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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Jesus e o dinheiro - Jesus, o Homem Perfeito

“E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!” Lucas 18.24

O assunto “dinheiro” tem sido um tema controverso no meio evangélico. Muitas orientações passadas ao povo, de modo geral, mais parece fiel a perspectiva secular que a cristã. Quando falamos de perspectiva secular, nos referimos a maneira individualista, egoísta e mesquinha de lidar com o dinheiro. A iniciativa de acumular bens para si é diametralmente oposta a do Evangelho, que ordena compartilharmos o que se tem. Uma parábola de Jesus que sugere isso é a do “Rico Insensato”. Uma pessoa obstinada a somente acumular bens nesse mundo e não atentar seriamente para o que importa. Precisamos ter a coragem de afirmar que a perspectiva cristã não incentiva a busca pela riqueza, pelo contrário, desestimula. Isso mesmo, o Evangelho desestimula a busca da riqueza pela riqueza, o consumismo desenfreado. Note alguns versículos bíblicos que seriam em muitos lugares hoje impraticáveis e até proibidos de serem lidos:
“Vendei o que tendes, e dai esmolas, e fazei para vós bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão, e a traça não rói” (Lc 12.33).

“Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado” (Lc 16.25).

“E, quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele isso, ficou muito triste, porque era muito rico. E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!” (Lc 18.22-24).

“Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas” (1Tm 6.8,17).

“Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias” (Tg 5.1-3).

Esses versículos não querem proibir o direito de uma pessoa, por intermédio do trabalho honesto, buscar o conforto para sua família (2Ts 3.6-13). Coisa que o brasileiro faz e deve fazer com orgulho! Mas o que não podemos é fazer da vida um estilo materialista para gerar e acumular riquezas.
Revista Ensinador Cristão nº62 pg.41

COMENTÁRIO
O assunto “dinheiro” não é fácil de ser tratado no meio evangélico. Muitos hoje têm sido levados por caminhos nada bíblicos e evangélicos, quando o assunto é dinheiro. Entretanto, o nosso objeto de estudo é o Evangelho de Lucas. Ou seja, o que nos interessa saber é o que a Palavra de Deus, revelada em Lucas, diz acerca do dinheiro. Qual o estilo de vida que o cristão deve ter à luz desse texto? É o que nos interessa responder nesta lição. [1]

As Escrituras não condenam a aquisição honesta de riquezas, e, sim, o amor a elas dispensado.

INTRODUÇÃO
O cristianismo bíblico e ortodoxo sempre manteve uma posição de cautela e até mesmo reserva com respeito ao uso do dinheiro e aquisição de riquezas. Na verdade, os primeiros líderes cristãos, inspirados nos ensinos de Jesus, passaram a desestimular a aquisição de bens materiais. Entretanto, o secularismo e o materialismo sempre rondaram o arraial cristão e, vez por outra, Mamon tem deixado suas marcas em nosso meio.

Observaremos, nesta lição, que os ensinos de Jesus sobre a aquisição de riquezas se distanciam do judaísmo de seus dias e, também, daquele que é praticado hoje por muitos setores do cristianismo evangélico. Longe de estimular a aquisição de bens, como fazem dezenas de igrejas, Jesus aconselhava se desvencilhar delas.

Aprendamos com o Mestre o uso correto do dinheiro e como ser bons mordomos dos bens que nos foram confiados. [1]

Até bem pouco tempo, ninguém poderia imaginar que o nome “Jesus”, o carpinteiro de Nazaré, pudesse se tornar uma mercadoria valiosa. Ninguém poderia imaginar também que ele fosse transformado em uma das marcas mais rentáveis do mundo. Jesus, que já era vendido em lojas de suvenires, foi transformado com grande sucesso em mercadoria literária, podendo ser encontrado praticamente em todas as livrarias.

O comércio da autoajuda é o que mais tem crescido e que mais tem lucrado com esse comércio em torno de Jesus. Tenho em mãos alguns desses títulos: Jesus, o homem mais sábio que já existiu; Jesus, o maior filósofo que já existiu; Jesus, o maior psicólogo que já existiu; Jesus, o maior líder que já existiu; Jesus, o mestre dos mestres; Jesus, o mestre da sensibilidade; Jesus, o mestre da vida; Jesus, o mestre do amor, Jesus, o mestre inesquecível e Jesus, o milionário de Nazaré.

Quem poderia imaginar, por exemplo, que aquEle que certa feita disse não ter onde pousar a cabeça fosse transformado em o “milionário de Nazaré”? Esta é exatamente a proposta da escritora Catherine Ponder, uma das autoras de autoajuda mais lidas no mundo, quando escreveu o seu livro O Milionário de Nazaré.1 As informações sobre Ponder dão de conta que ela é considerada a mais notável autora sobre prosperidade nos Estados Unidos. E informado também que a mesma escreve sobre o assunto há quase vinte anos, e tem inúmeros livros publicados, incluindo o best-seller As Leis Dinâmicas da Prosperidade. Ela também escreveu a série Os Milionários do Gêneses.

Como Ponder transformou um simples carpinteiro no milionário de Nazaré é explicado ainda na introdução do seu livro. Para ela os Evangelhos estão repletos de ouro! Jesus, portanto, não teria sido apenas um homem que fez milagres e que tinha suas orações respondidas. Pelo contrário, Ele também foi um mestre que, depois de compreender e assimilar as leis mentais e espirituais de prosperidade as usou e ensinou de uma forma nunca vista antes. [1]

O dinheiro, os bens e as posses, na perspectiva de Jesus, não devem ser o significado último da vida.

Qualquer leitor da autoajuda pode notar a grande semelhança existente entre os ensinamentos de Ponder e o que está escrito em O Poder do Subconsciente de Joseph Murphy e principalmente em O Poder do Pensamento Positivo de Norman Vicent Peale. De fato na biografia de Ponder, lemos que ela é ministra da Igreja não denominacional Unity desde 1956 e que também é tida como a versão feminina de Norman Vicent Peale. Peale é considerado uma espécie de guru da autoajuda evangélica americana. Dentre os inúmeros livros escritos por Peale, há também um dedicado a explicar os ensinamentos de Jesus: O Poder Positivo de Jesus. Tive contato com esse tipo de gênero literário ainda nos anos 80 quando um amigo me emprestou as obras de Joseph Murphy e Norman Vicent Peale. As mensagens desses livros são de fato fascinantes, recheadas de ilustrações e exemplos de pessoas que deram certo ou que foram até mesmo curadas de doenças incuráveis graças ao poder da mente.

Algumas perguntas são inevitáveis: Jesus era de fato um milionário que Ponder insiste em afirmar que era? Jesus incentivou as pessoas a serem ricas e terem muito dinheiro? Qual de fato foi a relação de Jesus com o dinheiro? Ele era o milionário de Nazaré ou um simples carpinteiro que como os demais camponeses de seu tempo lutaram pela sobrevivência? Não há como não contrastar o “Jesus” da autoajuda com o Jesus, o homem perfeito, apresentado nos evangelhos.

O “Jesus” rico, próspero, milionário capaz de transformar pedra em ouro não surgiu dos ensinos dos evangelhos mas dos ensinos de Phineas Parkhurst Quimby, um adepto do mesmerismo e um dos primeiros proponentes do Novo Pensamento.
De acordo com a Enciclopédia virtual Wikipedia, Quimby era filósofo, hipnólogo e inventor que desenvolveu o ensino de que a doença se desenvolve na mente do homem por falsas crenças, e que a mente aberta para a sabedoria de Deus vence a doença. O princípio se baseava no ensino de que o corpo era uma casa para a mente do homem. Se havia um “inimigo” instalado no corpo, se dava por uma crença errada da mente, mesmo com o desconhecimento do portador, a mente é quem adoecia o homem. Quimby prometia entrar na casa e com o poder da mente, expulsar o intruso, corrigindo a “impressão errada” pelo restabelecimento da “verdade” na mente.8 Quimby exerceu grande influência sobre Mary Baker, fundadora da Ciência Cristã.

A partir dos ensinos de Quimby, o Novo Pensamento se espalhou como uma febre pela América do Norte. Influenciou pensadores, filósofos, denominações religiosas e pastores como E. W. Kenyon. Foi através de Kenyon, um pastor da Igreja Batista Nova Aliança, que essa crença teve penetração no arraial protestante. Kenyon é considerado pelos apologistas como o pai da Teologia da Prosperidade e teve enorme influência sobre pastores como Dom Gosset e Kenneth Hagin. Por outro lado, foi através de Hagin que a teologia da prosperidade se propagou no meio pentecostal americano e brasileiro.9

I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ
Perspectiva secular.
Uma das formas mais comuns de se enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material. Tanto no mundo antigo quanto no contemporâneo, é possível observar que a realidade material pareceu sempre se sobrepor à espiritual. O material passa a dominar a vida das pessoas e isso inclui dinheiro, bens e posses. No Mundo Ocidental, essa forma de enxergar as coisas transformou-se em uma filosofia de vida que se recusa a enxergar outra coisa além da matéria. Por essa perspectiva, o material é superestimado enquanto o espiritual é ignorado e suplantado. Nesse contexto, quem tem posses é valorizado, e quem não as possui nada vale. O dinheiro, como valor material que garante posses, ganha o status de senhor em vez de servo.

Perspectiva cristã.
No contexto cristão, o mesmo Deus que fez o espiritual é o mesmo que fez o material. Nos ensinos de Cristo, não há um dualismo entre matéria e espírito! Todavia, as coisas espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais, que são apenas temporais (Lc 10.41). Na perspectiva cristã, portanto, as dimensões material e espiritual devem coexistir. Assim como servimos a Deus com o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso corpo (1Co 6.19,20; 1Ts 5.23), nossa dimensão material. Dessa forma, quem se tornou participante dos valores espirituais deve também servir com seus bens materiais (Rm 15.27; Lc 8.3). Aqui, o dinheiro, como valor material, não é visto como senhor, mas apenas como um servo.

O cristianismo por ser uma crença de natureza escatológica não estimulava a aquisição de posses materiais. Os primitivos cristãos, incluindo os apóstolos, mantinham a expectativa de que Jesus poderia voltar ainda na sua geração. Isso fazia com que a preocupação com a propagação da mensagem do reino se tornasse sua principal fonte de motivação e não o acúmulo de bens terrestres. Acusar as gerações posteriores de cristãos de terem implantado uma mentalidade de pobreza na igreja não condiz com os fatos históricos.

Essa sedução pela riqueza que acabou contaminando a teologia cristã provém de ensinos pagãos e até mesmo de técnicas xamãs e não dos ensinos do Novo Testamento. O apologista Davi Hunt denunciou o que denominou de tentação pelo poder:
“O feiticeiro mascara sua rebelião postulando em lugar do Deus pessoal da Bíblia, diante de quem somos moralmente responsáveis e cuja vontade temos que obedecer, uma “Força” metafísica impessoal que pode ser “cientificamente” manipulada como se explora a energia do átomo. Muitas vezes sem perceber, crentes sinceros aceitam a mesma ideia básica apresentada em terminologia psicológica e pseudocristã. A confissão positiva, bem como o pensamento positivo e o pensamento da possibilidade são exemplos adicionais. Em seu livro mais vendido, O Poder do Pensamento Positivo, que vendeu mais de 3 milhões de cópias, Norman Vicent Peale revela o fato de que todo o seu sistema é baseado nesse mesmo alicerce. Ele declara, por exemplo:
“O poder da oração é uma manifestação de energia. Assim como existem técnicas científicas para a liberação da energia atômica, existem também procedimentos científicos para a liberação de energia espiritual por meio do mecanismo da oração. Demonstrações espetaculares dessa força energizante são evidentes...
É importante perceber que você está lidando com o mais tremendo poder do mundo quando ora... Técnicas espirituais novas estão sendo constantemente descobertas... faça experiências com o poder da oração...”.11
Hunt conclui:

“Muitos que alegam querer conhecer a Deus frequentemente não querem conhecer o Deus verdadeiro, mas um deus cujo poder possam usar para seus próprios fins. Os próprios títulos de livros como O Poder Criativo de Deus Trabalhará Por Você, de Charles Capps, e Como Conseguir o que Quiser com Deus, de Kenneth Hagin, parecem dar um tom que se ajusta à fraqueza do homem, não importa quanto material benéfico possa existir neles. Nossa ambição egoísta nos cega para o fato de que Deus não é um “gênio da garrafa”, que existe para cumprir nossos desejos sempre que o convocarmos, mas é o Criador de todas as coisas, Ele nos chama para deixarmos de lado nossa insensatez e nos submetermos à sua vontade”.12

Na perspectiva secular, o dinheiro é apenas um elemento material; na cristã, as dimensões espiritual e material devem coexistir.

Vejamos o comentário do Teólogo French L. Arrington - passagem bíblica de Lucas 18.18-30: “Sem confiança própria de criança, a entrada no Reino de Deus é bloqueada. Um exemplo é o príncipe rico (vv.18-25), que não está disposto a responder a Jesus com humildade e fé. Mateus diz que ele é jovem (Mt 19.20), e Lucas o identifica como príncipe, talvez de uma sinagoga (cf. Lc 8.41). Como os fariseus, ele confia em suas boa ações. Ele também tem riquezas, às quais está apegado.
Este príncipe presume que falta uma obra que ele não está fazendo atualmente para herdar a vida eterna. Ele reconhece Jesus como figura de autoridade e lhe pergunta: ‘Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?’. O jovem faz esta pergunta à maior autoridade no assunto, mas ele saúda Jesus com um simples ‘bom mestre’. Sua compreensão de Jesus é rasa. Ele o considera somente como homem e não tem ideia de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. Sua estima pelo Salvador não é mais alta do que ele teria por um professor distinto. O modo como ele se dirige a Jesus parece ser nada mais que lisonja.
[...] Como discernidor perfeito do coração humano, Ele [Jesus] percebe que o príncipe adora seus bens materiais e o lembra que ele tem de fazer mais uma coisa: ‘Vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me’. Jesus pôs o dedo no pecado do coração deste homem — seu amor pelos bens materiais. Suas riquezas terrenas estão entre ele e Deus. Visto que ele não pôs Deus em primeiro lugar no coração, Jesus exige que o homem distribua o dinheiro. [...] ‘Não terás outros deuses diante de mim’ (Êx 20.3).
Pouco disposto a obedecer a Jesus, o jovem príncipe rico vai embora sem a vida eterna. Enquanto vai, Jesus observa o quanto é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus (v.24). Sua tentação é confiar nas coisas terrenas. Eles acham difícil se entregar à misericórdia de Deus e escolher o Reino. Para ilustrar o quanto é difícil, Jesus insiste que não é mais fácil para o rico entrar no Reino de Deus do que para um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Esta ilustração vívida ensina o quanto é impossível os ricos, por méritos próprios, entrarem no Reino de Deus. Falando humanamente, é impossível. Qualquer tentativa de libertar alguém de um amor demoníaco pelas coisas terrestres fracassará.
[...] Jesus lembra à sua audiência que, embora seja impossível para uma pessoa salvar a si mesma, Deus pode. Ele pode fazer o que é impossível para os seres humanos. Ele pode redirecionar o coração do amor por bens terrenos para um amor pelo eterno, e pode operar o milagre da conversão no coração do rico e do pobre. As pessoas não podem mudar o coração; mas quando respondemos a Deus pela fé, o Espírito Santo transforma nosso coração e nos proporciona a salvação” (ARRINGTON, French L.Lucas. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.436-37).


II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS
Ricos e pobres.
No judaísmo do tempo de Jesus, a sociedade estava dividida em dois grupos: os ricos e os pobres. Na classe mais abastada, estavam os sacerdotes, participantes de uma elite que controlava o sistema de sacrifícios e lucravam com ele, e os herodianos que possuíam grandes propriedades. Um outro grupo era formado por membros da aristocracia judaica que enriqueceu à custa de impostos de suas propriedades e ao seu comércio. O último grupo era formado por judeus comerciantes, que, embora não possuíssem herdades, participavam ativamente da vida econômica da nação. No extremo oposto dessa situação, estavam os pobres! Estes eram “o povo da terra” (Lc 21.1-4). Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6).

Generosidade e prosperidade.
Na cultura judaica nos dias de Jesus, a posse de bens materiais não era vista como um mal em si. O expositor bíblico P. H. Davids observa que os exemplos de Abraão, Salomão e Jó serviam de inspiração àqueles que almejavam a prosperidade. A ideia era que os ricos prosperavam porque sobre eles estava o favor de Deus. Dessa forma, a prosperidade passou a ser associada à piedade. Para evitar a avareza e a ganância, a tradição rabínica estimulava os ricos a serem generosos e solidários com os pobres, que era maioria na comunidade. Evidentemente que essa concepção estimulava apenas as ações exteriores, sem levar em conta as atitudes interiores (Lc 21.4).

Ricos e Pobres
No livro de minha autoria A Prosperidade à Luz da Bíblia (José Gonçalves), procurei mostrar como era formado o conceito de prosperidade no antigo Israel. Esses conceitos estavam em vigor nos dias de Jesus. Eram duas as ideias mais comuns, porém equivocadas, sobre a natureza das riquezas.

A primeira delas associava a riqueza como uma dádiva de Deus a alguém merecedor, e a pobreza como uma marca do julgamento divino.
A segunda associava a riqueza com a maldade e a pobreza com a piedade.

Essa forma de pensar está presente também no mundo do Novo Testamento. Todavia as causas para a pobreza não podem ser vistas de forma tão simples assim.
O historiador William L. Coleman (1991, p. 165) mostra que um estudo criterioso sobre a pobreza no mundo bíblico deve levar em conta alguns fatores determinantes. Com acerto, ele diz:
“Eram vários os principais fatores que contribuíam para a existência de um grande número de pobres em Israel. É claro que havia muitas variáveis. Mas para entendermos bem o quadro geral, precisamos considerar alguns dos obstáculos com que eles se defrontavam.
1. Impostos. O sistema de impostos constituía um grande peso para muitas famílias, para os pequenos agricultores e negociantes. Durante toda a história da nação, os governos impuseram pesadas taxas ao povo em geral, com o objetivo de realizar seus projetos de construção ou cobrir os custos de suas operações militares. E foi justamente o excesso de impostos baixados pelo rei Salomão que ocasionou a divisão do reino.
2. Desemprego. Nas áreas rurais, a presença de escravos não afetava muito a economia, mas nas cidades sim, pois gerava forte desequilíbrio nos mercados de empregos. Como o preço dos escravos era muito baixo, os ricos chegavam a ter um servo simplesmente para conduzir o seu cavalo. Por isso o homem livre tinha que aprender um ofício, se quisesse conseguir um bom salário.
3. A morte do chefe da família. A perda do chefe da casa, que podia ser causada por enfermidade, acidente ou guerra, geralmente deixava a família na pobreza, principalmente se os filhos fossem pequenos.
4. Seca e fome. Às vezes a própria natureza destruía rapidamente toda a colheita de uma temporada. A seca, o excesso de pragas, ou chuva em demasia fora de época, bem como outras calamidades naturais acabavam com todo o sustento de uma família de uma hora para outra (SI 32.4).
5. Agiotagem. Pela lei, era proibido cobrar juros de empréstimos feitos a pobres (Ex 22.25). Mas apesar dessa recomendação divina, muitos credores tinham atitudes impiedosas, cobrando juros exorbitantes e empregando métodos cruéis para receber o pagamento da dívida. Isso sempre foi um problema grave para os Israelitas, durante toda a sua história, e vários escritores bíblicos denunciaram esses excessos.”13

Com tantos limites não era de admirar que os pobres se tornassem presas fáceis dos mais ricos. Para se justificarem, os mais abastados costumavam fazer doações, algumas delas bastantes generosas, mas o objetivo não era de fato amenizar a situação do pobre, mas barganhar com Deus. A religião, em vez de cultivar os valores da alma, fomentava apenas um legalismo exterior.
Jesus denunciou essa religiosidade farisaica. Em seu livro Jesus e o Dinheiro, o escritor José Antônio Pagola comenta sobe esse fato. Embora o seu livro reflita traços de um evangelho social, de esquerda, todavia seus comentários são pertinentes:
“Temos que recuperar no cristianismo um dado de suma importância. O primeiro olhar de Jesus não se dirige ao pecado do ser humano, mas ao seu sofrimento. O contraste entre Jesus e o Profeta João, o Batista, é esclarecedor. Toda atividade do Batista gira em torno do pecado: ele denuncia os pecados do povo, chama os pecadores à penitência e oferece aos que acorrem ao Jordão um batismo de conversão de perdão. O Batista não se aproxima dos enfermos, nem toca a pele dos leprosos, não abraça as crianças da rua, não se senta para comer com pecadores, excluídos e pessoas indesejáveis. O Batista não se aproxima do sofrimento das pessoas, não se dedica a fazer a vida mais humana. Não sai de sua missão estritamente religiosa. Para Jesus, ao contrário, a primeira preocupação é o sofrimento das pessoas enfermas e desnutridas da Galileia, a defesa dos camponeses explorados pelos poderosos latifundiários, ou a acolhida a pecadores e prostitutas, excluídos pela religião. Para Jesus, o grande pecado contra o projeto de Deus consiste sobretudo em resistirmos a tomar parte no sofrimento dos outros encerrando-nos em nosso próprio bem-estar”.14

No judaísmo do tempo de Jesus havia dois grupos sociais, os ricos e os pobres; a ideia era de que os ricos prosperavam porque tinham o favor de Deus.

*Teófilo - uma pessoa de excelente posição social (rico)
O personagem Teófilo.
Muitos autores debateram com respeito a esta personagem, que aparece na abertura do evangelho. Afinal quem ele era? Existiu de fato? Ou foi apenas um recurso de linguagem. O nome Teófilo vem do grego que quer dizer, “Teo = Deus”, "filos = amigo", seria na tradução “o amigo de Deus”. Paulo como ele mesmo afirma, queria que Teófilo conferi-se a veracidade dos fatos, pudesse conhecer de perto Jesus Cristo e sua doutrina. A leitura do texto sugere que Teófilo seria um alto funcionário do Império Romano, que de fato existiu, convertido ao cristianismo. Se ele possuía a habilidade da língua grega, latina, sua leitura e compreensão, não poderia ser um cidadão comum, ou analfabeto. Lucas queria que ele tomasse conhecimento de sua narrativa, com ordem descritiva, narrando os fatos da vida de Jesus. Como era costume da época, certamente Teófilo, teria patrocinado este escrito e depois iria difundi-lo entre seu círculo de relacionamento.

O que dizem os autores:
Ivo Storniolo em sua obra “Como ler o evangelho de Lucas” afirma:
“Sua obra foi dedicada a Teófilo, certamente uma pessoa de posição que, segundo o costume, teria patrocinado e iria difundir os escritos”, pág. 17

Na Introdução ao Novo Testamento, Carson confirma:
“A maneira mais natural de entender a expressão é que Teófilo era uma pessoa de verdade e o mecenas de Lucas, provavelmente pagando os custos da publicação do livro, e que por isso a ele dirigido. O adjetivo provavelmente significa que Teófilo era uma pessoa de posição”, pág. 131.

O dicionário enciclopédico da Bíblia no verbete Teófilo assim se expressa:
“cristão nobre, provavelmente de Antioquia, ao qual São Lucas dedicou seu evangelho (Lc 1,3) e os Atos dos Apóstolos (At 1,1)”, pág. 1491.

**Segundo John Wesley, o honorífico era usado para os governadores romanos. Teófilo seria um personagem importante de Alexandria.

**Segundo Matthew Henry, Teófilo seria o patrono de Lucas, a quem ele dedica o livro. 


III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
Dinheiro.
A cobiça pelo poder e o desejo irrefreável de adquirir riquezas são inseparáveis. Para os que possuem estas pretensões, o acúmulo de bens materiais nunca é suficiente (SI 62.10; PV 30.15); o ter é mais importante que o ser. Nas prateleiras das livrarias somam-se, a cada ano, livros que alimentam a ambição pelas posses, entretanto, tais obras nunca alertam que o "amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males" (1 Tm 6.10). [2]

Jesus alertou sobre os perigos da riqueza.
O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e a tradição rabínica dos seus dias. Jesus, ao contrário dos rabinos, não associou a piedade com a prosperidade. A riqueza de alguém nada dizia sobre a sua real condição espiritual. Para Jesus, o perigo das riquezas estava no fato de que elas poderiam, até mesmo, se transformar numa personificação do mal e reivindicar o culto para si. Por isso, advertiu: “Não podeis servir a Deus e [as riquezas]” (Lc 16.13). O vocábulo traduzido como “riqueza”, nesse texto, corresponde à palavra grega de origem aramaica Mammonas, traduzida na ARC como Mamom. A riqueza pode se transformar em um ídolo, ou deus, para aqueles que a possui. Nesse aspecto, as riquezas tornam-se um obstáculo no caminho daquele que serve a Deus (Lc 8.14).

Mercenários.
Infelizmente, em nossos dias, há certos obreiros que abrem igrejas e fundam ministérios visando apenas o lucro financeiro. Por isso a Bíblia nos adverte acerca daqueles que não são pastores, mas mercenários (Jo 10.12,13), "lobos cruéis", que não perdoam o rebanho (At 20.29).
O mercenário é aquele que trabalha em troca de qualquer vantagem material, sem nenhum interesse e intenção honesta de cuidar das ovelhas (2 Pe 2.3). Deus rechaça terminantemente a ganância, a avareza e a cobiça (Lc 12.13-21; Tg 4.1,2). [2] 

Mamom
Segundo a Bíblia é impossível servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo (Mt 19.23-26; Pv 16.5), porque o senhorio de Mamom é contrário ao de Cristo (Mt 6.24). Portanto, cada cristão deve examinar a si mesmo e perguntar: "Sou cobiçoso?" "Sou egoísta?" "Aflijo-me, perdendo a paz e o sono para ficar rico?" "Tenho intenso e incontido desejo de honrarias, prestígio, fama, poder e posição?" Já os que são ricos, não devem julgar-se como tal, e sim, como administradores dos bens de Deus (Lc 12.31-34, 42,43). Os tais devem ser generosos e fartos em boas obras (Ef 2.10; 4.28; 1 Tm 6.17-19). [2]

"Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra:
Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão." Provérbios 30:7-9

Jesus ensinou a confiança em Deus.
Embora Jesus tenha mostrado que as riquezas podem, até mesmo, se tornar uma personificação do mal, Ele não as demonizou. No entanto, na perspectiva lucana, Jesus desencoraja a aquisição de riquezas (Lc 12.13; 18.22) e estimula a confiança em Deus. E havia uma razão para isso. Logo após mostrar os perigos da avareza a alguém que queria fazer dEle um juiz em uma questão relacionada a uma herança, Jesus revela a seus discípulos que a melhor forma de se proteger desse mal é confiar inteiramente na provisão divina (Lc 12.13-34). As riquezas dão a falsa sensação de segurança e de independência das coisas espirituais. Daí, sua recomendação para não se confiar nelas (Lc 12.33,34).[1]

Jesus ensinou sobre o dinheiro e alertou sobre o seu perigo. Por isso, os discípulos deviam colocar a sua confiança em Deus.


IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
Avaliando a intenção do coração.
Os léxicos definem a avareza como um apego demasiado e sórdido ao dinheiro e mesquinhez. Vimos que, para evitar esse mal, a tradição rabínica estimulava as práticas filantrópicas e solidárias. O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas vai muito além da simples doação de bens e ações filantrópicas. Ele não se limitava a avaliar apenas as ações exteriores, mas, sobretudo, voltava-se para as atitudes interiores. Dessa forma, valorizou as atitudes da mulher pecadora na casa de Simão, o leproso, e de Maria de Betânia, a irmã de Marta e de Lázaro (Lc 7.36-50). Não era, portanto, apenas se desfazer dos bens, mas a atitude e intenção com que isso era feito (Lc 11.41; 21.1-4). Não basta apenas ofertar, ou dar o dízimo, mas a atitude com que se faz essas coisas. Não era apenas doar, mas doar-se. [1]

Jesus conhece a mente
A Bíblia não nos supre todos os pormenores quanto ao que se passava na mente de Judas. Alguns afirmam que talvez entretivesse aspirações políticas e ficasse desapontado por Jesus não ter estabelecido um reino terrestre em que ele, Judas, pudesse ter papel destacado. Seja como for, o egoísmo e a cobiça devem ter estado envolvidos, de alguma forma. Isto é indicado pelo ocorrido dois dias antes da morte de Jesus. Naquela ocasião, Maria, irmã de Lázaro, ungiu Jesus com óleo perfumado no valor de 300 denários, cerca do salário de um ano dum trabalhador. (Mt. 20:2) Judas objetou fortemente que o óleo poderia ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres. “Ele disse isso, porém”, declara o Evangelho de João, “não porque estivesse preocupado com os pobres, mas porque era ladrão e tinha a caixa de dinheiro e costumava retirar dinheiro posto nela”. — João 12:2-6.

A personalidade de Judas, segundo revelada na Bíblia, mostra que deixou de ser um servo fiel de Deus e se transformou num hipócrita egoísta, cobiçoso e enganoso. Não é de admirar que Jesus, na noite final de sua vida terrestre, dissesse sobre Judas: “Teria sido melhor para este homem, se não tivesse nascido.” (Mc. 14:21) Segundo a Bíblia, não existe defesa alguma para Judas Iscariotes. [3]

O contentamento do Cristão
A Bíblia nos orienta a vivermos satisfeitos em Cristo: "Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei" (Hb 13.5). Esse contentamento pode ser resumido da seguinte forma:

1. Deus é o nosso provedor. O crente deve viver contente e satisfeito porque suas necessidades são supridas em Deus (Sl 23.1; Fp 4.1 9). Ele é o Senhor que provê - Jeová Jiré - todas as exigências naturais da vida humana (Gn 22.14; Sl 34.10).

2. Ausência de cobiça (Pv 15.27). Isto decorre da confiança do crente em Deus (Mt 6.25, 31-33) e da obediência irrestrita à sua Palavra (At 20.33-35; Rm 12.16; Hb 13.5; 1 Tm 6.9,10).

3. Disposição de suportar a privação (2 Co 4.16-18). O crente fiel sabe, melhor do que qualquer pessoa, que não somos imunes às provações, ao contrário (Rm 8.18; 2 Tm 3.12), precisamos passar por elas para sermos aperfeiçoados (Tg 1.2-4; Rm 8.28). Temos de estar dispostos a sofrer privações, se necessário, para realizarmos os elevados propósitos de Deus (Fp 4.11,12).
a) Privação não significa pobreza e penúria. "Contentar-se" não significa se acomodar à pobreza, preguiça ou inatividade (Pv 6.6-11; 12.27; 15.19). A Bíblia não se opõe àqueles que labutam diariamente pela vida cotidiana (Pv 10.5), entretanto, condena os que se enriquecem ilicitamente (Pv 10.4; 11.1), esquecendo-se do Reino de Deus (Mt 6.33; Jo 6.27).
b) Privação não significa resignação. O cristão não deve portar-se com indiferença, inércia e acomodação diante das adversidades da vida, mas com disposição, trabalho e honestidade (At 20.33-35; Rm 12.11; Ef 4.28).

Somos Mordomos
O que é Mordomo?
Pessoa responsável por cuidar da casa (oikos) e de tudo o que há nela. Não é o dono, mas cuida para seu senhor. Um administrador de confiança.
“E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?” Lc 12.42

O que é Mordomia?
- é o exercício dessa capacidade de administração. Mordomia Cristã é o manejo responsável dos recursos do reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou a um grupo. (Somos mordomos desta casa)

Mordomia é Administração - “E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo.” Lc 16.2

Exemplos de Bíblicos de Mordomia
Eliezer - “E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía:” Gn 24.2

José - “José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.” Gn 39.4

Paulo - “ Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” Atos 20.24

Somos Despenseiros
Pessoa encarregada da despensa (local da casa onde se guardam mantimentos, alimentos)

O cristão como “bom” administrador (despenseiro) - “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” 1Pe 4.10

O obreiro como responsável por cuidar das coisas de Deus - “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.” 1Co 4.1

“Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;” Tt 1.7

Mordomia é o ofício do Mordomo (grego – oikonómos)
Administrador dos bens de uma casa ou de um estabelecimento alheio. (Pequena Enciclopédia Bíblica – O.S. Boyer).

Jesus o grande exemplo
“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.” 1Pe 2.21

Entesourando no céu.
Mordomo é alguém que administra os bens de outra pessoa. Os bens não lhe pertencem, mas ele pode usufruir deles enquanto os administra para seu legítimo dono. Jesus contou a parábola do administrador, ou mordomo infiel, para mostrar esse fato (Lc 16.1-13). O entendimento entre os intérpretes da Bíblia é que essa parábola tem um fim escatológico. Assim como os filhos deste mundo são perspicazes e astutos no que diz respeito ao uso de suas riquezas, assim também os filhos do Reino devem ser sábios na aplicação de seus bens. O ensino da parábola é que o melhor investimento é usar os recursos materiais adquiridos na propagação do Reino de Deus e, dessa forma, ganhar amigos para a vida eterna (Lc 16.9). [1]

"E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." Mateus 25:21

Jesus ensinou a respeito do uso correto do dinheiro, mostrando o cuidado que devemos ter com a avareza.

Não há valor moral no dinheiro em si. Ter dinheiro pode ser uma coisa boa ou ruim. Isso vai depender do conjunto de valores daquele que o utiliza. Certamente, usar o dinheiro para ajudar uma obra filantrópica, ou investir na obra missionária, é uma coisa útil e louvável. Todavia, usar esse dinheiro, como advertiu Jesus, simplesmente com a atitude de querer mais posses, mais prestígio, mais autossatisfação, acaba se tornando uma coisa ruim. Leiamos com cuidado o terceiro Evangelho e descubramos o exercício da verdadeira mordomia cristã.


PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
Como é visto o dinheiro na cultura secular?
Uma das formas mais comuns de enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material.

Como era a situação dos pobres nos dias de Jesus?
Os pobres eram "o povo da terra" (Lc 21.1-4). Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6).

Como o judaísmo via as riquezas?
A posse de bens materiais não era vista como um mal em si.

Como Jesus avaliava aqueles que possuíam riquezas?
Ele avaliava não apenas as ações exteriores, mas sobretudo as atitudes interiores.

O que você pensa a respeito do ter dinheiro?  É algo ruim ou bom?
Resposta livre. A ideia é que o aluno responda sob a perspectiva bíblica ensinada na lição

NOTAS
1 PONDER, Catherine. O Milionário de Nazaré - seus segredos de prosperidade. São Paulo: Editora Novo Século, 2013.
8 http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Novo_Pensamento. Acesso
26.08.2014.
9 A obra The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements (Novo Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático) destaca que “embora ele (Hagin) tenha sido criticado como líder dos movimentos “Palavra da Fé” e "Confissão Positiva” (Hunt, 1987, 56; McConnell, passim), sua mensagem enfatiza a necessidade de orar somente de acordo com os princípios de Deus encontrados nas Escrituras Judaicocristãs” (p.687, BURGESS, Stanley M. org.).
10 Conforme citado em GONÇALVES, José. A Prosperidade à Luz da Bíblia. CPAD.
11 HUNT, Dave & MA.CMAHON, T.A. A Sedução do Cristianismo - discernimento espiritual dos últimos dias. Porto Alegre: Editora Chamada da Meia Noite.
12 A Sedução do Cristianismo. Op.cit.
13 GONÇALVES, José. A Prosperidade à Luz da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD.
14 PAGOLA, Antônio José. Jesus e o Dinheiro. Petrópolis: Editora Vozes.

Fontes:
[1]José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. Ed.CPAD 
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves - Livro de Apoio Ed.CPAD
[2]As doenças do nosso século-A cura que a Bíblia oferece-Lições Bíblicas CPAD-2008
[3]Biblioteca Bíblica - Existe defesa para Judas Iscariotes? 
Estudos Bíblicos e Significados 
*Quem era Teófilo - abiblia.org 
**Wikipédia  
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Ed.CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão - CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé


Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ideologia de Gênero - Entenda o que é isso

O ser humano é criativo mas algumas de suas criações são DESASTROSAS!




Cidades têm até dia 24 de Junho para acatar ou rejeitar teoria do gênero (Ideologia de Gênero) 

Ideologia ensina que não existem diferenças naturais entre homens e mulheres.

Mas o que é isso?
A “Ideologia de Gênero” afirma que ninguém nasce homem ou mulher, mas deve construir sua própria identidade, isto é, o seu gênero, ao longo da vida.

Mas o que significa isso "Gênero"?
“Gênero” seria uma construção pessoal, auto-definida, e ninguém deveria ser identificado como “homem” ou “mulher”, mas teria de inventar sua própria identidade.
Quer dizer que essas pessoas acham que “ser homem” e “ser mulher” são papéis que cada um representa como quiser?

Exatamente. Para eles, não existe “homem” ou “mulher”, é cada um que deve inventar sua própria personalidade, como quiser.

MAS ISSO É UMA LOUCURA! POR QUE ALGUÉM IRIA QUERER ISSO?

Talvez você já tenha visto na televisão alguém dizer que a família é uma instituição antiquada, e que os tempos mudaram, que precisamos “abrir a cabeça”?

Existem organizações muito ocupadas em destruir nossas famílias. Dizem que o povo é muito fora de moda e que precisamos deixar os ensinamentos dos antigos e nos abrirmos às novidades. E que novidades!

Como não estão conseguindo mudar a cabeça da população, inventaram novos recursos para nos sabotarem. O mais disfarçado e perigoso é a “Ideologia de Gênero”.

Somente desde o ano de 2012, mais de quinze “Projetos de Lei” foram apresentados no “Congresso Nacional” tentando introduzir o termo “gênero”. E garanto que você não estava sabendo disso!!! 

Desperta povo! Desperta tu que dormes....

Temos o ALERTA! a Palavra nos adverte!

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo casamento,..." 1 Timóteo 4:1,3

Você sabia que existem pessoas que estão trabalhando para confundir a cabeça de seus filhos? 

é o Fim...
Ideologia que combate a Família!

Leia isso:
Os municípios brasileiros têm até o dia 24 de junho para aprovar seus Planos Municipais de Educação (PMEs). Uma das propostas em discussão nas cidades é a de inserção na educação infantil da Ideologia de Gênero, que combate a família natural.
Em síntese, a Ideologia de Gênero ensina que não existem diferenças naturais entre homens e mulheres. Desta forma, a referida ideologia legitima propostas estranhas como o banheiro unissex para meninos e meninas nas escolas e universidades.
“O ideólogo usa fachadas para esconder suas reais intenções. Ele nunca é sincero. No caso da Ideologia de Gênero, fazem uma conexão forçada com direitos de minorias. Na verdade, é apenas uma ideologia sem base científica que pretende desconstruir a família”, afirmou Felipe Nery, presidente do Observatório Interamericano de Biopolítica.
Felipe Nery destaca que a Ideologia de Gênero vem reforçar o relativismo que, gradualmente, nos levará ao vale-tudo da sexualidade. A pedofilia, lembrou o acadêmico, já começou a ser chamada por progressistas em outros países de “amor entre gerações”.
As audiências de discussão dos PMEs têm atraído alguns grupos militantes sem qualquer ligação com a educação. Na audiência pública de Guarulhos, por exemplo, compareceram militantes de “coletivos” da Marcha das Vadias e Marcha da Maconha.
Para ter validade legal, os PMEs devem ser aprovados pelas Câmaras Municipais.  É aí que entram as militâncias organizadas cujo trabalho é pressionar os vereadores em favor da Ideologia de Gênero e hostilizar qualquer um que se oponha.
Felipe Nery destacou que é importante que as pessoas procurem os vereadores de suas cidades, enviem e-mails, liguem nos gabinetes e expressem sua posição contrária à Ideologia de Gênero. 
Mais informações acesse: biopolitica.com.br 
e o que é Ideologia?
Ideologia é um conjunto de ideias ou pensamentos de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos. A ideologia pode estar ligada a ações políticas, econômicas e sociais.

Ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.

O termo ideologia foi usado de forma marcante pelo filósofo Antoine Destutt de Tracy (1801).

O conceito de ideologia foi muito trabalhado pelo filósofo alemão Karl Marx, que ligava a ideologia aos sistemas teóricos (políticos, morais e sociais) criados pela classe social dominante. De acordo com Marx, a ideologia da classe dominante tinha como objetivo manter os mais ricos no controle da sociedade.

No século XX, varias ideologias se destacaram:

- Ideologia fascista: implantada na Itália e Alemanha, principalmente, nas décadas de 1930 e 1940. Possuía um caráter autoritário, expansionista e militarista.

- Ideologia comunista: implantada na Rússia e outros países (principalmente do leste europeu), após a Revolução Russa (1917). Visava a implantação de um sistema de igualdade social.

- Ideologia democrática: surgiu em Atenas, na Grécia Antiga, e possui como ideal a participação dos cidadãos na vida política.

- Ideologia capitalista: surgiu na Europa durante o Renascimento Comercial e Urbano (século XV). Ligada ao desenvolvimento da burguesia, visa o lucro e o acumulo de riquezas.

- Ideologia conservadora: ideias ligadas à manutenção dos valores morais e sociais da sociedade.

- Ideologia anarquista: defende a liberdade e a eliminação do estado e das formas de controle de poder.

- Ideologia nacionalista: exaltação e valorização da cultura do próprio país.


VIGIA IGREJA
"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras." 2Coríntios 11:14,15

A Palavra nos adverte:
"Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a iniquidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem." Romanos 1:25-32

VAMOS SALVAR A FAMÍLIA!


SOCORRE-NOS SENHOR!
Ó Senhor Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente.
Exalta-te, tu, que és Juiz da terra;...
O Senhor é a minha defesa; e o meu Deus é a rocha do meu refúgio. E trará sobre eles a sua própria iniquidade; e os destruirá na sua própria malícia;...

Reitero:
- O ser humano é criativo mas algumas de suas criações são DESASTROSAS!

JUNTE-SE A ESSA LUTA!  DIGA NÃO! a mais essa barbárie! 

Comente!
Repasse!
Informe!

Fonte: via GospelPrime 
biopolitica.com.br 
.suapesquisa.com 
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Liberdade ou Libertinagem? Que os fieis se manifestem...

Cadê você!

Vamos Preservar a Família!


inicio esta postagem com os seguintes versículos bíblicos:

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." Gênesis 1:27 

"Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Gênesis 2:24

"Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne." Efésios 5:31

"Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" Mateus 18:7

"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." 1 Coríntios 11:19

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:2

Bem! Acredito que você já tenha lido em diversos sites, blogs, a notícia sobre a manifestação do Pastor Silas Malafaia e a crítica sobre um comercial que "inspira" promove a homoafetividade.
(Dicionário: Homoafetivo = condição de amar alguém do mesmo sexo; Ter amor e desejo por alguém do mesmo sexo; Que se relaciona com alguém do mesmo sexo; Gay ou Lésbica / termo criado para diminuir a conotação pejorativa / termo muito usado em tribunais referindo-se a homossexuais)

E querem que todos acreditem que "Não tem nada não!", "Isto não tem nada a ver!"
É lamentável o que vem acontecendo com a humanidade (decadência)
Por Liberdade de Expressão já estamos vivendo a ultrajante "Libertinagem de expressão"

O que é Libertinagem?
- é um termo oriundo do francês "libertinage", significa devassidão e é a característica de alguém que vive uma vida de libertino. Muitas pessoas consideram a libertinagem o oposto da liberdade.
Alguém que exerce libertinagem é alguém devasso, dissoluto, licencioso (que abusa da liberdade), ímpio, insubordinado e que não é submisso. Em alguns casos também pode ser considerado como um livre-pensador. Libertinagem também pode ser associada à incredulidade religiosa. Um dos casos mais comuns de libertinagem é quando uma pessoa se entrega inconsideradamente aos prazeres sexuais.
A libertinagem é um mau uso da liberdade de um indivíduo, é a extrapolação da liberdade, e quando isso acontece, os limites são ultrapassados e a integridade física, emocional ou psicológica de outra pessoa é posta em causa. A libertinagem leva a uma falta de respeito pelo próximo, e indica falta de dignidade e bom caráter. (significados.com)

Acredito que todos tem seus direitos mas os exageros já estão com seus limites estourados...

...Leiamos:
A Sociedade quer que você se acostume com o pecado!

Eu creio que estamos vivendo os últimos dias da igreja aqui na terra, que logo veremos o cumprimento de todas as promessas que estão fixadas na Bíblia Sagrada, mas não é por isso que temos que nos conformar com tudo que acontece no mundo e na sociedade. Temos visto uma nova heresia dentro das igrejas evangélicas, a heresia da conivência, as pessoas acham que não devemos confrontar o pecado e devemos sempre pregar o amor. Este amor está baseado na conivência, em palavras bem fáceis de entender, é o famoso "passar a mão na cabeça" e pensar que um dia o Espírito Santo fará a mudança! E quem nunca ouviu: " A obra é do Espírito Santo". Eu tenho certeza disso, mas a Bíblia é a espada do Espírito e a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus! Neste estado de viver em conformidade com o pecado alheio, vimos esta semana uma propaganda de uma Marca de Cosmético famosa, onde a mesma mostra vários casais se presenteando. E, para não ficar de fora da nova onda, mostra casais homoafetivos se abraçando e se presenteando. "Isto não tem nada a ver!" Você pode esbravejar! Mas é isso que a sociedade e este sistema corrupto querem que venhamos pensar! Não é de hoje que eles manipulam a mídia e todos os meios de comunicações para que todos nós venhamos nos acostumar com isso tudo e chegar o dia que não haja mais diferença.

Já ouviu a história  do cachorro bravo? Não? Imagine você que seu amigo tem um cachorro muito bravo, de dar medo, um Rottweiler, e quando você chega na casa desse amigo e o bendito cachorro rosna, late, enfurecido com sua presença! Você, como é esperto, nem chega perto dele com medo de levar uma bela de uma mordida! Seu amigo pede pra que você volte toda semana e você assim o faz. Com o passar do tempo, você começa  a alimentar este cão raivoso, e irá perceber que ele já não late mais como antes, e o tempo vai passando e não há mais latido, nem raiva, nem rosnar! Sabe por quê? Ele se acostumou com sua presença, já não faz mais diferença você estar ali! Assim é o pecado! Quando você acha que o pecado não faz mais mal é a manifestação que você entrou na forma dele! Não podemos nos conformar com este mundo!

Solicito você que vá até o vídeo no youtube desta propaganda e manifeste sua opinião pelo menos clicando que não curtiu! Para que estes vejam que há um povo que não concorda! Que não se acostuma com o pecado e em suas mãos carrega a bandeira "Santidade ao Senhor!"

Link da propaganda: https://www.youtube.com/watch?v=p4b8BMnolDI

por Anderson Fábio
Só mais um servo que não quer se conformar com este mundo! 
Fonte: Blog Emunah 


...em tempo; cometário do Pastor Silas Malafaia:
“Existe uma gama de empresas agora fazendo propaganda da relação gay. Eu sou contra, é um direito meu”, afirmou ele convocando quem acredita na família milenar para se posicionar e preservar a relação entre homem e mulher.
“Eu tenho direito no Estado democrático de direito de fazer campanha contra qualquer um que venha colocar um novo paradigma na sociedade”, afirmou.
Malafaia pede para que todos que não concordem com a prática boicotem os produtos das empresas que estão promovendo a causa gay. “Eu não estou aqui querendo impedir ninguém de ser homossexual não, quero deixar bem claro que as pessoas têm direito [de serem gays]”, esclarece.
Para o pastor assembleiano, que sempre se manifesta sobre este tema, as propagandas que defendem a causa gay fazem parte de uma tentativa de ensinar o comportamento homossexual para jovens e crianças e por isso ele pede para que essas marcas sejam boicotadas.
“Quero convocar as pessoas que acreditam em macho e fêmea, neste estilo de família (…) a não comprarem produtos dessa marca. Vamos dizer não”, diz.

Fonte: GOSPELPRIME
Assista:
(dê pausa no som da rádio gospel no topo da página)



Aqui eu Aprendi!
Agora são três servos que não querem se conformar com este mundo!
Espero que muitos e muitos, mais e mais, também se manifestem!
Seremos sete mil...
sete milhões...
sete bilhões...

O ser humano, o "homem", a humanidade, precisam se voltar a Deus!
"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." Isaías 55.6

Precisamos ensinar mais sobre a Bíblia, sobre Jesus...
mas quando se fala em permitir a entrada de Bíblias nas escolas, a mesma "humanidade" diz "não!" ...mas nas prisões pode! sim! pode entrar! (é o que ouvimos e assistimos)

mas, como diz os jargões:
"Toda sociedade precisa de limites, porque uma sociedade sem limites vai gerar desgraça." Silas Malafaia.

"Isso é uma vergonha!" Boris Casoy.

"Me ajuda aí!" José Luiz Datena.


Lembremos sempre:
"...porque sem mim (Jesus) nada podeis fazer." João 15:5

Deus nos socorre!
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Oração de Josué - e o Sol parou...

A ORAÇÃO DE JOSUÉ

"No livro de Josué (10.12-15) está escrito que Josué mandou parar o Sol. Mas, segundo a Ciência, é a Terra que gira em torno do Sol. Como é que Josué mandou parar o Sol se o mesmo está parado segundo a nossa concepção?"

O Sol - centro do nosso sistema planetário - está apenas relativamente parado, já que anda, em corrida veloz, rumo à estrela Vega, na constelação de Hércules, arrastando o sistema em causa. Este é, em certo aspecto, o seu movimento de translação. Quanto ao de rotação, o astro-rei leva 24 dias e 15 horas para completar uma volta em torno do seu eixo. Pode-se dizer, portanto, que o Sol está parado, mas em relação ao nosso sistema planetário. Apesar disso, ainda hoje os próprios cientistas usam as expressões: "pôr-do-sol" e "nascer do sol". O povo diz com freqüência: "O sol vai alto" ou "o sol vai para o sul". Contudo, nos dias de Josué e segundo a astronomia egípcia, eram o Sol e a Lua que andavam ao redor da Terra. Claro que a Bíblia não é um compêndio de ciência, mas as suas assertivas são verdadeiras. Emprega, porém, uma linguagem popular, a fim de as verdades divinas poderem ser assimiladas, mesmo pelas pessoas mais humildes.

Josué, ao dirigir-se ao Sol, aplicou o termo "deman". exarado 21 vezes no Velho Testamento, significando, entre outras coisas, silencia-te. A palavra hebraica para detém-te é "amad". a qual ocorre centenas de vezes no Antigo Testamento, sendo geralmente traduzida por ficar de pé ou deter. Admite-se, nos meios científicos, que a revolução da Terra em torno do seu próprio eixo é motivada pela ação do Sol sobre o nosso planeta. Assim, quando Josué ordenou: "Sol. aquieta-te" ou "detém-te", a rotação do Globo Terráqueo teria diminuído substancialmente por via de um temporário enfraquecimento da ação solar sobre ele. Existem, como é óbvio, outras teorias para explicar a detenção do Sol narrada no livro de Josué, porém cremos na palavra bíblica.

Finalmente, os astrônomos modernos deram-se ao trabalho de buscar, no calendário astronômico, se de fato teria realmente ocorrido o evento. Depois de buscas e fastidiosos estudos, concluíram que, efetivamente, falta um dia no calendário astronômico, concluindo então, que o quase um dia inteiro (Js 10.13b), correspondem a 11 horas e cinqüenta minutos, sendo assim provado que de fato a Terra esteve parada por todo um dia de Sol.


"Então Josué falou ao Senhor,.. , e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o sol se deteve, e a lua parou,...  O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro." Josué 10:12,13 

O sol e a lua pararam em suas moradas... (Habacuque 3.11)



O Sol já foi considerado um deus na religião de muitos povos da antiguidade, tamanha sua importante para o desenvolvimento da vida na Terra. Sem esta estrela não seria possível a sobrevivência de grande parte das espécies que hoje habitam nosso planeta. Ele é responsável pela temperatura, pela evaporação, pelo aquecimento e por muitos processos biológicos que ocorrem em plantas e animais. Por outro lado, o excesso de sol pode causar danos aos seres humanos. A exposição excessiva aos raios ultra-violetas emitidos pelo Sol, sem o uso de protetor ou bloqueador solar, pode causar câncer de pele.

Os planetas do Sistema Solar, formação e características

Ao redor do Sol giram oito planetas, compondo o sistema solar. Estudos científicos mostram que o Sol deve ter se formado há aproximadamente 5 bilhões de anos. Sua massa é cerca de 300 mil vezes maior à do planeta Terra. O diâmetro do Sol é de aproximadamente 1.4 milhão de quilômetros. A distância entre a Terra e o Sol é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros. A temperatura média no núcleo do Sol chega a 15 milhões de graus Celsius. Nesta parte mais interior da estrela, ocorrem reações químicas como, por exemplo, a fusão entre átomos de hidrogênio. Na fotosfera, superfície do Sol, originam-se a luz e o calor. Ainda compõe o Sol uma camada de gases que envolve a estrela.


Deus é tremendo e Poderoso!

Ele formou o Universo - "E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas;..." Gênesis 1:18


"E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas." Gênesis 1:16


"Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés;..." Isaías 66:1


"Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas,..." Isaías 66:2



Deus revelou ao Profeta Isaías que a terra era redonda! (antes de Pitágoras e Galileu)
"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;" Isaías 40:22 

- que Ele formou e povoou a terra
"Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens." Isaías 45:12 

"Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro." Isaías 45:18

Sua grandeza é nos revelada através dos diversos Salmos "inspirados". Temos a Epístola aos Hebreus que, por inspiração e revelação divina, nos diz que pela Palavra de Deus o Universo foi criado (Hebreus 11.3). O SENHOR domina sobre todo o Universo e todas as estrelas Ele conhece pelo nome. Esse é o nosso Deus forte e Poderoso! Aleluia!

"Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes. Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito." Salmos 147:4,5


Tenha Fé!
Continue orando pelo teu Milagre, Ele está ouvindo sua oração!
As formas que irá usar para te abençoar serão "incríveis", se Ele vai reduzir a rotação da terra, inclinar seu eixo, eu não sei mas que Ele pode fazer isso ou infinitamente mais do que estiver pensando, isto eu sei!

Deus criou o Universo e seus corpos celestes (com suas funções) Ele pode suspender "temporariamente" seus movimentos naturais e completar seus propósitos (Isaías 38 7,8)

Dele é "...tanto o querer quanto o efetuar, segundo a Sua boa vontade" Filipenses 2.13b


Mãos a Obra! Siga em frente, lute, não desista! Imagine o que Deus fará se nos colocarmos a Sua disposição!
Como ficou conhecido por historiadores o maravilhoso milagre concedido a Josué assim será contigo! Porque para Deus nada é impossível. (Lucas 1.37)

O Senhor peleja por Seu povo.

Deus seja louvado!


Fonte:
. A Bíblia Responde - CPAD
. suapesquisa.com 


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