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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A FÉ - por A.W.Tozer

“A fé”, disseram os primeiros luteranos, “é algo perturbador”.

A Martinho Lutero dá-se o crédito, sob a orientação de Deus, de ter redescoberto a doutrina bíblica da justificação pela fé. A ênfase de Lutero na fé como a única forma de alcançar a paz do coração e a libertação do pecado deu uma nova injeção de vida à Igreja que estava em decadência e promoveu a Reforma.

Grande parte disso não passa de história. Não se trata de uma questão de opinião, mas de um simples fato. Qualquer pessoa pode verificá-lo.

No entanto, algo aconteceu à doutrina de justificação pela fé como ensinada por Lutero. O que aconteceu não é tão fácil de ser descoberto. Não é questão de um simples fato, uma simples afirmativa ou negativa, uma explicação óbvia. É mais difícil de compreender do que isto, e muito mais difícil de se chegar a uma conclusão; mas o que aconteceu é tão sério e tão importante que mudou ou está em via de mudar toda a perspectiva evangélica.

Se persistir, poderá muito bem virar o Cristianismo às avessas e substituir por completo a fé dos nossos pais. E a revolução espiritual como um todo parecerá tão gradativa e tão inocente que dificilmente será percebida.

Qualquer pessoa que combatê-la será acusada de lutar com lanças contra os moinhos de vento, como Dom Quixote. A fé que Paulo e Lutero tinham foi algo revolucionário. Causou uma reviravolta na vida do indivíduo e o transformou em uma pessoa completamente diferente.

Agarrou-se à vida e a trouxe para a obediência a Cristo. Pegou sua cruz e veio após Jesus sem intenção de recuar. Despediu-se de seus velhos amigos tão certo quanto Elias quando entrou no carro de fogo e partiu em um redemoinho. Havia uma finalidade nisso.

Trancou-se no coração de um homem como uma armadilha; aprisionou-o e, daquele momento em diante, tornou-o um servo feliz e amoroso de seu Senhor. Converteu a terra em um deserto e desvelou o céu diante da alma fiel. Tornou a alinhar todas as ações da vida e as ajustou de acordo com a vontade de Deus.

Colocou aquele que a possuía em um pináculo de verdade, de cuja posição ele observava tudo que aparecia em seu campo de experiência. Fez do homem um ser pequeno, de Deus, um ser grande, e de Cristo, um ser inexplicavelmente precioso. Todas estas coisas e outras aconteceram a um homem quando este recebeu a fé que justifica.

Veio a revolução, calmamente, e, sem dúvida, a palavra “fé” foi compreendida por outra perspectiva. Aos poucos, todo o significado da palavra mudou do que tinha sido para o que é neste momento. E a mudança foi tão insidiosa que dificilmente uma voz se levantou para advertir contra ela. No entanto, as trágicas consequências estão à nossa volta.

A fé agora não significa outra coisa senão uma passiva submissão moral à Palavra de Deus e à cruz de Jesus. Para exercitá-la, temos apenas de nos colocar de joelhos e concordar balançando a cabeça com os ensinamentos de cunho pessoal de um obreiro sobre a salvação da nossa alma.

O efeito geral é bem parecido com aquele que as pessoas sentem após se consultarem com um bom e sábio médico. Elas saem de tal consulta se sentindo extremamente bem e, ao mesmo tempo, com um sorriso um pouco tímido para pensar em quantos temores tinham com relação à sua saúde quando, na verdade, não havia nada errado com elas.

Precisavam apenas de um descanso. Uma fé como esta não perturba as pessoas. Ela as conforta. Não desloca a junta de sua coxa para que fiquem mancas; ao contrário, ela as ensina a praticar exercícios naturais e melhora sua postura. A face de seu ego é lavada, e sua autoconfiança, não se permite abater.

Tudo isso elas conseguem, mas não recebem um novo nome como Jacó nem caminham mancando para a luz eterna. “Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel” (Gn 32.31).

Este era Jacó – ou melhor, Israel, pois o sol, sentindo-se envergonhado, não brilhou muito sobre ele. Contudo, gostava de descansar sobre a cabeça do homem a quem Deus transformara. Esta geração de cristãos precisa ouvir novamente a doutrina da virtude perturbadora da fé.

É preciso dizer às pessoas que a religião cristã não é algo com que se pode brincar. A fé em Cristo prevalecerá ou não haverá nada para fazer com o homem. Ela não se entregará à experimentação. Seu poder não pode alcançar homem algum que esteja planejando um caminho alternativo no caso de as coisas ficarem difíceis para ele.

O único homem que pode ter certeza de que tem a verdadeira fé bíblica é aquele que se coloca em uma posição em que não há como recuar. Sua fé resultou em um compromisso eterno e irrevogável e, por mais forte que seja a tentação, ele sempre responderá: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68).

Fonte: Extraído do clássico Verdadeiras Profecias. Para uma alma em busca de Deus - Série Riquezas de Cristo – A. W. Tozer - editora dos clássicos

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domingo, 20 de setembro de 2015

A última noite deste mundo

"Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;"  Tito 2:13

O regresso de Jesus à terra é considerado pelo apóstolo Paulo a “bendita esperança” dos cristãos.

Numa época em que o pessimismo e o juízo apocalíptico caracterizam a perspectiva dos cientistas numa extensão quase tão grande como a dos teólogos, ousamos afirmar diretamente, baseados na autoridade da Palavra de Deus, que aguardamos novos céus e nova terra enquanto esperamos pelo Senhor da Glória.

A doutrina da segunda vinda não tem sentido se, pelo que nos diz respeito, não nos fizer compreender que em qualquer momento do ano se pode aplicar devidamente à nossa vida a pergunta de Donne: “Que seria, se fosse esta a última noite do mundo?”. Por vezes, incomoda-nos essa ideia, acompanhada de profundo terror, o qual é incutido em nós por aqueles que nem sempre se aproveitam devidamente dela.

Não é justo, creio eu, pois estou longe de aceitar que se pense no temor religioso como algo desumano e degradante, a ponto de se optar por sua exclusão da vida espiritual. Sabemos que o amor, quando puro, não admite nenhuma espécie de temor. O mesmo já não sucede com a ignorância, o álcool, as paixões, a presunção e até a estupidez. Seria bom que todos alcançássemos aquele amor puro, em que o temor já não existe; mas não convinha que qualquer outro agente inferior pudesse bani-lo, enquanto não conseguíssemos chegar àquela perfeição.

Quanto a mim, é um caso diferente o argumento que não raro surge de que a ideia da segunda vinda de Cristo pode provocar um terror contínuo nas almas. Decerto não é fácil, pois o temor é uma emoção e, como tal, mesmo fisicamente não pode se manter por muito tempo. Pela mesma razão, não é fácil admitir uma ânsia contínua de esperança na segunda vinda.

O sentimento–crise é essencialmente transitório, já que os sentimentos vêm e vão, e só se pode fazer bom uso deles nesta altura. De forma alguma poderiam constituir o nosso alimento de todos os dias na vida espiritual. O que importa não é o terror (ou a esperança) que possamos ter em relação ao fim; o que é necessário é não esquecê-lo, tendo-o em devida conta.

Vejamos um exemplo. Uma pessoa normal em seus setenta anos não vai pensar (muito menos falar) na morte que se aproxima; mas não procede assim o avisado, o inteligente, embora os anos ainda não lhe pesem. Seria loucura se aventurar em ideais baseados em esquemas que supõem mais uns vinte anos de vida; loucura seria não satisfazer a sua vontade.

Ora, a morte está para cada indivíduo como a segunda vinda está para a humanidade inteira. Todos acreditamos, suponho, que o homem tem de se desprender da sua vida individual, lembrando-se de que essa vida é breve, precária e provisória, e não abrindo o coração a nada que possa findar com ela. O que os cristãos de hoje parecem esquecer com facilidade é que a vida de toda a humanidade neste mundo é também breve, precária e provisória.
Qualquer moralista nos dirá que o triunfo pessoal de um atleta ou de uma dançarina é certamente provisório, mas o principal é lembrar que um império ou uma civilização são também transitórios. Sob o aspecto meramente mundano, todos os empreendimentos e triunfos nada significarão quando chegar o fim.

De parabéns, os cientistas e os teólogos: a terra não será sempre habitada. E o homem, por mais que viva, não deixa de ser mortal. Há apenas uma diferença: enquanto os cientistas esperam uma desagregação lenta, vinda do interior, nós a temos como uma interrupção rápida vinda do exterior, a qualquer momento. Será então a “última noite deste mundo”.

(Artigo publicado originalmente na revista americana “His”).

Clive Staples Lewis (1898-1963) foi um professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico. Considerado o mais relutante dos convertidos, ele creu no Senhor em 1931. Lewis vendeu mais de 200 milhões de cópias dos seus 38 livros escritos, os quais foram traduzidos para mais de 30 idiomas.

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sábado, 19 de setembro de 2015

Exortações gerais - A Igreja e o seu testemunho

Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade” Tt 2.7

Nesta lição os temas a serem tratados são de natureza prática. O capítulo apreciado por nós é o 2 da epístola de Paulo a Tito. Nele, o apóstolo emite uma série de conselhos práticos ao jovem pastor dentre os quais podem ser destacados os seguintes: o respeito às pessoas idosas; o cuidado que as mulheres jovens devem ter (isto é, por intermédio dos conselhos das mulheres idôneas); exortação aos jovens à moderação; ao próprio Tito para ser exemplo em toda boa obra; admoestação aos servos para honrarem os seus senhores.
Uma série de conselhos práticos foi repassada a Tito para que as igrejas de Creta fossem educadas e desenvolvessem assim uma ética cristã segundo os preceitos de Cristo Jesus, o nosso Senhor.

Antes de aconselhar qualquer pessoa, o líder cristão é quem deve dar o primeiro exemplo em tudo. Assim, alguns cuidados e zelos esse líder deve demonstrar para com a Igreja de Deus: “fala o que convém a sã doutrina”; saber falar e ouvir; integridade no falar.

O líder cristão deve ter o compromisso de expor as Escrituras Sagradas com fidelidade, pois a isto é o que se refere a expressão “fala o que convém a sã doutrina”. É não abrir mão de proclamar todos os desígnios de Deus contidos nas Escrituras. É expor a verdade de Deus com autoridade, dignidade e integridade. Entretanto, isso não significa que o líder cristão só deva falar. Muito pelo contrário, o ministro vocacionado por Deus deve ter a paciência de ouvir a demanda do rebanho do Senhor. Muitas ovelhas procuram os seus pastores para receberem aconselhamentos para as suas vidas. O pastor não pode se furtar de cumprir esse mandato do Senhor, pois eles velam pelas almas das ovelhas (Hb 13.17).

Além de falar o que convém a “sã doutrina” saber falar e ouvir o rebanho, o líder cristão deve ter uma integridade em seu falar. Muitos problemas seriam evitados se muitos líderes tivessem maior sabedoria para falar com os jovens, com os mais velhos, com as mulheres e tantas outras pessoas que gostam de respeito e diálogo. Um líder cristão não pode furtar-se do diálogo, da boa conversa. Mas tudo com integridade e dignidade de alma e de mente.

As últimas exortações do apóstolo ao jovem pastor de Creta visam relembrá-lo da importância do trabalho de um verdadeiro pastor. Um verdadeiro pastor não vive para si mesmo, mas para o outro. Por isso que o chamado pastoral é para poucos, ainda que, infelizmente, muitos se aventurem nessa vocação não aberta ao grande público. Ensinador Cristão nº63

As cartas pastorais — escritas por Paulo e enviadas às igrejas de Éfeso e de Creta por mãos de Timóteo e de Tito, respectivamente — são verdadeiros manuais de Administração Eclesiástica. Elas contêm doutrina, ensino, exortações, quanto a assuntos práticos, mas, também, diretrizes gerais sobre liderança, designação de obreiros, suas qualificações, as responsabilidades espirituais e morais do ministério, o relacionamento com Deus, com os líderes e as relações interpessoais. São riquíssimas fontes de ensino precioso para edificação das igrejas locais, nos tempos presentes.

A Palavra de Deus tem Exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os lugares.

O Apostolo Paulo exortou a Tito como tratar as pessoas em suas diversas faixas etárias.

EXORTAÇÕES QUE SERVEM DE REFERENCIA CRISTÃ

O texto que vamos estudar neste capítulo revela quanto o apóstolo Paulo era cuidadoso com a igreja local. Ele não apenas se preocupava com a doutrina, com o ensino, com as exortações de caráter espiritual propriamente dito. Muito diferente de alguns obreiros ou líderes, que não têm sensibilidade para valorizar o lado humano da igreja ou das pessoas. Paulo, mais uma vez, em uma carta, tece considerações e ensinos sobre diversas faixas etárias de crentes em Jesus. Já fizera recomendações semelhantes em sua primeira carta a Timóteo 5.1,2. (ver Conselhos gerais - A Igreja e seu testemunho)

Novamente, ao escrever a Tito, seu fiel “companheiro” e “cooperador” (2Co 8.23) e “verdadeiro filho” (Tt 1.4), Paulo exorta acerca do tratamento humano e fraternal que deve ser dado a diversas classes de pessoas, não só como cristãs, membros de uma igreja local, mas como pessoas, com suas carências e necessidades emocionais e físicas. A visão de Paulo era ampla, abrangente, holística. Há pessoas que, na liderança da igreja, voltam-se mais para os adultos e se esquecem dos jovens, dos adolescentes e das crianças. Outros valorizam sobremaneira os idosos, os velhos, os anciãos, mas não dão muita atenção aos de mais idade. Todavia, Paulo sabia que as ovelhas do rebanho de Jesus precisam ser bem assistidas, independentemente de sua faixa etária, sexo ou condição social.

Os conselhos de Paulo tinham como alvo os crentes das igrejas de Creta. Mas o porta-voz deveria ser o jovem obreiro Tito. Depois de doutrinar sobre a organização da igreja local quanto aos requisitos para a consagração de obreiros, e como tratar os “contradizentes” e falsos crentes, Paulo torna-se mais enfático e voltado para o dia a dia das pessoas, ao longo de sua vida humana. Chama-nos a atenção o fato de Paulo escrever tanto sobre jovens e adultos, mas parece que se esqueceu das crianças, de como a igreja local deveria tratá-los, pois não apresenta ensinos específicos, senão para “filhos” em geral (Ef 6.1,4; 1 Ts 2.7,11). Provavelmente, Paulo teria sido casado, pois era membro do Sinédrio (cf. At 22.5; 26.10), ou viúvo, com base em 1 Coríntios 7.7a, e pelo fato de ter profundo conhecimento sobre o matrimônio e suas implicações para a vida cristã.

Nesta seção da carta a Tito, Paulo não se esqueceu de exortar sobre o exemplo que o obreiro deve dar para com todas as pessoas, tanto da igreja como de fora. A Timóteo, ele já houvera dado semelhante conselho: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1Tm 4.12).
As cartas pastorais são uma fonte bíblica e confiável sobre doutrina, prática e ensinamentos importantes para o melhor desempenho das funções ministeriais, notadamente para os líderes cristãos, que, nos dias presentes, carecem de fundamentos para suas decisões, providências e medidas, necessárias à sua administração eclesiástica.



I - O QUE O OBREIRO DEVE FALAR
Após as advertências contra os que não se comportam à altura da condição de servo de Deus, Paulo adverte a Timóteo sobre o que ele deve dizer ou falar diante da igreja e dos homens em geral. “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1). Sem dúvida, é uma grande lição para os obreiros cristãos, em todos os lugares, em todo o tempo. Esses precisam saber expressar-se, transmitindo mensagens, ensinamentos, exortações e sermões, nos momentos mais diversos. Saber falar é uma arte, uma virtude. E o apóstolo orienta que o parâmetro sobre o que falar é o que “convém à sã doutrina”, ou seja, o que é conveniente, diante dos princípios da Palavra de Deus. Tiago, apóstolo de Jesus, deixou precioso ensino sobre o saber falar: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

Há pessoas, nas igrejas, que falam demais. E dizem o que não deveriam dizer, causando problemas de relacionamento. Ser “tardio para falar” e “pronto para ouvir” é sinal de sabedoria. O falar do crente em Jesus, e mais ainda do obreiro, deve ser sério e de acordo com os ditames da Palavra de Deus.

O púlpito é lugar de grande responsabilidade para quem dele faz uso. A mensagem deve glorificar a Deus e ser motivo de glorificação no ministério pastoral. Escrevendo aos romanos, Paulo declarou: “Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, (exalto)glorificarei o meu ministério” (Rm 11.13). Ele sabia da grande missão de ser apóstolo ou “doutor dos gentios”. Seu conhecimento, adquirido ao longo da sua vida, desde sua juventude, deveria ser colocado à disposição da igreja do Senhor Jesus, especialmente, na proclamação do evangelho aos gentios. O servo de Deus precisa ter cuidado para não falar coisas inconvenientes. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4.29). O obreiro deve ter “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.8).

II - EXORTAÇÕES AOS IDOSOS, AOS JOVENS E SERVOS
1. Como os Velhos Devem Portar-se
“Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência” (Tt 2.2). A vivência com diversas igrejas, o contato com vários grupos de pessoas, fez com que Paulo tivesse experiência suficiente para exortar aos anciãos, às pessoas que, hoje, fazem parte da “Terceira Idade”, ou da “Melhor Idade”. Em nosso país, pessoa idosa é quem está com mais de 60 anos. Idade em que as experiências já se acumularam, ao longo da jornada. Mas há muitos que tiveram uma formação familiar e espiritual deficiente, e causam transtornos em casa e na igreja.

Uma das coisas mais constrangedoras é ver uma pessoa idosa agindo de modo ridículo ou inconveniente. Os velhos crentes, conforme esse ensino, devem ser “sóbrios”, isto é, simples, modestos, sem exageros. Alguns, por causa de sua formação deficiente, comportam-se de modo contrário à sã doutrina. Mas os idosos devem ser “graves”, ou seja, respeitosos, sérios e decentes. Isso não quer dizer que o idoso crente deve ser uma pessoa de “cara fechada”, ranzinza, intolerante.
Mas devem saber relacionar-se com todos, especialmente com os de menos idade. Os velhos crentes devem ser “prudentes”, sinônimo de cautelosos; devem ser “sãos na fé”, o que significa que devem ter segurança na sua maneira de crer e de ver as verdades e práticas cristãs. Devem, ainda, ser “sãos” “na caridade e na paciência”. Por vezes, a velhice torna-se inconveniente para algumas pessoas. Falta-lhes a paciência no relacionamento com os outros.
As doenças, os distúrbios próprios da idade avançada provocam alterações psicológicas ou emocionais, que tornam os velhos intolerantes, grosseiros ou até agressivos. Mas é preciso saber administrar esse importante estado da vida humana. As pessoas mais novas, na igreja ou na família, precisam saber tratar com os idosos, que têm problemas emocionais ou físicos. Acerca dos velhos crentes, disse o salmista: “Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o Senhor é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (SI 92.13-15).

2. O Comportamento das Mulheres Idosas e dos Jovens
1) As mulheres idosas
No parágrafo anterior, vimos que os homens idosos devem ser exemplo em seu comportamento. Nesta seção, Paulo dá ensinamento sobre as mulheres de mais idade: “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem” (Tt 2.3). Mulheres idosas, com mais de 60 anos, são pessoas que têm vivência e experiências de grande valor para serem exemplo para as gerações mais novas. A santidade que se requer de todos os crentes impõe que sejam “sérias no viver”.

Devem ser mulheres santas, que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja ou fora dela. Não devem ser caluniadoras (gr. diabolos), “não dadas a muito vinho”, o que indica que, na época de Paulo, o tomar vinho não era condenável, desde que fosse de forma moderada, “social”, como se diz atualmente. Mas é melhor evitar o uso de vinho alcoolizado. Um bom suco de uva integral, puro, tem o mesmo efeito sobre a saúde, e evita inconvenientes de ultrapassar o limite da sobriedade.

2) As mulheres mais novas
O que mais chama a atenção quanto ao comportamento a ser vivido pelas mulheres cristãs idosas é que devem ser “mestras do bem”. Sim, elas devem ser “mestras” para as mulheres mais novas. Estas devem ter comportamento exemplar, à altura de quem é nova criatura, e vive em conformidade com os princípios cristãos. “[...] para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tt 2.4,5). Nesses versículos, vemos qualidades elevadas a serem cultivadas pelas mulheres cristãs.

As mulheres devem ser moderadas — uma mulher exagerada, exibida, excêntrica, que “gosta de aparecer”, não condiz com a modéstia cristã (1Tm 2.9); castas, ou seja, puras, que demonstrem comportamento cristão sério, e não carnal ou impuro; boas donas de casa — qualidade de grande valor para uma esposa cristã, que deve saber administrar bem o seu lar (Pv 14.1). Também devem ser sujeitas a seus maridos, exortação semelhante à que Paulo faz em Efésios 5.21-23 e Colossenses 3.18. As mulheres cristãs devem ter essas qualidades, “a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”.

3) Os jovens cristãos
“Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados” (Tt 2.6). Certamente, à época de Paulo, não havia diferenciação entre jovens e adolescentes. Todos os solteiros, em geral, eram considerados “jovens”. Nessa carta, a Tito, Paulo chama a atenção para o comportamento juvenil, exortando os jovens a serem “moderados”, ou comedidos, prudentes, sem exageros em seu comportamento. No contexto do Antigo Testamento, sob a Lei de Moisés, e depois, nos tempos do Novo Testamento, os jovens e adolescentes não eram tratados com o excesso de liberdades que lhes é concedido nos tempos atuais. De forma alguma, a disciplina, o respeito às normas e a obediência eram ensinados de forma zelosa, no próprio lar (Dt 11.18,19). O apóstolo João, escrevendo sobre os jovens cristãos, mostra o perfil de um jovem salvo, que decide ser fiel a Deus: “[...] Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 Jo 2.14). Com esse perfil, o jovem ou a jovem cristã demonstra moderação, no comportamento pessoal, no namoro, no noivado e no relacionamento com as pessoas em geral.

3. O Comportamento dos Servos Cristãos
Nesta parte da carta a Tito, Paulo passa dos ensinamentos, levando em conta sexo e idade, para a condição social dos servos cristãos. Aquela época, havia a escravidão. Como não podia eliminar tal tipo de relação entre patrão e empregados, Paulo procura disciplinar essa relação de trabalho e de condição social. A Tito, ele refere-se apenas ao comportamento dos servos perante seus senhores (Tt 2.9,10).

É preciso pontuar o assunto, e questionar com sabedoria. Se um patrão quer que uma serva cristã aceite adulterar ou prostituir-se com ele, ela deve aceitar? De forma alguma; o apóstolo ensina que os servos não devem contradizer ou defraudar seus senhores. Aqui, há dois aspectos. Se for necessário, e em defesa de sua fé, um servo ou serva cristã pode contradizer exigências descabidas de qualquer patrão; não deve contradizer ou se contrapor às exigências normais e legais da relação trabalhista; no aspecto da não defraudação, ele está plenamente correto, pois “defraudar” é sinônimo de “roubar”, “surrupiar” o que é alheio. E, segundo Paulo, os servos crentes devem comportar-se nesse padrão, “para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador”.

Nos dias atuais, os pastores devem orientar os servos, empregados ou funcionários, na igreja, a saberem conduzir-se perante patrões, empresários, diretores ou presidentes, nas empresas, entidades ou órgãos públicos — sempre levando em conta sua condição de “filhos de Deus”, e servos do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19.16).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Tito 2 - Os versos 2-10 são uma proteção espiritual — um medicamento ou um remédio que evita as enfermidades.
Paulo primeiramente ordena que ‘os velhos’ tenham quatro virtudes. A palavra grega para ‘velhos’ (presbytes) — e para ‘mulheres idosas’ (presbytis) em 2.3; cf. também presbytera (‘mulheres idosas’) em 1 Timóteo 5.2 — está relacionada à palavra grega empregada em Tito 1.5 para ‘presbíteros’ (presbyteros). Todas estas são derivadas da raiz léxica presby, ‘velho’. ‘Nos círculos judaicos e cristãos é frequentemente difícil distinguir entre a designação da idade e o título do ofício’ (Bromiley, 1985, 931). Todas as palavras acima também podem ser traduzidas como ‘presbítero [podendo ser aplicadas tanto a homens como a mulheres]’.
As instruções específicas de Paulo consistem em que os homens mais velhos sejam: (1) ‘temperantes’ ou ‘sóbrios’ (cf. 1Tm 3.2,11); (2) ‘graves’, ‘merecedores de respeito’ ou de bom caráter (cf. 1Tm 3.8); (3) ‘prudentes’ (cf. 1Tm 3.2; Tt 1.8; 2.5,6); (4) ‘sãos’ ou saudáveis nas três virtudes fundamentais: ‘na fé, na caridade e na paciência até o fim’. Ainda que nada disso seja explicitamente dito a respeito dos grupos mencionados a seguir, podemos assumir que isto seja esperado por parte de todos” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1511).


III - O BOM EXEMPLO EM TUDO
Concluindo essa seção da carta a Tito, Paulo dá um conselho pastoral bem pessoal, dirigido ao obreiro. “Em tudo, te dá, por exemplo, de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.7,8). E discrimina sete atitudes que servem de exemplo para os obreiros em todos os tempos.



"Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." Tito 2:7,8

1. Bom Exemplo
“Em tudo, te dá por exemplo de boas obras.” Ser exemplo é uma responsabilidade enorme para um cristão, especialmente para um obreiro. E ser exemplo “em tudo” é mais difícil ainda. As limitações humanas, as falhas próprias de cada um são fatores que dificultam essa condição especial. Mas Paulo como que desafiava Tito a ser esse padrão de comportamento, na prática de “boas obras”. Estas não são a fonte da salvação, mas são indispensáveis para demonstrar que o crente é de fato um salvo em Cristo Jesus. A salvação é pela graça (Ef 2.8,9), mas as boas obras fazem parte da vida cristã: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10 - grifo nosso).

O crente é salvo, independentemente das obras da lei, como diz Paulo (Rm 3.20), perante Deus, mas a fé sem as obras, ou seja, sem testemunho, não tem valor perante os homens. Paulo aconselha Tito a ser “em tudo”, “exemplo de boas obras”.

2. Incorrupção na Doutrina
Assim como em Éfeso, em Creta, havia os falsos mestres, ensinadores de doutrinas corrompidas, eivadas de mistura com o gnosticismo e outras heresias dos primeiros tempos da igreja cristã. E Paulo advertiu quanto ao comportamento de Tito. Ele deveria ter muito cuidado com a doutrina, para que sua pregação e ensino fosse de modo correto, com fundamento na Palavra de Deus, na “doutrina dos apóstolos” (At 2.42).
Se ao apóstolo Paulo fosse dado o direito de ressuscitar, hoje, no século XXI, ele ficaria estarrecido com tanta corrupção doutrinária tomando conta de púlpitos, escolas, seminários, ditos cristãos; em programas através da mídia falada, escrita ou televisada. Ele veria a corrupção doutrinária no mercantilismo que invadiu muitas igrejas ditas neopentecostais, que “vendem” bênçãos por dinheiro; que utilizam manipulação psicológica para arrecadar mais recursos das pessoas em troca de elementos místicos ou “mágicos”, supostamente oriundos do “Rio Jordão”, do “Monte Sinai”, do “Monte Carmelo”, água “ungida”, lenço “ungido” e tantos outros ensinos e práticas que não têm fundamento na Palavra de Deus. Nunca na Bíblia as curas, ou milagres, sinais e maravilhas foram operadas, por Jesus ou por seus apóstolos, em troca de dinheiro. Isso é “simonia”, reprovada na mensagem dos apóstolos (At 8.20,21).

  • Simonia é a venda de favores divinos, bençãos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, perdões, objetos ungidos, etc. em troca de dinheiro. É o ato de pagar por sacramentos (como indulgências) e consequentemente por cargos eclesiásticos ou posições na hierarquia da igreja. A etimologia da palavra provém de Simão Mago, personagem referido nos Atos dos Apóstolos (8, 18-19), que procurou comprar de Pedro o poder de transmitir pela imposição das mãos o Espírito Santo ou de efetuar milagres.

3. Gravidade e Sinceridade
São atitudes que equivalem a seriedade. Um obreiro deve ser sério, honesto, com postura que honre a Deus e ao seu ministério. Muitos escândalos têm perturbado a Igreja do Senhor Jesus, ao longo da história, por causa de comportamento irresponsável, frívolo e vulgar de alguns obreiros. Completando a lista de recomendações, Paulo diz que Tito deve ter “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”. E conduta exemplar, exigida de todos os que querem ser obreiros, dedicados à obra do Senhor.

Precisamos compreender o chamado cristão para a Família Cristã cultivar bons exemplos de vida.
No texto de Paulo a Tito, todos os homens, mulheres, idosos e jovens da igreja são desafiados a cultivarem virtudes como "autodomínio", "perseverança" e "amor". Por isso, a afirmação de Paulo "para que a palavra de Deus não seja blasfemada". Só é possível isso acontecer quando a família cristã persevera no modelo dado por Deus, por intermédio do Evangelho, e vive em família como Jesus viveu: sua mensagem, seu anúncio, seus princípios e valores. 

CONCLUSÃO
Uma igreja local é a materialização da igreja visível. Nela, podem-se observar os diversos tipos de pessoas que aceitam a Cristo, de verdade ou não. Os que são crentes verdadeiros demonstram ser novas criaturas pelo seu porte, testemunho e por suas obras. Os que são falsos crentes também se revelam por seu caráter, expresso em sua conduta. A Palavra de Deus é o referencial para todo comportamento cristão, em todas as faixas etárias da vida.

Fonte:
A Igreja e o seu Testemunho - As ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais
As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais - Elinaldo Renovato de Lima (livro de Apoio)
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº63
Dicionário Bíblico Wycliffe CPAD 
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ciclo Profético está se cumprindo

Estamos no fim dos tempos?
Para estudiosos "ciclo profético" está se cumprindo.


Os sinais apontados por estudiosos como inegáveis que algo “grande” está prestes a acontecer no mundo estão todos aí: as quatro luas de sangue em dias específicos do calendário judeu, o Shemitá bíblico, o surgimento de um califado islâmico na área onde ficava a Babilônia, o acordo nuclear que poderá resultar numa terceira guerra mundial.
Para muitos líderes cristãos, a igreja precisa se despertar e manter-se especialmente vigilante nesses dias. Além das advertências proféticas para a Igreja, o mundo testemunha o surgimento de uma grande instabilidade.
Ao mesmo tempo enfrenta crise financeira por causa da China, geopolítica, com os milhões de refugiados de guerra e o inegável caos moral com a crescente legalização do que a Bíblia chama de abominação. Existem ainda crises hídricas em diversas partes, o aquecimento global e o risco crescente de uma conflagração nuclear. Seria essa a junção de sinais no céu e na terra?
Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, afirma que este pode ser o “momento decisivo” para a humanidade. “Temos arrogantemente virado as costas a Deus, e eu acredito que o julgamento virá contra nós”, afirmou.
O rabino Jonathan Cahn, um dos primeiros a falar sobre as profecias do Shemitá resume: “Estamos testemunhando o que parece ser um cenário profético perfeito. A relação dos EUA com Israel está num ponto baixo histórico. Agora com a campanha contra a definição bíblica do casamento! Tudo está convergindo”.
Graham e Cahn não estão sozinhos. Em entrevistas durante os últimos meses, dezenas de respeitados estudiosos da profecia bíblica concordam que o mundo está experimentando uma aceleração sem precedentes, visto nos sinais do fim dos tempos. Entre eles estão Joel C. Rosenberg, Chuck Missler, Paul McGuire, Greg Laurie, Robert Jeffress, Sid Roth, o rabino Jonathan Bernis, Thomas Ice, Ron Rhodes.
Todos já escreveram e pregaram sobre a possibilidade de esta geração testemunhar a consumação dos tempos. O pastor Jack Graham, que lidera uma igreja de 40 mil membros no Texas, foi categórico: “há poucas dúvidas, essa pode muito bem ser a última geração”.
Autor de dezenas de livros sobre profecias e apocalipse, como a série Deixados para Trás, Tim Lahaye disse recentemente: “Na verdade, temos muito mais sinais da vinda e do fim que qualquer geração antes de nós. O povo de Israel está sendo atraído de volta para a Terra Santa… é muito óbvio que algo grande está vindo”.
Junte-se a isso a restauração do Sinédrio em Israel e todos os preparativos para o reinício dos cultos no Terceiro Templo. Diversos rabinos falam sobre a vinda “iminente do Messias”.
Não se pode ainda desconsiderar a popularização do islamismo radical e o aumento exponencial de atentados terroristas. Seu alvo declarado é exterminar cristãos e judeus. Este mesmo radicais também argumentam esperar pela vinda do seu grande profeta, o mahdi.
Além disso, são crescentes os planos da ONU de um “modelo para governar todo o planeta.” Vários líderes políticos do planeta, sobretudo na Europa, estão pedindo uma “autoridade política mundial” para combater as alterações climáticas, a pobreza global e outras crises. Até o papa Francisco já se pronunciou a esse respeito.
Marcas datas é sempre temerário, contudo o ‘ciclo’ profético está se fechando e quando tantas autoridades bíblicas falam sobre o mesmo assunto, é melhor estar atentos.

A Igreja será arrebatada! Jesus está voltando! Baruk Raba Beshen Adonai!

"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus." Apocalipse 22:17-20

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

As "Luas de Sangue" - sinais no céu

"O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor." Joel 2:31 ...
"sinais inegáveis" no céu... luas de sangue! Atendendo as solicitações de nossos leitores sobre este tema, informo que o objetivo é "informativo", "conhecimento", "saber", não estou afirmando ou estipulando data para o Evento tão esperado pela Igreja, aliás não sei o que poderá acontecer nos demais minutos que se passarem, isso pertence somente a Deus, seria muita imprudência de minha parte, mas como há tantas especulações, questões e alertas sobre este assunto, vamos nos inteirar e ficarmos perceptíveis ao que o Espírito Santo tem a nos revelar. Que seja feita a Sua vontade.
"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai." Mateus 24:36
De tempo em tempos especialistas em profecias apontam para os sinais de cumprimento de alguma revelação bíblica. Esta matéria de setembro/2013, aponta que os próximos dois anos serão marcados por diversos “sinais nos céus”, já conhecidos e previstos pela astronomia. Para eles, trata-se claramente da abertura de um dos selos descritos em Apocalipse 6.
O primeiro “alerta para a igreja” veio em 2008, quando o assunto foi levantado pelo pastor Mark Biltz, que é descendente de judeus. Ele afirmava ter feito uma descoberta surpreendente. Biltz estava estudando as profecias sobre o Sol e a Lua desde Gênesis, onde a Bíblia afirma que os luzeiros no céu serviriam “para sinais e para as estações do ano”.“O termo em hebraico implica que não é apenas um sinal, mas um sinal da Sua vinda.” esclarece. Biltz diz ainda que a palavra traduzida como “estações” tem o sentido de “tempo determinado”, implicando na comemoração das festas estabelecidas por Deus no Antigo Testamento e que seguem o calendário lunar adotado pelos judeus.
Ele lembra de textos como Joel 2:31: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e terrível dia do SENHOR”, repetido em Atos 2:20. Também aponta para Mateus 24:29-30, quando Jesus diz “o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz. … E então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem” e Lucas 21:11: “haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu”.“Deus quer que olhemos para o calendário bíblico, pois ele vai sinalizar sua vinda… precisamos estar atentos às festividades bíblicas, pois são todas proféticas”, afirma Biltz, pastor da igreja El Shaddai em Bonney Lake, Washington. Ao fazer uma análise sobre o fenômeno conhecido como “lua de sangue”, que ocorre quando o Sol fica em frente à Lua no firmamento, Biltz notou que esse tipo de eclipse lunar ocorreria justamente durante as festas bíblicas em 2014 e 2015. O pastor acredita que ao se tratar de sinais na terra, como fomes, pestes e guerras, a humanidade já está acostumada a ouvir falar, mas não ocorrer o mesmo quando são sinais no céu.

A NASA confirmou que entre 2014 e 2015 ocorrerão 4 eclipses lunares seguidos (chamados de tétrade lunar). A grande questão da profecia de plantão é que as datas coincidem exatamente com as principais festas judaicas e, segundo eles, esse fenômeno astronômico por ser raríssimo, ocorre sempre em épocas cruciais da história de Israel. (Eclésia)

Convencido da importância desse fator, o pastor John Hagee fez um estudo aprofundado sobre esses eventos. Este ano, lançou um livro e um DVD com o título “Four Blood Moons: something is about to change” [As 4 luas de sangue: algo está prestes a mudar]. Ele explica que usou as projeções da NASA, relatos históricos e a Bíblia. Para Hagee existe uma conexão direta entre os quatro próximos eclipses lunares (lua de sangue) e “o que eles anunciam para Israel e para toda a humanidade.”

Seu argumento principal é que ao longo dos últimos 500 anos, três luas de sangue ocorreram no primeiro dia da Páscoa. Estas aparições estão ligadas a alguns dos dias mais importantes da história judaica.


Luas de sangue em dias importantes

1492 – o último ano da Inquisição espanhola, quando os judeus foram expulsos da Espanha

1948 – proclamação do Estado de Israel e a Guerra da Independência

1967 – início da guerra dos Seis Dias, quando Israel lutou contra nações árabes e reconquistou Jerusalém como parte de seu território


“Cada corpo celeste é controlada pela mão invisível de Deus, o que sinaliza eventos futuros para a humanidade. Não há acidentes no movimento solar ou lunar”, argumenta Hagee. Para ele é de extrema importância que os cristãos entendam estes sinais proféticos que apontam para a Segunda Vinda de Jesus.


Mais recentemente, o pastor Steve Cioccolanti, da Igreja Discover, na Austrália, produziu um longo vídeo em formato de DVD (também disponível no Youtube) sobre os “Os 8 Supersinais nos céus antes do 70º Aniversário de Israel).


Segundo ele, tudo o que Deus prometeu na Bíblia está relacionado com Israel e o povo judeu. Falando sobre as raízes hebraicas das profecias sobre o fim tempo, ele aponta oito sinais que serão vistos no céu antes do aniversário dos 70 anos da restauração de Israel. Por que o número 70 é importante? Cioccolanti explica: “Porque Israel ficou 70 anos no cativeiro babilônico e demorou 70 anos entre o nascimento de Jesus e a destruição do templo em Jerusalém. Portanto, é algo muito importante o fato de Israel estar prestes a completar 70 anos desde seu renascimento como nação, em 1948.”


Ele faz longas observações tentando explicar os oito sinais, juntamente com algumas observações sobre as datas que eles acontecerão. Para ele a questão é simples, esses sinais provavelmente “nunca mais ocorrerão nessa sequencia” e alerta: “irão começar em breve”. Lembra ainda que no Talmude, livro judeus de Interpretação da lei, ensina “Quando a lua estiver em eclipse, é um mau presságio para Israel. Se a sua face for tão vermelha quanto o sangue, a espada [guerra] está vindo ao mundo”. Para o judaísmo, a Lua é um sinal para Israel, enquanto o Sol é um sinal para os gentios [resto do mundo].



fonte Guiame 07/10/2014
Lua sinal para Israel, Sol para gentios
1 – Cometa Ison (28 de novembro de 2013) – A NASA já divulgou que este ano veremos um cometa com cauda brilhante como a lua cheia.

2 – Lua de Sangue (15 de abril de 2014) – terá início a “Tétrade”, período em que quatro eclipses lunares consecutivos são todos eclipses totais. Prenuncio de uma guerra mundial sangrenta


3- Lua de Sangue (08 de outubro de 2014) – Festa dos Tabernáculos (Sukkot) no calendário de Israel


4- Eclipse Solar Total (20 de março de 2015) – Um sinal para os gentios. Aniversário da provável data em que Moisés tirou os judeus do Egito


5- Lua de Sangue (4 de Abril de 2015) – Festa dos Tabernáculos (Sukkot) no calendário de Israel


6 – Eclipse solar parcial (13 de setembro de 2015) – Festa das trombetas no calendário de Israel e 7 º aniversário desde a última grande queda do mercado (em 29 setembro de 2008, o Dow Jones caiu espantosos 777 pontos - a maior queda no mercado de ações em um dia). 


7 – Lua de Sangue (28 de setembro de 2015) – Superlua, que também é um eclipse lunar. A lua nunca esteve tão próxima da Terra. Esse evento ocorrerá durante a Festa dos Tabernáculos (Sukkot). Será visível na cidade de Jerusalém.


8- Virgem vestida de Sol (23 setembro de 2017) – 50º aniversário da reconquista de Jerusalém (Jubileu). Brilho extraordinários da constelação de Virgem, cumprimento da Profecia de Apocalipse 12.


Data profética principal: Dia dos 70 anos da Independência de Israel (14 de maio de 2018), marcando o renascimento da nação.


É possível ver o vídeo aqui (em inglês).


Paralelo a isso tudo, entre os judeus há um crença parecida, baseada nas profecias do famoso rabino Judah ben Samuel, um fervoroso estudante do Tanach [Antigo Testamento]. Ele foi o fundador do movimento judaico Hasídico. Ele morreu em 1217, mas deixou escritos com suas conclusões. Para muitos, são profecias sobre os últimos “Jubileus”, períodos proféticos de 50 anos, seguindo o texto de Números 25.


1. Desde a data em que profetizou (1217), passariam 6 jubileus (300 anos) até que viessem tomar a cidade de Jerusalém. De fato, os Turcos Otomanos a conquistaram em 1517.


2. A cidade de Jerusalém estaria sob o domínio [dos Turcos Otomanos] durante 8 Jubileus, ou seja, 400 anos. Considera-se cumprida, pois os Turcos ficaram até 1917, quando foram expulsos pelo exército britânico.


3. A cidade de Jerusalém seria uma “terra de ninguém” pelo espaço de 1 Jubileu (50 anos). A Inglaterra atuou politicamente como “Protetorado” entre 1917 e 1967, pois em junho daquele ano o exército de Israel expulsou os árabes da cidade durante a Guerra dos Seis Dias.


4. Os Judeus dominariam a cidade durante 1 Jubileu (1967 até 2017?), ano que marcaria o Jubileu final, que daria início à Era Messiânica. O Yon Kippur (ano novo) será em 30/9/2017.


Uma vez que 2017 de nosso calendário será o ano 5777 do calendário judaico, muitos acreditam que a união de 3 “setes” aponta para perfeição e plenitude, na cultura judaica.


Fonte:
GospelPrime - Notícias  
Eclésia - portal de notícias 
A última Trombeta   
Guiame 

Que estejamos atentos com as especulações mas não desprezemos os alertas.Possamos estar como as prudentes (com reservas) e não como as loucas (despreparadas). Mateus 25
"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." Mateus 25:13

"Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo." Marcos 13:33


"Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Tessalonicenses 5:17-23


Sugestão de leitura: 
Aqui eu Aprendi!
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