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sábado, 25 de julho de 2015

O Ministério do Diácono. O Diaconato

“Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” 1Tm 3.13

Por que existe o ministério do diácono?

Qual a sua função e importância na vida da igreja local?

Para responder as perguntas elaboradas acima, deve-se partir do sexto capítulo do livro dos Atos dos Apóstolos, pois ali, pela primeira vez, foi constituído um ministério específico de caráter social para resolver uma variante problemática de aspecto étnico: entre as viúvas de fala hebraica e as de fala grega. Tal problema poderia atravancar o avanço da igreja local que estava em Jerusalém. Os apóstolos sentiram-se cobrados em solucionar um problema não muito fácil, entretanto, os ministérios da Palavra e da Oração não poderiam ficar em segundo plano. Mas igualmente, a sobrevivência humana.
Orientados pelo Espírito Santo, e também dotados por um profundo bom senso, juntamente com a igreja, os apóstolos não hesitaram em tomar a decisão de separar sete homens judeus de fala grega - Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau - para resolverem uma questão de caráter social e urgente. Assim, a igreja de Jerusalém voltou a normalidade da sua atividade coadunando a prática proclamatória do Evangelho com o serviço de interferir socialmente na vida dos crentes, e não-crentes também, para suprir a necessidade de quem precisava de ajuda. Por isso, o caráter do ministério diaconal é profunda e biblicamente enraizado numa intensa preocupação social. O diácono de Atos não foi chamado para fazer trabalhos meramente litúrgicos, (como colher dízimos e ofertas e servir a Santa Ceia), mas principalmente a cuidar dos mais necessitados, visitar as viúvas e os enfermos, amparando quem realmente precisa de cuidados na comunidade cristã local.
Por conseguinte, o serviço de diácono não é simplesmente uma função eclesiástica, mas um estilo de vida ensinado e promovido por Jesus de Nazaré. Quando um crente olha para o verdadeiro diácono ele deve sentir-se impulsionado para viver um estilo de vida diaconal, como o de Cristo em seu ministério terreno. Pois o diaconato é um estilo de vida centralizado em Jesus de Nazaré, jamais em si mesmo. Revista Ensinador Cristão nº58.pg.42

Embora o diaconato seja um ministério específico, a diaconia é uma missão de todo o crente.


Diaconia significa “ministério, serviço”. Jesus Cristo foi exemplo para a Igreja em todos os aspectos. Em sua Diaconia, Ele foi “apóstolo... da nossa confissão” (Hb 13.1). Foi profeta (Lc 24.19); foi evangelista (Lc 4.18-19); foi Pastor (Jo 10.11) e também foi diácono. Ele demonstrou seu caráter e sua personalidade, dando exemplo de humildade. Para cumprir sua missão sacrificial em favor dos homens, Jesus despojou-se temporariamente de sua glória plena (Jo 17.14). Paulo diz que Ele assumiu a forma de servo, mais que isso, a forma de “escravo”. Jesus, “... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.6-8 — grifo nosso). A expressão “tomando a forma de servo”, “significa aparecer em uma condição humilde e desprezível”. [1]

A diaconia outra coisa não é senão um serviço incondicional e amoroso a Deus e à sua Igreja. O diácono que não vive para servir a igreja de Deus, não serve para viver como ministro de Cristo.



A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO
Como já comentado, o diácono é o único ministério cristão a originar-se de um fato social; surgiu de uma premente necessidade da Igreja Primitiva: o socorro às viúvas helenistas. Atenhamo-nos no que diz o texto que escreveu Lucas (Atos 6.1-7). Do texto sagrado, apontemos algumas das razões que levaram os apóstolos a instituírem o diaconato:

a) O crescimento da Igreja

Do Pentecostes à instituição do diaconato, a Igreja Primitiva cresceu de três mil convertidos, a cinco mil; a partir daí, o rebanho do Senhor não mais parou de multiplicar-se (At 2.41; 4.4). De forma que, em atos capítulo seis, o número de discípulos já havia superado a capacidade estrutural da Igreja (At 6.1). Crescendo o número de fiéis, cresceram também os problemas. Tivesse a Igreja se limitado aos cento e vinte, certamente nenhuma dificuldade teriam os primitivos cristãos. Não haveriam de precisar de diáconos, nem de pastores, e até os mesmos apóstolos seriam prescindíveis. Acontece que as grandes igrejas enfrentam grandes desafios, e demandam, por conseguinte, grandes soluções. Com a chegada das ovelhas, vai o aprisco deixando sua rotina, vai o pastoreio desdobrando-se em cuidados e desvelos pelas almas, e o Reino de Deus vai alargando suas fronteiras e descortinando os mais promissores horizontes.

b) O descontentamento social

Relata-nos Lucas que “houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária”. Tal contingência não podia esperar; exigia imediata solução. Caso não houvesse uma alternativa urgente e satisfatória, a situação deteriorar-se-ia, agravando a injustiça social, e aprofundando a fissura entre os dois principais segmentos culturais da igreja em Jerusalém: os hebreus e os helenistas.
A situação que se desdenhava deixou os apóstolos mui preocupados. Como israelitas, sabiam eles que a injustiça e a desigualdade social eram intoleráveis aos olhos de Deus (Dt 15.7,11).

c) O comprometimento do ministério apostólico

Continuassem os apóstolos a suprir as necessidades dos órfãos e das viúvas, haveriam de comprometer de forma irremediável as principais funções de seu ministério (At 6.2-4). Por isso deliberaram: “Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.2-4). Como seria maravilhoso se os pastores seguissem o exemplo dos apóstolos! Infelizmente, não são poucos os que se acham de tal forma empenhados com os negócios materiais do rebanho, que já não têm tempo de orar, nem mais ligam importância à exposição da Palavra. Transformaram-se em meros executivos. Vivem mais preocupados com os rendimentos financeiros do redil do que com o bem-estar das ovelhas. Será que ainda não perceberam ter sido o diaconato instituído justamente para que os pastores nos entregassem amorosamente à oração e à proclamação dos conselhos de Deus? Queira o Senhor que, no termino de nosso ministério, possamos dizer como o apostolo Paulo: “Porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20.27).

d) A organização ministerial da Igreja

Até a instituição dos diáconos, a Igreja conhecia apenas o ministerial apostólico. Eram os apóstolos responsáveis inclusive pelo socorro cotidiano. E isto, como vimos, por pouco não compromete o desempenho do principal magistério da Igreja. Com a instituição dos diáconos, porém, formou-se a base do ministério eclesiástico. Levemos em conta também os anciãos; estavam eles sempre prontos a secundar os apóstolos. Mais tarde, o termo ancião (ou presbítero) passaria a ser sinônimo de pastor e bispo. Desde então, apesar das várias formas de governo eclesiásticos, a Igreja vem funcionando a contendo, cumprindo suas varias tarefas, tendo como base o modelo de Atos dos Apóstolos.[2]

A ESCOLHA DOS DIÁCONOS
O diaconato como ministério
Ministério é um trabalho, ou função eclesiástica, exercida por aqueles que são biblicamente ordenados. Da leitura de Atos 6.6, concluímos: os diáconos são também ministros. Apontemos algumas razões que nos argúem serem os diáconos integrantes do ministério cristão:

a) A instituição do diaconato foi inspirada pelo Espírito Santo

Assim como os apóstolos haviam sido chamados para auxiliar a Jesus, foram os diáconos separados para assistir aos apóstolos e pastores. Não se admite, pois, que os diáconos façam oposição ao pastor; foram eles chamados justamente para ajudar o anjo da igreja (At 6).

b) A instituição do diaconato foi eclesiasticamente acordada

Contou com o apoio de toda a Igreja de Jerusalém que, em seu nascedouro, representava toda a assembléia dos santos. E, de conformidade com as instruções do próprio Cristo (Mt 18.9). Logo, o diaconato surgiu com o pleno apoio da Igreja de Cristo.

c) Os diáconos foram formalmente ordenados

Não foram os sete separados em segredo, mas consagrados ante a congregação. Contaram eles, consequentemente, com o apoio tanto da Igreja quanto do magistério apostólico.

d) Os diáconos receberam formalmente a imposição de mãos

Ai está a prova cabal de seu ministério. À semelhança dos apóstolos Barnabé e Saulo, foram os diáconos santificados ao ministério através desse ato tão significativo: “orando, lhes impuseram as mãos” (At 6.6; 13.1-3). Se não são ministros os diáconos, porque a oração e a imposição de mãos?

e) A real dimensão do diaconato

Convém ao diácono entender que, embora ministro, jamais deve ignorar a autoridade que tem o pastor sobre todos os ministérios, órgãos e departamentos da igreja. Que ele reconheça sempre a verdadeira dimensão de seu cargo e a exata razão de sua chamada, e coloque-se à inteira disposição de seu pastor. Seja amigo e companheiro deste. Cabe aqui lembrar o que disse Otis Bardwell, experimentadíssimo diácono: “O diácono não foi chamado para receber honrarias, mas para servir a Deus e à Igreja”.

O diaconato como um importante negócio

Na versão Revista e Corrigida de Almeida, lemos: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões (...) aos quais constituamos sobre este importante negócio” (At 6.3). A versão atualizada, porém, buscando maior aproximação com o grego, usa a seguinte expressão: “aos quais encarreguemos deste serviço”. É o diaconato, afinal, um serviço ou um importante negócio?  Ambas as coisas, pois estão certas ambas as versões. A palavra grega chréia tanto pode ser traduzida como serviço quanto como negócio. Ela pode ser compreendida, ainda, como “um serviço para suprir auxilio em caso de necessidade”. Portanto, nenhum erro cometeu os revisores dessas versões. Servir a Igreja, a Noiva do Cordeiro, é de fato um importante negócio! Pense nisso, diácono, e conscientize-se de sua responsabilidade. [2]
AS QUALIFICAÇÕES DO DIÁCONO
As qualificações diaconais são os requisitos imprescindíveis que tornam o obreiro cristão apto a exercer o ministério de socorro aos necessitados e de serviço aos santos. Tais qualificações acham-se compreendidas em Atos 6.3 e na primeira Epístola de Paulo a Timóteo 3.8-13. Em ambas as passagens, há um elenco de virtudes e requisitos, que só encontraremos em homens de valor. Por que tais qualificações fazem-se tão necessárias?
A resposta é obvia. Diferentemente do escravo do A.T, de quem era requerida apenas uma cega subserviência, o diácono do N.T viria a ocupar um lugar de honrado destaque na Igreja de Cristo. Não seria ele um servo comum; erguer-se-ia como ministro. Eis a seguir os requisitos exigidos:

1. De boa reputação

Afirmou Publílio Siro que a reputação é um segundo patrimônio. Se o admirável poeta latino estivesse a reviver os passos iniciais da Igreja de Cristo, certamente haveria se içar a reputação à mais alta das grandezas sociais. Pois a primeira virtude que os cristãos primitivos reclamaram dos postulantes ao diaconato foi justamente a boa reputação: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação...” (At 6.3).

a) O que é a reputação

Originaria do vocábulo latino reputatione, a palavra reputação significa fama, celebridade e renome. O erudito evangélico Samuel Vila realça quão significativo é este termo: “Reputação é uma das vozes mais sábias que tem a nossa língua. É a nossa fama ou credito pessoal; é algo que se submete ao julgamento público todos os dias. Reputar, pois, é julgar repetidamente a uma pessoa ante o fórum da moral pública”.
De conformidade com o étimo da palavra, os sete primeiros diáconos já vinham sendo observados e rigorosamente julgados tanto pelo colégio apostólico quanto pela igreja. E, nesse julgamento, foram todos eles aprovados com o máximo louvor. Por conseguinte, antes de separarmos um obreiro ao diaconato, exijamos tenha ele uma boa reputação. Se não for bem conceituado diante da igreja e do ministério, que não seja aceito. E que sua reputação seja também comprovada pela família e pela sociedade.
O diácono haverá de ser um esposo exemplar, um pai responsável e prestimoso, um cidadão honesto e cumpridor de seus deveres. Se a sua reputação não transcender a tais limites, reprovemo-lo. Doutra forma, trará somente aborrecimentos à igreja, e transtornos à obra de Deus.

b) O significado grego da palavra reputação

No original, temos o vocábulo marturouménous que significa não somente reputação como também testemunho. Devem os diáconos portanto, desfrutar de um inconfundível atestado público. Que todos lhe comprovem a idoneidade do caráter e a fé sábia e experimentada nas boas obras. Você tem zelado por sua reputação? Como obreiros de Cristo, somos submetidos a julgamentos diários. Somos julgados em casa, na sociedade e na igreja. Até mesmo em nosso íntimo, somos nós julgados. É com base em tais julgamentos que seremos chamados a ocupar as maiores responsabilidades no Reino de Deus. Você tem um nome a zelar; cuide de sua reputação. E que não ocorra conosco o que se deu com um dos personagens de Shakespeare: “Reputação, reputação, reputação! Ah, perdi a reputação! Perdi o que em mim havia de mortal, e o que fica é bestial”.

2. Cheios do Espírito Santo

O ser cheio do Espírito Santo é o mesmo que ser batizado?
Não quero, aqui, perder-me em discussões acerca desse binômio. Se desprezarmos nossas raízes, diremos tratarem-se de coisas completamente distintas. Se nos voltarmos, todavia, aos primeiros dias da Igreja, constataremos: os discípulos só eram considerados cheios do Espírito Santo somente depois de haverem passado pela experiência pentecostal (At 2.4; 10.47; 19.6). Sobre a controvérsia, pronuncia-se o Dr. George E. Ladd: “Quando o Espírito Santo foi dado aos homens, os discípulos foram batizados e ao mesmo tempo cheios do Espírito Santo”. Stanley M. Horton também é bastante taxativo; não admite réplicas: “Todos os 120 presentes foram cheios, todos falaram em novas línguas, e o som das línguas foi publicamente notório” (Grifos nossos).
O saudoso pastor Estevão Ângelo de Souza, um de nossos maiores teólogos, não faz separação entre o ser cheio e ser batizado no Espírito Santo: “O batismo com o Espírito Santo é um ato de Deus pelo qual o Espírito vem sobre o crente e o enche plenamente. É a vinda do Espírito Santo para encher e apoderar-se do filho de Deus como propriedade exclusivamente sua”. É nos oportuno aqui recorda o que disse Hopkins: “Devemos reconhecer o fato de que ter o Espírito Santo é uma coisa, e ficar cheio (batizado) do Espírito é bem outra”. Diante do exposto, como entender Efésios 5.18? Leiamos esta passagem:
“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”. Como harmonizar essa recomendação de Paulo com a reivindicação feita aos sete diáconos? Em primeiro lugar, há que se entender que, em todos os episódios de Atos dos Apóstolos, onde se menciona o “encher do Espírito Santo”, temos um ato soberano e instantâneo de Deus. É algo que se dá de fora para dentro, de cima para baixo.
Temos, aqui, pois, a efusão ou derramamento do Espírito Santo. Ao passo que, em Efésios, deparamo-nos não com um ato, mas com um processo de enchimento que se dá de dentro para fora. E este processo, ao contrario daquele, depende da vontade do crente. Se este não seguir a recomendação bíblica, e desprezar o exercício da piedade, não poderá conservar o enchimento do Espírito Santo.
Vejamos como, no original, o verbo grego é usado em Efésios 5.18: allá plerousthe em pneúmati. “Mais enchei-vos do Espírito Santo”. O verbo plerousthe acha-se no presente do imperativo passivo da segunda pessoa do plural. Neste caso, o tempo presente exige uma ação habitual continuada. É como se o apóstolo Paulo estivesse recomendando aos irmãos de Éfeso: “Deveis, constante e permanentemente, permite que o Espírito Santo domine vossas vidas”. Deve o diácono, por conseguinte, não apenas ser batizado no Espírito Santo como também manter a plenitude do Espírito através do cultivo da piedade e do fruto do Espírito Santo. É uma ordem a ser cumprida hoje e por todo o crente, seja este obreiro ou não.
Conclui-se, pois, que os diáconos têm de ser não somente batizados no Espírito Santo como se manter na plenitude do Espírito. Sua experiência haverá de ser completa; da conversão ao batismo no Espírito Santo, mais do que plena. Os pentecostais, mercê de Deus, temos nos pautado por esta regra de ouro.
É por isso que separamos para o ministério somente os que, além de sua comprovada conversão, já receberam o batismo com o Espírito, e na plenitude do Espírito Santo, perseveram. Hoje, porém, não são poucas as igrejas que, alegando ser o diácono um mero cargo local, vêm consagrando a esse ofício homens que ainda não experimentaram o batismo no Espírito Santo. Isso é mui temerário! Pois estaremos, dessa maneira, abrindo um perigoso precedente nas fileiras de nossos obreiros que, desde o inicio da Obra Pentecostal, vêm pautando-se por uma vida espiritual singularmente plena. Além do mais, consideremos as dificuldades que envolvem o diaconato. Por ser um ministério que se põe na linha de frente, exige de quem o exerce um poder sobrenatural. Já pensou se Estevão ou Felipe não desfrutassem de semelhante virtude? Como se haveriam naqueles dias tão difíceis?

3. Cheio de sabedoria

Alguém já disse, mui apropriadamente, que este é o século do conhecimento, mas não da sabedoria. Embora tenhamos avançado tanto, em todas as áreas da tecnologia, espiritualmente pouco, ou quase nada logramos. Se para obter conhecimento, bastam os estudos e a pesquisa, o mesmo não acontece com a sabedoria. Para se conquista-lá, demanda-se o exercício contínuo e pessoal da piedade; o temor do Senhor é o seu principio (Pv 1.7).
De acordo com a ótica Bíblica, a sabedoria é a forma como vivemos, agimos e reagimos às circunstâncias; é o reflexo da natureza divina em nossa existência. Traduz-se a sabedoria num viver irrepreensível e santo. Esse era o tipo de sabedoria que os apóstolos esperavam encontrar nos diáconos. Não buscavam necessariamente homens ilustrados e cultos. Mesmo porque, como diria Chaucer, nem sempre são os mais eruditos igualmente os mais sábios. Os diáconos, porém, não deveriam eles de ser plenos. A expressão grega não deixa dúvidas: pléreis sphías. Cheios de sabedoria! É o que se impunha a cada um dos diáconos.

a) O que é sabedoria

W.C. Taylor explica-nos qual o seu significado no grego do N.T: “O mais elevado dom intelectual, de compreensiva intuição nos caminhos e propósitos de Deus; sabedoria prática, os dotes do coração e mente que são necessários a conduta reta da vida”.
Afirma Souter que a sabedoria é “o variado conhecimento de coisas humanas e divinas adquirido pela agudez e experiência, e resumida em máximas e provérbios; perícia na direção de afazeres; prudência nas relações com homens incrédulos; discrição e aptidão em ensinar a verdade; o conhecimento e a prática dos requisitos de uma vida reta e piedosa; conhecimento do plano divino, outrora velado, de prover a salvação para os homens pela morte expiatória de Cristo”. Por conseguinte, a sabedoria que as Sagradas Escrituras estão a exigir dos diáconos não é a cultura livresca e acadêmica. É a experiência que nos advém de uma vida de intima comunhão com o Senhor.

b) Como adquirir semelhante sabedoria

A verdadeira sabedoria é adquirida através da:
- Leitura diária da Bíblia Sagrada: quanto não temos de aprender dos profetas e apóstolos! Foram estes sábios divinamente inspirados a espargir luz onde só havia trevas. E todas as vezes que, com eles nos privamos, tornamo-nos mais sábios.
- Orando e chorando: faz bem o diácono que se dedica diariamente a oração. É um exercício que requer perseverança e Constância. Quanto mais buscar a Deus, mais municiado sentir-se-á. E, com o passar dos tempos, haverá você de constatar que o seu ministério será de tal forma honrado, que, naturalmente (ou sobrenaturalmente?), estará a realizar outras tarefas ao seu Senhor? Haja vista o que aconteceu a Estevão e a Felipe.
- Cultivando o temor do Senhor: a Bíblia é muito clara: o principio da sabedoria é o temor a Deus (Pv 1.7). Esse temor, que pode ser interpretado como a mais profunda e singular reverência ao Todo-Poderoso, força-nos a cultivar uma vida de intensa piedade. A partir daí, tudo faremos para jamais desagradar ao Único e Verdadeiro Deus (Ap 14.7).

4. Sejam honestos

Depois de haver discorrido acerca dos requisitos acerca dos requisitos ao episcopado, Paulo põe-se a considerar o ofício diaconal. Pelas as expressões que usa, tinha ele os diáconos em elevada consideração. Destes, exige o apóstolo promovidas qualificações: “Da mesma sorte os diáconos” (1Tm 3.8). No original, tal expressão é mui significativa: Diakónous hosaútos.
O vocábulo hosaútos equivale a de igual modo, da mesma maneira. Wilbur B. Wallis lembra que “o pensamento principal parece ser que deveria haver o mesmo tipo e grau de dons e qualificações para os diáconos, segundo o padrão dos anciãos”. Devem ser os diáconos, portanto, ser tão qualificados quanto os bispos.

a) O que é honestidade

Probidade, decência, decoro. É a qualidade de quem é íntegro e digno. A palavra grega para honestidade é semnótes: seriedade, honradez, respeito. Barret é de opinião que esse versículo pode ser assim traduzido: “Da mesma forma sejam os diáconos homens de princípios elevados”.

b) A razão da honestidade

Em virtude de suas obrigações administrativas, o diácono tem de se mostrar incorruptível. É ele quem estará a lidar com os tesouros dos santos. Em muitas igrejas, além de recolher os dízimos e ofertas, estará também administrando os recursos captados aos homens, mulheres, jovens e crianças que vêm ao santuário adorar ao Criador com as suas fazendas e haveres. Caso não seja honesto, agirá o diácono como Judas: lançara mão de quanto se deposita na bolsa do Cristo (Jo 12.6).
A honestidade também é sinônima de seriedade. Como estará o diácono a tratar como povo, é imperativo inspire ele respeito. Como seria lamentável se as senhoras o evitasse por causa de sua postura lasciva! Na casa de Deus, tem o diácono um elevado papel a representar. Honestidade é um de nossos maiores legados. Que jamais a percamos. Se dela abrirmos mão, o que nos restará? Perguntava o romancista inglês John Lyly do século XVI.

5. Não de língua dobre

O portador desse aleijão moral, não pode ser depositário de confiança alguma. É alguém que não consegue manter a própria palavra; jamais serve como testemunha. Tem sempre duas palavras uma para cada ocasião. Versões? Muitas! Depende da circunstancia. Ele é falso, caluniador, peçonhento. Vive para difamar e difama para viver. Está sempre pronto a trair os melhores amigos, e a semear inimizades entre os companheiros. Terá ele, por ventura algum companheiro ou amigo?
Por força das reivindicações diaconais, terão os candidatos ao cargo uma só palavra. O seu dizer será: sim, sim, e não, não. O que disto passar virá certamente do maligno. No original, a Expressão língua dobre é mui significativa. Dialógous significa língua-dupla. O que detém semelhante deformidade moral dá a um mesmo fato as mais variadas versões. Pouco lhe importa se a honradez do próximo será ou não comprometida. O homem de língua dobre, de acordo com o grego, é também o fofoqueiro. É aquele que não sabe guarda segredo; está sempre a arruinar a reputação alheia. É uma tragédia para o povo de Deus o diácono de língua dobre. Compromete o seu pastor e a honradez de cada uma das ovelhas. Vê coisas que jamais existiram; fala daquilo que nunca houve. Inventa, fantasia e está sempre a mentir. Pouco lhe importa se vidas forem enlameadas, ou lares, destruídos.
O bom diácono é discreto; sabe guarda segredo. Possui ele o suficiente despacho para resolver as mais embaraçosas situações sem comprometer o caráter de seus conservos. Ele tem uma só palavra; não se preocupa em ser politicamente correto conquanto seja justo, fiel e leal.

6. Não dados a muito vinho

Afinal, é licito ao crente ingerir álcool? Se lermos as Sagradas Escrituras, deparar-nos-emos com homens e mulheres piedosos que o beberam. Todavia, há que se responder a uma outra pergunta: é conveniente? Responde Paulo: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1Co 6.12). Entre a licitude e a conveniência, optemos por esta; aquela acarreta-nos, não raro, dificuldades e amargores.
Era lícito a Noé beber do fruto da vide? Certamente. Mas descobriu-se inconveniente em sua tenda (Gn 9.20-29). E as filhas de Ló? Era-lhes lícito dar vinho ao pai? Só que um abismo chamou outro abismo até que o incesto para sempre manchou a família desse patriarca (Gn 19.30-38).
Como diria Salomão, o vinho é escarnecedor (Pv 20.1). Escarnece o vinho de tudo; jamais se farta de escarnecer. Conscientizemo-nos de que o Senhor Jesus nos chamou para sermos uma sociedade de temperança. Por isso, temos de optar pela conveniência, e da licitude, em certos casos, abrir mão. Se bebermos moderadamente estaremos pecando? Todavia, bem faremos se, das bebidas fortes, nos abstivermos. Pois não são poucos os que se contaminaram com álcool. Levavam os recabitas tão a sério as recomendações divinas e as tradições paternas, que vieram até a renunciar os mais legítimos direitos.
Num momento particularmente difícil em Judá, quando os filhos de Abraão quebrantavam abertamente a Lei de Moisés, ignoravam sua cultura e os mais santos legados, os descendentes de Recabe aferraram-se ainda mais ao seu compromisso. Instados a tomar vinho, redargüiram: “Não beberemos vinho, por que Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou dizendo: Nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos” (Jr 35.6).
Se devemos pautar-nos como sociedade de temperança, como encarar a presente recomendação de Paulo? Claramente recomenda o apóstolo que os diáconos não sejam dados a muito vinho (1Tm 3.8). Como nos haveremos diante dessa aparente contradição? Em primeiro lugar, entendamos o contexto cultural em que a epístola foi escrita. Tanto a sociedade grega quanto a hebréia encaravam com naturalidade o vinho; tinham-nos como benção dos céus. Eurípides chegou a afirmar que, onde não há vinho, não existe amor. Todavia, com o aprimoramento consuetudinário da Igreja, foi esta assumindo sua vocação como agência de temperança. Até que, em Efésios, recomenda o apóstolo: “E não vos embriagues com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).
A expressão grega Já em 1 Timóteo, Paulo é ainda mais explicito. Segundo deixa bem patente, o candidato ao ministério pastoral não pode ser dado ao vinho (1Tm 3.3). Com respeito aos diáconos, parece haver certa tolerância. A expressão grega é piedosamente esclarecedora: mé oino pollo proséchontas.
A ideia, no original, retrata alguém com a mente voltada para o vinho; não pode livrar-se dessa obsessão. É alguém dominado pelas bebidas fortes. Por conseguinte, como pode um diácono, nessas condições, servir a obra de Deus e zelar pelo bem estar dos santos? Como pode ser um ministro se não ministra o próprio ser? Ainda que haja nessa recomendação paulina uma aparente abertura para se beber moderadamente, a experiência alerta-nos: a abstinência ainda é o melhor caminho. Willbur B. Wallis é categórico: “O testemunho da Bíblia é consistentemente contra o uso da bebida forte. A aplicação prática do princípio na sociedade moderna é de total abstinência”. Que os diáconos sejam comedidos. Ou melhor: que primem eles pela abstemia. Se não beberem, estarão livres de cometer aqueles pequenos desatinos e lapsos que tanto mancham o homem de Deus.
Sejamos mais explícitos: que jamais se deem ao vinho; o exercício de seu oficio exige em tudo sobriedade. Estejam sempre atentos às reivindicações de seu ministério; não se deixem levar pela alegria fútil e irresponsável das bebidas fortes.
O exemplo de Noé é uma seriíssima advertência. Embora piedoso, expôs-se vergonhosamente; trouxe a maldição sobre a família. Maldição esta que, ainda hoje, vem desafiando o concerto das nações do Médio Oriente.

7. Não cobiçosos de torpe ganância

Como esquecer a Balaão? Este profeta bem que poderia haver entrado para a história sagrada com as honras do misterioso Melquisedeque, ou com as deferências do avisado e sábio Jetro. Ambos, estrangeiros e gentios como ele. Desventuradamente, Balaão não buscou sublimar tal privilégio. Deixou-se induzir pelo prêmio da corrupção. Corrupto e corruptor, viveu para corromper, e, corrompido, pereceu ele. Balaão era um típico cobiçoso de torpe ganância. Vendeu-se para amaldiçoar e fazer tropeçar a Israel (Nm 22.1-7). E como foi lutuoso o seu fim! Nas Sagradas Escrituras, Balaão não é visto apenas como avaro e ganancioso. É visto também como o inaugurador de um caminho maldoso e de uma doutrina que, por pouco, não destrói a Israel (2 Pe 2.15; Ap 2.14).
Até onde conduz a torpe ganância! O que começou em ambição, termina em heresias; em gravíssimos pecados, acaba-se. A torpe ganância, pelo que depreendemos das escrituras apostólicas, também levou um diácono a cometer os mesmos desatinos de Balaão. Refiro-me a Nicolau (At 6.5).
Se de fato foi este o famigerado heresiarca da Ásia Menor, temos aqui Balaão do Novo Testamento. A obra de sua seita tornou-se de tal forma repugnante, que Jesus por pouco não antecipa o dia da ira (Ap 2.6). Esse heresiarca, como todos os demais, permitiram-se embriagar pela usura. E já tudo cobiçando, deturpando e tudo corrompendo-se até o inferno. Grande desgraça operou ele no seio da Igreja Primitiva! Não é sem razão que Paulo exige seja o diácono despojado da torpe ganância: “Não cobiçoso de torpe ganância” (1Tm 3.8).
No grego: mé aischokerdeis. A expressão pode ser entendida também como: não amante do lucro, não mercenário. Por que não podem os diáconos ser gananciosos? Em primeiro lugar, exige-se tenha o homem de Deus uma postura íntegra e santa. Ele tem de ser, no mínimo, incorruptível. Pois estará a lidar com os bens econômicos e financeiros da Igreja. Se incorrupto e reto, jamais cairá em torpes ganâncias.
Saberá como encaminhar devidamente as ofertas e os dízimos dos fiéis. Não são poucos, desgraçadamente, os que têm desviado o dinheiro do tesouro sagrado. É um abismo que sempre acaba por atrair outros abismos. Que o diácono administre correta, sabia e piedosamente os próprios bens. Se for avaro, não haverá de permitir sejam os recursos dos santos empregados em favor dos necessitados. Quererá tudo para si. Não fazia assim Iscariotes? Tecnicamente, foi Judas o primeiro diácono. E que péssimo diácono foi ele! Amou tanto o dinheiro, que pelo dinheiro foi arruinado. A única coisa que logrou com tudo o que roubara foi a própria sepultura (At 1.18.19).

8. Guardando o ministério da fé em uma pura consciência

Além das qualidades morais e sociais, exige-se seja o diácono são na fé. Que esteja de conformidade com as Sagradas Escrituras, e as tenha como única regra de fé e prática. Que sustente a sã doutrina, e não evidencie quaisquer desvios no que tange à ortodoxia. Estejamos atentos a recomendação de Paulo: “Guardando o ministério da fé em uma pura consciência” (1Tm 3.9).

O que deseja o apóstolo aprendamos aqui?

Que só poderemos qualificarmos como guardiões dos mistérios da fé se pura estiver nossa consciência. Requer-se, pois, do diácono obediência ativa e reverente. Doutra forma, cairá na tentação do diabo; e não demora muito, eis mais um heresiarca egresso das fileiras diaconais. Somente uma consciência purificada pelo sangue de Jesus pode debelar a virulência da heresia. Por conseguinte, é inadmissível um diácono que, embora social e moralmente correto, ostente aleijões doutrinais. Tem de ser ele um expoente incorruptível da Palavra de Deus. Haja vista Estevão. Diante do sinédrio, expôs este com tanta mestria a história da salvação, que deixou a todos assombrados (At 7).
Seu discurso é o pronunciamento de uma autoridade incontestável das Sagradas Escrituras. E Filipe? Não se revelaria ele um abalizado evangelista? O plano da salvação que expôs ao eunuco de Candace foi tão eficaz, que levou o etíope a converte-se radicalmente ao Senhor Jesus (At 8.26-40).
Se Estevão e Felipe destacaram-se pela correção doutrinária, o mesmo não aconteceria a Nicolau. Foi este um escândalo para a Igreja de Cristo. Não demorou muito, e já estava revelando suas deformidades doutrinárias e comportamentais. A muitos corrompeu; e, da verdade, desviou várias igrejas.

Que estes conselhos sejam piedosamente observados:

a) Leitura diária da Bíblia
Deve o diácono ser um assíduo leitor das Escrituras Sagradas. Quanto mais estudar a Bíblia, mais livre estará de cair em heresias e enganos. A recomendação de Paulo é mui taxativa: “Persiste em ler” (1Tm 4.13).

b) Estudo sistemático da Bíblia

Além do estudo diário e devocional das Sagradas Escrituras, deve o diácono também estudar sistematicamente a Palavra de Deus. Faria bem o diácono se cursar um seminário que zele pela ortodoxia. Em suma: Primando pelo estudo sistemático e sempre piedoso da Bíblia, o diácono jamais se contaminará com os engodos doutrinários. Pois estará a guardar o mistério da fé numa pura consciência.

9. Os diáconos sejam maridos de uma mulher

A vida conjugal do diácono tem de ser um exemplo. Atenhamo-nos à recomendação do apóstolo: “sejam maridos de uma mulher” (1Tm 3.12). O que Paulo aqui demanda é que o candidato ao oficio diaconal tenha uma vida conjugal sem embaraço ou equívocos. Nada deve prendê-lo ao passado; todos os seus problemas sentimentais têm de estar bem resolvidos. Nada de casos pretéritos, nem episódios que estejam a reclamar explicações e desdobramentos. O seu comportamento em relação às mulheres deve evidenciar um homem comprovadamente de Deus. Com as jovens, seja um irmão mais velho; respeitador e cortês. Com as mais idosas, um filho querido e solícito. Com as crianças, um pai cuidadoso e atento. Se não se contiver diante do sexo oposto, seja vetada sua indicação ao diaconato. O diácono tem de ser fiel à esposa. E que jamais se dê aos namoricos e flertes!

10. Governem bem seus filhos

A advertência de Paulo não admite evasivas: “e governem bem seus filhos” (1Tm 3.12). Busquemos a expressão no grego: téknõn kalõs proistámenoi. O verbo proístemi, aqui na primeira pessoa do indicativo singular, é riquíssimo em acepções. Etimologicamente, significa: tomo posição em frente, assumo a direção, a liderança e o governo. Significa também: sou cuidadoso, sou atencioso, e aplico-me aos meus deveres. Da expressão paulina, somos instados a concluir: o pai cristão não é um mero educador; é antes de tudo o administrador de seus filhos. Nessa condição, tudo fará a fim de que estes sejam bem sucedidos tanto diante de Deus quanto diante dos homens. Não foi educado assim o menino Samuel? E, nessa tarefa, a disciplina é de fundamental importância.
Se há um obreiro que necessita trazer os filhos sob disciplina, é o diácono. Pela natureza mesma de seu cargo, seus filhos têm de ser um consumado exemplo de vida cristã. Isto não significa, porém, que estes devam abdicar da infância e das coisas próprias de sua idade. Doutra forma, haveriam eles de nascer já adultos. Haja vista o que Paulo confessa aos coríntios. Quando menino, falava como menino e, como menino, agia. Mas chegando a maturidade, já se comportava como adulto e, como adulto, já discorria (1Co 13.11).
Se por um lado, não podemos violentar a pueril natureza de nossos filhos; por outro, não devemos deixá-los entregues à própria vontade. Em seus provérbios, exorta-nos Salomão a educar a criança no caminho em que deve andar porque, mesmo grande, jamais apartar-se-á dele (Pv 22.6). Isto significa que, mesmo disciplinada, uma criança jamais deixará de ser criança... feliz, educada e bem orientada quanto ao futuro. Faça culto domestico todos os dias. Ore com os seus filhos; leia a Bíblia com eles. Ouça-os em seus dilemas. Admoeste-os na Palavra. Leve-os à Escola Dominical. Procure saber quem são os seus amigos e colegas. Interrogue-os acerca de seus lazeres.
Na casa de Deus, que eles se portem com decência e profundo temor. Crianças, adolescentes ou jovens, podem os nossos filhos ter uma postura reconhecidamente cristã, e nem por isso deixarão de ser eles mesmos. Que exemplo maravilhoso viu Paulo na casa de Filipe! Em sua viagem a Jerusalém, visitou Paulo esse antigo diácono, e ficou impressionado pela maneira como agora evangelista dirigia o lar. Tinha este quatro filhas virgens, e todas elas profetizavam (At 21.9). Se conseguirmos ordenar assim o nosso lar, que maravilha não haverá de ser!

11. Governem bem suas próprias casas

Governar a casa não é somente trazer os filhos sob disciplina nem manter perfeita sintonia com a esposa. É gerir os negócios do lar de tal forma que este venha a funcionar produtiva e eficazmente. Aliás, a palavra economia tem uma etimologia bastante interessante. Ela é formada por dois vocábulos gregos: oikos, casa, e nomos, lei.
Se fosse necessário, daríamos a esta palavra a seguinte definição: Conjunto das leis que regulam o funcionamento de uma casa, com o objetivo de suprir-lhe todas as necessidades, e equilibrar suas receitas e despesas. Talvez tivesse Paulo este vocábulo em mente ao recomendar: “que governe (...) bem a sua casa” (1Tm 3.12).
Em grego: proistámenoi kai ton idíon oikon. Governar a casa implica em contemplar-lhe e suprir-lhes todas as carências e demandas; saldar-lhe os compromissos; fazer com que as rendas da família sejam bem empregadas. Governar bem a casa implica em equilibrar-lhe as receitas e as despesas. Afinal, terá o diácono de, em algumas igrejas, administrar os bens materiais destas. Se não tem ele o governo de sua casa, como haverá de agir a casa de Deus? Se não sabe lidar com o próprio dinheiro, como lidará com o dinheiro dos santos? Que esta pergunta seja respondida com sinceridade por todos os diáconos.[2]


SERVIR uma ordenança de nosso Senhor (Mc 12 30,31).
O ministério de serviço ao próximo é o símbolo de amor na instituição dos diáconos relatada no livro dos Atos dos Apóstolos, no sexto capítulo. Aqui, os apóstolos foram coerentes com o ensinamento de Jesus de Nazaré. Há muito, o nosso Senhor havia ensinado sobre a urgência de resolver questões sociais e de caráter humanitário de quem quer que fosse.
O problema registrado em Atos 6 foi de caráter étnico, mas hoje outros grandes problemas afligem muitos membros da igreja local. Que o serviço dos diáconos de Cristo nos inspire a cultivar um estilo de vida diaconal baseado na história de Jesus de Nazaré.[1]

continue lendo sobre este estudo:

Fonte:
[1]Elinaldo Renovato. Dons Espirituais e Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. (Livro de Apoio EBD).
[2]Valdemir P.Moreira. Manual do Diácono.
[3]Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal Ed.CPAD vol.1.pg.124
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia Defesa da Fé


Sugestão de leitura:

3 comentários:

  1. Paz irmão! Eu fui separado para diácono, mas ainda não fui batizado com o Espírito Santo. Já faz alguns anos. As vezes fico pensando nisto, se eu devo ou não entregar o cargo ao pastor. Não sei se foi ou não da vontade de Deus a minha separação. Oro sempre a Deus que ele me batize, e também confirme se devo ou não entregar o cargo. Que dilema! O que o senhor acha que devo fazer?

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    Respostas
    1. Joelson Costa, Paz do Senhor. Obrigado pela participação. Em resposta a sua pergunta: Entendo que se o irmão foi separado para este honroso ministério, a escolha foi feita debaixo de ‘muita’ oração. Isso é uma benção pois entre tantos homens você foi escolhido para o ministério de serviço ao próximo. Este chamado é especial.

      As qualificações para àqueles que irão exercer tal papel, como vimos, são criteriosas, com comprovada conversão, e que tenham recebido o batismo com o Espírito Santo, e na plenitude do Espírito, perseverem.

      Aconselho que continue a buscar, dia a dia, minuto a minuto, estar ‘cheio do Espírito Santo’, fale sobre isso com seu Pastor, ele te ajudará/aconselhará.

      Não desanime! Continue exercendo/fazendo seu trabalho com amor, zelo, dedicação, honrando os compromissos, aperfeiçoando seus conhecimentos, sendo sábio, honesto, zelando pelo seu lar e família, guardando o ministério da fé em uma pura consciência. Não despreze o teu chamado, siga em frente, até o fim. Tenho certeza que em breve receberás o que tanto deseja. Continue buscando fervorosamente!

      É maravilhoso ser batizado no Espírito Santo, que todos nós busquemos fervorosamente este encontro, oh glória; mas que não só estejamos batizados no Espirito Santo mas que possamos nos manter na plenitude do Espírito.

      ...e não esqueçamos: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” 1Tm 3.13

      Volte sempre.
      abraço fraterno

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