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sábado, 6 de maio de 2017

Jônatas, um exemplo de lealdade

E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” 1 Sm 18.3


Como nasce uma amizade?
Segundo as Escrituras, do amor. “Amarás a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo” é o resumo de Marcos 12.30,31. A verdadeira amizade só é possível quando forjada no amor, do contrário se estabelecerá uma relação com base nos interesses egoístas. Por isso, segundo a ética das Escrituras Sagradas, não há relação que seja possível, mais estreita entre pessoas, senão, pelos meandros do verdadeiro amor: “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros” (1Jo 4.11).

A história de Davi e Jônatas é um maravilhoso exemplo de amizade desprovida de qualquer interesse mesquinho. Para demonstrar isso, refletiremos acerca do perfil de Jônatas:
(1) Filho mais velho de Saul;
(2) um herdeiro legítimo para suceder seu pai;
(3) hábil e valente guerreiro;
(4) apresentava o porte de um verdadeiro príncipe.
A partir de todo esse perfil, por que Jônatas estabeleceria uma amizade sincera com Davi, que mais tarde, seria a pessoa a substituir Saul, seu pai, no trono de Israel?

O contexto para a amizade entre os dois guerreiros ser entretecida foi o evento auspicioso do combate entre Davi e o gigante Golias. Não há dúvidas de que a vitória de Davi, assim como aconteceu com o rei Saul, despertou emoções em Jônatas. A emoção da vibração, a emoção da conquista de uma batalha, a emoção de vencer um inimigo que há muito havia humilhado a nação inteira. Mas passada a euforia da vitória, o auspício da conquista, o texto bíblico testemunha algo encantador e sincero: “a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. [...] E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (1Sm 18.1,3).

Note que duas vezes o texto menciona “Jônatas o amou como à sua própria alma”. Uma amizade como a de Davi e Jônatas só poderia ter brotado a partir da perspectiva do amor. Por isso, em Jesus Cristo, essa perspectiva é mais abertamente ampliada e confirmada, por exemplo, pelo apóstolo João em suas cartas, pois só amamos porque Deus nos amou primeiro (1Jo 4.19). E se amamos a Deus, devemos amar o próximo. Só então temos a plataforma formada para a vivência de uma verdadeira amizade cristã. Portanto, é tempo de nos entregarmos em amor ao próximo e, então, preparar o caminho a fim de construirmos verdadeiras amizades. Amizade que edifique, abençoe e frutifique. Nunca é tarde para isso! Revista Ensinador Cristão nº70

O cristão deve ser exemplo de lealdade a Deus, a seus familiares e a todos os que estão ao seu redor.


SUBSÍDIO
Jônatas
O filho de Saul é uma das personalidades mais admiráveis do Antigo Testamento. Ao descobrir que Davi estava destinado a suceder seu pai no trono, Jônatas, corajosamente, defende Davi como um leal servidor do rei. Quando forçado a tomar posição, Jônatas novamente escolhe apoiá-lo, e enfrenta a fúria de seu pai para salvar a vida do amigo. Quando nos lembramos que Jônatas sucederia naturalmente a Saul como rei de Israel, sua amizade por Davi torna-se particularmente comovente. O Antigo Testamento não tem exemplo mais belo de amizade. A história de como Davi correspondeu à amizade de Jônatas é encontrada em 2 Samuel 9” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, p.192).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:  1 Samuel 18.3,4; 19.1,2; 20.8,16,17,31,32

1 Samuel 18
3 — E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
4 — E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.

1 Samuel 19
1 — E falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos para que matassem Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava mui afeiçoado a Davi.
2 — E Jônatas o anunciou a Davi, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; pelo que, agora, guarda-te, pela manhã, e fica-te num lugar oculto, e esconde-te.

1 Samuel 20
8 — Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque fizeste a teu servo entrar contigo em aliança do Senhor; se, porém, há em mim crime, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?
16 — Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O Senhor o requeira da mão dos inimigos de Davi.
17 — E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma.
31 — Porque todos os dias que o filho de Jessé viver sobre a terra nem tu serás firme, nem o teu reino; pelo que envia e traze-mo nesta hora, porque é digno de morte.
32 — Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que tem feito?

Prezado professor, estudaremos a respeito da amizade e lealdade de Jônatas e Davi. Esse é um assunto bem relevante, pois vivemos tempos difíceis onde os interesses pessoais foram colocados acima das amizades.

INTRODUÇÃO

Jônatas entrou para a história à sombra do pai, mas pouca coisa herdou de seu genitor. Demonstrou ser um guerreiro cheio de coragem e determinação. E, aliada à sua coragem, está a sua humildade, sua fé e obediência ao Senhor, virtudes indispensáveis a um homem de Deus. Sua amizade por Davi nasceu de forma inesperada, quando assistiu, de perto, a vitória do jovem pastor de ovelhas sobre o imbatível gigante Golias, o campeão dos filisteus, que desafiava os exércitos israelitas, e afrontava o nome do Senhor.


I. CIRCUNSTÂNCIAS QUE UNIRAM JÔNATAS E DAVI

1. Quem era Jônatas.
Era o filho mais velho do rei Saul. Seu nome significa “dado por Deus” ou “presente de Deus”. Ele tinha todas as condições para ser o substituto do pai. Era valente e hábil no combate. Sua bravura já fora provada, quando, em Micmás, derrotou toda uma guarnição dos filisteus, contando apenas com a ajuda de seu fiel escudeiro, colocando sua fé em ação (1Sm 14.1-14). Entretanto, por direção de Deus, os rumos da história de Saul e de Jônatas foram mudados completamente. E isso ocorreu de forma surpreendente.

2. Uma batalha que mudou a história.
Israel estava no campo de batalha contra os filisteus, num monte, “no vale do carvalho”, e os filisteus estavam do lado oposto do vale, também sobre um monte (1Sm 17.1-3). Um gigante filisteu, de nome Golias, campeão de seu povo, desafiava os exércitos de Israel, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o inimigo. O clima de medo prenunciava a provável derrota de Israel (1Sm 17.10,11).

3. A presença de Davi.
Jessé enviou Davi ao local da batalha para entregar víveres para seus irmãos e para o chefe do exército (1Sm 17.12-21). Contrariando seus irmãos e o próprio rei, Davi se dispôs a enfrentar o filisteu. Com permissão do rei, e confiando em Deus, Davi foi ao encontro de Golias, com apenas uma funda e cinco pedras do ribeiro (1Sm 17.40-47). E com uma única pedra derrubou o gigante, e o matou com a espada deste (1Sm 17.48-58). Uma vitória de desfecho surpreendente. Um gigante vencido por um jovem pastor de ovelhas. Um exército inteiro posto em fuga após um combate inusitado e desigual. Assistindo ao duelo estava Jônatas, o filho de Saul, que ficou profundamente tocado pela vitória de Davi sobre Golias.




SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“A profunda amizade entre Jônatas e Davi é surpreendente por uma série de razões. Primeiro, Deus escolheu Davi e não Jônatas (filho de Saul e príncipe de Israel) para ser o segundo rei de Israel. Segundo, o pai de Jônatas, Saul, sentia intenso ciúme de Davi e tentou repetidamente matá-lo. Terceiro, Davi era um indivíduo multitalentoso, muito popular com as massas do que Saul ou Jônatas.Jônatas e Davi deviam ter sido pelo menos cautelosos um para com o outro, senão inimigos declarados. Contudo, eles foram capazes de superar esses obstáculos em potencial e construir uma amizade exemplar. Talvez a qualidade excepcional de sua amizade fosse a lealdade. Aquela lealdade estava fundamentada numa profunda devoção a Deus. Esse maior compromisso foi o que capacitou a amizade deles e não apenas sobreviver, mas crescer em tempos de confusão e conflito.
Você é um amigo para todas as horas? Você foge de relacionamentos quando as dificuldades surgem? Se seus relacionamentos humanos são fracos, examine a profundidade de sua lealdade a Deus. Você pode se surpreender com o que vai descobrir” (365 Mensagens Inspiradas em Personagens da Bíblia. 12ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.103).

CONHEÇA MAIS...
A amizade de Davi e Jônatas
“Esta amizade é uma das mais profundas e legítimas na Bíblia. (1) Eles basearam este pacto no compromisso para com Deus, não apenas para com o outro. (2) Não permitiram que qualquer coisa se colocasse entre eles, nem mesmo o interesse próprio ou os problemas familiares. (3) Aproximaram-se ainda mais quando a amizade foi testada. (4) Permaneceram amigos até o fim.
Jônatas o primogênito do rei, mais tarde predisse que Davi, e não ele, seria o próximo monarca. Mas isso não enfraqueceu sua estima pelo amigo. Jônatas preferia a amizade de Davi ao trono de Israel”. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p.394


II. UMA AMIZADE APROVADA POR DEUS

1. Jônatas torna-se amigo de Davi.
O povo de Israel jubilou diante da tremenda vitória. Saul ficou estupefato, e mandou o chefe do exército, Abner, chamar Davi, que levou como troféu da batalha inusitada a cabeça do filisteu (1Sm 17.54). Porém Jônatas, filho de Saul, foi quem mais foi tocado em suas emoções e sentimentos em relação ao jovem pastor, que derrotou o gigante com o uso de uma simples funda e um tiro de pedra. De imediato, aquela admiração despertou em Jônatas um sentimento de amizade e de amor fraternal por Davi. Deus tem seus caminhos, e, quando Ele quer, cria circunstâncias ou muda circunstâncias segundo seus propósitos amorosos e soberanos.

2. Uma amizade fiel e duradoura.
A Bíblia registra com expressão tocante os sentimentos de Jônatas por Davi. Diz o texto bíblico: “E Sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma” e fizeram uma aliança diante de Deus (1Sm 18.1,3,4). O texto registra expressões que significam que Jônatas não só admirou grandemente a coragem e a audácia de Davi, como sentiu no seu íntimo que deveria nutrir por ele profunda amizade fraternal.

3. Uma aliança do Senhor.
Grupos homossexuais procuram distorcer o sentido desse texto quando a Bíblia diz que Jônatas fez aliança com Davi, porque “o amava como à sua própria alma” e entregou a Davi suas vestes e equipamentos de combate (1Sm 18.3,4). Eles o fazem de forma desonesta e tendenciosa, afirmando que Jônatas sentiu atração sexual por Davi, e que ambos deram início a uma relação homoafetiva. Nada mais incoerente com a verdade bíblica. Jônatas era casado e pai de um filho, cujo nome era Mefibosete (2Sm 4.4). Em nenhum texto da Bíblia se diz que Jônatas desobedeceu a Deus e a sua Lei. Ele sabia que, se fosse homossexual, estaria cometendo “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13). Na verdade, aquela amizade calorosa foi inspirada por Deus, pois Jônatas haveria de ser, tempos depois, o amigo que iria livrar Davi da sanha ciumenta e sanguinária de Saul. Eles fizeram aliança espiritual, e não uma parceria abominável aos olhos do Senhor (1Sm 18.3). Somente a má fé de quem usa a Palavra de Deus para justificar seus pecados pode afirmar tamanha incoerência e disparate.

LEIA TAMBÉM:  DAVI E JÔNATAS - AMOR PHILEO OU EROS?



III. O CARÁTER DE JÔNATAS E SUAS LIÇÕES

Há um provérbio popular que diz: “Tal pai, tal filho”, sugerindo que os filhos tendem a demonstrar o mesmo comportamento de seus pais. Mas tal entendimento não pode ser generalizado. O exemplo de Jônatas é prova disso. Seu caráter praticamente era oposto ao do seu pai. Vejamos alguns aspectos do caráter de Jônatas.

1. Um homem de coragem.
Saul era um homem inseguro e ciumento. Jônatas não herdou nem desenvolveu esse traço da personalidade do pai. Era corajoso. Em Micmás, ele lutou contra a guarnição dos filisteus, com seu pajem de armas, e os derrotou, confiando em Deus. Revelou-se um comandante de tropas, um herói e um homem de fé (1Sm 14.6). Mas sua coragem não era apenas física e emocional. Ele tinha a grandeza espiritual que lhe dava confiança, diante das adversidades (1Sm 14.1-4). Ele revelou firmeza diante dos inimigos, e lealdade diante dos amigos.

2. Um homem humilde.
Sua coragem moral fê-lo não ter medo de perder a posição, como herdeiro do trono para Davi. Soube reconhecer que seu amigo tinha a direção de Deus, e as condições humanas para substituir Saul no cargo de monarca de Israel (1Sm 16.1,12,13). Um exemplo para os dias presentes. Há muitos, em igrejas evangélicas, que brigam por cargos e posições, agindo, muitas vezes, com métodos carnais, seguindo o exemplo dos ímpios. São obreiros carnais, dominados por “torpe ganância” (1Tm 3.3). A humildade é qualidade que só possuem os que têm grandeza de alma. E Deus se agrada dos humildes (1Pe 5.6).

3. Um homem leal.
Em todas as ocasiões, depois que se tornou amigo de Davi, Jônatas demonstrou sua lealdade. Poderia ter ficado ao lado do seu pai, mas não cedeu aos caprichos de Saul, quando este, injustamente, quis eliminar a vida de Davi. Quando soube do plano de Saul para matar Davi, Jônatas procurou o amigo e lhe advertiu do perigo de morte (1Sm 19.1-3; 20.11-17,32,33). Jônatas teve um último encontro com Davi, onde mais uma vez selaram o pacto de lealdade diante de Deus (1Sm 20.41-43). Até o dia da sua morte, Saul continuou perseguindo Davi. Jônatas também veio a morrer em Gilboa ao lado de seu pai (1Sm 31.8).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para enfatizar as características de Jônatas.




CONCLUSÃO

Deus não está sujeito às leis nem aos costumes dos povos. Ele estabelece sua vontade diretiva de forma implacável, contrariando todas as expectativas e previsões históricas ou políticas. Assim, em meio a um grave desafio contra o povo de Israel, levantou o jovem Davi para derrotar o gigante filisteu. Assistindo a extraordinária vitória, Jônatas sentiu profunda admiração pelo jovem pastor de Belém, e compreendeu que ele seria o escolhido por Deus. Em lugar de inveja ou ciúme, Jônatas tornou-se o maior e mais leal amigo de Davi.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD - 2º trim.2017 adultos - O Caráter do Cristão - Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro - Elinaldo Renovato de Lima
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Arqueólogos acham novas evidências da Torre de Babel

Museu Smithsonian apresenta na TV achado de peça do Iraque

Uma tabuleta de pedra, com mais de 2.500 anos, que fala sobre a Torre de Babel foi encontrada no Iraque. Ela faz parte de uma coleção particular, pertence ao empresário norueguês Martin Schøyen, que possui um acervo de mais de 13.000 manuscritos e peças antigas. 

O professor Andrew George, do Instituto Smithsonian, uma das instituições mais respeitadas do mundo no estudo de antiguidades, apresentou esta semana o material pela primeira vez.

Ele foi objeto de um programa de TV produzido pelo Canal do museu

O arqueólogo escreveu em 2011 o livro “Inscrições Cuneiformes dos Reis”, onde analisa o material da coleção de Schøyen. A tabuleta contém um desenho do rei Nabucodonosor II, que governou Babilônia há 2.500 anos, ao lado de um enorme zigurate – estrutura piramidal, que era dedicada ao deus Marduk.

O texto que acompanha a figura menciona a “torre”, que os estudiosos acreditam ser uma referência inequívoca à Torre de Babel descrita na Bíblia. O mais provável é que Nabucodonosor II tenha restaurado ou reconstruído uma torre com os sete andares mostrados no desenho e uma grande escadaria. No topo, um local usado para observação das estrelas e realização de cerimônias religiosas.

Essa representação de Nabucodonosor é uma das quatro únicas no mundo. O professor George explica que as outros estão esculpidas em falésias no Líbano, em Wadi Brisa e em Shir es-Sanam. Destaca também que, dentre todas, a representação mais nítida está na tabuleta.

As ruínas de Babel se encontram em Hillah, no Iraque, cerca de 100 quilômetros ao sul de Bagdá. Há um sítio arqueológico que inclui um grande número de estruturas de edifícios. Foi encontrado o alicerce de um gigantesco zigurate. 


Contudo, os relatos por escrito sobre o local são raros. A tabuleta apresentada por Andrew George é a única conhecida com uma representação gráfica. Durante muito tempo pesquisadores usaram esse argumento para afirmar que o relato bíblico seria apenas uma “lenda”. 

Contudo, uma tabuleta de argila com escrita cuneiforme –  datada de 2500 a. C. – foi encontrada no Iraque e traduzida em 1872. Ela traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: “…seu coração se tornou mal… Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas… o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo.” 

Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a. C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos “adoravam ao deus Enlil numa só língua… o deus Enki, senhor da abundância… e o líder dos deuses… mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma.”

O texto de Gênesis 11 fala sobre uma torre construída pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. Sua pretensão é que ela fosse tão alta que alcançasse o céu.

Isso foi visto como uma afronta por Deus que, para castigá-los, confundiu as suas línguas e os espalhou por toda a Terra.

Fonte: GospelPrime
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

O Pai-Nosso

E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar [...]” Lc 11.1

Lucas 11.1-4 • “Essa passagem transmite uma mensagem muito simples. [...] A oração é a expressão do nosso relacionamento familiar com Deus. E as respostas às orações não dependem de alguém ter ou não cometido um erro ao recitar as palavras adequadas. Na verdade, as respostas à oração representam um transbordamento daquele permanente amor que Deus tem por nós, seus filhos.

Essa grande realidade nos dá a chave para entendermos aquilo que chamamos de Oração do Senhor (11.2-4).

• Pai. Nós nos aproximamos de Deus como de um Pai, profundamente conscientes de seu amor e compromisso conosco, e o respeitamos e amamos.

• Santificado seja o teu nome. Exaltamos a Deus e o louvamos pelo que Ele é. Saboreamos o privilégio de nos aproximar daquele que é o Senhor do Universo com nosso louvor e ações de graças.

 Venha o teu Reino. Afirmamos nossa submissão a Deus como Rei de um reino universal do qual somos cidadãos. Comprometemo-nos a viver aqui e agora em obediência ao Senhor, como se seu reino já tivesse sido estabelecido na terra.

• Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Reconhecemos nossa dependência do Senhor e alegremente colocamos nele toda a nossa confiança. Não pedimos hoje o suficiente para atender às necessidades do amanhã, pois sabemos que Deus é nosso Pai, e que podemos confiar plenamente nEle.

• Perdoa-nos nossos pecados. Reconhecemos as nossas imperfeições e fraquezas, e não dependemos dos supostos méritos de nossas obras, mas da disposição de Deus de nos perdoar. Demonstramos essa atitude através da boa vontade de tratar os outros como somos tratados por Deus; assim, “também perdoamos a qualquer que nos deve”.

• Não nos conduzas em tentação. Como Deus a ninguém tenta (Tg 1.13), aqui essa palavra deve ser entendida no sentido de “testar”. Esse pedido não revela qualquer dúvida de que Deus nos dará condições de vencer, e demostrar a nossa fé. Algumas pessoas são tão inseguras em seu relacionamento com Deus que procuram tentações para poder vencê-las, e assim se asseguram de que realmente pertencem ao Senhor. Deus permitirá que enfrentemos provas, e também dará o escape para que as possamos suportar (1 Co 10.13). Como confiamos que isso é verdade, não precisamos procurar nenhuma prova, mas expressar a nossa fé pedindo ao Senhor que nos livre das tentações.

Ao revermos esse modelo de oração, percebemos mais sobre a natureza da oração e sobre o relacionamento que a torna vital e verdadeira. Existe a confiança em Deus como Pai, existe a adoração e o reconhecimento de Deus pelo que Ele é em sua natureza. Existe um compromisso expresso de fazer a sua vontade, juntamente com a confiança de que Ele suprirá as nossas necessidades todos os dias. E, sobretudo, existe a maravilhosa consciência de que Ele cuida de nós em sua Graça; que o perdão dos pecados nos garante seu contínuo favor, e o acesso a Ele sempre que estivermos necessitados.” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.167-68).

A oração do Pai-Nosso representa uma segurança, mas também um desafio aos discípulos do Senhor de todos os tempos.

O debate em torno da natureza da oração do Pai-Nosso é um daqueles em que há bons argumentos tanto de um lado quanto de outro. Defensores do Pai-Nosso como apenas um roteiro, e não como uma fórmula pronta, afirmam que tal ideia contraria o ensino do próprio Cristo em outras passagens. Para o outro grupo, não orar ipsis litteris tal como se encontra na passagem de Mateus 6.9-13, é um desrespeito com o texto e com Jesus que disse que devemos orar “assim”. Quem se apega a tais minúcias talvez esteja esquecendo o mais importante que é justamente orar. Mas meramente orar por costume. A oração pode ser mecânica, inclusive com repetições diuturnas, sem necessariamente ser igual a do Pai-Nosso. De igual forma, pode ser rotineira, mesmo parecendo espontânea. O essencial na oração é que ela brote de um coração que anseia pela comunhão com o Pai, desejando manter um relacionamento real com Ele ao mesmo tempo em que vai transformando o orante em alguém melhor no plano horizontal e comunitário. Quando a nossa vontade confunde-se com a de Deus, significa que o seu Reino já iniciou seu curso em nossa vida pessoal, podendo assim ser conhecido através de nós pelas pessoas que não servem a Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
O estudo do Pai-Nosso ocupa páginas e mais páginas de obras especializadas ou exclusivamente escritas sobre este único tema. Portanto, o papel de uma lição como esta, até por uma questão física, não vai além de comentar o cerne da oração do Senhor, deixando alguns detalhes importantes, do ponto de vista exegético, sem ser considerados. A despeito disso, é interessante apresentar o paralelo de Mateus 6.9-13 que se encontra em Lucas 11.1-4, observando duas propostas principais de divisão: temática e sistemática. Para tanto, reproduza, conforme suas possibilidades, o quadro abaixo, esclarecendo que essas são apenas duas possibilidades de estudo da “Oração do Senhor”:


TEXTO BÍBLICO: MATEUS 6 9-15

9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 O pão nosso de cada dia nos dá hoje; 12 E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; 13 E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

INTRODUÇÃO

Embora “curta”, a belíssima oração do Senhor, também conhecida como Pai-Nosso, ou oração dominical, contém farto material de instrução bíblica e teológica. Há muito se dividem as opiniões acerca de ela ser uma oração para se repetir tal como o Mestre ensinou ou se constitui apenas um roteiro, ou esboço, que os crentes devem utilizar como forma de orientação de seus devocionais particulares ou na liturgia de um culto. O fato mais importante é que o Mestre orava e, com seu exemplo e suas palavras, ensinou seus discípulos a fazerem o mesmo, tanto na forma, quanto no conteúdo (Lc 11.1-4).

I. FILIAÇÃO DIVINA, RECONHECIMENTO DA SANTIDADE E A VINDA DO REINO

1. Paternidade celestial.
O Antigo Testamento registra pouquíssimas ocorrências em que Deus é, de forma inferida ou textual, chamado de Pai (Dt 32.6; 2Sm 7.14; 1Cr 17.13; Sl 68.5; Is 64.8; Jr 3.4; 31.20; Ml 1.6; 2.10). A novidade trazida pelo Senhor é a forma íntima como não apenas Ele se dirige ao Pai, mas também sua abertura a cada um de seus discípulos para que possam dirigir-se ao Criador da mesma forma. Ainda que reconhecendo sua grandeza e transcendência (“que estás nos céus”), o Mestre demonstra que o Pai não está longe, pois é “nosso” (v.9).

2. A santidade do nome divino.
A santificação do nome do Pai, não é de alguma coisa produzida pelo suplicante, ou seja, a santidade é intrínseca ao nome do Criador (v.9). Conforme o entendia a cultura judaica, o nome de Deus era inseparável da sua Pessoa (Êx 3.13,14; 20.7). Sendo santo, o nome do Pai, cabe a quem se dirige a Ele, respeitá-lo.

3. A vinda do Reino e a vontade divina cumprida integralmente.
A primeira súplica é definidora e norteia todo o restante. É importante notar que ela diz respeito à realidade divina e não terrenal. Pedir ao Pai, cujo nome é santo e a quem não se deve dirigir a palavra se esta não corresponde à intenção, para que o Reino dEle venha (v.10a), não contempla apenas um desejo escatológico ou de uma vinda futurística. O complemento do que se está suplicando revela claramente que se aspira que a vontade do Eterno Deus seja feita aqui (onde os seres humanos exercem sua vontade própria), tal como ela é realizada no céu, onde a vontade do Criador é ordem vigente e situação em curso (v.10b). E a prova de que o suplicante quer exatamente isso, é se em sua própria experiência de vida, no dia a dia, ele permite que a vontade divina seja prevalente (Rm 6.11 cf. Gl 2.20).

Aspirar pelo Reino de Deus significa estar disposto a abdicar, aqui e agora, das vontades terrenas que nos prendem ao materialismo e ao consumismo.

II. O ALIMENTO, O PERDÃO MÚTUO E O LIVRAMENTO

1. O alimento necessário, tanto para hoje quanto para o amanhã.
De acordo com os melhores especialistas da língua grega, a expressão epiousios (“cada dia”), contém três possibilidades de significação: pão necessário, pão diário e pão de amanhã (v.11). Dessa maneira, o primeiro pedido referente à realidade e necessidade terrenas tem um sentido bem mais profundo, pois leva em conta tanto aquilo que é urgente, quanto o que é necessário e até mesmo o desejo maior do discípulo, qual seja participar da Grande Ceia daquele Dia (Lc 14.15-24 cf. Mt 26.26-29). O pão de cada dia pedido para agora é, nesse caso, um desejo escatológico de que venha a plenitude do Reino, conforme pedido na primeira súplica referente à realidade divina.

2. Perdão divino e perdão no relacionamento interpessoal.
As bem-aventuranças precisam ser lembradas nesse ponto (Mt 5.3-12), pois elas mostram claramente a forma, ou perspectiva, segundo a qual os filhos do Reino veem todas as coisas. Assim, o que parece ser uma condição para ser perdoado por Deus é, na verdade, uma expressão do comportamento de quem encara as ofensas, insultos e até agressões, de forma perdoadora (v.12 cf. Mt 5.11,12). Justamente por ter aprendido com o Pai é que os filhos assim se comportam e, por isso, dirigem-se ao Senhor dessa maneira (1Jo 4.19). Uma vez que o Mestre estava ensinando os discípulos, mas considerando também uma audiência maior e, nesse caso, especificamente os fariseus, pelo fato de a piedade judaica possuir um conceito de perdão bastante restrito (tradicionalmente eram apenas três vezes que se deveria perdoar uma ofensa, Pedro “amplia” para sete tentando ser mais generoso, cf. Mt 18.21), Cristo então, depois de ensinar a oração, aí sim, considera a justiça dos fariseus e afirma ser uma condição para obter o perdão divino, exercer misericórdia e perdoar as pessoas (vv.14,15).

3. Livramento e queda.
A tradução literal desse texto dá uma ideia bastante negativa (Tg 1.13-15). Todavia, especialistas da língua grega defendem que uma tradução melhor revelaria que o que se quer dizer aqui é algo como “Não permitas que caia nas mãos do pecado” (v.13). Mas o sentido não é ser livrado da tentação em si, mas a última petição refere-se a não permitir que o suplicante caia em pecado, sucumba à provação e assim aparte-se de Deus (Lc 22.31,32 cf. Tg 1.2,3).

JESUS E A ORAÇÃO

A amizade com Deus
Deus sente prazer na nossa amizade: esse é o cerne da oração. Começamos a orar de fato quando consideramos a oração um privilégio, e não uma obrigação! É nisto que o Pai Nosso é tão saudável: ele começa relacionando-se com o Senhor e admirando-o (“Pai nosso, que estás nos céus”) antes de pedir alguma coisa. Tomemos Mateus 6.5-18 como nosso guia para orar e jejuar.

Você ora?
Observe que nosso Senhor presume que oramos: é “quando” oramos, não “se” orarmos!
A oração é uma parte regular e persistente de sua vida? Veja Lucas 18.1.
Nosso Senhor Jesus segue em frente e distingue a oração cristã de dois tipos equivocados de oração. Mateus 6.5,6 — ao contrário da oração do hipócrita — transforma Deus na única audiência da oração. Mateus 6.7,8 — ao contrário da oração pagã — é uma oração simples e clara, pois depende da disposição do Pai, e não da loquacidade da oração!

Orando com outros
Deus é única audiência: isso não fala de forma alguma contra orar em conjunto. Nessas instruções, Jesus alterna o uso do pronome no plural com o singular. Temos de orar sozinhos e temos de orar em conjunto. Jesus, na verdade, está presente de forma extra e nos dá poder extra para a oração conjunta dos cristãos. Veja Mateus 18.19,20. Mas quando oramos juntos, temos de orar para Deus!
Observe o valor da exclusão: “Entra no teu aposento e, fechando a tua porta”. Deixe tudo o mais de fora para estar com Deus.

As riquezas em oferta
Mateus 6 usa uma palavra maravilhosa para “aposento”. Ela indica uma despensa, um armazém no qual é guardado a munição [...], e um tesouro do qual são tiradas riquezas. A oração traz as coisas boas que Deus guarda para nós, a munição espiritual de que precisamos contra os ataques do Diabo, as riquezas que Cristo nos oferece em nossa necessidade.
Jesus também elogia a confiança semelhante à das crianças: “Vosso Pai sabe o que vos é necessário”. Veja Mateus 6.8 e Hebreus 11.6.

O Pai Nosso
A própria oração começa com adoração: Mateus 6.9. Isso é muitíssimo importante. Ela descentraliza nosso ego e põe Deus de volta no centro de nossa atenção. O segundo passo é identificar-se com as preocupações do Senhor: sua reputação, reinado e vontade. Veja os versículos 9 e 10. O terceiro passo é que temos de levar a Deus todas nossas preocupações pequenas ou grandes: nossa provisão, perdão e proteção (vv.11-13). É provável que o fim tradicional da oração não tenha sido dito por Jesus nem escrito por Mateus, mas, em todas as palavras, esse final é totalmente cristão louvando o reinado, o poder e a glória de Deus.

O jejum
Nosso Senhor, como na oração, presume que temos de jejuar: Mateus 6.16. O jejum é abster-se de alimento a fim de nos devotarmos a Deus. Mais uma vez, ele é mais bem visto como uma oportunidade, em vez de uma obrigação. Podemos pedir que Deus nos dê o fardo das necessidades específicas que são próximas ao coração dEle para que, de preferência, estejamos negociando com Ele, em vez de estarmos comendo. Não jejue “porque o cristão deve jejuar”! Tente jejuar quando tiver de tomar decisões vitais (Lucas 6.12,13) ou questões específicas a vencer para Deus (Esdras 8.21-23).
As questões vencidas para Deus: é disso que se trata o jejum e a oração. O tipo de amizade que é eficaz para o reinado e honra do Senhor. (Extraído do Livro Guia Cristão de Leitura da Bíblia, CPAD, p.547.)

Nossa cultura individualista reputa como uma fraqueza alguém não revidar à agressão, porém, quem se orienta pelos valores e justiça do Reino, deve ignorar o que se ensina a esse respeito.

III. A GLORIFICAÇÃO DO PAI NO FINAL DA ORAÇÃO

1. O Reino.
A oração termina com o reconhecimento de que o Reino é de Deus, e não propriedade dos homens (v.13). A despeito de muitos, de ontem e de hoje, pretenderem-se “donos” do Reino, ele continua sendo de Deus (Mt 23.13 cf. Mt 21.31).

2. O poder.
Os discípulos serão felizes se, tal como o salmista, conseguirem entender a mensagem de que “o poder pertence a Deus” (Sl 62.11).

3. A glória.
A glória pertence ao Senhor (Is 42.8). Qualquer oferta que venha com essa proposta, por mais sedutora que seja, é diabólica (Mt 4.8-10). O Mestre é a expressa imagem dessa glória que pertence somente ao Pai (1Jo 1.14).

Sendo o poder e a glória pertencentes a Deus, nada justifica a postura altiva daqueles que se dizem seguidores de Cristo.

CONCLUSÃO

A oração do Senhor tem uma intenção muito clara, ensinar aos discípulos a não orar como os hipócritas ou como os pagãos. A introdução no versículo nove demonstra isso: “Portanto”. Os que abraçaram o Evangelho de Jesus e aceitaram sua justiça devem orar exatamente assim.

SUBSÍDIO
O Perdão
“O perdão, essencial a uma vida vitoriosa, é nossa primeira e maior necessidade. Não importa com quanta diligência resistamos às tentações e quão fiéis sejamos no cumprimento de todas as nossas obrigações religiosas, ainda assim estamos aquém da justiça de Deus. Nenhum filho de Deus pode abrir mão de pedir ao Senhor que lhe perdoe os pecados. A pessoa justa aos próprios olhos não sente necessidade de pedir perdão a Deus, porém à medida que nos aproximamos mais de nosso Salvador e Senhor, mais sentimos um profundo senso de pecado e indignidade pessoal. [...].
Pedimos o perdão de Deus, ‘assim como nós perdoamos aos nossos devedores’ (Mt 6.12). A expressão ‘assim como’ não indica grau, visto que jamais poderemos perdoar com perfeição, somente Deus pode perdoar o pecado, mas podemos e devemos perdoar erros reais e imaginários cometidos contra nós. Não obstante, há uma comparação implícita nessa passagem. Quando estamos prontos a perdoar, a despeito de nossa condição de fraqueza e pecaminosidade, Deus está pronto, em sua santidade perfeita, a nos perdoar igualmente. Receber o perdão divino segue de mãos dadas com o ato de perdoar os outros. Só podemos receber o perdão, quando entendemos o princípio que o rege, e isto implica em não levar a mal o desinteresse que os outros demonstram pelo nosso insignificante ego (Mt 18.21-35)” (BICKET, Zenas J.; BRANDT, Robert L. Teologia Bíblica da Oração: O Espírito nos ajuda a orar. 6ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.200-01).


Fonte: Lições Bíblicas CPAD Jovens - 2º trim.2017 - O Sermão do Monte - A Justiça sob a ótica de Jesus - Comentarista César Moisés Carvalho 

Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 2 de maio de 2017

A Bagagem

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas." Mateus 11:28,29

Reflexão “A Bagagem”

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão.

À medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando. Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por que pensa que são importantes.

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas. Pesa demais. Então você pode escolher:

- Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem.

- Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.

Mas, o que tirar?

Você começa tirando tudo para fora, e observando o que tem dentro…

Amizade… Amor… nossa! Tem bastante; e curioso, não pesa nada!.

Mas tem algo pesado. Você faz força para tirar. É a raiva, como ela pesa!

Aí você começa a tirar, tirar e aparecem à incompreensão, o medo, o pessimismo... nesse momento, o desânimo quase te puxa para dentro da mala. Mas, você o puxa para fora com toda a força, e então aparece um sorriso, que estava sufocado no fundo de sua bagagem.

Pula para fora outro sorriso e mais outro, e ai sai a felicidade!

Você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza...

Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante!

Procure então o resto: a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, o equilíbrio,  a responsabilidade, a tolerância, e o bom e velho humor.

Tira a preocupação também. Deixe de lado. Depois você pensa o que fazer com ela.

Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo! Mas pense bem o que você vai colocar lá dentro!

Agora é com você… E não esqueça de fazer isso mais vezes, pois o caminho é muito, muito longo.
Autoria do texto desconhecida.
adaptado

O peso de nossa bagagem vai depender do "valor" do que nos colocamos dentro da mala.

Sei que, por muitas vezes, é difícil fazer a limpeza, arrumar as coisas, mas tenho certeza que se faz necessário, muito necessário.

Lembremos do que o Apostolo Paulo escreveu aos Gálatas (5:22) "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. 

Coloquemos em nossa mala as palavras que são imprescindíveis para o nosso caminhar como servos do Deus Altíssimo.

Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito!

"O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz." Números 6:24-26

abraço fraterno
Pastor Ismael
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Filósofo cristão prova que Deus não está morto e recebe prêmio acadêmico

Alvin Plantinga é reconhecido como "o principal filósofo protestante dos Estados Unidos" e tem desempenhado um papel importante no cenário acadêmico ao representar os cristãos.

Alvin é ex-presidente da Sociedade de Filósofos Cristãos e
da Associação Filosófica Americana. (Foto: Reprodução).
Este homem trouxe de volta a crença em Deus ao estudo da filosofia e por isso recebeu o Prêmio Templeton 2017. O filósofo cristão Alvin Plantinga, de 84 anos, é o último de uma linha de religiosos que foram homenageados por suas contribuições espirituais para o mundo, incluindo Billy Graham, Chuck Colson e Bill Bright.

Alvin é professor de filosofia na Calvin College e na Universidade de Notre Dame. Ele remodelou o lado espiritual de sua disciplina, insistindo que os filósofos cristãos podem permitir que suas convicções conduzam o trabalho acadêmico.

"Plantinga reconheceu que não só a crença religiosa não entra em conflito com o trabalho filosófico sério, mas que é possível fazer contribuições cruciais para resolver problemas perenes na filosofia", disse Heather Templeton Dill, presidente da John Templeton Foundation, que concedeu o prêmio de 1,4 milhão de dólares (o equivalente a 4,4 milhões de reais).

GRANDES CONTRIBUIÇÕES

Começando no final dos anos 50, Alvin contrapôs a suposição acadêmica de que a fé não tinha um lugar no campo. Ao longo de décadas de estudos, ele revolucionou como as pessoas vêem a relação entre religião e filosofia. O artigo de 1984 de Alvin, "Aconselhamento aos filósofos cristãos", moldou três gerações de cristãos, assim como filósofos religiosos em todas as tradições.

Alvin recebeu elogios "pelo seu trabalho na filosofia da religião, da epistemologia, da metafísica e da apologética cristã". Desde 2000, ele focou seu estudo sobre a compatibilidade entre a crença religiosa e a ciência. Entre suas obras, destaca-se “Deus e outras mentes: um estudo da justificação racional da crença em Deus” (1967), que levou a um renascimento da filosofia cristã e teísmo na academia americana, como relatado em uma matéria de 2008 publicada por William Lane Craig.

Reconhecido como "o principal filósofo protestante ortodoxo dos Estados Unidos" ​​ou mesmo "o maior filósofo do século XX", Alvin explica que o livre-arbítrio "é agora quase universalmente reconhecido como tendo posto o problema lógico do mal contra o teísmo". Sua "Trilogia de Ordem" explora a racionalidade e a justificação de acreditar em Deus.

John G. Stackhouse, professor da Regent College, descreveu o profundo impacto de Alvin ao defender a fé contra as críticas comuns do dia (algo que ele continua a fazer nos últimos anos).

Alvin, então, estabeleceu as bases intelectuais para que os cristãos continuem a acreditar em Deus, e particularmente o Deus da histórica, diante dos dois desafios filosóficos mais assustadores deste século. Ele fez isso, no entanto, de forma distinta do século XX. Ele não ofereceu uma teodicéia, ou seja, uma explicação de como Deus, de fato, dirige o mundo. Tudo o que Alvin fez foi mostrar que não é contraditório acreditar que Deus é bom, que Deus é todo-poderoso e que o mal ainda existe.

Em resposta a premiação que recebeu, Alvin observou que ficaria satisfeito se seu trabalho tivesse desempenhado um papel na transformação do campo da filosofia nas últimas décadas. Ele que é ex-presidente da Sociedade de Filósofos Cristãos e da Associação Filosófica Americana, disse que espera que sua homenagem "incentive jovens filósofos, especialmente aqueles que trazem perspectivas cristãs e teístas para o trabalho, para uma maior criatividade, integridade e ousadia", concluiu.

Fonte: GUIAME
com informações do Christianity Today
Aqui eu Aprendi!
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