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domingo, 18 de novembro de 2018

O genuíno Culto Pentecostal

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” 1Co 14.26

“Provisória e precariamente, podemos descrever adoração e louvor como um estado de consciência onde se reconhece simultaneamente a grandiosidade de Deus e a efemeridade da condição humana. Ou, busca insaciável por mais da pessoa de Deus, sem nenhum interesse alheio a esse fim. Ou por fim, desejo pessoal de dedicar o máximo de si a Deus e aos demais filhos que o Senhor amorosamente criou. Partindo destas ideias fica evidente que existem níveis e intensidades diferentes na adoração e louvor, não necessariamente uma hierarquia ou uma escala. Adoração não pode ser mecanizada. Celebrações como ‘tarde de adoração’, ‘noite dos adoradores’ podem ter um ótimo apelo midiático, mas não possuem garantias espirituais. É possível a realização de cultos com outros fins — políticos, econômicos, pessoais — que não a adoração. Nunca se deve associar a adoração e o louvor a uma sequência de protocolos a serem seguidos, como numa receita de bolo. A adoração e louvor, por vezes, estão relacionados na Bíblia a situações de fortes sentimentos, arrebatamentos, e muitas vezes surpreendentes (Dn 10.7-10; At 22.7). Ao falar a respeito do ‘perfeito louvor’, Jesus cita a pureza e simplicidade das crianças (Mt 21.16). Logo devemos entender que louvar a Deus, ainda que seja algo feito em um contexto coletivo, é uma atitude que devemos fazer livremente, por meio da gratidão, quebrantamento e humilhação” (BRAZIL, Thiago. Em Espírito e em Verdade: A Essência da Adoração Cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2016, p.27).

O culto pentecostal genuíno tem a presença de Deus nos louvores, na oração, na manifestação dos dons e na pregação da Palavra.

“O que significa cultuar a Deus?”.


Leitura Bíblica: João 4.19-24; Efésios 5.15-21

INTRODUÇÃO

O Deus vivo e verdadeiro é adorado e louvado por suas obras, atributos e misericórdia, e a adoração, feita por aqueles que O amam e O temem, tem princípios que não podem ser desprezados. Cantar louvores, orar, contribuir e receber a Palavra são atitudes que fazem parte do culto cristão. Além disso, são elementos do culto a ordem e a racionalidade. Os pentecostais reúnem-se em nome de Jesus para celebrar o Senhor Deus, e nesse culto podemos ver curas, batismo com o Espírito Santo, salvação e libertação de pessoas. Veremos nesta lição como o culto ao Senhor é apresentado na Bíblia e como a nossa adoração deve se moldar dentro desses parâmetros.

I. AS REUNIÕES DO POVO DE DEUS EM ATOS

1. Reuniões com oração.

Os cultos genuinamente pentecostais são reuniões em que há a prática da oração. Atos 2 nos mostra que os discípulos de Jesus, no Dia de Pentecostes, não estavam festejando aquela data comemorativa. Eles estavam orando no cenáculo. Não existe problema algum em se comemorar uma data pátria ou festiva, como aniversários, casamentos, ou um feriado nacional. O próprio Deus instituiu datas de celebrações nacionais para os hebreus. Mas no caso da igreja em Jerusalém, quando foram cheios do Espírito Santo, foram achados em oração.

Orar é tão importante que o Senhor Jesus não apenas orava com frequência, mas nos ensinou também a orar. Ele orou até o momento em que entregou o espírito a Deus. E Deus não depende de nossas orações para agir em certas ocasiões, mas Ele espera que seu povo ore e faça da oração uma prática.

Reuniões pentecostais devem sempre primar, a exemplo de Atos 2, pela oração nos cultos. O agir de Deus é observado após períodos em que seu povo estava orando. Para o pentecostal, a oração deve fazer a diferença em todos os aspectos de sua vida.

2. Reuniões marcadas peto temor a Deus.

Uma característica do culto genuinamente pentecostal é a certeza de que estamos entrando na presença de Deus, e que a nossa adoração ao Eterno deve ser de forma respeitosa, com temor. Diante da santidade de Deus o ser humano deve chegar com quebrantamento, mas igualmente com confiança, lembrando-se de que não há mais separação entre nós e Deus. Entretanto, nem todas as pessoas têm a consciência de que indo para um culto, estão diante de Deus. Jesus garantiu que “[...] onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu [...]” (Mt 18.20), mas nem sempre essa presença é respeitada. O livro de Atos mostra pelo menos duas ocasiões em que a presença de Deus em uma reunião foi tida como de menor importância por crentes sem temor. Ananias e sua esposa, Safira, tentaram enganar os apóstolos na hora da oferta, e Lucas registra a consequência da falta de temor daquele crente (At 5.4,5).

3. Reuniões com exposição da Palavra.

Tão importante quanto a oração e o temor, no culto pentecostal, é a exposição da Palavra de Deus. Não pode ser compreensível um culto em que Deus se faça presente apenas nos momentos de oração e cânticos, e ausente no momento da pregação. Por isso, a exposição das verdades bíblicas deve ser levada a sério não apenas na escolha do texto a ser trabalhado, mas também na forma como a apresentação ocorre.

II. ORDEM E DECÊNCIA NO CULTO

1. Cultos e liturgia.

O culto pentecostal não é desprovido de uma liturgia. Esta palavra é oriunda da língua grega, teitourgeion, de onde vem a nossa palavra liturgia, e traz a ideia de um serviço ou dever público. Leitougeion também é traduzida como ministério. Ela aparece em Atos 13.1,2, quando nos é dito que na igreja de Antioquia havia doutores e profetas, e “servindo eles ao Senhor e jejuando”, o Espírito Santo ordenou que Saulo e Barnabé fossem separados para uma obra que Deus já lhes reservara. A palavra “servindo” (leitourgeion) indica que os discípulos serviam ao Senhor de forma pública, e no decorrer desse serviço ouviram o Espírito Santo. Não é errado ter uma liturgia, em que o culto vai ser seguido de etapas que nos conduzem a Deus na adoração, leitura da Palavra, oração, contribuição, testemunhos públicos e pregação da Palavra. O que não é certo é fazer com que a liturgia seja mais importante do que a orientação e o mover do Espírito de Deus no culto.

2. O uso do intelecto associado aos dons.

Paulo nos adverte que o nosso culto deve ser racional (Rm 12.1). Isso significa que devemos adorar a Deus com inteligência e sabedoria. Por meio da pregação bíblica Deus fala aos nossos corações; por meio dos dons espirituais a Igreja é edificada. Por meio da oração falamos com o Senhor, e em todos esses momentos o cristão não perde a sua capacidade de se comunicar, de entender, de refletir sobre o que é dito. Não podemos fazer do momento de culto um horário para manifestações particulares de espiritualidade. Ser cheio do Espírito não retira de nós o domínio próprio, pois este é justamente uma característica do fruto do Espírito registrado em Gálatas 5.

3. O espírito do profeta é sujeito ao profeta.

Para que haja ordem no culto, Paulo deixa claro: “Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1Co 14.31,32). A orientação bíblica é clara no que tange às manifestações de profecia no culto ao Senhor. Há grupos cristãos que, acreditando que o dom de profetizar é somente a pregação da Palavra de Deus, não apenas impedem que haja profecias genuínas na Igreja, como também ensinam que esse dom cessou. Mas o apóstolo Paulo fala usando o tempo no presente: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”. Ele não diz que eram sujeitos e que depois do terceiro século de nossa era não seriam mais. O objetivo dessa orientação é claro: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1Co 14.33). Esse texto indica que aqueles que têm o dom de profetizar devem se sujeitar à decência e à ordem, e não atrapalhar o andamento do culto para profetizar. A mensagem profética trazida a um homem ou mulher de Deus não é desculpa para que o momento de culto se torne desregrado, ou com manifestações condenáveis na Palavra de Deus.

4. Adorando a Deus em espírito e em verdade.

João, em seu Evangelho, mostra um diálogo entre Jesus e uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó. Jesus tratou com ela a respeito da salvação, e a mulher quis saber sobre o lugar onde se deveria adorar a Deus. Os samaritanos só aceitavam o Pentateuco, e rejeitavam os profetas e demais livros do Antigo Testamento, ao que Jesus lhe responde que eles adoravam o que não sabiam, e que a salvação vem dos judeus. Jesus completa a sentença deixando de focar o lugar da adoração para focar na forma como se adora e a quem Deus busca para o adorar (Jo 4.23). A adoração, que antes estava enquadrada em uma teologia que privilegiava os lugares, agora tem um caráter pessoal, em espírito; não uma ideia pálida de quem é Deus, e em verdade, pois Ele já se revelou em Jesus. A nossa adoração deve refletir esse princípio. Precisamos adorar a Deus de forma realmente espiritual, como novas criaturas, divorciados das regras que regiam nossa forma antiga de viver.

III. A MUSICALIDADE DENTRO DO CULTO CRISTÃO

1. Deus valoriza a música e a adoração.

A música faz parte do culto cristão. Deus deu sabedoria para que os homens criassem instrumentos musicais, e criou o homem com cordas vocais para que pudesse cantar. Esse mesmo Deus conclama que todos cantem louvores em sua presença (Sl 47.6-8). Deus pergunta a Jó onde ele estava quando, por ocasião da criação do mundo, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus se rejubilavam” (Jo 38.7). Mesmo no livro do Apocalipse é possível ver que no céu há adoração com música, onde os quatro animais e os vinte e quatro anciãos cantavam um novo cântico (Ap 5.8,9).

Jesus cantou um hino antes de ir ao Getsêmani (Mt 26.30), e a Igreja Primitiva adorava a Deus com música. Paulo fala aos efésios que eles deveriam ser cheios do Espírito “falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Ef 5.19). Observe que a expressão “falando entre vós” aponta para além da adoração no culto, e avança para as esferas de relações pessoais. Adorar com uma música de qualidade, bíblica, sem cantores e músicos disputando quem toca melhor ou mais alto, com certeza agrada a Deus.

2. Salmos e hinos.

Os Salmos, ou saltério de Israel, são um conjunto de hinos que os hebreus cantavam em suas festas. Tais hinos representavam a forma como os filhos de Abraão percebiam a presença de Deus — ou a ausência dEle — em suas vidas. As emoções humanas — tão condenadas em certos meios evangélicos de nossos dias — são vistas de forma clara nos Salmos. Os hebreus não tinham nenhum problema em cantar seus momentos de alegria ou tristeza diante de Deus, e ensinar a outros por meio desses cânticos. Asafe fala que quando olhou para os ímpios, seus pés quase vacilaram (Sl 73.2,3). Os descendentes de Coré cantaram que “até o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si e para sua prole, junto dos teus altares” (Sl 84.3). Davi, quando perseguido por Saul, cantou que Deus “derrama luz nas minhas trevas” (Sl 18.28 — ARA), e “a tua graça é melhor que a vida” (Sl 63.3 — ARA). A igreja cristã adotou o uso dos salmos em seus cultos, e nós podemos fazer o mesmo.

3. Cânticos espirituais.

Nos parece adequado crer que essa expressão, cânticos espirituais, se refira a hinos entoados em outras línguas por pessoas cheias do Espírito Santo. Independente da forma como se interprete essa expressão, é certo que somente pessoas cheias do Espírito podem trazer essa adoração em um culto, pois tais manifestações são fruto de vidas cheias do Espírito.

O ato de cantar salmos, hinos e cânticos espirituais é consequência de uma adoração que vem do coração, não forçada, mas voluntária, “cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Ef 5.19). Os crentes cheios do Espírito devem exteriorizar o que está realmente dentro de seus corações em louvores a Deus. E esse louvor deve ter ações de graças por tudo o que Jesus tem feito por nós.


CONCLUSÃO

O nosso culto deve ser prestado de forma ordeira, inteligente e debaixo da graça divina. Cada momento dele deve refletir nosso temor a Deus, nossa comunhão com Ele e com nossos irmãos e o respeito pelo uso dos dons espirituais e da Palavra que será ministrada.


A Pregação Pentecostal
“Que imagem lhe vem à mente quando ouve a frase pregação pentecostal? Eu ouço um som, como de um vento veemente e impetuoso, que enche todo o auditório. As palavras do pregador são divinamente inspiradas, fáceis de entender, poderosas no contexto. Têm o poder de atirar uma flecha que atinge em cheio o coração do pecador até que este se dobre em agonia, clamando pelo perdão divino. Isso é pregação pentecostal! Quais os elementos da pregação pentecostal? São distintos de outros tipos de pregação? Há diferença de estilo ou substância dos sermões entregues na igreja tradicional ou mesmo na igreja evangélica? Eu sustento que vai muito além dos fatos emocionais. Observo três distintivos que se relacionam com a pregação pentecostal: a unção, a estrutura do sermão e pregação por resultados. Antes, porém, de definirmos os estilos e a estrutura do sermão pentecostal, examinemos a introdução. Há três propósitos básicos para a introdução de um sermão: obter atenção, apresentar a proposição ou tema e criar interesse. Seja extremamente cuidadoso em seus comentários introdutórios. Tenha cuidado para evitar ser repetitivo. Evite improvisação — o resultado pode ser uma observação ofensiva que não foi devidamente considerada. Não leia o texto de diversas traduções diferentes — fica enfadonho. E não leve muito tempo para chegar ao corpo da mensagem” (MOEM, Ernest J. O Pastor Pentecostal: Um Mandato para o Século XXI. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.638,639).

Fonte: Lições Bíblicas Jovens - 4º Trimestre de 2018 - Título: O vento sopra onde quer – O ensino bíblico do Espírito Santo e sua operação na vida da Igreja – Comentarista: Alexandre Coelho

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