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sábado, 18 de agosto de 2018

A sobriedade na Obra de Deus

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” Ef 5.18

A sobriedade na obra de Deus

Em primeiro lugar, há base bíblica para praticarmos a abstinência de bebidas alcoólicas. É importante ressaltar isso porque, infelizmente, muitas influências teológicas têm buscado flexibilizar a abstinência do álcool nas igrejas evangélicas. Sim, a igreja evangélica, mais especificamente as pentecostais, tem uma cultura de abstinência a bebidas alcoólicas. Os motivos são sobejos. Muitos tiveram suas vidas destruídas pela bebida, mas tiveram a história toda restaurada por Deus. Voltar às bebidas, para essas pessoas, seria equivalente aos crentes hebreus voltarem para o Judaísmo, segundo o livro dos Hebreus. Sim, seria trair ao Senhor! Perder essa sensibilidade é sinal de que estamos mais carnais que espirituais. Aqui, é que mora o perigo.

O exemplo dos recabitas (Jr 35.6-10)

Embora no texto bíblico não esteja clara a causa que levou Jonadabe, o pai dos recabitas, a se tornar abstêmio, certamente houve um motivo objetivo e concreto que fez com que toda a sua descendência viesse a recusar o vinho e seus derivados. O que chama-nos atenção no episódio dos recabitas é a perseverança e respeito a uma boa tradição que recebera de seu pai. Num tempo em que vivemos, onde qualquer proposta de conservar tradições boas é sinônimo de legalismo, o exemplo dos recabitas deve ser visto com muita atenção.

Um cuidado para hoje

Uma das grandes contribuições sociais que os evangélicos deram ao mundo, mais especificamente ao Brasil, foram as milhares de pessoas que pararam de beber e fumar. Num país onde o álcool continua a destruir famílias inteiras, em que o vício do cigarro atinge letalmente milhares de pessoas, sem dúvida, é uma contribuição social silenciosa, mas alvissareira e poderosa. Entretanto, é muito triste ver que, outrora muitos ao se converterem abandonavam os vícios, hoje, infelizmente, muitos convertidos querem abraçá-los.

Temos razão de sobras para continuar a honrar a boa tradição pentecostal, no campo do comportamento moral, de se abster inteiramente do álcool. E quando temos tal compromisso, o respeitamos em qualquer cultura que estejamos. Para isso temos razões bíblicas, morais e espirituais.

Portanto, prezado professor, prezada professora, não tenha receio algum em defender tal posição. Num país onde milhares de vidas são dizimadas por causa do álcool, a irresponsabilidade está mais para quem, no meio evangélico, defende seu uso; não para quem é contra. Revista Ensinador Cristão nº74

O exercício do ofício divino é incompatível com o alcoolismo, maus costumes e intemperanças.

Leitura Bíblica - Levítico 10.8-11; 1 Timóteo 3.1-3

Professor(a), segundo alguns teólogos, Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho porque estavam sob o efeito do vinho. Tal afirmação tem como fundamento o fato de que logo depois de tal imprevisto, Moisés tratou a respeito da proibição do vinho para os sacerdotes quando ministravam no Tabernáculo (Lv 10.8-11). O sacerdote precisava julgar e fazer distinção entre o puro e o impuro e instruir os hebreus, por isso não deveria fazer uso do vinho, pois o álcool afetaria os seus sentidos e o seu raciocínio. Tal proibição tinha o objetivo de preservar o sacerdote a fim de que não cometesse o mesmo erro de Nadabe e Abiú.

A cultura dos hebreus tinha o vinho como bebida principal, tanto que Jesus transformou a água em vinho em uma festa de casamento, contudo a Palavra de Deus tem várias advertências contra o excesso que leva a embriaguez. As nações pagãs ao redor de Israel tinham o costume da embriaguez, mas o povo de Deus deveria ser santo, distinto, separado a fim de que fosse exemplo e manifestasse a grandeza e a santidade do Senhor.

INTRODUÇÃO

Na lição anterior, acompanhamos a trágica história de Nadabe e Abiú, filhos do sumo sacerdote Arão. Embora cientes de sua responsabilidade, eles não temeram entrar no lugar santo para oferecer fogo estranho ao Senhor. Por causa disso, Deus os fulminou ali mesmo, diante do altar do incenso.
O que os levou a agir de maneira tão irreverente e profana? Pelo contexto da narrativa sagrada, podemos concluir que ambos estavam embriagados (cf. Lv 10.8,9). Por isso, profanaram insolentemente a glória divina.
Guardemo-nos, pois, do álcool, das drogas e de outros vícios igualmente nocivos e destruidores. O ministro cristão tem de ser um exemplo de temperança, sobriedade e domínio próprio.



Antes de escrever este capítulo, assisti a uma reportagem sobre a droga do momento nos Estados Unidos. Segundo a matéria, o adderall, que a princípio era prescrito aos pacientes com déficit de atenção, começou a ser usado sem qualquer critério pelos que, coagidos profissionalmente, não se conformam com os próprios limites. Esse psicoestimulante, que tem em sua fórmula diversos sais de anfetamina, é venerado como a pedra mágica do sucesso.

Pelo que pude inferir da reportagem, essa droga, tão deletéria como a cocaína e o LSD, não deveria sequer ter sido fabricada. Então, como recomendá-la a uma criança que sofre daquilo que, modernamente, é chamado de déficit de atenção? Será que não há alternativas espirituais e afetivas para um tratamento, que ainda não alcançou os resultados expectados por seus pais e mestres?

Lamentavelmente, muitos obreiros do Senhor, constrangidos por convenções e ministérios, que exigem de seus afiliados metas cada vez mais ousadas e empresariais, viciam-se nesses “santos” remédios. Hoje, tomam o adderall. Amanhã, ingerem a anfetamina. E, depois, sem o perceberem, deixarão aprisionar-se pelo álcool, pela maconha e até pela cocaína. O que escrevo pode soar estranho aos ouvidos dos santos; infelizmente, essa é a realidade. Haja vista os casos de suicídio entre pastores.

O que parecia inadmissível no arraial dos santos já se faz banal e corriqueiro.

Ao fazer tais considerações, lembrei-me de Nadabe e Abiú, que, como vimos no capítulo anterior, foram mortos pelo Senhor no limiar do lugar santíssimo do Tabernáculo. Se atentarmos ao contexto do Levítico, seremos levados a acreditar que ambos, ao adentrarem a Casa de Deus, achavam-se embriagados.

I. A FEITIÇARIA NO MINISTÉRIO SAGRADO

Sempre vi os obreiros de Cristo como autênticos homens de Deus. Hoje, porém, alguns se acham a praticar a feitiçaria; outros já são velhos e experimentados feiticeiros. Infelizmente, essa é a realidade; não podemos minimizá-la. Corrigi-la, sim; ignorá-la, jamais. Nas linhas a seguir, identificaremos em que sentido a feitiçaria adentrou o santo ministério.

1. A feitiçaria como obra da carne.

Ao enumerar as obras da carne, Paulo inclui a feitiçaria:

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. (Gl 5.19-21, ARA)

Qualquer um desses pecados é suficiente para lançar-nos no lago de fogo. Contudo, para mantermos as aparências e a reputação ministerial, evitamos a prostituição formal, a idolatria explícita (mas as implícitas, não), as discórdias em determinados momentos e as divisões em algumas instâncias. Todavia, damo-nos às bebedices (sempre às escondidas), às glutonarias e às santas porfias. E, sem o sabermos, pomo-nos também a praticar a feitiçaria.

Este último pecado nem é conhecido entre nós; julgamo-lo próprio dos bruxos e daquelas senhoras feias e velhas que, à beira de seus caldeirões, deleitam-se a fazer poções e a inventar novos elixires. Se nos concentrarmos, porém, na palavra do apóstolo, talvez descubramos que não estamos muito longe de um bruxo bretão ou de uma feiticeira druída.

De acordo com Paulo, a feitiçaria é uma das obras da carne. Se formos ao original grego, veremos que a palavra “feitiçaria” provém do vocábulo grego pharmakeia, que significa não apenas bruxaria e artes mágicas, mas igualmente drogas, tóxicos, venenos e peçonhas. Caso avancemos na exegese desse termo, constataremos que ele se acha intimamente relacionado à idolatria. Haja vista o que ocorria nos templos dos deuses egípcios, cananeus, babilônios, gregos, romanos e nórdicos.

Não precisamos viajar no tempo, a fim de assistir a uma celebração idolátrica regada a drogas e a peçonhas. Em certas regiões do Brasil, substâncias alucinógenas, como o santo-daime, são administradas livremente aos seus adeptos. A partir daí, o ser humano, já sem autodomínio, dar-se-á a todos excessos e desregramentos.

Conclui-se, pois, que toda composição química criada para alterar a personalidade humana é, na verdade, o resultado de uma das mais nocivas obras da carne: a feitiçaria. Entre esses produtos, podemos alistar o adderall, a anfetamina, o LSD, a cocaína, a heroína, a maconha e alguns medicamentos vendidos livremente nas farmácias. À luz das Sagradas Escrituras, todo isso não passa de obra das trevas.

No período do Anticristo, haverá um consumo global de psicotrópicos (Ap 9.21). Por que o homem do pecado investirá tanto nessa área? A resposta está nesta passagem do livro da Revelação, na qual o autor sagrado descreve a queda da capital do reino de Satanás:

“Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria” (Ap 18.23, ARA).

Sim, o Anticristo usará massivamente as drogas, objetivando seduzir os moradores da terra. E, assim, ser-lhe-á mais fácil induzi-los às suas mentiras e falsos milagres.

Já imaginou drogar o mundo todo? Hoje, as ideias de ditadores e tiranos, como Stalin e Hitler, ainda logram escravizar seus povos por meio de um marketing imoral, sórdido, caluniador, mentiroso e desumano. No entanto, pelo que sabemos, nenhum deles conseguiu viciar toda uma população. O mais perto que se chegou disso foi na Alemanha Nazista.

Na ânsia pelo soldado perfeito, os generais de Adolf Hitler obrigavam seus exércitos a ingerirem metanfetaminas. E, dessa forma drogados, os combatentes eram capazes de caminhar por três dias seguidos sem necessidade alguma de comida, água ou sono. Ao mesmo tempo, era-lhes tirada toda a empatia que um guerreiro deve ter em relação ao adversário no campo de batalha.

Voltando ao texto do Apocalipse, observamos que, em ambas as passagens acima citadas (9.21 e 18.23), o autor sagrado usou sabiamente o vocábulo pharmakeia.

Portanto, sempre que fazemos uso de uma substância que nos altere a personalidade, incitando-nos a ultrapassar os limites que Deus nos estabeleceu, compactuamos com as obras infrutuosas das trevas. Eis porque muitos obreiros, entregando-se à feitiçaria moderna, tornaram-se eles mesmos bruxos. Palavra forte? Infelizmente, retrata a realidade de alguns segmentos do mundo evangélico atual; estamos no final dos tempos; dias mais difíceis e mais trabalhosos estão por vir.

2. Obreiros bruxos.

Em Apocalipse 21.8 (ARA), somos advertidos seriamente:

“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”.

Na leitura desse versículo, temos um fato bastante revelador. Nas passagens anteriores (Ap 9.21 e 18.23), observamos que, no período do Anticristo, a feitiçaria será largamente difundida, gerando uma população global de viciados e dependentes químicos. E, agora, no final desse mesmo período, grande parte dos viciados torna-se não apenas dependentes, mas adoradores dos alucinógenos; químicolátricos.

De que forma alguém passa de vítima dessa feitiçaria escatológica a feiticeiro? Para se alcançar tal status, na hierarquia do pecado e da iniquidade, não é necessário percorrer um longo caminho. Basta alguém ingerir um comprimido de adderall para encontrar um atalho aqui, um trilho ali e, mais além, uma pinguela. Nessa obra da carne, desvios e transvios não faltam; são perigosamente abundantes.

Sob o efeito de um desses psicoestimulantes, o obreiro constatará que, de fato, poderá cumprir seus afazeres convencionais e ministeriais com mais desenvoltura e ousadia. Se antes, tinha ele receio ou temor de ferir este ou de machucar aquele, agora, ignora barreiras morais e éticas; despreza até a mesma Escritura.

No dia seguinte, nem fará o seu devocional. Orar e ler a Bíblia, para quê? Santo adderall resolverá tudo. E se aparecer algum improviso, é só invocar a santa anfetamina. A essa altura, o ministério ser-lhe-á uma corporação como outra qualquer, onde todos, competindo até as raias do inferno, tudo farão para bater suas metas e alcançar suas cotas. Com tanta feitiçaria, por que buscar a virtude do Espírito Santo?

Já temos, aí, um autêntico feiticeiro. Esse pobre ministro não apenas tornou-se toxicodependente, mas ardoroso defensor dessas malditas químicas; idolatra-as; não pode viver sem elas. Sempre que possível, preceitua-as a algum colega menos avisado.

Se você, querido irmão, encontra-se enredado nessa obra infrutuosa das trevas, reconsidere suas atitudes; arrependa-se e volte ao primeiro amor.

O que nos sustenta é a fé em Jesus Cristo. NEle, tudo podemos. E, de acordo com a sua vontade, operamos o impossível. Se lermos o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, constataremos que nenhum daqueles heróis fez uso de qualquer substância ilícita para comprimir o seu ministério. Mas, cheios do Espírito Santo “subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros” (Hb 11.33,34, ARA).

Dissemos que o uso de psicoestimulantes induz-nos à feitiçaria. Daí à condição de feiticeiro basta um passo. Mas como descrever o feiticeiro no contexto do Novo Testamento? Voltemos a Apocalipse 21.8. Aqui, o substantivo “feiticeiro” é representado pelo vocábulo grego pharmakeus, que contempla esta descrição: aquele que prepara e usa remédios tidos como mágicos. Não se trata, pois, de um prestidigitador que, nos picadeiros, engambelam os expectadores com a habilidade das mãos e com a esperteza dos dedos. Trata-se de alguém que se entregou de corpo e alma às drogas.

O feiticeiro é o que prepara e consome drogas. Um obreiro nessas condições é, de fato, um feiticeiro; fez-se pior do que Elimas, o mágico.

Agora, precisamos voltar ao caso específico de Nadabe e Abiú. Já que falamos nas drogas químicas e ardilosamente sintetizadas, como tratar o vinho?

II. O VINHO NA HISTÓRIA SAGRADA

Nas Sagradas Escrituras, o vinho, juntamente com o pão e o azeite, é visto como bênção de Deus (Os 2.22). Aliás, o vinho era usado até mesmo como remédio (Lc 10.34). No entanto, o seu mau uso levou homens santos a cometerem escândalos, torpezas e até crimes. Haja vista os casos de Noé, Ló e Davi.

1. A embriaguez de Noé.

Após o Dilúvio, Noé voltou-se ao ofício de lavrador, e pôs-se a plantar uma vinha (Gn 9.20). E, após ter preparado o seu vinho, bebeu-o até embriagar-se. Já fora de si, desnudou-se, expondo-se vergonhosamente em sua tenda (Gn 9.20-29). A intemperança do patriarca trouxe-lhe sérios problemas familiares.

O álcool foi capaz de transtornar até mesmo um dos três homens mais piedosos da História Sagrada (Ez 14,14). É por isso que devemos precaver-nos quanto aos seus efeitos (Pv 20.1; 23.31).

Num devocional já antigo, li acerca de um pastor que, após embebedar-se numa reunião social, acordou num quarto que não era seu, numa cama que não lhe pertencia e ao lado de uma mulher longe de ser a sua querida esposa. Bastou-lhe alguns minutos de intemperanças e desregramentos, para que perdesse tudo o que amealhara ao longo de abençoadas décadas de ministério.

Declara o salmista que bem-aventurado é o homem que não se assenta na roda dos escarnecedores. Aqui, entre cervejas, licores e cachaças, nada é proibido. Já nos primeiros goles caem as barreiras da moral e da ética. Nos segundos, olvidar-se até mesmo a santíssima fé. Depois, enfileiram-se as concupiscências, discórdias, valentias e sujidades. O que antes era um obreiro venerável não passa, agora, de um vil contador de piadas. Com olhares lúbricos, cobiça essa mulher, almeja aquela moça e, mais adianta, corteja aqueloutra donzela. Que atitude indigna de um homem, que, no domingo anterior, pregara sobre a “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

Em algumas culturas evangélicas, o vinho é usado livremente. Alguns o tomam com moderação. Outros, entretanto, descontrolam-se; embriagam-se; esborracham-se como os filhos das trevas. Não bastassem os males espirituais, morais e éticos, há também os problemas físicos. Quando a mim, prefiro a cautela dos recabitas à ousadia de certos obreiros que, fundados numa certa liberdade cristã, acham que todas as coisas lhe são lícitas. Esquecem-se eles de que nem todas nos convêm.

2. A devassidão das filhas de Ló.

Dizendo-se preocupadas com a descendência do pai, as filhas de Ló embebedaram-no em duas ocasiões (Gn 19.31,32). Em seguida, tiveram relações com o próprio pai, gerando dois povos iníquos (Gn 19.33-38). Quem se entrega ao vinho está sujeito às dissoluções (Ef 5.18). Já imaginou um obreiro de Cristo em semelhante situação?

Muito se fala, no Brasil, sobre violência doméstica e abuso infantil. O que muita gente não sabe é que tais coisas também são ocasionadas pelo álcool. O que esperar de um pai bêbado? Ou de uma mãe embriagada? Depois que o álcool chega ao cérebro, abre-se as portas à violência, à permissividade e a todo tipo de atos impensáveis.

Eu não gostaria de ver um obreiro do Senhor numa situação igual ou semelhante à de Ló. O homem que se resguardara dos vícios de Sodoma e de Gomorra, não soube como resguardar-se diante do vinho. Para se evitar tais males e desgraças, só existe um caminho: a abstinência.

3. O vinho como instrumento de corrupção.

Para encobrir o seu adultério com Bate-Seba, o rei Davi convocou Urias, que estava na frente de batalha, embriagou-o, e induziu-o a deitar-se com a esposa adúltera e já grávida (2 Sm 11.13). Se o seu plano houvesse dado certo, aquela criança ficaria na conta de Urias, o heteu.

A que ponto chega um homem fora da orientação do Espírito Santo. O rei e pastor de Israel usou o vinho para corromper um de seus heróis mais celebrado. Uma reunião de obreiros não pode ser regada a vinho; tem de ser dirigida pelo Espírito Santo.

Que os encontros de pastores, evangelistas, presbíteros e diáconos sejam marcados pela comunhão, fraternidade e profunda concórdia. E que, no final dos trabalhos, possamos declarar como os santos apóstolos: “Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo”. Mas isso só acontecerá se, abstendo-nos do vinho, enchermo-nos do Divino Consolador.

Se o vinho é tão nocivo e deletério, por que foi usado pelos levitas, no Antigo Testamento, e pelos santos apóstolos, no Testamento Novo? Antes de adentrarmos o próximo tópico, consideremos esta proposição: tudo o que existe pertence ao Senhor; logo, deve Ele ser glorificado por todas as coisas.

Aos olhos de Deus, tudo é precioso, inclusive o vinho. Vejamos o que Ele ordenará no período da Grande Tribulação:

“E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” (Ap 6.6, ARA).

III. O VINHO NO OFÍCIO DIVINO

O vinho, por simbolizar as bênçãos de Deus, foi usado no Antigo Testamento como oferenda ao Senhor e, no Novo Testamento, serviu para simbolizar o sangue de Cristo. Todavia, a Palavra de Deus faz sérias advertências quanto ao seu uso.

1. No Antigo Testamento.

Em sua oferta de manjares ao Senhor, os israelitas faziam-lhe também a libação de um quarto de him de vinho (Lv 13.13). Nessa oferenda, o adorador reconhecia que tudo quanto existe pertence ao Senhor. Em razão disso, deveria usar de forma santa e responsável tudo que Ele nos deixou (Pv 20.1).

Quanto aos ministros do altar, eram severamente advertidos sobre o uso do vinho. Leia com atenção Levítico 10.8-11. Essa passagem deve ser aplicada também a nós. Tanto ontem quanto hoje, o álcool pode levar-nos à ruína.

É bem provável que Nadabe e Abiú, julgando-se acima de recomendações e preceitos, vinham abusando do álcool. E, assim, de abuso em abuso, e já desconsiderando a santidade de Jeová, adentraram-lhe a Casa sem o fogo apropriado à queimação do incenso. Se isso realmente aconteceu, que deprimente espetáculo não representaram eles. Já imaginou dois obreiros embriagados, trôpegos e resmungando com voz pastosa as fórmulas e credos sagrados? Imagine ambos, agora, cambaleando entre o candelabro e a mesa dos pães da apresentação. Se tropeçassem diante do altar do incenso, cairiam no Santo dos Santos.

Retornemos à nossa realidade. Evoquemos a imagem de um pastor embriagado a batizar ou a ministrar a Santa Ceia. O que o rebanho, sempre atento e observador, dir-nos-á em semelhantes situações? Que o Senhor Jesus nos guarde das intemperanças e desregramentos. Jesus, tem misericórdia de nós. Santifica-nos. Queremos chegar à Jerusalém Celeste.

2. No Novo Testamento.

O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho (Jo 2.1-11). E, ao instituir a Santa Ceia, Ele fez uso desse mesmo produto, a fim de simbolizar o seu sangue redentor (Mt 26.26-30). Desde então, a Igreja de Cristo vem utilizando o fruto da vide para oficiar a sua maior celebração: a Ceia do Senhor (1 Co 11.23-32).

O que dizer do primeiro milagre do Senhor? O vinho que Jesus fez surgir da água era vinho ou um mero suco de uva? A Escritura não comporta dúvidas; era vinho de excelente qualidade. Mas da narrativa sagrada, inferimos que, naquelas bodas, ninguém se embriagou; os que presenciaram o milagre vieram a crer que Jesus era, de fato, o Salvador do mundo e Messias de Israel.

3. Advertência quanto ao uso do vinho.

Se, por um lado, o vinho é utilizado para adorar a Deus, por outro, ele pode ser usado igualmente para trazer escândalos e levar-nos a desvios espirituais, morais e éticos. Eis porque devemos considerar as recomendações que nos fazem as Escrituras (Pv 21.17; 23,20; Tt 2,3).

Diante das recomendações da Palavra de Deus, como proceder? Sejamos moderados e sóbrios. À semelhança dos recabitas, abstenhamo-nos do álcool. Leia com atenção o capítulo 35 de Jeremias. Que o exemplo daqueles homens cale-se profundamente em nossa alma.

IV. MINISTROS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO

Tendo em vista os exemplos lamentáveis e vergonhosos da História Sagrada, o Novo Testamento faz-nos severas advertências quanto ao uso do vinho.

1. Recomendações aos ministros.

O candidato ao Santo Ministério, na Igreja Primitiva, não podia ser um homem escravizado pelo vinho (1 Tm 3.3,8; Tt 1;7). Como confiar o rebanho de Jesus Cristo a um alcoólatra? O que governa tem de abster-se das bebidas alcoólicas (Pv 31.4).

Se você, querido obreiro, tem algum problema com o alcoolismo, procure ajuda. Há sempre um bom homem de Deus disposto a ouvir-nos e a auxiliar-nos. Não leve tal fardo à sepultura. Por mais difícil e vexatória que seja a sua situação, não se conforme. O Senhor Jesus está ao nosso lado. Ele o resgatará do alcoolismo, guindando-o novamente às regiões celestiais.

2. Recomendações à Igreja.

A recomendação quanto aos prejuízos decorrentes do vinho não se limita aos ministros do Evangelho. Ela diz respeito, também, a toda a Igreja. Que o verdadeiro cristão, afastando-se do vinho, busque a plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18). A embriaguez não é um mero adorno cultural; é algo sério que tem ocasionado sérios transtornos à Igreja de Cristo.

Voltemos ao cenáculo. Busquemos novamente a plenitude do Consolador. Que as nossas reuniões sejam marcadas por conversões, batismos com o Espírito Santo, curas divinas, sinais e maravilhas. E que jamais nos esqueçamos de que o Senhor Jesus, em breve, virá buscar a sua Igreja. Aleluia!

3. Ministros usados pelo Espírito Santo.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi copiosamente derramado sobre os discípulos (At 2.1-4). De início, eles foram tidos como bêbados (At 2.13). Mas, após o sermão de Pedro, todos vieram a conscientizar-se de que eles falavam e operavam no poder de Deus (At 2.40,41).

Na sequência de Atos, deparamo-nos com os apóstolos e discípulos proclamando o Evangelho sempre na virtude do Espírito Santo (At 4.8, 31; 7.55; 13.9).

V. COMO AGIR DIANTE DE TANTOS PERIGOS

Entre o final de 2017 e o início de 2018, chegaram-me alguns relatos de pastores, alguns ainda jovens, que vieram a suicidar-se. Confesso que tais relatos deixaram-me bastante preocupado. O que levaria um homem de Deus a cometer semelhante desatino? Por isso, gostaria de deixar, aqui, alguns conselhos para nos prevenirmos quanto a tais desfechos.

1. Aprenda a confiar em Deus.

Entre a Obra de Deus e o Deus da Obra, não tenha dúvidas. Que o Senhor tenha completa prioridade em sua vida. Quando nos damos por completo ao Deus da Obra, a Obra de Deus sempre prospera em nossas mãos. Por essa razão, trabalhe com ousadia e amor, mas não perca a paz se a sua igreja não prospera como esta ou não cresce como aquela. Quem dá o crescimento é Deus. Não perca o sono. Enquanto você dorme, Ele cuida de sua Seara.

2. Não se consuma pela ansiedade.

Não leve para o Santo Ministério as disputas e vícios do mundo corporativo. No âmbito do Reino de Deus, nem sempre o mais veloz chega primeiro. E, se logra algum êxito, envergonha-se como Aimaás; não tem mensagem alguma. Então, peregrine com o Evangelho.

Quando a depressão bater-lhe à porta, siga o conselho do apóstolo: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6, ARA).

Cuidado com as metas que contemplam apenas as finanças. Mire-se na humildade e na pobreza do Nazareno; resgate-lhe as almas preciosas que, todos os dias, vemos nas ruas, praças e logradouros. O dinheiro sempre vai. Quanto às almas, que cada uma delas chegue aos pés do Salvador.

3. Não se dê às drogas.

Previna-se quanto aos que, sutil e perversamente, preceituam-nos pílulas e compridos mágicos. Na Vinha do Senhor, não se requer nenhum psicoestimulante. A assistência do Espírito Santo nos basta.

Não se vicie. Você não precisa de tais artifícios. O mesmo Deus que fortaleceu a Sansão e animou a Davi está ao seu lado. Coragem e ânimo. A feitiçaria destes últimos dias está levando muita gente para o inferno.

4. Cuidado com o álcool.

Fuja dos colegas de ministério que, por serem já alcoólatras, querem induzi-lo a esse vício maldito e perverso. Mantenha-se continuamente sóbrio. A caminhada ainda é longa. Nessa peregrinação, não podemos andar tropegamente. Sejamos firmes em cada passo.

5. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina.

A recomendação do apóstolo nunca foi tão atual e urgente: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16, ARA).

CONCLUSÃO

Certa vez um jovem obreiro perguntou-me se algum padre chegará ao céu. Vendo-lhe a ânsia de espírito, fiz-lhe outra pergunta: “Algum pastor corre o risco de ir para o inferno?”.

Diante das agruras que nos espreitam aqui e ali, todos corremos sérios riscos. Não podemos vacilar. Se não nos dermos à leitura da Palavra, à oração e ao jejum, não subsistiremos. O fato de sermos obreiros não nos torna invulneráveis quanto às tentações, às angústias e às arremetidas de Satanás.

Cuidemos de nós mesmos. Zelemos pela doutrina que nos confiou o Senhor. Ele é poderoso para guardar-nos até o dia de sua vinda. E que jamais venhamos a ter o mesmo destino de Nadabe e Abiú.

Amém. Cuida de nós Jesus.

Fonte:
Livro de Apoio – Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Claudionor de Andrade
Lições Bíblicas 3º Trim.2018 - Adoração, Santidade e Serviço - Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico - Comentarista: Claudionor de Andrade
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