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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O Real Propósito da Igreja

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” 1Pe 2.9

A Igreja de Jesus Cristo tem por objetivo mostrar ao mundo como Deus age na história da salvação.

É a igreja de Jesus Cristo (histórica). Só a igreja, ao longo dos séculos, experimenta a presença de Jesus Cristo em sua membresia. Isso acontece porque é a igreja de Cristo comprada por Ele mesmo com seu sangue e é cuidada como o marido cuida da esposa. Jesus declarou que onde dois ou três indivíduos se reúnem sua presença prometida é vivenciada. Independentemente de o grupo ser pequeno — ali está uma igreja.

É a congregação de todos os crentes (universal). Essa é uma igreja de períodos distintos: passado, presente e futuro — juntas elas formam a igreja. É uma igreja de diferentes culturas encontrada nos países espalhados pela terra, mas unida em seu Senhor em comum. É uma igreja de características, temperamentos e habilidades distintos, além de ser uma igreja apresentando diferentes planos de experiência, dos cristãos mais antigos aos discípulos mais novos — contudo, uma igreja.

É a unidade do Espírito (espiritual). A unidade do Espírito, a respeito da qual o apóstolo Paulo escreve, é mais importante que as diferenças entre os grupos e as denominações. A igreja só é realmente uma por causa do único Espírito que a une. Embora todos os cristãos tenham de trabalhar pela unidade e devam consertar as divisões, eles não têm de buscar a uniformidade. Antes, ela é o reconhecimento de todos que apresentam semelhança com a família” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.506).

Somos chamados para adorar ao nosso Criador, assim como trabalhar para a edificação dos nossos irmãos em Cristo e também alcançar aqueles que estão distantes do caminho da salvação.

Texto Bíblico: Romanos 12 1-8

É comum encontrarmos na igreja pessoas que alegam não terem o dom de evangelizar. Isso é mais comum do que podemos imaginar. Entretanto, não podemos nos esquivar da responsabilidade que nos foi outorgada pelo nosso Senhor, de levar a mensagem do evangelho a todas as pessoas.

INTRODUÇÃO

Toda instituição precisa ter propósitos bem definidos. Uma empresa deve oferecer emprego e dar lucro a seus acionistas ou proprietários. Uma escola tem como objetivos principais educar e formar cidadãos. As forças armadas e policiais têm como alvos zelar pela segurança nacional e pública. A Igreja, como instituição fundada por Deus, tem dentre outros desígnios a adoração, a edificação dos crentes e a evangelização. Trataremos desses três objetivos nesta lição.

I. COM RELAÇÃO A DEUS — ADORAR

1. O que é adorar.
A adoração sem dúvida tem sido um dos assuntos mais comentados de nossos dias. De forma positiva, tem se buscado um modelo de culto que respeite a santidade e a presença de Deus entre aqueles que se dizem seus filhos, e, ao mesmo tempo, permita que esses filhos de Deus participem do culto com ordem e decência. Por outro lado, têm sido abundantes os cultos marcados por excessos de manifestações artísticas, músicas cujo conteúdo mexe mais com o corpo do que falam ao coração, e pouca primazia se dá à pregação bíblica e ao ensino. Adorar envolve mais do que cânticos e louvores. Envolve ter uma vida que agrade a Deus e que seja um exemplo de serviço a Ele e aos membros do Corpo de Cristo. Quando entendemos que servir faz parte do ministério de Cristo (Mc 10.45), entendemos também que nossa adoração a Deus, no “aspecto vertical”, deve ser desenvolvida igualmente no “aspecto horizontal”, quando nos dispomos a ser servos uns dos outros.

2. A diversidade da adoração.
O culto ao Senhor pode variar de acordo com o lugar e a época. Quem trabalha no campo missionário tem muitas histórias sobre a diversidade cultural e a adoração a Deus. Há diversos modelos de cultos em nossos dias, e esses estão mais afeitos a lugares, com regionalismos próprios. Nem sempre um modelo adotado em um país será necessariamente aceito em outra cultura. O que não se pode esquecer é que o nosso culto deve ser racional, e feito com ordem e decência: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

A adoração ao Senhor não pode ser transformada em um espetáculo, onde as pessoas se dirigem ao santuário para serem entretidas, para passar tempo, esquecendo-se de que estão ali para adorar, orar e ouvir a Palavra de Deus.

3. A adoração que Deus recebe.
Ter uma liturgia adequada para nos portarmos no culto ao Senhor é correto, pois isso nos ajuda a lembrar de que estamos na presença do Senhor, e o nosso culto deve ser racional (Rm 12.1). Entretanto, ainda mais importante é lembrar que “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Deus não recebe uma adoração forçada, falsificada, mas uma adoração que brota verdadeiramente de uma pessoa com um espírito agradecido, e que reconhece a grandiosidade de Deus não apenas no momento do culto, mas igualmente fora do ambiente do santuário, pois somos adoradores em tempo integral, dentro da igreja e fora dela.

Pense!
A adoração faz parte do culto, tanto quanto o faz a contribuição e o ouvir a Palavra de Deus, que também são adoração.

Ponto Importante!
Adorar a Deus é uma das maiores oportunidades que o ser humano tem de reconhecer o senhorio do seu Criador e Senhor.

II. COM RELAÇÃO AOS CRENTES — EDIFICAR

1. Edificando por meio da comunhão.
Um dos fatores mais importantes na edificação do Corpo de Cristo é a comunhão. Ela não nos permite ficar isolados uns dos outros, mas nos incentiva à interação e ao fortalecimento por meio da oração, ações de graças, atos de generosidade e socorros. Pela comunhão, crescemos juntos, exercemos misericórdia e podemos, como corpo de Cristo, apresentar “todo homem perfeito em Jesus Cristo” (Cl 1.28).

2. Edificando por meio dos dons.
Os dons dados por Deus são meios pelos quais a Igreja é edificada. Os dons espirituais são dados de forma individual, mas sua utilização é manifesta na coletividade, na igreja local. Os dons de Deus não são um atestado de superioridade espiritual, mas instrumentos pelos quais Deus usa homens e mulheres com poder, apesar de suas limitações pessoais, em prol do crescimento e aperfeiçoamento dos santos.

Lembremo-nos de que os dons são concedidos pelo Espírito Santo. Não são aprendidos academicamente ou por técnica alguma. Com o passar do tempo, aqueles que os recebem devem primar em fazer com que os dons sejam exercidos com ordem no culto, e isso pode e deve ser ensinado. Esses aspectos, sim, podem ser aprendidos, de tal forma que possamos ver os dons do Espírito sendo usados de forma edificante e ordeira no santuário.

3. Edificando por meio do ensino.
Por meio do ensino bíblico, apresentamos assuntos teológicos e outros relacionados à vida cristã de forma sistematizada ao Corpo de Cristo, e todas as faixas etárias da igreja podem ser contempladas, cada uma com suas características e necessidades. É um momento em que há uma interação entre professor e aluno, o que não ocorre por ocasião da pregação expositiva da Palavra de Deus. E quando aprendemos realmente a Palavra de Deus, podemos usá-la de forma adequada tanto na Igreja quanto fora dela.

Jesus dedicou grande parte de seu ministério ao ensino. Ele sabia que para dar prosseguimento à divulgação do Evangelho, seus sucessores deveriam ser ensinados sobre os princípios e verdades do Reino de Deus, e que pelo poder do Espírito, seriam lembrados dos ensinos de Jesus e os fariam conhecidos: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). O Espírito de Deus nos lembra o que aprendemos, ou seja, Ele se utiliza do que já recebemos para nos relembrar do que precisamos fazer.

III. COM RELAÇÃO AO MUNDO — EVANGELIZAR

1. A necessidade de se falar de Jesus às pessoas.
Uma das missões mais importantes da Igreja é falar de Jesus às pessoas que ainda não o conhecem. A essência de se evangelizar é fazer com que Jesus esteja vivo em cada pessoa, e o ato de falar de Jesus a uma pessoa é o evangelismo.

A Igreja Primitiva não cessava de anunciar a Jesus, mesmo sob perseguição. Eles sabiam que Jesus fazia tanta diferença em suas vidas que não poderiam privar outras pessoas de poderem experimentar uma relação sólida com Deus por meio do perdão dos pecados e da comunhão com Deus.

Sigamos o exemplo dos crentes do primeiro século, que testemunhavam de Jesus sempre, mesmo sob perseguição, perda de bens e familiares. Todos temos a oportunidade de tornar Jesus conhecido de nossos parentes, familiares, amigos e mesmo daqueles com quem não temos qualquer tipo de relacionamento. Conhecer Jesus faz a diferença em nossas vidas, e o mesmo fará na vida de outras pessoas. Há pessoas que “conhecem” Jesus como um grande profeta, sacerdote ou pessoa que lutou por uma boa causa. Mas essas pessoas precisam saber que Jesus é o Filho de Deus, que está vivo, que veio para salvar os pecadores. Sem isso, Jesus permanecerá para tais pessoas uma figura histórica.

2. A salvação é oferecida a todos.
Deus, em Cristo, oferece gratuitamente a salvação dos pecados e da morte eterna por intermédio do sacrifício de seu Filho, Jesus Cristo. Devemos, conforme Cristo ordenou, fazer discípulos em todas as nações, sem distinção (Mt 28.19), pois a salvação não é privilégio de alguns poucos escolhidos aleatoriamente, mas de todo aquele que crê em Jesus Cristo, como falou o próprio Jesus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Jesus deve ser anunciado por todos os meios lícitos e para todas as pessoas. Quando dizemos que a salvação é para todos, entendemos que o ato de Jesus, de morrer por nossos pecados, abrange todos aqueles que creem na mensagem do Evangelho. Isso não significa que mesmo aqueles que rejeitaram a Jesus, no final das contas, terão uma oportunidade de se arrepender e ser salvos, pois a hora de decidir aceitar a Jesus é agora, e não depois da morte. Portanto, faça o nome de Jesus ser conhecido do maior número de pessoas que você conhece.

3. A presciência divina.
Deus evidentemente sabe, pela sua presciência, quem vai ou não rejeitar a mensagem da salvação, mas isso não significa que Ele predeterminou quem será salvo e quem não vai, e não podemos confundir a presciência divina com determinismo. O importante é anunciar a Cristo em todos os momentos e fazer o seu nome conhecido em todos os lugares.

Nossa missão é tornar Jesus conhecido não apenas com nossas palavras, mas principalmente com a nossa vida.

CONCLUSÃO
Somos chamados a servir na igreja local com propósitos bem definidos. Portanto, não podemos enterrar nossas vocações e talentos, e sim observar esses três propósitos — adoração, edificação e evangelização — de forma equilibrada, como também deve ser equilibrada a nossa vida cristã.


SUBSÍDIO II
O que significa ser um crente-sacerdote?
Antes de mais nada, significa que nós servimos a Deus pessoalmente. E o louvamos por meio de palavras e obras. Significa que nós temos acesso direto a Deus. Significa que ministramos aos outros, levando a eles a Palavra de Deus e ao Senhor as suas necessidades. Significa que cada um de nós somos chamados para servir, para ser servido, da mesma maneira com que Cristo se deu por nós. Uma das maiores tragédias da história da igreja é que a doutrina do sacerdócio de todos os crentes, redescoberta durante a Reforma, nunca foi plenamente interpretada. Pois o ‘mistério’ abrange muito mais do que pregar e ensinar. Ele deve inspirar os nossos relacionamentos com o outros, e também o nosso relacionamento com o Senhor” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2007, p.522).

Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD 

Leia também:
Aqui eu Aprendi!

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