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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Blog 3 anos!

"Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." Jo 14.26

A Paz do Senhor!

Neste mês de Outubro completamos 3 anos de idade. Compartilho com você está tão grande alegria! "Louvando ao SENHOR"

"Eu te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.
Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.
No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
Todos os reis da terra te louvarão, ó Senhor, quando ouvirem as palavras da tua boca; e cantarão os caminhos do Senhor; pois grande é a glória do Senhor.
Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
Andando eu no meio da angústia, tu me reviverás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.
O Senhor aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos." Salmos 138:1-8

Só tenho palavras de agradecimento por tantas experiencias, tantos aprendizados.

Em cada postagens um novo amigo. Amigos(as) que estão enriquecendo nosso trabalho com seus comentários e excelentes complementos aos textos publicados. Muito obrigado!

A minha Família, obrigado pela paciência e compreensão! Muito obrigado!
Que Deus abençoe vocês, amo cada um de vocês!

A todos os leitores do Blog "Aqui eu Aprendi!"; muito obrigado!

Que Deus abençoe cada um dos seguidores e amigos participantes.

Continuemos em oração, unidos nesta caminhada.... levando o Evangelho de Jesus Cristo às Nações.

"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." Salmos 119:105

Que o Espírito Santo nos capacite a cada dia!
OBRIGADO JESUS! Muito obrigado!
"Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. 
E, se alguém me servir, meu Pai o honrará." 
João 12:26
abraço fraterno
Pastor Ismael

Aqui eu Aprendi!

sábado, 24 de outubro de 2015

A Queda da Raça Humana - Livro de Gênesis

“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” Rm 5.12


Em sua clássica obra “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, o teólogo pentecostal Myer Pearlman destaca quatro pontos fundamentais que marcam a história espiritual do homem. Veja o esquema abaixo:


Segundo Myer Pearlman, a Tentação, desde o início, destaca ao ser humano que o caminho de obediência a Deus não é fácil. Isso quer dizer que o ser humano terá escolhas a fazer nos termos de Deuteronômio 30.15: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal”. A Tentação está prevista na perspectiva da impossibilidade de conter a ansiedade de entrar em contato com o que foi proibido. Por isso, ela é sutil, pois, pela sua sutileza, a natureza humana será envolvida em seus desejos e vontades: nisto consiste a tentação.

Ao dizer “sim!” para a tentação e colocá-la em prática, se estabelece no ser humano o estado de Pecado. Em seguida, a culpa toma conta da sua consciência, ao ponto de o ser humano viver num estado de cauterização em sua consciência, de modo que ele não mais atende aos apelos do Espírito Santo: nisto consiste o estado da culpa.
Uma vez praticado o pecado, por intermédio da tentação, e estabelecido o sentimento de culpa, instala-se, na realidade humana, o Juízo.

No Éden, o Juízo se deu sobre a serpente (de formosa e honrada, a um animal degradado e maldito), sobre a mulher (multiplicação das dores de parto) e sobre o homem (comer com o suor do rosto), constituindo, porém, o maior de todos os juízos: a morte física e a morte eterna.

Entretanto, a história da humanidade não seria para sempre condenada à terrível realidade de viver para sempre longe de Deus. O Pai, por intermédio do Seu Filho, proveria um escape para redimir a vida do ser humano: “Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Rm 5.17-19). Revista Ensinador Cristão - nº64-pg.38

O pecado de Adão trouxe-nos a morte, mas a morte de Jesus Cristo garante-nos a vida eterna e plena comunhão com Deus.

INTRODUÇÃO
O filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço é uma lastimável charge da queda do homem. Trabalhando o roteiro de Arthur C.Clark, o diretor Stanley Kubrick dá início à sua perambulação, focalizando uma sociedade ainda distante do homo sapiens. Mais símios que humanos, suas caricaturas lutam por sobreviver ao ambiente. Faltando-lhes víveres, sobram-lhes instintos. Por uma fonte d’água, matam e morrem.
A história do bizarro ajuntamento começa a mudar, quando um hominídeo defronta-se com um estranho monólito. Após tocar a pedra finamente polida, apodera-se ele de uma tíbia que, até então, servira-lhe de arma, e arremessa-a para o alto. No instante seguinte, o cenário muda bruscamente. Agora, aparece um ônibus espacial da extinta PAN AMAM, conduzindo o Dr. Heywood R. Floyd até uma base que orbita a terra. Como trilha sonora, Strauss e Wagner.
Quando do lançamento do filme, em 1968, pensava-se que, decorridos 33 anos, o homem não mais seria o lobo do homem. Para Stanley Kubrick, nosso maior adversário seria o Hal 9000, um computador narcisista e com muita gana de poder.
Enfim, 2001. No espaço, nenhuma odisseia. Na terra, a maior tragédia dos tempos pós-modernos. O ataque de 11 de setembro mostra a selvageria do homem. Osso algum é lançado ao espaço. Milhares de corpos, porém, misturaram-se aos escombros das Torres Gêmeas. Na história humana, evolução alguma. Apesar do avanço tecnológico, continuamos a involuir. Logo, não caímos para o alto; precipitamo-nos no abismo que sempre chama outro abismo: o pecado. Nossa queda foi real e para baixo.

I. O QUE É A QUEDA
Na visão de Stanley Kubrick, a aurora da humanidade era nada racional e selvagem A evolução da raça, porém, arrancou-nos à barbárie, lançando-nos a caminho de Júpiter. A narrativa mosaica caminha em sentido contrário. O homem não evoluiu, mas perigosamente involui à morte eterna. E, deste processo, só Cristo pode libertar-nos. É o que nos ensina a doutrina da queda humana.

1. A teologia da queda.
É a doutrina, segundo a qual o homem, por haver desobedecido a Deus, comendo do fruto proibido, foi expulso do Éden, estando, a partir dai, sujeito à morte espiritual, física e eterna.
Cristo, todavia, trouxe morte à morte pela sua morte. Logo, crendo em Jesus, como seu Salvador, o homem é restaurado espiritualmente, vendo-se livre da morte eterna. Quanto à morte física, acalenta-nos a esperança da ressurreição.

2. O fundamento da teologia da queda.
O principal fundamento da teologia da queda encontra-se na Bíblia Sagrada. Através de uma narrativa e de muitas proposições diretas e indiretas, a Palavra de Deus mostra por que a criatura, após haver se rebelado contra o Criador, começa a involuir até quase depravar-se totalmente.
Utopicamente, o homem, buscando fugir à tragédia do Éden, olha para o futuro, como se este fosse acessar-lhe o paraíso perdido: uma sociedade amorosa, justa e solidária. Mas o que se vê pela frente é distópico. Por essa razão, a historiografia traça a trajetória humana prosaica e poeticamente, como ressalta Aristóteles (384-322 a.C.): “O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo fato de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso. Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido”.
De um modo geral, todas as ciências, quer as humanas, quer as exatas, evidenciam os efeitos da Queda. A medicina, por exemplo, tudo faz por alongar-nos a vida, mas os próprios médicos acabam por sucumbir à morte.

3. Objetivos da teologia da queda.
Em linhas gerais, estes são os objetivos da Teologia da Queda:
1) mostrar a culpabilidade humana diante da santidade divina,
2) justificar o juízo de Deus sobre o homem pecador;
3) provar que a depravação humana, apesar de suas consequências, não foi total nem é irreversível;
4) esperançar os descendentes de Adão sobre a eficácia da redenção cristã;
5) destacar que Jesus Cristo, como a semente da mulher, é suficiente para desfazer as obras de Satanás;
6) evidenciar ao crente a necessidade e a possibilidade de se ter uma vida santa diante de Deus e dos homens; e:
7) levar a Igreja a proclamar a redenção adâmica através do Evangelho de Cristo.

II. A POSSIBILIDADE DA QUEDA
Ao criar-nos, dotou-nos o Criador com o livre-arbítrio. Sem este instituto, jamais seriamos o que somos. Se por um lado, Deus não nos fez pecaminosos; por outro, não nos equipou com o dom da impecabilidade. Portanto, fomos criados tanto quedáveis, quanto ascendíveis, mas redimíveis sempre.

1. O dom da impecabilidade.
Jesus Cristo foi o único ser humano impecável, pois a sua humanidade era tão perfeita quanto a sua divindade Por isso mesmo, apresentou-se como o nosso fiel e suficiente sumo sacerdote (Hb 4.15). Nele, a impecabilidade não era um dom; era um atributo, algo inerente à sua natureza. Verdadeiro Deus, era e é natural e essencialmente santo.

Os anjos também não foram criados com o dom da impecabilidade. Eles só vieram a adquiri-lo após terem sido provados quando da rebelião de Satanás (Ez 28.15). Os que se mantiveram fiéis ao Senhor tornaram-se impecáveis. E, desde então, são conhecidos como santos e eleitos (Jó 5.1; Lc 9.26; 1Tm 5.21). Por conseguinte, já não há qualquer possibilidade de os anjos virem a pecar. O seu livre-arbítrio, agora, leva-os tão somente a glorificar e a servir ao Criador.

Como seriamos se, ao criar-nos, nos tivesse Deus dotado com a impecabilidade? Em primeiro lugar, não seriamos; meramente existiríamos. A criatura racional, seja angélica, seja terrena, tem de passar necessariamente pela etapa do livre-arbítrio; caso contrário, jamais alcançará a plenitude do ser.
Portanto, a provação é-nos imprescindível à plenitude como seres racionais e livres (Tg 1.12). Que, neste caso, não paire qualquer dúvida: a provação é necessária, não o pecado. Este jamais nos será indispensável; aquela, sim (Tg 1.12).

2. A natureza pecaminosa.
Se Deus, ao criar o homem, não o dotou com a impecabilidade, tampouco fê-lo pecaminoso. Afinal, estamos falando do Deus único, verdadeiro e santo (Lv 20.7). Ele não criou o mal, nem pelo mal pode ser tentado (Tg 1.13). Sendo quem é, concedeu-nos o livre-arbítrio, através do qual, nós, à semelhança dos santos anjos, poderíamos ter alcançado, também, a condição de seres impecáveis.
O ser humano também não foi criado moralmente neutro, nem infantilizado. Adão veio a existir de forma santa, plena e racional; porém, não impecável. Aprovação viria, como de fato veio. Logo, o homem caiu não por causa de sua pecaminosidade, mas em virtude de sua pecabilidade O mesmo pode-se dizer dos anjos. Eis o que profetiza Ezequiel acerca do querubim pecador: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28.15).
Portanto, o homem foi criado perfeito. O uso indevido de sua liberdade, porém, levou-o à imperfeição. Defrontamo-nos, aqui, com um aparente paradoxo. O livre-arbítrio tirou-lhe a perfeição? Todavia, sem um arbítrio totalmente livre, seriamos inviáveis e imperfeitos. Logo, a liberdade era imprescindível a Adão, porquanto fora ele criado perfeito, mas não bom. Somente Deus é bom; a Santíssima Trindade não pode ser melhor do que é.
Sábio em todos os seus caminhos, dotou-nos Deus com o livre-arbítrio. Por isso, requer-nos ânimo pronto e voluntário para adorá-lo (Rm 12.1).

3. A pecabilidade.
Se o homem não foi criado com o dom da impecabilidade, e se o seu estado, ao vir à existência, não era pecaminoso, como explicar a Queda? Só pode haver uma explicação. Deus o criou pecável. Ou seja; com a possibilidade de pecar. A esse respeito, o Senhor foi-lhe bastante claro: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17).

Então, Deus o criou imperfeito? De forma alguma, pois tudo quanto o Senhor fez, perfeitamente o fez. Assim, considera o sábio a obra divina; “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o principio até ao fim” (Ec 3.11).

Novamente, defrontamo-nos com o paradoxo da perfeição divina. Na verdade, Deus fez o homem perfeito. E, nessa perfeição, encontrava-se a pecabilidade. Sem esta, não haveria livre-arbítrio. E, sem o livre-arbítrio, a perfeição seria impossível. Conclui-se, pois, que a perfeição humana requeria a possibilidade de pecar e de não pecar. Nesse ponto, há que se ressaltar uma importante premissa. A perfeição exigia a possibilidade, mas não a necessidade de pecar. Tanto os anjos, quanto os homens, poderiam aperfeiçoar-se constantemente, sem a experiência do pecado. Haja vista os anjos eleitos e santos. Estes, ao não seguirem a Satanás, passaram da fase da pecabilidade para a da impecabilidade. E o mesmo, acredito, poderia ter ocorrido com a família adâmica. Nossa comunhão com Deus seria tão profunda e tão plena, que a árvore da ciência do bem e do mal tornar-se-ia, com o tempo, desnecessária. Assim como os anjos já não carecem de provação, pois obedecem a Deus perfeitamente e perfeitamente o adoram, de igual modo dar-se-ia conosco (Mt 6.10; Hb 1.6).

O que aconteceria, porém, se toda a humanidade tivesse vencido o pecado, com a exceção de uma única pessoa? Deus, amando-nos como nos ama, enviaria o seu Unigênito, para que morresse por essa pessoa única, pois Ele não nos ama apenas coletiva e historicamente, mas individual e biograficamente nos ama com amor eterno.

Na vida do crente, por conseguinte, o pecado não é uma necessidade, mas uma perigosa e, às vezes, fatal possibilidade. Eis o que escreve João: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2.1). O teólogo divino não diz “quando alguém pecar”, como se o pecado fosse uma necessidade em nossa vida. Mas, sabiamente, adverte: “Se alguém pecar”. Dessa forma, mostra ele que o pecado é apenas uma possibilidade na carreira do cristão. Depreende-se, pois, que o discípulo de Cristo deve lutar não propriamente contra o pecado, mas com suas imperfeições. Que o pecado não é uma necessidade em nossa vida, reafirma mais adiante João: ‘Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu” (1Jo 3.6).
Se por um lado, o pecado não é uma necessidade, mas uma mera possibilidade; por outro, a santidade é tanto uma necessidade, quanto uma real possibilidade em nossa jornada para o céu. Por isso, professamos: “Cremos na necessidade e na possibilidade de vivermos uma vida santa e irrepreensível diante de Deus e perante os homens”. Portanto, recomenda o autor da Epístola aos Hebreus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). E possível ser santo? Não somente possível, como necessário. A graça divina leva-nos à santidade.


III. O AGENTE DA TENTAÇÃO
Ambrose Bierce (1842-1913), ao dicionarizar o inimigo, satirizou; “Diabo: o autor de todos os nossos infortúnios e proprietário de todas as coisas boas deste mundo”. Que Satanás existe e que se acha ao nosso derredor, buscando a quem possa tragar, todos sabemos. Todavia, ele não é o autor de todos os nossos infortúnios. Boa parte de nossos males e desventuras é consequência de nossas decisões e escolhas. Nem por isso, deixa ele de ser o agente da tentação.

1. O primeiro pecado.
Cabe, aqui, uma intrigante pergunta: Quem primeiro foi criado, o pecado ou o pecador? Nem um, nem outro. Ora, se todas as coisas foram criadas por Deus, como Ele poderia ter criado o pecado ou pecador? Tudo o que Deus faz, perfeitamente o faz. Logo, o pecado nasceu do arbítrio livre e desimpedido que a criatura moral recebeu do Criador. Dai, inferimos: a santidade divina é eterna, - o pecado, não. Ele surgiu no tempo e no tempo desaparecerá. Descreve o profeta Ezequiel o surgimento do primeiro pecado: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28.15). Enquanto não havia orgulho no coração do querubim, não existia nem pecado, nem pecador no Universo. O amor divino era tudo em todos. Os anjos eram tão puros e amorosos que, a cada ato do Criador, regozijavam-se (Jó 38.7). Mas, vindo o orgulho, o pecado também chegou, revelando o pecador. A soberba é a mãe de todas as transgressões (Pv 16.18).

2. O primeiro pecador.
O querubim ungido é o primeiro pecador. E, posto que imortal e irredimível, jamais perderá essa condição. Todavia, a apostasia poderia ter sido inaugurada por um serafim. Ou, por Miguel. Ou, talvez, por Gabriel. Ou, quem sabe, por um anjo de nenhuma patente. Naqueles inícios, os seres angélicos eram todos pecáveis. Nenhum deles havia sido agraciado, ainda, com o dom da impecabilidade. Se o pecado não tivesse sido originado no céu, poderia ter surgido na terra? Acredito que sim. Levemos em consideração a revelação de Ezequiel. O profeta, ao historiar a rebelião contra o Senhor, não se refere apenas a Satanás; faz uma reverência clara a Etbaal II, rei de Tiro. E, pela dicção da profecia, este era tão deletério e nocivo quanto aquele.

3. O primeiro tentador.
Assim Jesus qualifica o adversário: “Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44). Satanás poderia contentar-se em ser mais elevado que os demais anjos. Todavia, mentindo a si, presumiu-se maior que Deus. Desde então, vem semeando suas inverdades tanto nos corações dos mexeriqueiros, como na alma filosófica e no espírito teológico. Mente grosseira e finamente. Homicida, levou Caim a assassinar Abel (1Jo 3.12).
E, a partir dai, não mais parou de matar. Inventa guerras, engendra revoluções, incita levantes. Inspira genocídios e extinções.

4. O primeiro impenitente.
A doutrina da depravação total cabe perfeitamente ao Diabo, e não ao ser humano. A semelhança dos demais anjos, era superior a nós (SI 8.3-6). Ele criado já imortal; o homem, imortalizável. Houvesse Adão obedecido ao Senhor, ainda estaria vivo. Se por um lado, a morte é algo indesejável; por outro, é apresentada, em Cristo, como a nossa redenção eterna. Se a recebemos por salário, podemos herdá-la como o maior dos ganhos (Rm 6.23; Fp 1.21).
Desde que se corrompera, Satanás não mais deu guarida à verdade (Jo 8.44). Quando mente, ou mata, faz o que lhe é próprio; é da sua natureza a inverdade e o homicídio. Portanto, ele é irredimível. Jamais voltará à congregação dos santos. O seu lugar é no lago de fogo (Ap 20.10).


IV. A INTRODUÇÃO DO PECADO NO MUNDO
Historicamente, Adão foi o terceiro a rebelar-se contra o Senhor. Em primeiro lugar, apostataram Satanás e seus anjos. Depois, a mulher. E, só então, o homem. Não obstante, foi Adão o grande responsável pela introdução do pecado no mundo. Por que o juízo maior recaiu sobre ele? Apontemos as razões.

1. Adão era o governador do mundo.
Deus confiou o governo do mundo a Adão, a fim de que ele não apenas o governasse e lhe descobrisse as ciências e culturas, mas principalmente para que viesse a teologizá-lo (Gn 1.26). Cabia-lhe, pois, trazer à terra o Reino do Céu. Ele o faria, repassando à esposa e aos filhos, o conhecimento e as ordenanças, que lhe transmitira o Senhor. Mas, por não orientar devidamente a mulher, esta fragilizou-se ante a dialética do adversário. Sua missão cientifica progredia; a teológica começou a retroceder.

2. Adão era o guarda do Éden.
No Éden, competia a Adão cultivar e guardar o paraíso (Gn 2.15). Que ele o haja aculturado, não nos resta dúvida; o trabalho não lhe era contra a índole. Todavia, falhou em custodiar o jardim. Ele sabia perfeitamente que existia um adversário, e que este já havia turbado as regiões celestes. E, já expulso de lá, buscava agora, por aqui, ampliar seus estragos e apostasias.
Adão não ignorava o perigo que o rondava, mas o subestimou. Se nos mantivermos vigilantes, não cairemos na mesma cilada.

3. Adão conhecia a natureza do adversário.
Ao nomear os animais, Adão passou a conhecer profundamente a biologia terrestre (Gn 2.19,20). Sabia que o leão era o rei das alimárias todas. Admirava a força do boi e a mansidão do cordeiro. De igual modo, não ignorava a astúcia e o fingimento da serpente. Bom zoólogo, bem que poderia ter alertado Eva quanto àquele admirável réptil.
Pelo jeito, nenhuma advertência fez à mulher. Deixou-a à mercê da víbora. Que esta falou, não há o que se duvidar. Se não aceitarmos o fato, negaremos também o episódio da jumenta de Balão. Satanás sabia que não podia derrubar o esperto e precavido Adão. Por isso, instrumentalizou a serpente. E, tendo já enlaçado Eva, usou-a para seduzir Adão que, voluntariamente, pecou contra o Senhor (1Tm 2.14).

4. Adão introduziu o pecado no mundo.
Eva pecou antes de Adão, e Satanás, por seu turno, pecara muito antes de Eva. Todavia, o pecado entrou no mundo não através da mulher, nem por intermédio do Diabo. O grande responsável pela introdução da apostasia no mundo foi Adão. E o que esclarece Paulo: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).
A serpente e a mulher não deixaram de ser penalizadas. Entretanto, ao homem coube a responsabilidade maior pela tragédia no Éden. Deus o condena a morrer, mas não o condena à morte eterna, nem à segunda morte. Ali mesmo, em meio ao juízo, o Senhor anuncia a redenção da humanidade.

CONCLUSÃO
Estamos no Século XXI. Não houve odisseia alguma no espaço. Aliás, nem à Lua fomos mais. Isso não significa que o homem tenha sufocado o desejo de aninhar-se nas estrelas. Naves serão lançadas ao espaço, deixarão este sistema solar e perder-se-ão no desconhecido. O ser humano, porém, jamais melhorará a sua índole, a menos que receba a Cristo como o seu único e suficiente salvador.

Apesar de seus voos cada vez mais ousados, a queda do homem não foi para o alto. Moral e eticamente, nunca estivemos tão baixo. Não precisamos de uma inteligência artificial para infelicitar-nos; nossa razão, enferma pelo pecado, é mais que suficiente para jogar-nos no inferno. Só o Senhor Jesus pode resgatar-nos dessa queda fatal. Somente ele reverte os efeitos do pecado.


PARA REFLETIR
A respeito do livro de Gênesis:

A Queda foi um fato histórico e real?
Sim. Podemos ter tal certeza porque a Bíblia nos garante.

A serpente realmente falou?
Sim. Não se trata de uma parábola, mas de um fato histórico.

Que juízo recaiu sobre o homem e sobre a mulher?
Sobre a mulher: ela teria a sua dor na hora do parto multiplicada. Também teria que se sujeitar ao governo do homem.
Sobre o homem: O trabalho de Adão seria misturado com a dor.
Ambos sofreriam a morte física e foram expulsos do paraíso.

Por que Adão foi responsabilizado por Deus como o principal responsável pela Queda da humanidade?
Porque ele havia recebido a ordem diretamente de Deus.

Deus foi surpreendido pelo pecado do homem? Explique.
Deus não foi apanhado de surpresa pela queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas foram prontamente redimidos pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por toda a humanidade (Jo 1.29).

Fonte:
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - 4ºtrim.2015
O começo de todas as coisas - Estudos sobre o Livro de Gênesis - Claudionor de Andrade (Livro de Apoio)
Richards, lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10º ed.
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº64
Dicionário Bíblico Wycliffe CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé

Sugestão de leitura
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Os terríveis efeitos da infidelidade conjugal

"Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói." Provérbios 6:32

O lar cristão deve ser a continuação da igreja, porque, num sentido mais profundo, é a igreja também. O relacionamento entre os membros da família deve ser tão santo em casa, quanto na igreja. Dentre as características de um bom relacionamento familiar, destacamos a fidelidade. Esta é indispensável para que se mantenham inabaláveis os alicerces do lar. Os pais precisam ser fiéis entre si e aos filhos e estes aos pais, todos fiéis uns aos outros.

João, evangelista e presbítero, dirigindo sua terceira epístola a Gaio, diz: "Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos" marcante dos verdadeiros cristãos. O oposto disso, ou seja, a infidelidade, é um terrível inimigo, que tem destruído inteiramente muitos lares e famílias. Neste aspecto, avulta com maior gravidade, a conjugal: o esposo, o pai de família, sendo infiel à esposa e vice-versa.

A infidelidade é um mal que não é de hoje, mas que, nos tempos atuais, tem-se tornado muito comum nos lares sem Cristo, e também tem atingido muitos lares cristãos. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Ora, o Senhor ama a Igreja com sinceridade, e sobretudo, com fidelidade. Esta fidelidade é tão grande, que "se formos infiéis, Ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2.1.'3).
Mas Satanás diz ao esposo: "ora, não é nada demais; procura unir-te a outra mulher: a tua já não te agrada. No fim, tudo dará certo. - Os teus amigos não possuem outras mulheres?". Com isso, o inimigo procura desfazer o plano de Deus para a vida conjugal. E muitos homens, mesmo cristãos, têm cedido a essa tentação diabólica, cometendo adultério e prostituição, e desprezando o lar, a esposa, os filhos e seu próprio nome e, o que é pior: desprezando a Deus. A infidelidade, inimigo cruel, não acontece de repente.

Adultério - Conceito e origem da palavra.
A palavra adultério vem do latim adulterium, que significa “dormir em cama alheia”. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD), é a relação sexual entre uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. Tal ato é um pecado gravíssimo perante Deus, sendo condenado tanto no Antigo quanto em o Novo testamento (Êx 20.14; Dt 5.18; Rm 13.9; Gl 5.19). É um ato tão grave que no tempo da lei Mosaica, a pena para o adultério era o apedrejamento (Lv 20.10; Dt 22.22).

É necessário estar alerta para as ciladas do Inimigo. Muitas vezes, a causa do adultério, ou melhor, dos fatores que contribuem para a infidelidade, está sendo fomentada dentro do próprio lar: Com o passar dos anos, o esposo e a esposa deixam de cultivar o amor verdadeiro. Aquelas expressões de carinho dos primeiros tempos ficam esquecidas. O afeto vai desaparecendo entre os dois. No entanto, a necessidade de afeto continua a existir em cada um. É a chamada carência afetiva, que leva muitos a se decepcionarem com o casamento.

As lutas do dia-a-dia também tendem a desfazer o clima amoroso entre o casal, se não forem adotadas providências para cultivá-lo. O lar, em muitos casos, passa a ser uma espécie de pensão, na qual o marido é o hóspede número um. Proceder fielmente em tudo é uma característica marcante dos verdadeiros cristãos. O oposto disso, ou seja, a infidelidade, é um terrível inimigo, que tem destruído inteiramente muitos lares e famílias. Neste aspecto, avulta com maior gravidade, a infidelidade conjugal: o esposo, o pai de família, sendo infiel à esposa e vice-versa.

Enquanto isso, fora do lar, os cônjuges, no trabalho, no círculo de amizades, encontram sempre alguém que lhes dê atenção e se interesse (ou finge se interessar) pelos seus problemas.

Então Satanás, que não dorme, entra em ação. Começa a falar ao coração que é hora de experimentar um caso de amor, um romance, mesmo passageiro. O cônjuge, mesmo sendo cristão, diante de tal sedução, entra em conflito consigo mesmo. A mente começa a estampar a crise de afeto que existe no lar, a falta de carinho, a indiferença do outro cônjuge. A consciência bate forte, lembrando a condição de cristão, lavado e remido no sangue de Jesus. Nas primeiras investidas, o servo de Deus pensa, recua, vence. Mas, dia após dia, as coisas se agravam. A voz do Inimigo soa mais forte e sedutora; a concupiscência se aquece. Vem a queda, o ato, o pecado, a morte espiritual.

Depois, entre desespero e reações evidentes, o coração explode. O lar, que antes estava ruim, fica pior. A culpa não dá paz. Os conflitos aumentam. Só há dois caminhos: abandonar o lar, a esposa, os filhos e viver na nova "pensão" ou continuar enganando a todos (mas não a Deus). Em qualquer caso, todos sofrem. O cônjuge infiel, o cônjuge fiel, os filhos, a família, a igreja. Para evitar esse tipo de contribuição à infidelidade, é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo à Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor.

Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges. É bom, que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismo não faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, de alegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem aproveitado, e a união sexual, legítima entre os casados, deve continuar sendo fator de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual.
Deus se agrada da união entre os casados, especialmente entre cristãos: "Seja por todos venerado o matrimônio, e o leito sem mácula" (Hb 1.3.4), diz a Palavra. Reconhecemos que há muita infidelidade que começa por mera tentação, para o que o outro cônjuge, às vezes, em nada contribui. Mas havemos de reconhecer que o casal bem unido em torno do Senhor Jesus terá condições de vencer o Inimigo.

O Senhor Deus, repreendendo Israel, dizia que não aceitava mais suas ofertas. - Por quê? - "Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu FOSTE DESLEAL, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto" (Ml 2.14). Esse trecho nos mostra que Deus rejeita aquele que é infiel à sua esposa, e o rejeita não aceitando suas ofertas, seus sacrifícios. Até as orações não são recebidas por Deus, quando o marido não coabita com sua mulher com entendimento, e vice-versa.

"Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações." 1 Pedro 3:7

Aqui desejamos relembrar algumas recomendações da Bíblia quanto à infidelidade. Paulo doutrinou bastante sobre o assunto. A igreja em Corinto disse: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá: porque o templo de Deus, que sois vós, é santo" (1 Co 3.16,17). O homem, ou a mulher cristã, deve tomar em consideração esta advertência solene e grave da Bíblia: Se alguém destruir o seu próprio corpo, pelo pecado, Deus o destruirá.

O adultério é um grave pecado. Por isso, o cônjuge deve vigiar, buscar a presença de Deus e jamais desprezar o outro.

Vemos, então, que a infidelidade conjugal, geralmente tornada em adultério, é considerada o maior pecado contra o corpo. Isto porque o corpo é "templo de Deus", "templo do Espírito Santo". Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual. Haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato sexual. É necessário evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto.

Pr.Elionaldo Renovato de Lima
A Familia Cristã no século XXI - Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
(apoio)2ºtrim.2013-A infidelidade conjugal
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A Queda do Homem - A maior tragédia da história

“E o Senhor Deus lhe deu esta ordem..., mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás...

A QUEDA DO HOMEM – A MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA

por Prof. Adaylton A. Conceição


Falar na Queda do Homem é tratar do mais trágico evento da história da humanidade, pois todas as tragédias posteriores são devidas a essa. Nenhuma forma de ação humana contrária ao caráter de Deus pode ser encontrada fora das origens do pecado na história do homem. Nenhuma forma de mal vista na história do homem é mais trágica do que a que vemos aqui, pois é aqui que nascem todas as desventuras da humanidade.

Alguns objetariam a isso por ser demais simplista com a realidade, uma vez que grandes e terríveis males tem se sucedido à humanidade, especialmente na história recente. Contudo, o defeito fundamental do ser humano e do mundo é demonstrado em sua desconexão com Seu Criador e com sua Rejeição à Sua Palavra. Tal atitude vista em Adão e Eva, repetida diariamente é a evidência fundamental dessa desconexão do homem com o Seu Criador. Por isso, o evento narrado aqui é o mais trágico evento da humanidade.

O homem, um privilegiado por Deus
Enquanto todas as coisas foram originadas por ordens imperativas: haja luzeiros, Produza a terra, etc., o homem foi criado de uma forma meiga, maravilhosa e especial. Foi uma criação da Trindade: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis.: 1: 26).
Portanto, o homem é o único ser que está nominalmente citado como uma criação coletiva da Trindade, demonstrando o imensurável amor do Pai pela sua criatura. Estava destinado a viver na plenitude da comunhão com o Criador. Podia falar diretamente a Deus sem intermediários, face a face, como fazia na virada do dia. Teria pleno e absoluto domínio sobre toda a terra e tudo o que nela existisse.
Em seguida, vendo Deus que ainda faltava ao homem algo para completá-lo, criou a mulher. Uma companheira e auxiliadora para completar-lhe a vida. Iniciando a instituição da família, o núcleo mais importante e fundamental na vida do homem e da nossa sociedade.
Entretanto, Deus colocara apenas uma única restrição. Adão poderia tudo, exceto uma coisa: “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás: porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis  2: 16-17)

Circunstancias favoráveis.
1) Não conheciam o pecado,
2) Não tinham doenças,
3) Tinham perfeita liberdade (Todas espécies de comida, Pouco trabalho, Nenhum inimigo visível),
4) Tinham vida espiritual, diretamente do Espírito de Deus,
5) Tinham domínio sobre toda a criação,
6) Havia um fiel companheiro para cada um.
A prova era que não deviam comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2.16-17).

Satanás tem um único propósito: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. (João 10:10). O propósito da serpente era roubar a benção da mulher que vivia na presença do Pai, seduzir para condena-la a morte e, assim, destruir a sua fé, destruindo a Obra do Senhor na sua vida.
O Senhor Jesus nos oferece outra perspectiva: Que tenhamos vida eterna em abundância. 
Acreditem, os métodos do inimigo não mudaram nada desde então até os nossos dias.
“Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”
Esse é o modo típico como satanás agiu e continua agindo em nossos dias, para destruir nossas vidas. Modificando, distorcendo as palavras e os fatos, ludibriando os incautos. Mentindo descaradamente, por isso é conhecido como o pai da mentira. Vejam, não foi isso que o Senhor havia falado, mas no seu projeto diabólico para destruir o homem, manipula as palavras. Na atualidade é comum usar seus partidários, na forma dos “falsos amigos”, insistindo com você para leva-lo a pecar.

A QUEDA E A MORTE DO HOMEM
A mulher caiu sob a tentação, levando seu marido, Adão a uma condição lamentável. Assim, Adão que foi constituído como chefe da criação, se sujeitou a Satanás, passando sua lealdade de Deus ao Diabo. Naquele momento, ele, Adão entregou o mundo nas mãos do maligno. Desde então o diabo se constituiu como, príncipe deste mundo (João 14.30); deus deste século (II Coríntios 4.4).
Os resultados da caída já eram conhecidos pelo homem. A “morte” foi o pior castigo que veio em consequência da desobediência do homem.
O castigo pode ser dividido em três diferentes manifestações:

1.         MORTE FÍSICA
2.         MORTE ESPIRITUAL
3.         MORTE ETERNA

Deus tinha dito que, no dia em que comessem do fruto proibido, morreriam. Alguns se confundem com esta promessa de julgamento. Embora o processo de morte física começasse naquele dia fatídico, eles não morreram fisicamente. Vamos relembrar que a morte espiritual é a separação de Deus.

Em I João 2.16, temos a lição que toda tentação do mundo consiste em três pontos:
1) Os desejos da carne: O que satisfaz os apetites ou desejos carnais;
2) Os desejos dos olhos: O que satisfaz à vista;
3) A vanglória da vida: O que satisfaz o orgulho próprio.

Na tentação da mulher, o tentador empregou todas as formas de tentação. Vejamos:

Os desejos da carne.
“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer…”
Corrompida pela serpente a mulher começou a ver a árvore de outra forma. A primeira coisa que saltou aos seus olhos foi que ela era boa para se comer. Expressando o desejo da carne que estava amortecida em sua vida. Até então, Adão e Eva viviam em plena liberdade física e espiritual.

Vendo a Mulher: Sobre o olhar da mulher, Calvino diz: Este olhar impuro de Eva, contaminados com o veneno da concupiscência, tanto era o mensageiro e o testemunho de um coração impuro. Ela podia anteriormente olhar a árvore com tal sinceridade, e nenhum desejo de comer afetou sua mente, pois a fé que tinha na palavra de Deus foi o melhor guardião do seu coração, e de todos os seus sentidos. Mas agora, depois que o coração tinha diminuído a fé e a obediência à palavra, ela corrompeu a si mesmo e todos os seus sentidos.

O maior obstáculo para a nossa vida espiritual é o desejo carnal que existe em nós.

Os desejos dos olhos.
“…agradável aos olhos…”. Dos órgãos dos sentidos no corpo humano – visão, audição, paladar, tato e olfato, os olhos são os mais importantes, porque potencializam todos os outros. Com a visão de um prato bem ornamentado e bonito, o órgão da degustação é ativado e aguçado, enchemos a boca de saliva, nos preparando para saborear uma comida de bom paladar.

“deleite para os olhos.” Este é paralelo com “a concupiscência dos olhos”: o desejo de ter algo além da vontade de Deus (isto é, possuir o belo fruto). “Parece bom.” O poder da visão tem uma incrível capacidade de estimular o desejo de pecado.
Os olhos são importantes para as nossas vidas, mas, tornam-se um grande perigo para nossa vida espiritual. Eles podem liberar o dragão carnal. Eles influenciam e liberam a nossa imaginação.

A vanglória da vida
…e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido e ele comeu.

A busca pelo entendimento, pelo conhecimento do bem e do mal, era o objetivo da mulher estimulada pela serpente. Influenciada pelo inimigo, desabrochou a sua soberba desmesurada, “como Deus sereis”.  Achava que poderia ser como Deus, conhecendo todos os Seus segredos. Todos os Seus mistérios. Alcançando a plenitude da sabedoria imensurável do Senhor.

Este terceiro é o intelectual: “desejável para dar entendimento”. Este é paralelo com “a soberba da vida”: o desejo de ser algo além da vontade de Deus (isto é, tão sábio quanto Deus). “Isso vai me fazer melhor.” “Eu preciso de algo que eu não tenho que ser feliz”.

Relativização da queda
Se a queda do homem ocorresse em nossos dias, mal se poderiam imaginar as consequências. Acho que a União Internacional dos Direitos Civis imediatamente abriria um processo - contra Deus, e em defesa de Eva e seu marido, Adão (a ordem dos dois não é acidental). O processo alegado ato pecaminoso foi consumado na privacidade do jardim, e com o consentimento de dois adultos.”  Mas, acima de tudo, seria dito que o castigo foi totalmente desproporcional ao crime (se é que de fato houve algum). Deus poderia realmente estar falando sério na denúncia feita neste relato? Por causa de uma simples mordida em algum “fruto proibido” o homem e a mulher são despejados e sofrerão as consequências por toda a vida? E mais que isso, por causa desse único ato, o mundo inteiro e toda a raça humana continuarão a sofrer seus males, até nós?
Aqueles que não levam a Bíblia a sério, ou literalmente, têm um pouco de dificuldade neste ponto. Simplesmente anulam o terceiro capítulo de Gênesis, como se fosse uma lenda. Para eles é simplesmente uma história simbólica que se esforça para explicar as coisas como elas são. Os detalhes da queda não apresentam nenhum problema pois não são fatos, mas ficção.
A estrutura dos primeiros capítulos de Gênesis requer esta descrição da queda do homem.
Em Gênesis capítulos um e dois lemos sobre a criação perfeita que recebeu a aprovação de Deus como sendo “boa” (cf. 1:10/12/18/21). No capítulo quatro encontramos ciúme e assassinato. Nos capítulos seguintes a raça humana vai de mal a pior. O que aconteceu? Gênesis três responde esta questão.
Assim, este capítulo é essencial porque explica o mundo e a sociedade como os vemos hoje. Ele nos informa sobre as estratégias de Satanás para tentar aos homens. Ele nos desafia a considerar se continuamos ou não a “cair” como o fizeram Adão e sua esposa.

A Lei de Deus no Éden
Uma das informações mais importantes que encontramos no início de Gênesis é o conceito legal que a Palavra de Deus tem. Por ser Ele Criador de todas as coisas, é também Juiz de Todos os atos e por isso, a expressão da Sua vontade constituísse como Regra, Padrão, Canon, Lei para a Criatura.

A terminologia hebraica para descrever Lei favorece nossa compreensão de que Lei exige um legislador. Três palavras são principalmente usadas em Hebraico para descrever uma lei/legislação:

Mitsvah: O termo é originado de “tsavah” que significa basicamente ordenar. Observe que Deus ordenou a existência do mundo (Sl.33.9; Is.45.12) e por essa razão todas as criaturas e elementos lhe obedecem as ordens (1Re.17.4; Jó.37.12; Sl.78.23). Esse é o termo usado em 2.16. Assim, o termo “Mistvah” assume clara conotação de ordem, como estipulações específicas da Aliança (Ex.24.12) e por isso violá-los implica em culpa (Lv.4).

Chuq: É normalmente traduzido como estatuto decretos, ordenanças, dever e obrigação. É visto como uma regra ou prescrição imposta por Deus (Ex.18.16), embora homens também possam decretar seus estatutos (Gn..47.26; 2Cr.35.25; Jz.11.39; Ez.20.18; 1Sm.30.25). Em geral implica em deveres e direitos (Sl.2.27).

Torah: O sentido básico do termo é ensinar. Em função da relação com “yarah”, diversas vezes retrata o ensino de Deus para com seus servos (Ex.4.15; Sl.25.8; 27.11; 86.11; 119.33). Tal sentido aproxima ainda mais o conceito de que a Palavra, que deve ser ensinada (Lv.10.11; Dt.33.10), e a Lei que provém de Deus (Is.1.10).

Em todos os casos, Lei pressupõe um Legislador, e as palavras Hebraicas utilizadas para descrever a ação de Deus em ordenar refletem o caráter Legal da Vontade de Deus.
Podemos dizer que o termo Lei não está presente na cena da Criação, mas o conceito de Lei permeia todas as atividades de Deus na Criação e no Seu relacionamento com Adão e Eva. O fato de que Deus, com sua palavra, ordena e tudo vem a existência indica que tipo de poder para ordenar esse Deus tem. Por isso, sua legislação deve se leva à sério.
Em outras palavras, podemos encontrar na cena da Criação evidências da manifestação da vontade restritiva e permissiva de Deus e que a omissão ou violação dessa vontade implica em violação do Caráter do Criador, e, por conseguinte, em pecado.

O TENTADOR E O PECADO DO HOMEM
De repente, abruptamente e sem nenhuma introdução, aparece no verso um a serpente. Estamos preparados para encontrar Adão, Eva e o jardim, pois já os vimos antes. Diz-se que a serpente é uma das criaturas de Deus, então, devemos pensar nessa criatura literalmente. Apesar de ter sido uma cobra real, a revelação posterior nos informa que o animal estava sendo usado por Satanás, que é descrito como dragão e serpente (cf. II Coríntios 11:3 e Apocalipse 12:9, 20:2).
Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.

O inimigo atingiu seu primeiro alvo. Confundiu a mulher, levando a modificar a palavra do Senhor, porque Deus não disse “nem tocareis nele”. Na confusão, inadvertidamente, acrescentou algo que o Senhor não havia dito, modificou a Palavra de Deus, abrindo uma brecha para que a serpente aprofundasse a sua investida. Mas, qual foi essa brecha? Ela não guardou a Palavra do Senhor em seu coração. Esqueceu o que o Senhor havia falado, por isso, a modificou. Jesus nos disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mateus 22:29) O Salmista relata: “Guardei a Tua Palavra no meu coração, para não pecar contra Ti” (Salmo 119:11).

Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus sereis, conhecedores do bem e do mal.
A primeira coisa que a serpente fez foi contradizer o Senhor. Desautoriza-lo. Negar Sua autoridade e poder. Nada acontecerá!  Essa bobagem de pecado, isso não existe! Céu e inferno, isso é coisa da religião. O céu e o inferno estão aqui mesmo na terra. Tudo isso não passa de idiotice de religiosos fanáticos. Deus não vai punir ninguém. Ele não pode. Isso é só para amedrontar os fracos de mente. Não tenha medo, você é livre para fazer o que quiser da sua vida.
Repare especialmente na abordagem de Satanás. Ele não se aproxima como um ateu, ou como alguém que desafiaria logo de cara a fé que Eva tinha em Deus.
Você percebeu que Satanás sequer mencionou a árvore da vida ou a árvore do conhecimento do bem e do mal? Que ataque sutil! Sua pergunta trouxe a árvore proibida ao centro do pensamento de Eva, mas sem mencioná-la. Ela o fez. Com sua pergunta Satanás não somente envolveu Eva no diálogo, mas também levou seus olhos à generosa provisão de Deus e fez com que ela pensasse somente na Sua proibição. Satanás não deseja que consideremos a graça de Deus, mas que meditemos rancorosamente nas Suas proibições.

O LIVRE ARBÍTRIO
Desde aquele dia, muitas pessoas têm citado a história do pecado do primeiro casal como prova de alguma injustiça por parte de Deus. Acham injusto Deus criar o homem e permitir uma tentação, sabendo que as consequências seriam tão graves. Ironicamente, as mesmas pessoas que assim julgam Deus desejam exercer exatamente o mesmo privilégio que levou à queda no Éden: a capacidade de escolher e tomar suas próprias decisões.
Deus poderia ter criado os homens como uma raça de robôs, mas não o fez. Ele nos criou à sua imagem e semelhança, como seres inteligentes e capazes de amar. Se tivesse feito pessoas incapazes de escolher, não teriam condições de amar. Mas uma vez que Deus deu aos seres humanos o direito de escolher, ele admitiu a possibilidade de decidirem não amar. Por isso, por querer criaturas que amariam a ele voluntariamente ou não; Deus deixou que decidissem. Poderiam amar, fazendo a vontade dele, ou odiar, sendo rebeldes e desobedientes.

CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO
O castigo da Mulher.
A mulher ainda teria um papel fundamental no plano de Deus, mas esse papel se tornou muito mais difícil. Especificamente, sofreria para ter filhos, sentindo dores de parto, e teria que superar grandes dificuldades para aceitar sua posição de submissão ao homem (Gênesis 3:16). Devemos observar que a submissão não foi consequência do pecado, e sim a dificuldade em aceitar esta posição. A submissão da mulher ao homem já foi determinada por Deus na criação do primeiro casal (1 Timóteo 2:11-13).

O castigo do Homem (versos 17 a 20)
Da mesma forma que o castigo de Eva se relaciona ao centro de sua vida, assim também é o caso com Adão. Ele tinha sido colocado no jardim, mas agora terá que obter seu sustento do solo “pelo suor de sua fronte” (versos 17 a 19).

Você notará que, embora a serpente tenha sido amaldiçoada, aqui somente a terra é amaldiçoada e não Adão e Eva. Deus amaldiçoou Satanás porque Ele não pretendia reabilitá-lo ou redimi-lo. Mas o propósito de Deus em salvar o homem já tinha sido revelado (verso 15).

Adão não somente terá que lavrar o solo para obter seu sustento, mas ele finalmente retornará ao pó. A morte espiritual já aconteceu (cf. versos 7 e 8). A morte física começou. Distante da vida que Deus dá, o homem simplesmente (embora lentamente) retorna ao seu estado original - pó (cf. 2:7).

A Serpente Sentenciada (versos 14-15)
A serpente é a primeira a quem Deus se dirige e estabelece o castigo. A criatura, como um  instrumento de Satanás, é amaldiçoada e sujeita a uma existência de humilhação, rastejando-se no pó (verso 14).

A última consequência do pecado é a culpa hereditária. O pecado original significa que o pecado não é meramente uma ação, mas também uma condição transmitida de nossos primeiros pais para cada um de nós. O pecado é um habitus, algo que “habita” a nossa natureza humana. Este estado, condição ou hábito de pecar continua através da procriação, de geração a geração. O pecado original é transmitido diretamente através do processo natural de geração humana.

A separação que Adão e Eva causaram é aquela que Deus procura preencher. Deus procurou  pelo homem no jardim. Enquanto as perguntas de Satanás foram planejadas para causar a queda do homem, as perguntas de Deus buscam sua reconciliação e restauração.

A condenação para quem pecar continua a mesma porque Deus é justo e a sua Palavra dura para sempre, mas pelo sacrifico do Seu Filho Unigênito para salvar o pecador, descortinou uma  esperança de vida nova para nós. Vida em abundância.
Pelo sacrifício de Jesus, poderemos alcançar a vida eterna, viver na presença do Pai como o primeiro homem viveu no jardim do Éden. Poderemos ver a Deus face a face, outra vez. Um alto preço foi pago para que essa esperança fosse criada.

Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
Blog: www.adayltonalm.spaceblog.com.br 
Fonte: SpaceBlog 

O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina, é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Escritor, Professor Universitário, Psicanalista e Pós Graduado em Ciências Políticas e em Psicanálise, Doutor em Psicologia e em Humanidade, Diretor da Faculdade Teológica Manancial e Professor do Seminário Teológico Kerigma).

BIBLIOGRAFIA
  • Adaylton de Almeida Conceição – Dispensaciones –Ed Manantial – Argentina.
  • CALVINO, João, Commentary on Genesis.
  • CLARKE, Adam, Adam Clarke`s Commentary on the Bible.
  • GAEBELEIN, Arno Clement, Annotated Bible.(http://bartimaeus.us/a_c_gaebelein.html).
  • H. C. Leupold, Exposition of Genesis (Grand Rapids: Baker Book House, 1942), I, p. 170.
  • JAMIERSON, Robert, FAUSSET, A. R., BROWN, David, A Commentary on the Old and New Testaments.
  • Pedro Motta - A queda do homem e a salvação de Deus
  • R. C. Sproul - Agostinho e as Consequências da Queda
Aqui eu Aprendi!
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