Há muitos crentes que fazem a seguinte
indagação:
“Por que estudar os Livros do Antigo
Testamento, sendo nós cristãos da Nova Aliança?”
A resposta a esta pergunta se encontra na
Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 10, versículos 1 a 12.
“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais
estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos
foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, E todos comeram de uma
mesma comida espiritual, E beberam todos de uma mesma bebida espiritual,
porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas
Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.
E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas
más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns
deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e
levantou-se para folgar. E não nos forniquemos, como alguns deles
fizeram; e caíram num dia vinte e três mil. E não tentemos a Cristo,
como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes. E não
murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.
Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso,
para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que cuida
estar em pé, olhe não caia.”
Os fatos do Antigo Testamento são como
figuras, nos alertando para que não venhamos a cometer os mesmos erros que o povo
de Deus cometeu no passado.
SALMO
106 - O Senhor salva seu povo continuamente
Na caminhada do povo de Deus até o Sinai, Deus guiou e sustentou seu povo mesmo havendo no meio deles infidelidade, murmuração e idolatria.
Quem escreveu este Salmo?
Ao todo, Davi é identificado pelos títulos como autor de 73 dos Salmos. 1 Crônicas 16 contém porções de Salmos 96 e 105 e a doxologia no final do 106, os atribuindo a Davi. Segundo comentários no Novo Testamento, podemos lhe atribuir mais dois (Atos 4:25 – Salmo 2; Hebreus 4:7 – Salmo 95). Se acrescentarmos Salmo 10 à lista, teríamos 79 Salmos escritos total ou parcialmente por Davi.
Ainda é provável que ele tenha contribuído com mais alguns, sem se identificar.
Ainda é provável que ele tenha contribuído com mais alguns, sem se identificar.
O Salmo 106 foi
escrito sob a óptica do tratamento misericordioso de Deus a um povo que,
“repetidas vezes” se rebelou contra ele, mesmo quando suas bênçãos estavam em
pleno curso de ação. Assim como os salmos 96 e 105, este reproduz um
trecho do cântico celebrado na introdução da arca em Jerusalém (versos 47,48 cf. 1Cr 16.35,36).
Contudo, o pequeno tamanho do texto coincidente e a evidência interna do salmo
de uma ocasião de exílio (versos 46,47) não
excluem a possibilidade de ter sido composto alguns séculos depois – até mesmo
durante ou depois do cativeiro babilônico (notar a semelhança entre o verso 1 e Jeremias 33.11).
Independente disso, o enfoque do salmista, em termos históricos, recai sobre as
ações dos israelitas contra Deus durante o período entre o êxodo e a conquista
de Canaã – período semelhante ao vislumbrado no Salmo 105.
Porém, ao focalizar a ação rebelde dos israelitas, há a evidenciação e
exaltação da misericórdia com que Deus os tratou em toda essa jornada. - por Pr Thomas Tronco
O Povo de Deus
Israel povo escolhido por Deus.
Deus protegendo o seu povo de uma forma muito especial mas, infelizmente, o povo não mostrava a mesma fidelidade à aliança com Deus.
Israel povo escolhido por Deus.
Deus protegendo o seu povo de uma forma muito especial mas, infelizmente, o povo não mostrava a mesma fidelidade à aliança com Deus.
Voltava ao pecado, sofria opressão, clamava
ao Senhor, recebia ajuda divina, e caía novamente no pecado.
Este estudo fará abordagem ao Salmo 106 mas cabe mencionar que, é aconselhável também estudar o Salmo 105 "junto" para um melhor aproveitamento. Estes Salmos se baseiam na história de Israel
desde o livro de Gênesis.
Salmo
106
A
Desobediência do Povo Escolhido
Em contraste com o Salmo 105, este mostra a
desobediência histórica do povo de Israel. Os últimos dois versículos se
encontram em 1 Crônicas 16:35-36. Se Davi escreveu o Salmo inteiro, as
referências a opressão e cativeiro teriam que se encaixar no período dos
juízes. Se a boa parte deste Salmo for de outro autor, pode referir-se ao
cativeiro assírio e ao babilônico. Independente de data, a mensagem é a mesma.
1-3 Deus misericordioso
merece a adoração dos homens (no contexto das alianças, a palavra hebraica hesed deve ser entendida como “amor leal” ou
“lealdade”, mas como o contexto desse salmo enfatiza o tratamento paciente e
bondoso de Deus com pessoas que mereciam punição, o sentido de “misericórdia”
suplanta o de lealdade à aliança.)
4-5 O Salmista pede para
Deus tratá-lo com bondade (o salmista louva o Senhor por sua misericórdia não
apenas por ser ela um atributo louvável, mas pelos benefícios que os adoradores
têm da sua aplicação sobre eles).
6 O Salmista confessa
o pecado do povo de sua época, comparando a sua desobediência à rebeldia de
gerações anteriores “Nós pecamos como nossos pais. Nós nos pervertemos. Nós
agimos mal”
7-12 No Egito e no êxodo,
o povo pecou contra Deus, mas o Senhor continuou o abençoando. Quando viu os
sinais, o povo creu e adorou a Deus. - ao murmurar duramente às margens do mar
Vermelho, a misericórdia de Deus, em lugar de consumi-los, salvou-os mais uma
vez por meio de feitos ainda maiores como a abertura do mar para que o
atravessassem em segurança e a destruição do poderoso exército inimigo (Êxodo
14).
13-15 Mas a fé dos
israelitas não durou. Esqueceram logo das maravilhas que Deus fez, e caíram no
pecado no deserto (veja Êxodo 16)
16-18 Rebelaram-se contra
Moisés e Arão (veja Números 16) a revolta de Corá, Datã e Abirão contra a
liderança de Moisés e, obviamente, do próprio Deus.
19-23 Fizeram o bezerro de
ouro, e quase foram exterminados no deserto (veja Êxodo 32) - fizeram para
si um bezerro de ouro para, aos pés do monte Sinai – aqui chamado Horebe –,
renderem-lhe adoração (Êxodo 32.1-6)
24-27 Não tiveram fé
suficiente para tomar posse da terra prometida (veja Números 13-14) a
negação de seguirem avante para a terra da promessa devido ao relatório ruim de
dez dos doze espias que percorreram Canaã.
28-31 Participaram de uma
festa idólatra em Baal-Peor. Pelo zelo de Finéias o povo foi poupado (veja
Números 25)
32-33 O povo, e até o
próprio Moisés, pecaram quando faltou água em Meribá (veja Números 20:2-13)
34-38 Não expulsaram os
outros povos da terra, e estes se tornaram em pedra de tropeço para os
israelitas (veja Juízes 2:1 - 3:6). Israel praticou idolatria, até sacrifícios
humanos (veja 2 Reis 17:17; 21:6)
39-46 Deus usou outras
nações para oprimir o povo rebelde. Mas, repetidamente, ele o salvou dos
inimigos (veja o livro de Juízes, e as histórias do cativeiro de Israel e de
Judá) - opressão vinda de seis povos - os opressores foram os arameus (Jz 3.7-11), os moabitas (Jz 3.12-30),
os filisteus (Jz 3.31;13 – 16), os cananeus (Jz 4 – 5), os midianitas (Jz 6 – 8)
e os amonitas (Jz 10.6 – 12.7)
44-45
a misericórdia divina fez com que o Senhor lhes ouvisse as orações e
permanecesse fiel às promessas que fez.
46 Mesmo ao enviar parte deles para o exílio, sua boa mão os acompanhou a fim de
preservá-los.
47 Ele pede que Deus
salve seu povo, trazendo-o de volta do cativeiro em outras terras. Um retorno
completo dos Israelitas à terra prometida.
“Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos
dentre as nações, para que louvemos o teu santo nome, e nos gloriemos no teu louvor
”
48 Este versículo é a Doxologia.
A restauração espiritual do povo para adorar ao único Deus.
Israel e sua peregrinação pelo Deserto
Durante a caminhada do povo de Deus até o Sinai, Deus guiou e sustentou seu povo durante a longa jornada pelo deserto. Os hebreus se mostravam, a cada dificuldade, serem murmuradores e ingratos. Eles também não haviam deixado a idolatria no Egito, pois logo criaram um bezerro de ouro para adoração. Embora Israel fosse infiel, o Senhor é fiel e cuidou, dia a dia, do seu povo. Deus não nos deixa sozinhos em nossa caminhada até o céu.
Israel e sua peregrinação pelo Deserto
Durante a caminhada do povo de Deus até o Sinai, Deus guiou e sustentou seu povo durante a longa jornada pelo deserto. Os hebreus se mostravam, a cada dificuldade, serem murmuradores e ingratos. Eles também não haviam deixado a idolatria no Egito, pois logo criaram um bezerro de ouro para adoração. Embora Israel fosse infiel, o Senhor é fiel e cuidou, dia a dia, do seu povo. Deus não nos deixa sozinhos em nossa caminhada até o céu.
Moisés conduziu o povo até Mara (que
significa amargura e tristeza), pois ao chegar ali, descobriram que as águas
eram amargas, salobras e impróprias para o consumo (Êx 15.23). Diante de cada
dificuldade, os israelitas logo murmuravam. Qual é a sua reação diante das adversidades? Em Mara não foi
diferente. Descontentes, os hebreus reclamaram de Moisés, todavia eles não
estavam murmurando de Moisés, mas do próprio Todo-Poderoso que os libertara da
escravidão.
Como
evitar a murmuração e não cometer os mesmos erros dos israelitas? Mantendo viva a chama da fé. A fé
nos faz ver o impossível (Hb 11.1). Sem fé é impossível vencer as dificuldades
cotidianas sem murmurar. Moisés era um homem de fé e mais uma vez se volta para
o Senhor. Então o Pai lhe mostrou o tronco de uma árvore. Moisés jogou o tronco
nas águas e os israelitas puderam saciar a sede. Deus curou as águas amargas de
Mara. O Senhor não mudou, Ele tem poder para curar seu corpo, sua alma e seu
espírito. Talvez seu coração esteja amargurado e cansado. O Pai pode e deseja
lhe curar.
Os israelitas precisavam ser lapidados,
moldados pelo Senhor até que se transformassem em uma nação. Eles ainda eram
uma massa de gente briguenta, murmuradora e sem fé caminhando pelo deserto.
Mas, Deus escolheu e separou Israel para que se transformasse em uma nação
santa. Os israelitas foram moldados pelo Senhor no deserto. O deserto era
somente um lugar de passagem, porém se tomou uma grande escola para o povo de
Deus. Talvez você também esteja passando por um vale árido, um deserto. Este
não é o lugar que Deus preparou para você, mas com certeza é um tempo de
aprendizado e de ver o milagre da provisão. Depois do deserto, Israel estava
pronto para a Canaã. Depois dos “desertos” desta vida, você também estará
pronto para a eternidade com Deus.
Depois de Mara os israelitas foram enviados
até Elim, um verdadeiro oásis no deserto. Com isto aprendemos que depois da
luta (Mara), sempre haverá a bonança e o refrigério (Elim). Confie!
Jamais siga os caminhos da desobediência, rebeldia e idolatria trilhados por Israel no deserto.
O Salmo 106 relata os tropeços de Israel a caminho de Canaã, e a sublime história da infinita misericórdia de Deus para com eles. Deus é fiel! Israel pecou e cometeu muitos erros, porém os planos do Senhor em relação a Israel e a toda humanidade não foram frustrados. Como crentes devemos repudiar toda forma de idolatria, entronizando a Deus como único Senhor em nossos corações e mentes.
Jamais siga os caminhos da desobediência, rebeldia e idolatria trilhados por Israel no deserto.
O Salmo 106 relata os tropeços de Israel a caminho de Canaã, e a sublime história da infinita misericórdia de Deus para com eles. Deus é fiel! Israel pecou e cometeu muitos erros, porém os planos do Senhor em relação a Israel e a toda humanidade não foram frustrados. Como crentes devemos repudiar toda forma de idolatria, entronizando a Deus como único Senhor em nossos corações e mentes.
Fonte:
Bíblia
de Estudo Pentecostal,
Bíblia
Defesa da Fé;
Estudos
da Bíblia.net;
Estudantes
da Bíblia.com
IBR.org
IBR.org
Revista
Uma Jornada de Fé – CPAD 1º trimestre/2014
"Lembra-te de mim, Senhor, quando mostrares favor ao teu povo; visita-me com a tua salvação,"
Aqui eu Aprendi!
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