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sábado, 6 de maio de 2017

Jônatas, um exemplo de lealdade

E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” 1 Sm 18.3


Como nasce uma amizade?
Segundo as Escrituras, do amor. “Amarás a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo” é o resumo de Marcos 12.30,31. A verdadeira amizade só é possível quando forjada no amor, do contrário se estabelecerá uma relação com base nos interesses egoístas. Por isso, segundo a ética das Escrituras Sagradas, não há relação que seja possível, mais estreita entre pessoas, senão, pelos meandros do verdadeiro amor: “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros” (1Jo 4.11).

A história de Davi e Jônatas é um maravilhoso exemplo de amizade desprovida de qualquer interesse mesquinho. Para demonstrar isso, refletiremos acerca do perfil de Jônatas:
(1) Filho mais velho de Saul;
(2) um herdeiro legítimo para suceder seu pai;
(3) hábil e valente guerreiro;
(4) apresentava o porte de um verdadeiro príncipe.
A partir de todo esse perfil, por que Jônatas estabeleceria uma amizade sincera com Davi, que mais tarde, seria a pessoa a substituir Saul, seu pai, no trono de Israel?

O contexto para a amizade entre os dois guerreiros ser entretecida foi o evento auspicioso do combate entre Davi e o gigante Golias. Não há dúvidas de que a vitória de Davi, assim como aconteceu com o rei Saul, despertou emoções em Jônatas. A emoção da vibração, a emoção da conquista de uma batalha, a emoção de vencer um inimigo que há muito havia humilhado a nação inteira. Mas passada a euforia da vitória, o auspício da conquista, o texto bíblico testemunha algo encantador e sincero: “a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. [...] E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (1Sm 18.1,3).

Note que duas vezes o texto menciona “Jônatas o amou como à sua própria alma”. Uma amizade como a de Davi e Jônatas só poderia ter brotado a partir da perspectiva do amor. Por isso, em Jesus Cristo, essa perspectiva é mais abertamente ampliada e confirmada, por exemplo, pelo apóstolo João em suas cartas, pois só amamos porque Deus nos amou primeiro (1Jo 4.19). E se amamos a Deus, devemos amar o próximo. Só então temos a plataforma formada para a vivência de uma verdadeira amizade cristã. Portanto, é tempo de nos entregarmos em amor ao próximo e, então, preparar o caminho a fim de construirmos verdadeiras amizades. Amizade que edifique, abençoe e frutifique. Nunca é tarde para isso! Revista Ensinador Cristão nº70

O cristão deve ser exemplo de lealdade a Deus, a seus familiares e a todos os que estão ao seu redor.


SUBSÍDIO
Jônatas
O filho de Saul é uma das personalidades mais admiráveis do Antigo Testamento. Ao descobrir que Davi estava destinado a suceder seu pai no trono, Jônatas, corajosamente, defende Davi como um leal servidor do rei. Quando forçado a tomar posição, Jônatas novamente escolhe apoiá-lo, e enfrenta a fúria de seu pai para salvar a vida do amigo. Quando nos lembramos que Jônatas sucederia naturalmente a Saul como rei de Israel, sua amizade por Davi torna-se particularmente comovente. O Antigo Testamento não tem exemplo mais belo de amizade. A história de como Davi correspondeu à amizade de Jônatas é encontrada em 2 Samuel 9” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, p.192).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:  1 Samuel 18.3,4; 19.1,2; 20.8,16,17,31,32

1 Samuel 18
3 — E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
4 — E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.

1 Samuel 19
1 — E falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos para que matassem Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava mui afeiçoado a Davi.
2 — E Jônatas o anunciou a Davi, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; pelo que, agora, guarda-te, pela manhã, e fica-te num lugar oculto, e esconde-te.

1 Samuel 20
8 — Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque fizeste a teu servo entrar contigo em aliança do Senhor; se, porém, há em mim crime, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?
16 — Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O Senhor o requeira da mão dos inimigos de Davi.
17 — E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma.
31 — Porque todos os dias que o filho de Jessé viver sobre a terra nem tu serás firme, nem o teu reino; pelo que envia e traze-mo nesta hora, porque é digno de morte.
32 — Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que tem feito?

Prezado professor, estudaremos a respeito da amizade e lealdade de Jônatas e Davi. Esse é um assunto bem relevante, pois vivemos tempos difíceis onde os interesses pessoais foram colocados acima das amizades.

INTRODUÇÃO

Jônatas entrou para a história à sombra do pai, mas pouca coisa herdou de seu genitor. Demonstrou ser um guerreiro cheio de coragem e determinação. E, aliada à sua coragem, está a sua humildade, sua fé e obediência ao Senhor, virtudes indispensáveis a um homem de Deus. Sua amizade por Davi nasceu de forma inesperada, quando assistiu, de perto, a vitória do jovem pastor de ovelhas sobre o imbatível gigante Golias, o campeão dos filisteus, que desafiava os exércitos israelitas, e afrontava o nome do Senhor.


I. CIRCUNSTÂNCIAS QUE UNIRAM JÔNATAS E DAVI

1. Quem era Jônatas.
Era o filho mais velho do rei Saul. Seu nome significa “dado por Deus” ou “presente de Deus”. Ele tinha todas as condições para ser o substituto do pai. Era valente e hábil no combate. Sua bravura já fora provada, quando, em Micmás, derrotou toda uma guarnição dos filisteus, contando apenas com a ajuda de seu fiel escudeiro, colocando sua fé em ação (1Sm 14.1-14). Entretanto, por direção de Deus, os rumos da história de Saul e de Jônatas foram mudados completamente. E isso ocorreu de forma surpreendente.

2. Uma batalha que mudou a história.
Israel estava no campo de batalha contra os filisteus, num monte, “no vale do carvalho”, e os filisteus estavam do lado oposto do vale, também sobre um monte (1Sm 17.1-3). Um gigante filisteu, de nome Golias, campeão de seu povo, desafiava os exércitos de Israel, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o inimigo. O clima de medo prenunciava a provável derrota de Israel (1Sm 17.10,11).

3. A presença de Davi.
Jessé enviou Davi ao local da batalha para entregar víveres para seus irmãos e para o chefe do exército (1Sm 17.12-21). Contrariando seus irmãos e o próprio rei, Davi se dispôs a enfrentar o filisteu. Com permissão do rei, e confiando em Deus, Davi foi ao encontro de Golias, com apenas uma funda e cinco pedras do ribeiro (1Sm 17.40-47). E com uma única pedra derrubou o gigante, e o matou com a espada deste (1Sm 17.48-58). Uma vitória de desfecho surpreendente. Um gigante vencido por um jovem pastor de ovelhas. Um exército inteiro posto em fuga após um combate inusitado e desigual. Assistindo ao duelo estava Jônatas, o filho de Saul, que ficou profundamente tocado pela vitória de Davi sobre Golias.




SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“A profunda amizade entre Jônatas e Davi é surpreendente por uma série de razões. Primeiro, Deus escolheu Davi e não Jônatas (filho de Saul e príncipe de Israel) para ser o segundo rei de Israel. Segundo, o pai de Jônatas, Saul, sentia intenso ciúme de Davi e tentou repetidamente matá-lo. Terceiro, Davi era um indivíduo multitalentoso, muito popular com as massas do que Saul ou Jônatas.Jônatas e Davi deviam ter sido pelo menos cautelosos um para com o outro, senão inimigos declarados. Contudo, eles foram capazes de superar esses obstáculos em potencial e construir uma amizade exemplar. Talvez a qualidade excepcional de sua amizade fosse a lealdade. Aquela lealdade estava fundamentada numa profunda devoção a Deus. Esse maior compromisso foi o que capacitou a amizade deles e não apenas sobreviver, mas crescer em tempos de confusão e conflito.
Você é um amigo para todas as horas? Você foge de relacionamentos quando as dificuldades surgem? Se seus relacionamentos humanos são fracos, examine a profundidade de sua lealdade a Deus. Você pode se surpreender com o que vai descobrir” (365 Mensagens Inspiradas em Personagens da Bíblia. 12ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.103).

CONHEÇA MAIS...
A amizade de Davi e Jônatas
“Esta amizade é uma das mais profundas e legítimas na Bíblia. (1) Eles basearam este pacto no compromisso para com Deus, não apenas para com o outro. (2) Não permitiram que qualquer coisa se colocasse entre eles, nem mesmo o interesse próprio ou os problemas familiares. (3) Aproximaram-se ainda mais quando a amizade foi testada. (4) Permaneceram amigos até o fim.
Jônatas o primogênito do rei, mais tarde predisse que Davi, e não ele, seria o próximo monarca. Mas isso não enfraqueceu sua estima pelo amigo. Jônatas preferia a amizade de Davi ao trono de Israel”. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p.394


II. UMA AMIZADE APROVADA POR DEUS

1. Jônatas torna-se amigo de Davi.
O povo de Israel jubilou diante da tremenda vitória. Saul ficou estupefato, e mandou o chefe do exército, Abner, chamar Davi, que levou como troféu da batalha inusitada a cabeça do filisteu (1Sm 17.54). Porém Jônatas, filho de Saul, foi quem mais foi tocado em suas emoções e sentimentos em relação ao jovem pastor, que derrotou o gigante com o uso de uma simples funda e um tiro de pedra. De imediato, aquela admiração despertou em Jônatas um sentimento de amizade e de amor fraternal por Davi. Deus tem seus caminhos, e, quando Ele quer, cria circunstâncias ou muda circunstâncias segundo seus propósitos amorosos e soberanos.

2. Uma amizade fiel e duradoura.
A Bíblia registra com expressão tocante os sentimentos de Jônatas por Davi. Diz o texto bíblico: “E Sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma” e fizeram uma aliança diante de Deus (1Sm 18.1,3,4). O texto registra expressões que significam que Jônatas não só admirou grandemente a coragem e a audácia de Davi, como sentiu no seu íntimo que deveria nutrir por ele profunda amizade fraternal.

3. Uma aliança do Senhor.
Grupos homossexuais procuram distorcer o sentido desse texto quando a Bíblia diz que Jônatas fez aliança com Davi, porque “o amava como à sua própria alma” e entregou a Davi suas vestes e equipamentos de combate (1Sm 18.3,4). Eles o fazem de forma desonesta e tendenciosa, afirmando que Jônatas sentiu atração sexual por Davi, e que ambos deram início a uma relação homoafetiva. Nada mais incoerente com a verdade bíblica. Jônatas era casado e pai de um filho, cujo nome era Mefibosete (2Sm 4.4). Em nenhum texto da Bíblia se diz que Jônatas desobedeceu a Deus e a sua Lei. Ele sabia que, se fosse homossexual, estaria cometendo “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13). Na verdade, aquela amizade calorosa foi inspirada por Deus, pois Jônatas haveria de ser, tempos depois, o amigo que iria livrar Davi da sanha ciumenta e sanguinária de Saul. Eles fizeram aliança espiritual, e não uma parceria abominável aos olhos do Senhor (1Sm 18.3). Somente a má fé de quem usa a Palavra de Deus para justificar seus pecados pode afirmar tamanha incoerência e disparate.

LEIA TAMBÉM:  DAVI E JÔNATAS - AMOR PHILEO OU EROS?



III. O CARÁTER DE JÔNATAS E SUAS LIÇÕES

Há um provérbio popular que diz: “Tal pai, tal filho”, sugerindo que os filhos tendem a demonstrar o mesmo comportamento de seus pais. Mas tal entendimento não pode ser generalizado. O exemplo de Jônatas é prova disso. Seu caráter praticamente era oposto ao do seu pai. Vejamos alguns aspectos do caráter de Jônatas.

1. Um homem de coragem.
Saul era um homem inseguro e ciumento. Jônatas não herdou nem desenvolveu esse traço da personalidade do pai. Era corajoso. Em Micmás, ele lutou contra a guarnição dos filisteus, com seu pajem de armas, e os derrotou, confiando em Deus. Revelou-se um comandante de tropas, um herói e um homem de fé (1Sm 14.6). Mas sua coragem não era apenas física e emocional. Ele tinha a grandeza espiritual que lhe dava confiança, diante das adversidades (1Sm 14.1-4). Ele revelou firmeza diante dos inimigos, e lealdade diante dos amigos.

2. Um homem humilde.
Sua coragem moral fê-lo não ter medo de perder a posição, como herdeiro do trono para Davi. Soube reconhecer que seu amigo tinha a direção de Deus, e as condições humanas para substituir Saul no cargo de monarca de Israel (1Sm 16.1,12,13). Um exemplo para os dias presentes. Há muitos, em igrejas evangélicas, que brigam por cargos e posições, agindo, muitas vezes, com métodos carnais, seguindo o exemplo dos ímpios. São obreiros carnais, dominados por “torpe ganância” (1Tm 3.3). A humildade é qualidade que só possuem os que têm grandeza de alma. E Deus se agrada dos humildes (1Pe 5.6).

3. Um homem leal.
Em todas as ocasiões, depois que se tornou amigo de Davi, Jônatas demonstrou sua lealdade. Poderia ter ficado ao lado do seu pai, mas não cedeu aos caprichos de Saul, quando este, injustamente, quis eliminar a vida de Davi. Quando soube do plano de Saul para matar Davi, Jônatas procurou o amigo e lhe advertiu do perigo de morte (1Sm 19.1-3; 20.11-17,32,33). Jônatas teve um último encontro com Davi, onde mais uma vez selaram o pacto de lealdade diante de Deus (1Sm 20.41-43). Até o dia da sua morte, Saul continuou perseguindo Davi. Jônatas também veio a morrer em Gilboa ao lado de seu pai (1Sm 31.8).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para enfatizar as características de Jônatas.




CONCLUSÃO

Deus não está sujeito às leis nem aos costumes dos povos. Ele estabelece sua vontade diretiva de forma implacável, contrariando todas as expectativas e previsões históricas ou políticas. Assim, em meio a um grave desafio contra o povo de Israel, levantou o jovem Davi para derrotar o gigante filisteu. Assistindo a extraordinária vitória, Jônatas sentiu profunda admiração pelo jovem pastor de Belém, e compreendeu que ele seria o escolhido por Deus. Em lugar de inveja ou ciúme, Jônatas tornou-se o maior e mais leal amigo de Davi.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD - 2º trim.2017 adultos - O Caráter do Cristão - Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro - Elinaldo Renovato de Lima
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Aqui eu Aprendi!

domingo, 6 de março de 2016

Amigos mais chegados que irmão

Os atributos de um amigo verdadeiro

O Dr. John Mackay, presidente do Seminário de Princeton, em seu livro “O sentido da vida”, disse que não há relação mais espiritual e sublime que a amizade. A relação de amigos é mais elevada que a de irmãos, noivos ou esposos, pois há muitos irmãos, noivos e esposos que não são amigos. Vamos analisar três aspectos acerca do grande valor da amizade.

Como podemos conhecer um amigo verdadeiro?

1. Um amigo é alguém que está do nosso lado ainda quando todos nos abandonam – A Bíblia diz: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Um amigo é o primeiro a entrar, depois de todos terem abandonado a casa. Ele se aproxima não para tirar-lhe algo, mas para oferecer-lhe tudo, sua amizade. Há duas caricaturas de amizade, que não passam de uma falsa amizade. A primeira é a amizade tabernária. Nenhum liame existe entre os amigos “tabernários” além do desejo comum de matar o tempo, de tomar uns copos, de contar pilhérias um tanto escabrosas, de maldizer o próximo e fazer farra. Esses amigos dispersam-se na hora da angústia, como os amigos do Filho Pródigo fugiram, deixando-o faminto e necessitado. A segunda amizade falsa é a amizade utilitária. É a daqueles para quem todo “amigo” é uma conveniência, um meio atual ou potencial de facilitar-lhes os interesses. Essa amizade é uma espécie de pesca de favores, honras, posições e lucros. Essa espécie de amizade constitui-se numa ameaça para a moralidade pública. Distribuem-se os cargos não pelos méritos pessoais dos candidatos, mas pelo número de “amigos” que possuem. Mas, se há “amizade” falsa, existe também a amizade verdadeira. O amigo verdadeiro ama em todo tempo. O vendaval só conseguirá que os verdadeiros amigos deitem raízes mais profundas, entrelaçando-se-lhes as radículas no solo do amor eterno.

2. Um amigo é alguém que não precisa usar máscaras para desfrutar de intimidade – A Bíblia diz: “… há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18.24). Um amigo verdadeiro não precisa de formalidades e convencionalidades para se aproximar de nós. Ele nos conhece e nos ama não apenas por causa das nossas virtudes, mas também apesar dos nossos defeitos. O verdadeiro amigo é aquele que está perto nas horas de celebração e também nos tempos de choro. Ele é capaz de chorar conosco na dor e cantar conosco nos dias de festa. A verdadeira amizade derruba paredes e constrói corredores; nivela os vales e constrói pontes. A Bíblia destaca a amizade de Davi e Jônatas. Essa amizade foi santa, íntegra e fiel. Esses dois jovens buscavam o bem um do outro. Eles protegiam um ao outro. Um amigo verdadeiro não se nutre de suspeitas nem dá ouvidos à intriga. Não há amizade sem lealdade. A intriga é o verdugo da amizade. A amizade é edificada sobre o fundamento da verdade e cresce com o cultivo da intimidade.

3. Um amigo é alguém que prefere o desconforto do confronto à comodidade da omissão – A Bíblia diz: “Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo” (Pv 27.17). Uma amizade verdadeira não é construída sobre a cumplicidade no erro, mas sobre o confronto da verdade. As feridas feitas pelo amigo são melhores do que as lisonjas do bajulador. Uma amizade leal não se acovarda na hora do confronto. Há circunstâncias em que a maior prova de amizade está em aceitar o risco de perdê-la, em nome da própria amizade. A Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor. A Bíblia nos orienta a servir de suporte uns para os outros. A Bíblia nos manda corrigir aos que são surpreendidos na prática de alguma falta, e isso, com espírito de brandura. Não existe amizade indolor. Não existe amizade omissa. Um amigo é alguém que tem liberdade, direito e responsabilidade de exortar, corrigir e orientar seu confrade quando vislumbra a chegada de um perigo ameaçador. Nesse mundo timbrado pela solidão e pelo isolamento, onde florescem as “amizades virtuais”, precisamos cultivar amizades verdadeiras, amizades que glorificam a Deus, edificam a igreja e abençoam a família!

Autor: Hernandes Dias Lopes
Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Quem é Jesus

"...Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." Mateus 3:17
As Profecias do Antigo Testamento
Várias das profecias do AT sobre o futuro Messias afirmam claramente que Ele seria cheio do poder do Espírito Santo (ver Is 11.2 nota; 61.1-3 nota). Quando Jesus leu Is 61.1,2 na sinagoga de Nazaré, acrescentou: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (4.18-21; ver Jo 3.34b).



O Nascimento de Jesus

Tanto Mateus quanto Lucas declaram de modo específico e inequívoco que Jesus veio a este mundo como resultado de um ato milagroso de Deus. Foi concebido mediante o Espírito Santo e nasceu de uma virgem, Maria (Mt 1.18,23; Lc 1.27). Devido à sua concepção milagrosa, Jesus era um “santo” (1.35), i.e., livre de toda mácula do pecado. Por isto, Ele era digno de carregar sobre si a culpa dos nossos pecados e expiá-los (ver Mt 1.23 nota). Sem um Salvador perfeito e sem pecado, não poderíamos jamais obter a redenção. 



O Batismo de Jesus

Quando Jesus foi batizado por João Batista, Ele, que posteriormente batizaria seus discípulos no Espírito, no Pentecoste e durante toda a era da igreja (ver Lc 3.16; At 1.4,5; 2.33,38,39), Ele mesmo pessoalmente foi ungido pelo Espírito (Mt 3.16,17; Lc 3.21,22). O Espírito veio sobre Ele em forma de uma pomba, dotando-o de grande poder para levar a efeito o seu ministério, inclusive a obra da redenção. Quando nosso Senhor foi para o deserto depois do seu batismo, estava “cheio do Espírito Santo” (4.1). Todos os que experimentarem o sobrenatural renascimento espiritual pelo Espírito Santo, devem, como Jesus, experimentar o batismo no Espírito Santo, para lhes dar poder na sua vida e no seu trabalho (ver At 1.8 notas).



O Ministério de Jesus
Quando Jesus fez referência ao cumprimento da profecia de Isaías acerca do poder do Espírito Santo sobre Ele, usou também a mesma passagem para sintetizar o conteúdo do seu ministério, a saber: pregação, cura e libertação (Is 61.1,2; Lc 4.16-19). (1) O Espírito Santo ungiu Jesus e o capacitou para a sua missão. Jesus era Deus (Jo 1.1), mas Ele também era homem (1Tm 2.5). Como ser humano, Ele dependia da ajuda e do poder do Espírito Santo para cumprir as suas responsabilidades diante de Deus (cf. Mt 12.28; LC 4.1,14; Rm 8.11; Hb 9.14). (2) Somente como homem ungido pelo Espírito, Jesus podia viver, servir e proclamar o evangelho (At 10.38). Nisto, Ele é um exemplo perfeito para o cristão; cada crente deve receber a plenitude do Espírito Santo (ver At 1.8 notas; 2.4 notas).



A Promessa de Jesus Quanto ao Espírito Santo
João Batista profetizara que Jesus batizaria seus seguidores no Espírito Santo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16, ver nota; Jo 1.33), profecia esta que o próprio Jesus reiterou (At 1.5; 11.16). Em 11.13, Jesus prometeu que daria o Espírito Santo a todos quantos lhe pedissem (ver nota sobre aquele versículo). Todos estes versículos acima referem-se à plenitude do Espírito, que Cristo promete conceder àqueles que já são filhos do Pai celestial — promessa esta que foi inicialmente cumprida no Pentecoste (ver At 2.4 nota) e permanece para todos que são seus discípulos e que pedem o batismo no Espírito Santo (ver At 1.5; 2.39 nota).



A Ressurreição de Jesus
Mediante o poder do Espírito Santo, Jesus ressuscitou dentre os mortos e, assim, foi vindicado como o verdadeiro Messias e Filho de Deus. Em Rm 1.3,4 lemos que, segundo o Espírito de santificação (i.e., o Espírito Santo), Cristo Jesus foi declarado Filho de Deus, com poder, e em Rm 8.11 que “o Espírito... ressuscitou dos mortos a Jesus”. Assim como Jesus dependia do Espírito Santo para sua ressurreição dentre os mortos, assim também os crentes dependem do Espírito para a vida espiritual agora, e para a ressurreição corporal no porvir (Rm 8.10,11).



A Ascensão de Jesus ao Céu
Depois da sua ressurreição, Jesus subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai como seu co-regente (24.51; Mc 16.19; Ef 1.20-22; 4.8-10; 1Pe 3.21,22). Nessa posição exaltada, Ele, da parte do Pai, derramou o Espírito Santo sobre o seu povo no Pentecoste (At 2.33; cf. Jo 16.7-14), proclamando, assim, o seu senhorio como rei, sacerdote e profeta. Esse derramamento do Espírito Santo no Pentecoste e no decurso desta era presente dá testemunho da contínua presença e autoridade do Salvador exaltado.



A Comunhão Íntima Entre Jesus e Seu Povo
Como uma das suas missões atuais, o Espírito Santo toma aquilo que é de Cristo e o revela aos crentes (Jo 16.14,15). Isto quer dizer que os benefícios redentores da salvação em Cristo nos são mediados pelo Espírito Santo (cf. Rm 8.14-16; Gl 4.6). O mais importante é que Jesus está bem perto de nós (Jo 14.18). O Espírito nos torna conscientes da presença pessoal de Jesus, do seu amor, da sua bênção, ajuda, perdão, cura e tudo quanto é nosso mediante a fé. Semelhantemente, o Espírito atrai nosso coração para buscar ao Senhor com amor, oração, devoção e adoração (ver Jo 4.23,24; 16.14 nota).



A Volta de Jesus Para Buscar Seu Povo
Jesus prometeu voltar e levar para si o seu povo fiel, para estar com Ele para sempre (veja Jo 14.3 nota; 1Ts 4.13-18). Esta é a bendita esperança de todos os crentes (Tt 2.13), o evento pelo qual oramos e ansiamos (2Tm 4.8). As Escrituras revelam que o Espírito Santo impulsiona nosso coração a clamar a Deus pela volta do nosso Senhor. É o Espírito quem testifica que nossa redenção permanece incompleta até a volta de Cristo (cf. Rm 8.23). No final da Bíblia, temos estas últimas palavras que o Espírito Santo inspirou “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Fonte: Texto extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal

JESUS O FILHO DO DEUS VIVO (ver Mateus 16)

Somente em Jesus, e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (ver Atos 4)

Leia também:
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Parábola do Filho pródigo. Ele tinha PAI!

"Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai,..." 

O filho pródigo tinha um pai

Nós também temos. Todos nós. Mas há o jeito certo de chegar até Ele

Até mesmo quem não é cristão conhece a parábola do filho pródigo, contada por Jesus na Bíblia (Lucas 15).

Mas, ao contrário do que muitos pensam, o foco principal da história que o Messias contou em forma de metáfora pode não ser exatamente a do filho que resolveu sair de casa por simples aventura. Obviamente, ele é parte importantíssima da trama. Entretanto, seu pai é que chama a atenção.

Quase sempre o foco de quem ouve a história está na atitude do filho: sair da proteção paterna, já que tinha recursos (a sua parte na herança, dada ainda em vida) e ganhar a estrada por conta própria, simbolizando aquela pessoa que acha que se basta e não precisa mais de Deus.

Mas a atenção também deve ser voltada para a atitude do pai, de receber o filho de braços abertos após tudo ter dado errado em sua jornada inconsequente. Simboliza Deus e Seu grande amor, que permite que aceite de volta as “ovelhas desgarradas”.

Deus respeita o livre-arbítrio
Outra atitude interessante do pai da parábola é que ele poderia fazer pressão para o filho não fazer a grande besteira de sair de casa. Poderia ordenar que o rapaz ficasse, tinha autoridade para isso. Poderia também tentar “comprar” sua permanência com algum mimo valioso ou outra vantagem. Ainda assim, concedeu ao filho seu desejo. A Bíblia não fala, claramente, o quanto o pai ficou triste, embora isso seja óbvio. Ainda assim, respeitou o livre-arbítrio do filho, e deixou que fosse. Não quis “comprar” o respeito e o amor do filho. Desejava seu amor, mas sincero, sem ser por interesse. Tinha que ser uma atitude de coração do garoto.

O impulso de agir sozinho
O rapaz não conversou com o pai antes de tomar a decisão. Não pediu conselhos. Já chegou contando o que ia fazer. Ele tinha um pai amoroso e sábio à sua disposição para conversar a hora que quisesse, mas esnobou isso. Uma atitude um tanto egoísta, pois não pensou na tristeza de seus familiares quando saísse. Pensou na vida de prazeres que tanto desejava, doesse a quem doesse, sacrificando até parte preciosa do patrimônio da família, que o pai tanto batalhou para conseguir. Cresceu como filho, mas não agiu como filho. Crescer numa igreja ou dizer da boca para fora que é servo de Deus é uma coisa, ser de Deus verdadeiramente é outra. Ele não foi sensível ao que o pai ensinou a vida toda. Estava ali fisicamente, mas não o ouvia de fato. Quantos de nós podemos contar com Deus e esnobamos isso?

Má utilização das dádivas
O filho recebeu a herança com o pai ainda vivo. Nós também recebemos em vida a inteligência, bem como a fé providenciada pelo Espírito Santo. Assim como o pródigo jovem desperdiçou sua herança vivendo desregradamente, muitas vezes utilizamos mal os dons dados por Deus. Adoramos a outros “deuses” (pessoas, paixões, falso status, dinheiro...). Resultado: passar fome. Física no personagem da parábola e espiritual, em nosso caso.

O filho pródigo acabou tendo que trabalhar para um dos fazendeiros daquela região. Quem esnoba a proteção de Deus trabalha para o mal, que cria uma situação de dependência prejudicial, aprisiona. E às vezes essa prisão é em um cativeiro confortável: o prisioneiro nem se dá conta de que não pode sair, pois acha que está bem. No caso do rapaz da história contada pelo Senhor Jesus, não foi assim. Ele teve que comer a lavagem destinada aos porcos para não morrer de fome. Desdenhou sua posição privilegiada ao lado do pai para virar um mendigo.

Seu pai podia, a qualquer momento, mandar alguém procurá-lo. Por amor, deixou que o próprio filho compreendesse o que havia feito.

O arrependimento
Na tribulação, na dor, o jovem recorreu ao pai novamente. O velho, viu chegar aquele caco de gente que um dia foi seu bonito e saudável filho. O garoto, humilhado, pensou em voltar para a fazenda do pai, mas como seu empregado. Era melhor que morrer de fome. Mas teve que ser muito humilde para tomar tal decisão.

A misericórdia
No entanto, seu pai não o colocou para dormir no celeiro, ou nos quartos dos servos. Devolveu o jovem ao seu lugar de antes. As mesmas roupas luxuosas, as mesmas joias, a mesma comida. E fez uma festa para ele, o que revoltou o outro filho, que exigiu do pai a mesma atenção, pois era mais esforçado e se achava merecedor. Embora a atitude do filho mais velho, de trabalhador responsável, fosse boa, parecia só fazê-lo em troca de vantagens. Não fazia simplesmente por amor. Muitos se acham melhores do que aqueles que estiveram perdidos e voltam, recebendo-os da forma errada. Se o próprio Deus aceitou, quem é um simples ser humano para recusar?

Deus acolhe os caídos. Resgata Seus filhos que, um dia, como aquele rapaz da parábola, acharam que não precisavam mais dEle. Por amor, deixou que fossem. Por amor, recebeu-os novamente.

Embora o filho gastador e irresponsável tivesse voltado ao mesmo lugar, já não era mais o mesmo homem.

A graça
O filho pródigo aprendeu que, apesar de sua inconsequência, havia ali um pai para abraçá-lo. Sem esse amor, de nada adiantaria voltar. Embora até fosse sincero em sua atitude de regressar para trabalhar, recebeu bem mais do que esperava. Sem a figura do pai, nada disso aconteceria. E ninguém poderia censurar o velho se ele não aceitasse mais o garoto.

Aos olhos de todos, o filho mais novo não merecia benefícios, e recebeu. O irmão mais velho achava que merecia, e teve uma lição: o patriarca não era só pai para um ou para outro. Era para os dois. Independentemente das diferentes atitudes e intenções de ambos, os amava igualmente.

Contudo, para termos acesso à misericórdia, ao amor, à graça, Deus não os joga obrigatoriamente em cima de nós. Não impõe. Ele até pode, é Poderoso mais do que suficiente para isso.

Mas quer filhos que O amem de verdade. Por atitude deles.

E só assim os recebe, de braços abertos.


Autoria: por Carlos Ferreira (Pregador) os créditos são do Espírito Santo de Deus
Fonte: Colaboração Comunidade Sou Cristão do G+

Forte abraço ao amigo em Cristo Carlos Ferreira pela licença de publicação. Deus é maravilhoso!


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