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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A Gloriosa Graça de Deus

"Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras." Tito 2:11-14


Há aproximadamente cem anos, Julia H. Johnson compôs a letra de um hino intitulado Grace Greater Than Our Sin [“Graça Maior que o Nosso Pecado”; conhecido em português pelo título: Graça de Deus, Infinito Amor]. A quarta estrofe desse hino sintetiza com muita propriedade o conceito da graça de Deus:
Maravilhosa, 
incomparável graça,
concedida livremente a todo
o que nEle crer;
tu que anelas ver Sua face,
queres neste instante
Sua graça receber?
 
Nós que recebemos a graça de Deus por intermédio de Jesus Cristo, de fato, constatamos quão maravilhosa e incomparável é essa graça. Entretanto, qual é o significado da expressão Graça de Deus?


A Definição da Graça de Deus
A definição encontrada em um dicionário para o termo graça é a seguinte: “O favor imerecido que Deus concede ao homem”. Embora tal definição seja verdadeira, é incompleta. Graça é um atributo de Deus, um componente do caráter divino, demonstrada por Ele através da bondade para com o ser humano pecador que não merece o Seu favor.

Um Deus santo não tem nenhuma obrigação de conceder graça a pecadores, mas Ele assim o faz segundo o bem querer da Sua vontade. Ele demonstra graça ao estender Seu favor, Sua misericórdia e Seu amor para suprir a necessidade do ser humano. Visto que o caráter de Deus é composto de graça, movido por bondade Ele espontaneamente se dispõe a conceder Sua graça à humanidade pecadora em nosso tempo de aflição. A graça de Deus pode ser definida como “aquela qualidade intrínseca do ser ou essência de Deus, pela qual Ele, em Sua disposição e atitudes, é espontaneamente favorável” a outorgar favor imerecido, amor e misericórdia àqueles que Ele escolhe dentre a humanidade desmerecedora.1


A Declaração da Graça de Deus
Ao longo de toda a Bíblia, a graça de Deus se manifestou em três estágios. No primeiro, Deus revelou Sua bondade e graça ao demonstrar misericórdia, favor e amor para com todos os homens em geral, mas para com Israel em particular. No segundo estágio, Deus expressou ou apresentou Sua graça, de forma mais clara, através de Jesus Cristo, o qual veio ao mundo para pagar pelos pecados do homem mediante Sua morte sacrificial na cruz. No terceiro, a graça de Deus proporciona salvação e santificação a todos os que, pela fé, confiam em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas.

Na Septuaginta, uma antiga tradução das Escrituras do Antigo Testamento para a língua grega, o termo grego traduzido por “graça” é charis que significa “graça ou favor imerecido”. As Escrituras Hebraicas não possuem nenhum termo hebraico equivalente. Os termos originais hebraicos traduzidos na Septuaginta por charis são chanan ou chen, que se traduzem por “graça”, “favor” ou “misericórdia”.

Essas duas palavras hebraicas são usadas no Antigo Testamento para retratar o mesmo significado de charis:
(1) mostrar misericórdia para com o pobre (Pv 14.31);
(2) proporcionar misericórdia àqueles que invocam a Deus em tempo de angústia (Sl 4.1; 6.2; 31.9);
(3) demonstrar favor a Israel no Egito (Êx 3.21; 11.3; 12.36); e
(4) conceder (Deus) Sua graça a determinadas pessoas, tais como Noé (Gn 6.8), José (Gn 39.21), Moisés (Êx 33.12,17), e Gideão (Jz 6.17).

Além disso, a graça de Deus será derramada sobre a nação de Israel no tempo da sua salvação (Zc 12.10).

Outros termos hebraicos, tais como, racham ou rachamim (i.e.,“misericórdia”) echesed (“amor leal” ou “bondade”) muitas vezes ocorrem juntos no texto hebraico para expressar o conceito da graça de Deus (Êx 34.6; Ne 9.17; Sl 86.15; 145.8; Jl 2.13; Jn 4.2). Graça, amor e misericórdia estão explicitados na aliança de Deus com o rei Davi, a qual se estendeu a seu filho Salomão mesmo depois que este veio a pecar no decurso de sua vida (2 Sm 7.1-17).

Deus não outorgou Seu amor e graça a Israel por qualquer mérito dessa nação. Deus escolheu Israel para que fosse o povo de Sua propriedade exclusiva através de um ato de pura graça (Dt 7.6-9).

A graça e a misericórdia também foram manifestadas a nações inteiras. O Senhor, por Sua graça, libertou o povo de Israel da escravidão no Egito, supriu as necessidades da nação durante sua peregrinação no deserto e lhes concedeu a terra de Canaã. O amor do profeta Oséias por sua esposa Gômer, uma prostituta, ilustrava a graça e misericórdia de Deus para com Israel. Embora Gômer fosse uma esposa infiel, Oséias demonstrou-lhe graça, misericórdia e amor, ao resgatá-la do mercado de escravos pelo pagamento de um preço. Ela tipificava a nação de Israel redimida da escravidão do pecado.

Pela graça de Deus a ímpia cidade de Nínive foi poupada da destruição ao arrepender-se de seu pecado com a pregação de Jonas.

No Novo Testamento, o conceito de graça encontra uma expressão mais precisa, rica e completa no termo grego charis, o qual ocorre, no mínimo, por 170 vezes. A graça de Deus assume uma dimensão pessoal totalmente nova e se torna evidente ao ser humano nas palavras e obras do ministério redentor de Jesus Cristo. Que prova maior da graça de Deus poderia ser dada do que essa da salvação?

Foi o próprio Deus que, em Sua bondade e graça, tomou a iniciativa de providenciar a salvação para o homem após a queda de Adão no pecado. A graça de Deus se revela à humanidade de duas maneiras fundamentais:

A Graça Comum - A graça comum se refere ao imerecido favor, amor e cuidado providencial de Deus, estendidos a toda a raça humana em corrupção, pelos quais Deus derrama Suas bênçãos sobre todos em geral, tanto sobre os salvos quanto sobre os descrentes (Sl 145.8-9). Deus refreia Sua ira contra a humanidade pecadora, concedendo a uma nação ou a uma pessoa o tempo necessário para que se arrependa – o que vem a ser uma extensão da graça comum do Senhor.

A graça comum também pode ser constatada na obra do Espírito Santo, quando este move o coração de uma pessoa ao persuadi-la(lo) e convencê-la(lo) da necessidade de buscar a salvação por intermédio de Jesus Cristo (Jo 16.8-11).

A Graça Especial - A segunda maneira de Deus revelar Seu favor é através da graça especial,comumente denominada de graça eficaz, efetiva ou graça salvadora. A graça de Deus é eficaz na medida em que produz salvação na vida dos indivíduos eleitos que depositam sua fé na morte de Cristo e no sangue que Ele derramou na cruz para remissão de seus pecados. A graça eficaz é conhecida por experiência no momento em que Deus, pela instrumentalidade do Espírito Santo, opera de forma irresistível na mente e no coração de uma pessoa, de modo que o indivíduo escolha livremente crer em Jesus Cristo como seu Salvador.

Os crentes em Cristo são chamados, não segundo suas obras de esforço próprio, mas conforme a “determinação e graça” de Deus (2 Tm 1.9).

"Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;"

O apóstolo Paulo é um exemplo clássico da chamada eficaz de Deus. Ele foi chamado, não por sua vontade, mas “pela vontade de Deus” (1 Co 1.1). Na realidade, ele tentava destruir a Igreja até o momento em que se converteu a Cristo, conversão essa que ocorreu pela graça de Deus (At 9).


A Demonstração da Graça de Deus
A graça de Deus se evidencia de diversas maneiras na vida de um crente em Cristo.

Graça Salvadora
A palavra salvação é um termo abrangente. Refere-se ao ato redentor de Deus pelo qual Ele, no presente momento, redime o indivíduo da penalidade e do poder do pecado, e, no futuro, libertará o crente em Cristo da presença do pecado na ocasião da glorificação dos salvos. A salvação é um dom gratuito de Deus, concedido a uma pessoa em virtude da graça, por meio da fé, independente de qualquer obra ou mérito da parte da pessoa que o recebe. No momento da salvação, a graça imerecida e a fé do crente são dons que procedem diretamente do Senhor àqueles que põem sua fé em Cristo (Ef 2.8-9).

A graça da salvação, oferecida na atual dispensação, inclui cada aspecto da obra redentora de Deus em favor dos crentes em Jesus e abrange a redenção, a propiciação, a justificação, o perdão, a santificação, a reconciliação e a glorificação para aquele que, pela fé, recebe a Cristo.


Graça Santificadora
Naquele momento em que a pessoa, pela fé, recebe a Cristo, ele (ou ela) é santificado pela graça de Deus. A palavra santificação significa “tornar santo” ou “separar para Deus” com propósito ou uso sagrado. A Bíblia menciona pessoas, lugares, dias e objetos inanimados consagrados (i.e., separados) a Deus. No que se refere a um indivíduo, a santificação pode ser definida como a obra da livre graça de Deus através do Espírito Santo, na qual Ele separa o crente para ser amoldado ou conforme à imagem de Cristo.

As Escrituras se referem a três estágios de santificação pela graça de Deus.
O primeiro deles é o da santificação posicional que diz respeito à posição santa do crente perante Deus, fundamentada na redenção que Cristo efetuou a seu favor.
O segundo estágio é o da santificação progressiva, na qual o crente em Cristo se encontra no processo de ser santificado através da Palavra de Deus (Jo 17.17). Os crentes são exortados a crescer “na graça” (2 Pe 3.18); na busca desse crescimento, tornam-se recipientes do favor imerecido que procede do Senhor. O crescimento na graça não é obtido por meios naturais, mas se dá através do estudo da Palavra de Deus (2 Pe 1.2-3,5-6,8). À medida que um crente em Jesus cresce na graça, o fruto do Espírito se torna manifesto através da vida dele ou dela (Gl 5.22-23), levando a pessoa a uma conformidade com a imagem e semelhança de Cristo (Rm 8.29).
O terceiro estágio é o da santificação completa ou perfeita, que os crentes conhecerão por experiência quando receberem seus corpos glorificados e se completar a sua redenção (Rm 8.30; Ef 5.27). Esse acontecimento se concretizará na ocasião do Arrebatamento da Igreja (1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.16-17).


Graça Servidora
A palavra dom (do termo grego charisma: “dádiva ou dom da graça”) se refere a um favor que alguém recebe gratuitamente, sem merecê-lo. Deus, por intermédio do Espírito Santo, providenciou dons espirituais sobrenaturais com o objetivo de equipar e capacitar cada crente em Cristo para o seu ministério [i.e., serviço] na igreja local. Não existe apenas um dom, mas, sim, uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes (Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-11; Ef 4.7,11-12; 1 Pe 4.11).

Os crentes dispõem de “diferentes dons segundo a graça que [por Deus] nos foi dada” (Rm 12.6). Alguns crentes possuem uma abundância de dons, enquanto outros possuem apenas um ou dois. Esses dons, ou graças, não são dons, talentos ou habilidades naturais; pelo contrário, são dons proporcionados por Deus, os quais, através do crente, efetuam a edificação do Corpo de Cristo, rendendo, assim, a glória que pertence a Deus.

No uso de seu dom, um crente deve se dirigir às outras pessoas com uma atitude de graça. O apóstolo Paulo declarou: “A vossa conversa seja sempre com graça” (Cl 4.6; conforme a Tradução Brasileira). No que dizia respeito ao serviço para o Senhor, Paulo estava equipado, não com sua própria força e poder, mas com a graça de Deus que lhe fora outorgada. Ele disse: “...trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Co. 15.10).


Graça Sofredora
O sofrimento faz parte da condição humana, em virtude do pecado, do envelhecimento do corpo, da desobediência ao Senhor, ou da punição de Deus. Paulo tinha um “espinho na carne” (i.e., uma debilidade física) que ele, por três vezes, suplicara a Deus para que fosse removido. Cada uma de suas súplicas recebeu esta mesma resposta: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9). Em outras palavras, a graça de Deus era suficiente para fortalecer Paulo em sua dificuldade física, de modo que ele a pudesse suportar. O mesmo acontece com os crentes nos dias atuais. Deus proporciona a graça suficiente para nos fortalecer em meio a qualquer provação, tentação ou período de sofrimento.

Paulo resumiu isso com muita propriedade, quando escreveu: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11). Isso diz tudo. Junto com a compositora daquele hino, cantamos: “Maravilhosa, infinita, incomparável...” é a surpreendente graça de Deus.


Texto: David M. Levy 
Notas:1. J. Dwight Pentecost, Things Which Become Sound Doctrine, Westwood, NJ: Fleming H. Revell, 1965, p.19.
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite janeiro de 2008 - via Chamada.com.br 

*Graça
"O conceito de graça é multiforme e sujeito a desdobramentos nas Escrituras. No AT, "hen", 'favor', é o favor imerecido de um superior a um subalterno. No caso de Deus e do homem, hen é demonstrado por meio de bênçãos temporais, embora também o seja por meio de bênçãos espirituais e livramentos, tanto no sentido físico quanto no espiritual (Jr 31.2; Êx 33.19). Hesed, 'benevolência', é a firme benevolência expressada entre as pessoas que estão relacionadas, e particularmente em alianças nas quais Deus entrou com seu povo e nas quais sua hesed foi firmemente garantida (2Sm 7.15; Êx 20.6). (Dicionário Bíblico Wycliffe)


Leia mais: 

Deixo para enlevo espiritual um louvor que gosto muito; (De valor em valor) hino 186 Harpa Cristã:  (louvemos!)

Pela fé que uma vez me foi dada,
Pra seguir o Cordeiro de Deus,
Pela graça de Deus enviada,
Andarei, com valor, para os céus.

Quero andar de valor em valor
E seguir a Jesus, meu Senhor;
Té que um dia receba no céu
A coroa, que me dará Deus.

De Deus, quero vestir a armadura,
Pra lutar com coragem e valor.
Pois aqui a peleja é dura,
Contra as hostes do vil tentador.

Em Jesus eu farei mil proezas
No combate da fé e do amor;
NEle tenho vigor e destreza,
P'ra lutar e pra ser vencedor!

Eu direi, ao findar esta liça:
Combati o combate de amor
E coroa terei de justiça.
Que no céu me dará o Senhor.
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

David Wilkerson - Biografia


DAVID RAY WILKERSON 
19 Maio de 1931 - 27 Abril de 2011
"...um legado de Fé!"

O Reverendo David Wilkerson nasceu em Hammond, Indiana, em 19 de maio de 1931, o segundo filho de kenneth e Ann Wilkerson. Com a idade de oito anos sentiu o chamado de Deus para entregar sua vida à Cristo e se tornar um pastor do evangelho. Em 1952 casou-se com Gwen Carosso, que o conheceu quando tinha apenas 13 anos. David é talvez mais conhecido por seus primeiros dias de ministério para jovens tóxico-dependentes e membros de gangues, em Manhattan, Bronx e Brooklyn, na cidade de Nova York.


Como tudo começou
A aventura toda teve seu início numa noite: “sentei-me para o meu estudo bíblico como de costume quando vi a revista Life. Eu simplesmente virei uma página e, à primeira vista, parecia que não havia nada que me interessasse. A página mostrava um desenho de um julgamento que ocorria em Nova Iorque, a 350 quilômetros de distância da minha casa no interior  do estado da Pensilvânia, E.U.A. Eu nunca tinha ido a Nova York, nem nunca quis ir, exceto talvez para ver a Estátua da Liberdade. Eu comecei a virar as páginas da revista até que algo chamou minha atenção. Foi uma figura de um desenho dos olhos de um menino. Ele foi um dos sete meninos levados a julgamento por assassinato. Eu segurei a revista mais perto para obter uma melhor visão. O artista tinha capturado um olhar de espanto, ódio e desespero nas características do jovem. De repente, comecei a chorar”.

David se perguntou espantado,“O que está acontecendo comigo?” As lágrimas não paravam de rolar. Então olhei para a foto com mais cuidado. Os meninos eram todos adolescentes. Eles eram membros de uma gangue chamada de Dragões. Abaixo do desenho tinha a história de como em Highbridge Park, Nova York, eles brutalmente atacaram um jovem de quinze anos, chamado Michael Farmer e o mataram. A história me revoltou. Ela literalmente virou meu estômago. Em nossa cidade ao pé de uma pequena montanha, essas coisas pareciam inacreditáveis. Essa tragédia toucou bem fundo no meu coração e um sentimento me impulsionou a ir para Nova York e ajudar os rapazes. O pensamento me assustou. “Eu seria um idiota para fazer isso”, pensei. “Não sei nada sobre adolescentes como esse. E eu não quero saber de nada disso…” Não adiantava… A idéia não ia embora. Eu estava à ponto de ir para Nova York, enquanto o julgamento ainda estava em andamento. “Esta viagem mudou minha vida para sempre”.

O Desafio Jovem
O fardo no coração de David para com os perdidos da cidade aumentou e em 1958 deu à luz ao “Teen Challenge” (Desafio Jovem), um ministério para alcançar as pessoas com hábitos destrutivos, com sede em um pequeno escritório em Staten Island, Nova York. O Desafio Jovem foi lançado com o Pastor Wilkerson realizando pregações de rua, e através dessas reuniões muitos líderes de gangues como a gangue dos “Maus Maus”, e seus membros, foram convertidos. Através deste ministério muitos homens, mulheres e jovens endurecidos vieram a Cristo, permitindo que o Espírito de Deus transformasse suas vidas. Em 1960, a sede do Desafio Jovem mudou-se para uma casa grande na Clinton Avenue, no bairro do Brooklyn. A residência oferece proteção para os tóxico-dependentes e os membros de gangues, assim como camas e abrigo para jovens problemáticos e sem-teto. Em 1958, muitas pessoas pensavam que David Wilkerson estava louco para tentar levar o evangelho para adolescentes viciados em drogas de Nova York.


A Cruz e o Punhal
A história de David Wilkerson nos primeiros cinco anos na cidade de Nova York é contada em “A Cruz e o Punhal”, um livro que se tornou best-seller, um fenômeno com mais de 15 milhões de cópias vendidas, publicado em mais de 30 idiomas.

Sinopse - Conheça a história de David Wilkerson, jovem pastor de uma cidade pequena, que começou uma campanha solitária e aparentemente condenada ao fracasso. Foi para o submundo de Nova Iorque para pregar o evangelho libertador às quadrilhas de jovens viciados em drogas, maus e violentos daquela cidade. A princípio zombavam e ameaçavam. Mas, um dia, aconteceu o milagre desejado... líderes se ajoelhavam na rua para orar, enquanto seus amigos observavam quase não acreditando no que estava acontecendo... A Cruz e o Punhal é a história comovente e emocionante do trabalho desse pastor no coração de uma das maiores metrópoles do mundo.


O Filme
Em 1969, o filme “A Cruz e o Punhal” foi lançado, estrelado por artistas de Hollywood, tendo Pat Boone, cantor e ator, como David Wilkerson e Erik Estrada, o patrulheiro da antiga série de televisão “chips”, como Nicky Cruz, o membro da gangue adolescente cuja vida foi profundamente transformada por Cristo. O filme reconta a história inesquecível da terna misericórdia de Deus e amor aos adolescentes de Nova Iorque através do ministério de David Wilkerson. Os ingressos foram vendidos para a estréia do filme, atraindo multidões de todas as origens e estilos de vida. O filme foi rejeitado pela crítica secular como desinteressante. No entanto, ele foi visto por cerca de 50 milhões de pessoas em mais de 30 línguas em 150 países, de acordo com a “World Crusade Film”. Os dados também dizem que é um dos filmes mais vistos do mundo.
World Challenge

Em 1971, o ministério de David Wilkerson, sempre em expansão, mudou sua sede para o estado do Texas, onde fundou o “World Challenge Inc” (Desafio Mundial). A missão do ministério tem sido a de promover e perpetuar as doutrinas do Cristianismo, através de ensinamentos públicos. Como tal, World Challenge serve como um guarda-chuva corporativo para as cruzadas do reverendo Wilkerson, conferências de ministros, edição de livros, a produção de filmes, escolas de formação, evangelismo de rua, encontros de arrependimento, distribuição de literatura, programas de alimentação, esforços para plantação de igrejas e inúmeros outros serviços ministeriais.


Times Square Church
Em 1986, voltei para Nova York para uma pregação de rua. Enquanto descia a rua 42 de madrugada, fiquei chocado quando vi crianças de 9, 10 e 11 anos de idade viciadas em crack.  Vi o crack sendo vendido por traficantes a poucos metros de distancia um do outro. Len Bias, o famoso jogador de basquete da faculdade, tinha acabado de morrer de uma overdose de crack. Eu ouvi um traficante gritando: “Eu tenho a “coisa” que matou Len.”
Comecei a chorar quando testemunhei tudo isso. Eu orei: “Hó Deus, O Senhor  tem que levantar um testemunho neste lugar infernal. Parece que o diabo criou Nova Iorque como o seu reino. Esta é a sede da Babilônia”.

A resposta do Senhor não era o que eu queria ouvir:
“Você conhece a cidade, David. Você já esteve aqui. Você pode fazê-lo.” Fiquei chocado. Eu estava pronto para me aposentar. Não era que eu estivesse cansado, é que passei trinta anos na rua e em centros de reabilitação de drogas em todo o mundo. Agora eu estava planejando me mudar para o estado do Colorado e passar os meus últimos anos escrevendo livros. Meu único desejo além deste era ir à Rússia e Europa Oriental para pregar, mas eu não conseguia colocar  as palavras do Senhor para fora da minha mente”.
Por duas noites eu tinha caminhado pelas ruas de Nova York, chorando e orando para que Deus trouxesse alguém. Eu pensei: “Senhor, se eu deveria fazer isso, como eu posso dizer isso a minha esposa? Temos uma bela casa no Texas com um lago. Mudamos nossa sede para lá. Como posso arrancar Gwen agora, e dizer a ela que estamos voltando para  Nova York? ” Naquela noite, quando entrei no nosso quarto de hotel, Gwen estava orando. “Estamos voltando para Nova York, não estamos?” Perguntou ela.

Em 1988, a Câmara Municipal de Teatro e o Teatro Nederlander serviu como casas temporárias para a Igreja de Times Square. No ano seguinte, em 1989, o histórico Mark Hellinger Theater foi comprado. A Igreja de Times Square tinha encontrado a sua casa, no coração de Nova York, na rua 51 em plena Broadway. O Jornal “The New York Daily News”, declarou: ” O famoso tetro na Broadway estará agora aberto apenas para Jesus “.
Desde a sua criação, a Igreja da Times Square ficou na encruzilhada do mundo como uma igreja inter-denominacional protestante. Hoje, mais de 100 nacionalidades estão representadas na congregação com cerca de 8.000 pessoas. A Igreja crê na necessidade de conversão pessoal à fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, como a derradeira força redentora na vida individual e na sociedade em geral. “Vinde a mim”, disse Jesus, “todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Assim, a missão da Igreja é sempre procurar os perdidos, os viciados, e aqueles que procuram a verdadeira realização e dizer-lhes do poder do Cristo ressuscitado para libertá-los!


A Visão
A primeira visão que Deus deu David Wilkerson foi em 1958, dirigindo-lhe para ir a Nova York. A segunda foi uma visão trágica das calamidades que estão para vir sobre a terra. A mensagem foi tão assustadora, apocalíptica e incômoda, que deixou o Sr. Wilkerson de joelhos, paralisado. Deus divinamente guiou-lhe que escrevesse a visão, e um ano mais tarde, em 1974, a visão foi publicada como  sob o título “The Vision”, esgotado atualmente.
O ministério cresceu e hoje inclui 173 programas residenciais e numerosos centros de evangelismo nos Estados Unidos, e 241 centros de Desafios Jovem em 77 países. A taxa de libertação é de 86%, tendo sido reconhecido e comprovado pelo Governo dos E.U.A atraves do (Institute on Drug Abuse). Todos os centros do Desafio Jovem operam de forma autônoma. Os graduados no Desafio Jovem incluem ex-toxico-dependentes, ex-alcoólatras, ex-membros de gangues, ex-prostitutas e outros tipos de ex-dependentes. Hoje, muitos formandos servem como ministros e missionários em todo o mundo.


Falecimento
Por mais de seis décadas, evangelístico Reverendo Wilkerson ministério incluiu pregação, ensino e escrita. Durante todo esse tempo uma característica distintiva do seu trabalho tem sido seus esforços diretos para atingir os mais necessitados entre nós com a ajuda para o corpo e a alma. Ele é autor de mais de 30 livros, incluindo, A Cruz e o Punhal, A Visão, Avivamento na Broadway, com fome para mais de Jesus, você sentiu vontade de desistir ultimamente?, e A Nova Aliança.

27 de abril de 2011, o Reverendo Wilkerson postou em seu blog devocional, "Para aqueles que passam  pelo vale da sombra da morte, ouça esta palavra: choro vai durar por algumas noites escuras e terríveis, e em que a escuridão em breve você vai ouvir o sussurro Pai :'Eu estou com você. Nesse momento eu não posso lhe dizer por que, mas um dia tudo terá sentido. Você vai ver que era tudo parte do meu plano. Não foi por acaso." Naquela tarde, o Reverendo Wilkerson (79 anos) foi morto em um acidente de carro. Sua esposa Gwen sobreviveu ao acidente, mas faleceu 5 de julho de 2012 (81 anos), de câncer. Eles deixaram quatro filhos, seus respectivos cônjuges, 10 netos e dois bisnetos.

Fonte: www.worldchallenge.org, com informações CBN News - CBN News 
via Edificados na Verdade
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A história de Rute - Livro de Rute

...estamos enxertados na videira

"Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim." João 15:4

Rute 1:16: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.”

Rute é a versão aportuguesada do hebraico Ruth, que deriva da palavra Re’ut, que quer dizer “amiga”, sendo que por extensão também pode ser aplicado o significado de “companheira”.

RUTE (a bisavó de Davi) - A bela história de Rute é considerada uma gema literária. É um dos dois livros da Bíblia em que uma mulher é a personagem principal
- Rute, uma moabita, gentia, casou-se com um hebreu;
- Ester, uma judia que casou-se com um rei não-judeu.

BOAZ - um dos personagens da história, era filho de Raabe, a prostituta (Mateus 1:5), dos dias de Josué (Josué 2:1)

Boaz, o parente remidor é um tipo de Cristo e Rute é uma figura dos gentios.

Esta história é uma prévia alusão à chamada dos gentios. A moabita deixada fora por força da Lei, - Deuteronômio 23:3, é admitida pela graça.

Tipicamente Rute representa a Igreja, como noiva gentia de Cristo, o Salvador, o único que a pode resgatar.

AUTOR: Desconhecido, provavelmente escrito por Samuel (em 1090 AEC).

PERÍODO: Abrange um período de uns 10 a 11 anos "nos dias em que os juízes julgavam (justiça)" em Israel (Rute 1:1)

TEMA: Como a vida de uma jovem moabita foi enriquecida.
  • (1) Por meio da constância e de uma sábia eleição, 1:16.
  • (2) Por meio de um trabalho humilde, 2:2-3.
  • (3) Ao aceitar o conselho de uma amiga mais idosa, 3:1-5.
  • (4) Por meio de uma aliança providencial, 4:10-11.
  • (5) Por sua exaltação a uma família real, 4:13-17.

PROPOSITO PRINCIPAL:
Como uma mulher gentia se converteu em um dos antepassados de Cristo.

ANÁLISE HISTÓRICA:
  • (1) Sua permanência em Moabe, 1:1-5.
  • (2) Seu triste regresso a casa, 1:6-22.
  • (3) Rute respiga nos campos do Boaz, cap. 2.
  • (4) Seu casamento com Boaz, 4:13.
  • (5) O nascimento de seu filho, avô de Davi, 4:13-16.
  • (6) A genealogia de Davi, 4:18-22.

A história de Rute começa com estas palavras: “... houve fome na terra” (Rt 1.1). A mesma fome a Igreja sente atualmente pelo verdadeiro pão de Deus, onde Ele não se manifesta. Por causa da fome, o israelita Elimeleque fugiu, com sua mulher Noemi e os dois filhos, de Judá para Moabe. Depois da morte de Elimeleque, os dois filhos casaram-se com mulheres pagãs, Orfa e Rute. Eles permaneceram dez anos naquela terra.

Moabe, porém, era um lugar de idolatria. Representava a congregação do perverso, o lugar do orgulhoso. Na verdade, Moabe quer dizer “idolatria”. O homem que deu nome à região nasceu de uma relação incestuosa entre Ló e uma de suas filhas (Gn19 30-38). Foram os moabitas que levaram Israel a apostatar da fé no deserto de Sitim; em conseqüência, mais de 24 mil israelitas foram abatidos por Deus.(ver Num 25)

Deus proibiu aos israelitas desposar mulheres moabitas, pois “... vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses” (1Rs 11.2). Podemos dizer, como no capítulo anterior: a mesma coisa acontece atualmente no reino espiritual. Apesar da fome da Palavra, o povo de Deus volta-se para o mundo, rendendo-se à sedução da idolatria e misturando-se com o ímpio. A fome na Igreja traz os crentes de volta a Moabe. E, à semelhança de Noemi, descobrem que Moabe é o lugar onde morrem os jovens.

Voltando a Judá, entretanto, não haveria mais fome. Noemi ouvira que Deus estava visitando novamente o seu povo com abundância de pão. Subitamente, lembranças de bênçãos passadas encheram sua alma, e ela começou a suspirar pelo santo lugar onde um dia vivera. Estava cansada de Moabe, de sua idolatria e da morte que por lá rondava. Então, “... se dispôs ela com as suas noras, e voltou da terra de Moabe...” (Rt 1.6).

Rute e Orfa despediram-se dos pais, familiares e amigos. Comunicaram-lhes que iriam embora em busca de alimento; iriam com Noemi para Judá, um lugar onde Deus estava visitando o seu povo!

Podemos ver um paralelo no mundo atual. Alguns crentes vivem em uma Moabe contemporânea - cheia de preguiça, indiferença, prazer mundano e sucesso. Contudo, um remanescente santo tem perseverado. Tem suportado a exaltação de evangelistas na TV, a sórdida sensualidade na casa de Deus, a tolice no púlpito e o escárnio de cristãos desviados. Esses aflitos filhos de Deus oraram, jejuaram, intercederam, e agora o Senhor ouve o seu clamor.

Por que a Igreja de Times Square (pastoreada pelo autor) e outras semelhantes a ela estão cheias de crentes ansiosos? Porque Deus está visitando seu povo nesses lugares! As pessoas têm ouvido que a palavra de Deus está ao seu alcance. Sim, a fome acabou! Deus mandou pão do céu. E se você ainda não experimentou o maná do céu, saia de Moabe e volte para o lugar onde Deus está visitando o seu povo!

Era o que as noras de Noemi planejavam fazer. Veja bem, o nome Noemi significa “graciosa”. Seguir a sogra era uma maneira de se seguir a graça de Deus. Representava uma mudança: viver pelo mundo ou viver pela graça do Senhor. Estavam sendo atraídas pelo Espírito de Deus e pelas novas de seu perdão. De igual modo, milhares estão retornando a casa, à plenitude de Cristo - longe da depressão, concessão, indiferença e do vazio de um evangelho de facilidades e prosperidades.

Triste é saber que muitos dos que desejam voltar para Deus estacionam na metade do caminho. Não se soltam totalmente, não pagam o preço. Vejo isso acontecer com centenas de pessoas em nossas igrejas; começam com muito fervor, dizendo estarem famintas por mais de Jesus. Todavia, mostram-se indecisas na fronteira entre Moabe e Judá, e voltam-se para seus velhos costumes. Do mesmo modo, relatam as Escrituras, quando Orfa e Rute alcançaram a fronteira enfrentaram um dilema: seguiriam Noemi, isto é, a graça de Deus para a plenitude do Senhor? Seus nomes dão uma ideia da resposta: Orfa significa “ obsessão”; e Rute, “amiga, companheira.”

Voltando e Continuando
Um confronto aconteceu na fronteira. Noemi decidiu testar o compromisso das duas jovens mulheres. Para estas, a decisão de continuar exigia mais que emoções e palavras. Noemi não podia garantir-lhes recompensa, prosperidade, facilidade ou sucesso por segui-la. Podia oferecer somente uma visão clara do alto preço ainda por vir. Descreveu sua terra como um lugar de sofrimento e pobreza, que não oferecia nenhum bem terrestre; teriam de viver somente pela fé. O quadro era tão sombrio que Noemi as encorajou a retornar às casas de suas mães para “... que sejais felizes...” (Rt 1.9).

Noemi apresenta, na verdade, o evangelho da graça de Deus: sofrimento, renúncia, a cruz. Orfa e Rute permaneceram firmes, pelo menos exteriormente: “... elas, porém, choraram em voz alta. E lhe disseram: Não, iremos contigo ao teu povo” (Rt 1.9,10).

Pelo significado do nome de Orfa, você já deve ter imaginado que, apesar de suas lágrimas e palavras fortes, que denotavam resolução em continuar a viagem, ela desistiria e retornaria à sua idolatria. Exteriormente, estava abatida e frágil, e queria voltar para Deus. Mas seu coração estava totalmente preso ao seu velho círculo de amigos e à família; não sabia que essa sombra permaneceria em sua alma. Orfa chorou na fronteira porque estava dividida entre dois amores; queria sinceramente continuar, pois amava a preciosa companhia das duas mulheres, mas não conseguia romper os laços com Moabe.

Lágrimas nunca são o bastante. Noemi sabia disso e impôs às jovens um teste final. Ponderou-lhes: “Voltai, minhas filhas; porque iríeis comigo? Tenho eu ainda no ventre filhos, para que vos sejam por maridos? Tornai, filhas minhas, ide-vos embora...” (Rt 1.11,12). Creio que ela conseguiu ver através do coração de Orfa o seu conflito interior. Provavelmente pensou consigo mesma: “Pobre criança! Acha que quer a plenitude do Senhor, mas ainda está encantada com este mundo. Sua situação tornar-se-á pior, porque estará sempre olhando para trás”. E aconselhou-a: “ Siga seu caminho!”.

Orfa então decidiu-se. Possivelmente tinha se perguntado: “E essa a única opção? Rejeição, pobreza e separação de tudo o que já conheci? Não! Eu voltarei a Moabe e servirei a Deus do meu modo. Ainda amarei Noemi e Rute, mas devo continuar minha vida!” A narrativa bíblica continua: “Então de novo choraram em voz alta; Orfa com um beijo se despediu de sua sogra...” (Rt 1.14). Um manuscrito original acrescenta: “... e voltou”.

Talvez você também esteja pensando em despedir-se de seus irmãos e irmãs da igreja. Algo em seu íntimo pode estar lhe induzindo a separar-se de Cristo: o velho círculo de amigos ou a atração de antigos hábitos. Orfa “... voltou ao seu povo e aos seus deuses...” (Rt 1.15). Seu coração pode estar apegado a um ídolo do passado, algo que não consegue deixar.

Todavia, não há meio-termo para os cristãos! A linha foi traçada e só podemos mover-nos nestas duas direções: ou para frente, na direção de Judá; ou para trás, na direção de Moabe. Orfa voltou e, deste ponto em diante, as Escrituras não mais a mencionam. Desapareceu nas trevas da idolatria, não tendo nada mais a ver com a obra de Deus, ou o reino eterno. Agora, a grande preocupação de Deus era com Rute.

Noemi tentou ainda desencorajá-la: “... também tu, volta após a tua cunhada”. Noutras palavras: “Rápido, Rute! Você ainda pode alcançar Orfa. Por que não segue seus próprios desejos?” Rute, porém, apegou-se à Noemi (Rt 1.14). Isso sugere um quadro de uma donzela de joelhos com os braços ao redor da cintura do amo, não o querendo deixar partir.

Rute queria Deus! Desejava experimentar seu perdão, e somente a morte poderia impedi-la: “Disse porém Rute: Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu, e aí serei sepultada; faça-me o Senhor, o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti” (Rt 1.16-18). Noemi, vendo-a tão resoluta, deixou de insistir.

Embora não o soubesse totalmente, Rute estava fazendo a escolha certa, e colocando-se sob as asas protetoras de Jeová. E, o que é mais importante, assim que cruzou a fronteira com Noemi, estava no caminho para ganhar a Cristo. Não havia nenhum sinal a guiar-lhe, mas sabemos aonde a estrada levava: direto ao coração de Jesus.

Rute e Noemi chegaram rapidamente ao lugar da bênção, pois era o início da colheita em Israel. Pobres e necessitadas, não sabiam de onde viria a próxima refeição. Então, a jovem Rute pediu à sogra: “Deixa-me ir ao campo e apanhar espigas...”

Naqueles dias, somente os muito pobres faziam esse trabalho. A lei determinava que os proprietários colhessem os quatro cantos de suas terras, mas não rebuscassem os campos. As sobras eram deixadas aos pobres (Lv 19.9- 10).

Rute parecia ter feito um mau negócio. Sua devoção conduziu-a ao lugar do perdão, mas tinha que se desgastar num trabalho que não oferecia remuneração regular ou segura. Estava em grande pobreza, sem nenhum futuro à vista.

Dê uma boa olhada em Rute; que esse também seja o seu alvo. Basta desprender-se das coisas do mundo, e caminhar ao lado de Deus. Essa era a cruz do apóstolo Paulo até sua morte: “Porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo... sofremos fome, e sede, e nudez... e não temos morada certa. E nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados... quando perseguidos... quando caluniados... temos chegado a ser considerados lixo do mundo...” (1Co 4.9-13).

Contudo, tem a coragem de dizer: “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (1Co 4.16)! Ele disse isso por uma boa razão, a mesma pela qual não podemos sentir pena de alguém como Rute: estava prestes a ganhar a Cristo!

“Ela se foi, chegou ao campo, e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque” (Rt 2.3). O escritor deve ter achado graça, quando escreveu que Rute “casualmente” entrou no campo de Boaz, um parente seu que a ajudaria. Longe de ser acidental, nitidamente havia ali a direção do Espírito Santo. A partir do momento que cruzou a fronteira e confiou toda a sua vida ao chamado de Deus, Rute foi conduzida sobrenaturalmente por Ele. 

Pode ter sido este o enredo: Rute, com uma canção em seu coração, passou por muitos campos, quando um súbito impulso interior a induziu a virar-se para a direita e recolher espigas na extremidade norte de um campo particular. Algumas horas mais tarde, Boaz sentiu-se inspirado a verificar a colheita. Olhou para o campo e viu numerosos jovens cortando moitões e pobres donzelas recolhendo espigas atrás deles. Mas parou de repente, porque seu olhar foi atraído por uma delas. “Quem é essa jovem?”, perguntou. Havia sido pego totalmente de surpresa. Rute esteve recolhendo espigas por apenas meio dia antes de atrair o olhar de seu amo! Aquele grande homem andou em sua direção e ordenou: “... não vás colher a outro campo... porém aqui ficarás com as minhas servas” (Rt 2.8). Prometeu que ninguém a incomodaria e que, se estivesse com sede, poderia beber das vasilhas dos ceifeiros. Mais tarde, recomendou a estes que derrubassem punhados de grãos propositalmente para que ela os encontrasse.

Por que Boaz fez tanto por Rute? Porque estava encantado com ela. A moça moabita roubara-lhe o coração e ele desejava tê-la por perto. E o que o atraiu em primeiro lugar? A própria Rute perguntou-lhe por que estava favorecendo uma estranha.

Boaz declarou saber o que ela fizera por sua sogra, e como deixara sua própria terra para juntar-se a um outro povo: “O Senhor retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio” (Rt 2.12). Boaz sentiu-se atraído por ter ela confiado nas asas protetoras de Deus.

A Menina dos Olhos de Cristo
Você consegue perceber o paralelo? Boaz representa Cristo, nosso Redentor. No momento em que nos distanciamos de todos os tipos de amor, e deixamos os ídolos, amigos e caminhos antigos, os olhos de Cristo pousam sobre nós. É quando ganhamos a Cristo. Perdemos o mundo, suas glórias e prazeres passageiros, mas conquistamos seu eterno amor.

Ao ganharmos seu coração, adquirimos também sua proteção e cuidado. Nunca mais sentiremos fome ou sede em nosso íntimo. Ele nos guiará e nos proverá de maneira miraculosa. Semelhante a Rute, que correu para contar a Noemi as coisas boas que lhe aconteceram, correremos para compartilhar com a família de Deus - milagre após milagre - como o Senhor tem suprido nossas necessidades. Cada um de nós terminará dizendo: “Quem sou eu, para ser tão abençoado?”
Esse é apenas o começo das bênçãos para Rute. Ao final da colheita, Noemi orientou-a sobre um costume da época. Naqueles dias, os servos dormiam aos pés de seus amos de maneira perpendicular, completamente vestidos, a fim de aquecê-los. Se o patrão era um parente próximo, seria seu dever resgatar ou adquirir a herança desse servo para que esta não se perdesse. Demonstraria essa intenção tirando uma coberta, e colocando-a sobre os ombros do servo, como a dizer: “Serei sua proteção”.

Noemi disse a Rute que fosse à eira naquela noite, onde Boaz estaria separando a cevada; e, depois que ele tivesse se deitado, ela deveria descobrir-lhe os pés, deitar-se e fazer o que Boaz lhe dissesse. Então, naquela noite, Rute fez como Noemi a orientara. E quando Boaz acordou e a encontrou lá, ficou visivelmente satisfeito: “Bendita sejas tu do Senhor, minha filha; melhor fizeste a tua última benevolência que a primeira, pois não foste após jovens, quer pobres quer ricos. Agora, pois, minha filha, não tenhas receio; tudo quanto disseste eu te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” (Rt 3.10,11).

Pense no que Boaz estava prometendo: “Farei por você tudo que desejar”. Os desejos de Rute seriam concedidos, porque ela fora fiel. Não desviou seus olhos para a riqueza, sucesso ou fascinação - desejava apenas a Boaz. Em troca, seu parente lhe disse: “Posso confiar em você; seu amor é sincero. Não me deixarás por outros, não importa o quão atraentes eles sejam. Você será minha e eu serei somente seu”.

Diante de dez testemunhas, no portão de Belém, Boaz resgatou a herança de Rute. Satisfez todas as suas exigências, e a tomou por esposa. O poderoso homem casou-se com uma serva humilde.
Essa é, na verdade, a obra da cruz: Jesus nos livrou de todas as pretensões que o diabo tinha sobre nós ou nossa herança.

Estamos completamente livres para sermos desposados por Cristo!

Após o casamento, Rute deu à luz um filho. Seu nome era Obede, e tornou-se o avô de Davi, a semente de Cristo. Esta serva, Rute, fez parte da linhagem de nosso Messias.

Rute ganhou a Cristo porque Ele tornou-se sua própria vida! Do mesmo modo, ganhamos a Cristo - através de escolhas que o agradam e decisões que provam nossa fidelidade - ao nos alimentarmos somente dEle. Se o amarmos sem reservas, ansiando por Ele continuamente, lembraremos  dEle em cada escolha que fizermos. E perguntaremos: “Isso irá agradá-lo? Fará Ele dizer aos anjos: ‘Veja, seu amor por mim o levou a deixar tudo para trás’?”

Se verdadeiramente ansiamos por Jesus, desejaremos ganhar-lhe o coração - e depois conhecê-lo. Entregaremo-nos a Ele completamente e descansaremos tranquilamente sob seu poderoso cuidado.

por David Wilkerson
Fonte: www.worldchallenge.org, 
Bíbliaonline-esboço_Rute


Sugestão de leitura: 

Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Os engenheiros celestes - Reflexão

Inicio esta mensagem dizendo para ti:

- Deus ouviu tua oração!

Quando Deus está no controle, tudo, tudo mesmo, obedece à Sua poderosa voz!

Reflexão - Os Engenheiros celestes

Certo missionário voltava de férias de um acampamento e tinha pressa de chegar ao seu destino. 

Em determinado momento, porém, precisava atravessar um rio que na ocasião estava cheio demais, transbordante. Nenhum barco ali tinha capacidade de fazer a travessia. 

O missionário e seu pequeno grupo ajoelharam-se e começaram a orar. 

Aos olhos dos não-crentes isto parecia loucura. - Como poderia Deus transportá-los para o outro lado do rio? 

Enquanto oravam, uma imensa árvore ribeirinha que resistia aos temporais de tantos anos, repentinamente começou a balançar e caiu. Caiu tombando justamente atravessada, cruzando o rio até a outra margem. Todos os crentes ficaram felizes. 

O missionário arrematou: - Os engenheiros celestes construíram uma ponte para os servos de Deus. 

"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis" (Mc 11.22-24).

Meu nobre amigo(a) leitor(a), muitas vezes nos encontramos em situações que parecem não ter jeito, não ter saída, mas quando dobramos nossos joelhos, ou quem sabe viramos o corpo para o lado da parede, ainda deitados, e em oração, olhando para o alto vemos o socorro de Deus à nossa frente. Um Milagre à nossa porta! Aleluia!

"Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra." Salmo 121:1-2

O Senhor provê o que necessitamos de uma maneira infinitamente superior a que pensamos!

"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém." Efésios 3:20-21

O SENHOR ENVIA O AUXILIO DE ONDE MENOS ESPERAMOS!

"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e Ele o fará. E ELE fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. DESCANSA, ESPERA, CONFIA... (Salmo 37)

Deus está enviando PROVIDÊNCIA! ALELUIA!

abraço fraterno
Pastor Ismael

Fonte: Reflexão Extraído do livro Ilustrações Selecionadas - Alcides Conejeiro Peres - CPAD

Aqui eu Aprendi!
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