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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O Concilio de Jerusalém - os Decretos

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma." 1 Coríntios 6:12

O concílio de Jerusalém e Os Quatro Decretos Apostólicos
por Pr. Douglas Baptista
As inúmeras conversões de gentios deflagraram uma forte controvérsia na igreja primitiva: “deveriam os gentios guardar a lei?” O primeiro concílio da igreja cristã, registrado em Atos capítulo quinze, foi realizado para decidir acerca desta questão. Os cristãos judaizantes afirmavam que cumprir a lei era imprescindível para a salvação. O apóstolo Paulo ensinava não ser necessário, pois a salvação era pela graça e não pela observância da lei.

Este ensino de Paulo, porém, não foi aceito e nem entendido por boa parte dos cristãos (At 21.21). Muitos judeus que se convertiam nessa época continuavam a observar a lei (At 21.20). Um grupo destes judeus cristãos exigiam que os gentios fossem circuncidados e que guardassem a lei de Moisés (At 15.1,5). No Concílio de Jerusalém, o apóstolo Pedro considerou esta posição judaizante um ultraje contra o próprio Deus: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?” (At 15.10).

Uma decisão precisava ser tomada afim de solucionar a controvérsia. O apóstolo Tiago, líder da igreja em Jerusalém, recomendou que os gentios convertidos não fossem molestados com estas questões judaicas (At 15.19) e apresentou parecer que agradou a todos e acalmou os ânimos mais exaltados (At 15.25-28). O parecer ficou conhecido como “decretos apostólicos” e possui quatro recomendações aos gentios convertidos. Os decretos abordam os aspectos morais e cerimoniais da lei (At 15.20).

O primeiro e o segundo parecem ter conexão intencional, “que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos” e que vos guardeis da “prostituição”. Este entendimento se dá pelo fato que a idolatria com frequência envolvia a imoralidade. O terceiro e o quarto decreto também possuem conexão entre si. De um lado a orientação de abstinência da “carne sufocada” (carne que retém o sangue, conforme Lv 17.10-14) e de outro a recomendação para não comer “do sangue” (conforme Lv. 3.17; 7.26; 17.10; 19.26). Estes decretos podem ser identificados com um resumo da lei de Levítico capítulos 17-28 a que estavam obrigados os judeus e também os estrangeiros que viviam entre eles.

Será que estes decretos tiram a liberdade cristã em relação ao jugo dos preceitos da lei mosaica? Ou se trata apenas de uma “palavra de sabedoria” concedida pelo Espírito Santo para a solução de um problema local da igreja primitiva, entre judeus e estrangeiros? Todos concordam que os decretos contra a idolatria e a imoralidade são preceitos válidos até o dia de hoje. Mas, será de fato pecado comer carne sufocada e sangue? Os que consideram pecado argumentam que este mandamento era anterior à lei (Gn 9.3,4; 19.1-25; 34.31; 35.2-4). Os que não enxergam pecado, afirmam ser uma orientação local com o propósito de conciliar judeus e gentios convertidos.

De fato os decretos contra a idolatria e a imoralidade fazem referência ao segundo e ao sétimo mandamento do Decálogo. A chamada Lei Moral combatia a idolatria - “Não farás para ti imagens de escultura... não te encurvarás a elas nem as servirás” (Ex. 20.4,5) e ainda condenava a imoralidade - “Não adulterarás” (Ex. 20.14). Portanto, é consenso que o texto de Atos não trata de um conjunto geral de regras morais para os cristãos, pois ficaria de fora outros mandamentos, como “não tomarás o nome do Senhor em vão” (Ex. 20.7), “honra teu pai e tua mãe” (Ex. 20.12), “não matarás” (Ex. 20.13), “não furtarás “ (Ex. 20.15), “não dirás falso testemunho” (Ex. 20.16) e “não cobiçarás” (Ex. 20.17). Assim, não se pode considerar como ordenança final aos cristãos e sim como uma orientação pontual específica para que gentios e judeus convertidos pudessem conviver harmoniosamente sem causar tropeços uns nos outros (1Co 10.32).

Os decretos quanto à carne sufocada e o sangue são alvo de controvérsia contemporânea. No primeiro século estes decretos serviram para apaziguar os cristãos e em nossos dias são objeto de intenso e acalorado debate. O sangue é considerado, na Antiga Aliança, como sendo vida (Dt 12.23). O sangue de animais era requerido por Deus no pacto mosaico para fazer expiação do pecado (Lv 17.11). Deste modo, a chamada lei cerimonial exigia que os judeus valorizassem o sacrifício e não banalizassem o sangue (Lv. 17.14). Esta prática, evidentemente, não era comum entre os gentios. Por isso, essas regras eram o mínimo que se pedia dos gentios, para não escandalizarem os judeus cristãos. Segundo Moody, esse regulamento foi divulgado entre as igrejas gentias não como meio de salvação, mas como base de comunhão [1].

Para evitar os escândalos e manter a comunhão entre cristãos judeus e gentios, Paulo recomendava seguir a consciência, ou seja, comer carne sem nada perguntar (1Co 10.27-28). Mas, se alguém fosse avisado que se tratava de carne sacrificada aos ídolos deveria se abster de comer por causa da consciência do outro (1Co 10.29-30). A carta paulina sintetiza: "quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus" (1Co 10.31-32). Segundo este principio paulino, o crente que quiser abster-se de sangue e de carne sacrificada ou sufocada deve faze-lo para glória de Deus e não para se considerar superior ou mais espiritual que os outros.

Para concluir, afirmamos que idolatria e imoralidade integram os mandamentos teologicamente chamados de lei moral e permanecem em vigor (estes decretos são indiscutíveis), carne sufocada e sangue integram o que se convencionou integrar a lei cerimonial (estes são anteriores a lei e alvo de discussão atual). Os que discordam não podem comer qualquer coisa com sangue (carne "mal passada", carne ao molho pardo e “chouriço”, por exemplo). Quem entende diferente, absolve a consciência e não vê mal em comer. Porém, é consenso nas duas correntes que não se deve beber o sangue. Acerca do resultado deste concílio, Williams escreveu: “ao pesar os dois princípios, o da liberdade e o da obediência. O resultado foi o triunfo do amor” [2]. E no parecer de Paulo: "Por isso se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize" (1Co 8.13).
Qual o seu parecer?

Texto de Douglas Roberto de Almeida Baptista
[1] Moody, D.L. Atos dos Apóstolos. Comentário Bíblico, p.75.
[2] Williams, David J. Atos. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo, p.267
via CPADNews 

Desde o principio temos a orientação Divina: "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis." Gênesis 9:4

Lembremos "sempre" - Faça tudo para glória de Deus e...
"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." 1 Coríntios 10:31

"Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da fornicação.' Atos 21:25

...se vai escandalizar o teu irmão "não faça"
"Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize." 1 Coríntios 8:13

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O início do Governo Humano - Livro de Gênesis

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” Rm 13.1

“A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos” — frase atribuída a Winston Churchill.

Dizem alguns filósofos que a história da humanidade pode se resumir na luta pelo poder. Ou como disse Karl Marx: “A história de toda a sociedade até aos nossos dias nada mais é do que a história da luta de classes”. Se Churchil e Marx estão certos, esta não é a discussão que desejamos levantar aqui — é bom lembrar que Churchil e Marx são cosmovisões completamente distintas uma da outra, conservadorismo x socialismo.

Entretanto, desde Noé e sua descendência, quando se começou a estabelecer um governo humano, até os dias contemporâneos, muita coisa aconteceu. Reinos se levantaram e reinos foram abatidos. Imperadores chegaram ao poder e imperadores foram retirados do poder. Os governos deixaram de ser uma pessoa para ser uma Carta Magna, com o advento das constituições federais. O Estado não é mais o indivíduo, como disse Luis XV da França (“O Estado sou eu”).

Tudo isso faz parte do plano de Deus para o governo humano. Nosso Senhor disse: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado” (Jo 19.11a). Nosso Senhor deixa claro que todo poder que existe no mundo foi estabelecido por Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).
A ideia bíblica de que a autoridade foi ordenada por Deus para garantir a ordem e o bom funcionamento para a sociedade é apresentada nas Escrituras desde a família de Noé, quando do novo começo da humanidade, passando pela história de toda civilização humana.

Essa é uma boa oportunidade para refletirmos sobre os governos atuais que flertam com a ditadura, com a falta de interesse de desenvolver a educação da nação e a prioridade de proteger o cidadão com estratégias de segurança pública. São questões atuais e necessárias para serem refletidas. Ainda em Romanos, o apóstolo Paulo diz: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela” (13.3). Neste texto, está implícito que o governo, segundo a perspectiva de Deus e das Escrituras, é para fazer o bem, proteger as pessoas de bem e fazer justiça a quem for vítima de um algoz que praticar o mal.
Todo poder estabelecido no mundo provém de Deus e prestará contas a Ele! - Revista Ensinador Cristão- nº64

Deus instituiu autoridades e leis, a fim de preservar a sociedade humana de uma depravação total e irreversível.

INTRODUÇÃO
Imaginemos o Dilúvio em nossos dias. Ao entrar no imenso navio, construído nalgum estaleiro asiático, Noé e sua família teriam de deixar, para trás, a maior parte das invenções e conquistas dos últimos cem anos. De nada lhes serviria o avião, o tablete ou o celular. Mas, sabiamente, aperceber-se-iam de provisões para uns 13 ou 14 meses, pois a vida, a bordo da arca, exigiria muita comida, ração e água potável.
Passada a grande inundação, e já fora da imensa nau, a família noética teria de iniciar um novo processo civilizatório. As invenções teriam de ser reinventadas, e as coisas já descobertas, redescobertas com urgência. Já imaginou recriar o motor elétrico, o automóvel, a televisão, o computador entre outras maravilhas de nossa era? Nem mencionaremos os avanços na área da medicina.
A humanidade, em apenas quarenta dias, seria arremessada, da era do conhecimento, à idade do bronze. A partir daí, teríamos de retrilhar os passos dos sábios, cientistas e inventores, para que voltássemos a usufruir de algum progresso tecnológico. Providencialmente, a civilização adâmica, naquele período, ainda era rudimentar se comparada à nossa. Mesmo assim, teve de haver um recomeço.

Noé e sua família permanecem a bordo da arca por quase um ano (Gn 7.11; 8.13). Ao deixarem a embarcação, conscientizam-se de que, de agora em diante, terão de se deparar com uma realidade inteiramente nova.

I. O RECOMEÇO DA CIVILIZAÇÃO
Os avanços da primeira civilização, embora admiráveis, ainda podiam ser razoavelmente dominados por uma única família. Que o patriarca fosse agricultor, não há dúvida. Quanto aos seus filhos, não lhes sabemos as profissões. Sei apenas que Noé, Sem, Jafé e Cam, eram excelentes marceneiros, por terem levado adiante o projeto de uma arca que, apesar do formidável cataclismo, deu-lhes abrigo e segurança por mais de um ano. Portanto, em sua construção, lograram eles preservar os princípios indispensáveis da ciência e da tecnologia do mundo antediluviano.

1. A continuidade história da humanidade. O Dilúvio rompeu um processo civilizatório, mas, paradoxalmente, deu prosseguimento à história da humanidade. A narrativa que teve início, com Adão, teria continuidade, agora, com Noé. Portanto, a grande inundação é apenas um trecho da longa peregrinação do ser humano sobre a face da Terra.
Hoje, narramos a História Sagrada aos nossos filhos e netos sem que seja preciso explicar-lhes hiatos ou lacunas. Arqueologicamente, os vestígios diluvianos não são expressivos. Teologicamente, porém, as evidências são fortes, irrespondíveis e racionais. Estamos diante de um fato, não de uma parábola ou alegoria.
A história ai está para lembrar-nos que, apesar de nossos pecados e iniquidades, o plano divino para os filhos de Adão será rigorosamente cumprido. Por isso, o Dilúvio não pode ser visto apenas como a maior tragédia natural do planeta, tem de ser encarado como a maior epopeia da espécie humana.

2. O repovoamento da terra. A história da humanidade terá continuidade com uma nova civilização. Mas, para que esta vingue, é necessário e urgente repovoar a terra. Por isso, o Senhor abençoa Noé e sua família “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1). A benção fazia-se imprescindível, porque o repovoamento do planeta haveria de ser efetuado a partir de três casais.
A reserva genética de que dispunha a espécie humana, naquele momento, era insignificante. Três casais para repovoar a Asia, a Europa, a África, as Américas e a Oceania. Os primeiros casamentos, por conseguinte, dar-se-iam entre primos. Noutras circunstâncias, as uniões endogâmicas acabariam por gerar homens e mulheres débeis, enfermiços e até mesmo desfigurados. Haja vista os desastres genéticos da casa de Faraó. Para que isso não viesse ocorrer na família de Noé, abençoa Deus extraordinariamente aqueles casais, cujos filhos teriam de nascer fortes, saudáveis e perfeitos, pois a sua missão civilizatória seria árdua e estressante.
Era a segunda vez que o Senhor abençoava geneticamente a raça humana. A primeira deu-se com Adão e Eva, cujos filhos tiveram de casar-se entre si. Agora, porém, isso não mais será necessário, pois, ao invés de um, há três casais prontos a dar sequência ao repovoamento do planeta. Abençoados, haveriam de gerar povos fortes, inteligentes e aguerridos que, em breve, espalhar-se-iam pelos cinco continentes.
Daqueles três casais saíram tribos, povos, reinos e impérios.

3. Uma nova realidade ecológica. Em consequência da grande inundação, a Terra já não teria a fartura e a prodigalidade do período pré-diluviano. Doravante, seus habitantes terão de experimentar longas estiagens, fomes e enfermidades. Se o planeta anteriormente era protegido por um escudo aquoso, este, por ocasião do Dilúvio, veio abaixo, engolindo boa parte dos continentes. Desde então, achamo-nos vulneráveis aos raios ultravioletas do Sol. E, sob tais condições, ninguém mais desfrutaria da longevidade tão comum à primeira civilização.
A Terra, agora, passaria a requerer maiores cuidados e empenhos. A nova realidade ecológica encurtar-nos-ia a vida, não nos permitindo avançar além dos 120 anos. Na realidade, quem chega aos 80 dá-se por feliz.



SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"Quanto tempo durou o dilúvio?"
"Gênesis 7 e 8 registra detalhes sobre isso. Os animais entraram na arca no dia 10 do mês dois (7.8,9). A chuva começou sete dias depois (v. 11), e o volume de água foi aumentando até dia 27 do mês três (v. 12). A arca não toca a terra até dia 17 do mês sete (8.4). O cume de montanhas é visto no dia 1º do décimo mês (v. 4), e as portas da arca finalmente são abertas em 1º do mês um (v.13). A terra estava seca o suficiente para Noé e sua família saírem em 27 do mês dois (v. 14), um ano e dez dias depois que o dilúvio começou" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 30).

"O relato do dilúvio fala-nos, tanto do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7).
(1) O dilúvio, trazendo a total destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova oportunidade de ter comunhão com Deus.
(2) O apóstolo Pedro declara que a salvação de Noé em meio às  águas do dilúvio, seu livramento da morte, figurava o batismo do cristão" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 42).

"Quando as águas do dilúvio baixaram?"
"Gradualmente, as águas do dilúvio baixaram. Noé e sua família começaram a viver a vida num novo mundo com sacrifício e adoração. Deus introduz o governo humano fazendo os homens resistirem ao mal em sociedade. O Senhor ainda se comprometeu em nunca mais destruir toda a vida por enchente. A terra foi purificada. A única família depois do dilúvio, porém, carregava a natureza humana decaída e o pecado que quase imediatamente se fez presente na embriaguez de Noé e na imoralidade do seu filho Cam." leia mais-Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 30


II. O ARCO DE DEUS
Segundo os antigos gregos, o arco-íris pertencia a uma deusa, cuja tarefa era unir o Céu e a Terra. Mensageira dos olimpianos, estava sempre pronta a derramar oráculos e mistérios sobre os pobres mortais. Íris, como era chamada, de vez em quando fazia o seu arco aparecer, a fim de acalmar as gentes do Mediterrâneo.
Se nos pusermos a pesquisar as mitologias europeias, africanas, asiáticas e ameríndias, constataremos: o arco, que nunca pertenceu a íris, acha-se na alma de todas as tribos, nações e povos. Mas, somente na Bíblia Sagrada, encontraremos o seu verdadeiro proprietário e significado.

1. Uma promessa bem visível. Já fora da arca, Noé erige um altar, e, sobre este, oferece aves e animais limpos ao Senhor, agradecendo-o pelo grande livramento. O sacrifício alcança os céus, e acalenta o coração de Deus. Em seguida, promete-lhe o Senhor: “Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz” (Gn 8.21).

O Senhor deixa bem claro ao seu servo, que a Terra não será arrasada por outro dilúvio: “Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 6.22). Para que não pairasse dúvida alguma sobre as suas intenções, aprouve a Deus dar-lhes um sinal bem visível de sua aliança com a raça humana: “Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações: porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra” (Gn 9.12-16).
A partir daquele momento, os seres humanos veriam a chuva não mais como ameaça, mas como parte das bênçãos divinas. Aos israelitas prestes a tomar posse de Canaã, promete o Senhor através de Moisés: “Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o Senhor, vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite” (Dt 11.13,14).
Hoje, faltando chuva num lugar, todos olham para o céu a esperar pela intervenção divina. Enquanto redijo estas linhas, a cidade de São Paulo acha-se inquieta, porque não houve chuva suficiente em seu principal reservatório.

2. A função do arco de Deus. Hoje, até poderíamos viver sem o arco-íris, porque todos sabemos que Deus não voltará a destruir a Terra através de um novo dilúvio. Aos descendentes de Noé, porém, o arco de Deus não era apenas um fenômeno ótico; era a garantia de que o Senhor estava no controle de todas as coisas. E, portanto, não permitiria que a segunda civilização tivesse qualquer ruptura, pois os seus desígnios são eternos.
Já imaginou se o arco de Deus não aparecesse por ocasião de uma chuvarada ou tempestade? A geração pós-diluviana seria arruinada por uma profunda e incurável depressão. Bastaria o tempo fechar e as nuvens sobrecarregarem-se, para que todos se apinhassem nos outeiros, montes e torres. Aliás, a humanidade não faria outra coisa a não ser construir barcos e navios, pois a imagem do Dilúvio era ainda aterradora.

Deus, por sua infinita misericórdia, estabeleceu um novo pacto com o homem. Este pacto teve como símbolo um arco nos céus.

III. UMA NOVA CIVILIZAÇÃO
A partir do altar que erguera ao Senhor, inicia Noé uma nova civilização. Ele invoca a Deus  que, prontamente, responde-lhe com uma promessa. Portanto, o início da civilização atual foi essencial e ostensivamente teocrática. Mas, para que os males da primeira não viessem a destruir a segunda, o Senhor toma uma série de medidas, a fim de viabilizá-la.

1. A extensão da vida humana. Os homens já não serão tão longevos quanto os antediluvianos. Se fizermos uma comparação entre a genealogia do capítulo cinco, que tinha como tronco o próprio Adão, e a do capítulo 11, cuja cepa é Noé, concluiremos que Deus, de fato, reduziu drasticamente a extensão da vida humana.

Doravante, o homem não mais contará a sua vida em séculos, mas em poucas e minguadas décadas. Se Matusalém alcançou 969 anos, José morrerá aos 110. E, hoje, os mais robustos logram chegar aos 70 ou, quando muito, 80 anos. Se por um lado os bons pouco viverão, os maus não durarão muito. Dessa forma, daremos sequência à civilização através de nossos filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Senão podemos ter um John Wesley com 500 anos, não corremos o risco de um Hitler com 600. Sábia e amorosamente, o Senhor encurtou-nos os dias, para que viéssemos a contá-los e remi-los de acordo com a sua vontade.

2. A nova dieta humana. Na primeira civilização, a dieta humana era composta de frutas, verduras e legumes. Após o Dilúvio, porém, o Senhor permite aos filhos de Noé a dieta animal, para suplementarem a vegetariana, Eis a orientação que Deus deixa a Noé: “Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora. Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gn 9.3,4).
Se, no início, os animais serviam apenas para o culto ao Senhor e para as lidas do campo, a partir de agora hão de servir também como alimentação aos filhos de Noé.

IV. ORDENAMENTO JURÍDICO DA NOVA CIVILIZAÇÃO
Na era pré-diluviana, era o próprio Deus quem ministrava a justiça entre os filhos de Adão. Não havia medianeiros angélicos nem humanos. Por causa da morte de Abel, arguira o Senhor pessoalmente a Caim, punindo-o com o desterro. O assassino, temendo por uma vindicação terrena, supusera que o primeiro a encontrá-lo tirar-lhe-ia a vida. O Juiz de toda a Terra, contudo, havia proibido semelhante justiçamento. E, para tanto, colocara um sinal no homicida, para que este fosse poupado. Agora, porém, a realidade jurídica do planeta será mais rígida,- não admitirá contemplações. Somente com a vida poderá a vida ser vingada.

1. O fundamento jurídico da nova civilização. Nenhuma civilização é possível sem um sólido fundamento jurídico. Sem lei, não há convivência, mas uma sobrevivência hostil e nada solidária. Nas famílias, onde a disciplina é visível, todos progridem e desenvolvem-se. Onde reina a anarquia, a dissolução é mais que certa, é uma fatalidade anunciada.

Por essa razão, o Senhor entrega o governo da Terra a Noé, deixando-lhe um preceito que logo se faria universal: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu, porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gn 9.6). Tal princípio seria ratificado pelo Cristo. Utilizando o vocabulário da graça divina, afirma o Filho de Deus: ‘Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7.12).

A essência de ambas assertivas é a mesma. Se quero viver, então que eu deixe viver. Se não quero ser ferido, que eu a ninguém fira. Se quero que me façam o bem, que eu não me prive de fazer o bem. Mas, fazendo-me alguém o mal, não devo retribuir-lhe com o mal; tenho de mostrar-lhe o bem que a tudo vence. A lei do amor cristão transcende essas fronteiras, pois espelha a ação do Nazareno.

2. A santidade da vida humana. A lei que o Senhor entregou a Noé é o germe de todo o ordenamento jurídico do planeta. Sua essência acha-se tanto nos Dez Mandamentos como no Sermão do Monte. Aliás, nenhum ordenamento jurídico respeitável pode dispensar tão precioso enunciado. Mesmo que seja formulado por idólatras como os gregos e romanos, ou por pragmáticos e quase ateus como os chineses, o princípio da santidade humana é imprescindível à comunidade humana. Doravante, fratricidas como Caim não mais serão tolerados. Se matou, haverá de morrer. E Lameque? Ainda que louve seus feitos, não ficará impune. A uma sociedade leniente e permissiva, como a brasileira, semelhante princípio avulta-se desamoroso e cruel. Em sua essência, entretanto, acha-se o mais amoroso dos preceitos: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7.12).

Por que vida por vida? Antes de tudo, porque a vida é o dom mais precioso que nos concedeu o Senhor. Por isso mesmo, só uma vida para resgatar outra vida. Embora a pena de morte seja muito discutida, continua válida e aplicável. A vinda de Cristo não a anulou Ao cristão não cabe buscar vingança com as próprias mãos. Essa função cabe ao Estado que, se bem ordenado e justo, refletirá a justiça de Deus. E claro que não podemos ver a União Soviética de Stalin, a Alemanha de Hitler, o Camboja de Pol Pot ou a Cuba de Fidel Castro, como expressão da justiça divina. Todavia, há nações que, embora não cristãs, manifestam perfeitamente as leis de Deus.

O princípio da santidade da vida é contra todos os tipos de homicídio: aborto, eutanásia, crimes de guerra, genocídio, experimentos em células-tronco embrionárias e outras modalidades de crimes que hão de surgir com o avanço da ciência e da tecnologia.

3.  Quem mata um ser humano atenta contra Deus. O princípio da justiça divina, entregue a Noé, tem como essência a santidade da vida, fundamentando-se neste axioma quem atenta contra o ser humano contra o próprio Deus atenta, pois fomos criados à sua imagem e semelhança
Desta lei simples e direta surgem todas as demais. A iniquidade que levou o mundo à destruição começou com dois homicidas: Caim e Lameque. O primeiro foi poupado por Deus. Ao invés da pena capital, foi punido com o banimento. Tornou-se andarilho e vagabundo na Terra. Quanto ao segundo, banalmente matou e banalmente louvou seus feitos.

V. O PRINCÍPIO DO GOVERNO HUMANO
Até Noé sair da arca, era o próprio Deus quem governava o mundo. Agora, porém, o Senhor delegará a administração do planeta ao próprio homem.

1. O governo humano. Teologicamente, o governo humano é a autoridade que Deus entregou a Noé e a seus filhos, tendo como objetivo administrar a justiça, ordenar politicamente a sociedade e tornar sustentável a Terra. Embora o governo seja humano, a soberania é divina. O Senhor concede tal autoridade ao homem, para que este, cumprindo-lhe os mandamentos e fazendo-lhe a vontade, traga a plenitude do Reino dos Céus à Terra.

2. A intervenção ordinária do homem. O governo humano deve ter, como parâmetro, a soberania de Deus. Nossa autoridade, portanto, não deve ignorar a divina, nem nossas atribuições podem ir além dos limites que Ele nos estabeleceu. Na História Sagrada, não foram poucos os governantes que, menosprezando-lhe a presença, ousaram governar como se não houvesse Deus. Haja vista Faraó, Etbaal II, Nabucodonosor e Herodes, o Grande. Todos eles foram duramente castigados pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por conseguinte, quando o homem governa, intervém ordinariamente no mundo. Se for além, contraria a Deus. Revoltam-me governantes como Stalin, Hitler e certos tiranetes latino-americanos que, tão logo assumem o poder, escravizam seus povos, empenhando-se em apagar o nome divino de suas cartilhas ridículas, nas quais subvertem a moral e os bons costumes.

3. A intervenção extraordinária de Deus. Embora Deus haja delegado o governo do mundo ao homem, continua Ele a comandar todas as coisas. A todo instante vem intervindo quer na história das nações, quer na biografia de cada pessoa.
Quando necessário, intervém extraordinariamente. Interveio em Sodoma e Gomorra, destruindo ambas as cidades. Interveio no Egito, arrancando de lá a Israel.
Se lermos a história universal com as lentes da soberania divina, constataremos: Deus interveio em Roma, levando-a ao desaparecimento. Na Europa, criando nações e abatendo impérios. São intervenções divinas na comunidade humana.
De fato, o governo é nosso, mas o controle é de Deus. Ainda que o ignoremos, continuará Ele a reinar absoluto sobre todas as coisas.


SUBSÍDIO DIDÁTICO
"A Instituição do Governo Humano
No século antediluviano não havia nenhum governo humano. Todo homem tinha liberdade para seguir ou rejeitar qualquer caminho. Mesmo rejeitando o Caminho, não havia refreio contra o pecado. O primeiro homicida, Caim, foi protegido contra um vingador (Gn 4.15). Sucessivos homicidas (Lameque, por exemplo) exigiram semelhante proteção (Gn 4.23,24). Durante séculos os homens haviam abusado do amor e da graça de Deus, e gastaram seu tempo entregues a toda qualidade de pecado e vício. Após o dilúvio, o caminho, o único Caminho para a vida eterna, ainda permaneceria aberto diante deles, e cabia-lhes o direito de aceitar ou rejeitá-lo. Mas se o rejeitassem, continuando desobedientes às leis divinas, eram passíveis de punição imediata por parte dos seus contemporâneos, pois Deus instituiu um governo terrestre que serviria de freio sobre os delitos dos ímpios. A ordem divina foi esta: 'Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu' (Gn 9.6). A pena capital é a função de maior seriedade do governo humano, e uma vez que Deus concedeu ao homem essa responsabilidade judicial, automaticamente todas as demais funções de governo foram também conferidas. O governo humano, assim construído, exercendo a prerrogativa da pena capital, foi e é sancionada pelo próprio Deus como um meio de deter os desobedientes (Rm 13.1-7; 1 Tm 1.8-10). A investidura dessa autoridade e responsabilidade no homem foi uma novidade do novo pacto de Deus ao homem após o dilúvio.
Em comparação com a aliança adâmica, notamos que há:
1) maior domínio sobre o reino animal;
2) uma dieta mais ampla;
3) a promessa de Deus que não mais destruirá toda a carne;
4) e maior repressão sobre os ímpios, incluindo a prerrogativa da pena capital, que seria ao mesmo tempo uma ilustração do governo divino"
(OLSON, Lawrence N. O Plano Divino Através dos Séculos: As dispensações que Deus estabeleceu para Israel, a Igreja e para o mundo. 26.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp. 69-71).


CONCLUSÃO
O Dilúvio destruiu a raça, mas, em Noé, preservou a espécie humana. Se a primeira civilização teve um fim trágico, a segunda poderia haver começado de maneira responsável e amorosa. Mas, como mais adiante veremos, não demoraria para que o homem voltasse aos pecados e iniquidades do mundo de Lameque.

Agora, porém, haverá um diferencial: Deus começará a separar, desde Sem, um povo santo, zeloso e de boas obras, a fim de que lhe preserve o conhecimento e as leis até que venha Jesus Cristo, o desejado de todas as nações. A nação de Israel terá inicio com Sem, ancestral de Abraão, amigo de Deus.

O governo humano é uma instituição divina. Foi deixado pelo Senhor, objetivando levar a civilização a cumprir os seus objetivos, até que o seu Reino seja instaurado entre nós através de Jesus Cristo, seu Filho.
Enquanto isso, todos somos exortados a obedecer aos mandatários e governantes, desde que estes não baixem leis que contrariem a Palavra de Deus, que está acima de todas as legislações humanas. Por isso, eis o nosso texto áureo: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).
...mesmo tendo sofrido açoites, os Apóstolos regozijaram-se ao sofrer por obedecer a Deus (At 5.40-42)

Fonte:
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - 4ºtrim.2015
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - Claudionor de Andrade (Livro de Apoio)
O Plano Divino através dos Séculos - N.Lawrence Olson - CPAD

Guia do Leitor da Bíblia - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº64
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé

Sugestão de leitura: A Escritura Sagrada
Aqui eu Aprendi!

Cristo em cada Livro da Bíblia

Cristo em cada Livro da Bíblia

Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão

Em Êxodo é o Cordeiro da Páscoa

Em Levítico ele é o Sumo Sacerdote

Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite

Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso Refúgio

Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe

Em Juízes ele é o nosso Juiz

Em Ruth ele é o nosso parente Redentor

Em I e II Samuel ele é o nosso Profeta confiável

Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso Soberano

Em Esdras ele é o nosso escriba fiel

Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído

Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão

Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre

Em Salmos ele é o meu Pastor e nada me faltará

Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria

Em Cantares ele é o belo Noivo

Em Isaias ele é o servo sofredor

Em Jeremias e Lamentações Jesus é o Profeta que chora

Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces

Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha

Em Oséias ele é o amor sempre fiel

Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo

Em Amós ele leva nossos fardos

Em Obadias nosso Salvador

Em Jonas ele é o grande Missionário que leva ao mundo a palavra de Deus

Em Miquéias ele é o Mensageiro dos pés formosos

Em Naum ele é o vingador

Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento

Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar

Em Ageu ele é o Restaurador de nossa herança perdida

Em Zacarias é a nossa Fonte

Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas

Em Mateus ele é o Cristo o Filho do Deus vivo

Em Marcos ele é o Operador de milagres

Em Lucas ele é o Filho do homem

Em João ele é a Porta pela qual todos devem passar

Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco

Em Romanos é a nossa justificação

Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados

Em Gálatas ele nos redime da lei

Em Efésios ele é nossa riqueza insondável

Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades

Em Colossenses ele é a Plenitude do Deus encarnado

Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá

Em Timóteo ele é o nosso Mediador entre Deus e os homens

Em Tito ele é nossa bendita Esperança

Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão

Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno

Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente

Em Pedro ele é o Pastor principal

Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor

Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos

E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua Redenção

Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.

(Autor anônimo)

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16

Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

"Entrada do Inferno" Gogue e Magogue na Turquia

Exclusivo: Joel Richardson argumenta que Gogue e Magogue vêm da Turquia moderna

Joel Richardson
Uma importante descoberta arqueológica na região oeste da Turquia pode conter uma pista profética sobre a nação da qual o Anticristo algum dia surgirá no cenário mundial.
De acordo com uma recente reportagem da Fox News, arqueólogos descobriram a antiga “entrada do inferno.” Não literalmente, é claro, mas em vez disso descobriram um antigo templo pagão conhecido como “Portal de Plutão,” a caverna que se cria ser o portal do Hades, na mitologia greco-romana.

De acordo com o geógrafo grego Strabo, a caverna emitia um vapor denso que mataria qualquer pessoa que tivesse contato com ele. Conforme Francesco D’Andria, o arqueólogo que descobriu a entrada: “Podíamos ver as propriedades letais da caverna durante a escavação. Vários passarinhos morreram ao tentarem chegar perto da abertura quente, mortos instantaneamente pelos vapores de dióxido de carbono.”

Alguns estudantes de profecia notaram a semelhança da entrada do inferno ao “Abismo” conforme está descrito no livro do Apocalipse:

“Assim que ela abriu o poço do Abismo, subiu dele fumaça como a de uma colossal fornalha. O sol e o céu escureceram com a fuligem que saía do Abismo. Desta fuligem saíram gafanhotos que vieram sobre a terra e lhes foi concedido poder como o dos escorpiões da terra.” (Apocalipse 9:2-3 KJA)
O que é mais interessante sobre esse achado e sua relação com a profecia da Bíblia é o fato de que a entrada foi descoberta em Pamukkale, na Turquia, conhecida nos tempos antigos como Hierápolis. De acordo com o historiador do primeiro século conhecido como Plínio, o Velho, Hierápois era também conhecida como “Magogue.”
Aliás, era especificamente essa antiga conexão turco-magogue que fazia parte da compreensão de um grande número de teólogos judeus e cristãos com relação à região da qual os exércitos de Gogue e Magogue viriam para a terra de Israel.
Gogue e Magogue, de acordo com o profeta bíblico Ezequiel, são exércitos dos inimigos finais do povo judeu, os quais invadiriam a terra de Israel logo antes da volta de Jesus. Embora os mestres de profecia hoje se apeguem à ideia de que a Batalha de Gogue e Magogue é uma batalha preliminar e distinta da Batalha do Armagedom, essa convicção é de fato uma opinião relativamente nova e minoritária dentro da história da igreja. Considere a seguinte pesquisa parcial sobre as opiniões de teólogos, tanto cristãos quanto judeus, que há muito esperavam que os exércitos anticristãos de Gogue e Magogue viriam da terra da Turquia:
Hipólito de Roma (170–235), um teólogo cristão primitivo, em suas crônicas, conectou Magogue com os gálatas na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
Moisés Ben Maimonides (também conhecido como Rambam) (1135–1204), o reverenciado mito judeu, em Hichot Terumot, identificava Magogue como estando na fronteira da Síria e moderna Turquia.
Nicolau de Lira (1270–1349), um estudioso hebreu e renomado exegeta bíblico, cria que Gogue era outro título do Anticristo. Lira também afirmou que a religião dos “turcos,” um termo usado para se referir aos muçulmanos em geral, era a religião do Anticristo.
Martinho Lutero (1483–1546) compreendia que Gogue era uma referência aos turcos, os quais Deus havia enviado como flagelo para castigar os cristãos.
Sir Walter Raleigh (1554–1618), em sua História do Mundo, também colocava Magogue na Ásia Menor, ou Turquia moderna:
“Contudo, não dá para se negar que os citas dos tempos antigos que vieram do nordeste devastaram a melhor parte da Ásia Menor, e se apossaram da Cele-Síria, onde construíram Citópolis e Hierápolis, que os sírios chamam de Magogue. E a referência de Ezequiel a essa Magogue é muito clara, pois a cidade de Hierápolis, ou Magogue, fica exatamente ao norte da Judeia, de acordo com as palavras de Ezequiel, que das regiões do Norte essas nações deveriam vir.”
John Wesley (1703–1755), em suas Notas Explicativas sobre Ezequiel 38 e 39, identificava as hordas de Gogue e Magogue com “as forças do Anticristo” que viriam da região da moderna Turquia.
Jonathan Edwards (1703–1758), um dos mais renomados teólogos da história americana, também via a Turquia moderna como a nação que traria a invasão de Gogue e Magogue.
John Nelson Darby (1800–1882), evangelista britânico-irlandês e pai do moderno dispensacionalismo e futurismo, em sua Sinopse dos Livros da Bíblia, vê Gogue como as forças finais do Anticristo que Deus trará contra Israel:
“Gogue é o fim de todas as interações de Deus com respeito a Israel, e que Deus levanta essa potência arrogante a fim de manifestar na terra, mediante um juízo final, Seus tratamentos com Israel e com os gentios, e para plantar Sua bênção, Seu santuário e Sua glória no meio de Israel.”
C.I. Scofield (1843–1921), autor da Bíblia de Referência Scofield, via o oráculo de Gogue de Magogue em Ezequiel 38 e 39 como falando da Batalha do Armagedom. Scofield falou do oráculo de Ezequiel do seguinte modo:
“A destruição deveria sobrevir no auge da última tentativa louca de exterminar o remanescente de Israel em Jerusalém. A profecia inteira pertence ainda ao futuro ‘dia de Jeová’; Isaías 2:10-22; Apocalipse 19:11-21 e à Batalha do Armagedom (Apocalipse 16:14).”
Charles Lee Feinberg (1909–1995), um proeminente comentarista judeu messiânico em seu comentário sobre Ezequiel, declara: “Os exércitos do capítulo 38-39 parecem estar incluídos nas confederações universais vistas em Zacarias 12 e 14.”
Charles Ryrie, em sua Bíblia de Estudo Ryrie, vê Gogue e suas hordas como o Anticristo e seus exércitos.
Dave Hunt, apologeta, escritor e comentarista de programa de rádio, identifica a Batalha de Gogue e Magogue com outras profecias do Anticristo e a vê como uma referência à batalha final do Armagedom.
Dava para citar muitos outros teólogos cristãos proeminentes. Se todos esses teólogos estão corretos, e o Anticristo/Gogue realmente virá da moderna nação da Turquia, então certamente pareceria conveniente que a Turquia fosse a sede da localização mitológica da antiga entrada do inferno.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: ‘Gate to hell’ discovered in Antichrist’s neighborhood
Aqui eu Aprendi!
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