosa. Jeroboão foi a pessoa fundamental para construir a religião dos samaritanos (1Rs 12.26-33).

Nesse contexto de lutas e desentendimentos étnicos, surge o rei Josafá de Judá. Podemos classificar o reino do rei Josafá como um dos instrumentos importantíssimo para um reavivamento espiritual para a nação de Israel. A característica desse reinado ressalta isso. O cuidado com a instrução do povo em relação à Lei de Deus, ordenando os levitas e sacerdotes que ensinassem publicamente a Palavra da Lei. O resultado foi o temor do Senhor sobre a nação e sobre os reinos ao redor de Judá (2Cr 17.7-10).

Assim como as Escrituras mostram que num contexto de idolatria e imoralidade Deus pode reavivar o seu povo, a História da Igreja também mostra que em momentos difíceis da Igreja, Deus restabeleceu seus “púlpitos”, a Palavra teve primazia e um desejo incomensurável de buscar a Deus em oração devorava os corações dos irmãos. Isso aconteceu na Inglaterra, na Grã-Bretanha, na América, na África, na China, na Manchúria, na Coreia, na índia e em muitos outros lugares. É possível um grande avivamento em meio à crise! (Revista Ensinador Cristão nº68 - pg.41)

A nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades.

Leitura Bíblica: 2 Crônicas 20.1-12

Na lição de hoje estudaremos a respeito da crise política que o rei Josafá teve que enfrentar. Nações inimigas se levantaram para atacar Judá e diante da força delas, Josafá não teria como escapar. Então, ele decide buscar o Senhor em oração e jejum. Deus é o nosso socorro. Em tempos de crise, faça como o rei, busque ao Todo-Poderoso. O Senhor ouviu e respondeu a oração de Josafá enviando o seu socorro. Não tente resolver as situações difíceis sozinho, ore, busque a Deus e você verá o livramento do Senhor. Diante da vitória contra os seus inimigos, Josafá exalta e adora ao Senhor. Seu coração foi afligido pelo temor, mas o tempo de cantar chegou. Assim, como Deus deu o livramento a Judá, Ele dará o livramento a você, confie.

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." Isaías 55.6


Josafá foi o quarto rei de Judá depois de Asa, seu pai, o qual reinou por quarenta e um anos tendo iniciado seu reinado em 911 a.C. Foi um rei exemplar e, nos primeiros dez anos, Asa fez prosperar o reino expandindo seu domínio. Edificou cidades e as fortificou com muralhas, torres e portas pesadas (2 Cr 14.6,7), de tal modo que não era fácil a entrada de gente estranha ao reino. Depois de alguns anos de paz, Asa deixou de buscar a Deus e tomou decisões que trouxeram guerra e problemas políticos para o seu reino. Dois anos antes de sua morte, Asa ficou doente nos pés, vindo a falecer. Foi sucedido no trono por seu filho Josafá, em 873 a.C.

A história de Josafá ganha importância pelo cuidado inicial que ele teve em dar continuidade a algumas obras iniciadas por seu pai. Josafá foi um rei enérgico e muito hábil em seus dias. Sua aprendizagem inicial foi como corregente por três anos junto ao seu pai. Josafá procurou desenvolver uma relação de paz com Israel, uma vez que eram irmãos. Porém, essa aliança feita com reis de Israel lhe trouxe problemas no seu reino. Sua história nos traz lições preciosas que nos mostram uma liderança espiritual, sujeita a falhas como qualquer outra liderança, mas alicerçada em princípios de temor a Deus. As lições dessa liderança são úteis para a igreja de Cristo nos tempos atuais, quando lutamos contra potestades espirituais que procuram desestabilizar a igreja na sua relação com o Senhor. Por outro lado, aprendemos com Josafá, princípios com os quais podemos fazer a igreja crescer.

OS ANTECEDENTES DO REINO DE JOSAFÁ

A Divisão do Reino de Israel
É sempre difícil entender por que Deus permitiu essa divisão do seu povo em dois reinos, o de Israel e o de Judá. Mas os livros dos reis e das crônicas do Antigo Testamento entraram no cânon das Escrituras, porque Deus não vê no sentido horizontal, mas no sentido vertical, de cima para baixo. Ele conhece todas as coisas e seu cetro de poder sobre o seu povo está em suas mãos. Quando lemos sobre os dois reinos, Israel e Judá, entendemos o paralelo histórico que existe entre os fatos registrados nos livros dos reis e nos livros das crônicas. Todos os fatos registrados nesses livros apresentam a história das divisões entre os povos do norte e do sul do povo de Israel, identificados como “o Reino do Norte, Israel” e o “Reino do Sul, Judá”. O Reino do Norte ficou com dez tribos, e o Reino do Sul com duas tribos. Essa divisão do povo de Israel aconteceu nos dias de Roboão (924 -908 a.C.), filho de Salomão que deixou de buscar a Deus e seguiu os passos de seu pai quando se envolveu com a idolatria pagã. Ele se casou com Naamá, mulher amonita, que fora uma das muitas mulheres de Salomão, e esta muito o influenciou em decisões importantes do reino. O reino enfraqueceu economicamente, e muito mais espiritualmente. Com o enfraquecimento econômico do reino, Roboão resolveu aumentar a carga tributária que já era pesada desde os tempos de Salomão sobre o povo. Por causa dessa carga tributária, Roboão não se dispôs a aliviar os impostos sobre o povo. Pelo contrário, endureceu ainda mais sem usar de bom senso e respeito pelo povo. As tribos que viviam no norte de Israel romperam com as tribos do sul (2 Cr 10.1-15), e assim aconteceu a separação do norte e do sul.

Os Dois Reinos e seus Reis, Jeroboão e Roboão
As dez tribos formaram outro reino, sobre o qual reinou Jeroboão, e o chamaram Israel; as duas tribos, Judá e Benjamim, com a capital Jerusalém, formaram o Reino de Judá, e Roboão foi o seu rei. Jeroboão, fazendo-se rei do Norte (Israel), foi um mau rei voltado para a idolatria. Ele desafiou a religiosidade do seu povo e construiu um santuário para um Bezerro de Ouro, abrindo espaço para dois centros de adoração entre as tribos do norte. Por outro lado, assumiu o reino de Judá o jovem Roboão, que foi um mau rei (2 Cr 12.14,15). Seu fracasso começou, sem dúvida, quando seguiu o mau exemplo de seu pai, Salomão, tendo uma vida polígama com muitas mulheres e concubinas. Asa era neto de Roboão e Maaca, e, quando feito rei, restaurou o culto a Deus e fez um excelente governo em Judá nos anos (905-865 a.C.). Seu filho Josafá, foi corregente com o pai, e depois da morte de Asa, reinou sobre o reino de Judá.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
A invasão dos moabitas
Os moabitas e os amonitas começaram a se levantar contra Judá desde os dias de Davi. Ao invés de amonitas a Septuaginta traz o termo Meunim, um povo de Seir. A invasão veio do leste ou do sudeste. Dalém do mar é uma referência ao mar Morto. Josafá conclamou o povo à oração e ao jejum em todo o território de Judá, a fim de buscar a ajuda e a direção de Deus.
Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus. O rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no passado, diante do pátio novo. Este seria o pátio externo, provavelmente renovado ou reconstruído desde os dias de Salomão. Sob a sombra do Templo, Josafá se lembrou e citou a oração de seu tataravô, na ocasião em que o local santificado havia sido dedicado (2 Cr 6.28-31). O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos nós enfrentamos mais de uma vez na vida; e não sabemos nós o que faremos. Mas ele, também tinha o recurso para a solução do problema. Este meio está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: Os nossos olhos estão postos em ti. Seguindo uma liderança temente e obediente ao Senhor, as esposas (e também as crianças) permaneceram perante o Senhor com os seus maridos e com o seu rei” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 2. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.461).

O REINO DE JOSAFÁ

Quem Era Josafá
Josafá foi o quarto rei de Judá (870- 848 a.C.) e adquiriu experiência no reino sendo corregente com seu pai, Asa, por aproximadamente três anos (1 Rs 22.41-50). Josafá, tendo o pai como referencial de governo e espiritualidade, exerceu um governo de grande prosperidade. Diz o texto que ele “andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai” (2 Cr 17.3). Sua mãe chamava-se Azuba e não parece que tenha exercido qualquer influência sobre ele. Enquanto o outro reino, o reino de Israel, permitiu que a idolatria dos dias de Acabe e Jezabel dominasse o reino, o rei de Judá, Josafá, ao contrário, desfez e mandou quebrar os altares construídos nos montes aos deuses pagãos. Ele entendeu de início que o seu reino prosperaria se voltasse a servir a Deus. Então ele enviou seus príncipes por todas as terras do reino de Judá para ensinarem ao povo acerca do Deus de Israel mediante a obediência e o respeito à Lei e aos mandamentos do Senhor. Para tirar o povo da crise económica e espiritual, Josafá cria fortemente que só haveria uma reforma verdadeira e segura se o povo voltasse a reconhecer a soberania de Deus. Seus príncipes, sacerdotes e levitas se dedicaram a visitar todos os lugares do reino ensinando a Palavra de Deus.

Prosperidade de Josafá no Reino de Judá
No terceiro ano de seu reinado, Josafá estabeleceu um sistema para administrar a justiça em todos os lugares de Judá. Para tal empreendimento, visando estabelecer ordem no reino, ele nomeou juízes capazes para julgar as causas do povo em todo o reino. Eram pessoas de confiança do rei, as quais deveriam administrar a justiça sem temor, sem favores nem suborno.

Josafá levou o avivamento ao coração do povo por meio do ensino do “livro da Lei”. Principalmente, os levitas e sacerdotes de Jerusalém deveriam cumprir essa missão. De cidade em cidade, aos sábados, especialmente, eles reuniam o povo nas praças. Como não havia sinagogas nem templos fora de Jerusalém, esses comissionados do rei iam às praças e ensinavam ao povo acerca dos seus deveres para com Deus, com o próximo e com o reino, com a garantia da bênção de Deus. Essa ação promoveu um grande avivamento espiritual no coração do povo. Deus honrou a Josafá, e um grande exército — com aproximadamente 700 mil homens valentes — estava à disposição para defender a sua terra e o reino. Temos a tendência de diminuir nossa devoção ao Senhor quando gozamos de prosperidade, quando não falta dinheiro no bolso, quando temos saúde abundante, quando tudo está aparentemente em paz. Muitos líderes em seus sucessos se esquecem de buscar ao Senhor e passam a agir por conta própria, sem consultar nem depender de Deus. Josafá começou a agir com atitude independente e começou a errar.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Josafá
Ele foi contemporâneo de Acabe, Acazias, e Jorão de Israel. Fez uma aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de Acabe e Jezabel (2Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei.
No terceiro ano do seu reinado, ele conduziu algumas reformas para melhorar a situação religiosa, instruindo pessoalmente o seu povo e enviando levitas com os livros da lei para ensinar nas cidades de Judá (2 Cr 17.7-9). Os filisteus e os árabes lhe pagavam tributos (vv.10,11), e ele mais tarde fortificou as cidades de seu reino.
Durante os últimos cinco anos de seu reinado, Josafá teve seu filho Jeorão reinando junto a si (2 Rs 8.16 com 1.17). Josafá morreu com sessenta anos de idade, e foi sepultado na cidade de Davi (1 Rs 22.50)” (Dicionário Bíblico Wycliff. 1ª Ed. RJ: CPAD, 2009, pp.1088-1089).

AMEAÇAS ENFRENTADAS POR JOSAFÁ


A Perigosa Aliança Feita com Acabe
Ainda nos dias de Acabe, rei de Israel — um rei que trouxe desgraça para o povo de Deus porque não temia ao Senhor — , o rei Josafá, desejando que houvesse paz entre os dois reinos, faz uma aliança com a casa de Acabe. Josafá e Acabe negociam o casamento de Jorão, filho de Josafá, com a filha de Acabe e Jezabel, chamada Atalia. Jezabel tinha uma forte influência sobre seu marido, Acabe, e, naturalmente, sobre seus filhos. Não foi diferente com Atalia, que preferia os deuses fenícios ao Deus de Israel. Nessa aliança, Acabe e Josafá entraram em guerra contra os tiros a fim de tomar a Ramote-Gileade. Acabe tramou um plano pernicioso para que Josafá fosse morto e ele levasse a fama da guerra. Nesse tempo, enquanto estão na guerra, Atalia, mulher de Jorão, toma posse do trono de Judá, levando Israel à apostasia por seis anos. Quando Josafá volta ao seu lugar no reino de Judá, entendeu o perigo do jugo desigual com os incrédulos.
Josafá deixou de buscar ao Senhor e passou a agir por si mesmo, confiado apenas na sua capacidade de governante. Por outros interesses, fez aliança com Acabe, que era um rei perverso e sem o menor temor de Deus no seu coração. Essa aliança não agradou ao Senhor porque punha o seu povo em perigo. Essa aliança foi selada com o casamento com a filha de Acabe, um parentesco que lhe traria derrota moral, física e espiritual.

Repreensão de Deus por meio do Profeta Jeú
Josafá, sem consultar a Deus, fez uma aliança com Acabe, rei de Israel. Foi uma aliança militar que produziu uma derrota para ambos os reinos. Deus levantou ao profeta Jeú, que condenou a aliança com Acabe, um rei inimigo de Deus e do povo de Israel. Mas Deus conhecia o coração de Josafá e sabia que havia temor, a despeito da atitude precipitada que havia tomado na aliança que fez com Acabe. Por isso, a ira de Deus foi desviada de Josafá, porque este havia resgatado o verdadeiro culto a Jeová. Josafá resgatou a ordem de justiça na terra de Judá, e um novo sentimento de segurança nas famílias, de justiça, de prosperidade material e espiritual passou a dominar o coração do povo. Depois da repreensão, Josafá humilha-se perante o Senhor e, além das reformas estruturais no governo das cidades de Judá, restabelece o lugar de Deus na vida do povo.


Josafá Enfrenta Ameaças contra o seu Reino
Em meio às mudanças positivas que Josafá realizou em seu reino, surge uma crise política externa provocada pelos moabitas, que declararam guerra contra Judá. A informação chegou a Jerusalém de que um forte exército estava marchando para a cidade santa. Foi uma terrível notícia, e, então, Josafá convoca o povo para um jejum nacional com oração a Deus para o Senhor interferisse naquele ataque de Moabe.
Um pouco antes desse ataque dos moabitas contra Judá, conforme está descrito no capítulo 18, Acabe e Josafá firmam uma aliança contra os moabitas e amonitas. Eles partiram para a guerra contra esses povos, e a batalha foi trágica em Ramote-Gileade da Síria. Nessa batalha, Acabe foi ferido (2 Cr 18.33,34). Acabe tramou uma situação em que Josafá viesse a ser morto, mas os amonitas e moabitas viram que Josafá não era Acabe, por isso, não o mataram (1 Rs 22.1-38; 2 Cr 18.28-32). Sem dúvida, o Senhor o protegeu. Por essa razão, Josafá foi repreendido pelo profeta Jeú, principalmente pelo fato de ter-se aliado com Acabe (2 Cr 19.1,2).
Visto que estava seguro de que suas fronteiras eram bem protegidas e não corriam o risco de serem ultrapassadas, Josafá se descuidou. Os amonitas, os edomitas e os moabitas uniram forças para invadir Judá cruzando o Mar Morto em direção a En-Gedi com muitos soldados, cavalos e armas de guerra. Então, Josafá, consciente do erro que havia cometido na sua aliança com Acabe, entendeu que Jeová, o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de seu povo, poderia salvá-lo, bem como ao povo de Judá, de serem destruídos pelo inimigo.

ATITUDES VITORIOSAS PARA ENFRENTAR AS AMEAÇAS
Josafá precisou agir rápido, com atitudes que fossem capazes de mudar o estado de espírito do povo, que estava assustado com a aproximação de um grande exército formado com aliados inimigos do reino de Judá. Essas atitudes requeriam a união de todo povo, e todas as famílias responderam positivamente ao apelo do rei.


Josafá Propõe ao Povo Invocar o Nome do Senhor
Josafá, mediante a ameaça dos moabitas, convocou o povo em jejum e oração juntamente com ele. Na sua oração, Josafá reconhece a soberania de Deus sobre todas as coisas e como sendo o único que poderia intervir naquela situação (2 Cr 20.6-12). Jejum e oração são dois ingredientes eficazes para solucionar o problema. Todo o povo de Judá sabia e, reunido numa demonstração de fé e confiança em Deus, aceitou o pedido do rei Josafá de clamar pelo Senhor em seu socorro. Era uma nação inteira buscando a Deus. Nossa nação brasileira está vivendo uma de suas maiores crises, que abrange a todos econômica e moralmente, porque a mentira, o engano e a incredulidade campeiam as mentes. É tempo de as igrejas se unirem para orar e jejuar pedindo a intervenção divina. A prática do jejum e da oração quase não mais existe, e os cristãos estão à mercê dessa tragédia moral e espiritual na nossa nação. Nenhum cristão verdadeiro duvida do poder da oração. Aquela atitude do rei Josafá significa um ato de humilhação nacional em total dependência de Deus. Era a admissão de culpa e a intenção de alcançar a misericórdia e o socorro divino para aquela situação inevitável. O povo atendeu ao apelo do rei Josafá, começando ali um grande avivamento espiritual na vida de todos. Não há crise que não possa ser vencida quando confiamos no Senhor. Davi, em um dos seus cânticos disse: “Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus” (SI 20.7).

Nos grandes desafios da igreja atual, quando ameaçada por circunstâncias materiais, morais e espirituais, as soluções espirituais têm sido menosprezadas por soluções meramente humanas. É tempo de restaurar a invocação ao nome do Senhor! Jejum e oração são práticas raras nos tempos modernos, mas sempre estiveram na experiência dos grandes servos de Deus (2 Co 6.5). Jesus declarou que aquela casta de demónios que dominava um pobre homem só seria expelida “pela oração e pelo jejum” (Mt 17.21).


Deus Fez o Povo Ouvir a Voz Profética de Jaaziel
Mesmo em meio à crise, Deus sempre tem alguém que ouve a sua voz e se torna voz profética para o seu povo. Foi o que Deus fez em Judá. No meio do povo de Deus sempre haverá espaço para ouvir a palavra do Senhor por meio de seus profetas. O Senhor não falava só nos tempos históricos, mas ainda fala pelo “dom da profecia” na sua igreja, porque cremos na atualidade dos dons espirituais. Deus levantou Jaaziel, que profetizou para o povo e levantou o ânimo de todos. Na palavra profética, Deus disse que o seu povo não entraria em guerra, com estas palavras: “Nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém; não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco” (2 Cr 20.17). Na peleja contra o inimigo de nossas almas precisamos confiar no Senhor. Temos dois modos de ouvirmos a voz profética em nossos dias. Aquele que profetiza mediante a inspiração da palavra pregada e ensinada, bem como mediante o dom do Espírito, quando o profeta ouve de Deus e transmite à igreja a mensagem divina (Ef 4.11; 1 Co 12.10). Precisamos de um avivamento capaz de reativar os dons espirituais na igreja.

O Povo Foi Estimulado a Louvar e Adorar ao Senhor
O rei Josafá não teve dúvida da voz profética de Jaaziel (2 Cr 20.15). Desde o rei até ao mais simples súdito do reino, todos aceitaram a mensagem de Deus e começaram a adorar e a louvar ao Senhor (2 Cr 20.18,19). Os levitas, não só os que serviam nos sacrifícios, mas aqueles que tinham a missão da adoração e do louvor, começaram a louvar ao Senhor pela sua majestade santa, pela sua benignidade eterna. Houve grande júbilo e a certeza da vitória que o Senhor daria ao seu povo. O louvor, quando ministrado de forma a reconhecer a soberania divina, tem o poder de abrir portas na presença de Deus. Quando o povo começou a adorar a Deus, Josafá acalmou seu coração porque entendeu que o Senhor cumpriria a sua palavra e nenhuma família se perderia. Quando os exércitos inimigos se aproximaram de Jerusalém e ouviram o som dos louvores, diz a bíblia que começaram a cair em emboscadas e se destruírem uns aos outros, sem que ninguém do povo judeu precisasse fazer qualquer coisa. Os exércitos inimigos foram desbaratados porque Deus os confundiu (2 Cr 20.24).

Josafá e todo o povo de Israel descobriram que as nossas batalhas sem o Senhor na direção significam tragédia. Quando reconheceram a soberania de Deus para fazer o impossível, não tiveram mais dúvidas: só o Senhor é capaz de nos dar vitória para fazer valer sua palavra sobre nós. O povo de Judá e o seu rei aprenderam a colocar Deus no seu verdadeiro lugar como Senhor e Rei soberano, e o fizeram mediante o louvor e a adoração. Deus impediu que os inimigos entrassem em Jerusalém confundindo-os e, por isso, o povo de Judá demonstrou gratidão a Deus pela vitória que o Senhor lhes concedeu.

CONCLUSÃO
A história de Josafá é uma história de proezas políticas, econômicas e espirituais porque tinha como referencial o seu pai Asa. Como homem, teve suas falhas, mas seu coração ainda estava com o temor a Deus. Soube pedir perdão ao Senhor e arrepender-se quando errava, e Deus se agrada de um coração contrito. Os fatos da história de Josafá se constituem modelo para quem quer superar crises. Ele buscou ao Senhor e reconheceu a soberania divina para solução de seus problemas, louvando e adorando ao Senhor.

A oração e o louvor a Deus constituem a arma secreta do crente na luta contra o Inimigo.

Fonte:
Lições Bíblicas - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Livro de Apoio - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Revista Ensinador Cristão-nº68
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé
Dicionário Wycliffe

Sugestão de leitura:

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O que acontece depois da Morte?

"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo," Hebreus 9:27

O Espírito e a Alma dos mortos hoje encontram-se em um Estado Intermediário, aguardando a Ressurreição. Todas as pessoas, ao morrerem, salvas ou perdidas, ficam sob o controle de Deus.

Em Hebreus 9.27 está escrito que aos seres humanos está ordenado morrerem uma vez. Depois disso, vem o juízo. Mas isso não quer dizer que, imediatamente após a morte, as pessoas são levadas a um julgamento. O que acontece entre a morte e o Juízo Final?

Embora a vida após a morte ainda seja um mistério para nós, a Bíblia fornece-nos detalhes importantes a respeito do estado intermediário. Todas as pessoas, ao morrerem - salvas ou perdidas -, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 23.46). Os salvos em Cristo são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; 1 Pe 3.22). E os ímpios vão para o Hades (hb. sheol), que não é a sepultura, e sim um lugar de tormentos (Sl 139.8; Pv 15.24; Lc 16.23).

Nos tempos do Antigo Testamento, Paraíso e Hades ficavam na mesma região. Eram separados por um abismo separador intransponível (Lc 16.19-31). Ao morrer, o Senhor Jesus desceu em espírito a essa região e transportou de lá os salvos para o terceiro Céu (cf. Mt 16.18, Lc 23.43, Ef 4.8,9; 2 Co 12.1-4). Quanto aos ímpios, permanecem no Hades (uma espécie de ante-sala do Inferno), o qual não deixa de ser “um inferno”, um lugar de tormentos para a alma (Lc 16.23).

Conquanto, em algumas passagens da Bíblia, o vocábulo grego hades tenha sido traduzido para “inferno”, o Hades e o Inferno final não são o mesmo lugar. O Inferno final é chamado de Lago de Fogo (Ap 20.14,15 [gr. limnem ton puros]); de “fogo eterno” (Mt 25.41 [gr. pur to aiõnion]); de “tormento eterno” (Mt 25.46 [gr. kolasin aiõnion]); e de Geena (Mt 5.22; 10.28; Lc12.5).

Diferentemente do Hades, o Inferno final está vazio. O seu povoamento começará quando Cristo voltar em poder e grande glória e lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Inferno (Zc 14.4; Ap 19.20). Em seguida, os condenados do Julgamento das Nações irão para “o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, “o tormento eterno” (Mt 25.41,46). Mais tarde, será a vez do Diabo e seus anjos conhecerem o lugar para eles preparado (Ap 20.10). E, finalmente, após o Juízo Final, todos os ímpios estarão reunidos no Inferno final (Ap 20.15; 21.8).

Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que nele há. E Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr.thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo.

O vocábulo “morte”, em Apocalipse 20.13,14, tem sentido figurado. Trata-se de uma metonímia (figura de linguagem expressa pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade), numa alusão a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos são cremados; outras morrem em decorrência de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que, em seu estado tríplice (pleno), espírito + alma + corpo (cf. 1 Ts 5.23), compareçam perante o Juiz.

Entretanto, para que os ímpios compareçam ao Juízo Final em seu estado pleno, acontecerá a reunião de espírito, alma e corpo, os quais se separam na morte. Daí a menção de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos (Ap 20.13). Aqui, “inferno” é hades, também empregado de forma metonímica. A “morte” dará o corpo. E o “Hades”, a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma + espírito).

Com base no que foi dito acima, podemos entender melhor a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14). Isso denota que os corpos e as almas dos perdidos - que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) -, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Segue-se que a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena.

E quanto aos que têm morrido salvos, em Cristo? Graças a Deus, nenhuma condenação há para eles (Rm 8.1). Serão julgados também, é evidente, logo após o Arrebatamento da Igreja, mas apenas para efeito de galardão (Rm 14.10; Ap 22.12). Depois da ressurreição dos que morreram em Cristo, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

Apesar de já se encontrarem na presença de Deus, os salvos mortos em Cristo ainda não estão desfrutando do gozo pleno preparado para eles. Isso só acontecerá depois da ressurreição (1 Co 15.51). Seu estado agora é similar ao daqueles mártires que morrerão na Grande Tribulação (Ap 6.9-11). Esta passagem e a de Lucas 16.25 indicam que, no Paraíso, os salvos são consolados, repousam, estão conscientes e se lembram do que aconteceu na Terra (Ap 14.13). Contudo, após o Arrebatamento, estarão - no sentido pleno - “sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. Isso significa que os santos, de todas as épocas, que estão com o Senhor, no Paraíso, virão com Ele, no Arrebatamento da Igreja. Como assim? O espírito e a alma (ou espírito + alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.50-52).

Consolemo-nos com essas palavras (1 Ts 4.18).

Aleluia! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Fonte: Livro Erros Escatológicos que os Pregadores devem evitar - Ciro Sanches Zibordi - CPAD
via: Christian post

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

FORÇA CHAPE!

Avião da Chapecoense cai na Colômbia

Esta terça-feira (29/11/2016), amanheceu como uma tragédia noticiada: a queda do avião que levava o time de futebol da Chapecoense. A aeronave boliviana da companhia regional 'LAMIA Airlines', foi alugada pela equipe e acabou caindo em Medellín, Colômbia, por volta de 22h15 (horário da Colômbia) e 1h15 (horário de Brasília).

A aeronave que transportava 72 passageiros tinha perdido o contato com a torre de transmissão do aeroporto e caiu na região do Rio Negro. Conforme o departamento de aviação civil do país, também havia nove tripulantes no avião.

A delegação da Chapecoense havia partido do Aeroporto de Guarulhos na última segunda-feira (28), à tarde. O voo da delegação fez escala em Santa Cruz de la Sierra e depois partiu para a Colômbia.

Um daqueles momentos que nos fazem acreditar na Humanidade

Terça-feira, 29/11/16, o dia amanheceu triste. Exageradamente triste. As notícias estavam todas concentradas na queda do avião que levava o time da Chapecoense. Mais de 70 mortos. Famosos e anônimos. Projetos, sonhos, metas, objetivos, alegrias, sucessos, esperanças. Tudo isso caiu quando caiu o avião. Não demorou muito e o assunto do dia no mundo inteiro era a queda do avião.

Então, independente de qualquer apelo – eventos assim não precisam de apelo, afinal, já são em si o próprio apelo – começamos a ver nas redes sociais, nas pessoas, nas entrevistas, nos gestos, nas lágrimas, na solidariedade, o melhor lado que o ser humano pode manifestar, o lado da empatia, do querer ajudar, do buscar consolar.

O time adversário que disputaria a final, abriu mão do título e o ofereceu a Chapecoense, num gesto singular e nobre. Atletas e autoridades do mundo inteiro se manifestaram. Amigos e clientes meus, dentre os quais alguns que nem gostam de futebol, testemunharam sua dor e impacto com o ocorrido. Mensagens, cartas, de todas as formas, de todos os jeitos e por todo tipo de pessoa com manifestações de pesar e dor foram chegando, tudo simbolizando um grande abraço universal, onde diferenças, cores, credos, línguas, culturas, status, posições, cargos, enfim, onde toda a pluralidade possível desceu para um nível inferior, dando lugar à singularidade da vida que, no final de todas as coisas como as conhecemos, é o que de fato importa.

Twitter oficial do Atlético Nacional confirmando a informação de que pediu
para que o título sul-americano fosse dedicado à Chapecoense. (Imagem: Twitter)
Era para ser só mais uma terça. Mas não foi. A tragédia parou as redações, as reflexões, o corre-corre, alterou prioridades, modificou agendas. Embora o caos social, político e econômico que vive o mundo como um todo, o ser humano percebe quando sua fragilidade é exposta. Percebe claramente quando sua independência e segurança não passam de um vento. O ser humano se encolhe na alma, se recolhe no coração com suas dores, se internaliza frente ao quadro que expõe o fim abrupto, sem aviso, sem preparo, sem apelação. Tudo isso faz pensar, rever, reconsiderar e ressignificar nossa curta e veloz vida.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã porque nunca saberemos quando termina nosso voo pessoal. Porém afirmo, é preciso amar as pessoas exatamente porque existirá um amanhã. E a linguagem do amor, a comunhão em amor, o amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, o tolerar e suportar em amor, o perdoar em amor, tudo isso compõe o caminho do amor, que é o único que nos fará chegar num reino de amor.

Tal reino tem um Rei e Ele é identificado e explicado numa frase simples, que todo leigo ou teólogo entende, que todo ateu ou crente entende, que toda criança ou sábio entende, essa frase simplesmente afirma que “Deus é amor”. A expressão verdadeira e encarnada do amor é uma pessoa: Jesus. Ele sabe a dor que sentimos ao perder amados em tragédias, leitos hospitalares, acidentes os simplesmente pela velhice que chegou, Ele sabe. Mas Ele abriu um caminho excelente, pelo qual um dia voaremos para Ele e com Ele.

Conforto e consolo é nossa oração para os sobreviventes e familiares da tragédia que marcou esta terça. Frente a mais absoluta falta de capacidade para saber como será nosso minuto seguinte, se com vida ou não, precisamos reverenciar e respeitar mais o nosso agora, é tudo o que temos, é onde podemos de alguma forma ofertar nosso melhor. Pena que nosso melhor, na maioria das vezes, teime em aparecer somente nos momentos de dor, de perda, de desgraça. Temos enfim um lado bom como seres humanos, nossa alma clama por vida, por afeto, por cuidado, por justiça, por dignidade, por amor. Tudo isso, com a queda do avião, ficou latente, veio à tona através de palavras, gestos e atitudes que emocionam e nos fazem crer na humanidade. Será que não poderia ser sempre assim? Ou será que precisaremos de novas tragédias para novas manifestações de ajuda, de compaixão, de amor?
Paz!

por EDMILSON FERREIRA MENDES

FONTE: GUIAME

Aqui eu Aprendi!

Nossos sinceros sentimentos. Que o Senhor Jesus conforte os corações de todos os amigos e Familiares. Continuemos em oração!


Aqui eu Aprendi!

domingo, 27 de novembro de 2016

Morre Teólogo Dr. Russell Phillip Shedd

Russell Phillip Shedd 
10 /Novembro/ 1929  -  26 /Novembro/ 2016

Russell Shedd. (Foto: Consciência Cristã)
Uma vida de amor à Palavra de Deus

Neste início da madrugada o Dr. Shedd meu sogro foi calmamente para os braços do Pai. As 00:40 de hoje, sábado dia 26 de novembro de 2016 aos 87 anos, ele deu seu último suspiro no seu vaso de barro desta terra caída para ser abraçado pelo Pai que o queria juntinho ao seu lado! Pr. Edmilson F. Bizerra

"Foi exemplo extraordinário de uma vida de amor à Palavra. A literatura e o ensino teológicos no Brasil devem muito à incansável, inspiradora e comovente dedicação desse grande servo de Deus" trecho da nota oficial da Editora Vida Nova

Na manhã deste sábado (26), o mundo acordou lamentando a morte de um dos maiores missionários e teólogos dos últimos tempos. Russell Shedd faleceu aos 87 anos, na madrugada deste sábado, ao lado de seus familiares, em sua casa, em São Paulo.

Shedd havia se submetido a um tratamento de câncer de próstata em agosto deste ano, conforme ele mesmo disse em depoimento ao site da Igreja Batista Getsêmani.

Após uma recente piora no estado de saúde de Russell Shedd, sua família decidiu manter-se unida para apoiar o pastor, em sua casa e aguardar o momento de sua partida.

Antes do anúncio oficial de seu falecimento, notícias sobre sua morte foram divulgadas nesta sexta-feira (25) em grupos do Whatsapp e até mesmo em alguns sites. No entanto, a Editora Vida Nova (co-fundada por Shedd) havia comunicado à equipe do Portal Guiame que esta informação não procedia naquele momento.

O pastor foi recentemente visitado por amigos, como o pastor Luiz Sayão, que comentou o estado de saúde de Shedd e expressou sua gratidão pela vida de quem ele considera como seu mestre.

"Depois de visitar o irmão Shedd ontem, agradecido pela vida daquele que mais me ensinou em toda a minha vida. Ele está indo para casa. Só posso chorar", disse ele nas redes sociais.

Em nota oficial, a Editora Vida Nova lembrou do pastor Shedd como um homem apaixonado pela pregação do evangelho. [1]

Nota Oficial publicada pela Editora Vida Nova

Com enorme pesar, informamos que nosso fundador e presidente emérito, o dr. Russell Phillip Shedd, faleceu na madrugada de hoje.

O velório será nos dias 27, 28 e 29 na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão, Rua Tito 240, Vila Romana – São Paulo. O enterro será na próxima quarta-feira (30/11) no Cemitério da Paz, Rua Doutor Luiz Migliano, 644, São Paulo.

Horários:
Domingo dia 27 – velório: 10h00 às 20h00 – cultos: 10h00 e 18h00
Segunda-feira – velório: 9h00 às 19h00 – culto: 12h00
Terça-feira – velório: 9h00 às 19h00 – culto: 12h00
Quarta-feira – enterro: 14h00

Juntamente com a igreja brasileira, lamentamos profundamente a perda deste servo valoroso, que deixará uma lacuna irreparável. Ainda assim, alegramo-nos no Senhor por saber que ele, tal como o Apóstolo Paulo, combateu o bom combate, terminou a carreira, guardou a fé e tem reservada para si a coroa da justiça.

Fiel mensageiro da Palavra, o dr. Shedd foi incansável em seu ministério, tendo percorrido todo o Brasil como conferencista e professor, pregando e palestrando em congressos, igrejas, seminários e faculdades de Teologia. Foi exemplo extraordinário de uma vida de amor à Palavra. A literatura e o ensino teológicos no Brasil devem muito à incansável, inspiradora e comovente dedicação desse grande servo de Deus.

Ele deixa a esposa, dona Patricia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).

O velório será a partir de amanhã (27/11) na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão, Rua Tito 240, Vila Romana – São Paulo. O enterro será na próxima quarta-feira (30/11) no Cemitério da Paz, Rua Doutor Luiz Migliano, 644, São Paulo.

Em breve daremos mais detalhes.

Um breve relato da vida e da obra de Russell Shedd

Russell Phillip Shedd nasceu em Aiquile, pequena cidade boliviana, no ano de 1929. Aos dez anos de idade, já falava espanhol, inglês e aprendera também o dialeto local. A semente de seu amor à Palavra germinou já na mais tenra infância, quando o menino acompanhava os pais, Leslie e Della Shedd, ambos missionários, em percursos evangelísticos pelas aldeias da Bolívia.

No início da adolescência, volta com os pais e irmãos para os Estados Unidos e cursa o segundo grau em duas instituições: Westervelt Home e Wheaton College Academy. Depois disso, a profunda sede pelo conhecimento da Palavra leva o jovem Shedd a uma intensa jornada de cursos. Primeiro, estuda Teologia no Wheaton College, onde recebe o grau de bacharel com especialização em Bíblia e Grego. Depois, decide fazer um mestrado em estudos do Novo Testamento na Wheaton College Graduate School. Muda-se então para o estado da Filadélfia e matricula-se no Faith Seminary, onde adquire o título de mestre em Teologia, em 1953. Dois anos depois, aos 25 anos de idade, conquista o grau de doutor em Filosofia (PhD) na renomada Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em 1955, volta para os Estados Unidos e aceita o cargo de professor no Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, onde conhece uma aluna, Patricia Dunn, com quem viria a se casar em 22 de junho de 1957.

Tendo os olhos e o coração voltados para a obra missionária, em 1959 o jovem casal é enviado pela Conservative Baptist Foreign Mission Society (CBFMS) para Portugal. Ali, Russell Shedd recebe com grata satisfação o encargo de acompanhar um ministério de literatura em formação. Denominado “Edições Vida Nova”, esse ministério fora fundado com o propósito de fornecer textos teológicos básicos e obras de referência bíblica para estudantes, professores e pastores.

Passados três anos, Russell Shedd e os demais missionários notaram que o programa de publicações sofria duas sérias limitações: os altos custos de impressão e a baixa e lenta demanda dos livros na minúscula comunidade evangélica portuguesa. Após muitas orações e deliberações, os olhos dos missionários voltam-se para um país do outro lado do Atlântico, com uma comunidade evangélica maior e em franco crescimento, contando ainda com a possibilidade de baixos custos na produção editorial. O plano inicial era que Russell Shedd ficasse dois anos no Brasil com o objetivo de implantar uma ação editorial em São Paulo e depois voltasse para Portugal.

Em agosto de 1962, o casal Shedd chega ao Brasil, onde permanece, sem retornar a Portugal, e onde Russell Shedd passa a ensinar e a inspirar amor à Palavra de Deus, dando continuidade ao ministério de Edições Vida Nova. Ele sempre se dedicou de corpo e alma ao estudo e ao ensino das Escrituras, seja na área do ensino teológico, seja na área de publicação de livros evangélicos que facilitassem a compreensão e o conhecimento das Escrituras, sendo mais de 25 deles de sua autoria. Por muito tempo esteve à frente do ministério de Edições Vida Nova e, embora há vários anos tivesse passado a presidente emérito, jamais deixou de amar e participar dessa obra. Também atuou como consultor da Shedd Publicações. Sua influência perdura até hoje mesmo depois de aposentado, sendo um ativo influenciador de líderes e membros da igreja brasileira.

Na Faculdade Teológica Batista de São Paulo foi professor de Novo Testamento e diretor do Departamento de Novo Testamento e Exegese. Lecionou também em outras renomadas instituições ao redor do mundo.

Somos profundamente gratos a Deus pela forma maravilhosa em que usou o dr. Shedd para influenciar e impactar a todos a quem ele teve a oportunidade de discipular, usando-o também por meio de aulas e palestras e dos muitos livros escritos ou editados por ele. Com certeza, seu exemplo e ensino serão seguidos por muitos anos. Todos os que o conheceram só podem dizer, juntamente com ele, Soli Deo gloria! - Site Editora Vida Nova

Fonte:
[1] com informações Portal Guiame
Aqui eu Aprendi!
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