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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Quem são os 144 mil? - Apocalipse 7 e 14

"E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel." Apocalipse 7:4

"E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai. E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra." Apocalipse 14:1-3

Um ponto interessante e que merece a nossa atenção é a crença jeovista que envolve as 144 mil pessoas descritas nos capítulos 7 e 14 do livro Apocalipse. Sobre este tema, crêem basicamente os TJs que apenas um pequeno rebanho de 144 mil sortudos irá para o céu e reinará com Cristo. Para saber mais sobre o assunto leia a postagem As Testemunhas de Jeova.

A Bíblia nos mostra em Romanos 10.13 "Porque todo aqueles que invocar o nome do Senhor será salvo."

Com Jesus há Vida Eterna “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3.16

Entendo que, expondo no momento, estes dois versículos as más interpretações já se desfaçam completamente.


Mas na realidade, quem são ou o que representam estes destacados 144 mil? 

Primeiramente tem que se observar que o tempo desta aparição já é o da tribulação (‘escondei-nos... da ira do Cordeiro’ Ap 6:16), ou seja, a Igreja já estará nos céus com Jesus, participando do Tribunal de Cristo e das Bodas do Cordeiro (ver Ap 7:9-17); portanto, os 144 mil representam, em uma primeira e superficial análise, pessoas que crerão no período dos sete anos de tribulação e governo do Anticristo.


Do capítulo 7 de Apocalipse podemos destacar algumas observações, que são:
· Os três primeiros versos revelam um cenário de uma grande destruição natural iminente, destruição esta que está sendo cuidadosamente contida pelos anjos até que se assinalem, identifiquem os servos de Deus, obviamente para que se efetue uma separação entre justos e ímpios.
· O verso quatro revela o número destes justos (144 mil) e de onde eles provem (todas as tribos de Israel).
· Do versículo 5 até o 8 encontra-se o relato de que cada tribo de Israel tem 12 mil selados (12 X 12 = 144).

Pois bem, percebemos de pronto o cuidado de Deus para com os seus fiéis, nenhum dano ou catástrofe seria permitida antes de se identificar os fiéis a Deus; identificação esta, como já foi mencionado, é para separar os justos e os ímpios, para que os anjos (que não são oniscientes) possam distinguir entre um fiel e entre um ímpio. Agora adentramos mais especificamente ao número 144.000. Há aqui duas interpretações: uma diz que os 144 mil são verdadeiramente e somente Judeus; a outra afirma que os 144 mil representam todos os que creram em Cristo após o arrebatamento da Igreja, incluindo aí tanto Judeus como gentios. Qual das duas é a correta não tem muita importância para o caso em questão, o importante aqui é compreendermos que esses 144 mil não são o número exato e real destes fiéis, mas sim que eles representam uma simbologia.


O livro do Apocalipse é reconhecidamente um livro repleto de alegorias. Observemos apenas a descrição da nova Jerusalém em Ap 21:15-17, que diz: “E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro. E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo”. A cidade é descrita como um cubo perfeito, do mesmo modo como o Santo dos Santos no Tabernáculo do A.T., aonde Deus manifestava a sua glória e poder purificador, enchendo o Santíssimo de sua santa glória; do mesmo modo, o cubo perfeito que simboliza a nova Jerusalém nos demonstra a perfeição da cidade, e que a mesma será cheia da glória e da santidade de Deus. É óbvio que Deus não criará uma cidade em um quadrado, aonde os moradores da parte de cima ficarão de cabeça para baixo em relação aos que estão em baixo, e os moradores das laterais ficarão em uma posição perpendicular em relação aos demais, uma concepção desta é no mínimo ridícula e cômica. Jesus disse que Ele era a videira verdadeira e nós as varas (Jo 15:5), disse que era a porta (Jo 10:9) e disse ainda que era o pão vivo que desceu do céu (Jo 6:51), mas nem por causa disso nós imaginamos Jesus literalmente como sendo uma árvore aonde nós podemos chegar e arrancar um fruto, uma porta por onde nós passamos por dentro e muito menos um pedaço de pão que possamos comer. O que eu quero dizer é que a Bíblia é um livro espiritual, e que, portanto, deve ser interpretado com os olhos espirituais (1 Co 2:14,15); é bem certo que ela contém relatos e descrições reais, mas um bom conhecimento bíblico, da pessoa de Deus, discernimento espiritual e um bom uso da razão nos mostram quando algo é literal e quando algo é simbólico (ver Jo 6:54-58).


Doze era o número das tribos de Israel (Antiga Aliança) e o número dos apóstolos de Cristo (Nova Aliança), percebemos aí o seu valor espiritual e moral. Doze mil de cada tribo de Israel representa os israelitas que creram em Cristo no período tribulacionista e se manterão fiéis a Ele. Os membros da Igreja já arrebatada são identificados na seqüência do capítulo 7, no verso 9, que diz: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”; percebe-se neste verso que os membros da Igreja que se encontravam na glória (‘diante do trono’) formavam ‘uma multidão a qual ninguém podia contar’, derrubando de vez o ensino jeovista de que apenas 144 mil vão para o céu. Verdadeiramente os 144 mil do capítulo 7 representam os israelitas convertidos, até porque seria algo extremamente estranho que exatamente 12 mil judeus descendentes de cada tribo aceitassem a Cristo como o Messias. Sem dúvida alguma Deus não se limitaria a tal coisa.

A leitura de Ap 14:1-5 acaba de vez com toda dúvida. O monte Sião está intrinsecamente ligado a Israel e chega a ser usado a expressão ‘monte Sião’ como analogia a ‘Israel’, cf. 2 Re 19:31; Sl 48:2; 74:2; 78:68; Is 18:7; 24:23; 29:8; Jl 2:32; Ob 1:17; Mq 4:7. Nesta passagem apocalíptica vê-se a cena de Cristo sobre o monte Sião com os 144 mil crentes fiéis. Estes 144 mil não representam a Igreja já arrebatada, pois os sete anos de tribulação ainda não se findaram e Cristo ainda não desceu com os Santos do A.T e com a Igreja glorificada, mas representam sim todos os judeus que creram no período tribulacionista, possivelmente não só os judeus, mas também os gentios que vieram a crer, visto que Paulo chama os gentios convertidos de ‘Israel de Deus’ em Gl 6:16 (ver Ap 6:9-11). Texto Anchieta Campos


QUEM SÃO OS 144 MIL?
"Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus." Apocalipse 14:4,5

Destaque para:
- não contaminados com mulheres - puros, imaculados, fora do regime sincretista das religiões "falsas";
- seguem o Cordeiro - O Cordeiro é figura de Cristo "o Cordeiro de Deus" João 1.36 - dizem não ao Anticristo e a marca da besta;
- na sua boca não se achou engano - não mentirosos, enganadores, falsos - verdadeiros evangelistas selados com Espírito Santo.

"...da tribo de Judá, havia doze mil selados; da tribo de Rúbem, doze mil selados; da tribo de Gade, doze mil selados; da tribo de Aser, doze mil selados; da tribo de Naftali, doze mil selados; da tribo de Manassés, doze mil selados; da tribo de Simeão, doze mil selados; da tribo de Levi, doze mil selados; da tribo de Issacar, doze mil selados; da tribo de Zebulom, doze mil selados; da tribo de José, doze mil selados; da tribo de Benjamim, doze mil selados." Apocalipse 7:5-8


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Quem são os 144.000 selados?
Essa pergunta é importante, pois existem diversas explicações. Vários expositores não querem de modo nenhum aceitar o que está escrito tão clara e inequivocamente em Apocalipse 7.4: “Então ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel”. Ao invés de falar das tribos dos filhos de Israel, tais expositores falam das “tribos dos crentes fiéis” ou da Igreja de Jesus (que então já terá sido arrebatada) ou dos seus próprios grupos. As “Testemunhas de Jeová”, por exemplo, alegam que os 144.000 serão uma elite dentre eles. Mas esta não é a única doutrina que afirma isso; existem ainda outras. Notável, entretanto, é que também muitos cristãos têm um preconceito doentio contra tudo o que é judaico. Para eles está certo que todas as manifestações de graça prometidas ao povo judeu devam ser entendidas como se aplicando à Igreja. Naturalmente, isso aos seus olhos, isso não vale em casos de ameaça de juízo. Essas são deixadas para Israel com todo o prazer. O Apocalipse, no entanto, distingue claramente entre a Igreja (por exemplo, nas cartas), os povos (a grande multidão que ninguém podia enumerar, cap. 7.9) e Israel (por exemplo, no cap. 7.4). Os 144.000 selados são judeus que creram, que se converterão a Jesus Cristo durante a Grande Tribulação, isto é, após nosso arrebatamento.
Esses 144.000 selados são intocáveis para a “besta”, que ainda não poderá se manifestar com toda a sua violência. Voltamo-nos agora para a primeira metade de 3 ½ anos da Grande Tribulação. Nesse tempo, o anticristo será o político mais popular que já existiu no mundo. Esse homem conseguirá juntar árabes e israelenses. A “besta” será tão poderosa, que ninguém “pode pelejar contra ela” (Ap 13.4b). Ela trará um período de progresso econômico generalizado, que agora nem podemos imaginar. Então haverá realmente “Um povo – um reino – um “Führer” (líder)”. Todos o exaltarão como o que trouxe a paz. Os israelenses o aceitarão como messias, menos os 144.000, que se terão convertido a Jesus Cristo e terão o selo do Espírito Santo (o nome do Pai e do Filho, Ap 14.1) nas suas frontes. Em contraste, a maioria das pessoas terá a “marca da besta” “sobre a mão direita, ou sobre a fronte” (Ap 13.16). Mas os 144.000 selados de Israel serão absolutamente intocáveis para o anticristo.
Quando tiverem passado então os primeiros 3 ½ anos e as nações tiverem ocupado Jerusalém, sim, o átrio do templo lhes tiver sido entregue durante 42 meses e começar a “abominação desoladora”, os 144.000, ou seja, uma delegação deles, adorarão no templo (apesar da “besta” já estar agindo então com furor). Apocalipse 11.1 fala a respeito: “Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara e também me foi dito: Dispõe-te, e mede o santuário de Deus, o seu altar, e os que naquele adoram”. Quem, dentre os gentios, se converter então a Jesus Cristo será imediatamente preso e executado. O mesmo não se dará com os 144.000 crentes dentre Israel, os quais a “besta” não poderá tocar nem prejudicar de qualquer maneira


Um despertamento mundial como nunca houve
Em Apocalipse 7.5-8, se relata que serão escolhidos doze mil judeus de cada tribo, totalizando 144.000. Com a ajuda desses evangelistas judeus, Deus produzirá esse despertamento mundial realizando assim outro objetivo da Grande Tribulação. Arnold Fruchtenbaum, um judeu crente no Messias, escreve sobre essa maravilhosa tarefa dos 144.000 selados:
“Há uma vantagem no fato de Deus utilizar intencionalmente judeus para produzir um despertamento espiritual mundial num curto período de três asnos e meio (esse despertamento se limita à primeira metade da Grande Tribulação).
Quando se forma atualmente missionários para a evangelização em um campo missionário estrangeiro, eles precisam primeiro ser treinados intensivamente em uma escola bíblica ou um seminário, para conhecerem a Bíblia. Isso leva de três a quatro anos. Mas quando tais alunos de escolas bíblicas ou seminaristas, através desse estudo, obtêm a capacidade de pregar a Palavra de Deus ao seu próprio povo, eles continuam despreparados para trabalhar no exterior. Eles têm que passar mais dois anos com estudos lingüísticos, pois precisam aprender o idioma do país onde pretendem pregar o Evangelho. Desse modo, atualmente um missionário tem que ser treinado por aproximadamente seis anos, até atender a todos os requisitos necessários para poder anunciar o Evangelho em uma língua estrangeira.

O grande despertamento de que se fala aqui, acontecerá, entretanto, em três anos e meio – na primeira metade da Grande Tribulação. Por isso, não sobrará muito tempo para o treinamento. Por isso, em Sua sabedoria, Deus escolheu justamente judeus para realizar essa tarefa (eles recolherão a grande ceifa de Deus. NR). Em todas as partes do mundo vivem judeus. Todas as maiores línguas mundiais, e também grande parte dos idiomas menos importantes, são falados em algum lugar por judeus. E a maioria dos judeus fala no mínimo duas línguas. Além disso, a maior parte dos judeus recebe bom e sólido ensino das Escrituras do Antigo Testamento. Eles têm, portanto, de modo geral, se foram educados no judaísmo, bons conhecimentos dos textos antigo-testamentários.
Algum tempo depois do arrebatamento da Igreja, portanto, 144.000 judeus de todo o mundo se converterão a Jesus Cristo. Eles já falarão a língua de que vão precisar. Eles também já conhecerão o Antigo Testamento e necessitarão somente pouco tempo para aprender sobre o conteúdo do Novo Testamento. Por isso, já depois de curto espaço de tempo, eles estarão em condições de pregar o Evangelho (três dias após a conversão de Saulo de Tarso – depois Paulo – temos em Atos 9.20: “e logo pregava nas sinagogas a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus”. NR). Durante a primeira metade da Grande Tribulação, Deus evangelizará o mundo através desses 144.000 judeus, cumprindo assim a profecia de Mateus 24:14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.
Depois que João viu os 144.000 judeus na primeira parte de Apocalipse 7, ele também ficou sabendo qual será o resultado do trabalho deles: “Depois destas cousas vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e, ante o trono se prostraram sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: Amém. O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém. Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro, razão porque se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” Depois dos 144.000 judeus, João viu milhares e milhares de gentios e outros judeus, que durante a Tribulação experimentaram a salvação através da fé em Jesus Cristo. Através dos 144.000 judeus, Deus alcançará o terceiro objetivo da Grande Tribulação – o despertamento mundial.”

Segundo meu entendimento, através disso também se cumprirá o que está profetizado em Isaías 66.19: “Porei entre elas um sinal, e alguns (isto é, não todos, somente os 144.000 selados) dos que foram salvos enviarei às nações, a Társis, Pul e Lude que atiram com o arco, a Tubal e Java, até às terras do mar mais remotas, que jamais ouviram falar de mim, nem viram a minha glória; eles anunciarão entre as nações a minha glória.”
Pois antes, em Isaías 66.8, fala-se profeticamente da fundação do Estado de Israel em 1948, e o versículo 10 fala sobre a devolução de Jerusalém a Israel, que ocorreu no dia 7 de junho de 1967. Depois (vv. 15-16) se faz referência à Terceira Guerra Mundial e a seguir – portanto, durante a Grande Tribulação – o Senhor fala repentinamente de missões mundiais, no versículo acima citado (v.19). E essa evangelização mundial prosseguirá então no Milênio através de todo o Israel.

Naturalmente, alguns objetarão: Como poderão converter-se pessoas durante a Grande Tribulação, se o Espírito Santo com a Igreja de Jesus tiver sido arrebatado da terra? Resposta: Realmente, o Espírito Santo na Igreja tem atualmente a tarefa de deter o “iníquo”, o anticristo. E é certo que o Espírito Santo será retirado da terra com a Igreja por ocasião do arrebatamento, pois lemos em 2 Tessalonicenses 2.7: “Com efeito o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém (o Espírito Santo)”. Por ocasião do arrebatamento, o Espírito Santo subirá ao céu com a Igreja, ao encontro de Jesus, como o servo Eliezer conduziu antigamente a noiva Rebeca a Isaque. Mas esse mesmo Espírito Santo não permanecerá inativo, pois agirá na terra nos e com os 144.000 selados sobre “todas as nações, tribos, povos e línguas” – e será salva uma “grande multidão que ninguém podia enumerar”. Quando falamos da Grande Tribulação, pensamos principalmente em um tempo muito escuro. Mas, trata-se também de um período luminoso, claro, justamente por causa do despertamento, como nunca antes houve! - Extraído do livro: Quem são os 144.000 e as 2 Testemunhas do Apocalipse? - Wim Malgo


Fonte:
Wim Malgo - Quem são os 144.000 e as 2 Testemunhas do Apocalipse? - ed.Chamada da Meia Noite
Os 144.000 do Apocalipse - Anchieta Campos


Leia também:
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O Tribunal de Cristo - Escatologia

Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, bem ou mal” 2Co 5.10

Muitos cristãos que vivem uma vida cristã descuidada, além de correrem o risco de perderem a salvação, caso sejam salvos, não receberão recompensa no tribunal de Cristo. A perda de recompensa naquele dia por muitos dos salvos não significa castigo. Uma reflexão constante disso hoje, faz-nos primar pela qualidade do trabalho cristão que fazemos para Deus.
Em 1Co 9.27, Paulo se preocupa e teme em depender da força da carne em vez de depender da força do Espírito, por isso, diz: “Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”.
Ao usar a palavra “reprovado” (adokimos), Paulo não está temendo perder a sua salvação, mas está preocupado se o seu trabalho no dia das contas não for aprovado. Neste contexto, a Bíblia diz o seguinte: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia, como pelo fogo” (1Co 3.15).
Paulo tinha a convicção de que a “coroa da justiça” lhe estava garantida, porque se não tivesse feito qualquer outra obra que merecesse um galardão maior, ela lhe seria conferida por sua retidão no ministério outorgado pelo Senhor. Pensar dessa forma não significa que havia no coração do apóstolo qualquer resquício de presunção.

O tribunal de Cristo será um trono de concessão de prêmios aos vencedores deste mundo tenebroso.

Quando a Bíblia diz que “todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo”, está, de fato, declarando que o ato de comparecer significa ser colocado à luz da justiça de Cristo. A ideia sugerida é a de phanerosis (no grego), que quer dizer “manifestação”. O propósito do tribunal é o de manifestar as obras praticadas pelo cristão e colocá-las à prova do fogo para que se identifique os materiais mediante os quais praticamos nossas obras. O caráter do julgamento é individual. Não se trata de um julgamento em massa, em classes, mas um por um (1Co 3.13).
A doutrina do Purgatório ensina que as pessoas, depois da morte, vão para o Purgatório para purgarem seus pecados e obras nesta vida. Essa purgação aconteceria através do fogo. Entretanto, esta é uma doutrina espúria e falsa. A figura do fogo no tribunal de Cristo nada tem a ver com purgatório, e o seu papel é o de expor as impurezas, e não o de possibilitar a salvação de ninguém. Não há qualquer relação do tribunal de Cristo com o Purgatório.

Leitura sugerida: 2 Coríntios 5.1-10; Apocalipse 19.9; Mateus 25.10

Na seqüência dos eventos escatológicos, dois deles subseqüentes ao arrebatamento da Igreja acontecerão no céu: o tribunal de Cristo e as bodas do Cordeiro. Os eventos na Terra depois do arrebatamento da Igreja acontecem durante a Grande Tribulação.


I. O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO
O apóstolo Paulo descreve em 1Co 3.9-15, o cristão como um construtor que usa vários tipos de materiais numa construção. Assim, no sentido espiritual, o valor do seu trabalho vai depender dos materiais que usará para construir sua obra. Paulo adverte: “cada um veja como edifica” (1Co 3.10). A construção do cristão precisa ser feita sobre um fundamento eficaz e correto, e com materiais de qualidade que dêem sustentação à sua vida espiritual.

Duas palavras distintas na língua original do Novo Testamento esclarecem bem o sentido da palavra tribunal: criterion, conforme está em Tg 2.6 e 1Co 6.2,4; e bimá, encontrada em 2Co 5.10, (também em Ne 8.4). O termo criterion significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”. Ou seja: “a regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz um juízo”, o tribunal de um juiz ou de juízes. O termo bimá comumente significa uma “plataforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares e, também, o tribunal (bimá ou assento) da recompensa, especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas. Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.

II. ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO
1. O tempo.
É lógico que o tribunal não pode acontecer logo após a morte de qualquer cristão. Ele se dará por ocasião de um tempo especial e determinado depois do arrebatamento da Igreja.

2. O lugar.
Não há texto específico que declare o local, mas o contexto bíblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada até as nuvens, nos céus, a instalação do tribunal de Cristo, inevitavelmente, terá de ser no céu, nas regiões celestiais.

3. Os julgados.
Quem será julgado no tribunal? Quais são os sujeitos desse tribunal? Indubitavelmente, as pessoas julgadas nesse tribunal são os santos remidos por Cristo. O texto de 2Co 5.1-10 fala daqueles que lutam nesta vida para alcançarem o privilégio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu. Não haverá discriminação nesse lugar. Só entrarão os salvos, os remidos. Não haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório.

4. O juiz.
O apóstolo Paulo declara que o exame das obras dos crentes será realizado perante o Filho de Deus (2Co 5.10). O próprio Jesus falou que todo o juízo é colocado nas mãos do Filho de Deus. Faz parte da exaltação de Cristo depois de Sua conquista no Calvário receber do Pai toda a autoridade e poder para julgar.

"E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta." Mateus 25.10



III. COMO PROCEDERÁ O TRIBUNAL DE CRISTO
1. A forma do exame.
E claro que não se trata de examinar quem será salvo ou não. A salvação do crente implica no ato especial da misericórdia divina mediante a aceitação da obra expiatória de Cristo e a sua manutenção enquanto ele estiver neste mundo. Todo crente está livre do Juízo se permanecer fiel até o fim (Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Jo 4.17). Então, o julgamento não tratará da questão do pecado, de condenação, uma vez que o pecado já foi abolido na vida do crente e, por isso, ele estará no céu.

2. Os materiais da obra de cada crente (1Co 3.12).
O apóstolo Paulo mencionou seis diferentes materiais que, figurativamente, representam os elementos que empregamos na construção de nossa vida cristã. Os materiais são indicados como ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento de Cristo. Os três últimos são frágeis e não resistem ao juízo de fogo.

3. A obra de cada um será provada (1Co 3.13-15).
O tribunal de Cristo avaliará os materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida cristã. As obras feitas com madeira, feno e palha serão manifestas naquele dia, e o galardão será consoante à avaliação divina. Os materiais de madeira, feno e palha são inflamáveis e perecíveis, por isso, tudo o que for construído com eles não subsistirá.

4. O juízo que determinará a qualidade das obras feitas (2Co 5.10).
As obras praticadas pelo crente serão submetidas ao julgamento naquele dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega aparece como kakos ou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal. Porém, a palavra poneros, além de denotar maldade, tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a prática de coisas sem utilidade alguma, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.


IV. EXAME FINAL NO TRIBUNAL DE CRISTO

No texto de 1Co 3.14,15 está declarado que haverá dois resultados finais do exame (a prova do fogo) das obras manifestas: o recebimento e a perda da recompensa.

1. Perda da recompensa.
Esse fogo nada tem a ver com o fogo do Geena. O fogo do tribunal de Cristo é figura da luz que revela as impurezas, ou seja, a purificação. Portanto, as obras feitas por impulso carnal e para a ostentação da carne não suportarão o calor do fogo de Deus, por mais bonitas que sejam, serão desaprovadas.

2. Obtenção da recompensa.
As obras praticadas com materiais indestrutíveis na prova do fogo serão dignas da recompensa final. O Novo Testamento apresenta várias recompensas, mas destaca algumas relativas às atividades especiais. O próprio Senhor Jesus, Juiz desse tribunal, é quem fará a entrega dos prêmios, galardões, recompensas (2Co 9.6). Ele declara a João, na ilha de Patmos, dizendo: “O meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12). O apóstolo Paulo declara, também, que todo crente receberá o seu louvor (elogio) da parte de Deus (1Co 4.5).

3. Tipos de recompensas.
O Novo Testamento usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era cristã relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como prêmio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores (1Co 9.24,25).
a) A coroa da vitória (1Co 9.25). A vida cristã se constitui numa batalha espiritual contra três inimigos terríveis: a carne, o mundo e o Diabo. Esta coroa é denominada, também, como coroa incorruptível, porque se refere à conquista do domínio do crente sobre o velho homem.
b) A coroa de gozo (1Ts 2.19; Fp 4.1). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfação. Uma das atividades cristãs que mais satisfazem o coração do crente é o ganhar almas. Isto é, praticar o evangelismo pessoal e ganhar pessoas para o reino de Deus. Na busca do gozo nesta vida, nada é comparável ao de salvar almas para Cristo, livrando-as da perdição eterna. Por isso, quem ganha almas, sábio é (Pv 11.30; Dn 12.3).
c) A coroa da justiça (2Tm 4.7,8). É o prêmio dos fiéis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo, esperam a Sua vinda.
d) A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um prêmio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou à simples vida espiritual, como a tem os anjos. É a modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de Cristo Jesus — a vida eterna. E o galardão da fidelidade do crente.
e) A coroa de glória (1Pe 5.2-4). Certos eruditos na Bíblia entendem que esta coroa é o galardão dos ministros fiéis que promoveram o reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material.

"E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus." Apocalipse 19.9


CONCLUSÃO
A lição maior que aprendemos acerca do tribunal de Cristo consiste em atentarmos diligentemente para a nossa responsabilidade individual como cristãos no que se refere às ações tanto as de caráter social quanto as espirituais praticadas em benefício do reino de Deus.


Leia também: O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES

Subsídio Teológico
Existem, pelo menos, seis outros julgamentos escatológicos na Bíblia além do tribunal de Cristo:
- o julgamento dos pecados no Calvário (Jo 12.31,32);
- o julgamento pessoal do crente quanto à sua participação no corpo de Cristo (1Co 11.31,32); 
- o julgamento de Israel (Ez 20.33-44);
- o julgamento das nações no período da Grande Tribulação (Mt 25.33-46);
- o julgamento dos anjos caídos (2Pe 2.4; Jd vv.6,7); e
- o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15).
A maioria desses julgamentos já aconteceu e, alguns outros estão preditos para acontecer no futuro. São julgamentos que envolvem justiça e juízo.
O tribunal de Cristo e o tribunal do Grande Trono Branco são os dois principais tribunais de prestação de contas diante dos quais cada pessoa neste mundo deverá comparecer. Sendo que o tribunal de Cristo será exclusivamente para os salvos. Jesus falou em Mt 12.36 que “toda palavra ociosa (ou frívola) que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo”. O apóstolo Paulo declarou que todos vão colher o que semearam (Gl 6.7), e, numa palavra especial aos cristãos, Paulo escreveu que os que servirem bem ao Senhor receberão a recompensa da sua herança (Cl 3.24,25).

Fonte:
Escatologia - Doutrina das últimas coisas - Severino Pedro da Silva (CPAD)
Escatologia- o estudo das últimas coisas - Comentarista: Elienai Cabral - 3ºtrim/1998
O Calendário da Profecia - CPAD
Guia do Leitor da Bíblia
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé

Próximo assunto: As Bodas do Cordeiro

Sugestão de leitura: 

Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Só você pode fazer isso!

Podemos realizar diversas atividades em conjunto. Por muitas das vezes, precisamos de alguém para nos ajudar em nossos trabalhos, mas hoje, só você, só você poderá fazer o que vou lhe apresentar ...só você poderá fazer isso!


Então você me pergunta; será que existe algo que somente uma pessoa possa fazer?
Resposta: Sim!

Sim, existe uma coisa que só você pode fazer.
Nem mesmo seu melhor amigo, nem seu pai, sua mãe, sua esposa ou seu marido.
Não, ninguém pode fazer isto por você, só você mesmo pode.

E você pergunta: "Mas o que é isto?"

Um artista tinha terminado um quadro em que retratava uma cena do Apocalipse de João, em que Cristo diz as palavras: "Eis que estou à porta e bato!" (Ap.3 v.20)

O filhinho do artista olhou o quadro e disse:
- Papai, mas uma coisa você errou. Está faltando o trinco do lado de fora da porta. O Senhor Jesus não conseguirá entrar!

O pai respondeu: "Ele só pode entrar se alguém abrir por dentro e o convidar a entrar. Por isso não fiz o trinco. Não está escrito: "Eis que estou à porta e bato."

A porta do seu coração só você mesmo pode abrir para Jesus ou então deixá-la fechada para Ele.

Jesus Cristo diz em apocalipse 3:20 "Eis que estou a porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo."

Jesus Cristo só entra na porta do coração que se abre para Ele.

Agora Ele está batendo no seu coração, e se você abrir para Ele, Ele vai entrar em seu coração, que está cheio de sujeira e pecado, e vai renovar tudo.
Sabe, Jesus quer o seu coração, e não todas as obras piedosas ou seu dinheiro. Provérbios 23 v.26 diz: " Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos."

Mas Ele só vai entrar, se alguém abrir por dentro e O convidar.

Seja sincero: Você quer Jesus Cristo em sua vida?

Se você disser sim, então abra agora o seu coração a Ele e peça a Ele para entrar em sua vida.

Se você fizer isto, então você terá a maior experiência de sua vida e verá que Cristo pode mudar totalmente a vida de uma pessoa.

Você vai abrir a Ele agora? Só você pode fazer isto.

Todo o resto acontecerá quando você fizer o que só você pode fazer.
Texto extraído "Folheto de Evangelização"

"Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações,[...]" Hebreus 3:7,8

" [...] Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido." Romanos 10:9-11

Ele quer te salvar!

Hoje a Salvação chegou nesta casa... Porque o Filho do homem (Jesus) veio buscar e salvar o que se havia perdido. (Lucas 19 1-10) 
Deus te abençoe!
abraço fraterno
Pastor Ismael 
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Escritura Sagrada

Necessitamos ter convicção sobre qual fundamento estamos crendo. Nossa fonte de conhecimento é a Palavra de Deus. Através dela o Senhor se dá a conhecer de um modo especial. Ela é o nosso objeto de estudo para conhecermos verdadeiramente quem é o nosso Deus, e qual a Sua vontade para todo ser humano. Para isso é necessário sabermos o que é a Bíblia. É indispensável termos convicção do que estaremos aprendendo. Provavelmente você ouvirá argumentos do tipo “ah! papel aceita qualquer coisa!”, ou, “porquê a Bíblia é sua única regra de fé?” O apóstolo Pedro nos ordena “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3:15). Começaremos a nossa jornada de estudo analisando primeiramente o que é a Bíblia.

Lorraine Boettner nos adverte, dizendo que “a resposta que dermos à pergunta ‘o que é Cristianismo'? dependerá amplamente do conceito que sustentarmos da Escritura”. [1] Se aceitarmos que a Bíblia é um mero livro de religião, sem inspiração divina, insuficiente, cheio de erros, e impossível de ser entendido, então, ele não nos servirá para nada, a nossa fé será vazia de significado tornando o nosso Cristianismo uma religião confusa! Estaremos baseando a nossa convicção a respeito da Bíblia sobre cinco declarações que caracterizam a Bíblia como sendo a Palavra de Deus .
1. A Bíblia é nossa única fonte e regra de fé e prática. 
2. A Bíblia é plenamente inspirada pelo Espírito Santo. 
3. A Bíblia é clara em suas declarações sobre salvação e santificação 
4. A Bíblia é inerrante em todas as suas afirmações. 
5. A Bíblia é suficiente para nos ensinar tudo em matéria de fé.
1. A Bíblia é nossa única fonte e regra de fé e prática
Somente a Escritura Sagrada é autoridade absoluta. 
Somente a Escritura Sagrada define minhas convicções doutrinárias. 
Somente na Escritura Sagrada encontro a verdadeira sabedoria. 
Somente a Escritura Sagrada rege as minhas decisões. 
Somente a Escritura Sagrada molda o meu comportamento. 
Somente a Escritura Sagrada determina os meus relacionamentos. 
Mas porque a Bíblia tem toda esta autoridade? A resposta é simples: ela é a Palavra inspirada por Deus.
2. A Bíblia é plenamente inspirada pelo Espírito Santo
Cremos que a Escritura Sagrada é plenamente inspirada. [2] Isto significa que o Espírito Santo exerceu soberanamente uma influência suficiente e completa estendendo-se a todas as partes das Escrituras, conferindo-lhes uma revelação autorizada de Deus, de modo que as revelações vieram a nós por intermédio da mente e da vontade de homens, todavia, elas são no sentido estrito, a Palavra de Deus. Esta influência do Espírito Santo que envolveu os escritores sacros, estendeu-se não somente aos seus pensamentos gerais, mas também a todas as palavras que eles usaram, de modo que os pensamentos que Deus desejou revelar-nos foram conduzidos com infalível exatidão. Não foram inspirados apenas os seus pensamentos, mas cada palavra original que os autores usaram.

Esta inspiração se estende não somente ao texto, mas afetou organicamente o seu autor, no momento do registro da revelação. Os escritores foram os instrumentos de Deus no sentido que aquilo que eles disseram, foi de fato o que Deus disse. No ato da inspiração o Espírito não anulou o escritor, mas agiu em, com e através de sua personalidade. O Espírito de Deus não inspirou os autores como se fossem máquinas, anulando a sua liberdade, responsabilidade e capacidades mentais, mas escreveu através deles (2 Pe 1:16-21). Cada autor viveu numa situação social específica, num contexto histórico real, escrevendo com preocupações particulares, para destinatários e propósitos definidos. Mesmo havendo na Bíblia a diversidade literária, lingüística, e estilo próprio de cada autor, isto não anula que ela tenha fonte numa única mente, que o Espírito Santo é o seu autor primário (2 Pe 1:19-21; Rm 11:33-36). O Dr. A.A. Hodge descreve como a inspiração ocorreu sobre os autores.
Os escritores de todos os livros eram homens, e o processo de composição que lhes deu origem era, caracteristicamente, processo humano. As características pessoais do modo de pensar e sentir dos escritores operaram espontaneamente na sua atividade literária e imprimiram caráter distinto em seus escritos, de um modo em tudo semelhante ao efeito que o caráter de quaisquer outros escritores produz nas suas obras. Escreveram impelidos por impulsos humanos, em ocasiões especiais e com fins determinados. Cada um deles enxerga o seu assunto do seu ponto de vista individual. Recolhe o seu material de todas as fontes que lhe são acessíveis – da experiência e observações pessoais, de antigos documentos e de testemunho contemporâneo. Arranja seu material com referência ao fim especial que tem em vista; e de princípios e fatos tira inferências segundo o seu próprio modo, mais ou menos lógico, de pensar. Suas emoções e imaginações exercitam-se espontaneamente e manifestam-se como co-fator nas suas composições. As limitações de seu conhecimento pessoal e de seu estado mental em geral, e os defeitos de seus hábitos de pensar e de seu estilo são tão óbvios em seus escritos como o são outras quaisquer de suas características pessoais. Usam a linguagem e os modismos próprios da sua nação e classe social. [3]
3. A Bíblia é clara em suas declarações sobre a salvação e santificação
A essência da revelação bíblica é acessível ao homem independentemente do seu nível cultural (Sl 19:7; Sl 119:130). Não é requisito necessário ser formado em teologia para se interpretar a Bíblia! Nem mesmo receber uma ordenação oficial para isto. Todos devem ter livre acesso à sua interpretação. Todavia, isto não significa que cada um é livre para interpreta-la do modo que lhe seja mais conveniente. Livre acesso à interpretação das Escrituras significa que qualquer pessoa pode verificar, usando responsavelmente as regras corretas da hermenêutica, o real significado de uma passagem bíblica.

Quando a Escritura fala que o homem natural “não pode entende-las, porque se discernem espiritualmente” (1 Co 2:14b), ela não está negando uma capacidade do não convertido de entender os assuntos naturais e éticos de que a Bíblia fala. Por exemplo, a Palavra de Deus é a revelação da vontade de Deus, mas ela contém a história da raça humana, a narração de culturas de povos antigos, a descrição geográfica de lugares específicos e muitos outros assuntos. Mas, mesmo quando trata de assuntos éticos, o não convertido é capaz de entender. Usemos de exemplo os “dez mandamentos” (Ex 20:1-17). Será que por mais ímpia que seja a pessoa ela pode alegar incapacidade de entender a lei de Deus? Se a Palavra de Deus fosse absolutamente obscura, então Deus não poderia condenar os pecadores que ouvem a sua Palavra, pois eles poderiam alegar que nada entendem! Elas têm em si mesmas uma fonte de iluminação que garante a inteligibilidade da sua mensagem. [4]

Não se nega que as Escrituras contenham muitas coisas de difícil entendimento. É verdade que elas requerem estudo cuidadoso. Todos os homens precisam da direção do Espírito Santo para o correto entendimento e obtenção da verdadeira fé. Afirma-se, porém, que em todas as coisas necessárias à salvação, elas são suficientemente claras para serem compreendidas mesmo pelos iletrados. [5]

Toda verdade necessária para a nossa salvação e vida espiritual é ensinada tanto explícita como implicitamente na Escritura. [6] Tudo o que é necessário para 'a salvação e uma vida de obediência é inteligível para qualquer pessoa, desde que iluminada pelo Espírito Santo (1Ts 2:13; 1Pe 1:22-25).

4. A Bíblia é inerrante em todas as suas afirmações
Por ter sido escrita por homens sujeitos a erros, alguns incrédulos (e até alguns pastores) afirmam que a Escritura Sagrada também contém erros. Todavia, estas pessoas ao negarem a inerrância das Escrituras estão fazendo da mente humana um padrão de verdade mais elevado do que a própria Palavra de Deus. O que encontramos na Bíblia são “aparentes contradições”, ou afirmações incompreendidas, que podem ser coerentemente harmonizadas com uma interpretação cuidadosa (Hb 6:18; Jo 17:17). Um antigo teólogo chamado Francis Turrentin observou que “os escritores sacros foram movidos e inspirados pelo Espírito Santo, envolvendo tanto os pensamentos, como a linguagem, e que eles foram preservados livres de todo erro, fazendo com que os seus escritos sejam inteiramente autênticos e divino.” [7]

Se a Bíblia contêm algum erro histórico, geográfico, científico, como podemos ter certeza de que não terá erros morais (Sl 12:6)? Deus mentiu, ou errou em alguma de suas informações? Seria a pergunta mais sensata a se fazer. Deus soberanamente não poderia livrar os seus agentes escritores de errarem? Como poderíamos aceitar a autoridade da Bíblia, que alega ser a verdade, ensinar a verdade, inspirada por um Deus verdadeiro, e que ama a verdade, se sua Palavra estivesse cheia de erros (Nm 23:19; 2 Sm 7:28; Jo 17:17; Tt 1:2; Hb 6:18)? No mínimo, ela seria algo não confiável, e perderia toda a sua autoridade, pois não poderíamos chamá-la de Palavra de Deus! Mas a Escritura autentica a si mesma como inerrante (Js 23:14; Sl 12:6; Pv 30:5; Jo 14:35).

5. A Bíblia é suficiente para nos ensinar tudo em matéria de fé.
Os 39 artigos de Fé da Religião Anglicana exprime este tema de forma mui precisa ao declarar que “as Escrituras Sagradas contêm todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou julgado como exigido ou necessário para a salvação.” [8]

Na Bíblia o homem encontra tudo o que precisa saber e tudo o que necessita fazer a fim de que venha a ser salvo, viva de modo agradável a Deus, servindo e adorando-O aceitavelmente (2 Tm 3:16-17; 1 Jo 4:1; Ap 22:18). [9]

A Bíblia é completa em seus 66 livros. Mesmo se os arqueólogos encontrassem uma outra epístola do apóstolo Paulo não a aceitaríamos como parte da Palavra de Deus. O número de livros que o nosso Senhor intentou dar-nos é somente este, nada mais acrescentaremos (Ap 22:18-19). O que os autores escreveram, movidos pelo Espírito Santo, é inspirado, todavia, não significa que os outros dos seus escritos também sejam inspirados. Por exemplo, Paulo escreveu 13 dos 27 livros do Novo Testamento, mas durante toda a sua vida, após a conversão, certamente que escreveu muito mais do que apenas estas epístolas, mas isto, não significa que a inspiração estava inerente à sua pessoa de tal modo, que sempre escrevia inspirado. Mas, é bom lembrarmos que tudo o que nos foi deixado (os 66 livros), somente foi preservado por causa de sua inspiração.

Não podemos acrescentar nada à Bíblia (Dt 4:2; 12:32; Pv 30:5-6; Ap 22:18-19). Deus quer que descubramos o que crer ou fazer segundo a sua vontade somente na Escritura Sagrada (Dt 29:29; Rm 12:1-21). Não existe nenhuma revelação moderna que deva ser equiparada à autoridade da Palavra de Deus. Somente a Bíblia é a nossa única fonte e regra de fé e prática e não novas profecias (Sl 119).

6. A Bíblia “Católica” é diferente da Bíblia “Protestante”?
A resposta é um “sim” e um “não”. Sim, pois há de fato pelo menos duas diferenças que podem ser claramente observadas. A primeira diferença é quanto à sua tradução que difere tanto das versões evangélicas, como entre as católicas. Por quê existem tantas Bíblias diferentes? Seria mais correto perguntarmos “porquê existem tantas traduções diferentes?” Não existem Bíblias diferentes, como se algumas fossem mais completas do que outras, [10] ou algumas falassem coisas que contradizem as demais! O que ocorre é que as Sociedades Bíblicas, que se dedicam à tradução deste tão precioso livro, adotam filosofias de tradução diversificadas.

A segunda diferença é que as “Bíblias Católicas” possuem 7 livros a mais (Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc) e alguns acréscimos nos livros de Ester e Daniel. [11] Até a Reforma do século XVI o conjunto de livros da Bíblia era aceito como sendo de apenas 66 livros. Os protestantes começaram a declarar Sola Scriptura (somente a Escritura) como única regra de Fé, e apegando-se ao número de livros do Antigo Testamento hebraico (39 livros) e do Novo Testamento grego (27 livros). Em reação a isto, a Igreja Católica Romana tomou a seguinte decisão em seu Concílio de Trento (1545-1563) na 4ª sessão de 08/04/1546 no Decreto Concernente às Escrituras Canônicas lemos:
Se alguém não receber como sagradas e canônicos os livros do Antigo e do Novo Testamento, inteiros e em todas as suas partes, como se contém na velha edição Vulgata, e conscientemente os condenar, seja anátema. [12]
Esta decisão da Igreja Católica Romana implicou que ao adotar a Vulgata Latina como texto padrão oficial, ela endossou todos os livros apócrifos que esta tradução continha. A Vulgata Latina é uma tradução latina da Bíblia feita em 382-383 d.C. a partir da Septuaginta [13] e não do texto hebraico original. O seu tradutor foi Sofrônio Eusébio Jerônimo (340-420 d.C.) que desde aquela época questionava o acréscimo na nova tradução de livros que não faziam parte do texto hebraico. Em outras palavras a Vulgata Latina é uma tradução de outra tradução.

A nossa convicção como herdeiros da Reforma encontra-se expressa na Confissão de Fé de Westminster da seguinte forma:
Os livros comumente chamados apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; e, portanto, não são de nenhuma autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados nem utilizados senão como escritos humanos. [14]
Certamente aprenderemos muito, mas, em tudo examinando o que a Escrituras diz ? O pastor presbiteriano rev. Henry B. Smith escreveu um poema que poderíamos usar para resumir o que falamos até aqui a respeito da Escritura Sagrada:


Aprendamos sempre com a Bíblia na mão
O que nos foi entregue, nada aceitando senão
O que nos foi ensinado, nada amando senão
O que nos foi prescrito, nada odiando senão
O que nos foi proibido, nada fazendo senão
O que nos foi ordenado na Bíblia do Cristão. [15]


NOTAS:
[1] Lorraine Boettner, Studies in Theology (Philadelphia, The Presbyterian and Reformed Publ. Co., 1967), p. 9
[2] Lorraine Boettner, Studies in Theology , p. 11
[3] A.A. Hodge, Esboços de Teologia (São Paulo, PES, 2001), p. 90.
[4] Paulo Anglada, Sola Scriptura A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo, Editora Os Puritanos, 1998), p. 86.
[5] Charles Hodge, Teologia Sistemática (São Paulo, Ed. Hagnos, 2001), p. 137.
[6] John MacArthur, Jr., Sola Scriptura (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 2000), p. 210.
[7] citado por W.G.T. Shedd, Dogmatic Theology (Nashville, Thomas Nelson Publishers, 1980), vol. 1, p. 72
[8] 39 Artigos de Fé da Religião Anglicana, artigo VI sobre As Escrituras Sagradas citado no Apêndice de Wayne Grudem, Teologia Sistemática (São Paulo, Ed. Vida Nova, 2002), p. 999
[9] Paulo Anglada, Sola Scriptura A Doutrina Reformada das Escrituras, p. 74
[10] Aqui me refiro entre os 66 livros conforme encontrados nas traduções adotadas pelos evangélicos.
[11] Catecismo da Igreja Católica , Parte I, cap. II, art. 3. iv, p. 43.
[12] Herminsten M.P. da Costa, A Inspiração e Inerrância das Escrituras Uma Perspectiva Reformada (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1998), p. 70.
[13] A Septuaginta (LXX) é a tradução do Antigo Testamento feita entre 200 a 150 a.C., por uma equipe de 70 judeus. Embora a tradução foi realizada à partir do texto hebraico, foram acrescentadas vários outros livros religiosos, escritos em grego, que circulavam entre judeus. Norman Geisler & William Nix, Introdução Bíblica (São Paulo, Ed. Vida, 1997), pp. 196 e 213.
[14] Confissão de Fé de Westminster, cap. I, seção 3.
[15] Citado em Bruce Bickel, ed., Sola Scriptura , p. 210.     

Texto: por Rev. Ewerton B. Tokashiki
Fonte: Monergismo  

Sugestão de leitura
Aqui eu Aprendi!
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