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sábado, 9 de maio de 2015

Mulheres que ajudaram Jesus!

“E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades [...] e muitas outras que o serviam com suas fazendas” Lucas 8.2,3

Não há dúvidas que Jesus Cristo quebrou vários paradigmas em relação às mulheres do seu tempo. Na Palestina Antiga não havia sacerdotisas, isto é, a hierarquia religiosa judaica era formada por homens. Logo, toda a concepção de moral, de ética e de costume em relação à mulher era decidida por intermédio da perspectiva religiosa masculina. Isso nos faz compreender o porquê de um rabino não se comunicar com mulheres; a genealogia das muitas mulheres não serem mencionadas na Bíblia; outras mulheres não entrarem nos livros de genealogias.

Mais interessante ainda é quando olhamos para a genealogia de Jesus e, lá, encontrarmos uma mulher como Raabe. Todo estudante da Bíblia sabe que Raabe fora uma prostituta da cidade de Jericó e que somente sobreviveu ao ataque do povo de Israel porque escondeu os vigias israelitas. Uma ex-prostituta na genealogia do salvador do mundo!
E Rute, uma estrangeira, adoradora de outros deuses, mas que graciosamente foi acolhida na família de Israel, entrando para a genealogia do Messias desejado das nações.
E Bete-Seba, citada na genealogia de Mateus (1.6), mãe do rei Salomão. Uma mulher que fora amante do rei Davi, naturalmente temos de levar em conta todas as circunstâncias sociais e política da época, agora contemplada como uma das mulheres presentes na genealogia de Jesus. E o que falar de Maria, a mãe do meio nazareno? A bendita entre as mulheres, mui amada pelo nosso Deus. O seu ventre concebeu e deu à luz o menino Jesus, o nosso Salvador. E as mulheres que subsidiavam o ministério de Jesus? E a mulher samaritana? Enfim, o ministério terreno de Jesus foi de encontro com diversas mulheres, que ao encontrá-lo, sentiram-se acolhidas por Ele.

Em Jesus, o homem não tem mais uma relação de domínio sobre a mulher, mas de parceria e de ajuda mútua. Leia o versículo 21 do capítulo 5 de Efésios. Ali, o apóstolo nos diz que ser “cheios do Espírito”, inevitavelmente, nos levaria a sermos submissos uns aos outros em amor. Em seguida, o apóstolo escreveu sobre a relação da esposa com o esposo, e deste para com aquela. Como consequência natural do versículo 21, não é difícil compreender que tanto a esposa deve se submeter ao esposo em amor quanto o esposo deve submeter-se a esposa, amando-a como Cristo amou a Igreja e entregou-se por ela. Em Jesus, a posição da mulher é outra. Ele a honrou!
Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. Ano 16 - N° 62


COMENTÁRIO
As mulheres tiveram uma participação especial no ministério de Jesus. O Mestre foi para as mulheres judias não somente o Salvador, mas aquEle que resgatou a dignidade da condição social feminina. Nos dias de Jesus, os rabinos se recusavam a ensinar as mulheres. Era atribuída a mulher uma condição social inferior. Jesus não somente as ensinou, mas as teve como amigas (Marta e Maria), as libertou dos poderes de demônios (Maria Madalena), como também as evangelizou (a mulher samaritana). Jesus valorizou as mulheres como ninguém jamais o fez e ainda concedeu a elas o privilégio de poderem contribuir financeiramente para a expansão do Reino. [1]

A mulher sempre teve um papel importante na expansão do Reino de Deus. 

INTRODUÇÃO
Ao longo dos séculos, em muitos lugares, as mulheres foram tratadas como objetos e estiveram à margem da sociedade. As mulheres ainda são, em algumas culturas, consideradas seres inferiores e por isso são discriminadas. Na cultura oriental, a qual pertenceu Jesus de Nazaré, era assim também que se enxergava as mulheres.
Um dos fatos que fica logo patente no Evangelho de Lucas é o tratamento que Jesus dispensou às mulheres. Essas mulheres esquecidas, discriminadas e maltratadas encontraram no Mestre a manifestação do amor de Deus. A forma que elas encontraram para retribuir foi segui-lo e servi-lo com seus bens. Um exemplo a todos aqueles que querem também agradar a Deus. [1]


I. JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES
1. A presença feminina no ministério de Jesus.
O livro do médico amado "Dr.Lucas", tem sido chamado “O Evangelho da Mulher”. O motivo: a extrema consideração e valorização que Jesus concede às mulheres se ressaltarem nos relatos neste Evangelho.

O Novo Testamento dá amplo destaque à presença feminina no ministério de Jesus. O terceiro Evangelho põe essa realidade em relevo.
Lucas escreve acerca de muitas delas. A lista é extensa:

Maria, a mãe de Jesus, e Isabel, a mãe de João Batista - Lc 1 e 2
Ana, a profetisa - Lc 2 36-38
a sogra de Pedro, curada da febre - Lc 4 38-41
A viúva de Naim - Lc 7 11-18
a mulher pecadora (na casa de Simão) que ungiu o nosso Senhor - Lc 7 36-50
Maria Madalena, curada de espíritos malignos - Lc 8.2
a mulher do fluxo de sangue - Lc 8 43-48
Joana, a mulher de Cuza, procurador de Herodes, juntamente com Suzana, cujo nome significa "Lirio", seguidoras que serviam com seus bens - Lc 8.3; Lc 24.10
Maria (irmã de Marta e Lázaro), o cuidado da Família, e a excelente escolha "a boa parte", Lc 10 38-42
A mulher dentre a multidão – Lc 11 27-28
a mulher encurvada, a dezoito anos - Lc 13 10-17
a mulher, na parábola da moeda perdida – Lc 15 8-10
a viúva que pedia justiça, a parábola da perseverante oração - Lc 18 1-8
a viúva que deu a Deus tudo quanto tinha – Lc 21.1-4
as “Filhas de Jerusalém” que lamentavam por Jesus enquanto Ele subia à cruz – Lc 23 27-28

*"A participação das mulheres na excursão missionária revela como era o ministério revolucionário de JESUS. Nos seus dias os rabinhos se recusavam ensinar as mulheres e lhes atribuía um lugar inferior. Por exemplo, só os homens tinham permissão de participar plenamente nos cultos da sinagoga. Mas JESUS trata as mulheres como pessoas e lhes dá as boas-vindas na comunhão. Elas têm acesso igual à graça e salvação, e muitas mulheres se tornam suas seguidoras. Entre elas estão as mulheres com recursos financeiros, que auxiliam JESUS dando de suas possessões para sustentar a Ele e seus discípulos"  *[2]

Em geral, as três seguintes aplicações são evidentes:
1. A menção de “Joana, esposa de Cuza, o mordomo da casa de Herodes”, nos ensina que o evangelho deve ser levado tanto à mansão quanto ao mercado, àqueles que se encontram em alta posição e aos que executam trabalhos servis. Veja Efésios 6.5-9; Filipenses 4.22.

2. A Escritura designa às mulheres um papel vital, chamando-as a um labor de auxílio, de serviço (At 9.36; 16.14, 15,40; 18.26; Rm 16.1, 2; Fp 4.2, 3; 2Tm 1.5)

3. “Mulheres que tinham sido curadas... estavam ajudando na manutenção” do pequeno grupo composto por JESUS e os Doze. Como a chuva que desce sobre a terra para abençoá-la e outra vez sobe pelo efeito do sol e forma nuvens, assim também é preciso manter o ciclo espiritual - o que se menciona no Salmo 50.15; cf. 116.3-6, 12-14. As bênçãos que descem do céu devem voltar para lá na forma de sincera e humilde ação de graças! [3]

As mulheres no judaísmo
"Na sociedade hebraica, a mulher comum tinha uma posição secundária e era legalmente considerada parte da propriedade de um homem (Gn 31.14,15). Normalmente, as filhas não recebiam nenhuma herança quando seu pai morria (cf. Nm 27. 1-8). " [4]

A posição da mulher na sociedade judaica
As sinagogas do primeiro século mantêm registros somente de homens. Homens e meninos podiam entrar nas sinagogas para adorar, mas para as mulheres e meninas havia uma divisória separada onde era permitido que elas se sentassem.

Salvação. A tradição afirmava que as mulheres não tinham direito à salvação por seus próprios méritos. A única esperança de salvação era se unir a um devoto homem judeu. As prostitutas eram excluídas porque não tinham esse vínculo, e viúvas precisavam ter sido casadas com um judeu piedoso para ter esse privilégio.

Associação em público. Um homem era proibido de falar com uma mulher em lugares públicos. Um rabi deveria ignorar uma mulher em público, mesmo se ela pacientemente persistisse em busca de algum urgente conselho espiritual.

Responsabilidade pelo pecado. Em um enterro, as mulheres caminhavam à frente do caixão. Elas eram consideradas responsáveis pelo pecado e, por isso, encabeçavam a procissão, levando a culpa pelo que havia acontecido. Os homens, não se sentindo responsáveis, caminhavam atrás do corpo.

Impureza. As mulheres eram consideradas cerimonial e socialmente impuras durante seu período menstrual. Durante sua menstruação, elas eram isoladas. Até mesmo aos membros da família não era permitido chegar perto para não serem contaminados.

Gravidez como chave de valor. Aos olhos da sociedade, o valor de uma mulher estava vinculado a sua habilidade de dar à luz. A esterilidade era um estigma social terrível. A responsabilidade da mulher era dar à luz bebês do sexo masculino que perpetuariam, desta maneira, o nome do pai.

Divórcio. Era privilégio do homem iniciar um processo de divórcio, o qual ele podia exercer baseado em considerações que hoje parecem frívolas e dignas de riso.

Posição legal. A palavra de uma mulher, num tribunal, precisava ser confirmada pelo menos por três homens, de outro modo, não tinha valor.

Educação. Não era permitido à mulher entrar em uma sinagoga para estudar; era considerado perda de tempo.

Religião. Não era permitido que as mulheres se aproximassem do Lugar Sagrado no templo. Na época de Jesus, havia um pátio no templo para as mulheres, localizado fora dos recintos reservados para sacerdotes e outros homens, e uns 15 degraus abaixo, que indicava a posição subordinada da mulher. 1.[5]

2. Jesus valorizou as mulheres. Causa admiração quando fazemos um contraste entre o tratamento dado às mulheres no Novo Testamento e aquele que era praticado no judaísmo do tempo de Jesus. No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. Não tinha voz nem rosto. A mulher era, portanto, tida como objeto, uma coisa que poderia ser usada e descartada. Ao contrário de tudo isso, Jesus não tratou as mulheres como coisa ou objeto. Ele as tratou como gente! Jesus mostrou que a mulher era um ser especial para Deus e fez com que elas se sentissem assim. Não são poucas as passagens do Novo Testamento que dão destaque às mulheres, e o Evangelho de Lucas não foge a essa regra (Lc 1.13,42; 7.48; 8.2,43; 13.12; 16.18; 23.27). [1]

É importante observar que, enquanto Sócrates, Aristóteles, Demóstenes, os rabinos e os homens da comunidade de Qumran tinham as mulheres em baixa estima, JESUS, em harmonia com o ensino do Antigo Testamento, lhes designava um lugar de elevada honra. Além disso, é especialmente no Evangelho de Lucas que se enfatiza a ternura e a profunda consideração de JESUS pelas mulheres.

A primeira a ser mencionada aqui entre as mulheres é Maria chamada Madalena, ou seja, Maria de Magdala, deriva de sua terra natal, Magdala hoje El Medjdel (que significa Torre de Deus),  O nome Magdala deriva do termo hebraico migdal, que significa “torre”. Magdala era uma cidade da Galileia, que também era conhecida pelo nome Tariqueia, uma aldeia de pescadores, localizada na margem ocidental do mar da Galileia, ou seja, do lago de Genesaré ou de Tiberíades (e ao sul de Cafarnaum).
Ela foi uma das mulheres que mais tarde:
(a) presenciaram a crucificação (Mt 27.55, 56; Me 15.40; Jo 19.25);
(b) viram onde o corpo de JESUS foi colocado (Mt 27.61; Me 15.47; Lc 23.55);
(c) saíram no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Me 16.1; Lc 24.10).
Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o CRISTO Redivivo apareceria (João 20.1-18; veja também o disputado final de Marcos, 16.9).

Quanto a Joana, esposa de Cuza, o mordomo da casa de Herodes Antipas, Tetrarca ou Governante da Galileia e da Pereia, ela estava também entre as mulheres que iriam ouvir as boas-novas: “Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24 6-10).
O nome Cuza vem do aramaico, significando "jarrinha".
O nome Joana (proveniente do hebraico) é a forma feminina do nome "João" que significa "agraciada por Deus"

Acerca de Susana, mencionada somente aqui em Lucas 8.3, nada mais se sabe. Entretanto, seu nome jamais deveria ser esquecido. Seus atos de bondade para com o Senhor e seus discípulos eram puros e fragrantes, que por conseguinte nos lembra um belo “lírio” (que é o significado de seu nome).

Alegra-nos ler que além das três mulheres já mencionadas havia “muitas outras”. O que temos aqui, pois, é uma verdadeira Sociedade que as mulheres nunca adotaram uma atitude contrária a JESUS ou a sua causa carece de cuidadosa delimitação. Não obstante, é um fato que, salvo algumas poucas exceções, as moças e senhoras mencionadas no Novo Testamento estavam lado a lado com o Senhor. Em linhas gerais, é verdade que, embora Pedro negasse a CRISTO, Judas o traísse, Herodes o desdenhasse e Pilatos o condenasse, as mulheres o honraram e ministraram às necessidades dele e de seus discípulos. Na extensão em que fizeram isso, as consoladoras palavras de Mateus 25.34-40 podem ser-lhes aplicadas com toda propriedade. "Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes". Mateus 25:35-40 [3]

No judaísmo as mulheres não eram valorizadas, mas Jesus veio restaurar sua condição social.


II. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER
1. Maria, a mãe do Salvador.
A doutrina católica acerca da pessoa de Maria se fundamenta na tradição e não conta com apoio bíblico. Não é fundamentada nos Evangelhos, mas na tradição apócrifa que começou a circular por volta do segundo século de nossa era. Crenças como a perpétua virgindade de Maria, imaculada conceição e sua ascensão não fazem parte do cânon neotestamentário. Esse é um lado da história. O outro é a rejeição à pessoa de Maria que prevalece entre muitos protestantes por conta do anticatolicismo. O que a Escritura mostra de fato é que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação. A sua disposição em aceitar e crer no plano de Deus está demonstrada em suas palavras: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra [...]” (Lc 1.38).

2. Isabel, a mãe do precursor. Isabel, esposa do sacerdote Zacarias, aparece na história bíblica como uma pessoa também agraciada por Deus. Ela foi escolhida para ser a mãe de João Batista, o último profeta da Antiga Aliança (Lc 1.8-24; 16.16). A revelação do nascimento de João foi dada a seu marido Zacarias, que inicialmente não creu. O relato de Lucas, de que Isabel “ficou cheia do Espírito Santo” quando foi visitada por Maria, deixa claro também a sua disposição em crer e aceitar o plano de Deus para ela (Lc 1.41-43). Assim como Maria, Isabel foi uma mulher obediente e sua obediência foi recompensada.

Isabel e Maria eram mulheres de fé, tementes e obedientes ao Senhor.


III. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR
1. Mulheres servas.
Logo após ser curada por Jesus de uma febre muito alta, a sogra de Pedro se levantou e passou a servi-lo (Lc 4.39). O verbo “servir” é a tradução do vocábulo grego diakoneo. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre.

Maria Madalena se destacou das demais:
- foi a primeira mulher mencionada em Lucas 8.1-3;
- aparece de forma destacada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João.
- foi uma das mulheres que mais tarde presenciaram a crucificação (Mt 27.55,56; Mc 15.40; Jo 19.25);
- viu (viram) onde o corpo de Jesus foi colocado (Mt 27.61; Mc 15.47; Lc 23.55);
- saiu (saíram) no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 24.10).
Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o Cristo ressurreto apareceria (Jo 20.1-18).

2. Mulheres abnegadas.
O Evangelho de Lucas revela que Jesus teve em seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas (Lc 7.36-50). O evangelista mostra Jesus sendo ungido por uma mulher tida como pecadora na casa de Simão, um dos fariseus. Essa mulher, visivelmente emocionada, usou o unguento que levou em um vaso de alabastro para ungir Jesus enquanto beijava-lhe os pés. O Evangelho de João mostra um fato semelhante ocorrido com Maria de Betânia, que não deve ser confundido com o relato de Lucas (Jo 12.1-8). No texto de João, é destacado que Maria de Betânia também preferiu derramar sobre os pés de Jesus o perfume do vaso do que usá-lo em benefício próprio. Esse seu gesto sofreu duras críticas de Judas Iscariotes, que estava de olho nos trezentos denários que esse unguento poderia render. Ela considerou muito mais valioso o perdão que o Salvador lhe deu do que os ganhos que esse perfume poderia lhe trazer.

Mulheres que tiveram um Encontro Pessoal com Jesus
Aprecio o esboço feito pela escritora Wanda de Assumpção sobre as mulheres que tiveram um encontro pessoal com Jesus. Ela divide em quatro grupos todas as mulheres que de alguma forma se encontraram com Jesus. No grupo das que tiveram Jesus como seu sustento e consolo, estão: Ana, a profetisa, a viúva de Naim e a viúva pobre. No grupo das mulheres que tiveram Jesus como a sua justificação, estão: a pecadora que ungiu os pés de Jesus e a mulher adúltera. No grupo das que tiveram Jesus como a cura, estão: a sogra de Pedro, a mulher com hemorragia, a mulher curvada por enfermidade, a mulher siro-fenícia e Maria Madalena. Por último, no grupo das mulheres que tiveram Jesus como a água viva que sacia a sede, encontram-se: a mulher samaritana, Marta, Maria de Betânia, a mãe de Tiago e João e Maria, a mãe de Jesus.

De todas essas histórias, a narrativa sobre a mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus se mostra como uma das mais belas e fascinantes. Ela mostra que Jesus valorizou as mulheres e devolveu-lhes a dignidade perdida.

“E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento. E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-los com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-los com o unguento.

Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. Um certo credor tinha dois devedores; um devia- lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais? E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados. E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7.36-50).

Algumas deduções são possíveis a partir desse texto:

1. A mulher pecadora era “cobiçada” pelos homens, mas não se sentia amada por Deus.
Essa mulher que ungiu os pés de Jesus, que não deve ser confundida com uma outra mulher citada no capítulo 12 do evangelho de João, trazia o estigma de ser “pecadora”. Esse adjetivo significava que ela era uma mulher de vida “livre” ou mais popularmente uma “prostituta”. Isso a excluía da vida religiosa e da vida em sociedade. Não há dúvida de que essa mulher, sempre disponível para os homens, sendo cobiçada por eles, não se sentia uma mulher amada.
É somente quando ela encontra o Senhor Jesus que ela de fato vai saber o que é se sentir realmente amada. Jesus fez com que a mulher pecadora se sentisse perdoada por Deus.

2. A mulher pecadora levava consigo um frasco de perfume, mas não conseguia encobrir o fedor do seu passado.
O fariseu que convidou Jesus, ao observar a cena da mulher ungindo o Senhor, pensou: “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Esse fariseu tinha o olfato refinado para sentir o cheiro do “pecado”. Pela lei, aquela mulher de fato era uma pecadora! O fariseu e todos os presentes ali sabiam disso. Parece que aquela mulher fedia a pecado.
Foi somente quando teve o contado com o Mestre que o seu pecado e consequente o seu passado foram esquecidos diante de Deus. Agora ela não fedia mais a pecado, mas tornara-se o bom perfume de Cristo (2 Co 2.15).

3. A mulher pecadora vendia o seu corpo, mas não conseguia comprar a paz.
O que de fato essa mulher procurava e buscava com intensidade era encontrar a paz! Ela tinha os homens à sua volta, ganhava dinheiro com seu corpo, mas não conseguia encontrar a paz. Jesus mostra-lhe que ser amada por Deus e perdoada por Ele é o que importa. A paz vem quando o perdão de Deus é derramado em seu coração.

4. A mulher pecadora derramou diante de Jesus tudo o que tinha para que Deus juntasse o que havia sobrado dela.
O relato lucano diz que ela ungia o Senhor. Ela derramou tudo o que possuía de mais precioso sobre o Senhor. O seu gesto de entrega e de arrependimento possibilitou o Senhor restaurá-la por completo. A sua vida, que se encontrava fragmentada em retalhos foi totalmente reconstruída.

5. A mulher pecadora aprendeu que a Lei condena, mas a graça perdoa!
A Lei puniu aquela mulher, a graça a perdoou! A Lei a excluía, a graça a abraçou! A Lei foi dada através de Moisés, a graça e a verdade vieram através de Jesus Cristo (Jo 1.17). [1]

Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para servi-lo no Reino de Deus.



IV. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR
1. O trabalho rabínico.
Lucas registra que Jesus “andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele” (Lc 8.1). A dedicação de Jesus e seus doze discípulos ao ministério da Palavra era exclusiva. Como se dava, então, a manutenção desse ministério? Jesus orientou seus discípulos quando estivessem em missão a que “ficassem na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa” (Lc 10.7).
O trabalhador era digno de seu salário. Um rabino não podia receber pagamento pelo que ensinava, mas a cultura hebraica considerava uma obrigação e um privilégio sustentar um rabino. Há um princípio válido aqui — o obreiro não deve ter valores materiais como a motivação do seu ministério. Por outro lado, aqueles que se beneficiam desse ministério, devem ajudá-lo em sua manutenção.

2. Apoio feminino.
Na cultura judaica do tempo de Jesus, a participação das mulheres na vida pública era bem limitada. As mulheres, por exemplo, não podiam estudar e não podiam ensinar. Mas nem por isso deixaram de participar do ministério do Mestre. Lucas diz que elas serviam o Senhor com suas fazendas, isto é, com seus bens (Lc 8.3). Enquanto Jesus e seus doze apóstolos se dedicavam ao ministério da Palavra, essas mulheres lhes davam suporte financeiro e material. Por trás de grandes ministérios, sempre há alguém dando suporte, seja financeiro, seja, espiritual. Não podemos negar que atualmente as mulheres têm desempenhado um papel importante na obra do Senhor. Muitas têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, à obra missionária, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres. São milhares de servas que dedicam suas vidas à seara do Senhor. O serviço de Deus é para todos que amam ao Senhor, independentemente de gênero.

Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para ofertar.


CONCLUSÃO
No judaísmo do tempo de Jesus, conversar com uma mulher era considerado um ato vergonhoso (Jo 4.27). Mas Jesus conversou, ensinou, curou, libertou e valorizou as mulheres como homem algum jamais o fez. Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. Graças a Deus pelo trabalho das mulheres na Seara do Senhor.


JESUS - O Filho de Deus - Sua vida na terra foi breve – somente 33 anos e meio. Seu ministério foi ainda mais breve – apenas três anos e meio. Mas ninguém, com sua vida e ensinamentos, impactou tanto a história de uma maneira tão intensa quanto Jesus. O que Ele ensinou e o que fez alterou o curso da história e dramaticamente mudou e continua mudando milhões de vidas ao redor do mundo. Seus ensinamentos têm afetado cada aspecto da vida – religião, educação, trabalho, ética, saúde, justiça social, desenvolvimento econômico e as muitas artes e ciências do viver humano.**



SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“É importante reconhecer que quando Deus criou a humanidade, quando fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1.27), e não ‘um ou outro’. Portanto, a imagem de Deus aparece tanto no homem (o macho) quanto na mulher (a fêmea), e as características peculiares de cada sexo são completamente necessárias para espelhar a natureza de Deus. A própria palavra ishsha para ‘mulher’ sugere as suas sensibilidades e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas características servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe permitem entender intuitivamente as situações e os sentimentos das outras pessoas” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1312).


PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
Como era a situação das mulheres no judaísmo nos dias de Jesus?
No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. A mulher era tida como um objeto que poderia ser usado e descartado.
Como a Bíblia fala de Maria a mãe de Jesus?
A Bíblia mostra que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.
De acordo com a lição, qual o nome de algumas mulheres, citadas por Lucas, que serviram a Jesus?
Lucas cita Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana.
De que forma as mulheres apoiaram Jesus em seu ministério?
Elas apoiaram Jesus com seus recursos financeiros.
Qual a importância da mulher na expansão do Reino de Deus?
Sua importância é de grande valor. Muitas mulheres têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres.

Fontes:
[1]José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. Ed.CPAD
*[2]Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol 1. 1.ed. RJ, CPAD
[3]HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Lucas-vol 1 Ed.Cultura Cristã
[4]PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD
[5]1. Joachim Jeremias. Jerusalén en Tiempos de Jesús: Estudio Económico y Social del Mundo del Nuevo Testamento. Madrid: Cristiandad, 1977. p.97.Dialogo universitátio 
**Atitude de Jesus para com as mulheres - Miguel Ángel Núñez
A paz do Senhor.org.br
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal. 
Bíblia Defesa da Fé 


Sugestão de Leitura: 
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Despertando do sono espiritual


"E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé." Romanos 13:11

Em um dos Cultos celebrados na igreja que pastoreio, INAD, o meu amigo e obreiro, abençoado, Presbítero Anderson abordou sobre o tema "despertemos do sono" e, louvado seja Deus, foi uma Palavra maravilhosa naquela noite.
Logo, como todo pregador, Deus nos impulsiona a escrever sobre o assunto e, confesso, ainda estou "comendo" daquela mensagem!

Utilizando de uma abordagem mais temática do que textual, vamos meditar um pouco sobre este tão rico tema " despertando do sono"!

Quando estamos cansados demais e nosso organismo já não responde aos nossos impulsos, ficamos um pouco lentos, vagarosos, tudo parece mais difícil, o corpo pede -"cama, por favor!" e, avistando-a nos lançamos e dormimos como bebês. Há situações que, no sofá mesmo, começamos a fazer nosso "ninho" e quando nos deparamos, lá está nossa mãe, ou quem sabe a avó amada, ou o paizão, nos chamando para deitar na cama, escutamos de longe "vai para o seu quarto, o sono chegou!", e como é bom ter um soninho tranquilo. Glória Deus!

Precisamos dormir para recompor nossa energia. Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados,  podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.
Nossa! Quanta coisa não é mesmo! Mas na vida espiritual o sono pode nos trazer algumas adversidades, e ao invés de "recompor as forças", acaba-se "PERDENDO-AS".

Nesta hora é aconselhável estarmos bem despertos para não sermos "traídos" por nossas atitudes.

Despertar é: Acordar; deixar de estar dormindo; sair do estado de sono, de dormência. Podemos citar ainda que é sair do estado de inatividade, de prostração; passar a ter vigor. Então, agora é o momento de despertar a vontade de fazer a "Obra", é momento de fazer com que as lembranças possam nos despertar para a vida. Que o desejo de "agir" desperte nossa (sua) coragem! Chega de ficar dormindo! Desperta crente!

Há vários tipos de "sono espiritual", vamos abordar três tipos bem visíveis atualmente:
São: o sono do porão, o sono no jardim e o sono da janela.

Alguns se deixam levar por este sono da covardia, da vingança, do medo, da desobediência, causando agitação no ambiente, se escondem, ficam fugindo, é o sono do porão.
Havia um profeta israelita da tribo de Zebulom, filho de Amitai, natural de Gete-Héfer, que profetizou durante o reinado de Jeroboão II, rei de Israel Setentrional, seu nome, Jonas. Em hebraico, é "Yonah" e significa "pombo". A historicidade do livro de Jonas se comprova com 2Reis 14 25, e pela referencia feita pelo próprio Jesus em Mateus 12 39-41.
Todo cristão sabe que Jonas foi chamado para pregar "fazer missão" em Nínive, capital da Assíria, mas fugiu. Ele teve um chamado missionário, e fez o que foi possível para se eximir dessa vocação divina. Nínive (Assíria), um grande império daqueles dias e uma enorme ameaça para o povo de Israel. Pensava Jonas consigo -"pregar para os meus inimigos - um grande risco de vida". O profeta tentou escapar, tentou enganar, escondeu-se, sofreu com as consequências, mas teve de admitir e reconhecer que a ordem divina deve ser cumprida.
Deus pela Sua infinita misericórdia enviou Jonas a pregar o arrependimento aos gentios ninivitas e eles se arrependeram.
Muitas das vezes, Deus nos chama para realizar uma "missão" e fugimos como Jonas, nos escondemos como Jonas e sofremos como ele sofreu (cuidado com o grande peixe). Se Deus está te chamando, ouça o chamado do SENHOR e saia do anonimato, mostre-se! 
Vai Pregar a palavra meu irmão! É para fazer Missão, viaje de avião e não dentro do grande peixe! JESUS vai usar você e milagres vão acontecer para glória do nome dEle!
Sai do porão crente!

Quando não, alguns se deparam com o sono da preguiça, da falta de intimidade, da falta de comprometimento, do comodismo, é o sono do jardim!
Esse sono é aquele que dificilmente percebemos, a não ser que alguém (usado por Deus) venha nos falar, e para encontrar esse alguém, ai é que está a dificuldade! Cadê o profeta!
Hoje, me coloco como instrumento do SENHOR e, acredito que, esse problema foi resolvido. A mensagem para ti é: acorda meu irmão Jesus está te chamando, está falando e você está dormindo! Vamos orar! Vigiai e orai crente! (Mt 26.41)
Em nosso tempo atual, diria até, em todo tempo, temos visto uma luta constante entre os irmãos de oração e os que dormem. A cada dia a igreja está sendo "bombardeada" com as astutas ciladas do inimigo de nossas almas (Efésios 6 10-12) e, ao invés de manter constante oração, muitos preferem dormir com seus cotidianos e argumentos sem causa.
Com a falta de intimidade, as artimanhas do "não tem nada não" vão entrando pela porta e muitos dormem, situações que poderiam ser evitadas "com oração", acabam proliferando  a doença da "cegueira", da "boca fechada" e não se ouve mais os louvores na congregação dos santos (Salmo 149.1) logo, todos adormecem e entram em sono profundo.
As mentiras, as dissenções, os escândalos, as iniquidades (Isaías 59.2), vão se infiltrando sorrateiramente por falta de vigiar e orar. 
Meu querido irmão, levante a guarda, a carne é fraca (Mt 26.41) mas você tem a vitamina certa para faze-la forte, JESUS, não confie em sua sabedoria, em seu conhecimento, confie no Senhor Deus Todo Poderoso (Sl 20.7), Ele é o nosso refugio e fortaleza (Sl 46.1).
Em momentos difíceis, a solução é ter intimidade com Deus, orar e vencer as tentações.
Vigie, não dê lugar ao diabo, não pegue atalhos, o Caminho está à sua frente, Jesus está contando com você.
No momento em que ELE mais precisa de nos, estamos dormindo!
Se ELE te chamou para interceder, interceda! se te chamou para louvar, louve! se te chamou para profetizar, profetize! se te chamou para ajudar, ajude! Esteja a disposição do Senhor. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tiago 4.7)
Acorda! Vamos Orar! temos muito o que fazer para o Senhor.
Sai do comodismo crente!

Por fim, temos o sono da distração, um momento terrível em que observar passa a ser o principal objetivo, a critica passa a ganhar posições elevadas, é o sono da janela.
A Bíblia nos conta sobre um rapaz que, durante uma longa pregação dormiu na janela. O relato está no Livro de Atos dos Apóstolos (20.7-12). O Apóstolo Paulo estava em Trôade, e como de costume, começou seu discurso, pregando por longas horas. Ao passar dessas horas o jovem Êutico, tomado de um sono profundo, caiu da janela que estava. A situação não fugiu do controle de Paulo, mesmo tendo de parar "momentaneamente" o que estava fazendo, foi até o garoto, constatou o milagre afirmando que ele estava bem e com segurança retorna ao seu proposito, continua seu discurso por mais algumas horas.
Vemos aqui que o Jovem estava em um local apropriado, o cenáculo, e dentro deste local milagres acontecem, aleluia!
Em uma breve analogia, pode-se dizer que: -Paulo confiou em Deus, ressuscitou o jovem e continuou a Pregação. - é isso que precisamos, tomar posse da Palavra de Deus e ter Fé!

Na igreja não é diferente, há momentos em que os ouvintes da Palavra de Deus estão mais preocupados com seus problemas pessoais, não se envolvem, não ouvem, não participam. Seus afazeres tomam seu coração e atenção, e mesmo estando dentro da casa de oração, não oram, não se relacionam com o SENHOR. O sono da distração ocupa o espaço e os reflexos, por vezes, são drásticos. Começa então uma saga, o observa e critica, o critica e observa, nisso passa-se horas a fio, quando chega o final da cerimonia religiosa sai murmurando e dizendo que Deus não usou o pregador, pois bem, seu olhar estava em outras importâncias, sua boca e seus ouvidos estavam emprestados ao inimigo (Jo 8.34).
Sai da janela crente!

Pare de observar tudo na igreja, dê mais atenção a Palavra de Deus. Precisamos que a atenção maior seja para o nosso Jesus, a gloria para Ele, o louvor para Ele, e mesmo que ocorram situações que tentem lhe tirar do alvo (Salvação), confie em Deus, clame por ELE (Jesus), tenho certeza que o Espírito Santo estará confortando o teu coração. Um milagre vai acontecer! acontecerá, creia!

Entre e permaneça neste ambiente (cenáculo), a porta é Jesus!
Ele te convida a sair da janela e entrar pela porta; uma nova vida com Ele!

Possamos refletir nesta mensagem e, se estávamos com algum pensamento estranho sobre o que Deus tem para fazer em nossas vidas, acordemos, despertemos do sono e permitamos o SENHOR agir em nossas vidas.

Vamos ser instrumentos poderosos nas mãos do Mestre e viver Milagres!

abraço fraterno
Pastor Ismael


Fontes:
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
Esequias Soares - os Doze Profetas Menores-Jonas-A misericórdia divina
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Ed.CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD


Sugestão de Leitura: 
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O propósito dos Dons Espirituais

“Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja” 1Co 14.12


Muitas dúvidas pairam sobre os crentes pentecostais quando o assunto é os dons espirituais. Elas (as dúvidas) prejudicam a obra de Deus e o recebimento das bênçãos divinas. Os dons do Espírito Santo são recursos indispensáveis para o Corpo de Cristo. Eles contribuem para a expansão e edificação da Igreja.

Os dons são sempre concedidos aos crentes visando um propósito específico. Qual será este objetivo? O alvo divino é a edificação de todos os membros do Corpo. Infelizmente, alguns fazem um uso errado dos dons. Vemos crentes tentando usar os dons para alcançar interesses pessoais. Em vez de glorificar o nome do Senhor, estes se utilizam dos dons a fim de galgar posições eclesiásticas. Muitos não estão mais sendo usados pelo Espírito Santo, mas estão tentando usar o Espírito. Eles estão enganando a si próprios. O Senhor conhece nossos corações e as nossas intenções. Haverá um dia que teremos que prestar contas ao Senhor a respeito do uso dos nossos dons e talentos. Neste dia muitos ouvirão do próprio Senhor a quem tentaram enganar (Mt 7.24).

O objetivo dos dons não é a superioridade ou elitização de um grupo (1Co 12.7). Por falta de conhecimento bíblico, muitos acreditam, erroneamente, que os dons são um sinal de grande espiritualidade e até de superioridade, mas não o são. Tomemos como exemplo os irmãos da igreja de Corinto. Ao visitar aquela igreja, Paulo relatou que ali havia a manifestação de muitos dons espirituais (1Co 1.7). Corinto era uma cidade cosmopolita, marcada pela idolatria, paganismo e imoralidade. Ser um crente fiel naquela cidade não era fácil. Logo, Deus concedeu muitos dons do Espírito Santo àqueles irmãos a fim de que tivessem condições de lutar contra a idolatria, a imoralidade e permanecessem em santidade até a volta de Cristo. Todavia, a igreja de Corinto estava longe de ser uma igreja espiritual. O pecado havia adentrado ali. Paulo chama os irmãos de Corinto de carnais e meninos (1Co 3.1). Fica então a pergunta: "O que torna o crente espiritual? Os dons?" Podemos aprender, por intermédio dos irmãos de Corinto, que não. Quem tem poder para santificar os crentes é o Espírito Santo. Os dons são dádivas divinas. São presentes e não tem o poder de nos santificar.

Os dons espirituais são dádivas importantes e necessárias à igreja nestes últimos dias antes da Segunda Vinda de Cristo. Estamos vivendo tempos trabalhosos (2Tm 3.1), por isso, precisamos ser cheios do Espírito Santo e procurar com dedicação os dons espirituais (1Co 12.31).
Revista Ensinador Cristão nº58

Os dons são recursos concedidos por Deus para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

COMENTÁRIO
Os dons espirituais são habilidades concedidas pelo Espírito Santo para edificação da igreja. Para receber estas habilidades basta crer e pedir com fé. Os dons são presentes divinos e fruto da misericórdia do Pai. É graça de Deus!


INTRODUÇÃO
Os propósitos dos dons podem ser compreendidos a partir de sua natureza. Myer Pearlman diz que os dons do Espírito “...descrevem as capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito para ministérios especiais...”. Para esse teólogo, o propósito principal dos dons do Espírito Santo é “edificar a Igreja de Deus, por meio da instrução aos crentes e para ganhar novos convertidos”. [1]


I - OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE
1. A igreja Coríntia.
CORINTO Capital da província romana da Acaia.

Corinto uma cidade muito antiga. Os primeiros colonizadores chegaram a Corinto no quinto ou no sexto milênio a.C. Mas a Corinto do período clássico foi realmente estabelecida com a invasão dos dórios. Por volta de 1000 a.C. este povo grego se estabeleceu no sopé da acrópole de Corinto. Ocupando um lugar de segurança, eles também controlavam a principal rota comercial por terra entre o Peloponeso e a Grécia central, como também a rota Istmiana. [2]

A Igreja em Corinto localizava-se numa cidade comercial e próxima do mar, sendo uma das mais importantes do Império Romano. Corinto era uma cidade economicamente rica, porém marcada pelo culto idolátrico. Durante a segunda viagem missionária de Paulo, a igreja recebeu a visita do apóstolo (At 18 1-18). Por conhecer muito bem a comunidade cristã em Corinto foi que o apóstolo dos gentios tratou, em sua Primeira Epístola dirigida àquela igreja, sobre a abundância da manifestação dos dons do Espírito, chegando a afirmar daquela igreja que "nenhum dom" lhe faltava (1Co 1.7). [1]

2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.
Paulo censura os coríntios pela fraqueza e incompetência deles. Aqueles que são santificados somente o são em parte: ainda há lugar para crescimento e aumento na graça e no conhecimento (2Pe 3.18). Aqueles que são renovados pela graça divina para uma vida espiritual, ainda podem ser defeituosos em muitas coisas. O apóstolo lhes diz que “não lhes pôde falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo” (1Co 3.1). Eles estavam tão longe de basear suas máximas e medidas sobre o chão da revelação, e entrar no espírito do Evangelho, que se tornou muito evidente que eles estavam sob o controle das inclinações corruptas e carnais.

Eles ainda eram meros bebês em Cristo. Eles haviam recebido alguns dos primeiros princípios do cristianismo, mas não haviam crescido até a maturidade de entendimento neles, ou de fé e de santidade; e ainda está claro, por diversas passagens nesta epístola, que os coríntios eram muito orgulhosos de sua sabedoria e conhecimento.

Note que é muito comum para pessoas de entendimento e conhecimento muito restritos terem uma grande medida de orgulho próprio. O apóstolo assinala a pouca competência que eles têm no conhecimento do cristianismo como uma razão pela qual ele não lhes havia comunicado mais das suas coisas profundas. Eles não podiam suportar tal comida, eles precisavam ser alimentados com leite, não com carne (v.2). Note que é tarefa do fiel ministro de Cristo estudar a capacidade de entendimento de seus ouvintes e ensinar-lhes o quanto eles puderem suportar. E também é natural que os bebês cresçam até se tornarem homens; e bebês em Cristo devem se empenhar em crescer em estatura e tornar-se homens em Cristo. Espera-se que seu desenvolvimento no conhecimento seja proporcional aos seus recursos e oportunidades, e ao tempo da profissão da sua religião, que eles possam ser capazes de suportar discursos sobre os mistérios de nossa religião, e não descansar sempre em coisas simples e claras. Era uma vergonha para os coríntios que eles tivessem se sentado tanto tempo sob o ministério de Paulo e não tivessem feito progresso significativo no conhecimento cristão. Observe que os cristãos são totalmente culpados se não se empenham em crescer na graça e no conhecimento.

Ele os censura por sua carnalidade, e menciona sua disputa e discórdia acerca de seus ministros como evidência dela: “porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?” (v.3). Eles mantinham rivalidades mútuas e rixas e facções entre eles, por conta de seus ministros, “porque, dizendo um: eu sou de Paulo; e outro: eu, de Apolo; porventura, não sois carnais?” (v.4). Essas são provas de que eram carnais, que inclinações e interesses carnais os controlavam. Note que rivalidades e rixas sobre a religião são tristes evidências de carnalidade remanescente.

A verdadeira religião torna os homens pacíficos e não contenciosos. Os espíritos de divisão atuam com base nos princípios humanos, não nos princípios da religião verdadeira; eles são guiados por seu próprio orgulho e paixões, e não pelas regras do cristianismo: “não andais segundo os homens?” Note que é para lamentar-se que muitos que deveriam se comportar como cristãos, isto é, acima da média dos homens, andam realmente como homens comuns, e vivem e se comportam exatamente como os outros homens. [3]

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.
MUITOS creem erroneamente que os irmãos agraciados com dons da parte de Deus são, por isso, mais espirituais que os outros. Todavia, os dons do Espirito são concedidos pela graça de Deus. Por ser resultado da graça divina, não recebemos tais dons por méritos próprios, mas pela bondade e misericórdia de Deus. Que a mensagem de Jesus possa ressoar em nossa consciência e convencer-nos de uma vez por todas de que os dons não são garantia de espiritualidade genuína: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Mateus 7:22,23. [1]



Il - EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS
1. Edificando a si mesmo.
Diz Paulo que “O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (1Co 14.4). É um aspecto muito interessante do propósito dos dons. O membro da igreja, em particular, precisa ser edificado, para que a coletividade, a igreja, também o seja. Não pode haver igreja edificada, se os membros não tiverem edificação espiritual. Quando o crente fala línguas, sem que haja intérprete, não edifica a igreja, porque o que fala fica sem entendimento para os demais. Mas não se deve proibir que o crente fale língua para si próprio (1Co 14.39). Tão somente, deve ser ensinado que ele se controle e não eleve a voz, numa mensagem ininteligível. Há irmãos que, ao falar línguas, querem chamar a atenção para si, para mostrar que são espirituais. Isso é falta de maturidade.

O apóstolo ensina: “E, agora, irmãos, se eu for ter convosco falando línguas estranhas, que vos aproveitaria, se vos não falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?” (1Co 14.6). Ele quer dizer que, se falar língua sem interpretação, é ótimo para si próprio, pois “edifica a si mesmo”. Mas, se não houver interpretação, não haverá revelação, ciência, profecia ou doutrina. E a igreja fica sem edificação, sem aproveitamento. Daí, porque, no mesmo capítulo, ele exorta: “Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (1Co 14.13,14).

Quem fala línguas, sem interpretação, “edifica-se a si mesmo”, mas “... não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1Co 14.2). Naturalmente, quando o crente ora em línguas, mesmo que ele não saiba o sentido das palavras, Deus o entende. O crente, batizado com o Espírito Santo, deve procurar desenvolver uma adoração individual, plena da unção do Espírito Santo. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a Deus, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor.

E nessas horas, quando o crente não sabe orar, que o Espírito Santo intercede por ele de maneira especial. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). Esses “gemidos” do Espírito, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por Deus, pois há línguas estranhas que são linguagem do céu, ou “línguas dos anjos” (1Co 13.1). [1]

Falar ou orar em línguas provenientes do Espírito é uma bênção espiritual maravilhosa.

2. Edificando os outros.
No versículo 12 (1Co 14), Paulo volta incansavelmente ao seu ponto de maior ênfase: Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja. O primeiro objetivo do cristão deve ser a edificação da igreja e o fortalecimento dos seus membros. Se o crente quiser promover o bem-estar da igreja, ele analisará os seus dons de acordo com este critério. [4]

Em lugar de buscarmos prosperidade material, como se pudéssemos barganhar com Deus usando dinheiro em troca de bênçãos, busquemos os dons espirituais. Agindo assim edificaremos a nós mesmos e também aos outros.

3. Edificando até o não crente.
Paulo teve coragem de dizer que era um “sábio arquiteto” (1Co 3.10), na edificação da igreja. Nem todo obreiro pode dizer isso, nos dias presentes. Os terrenos em que a igreja está sendo edificada são tão instáveis, que desafiam a capacidade de todos os engenheiros ou arquitetos. Os ventos fortes de falsas doutrinas e movimentos heréticos, disfarçados de genuínos movimentos cristãos conspiram contra a estabilidade e a unidade da Igreja de Cristo. Os edificadores de hoje têm tantos ou maiores desafios do que os do tempo de Paulo, mesmo que tenham mais recursos humanos e técnicos que o apóstolo dos gentios.

Mas a missão dos obreiros do Senhor é cuidar da evangelização, buscando as almas que se integram à igreja, e o cuidado delas, através do discipulado autêntico, que se fundamenta na sã doutrina, esposada por Jesus Cristo, e interpretada e aplicada pelos seus apóstolos e discípulos, ao longo da História. Os cristãos devem ser edificados para serem templos do Espírito Santo (1Co 6.19,20). E os dons são indispensáveis nessa edificação espiritual. [1]


IIl - EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO
1. Os dons na igreja.
Na Primeira Carta aos Coríntios, Paulo dedica dois capítulos (12 e 14) para falar a respeito do uso dos dons na igreja. O Apóstolo mostra que quando os dons são utilizados com amor, todo o Corpo de Cristo é edificado. Conforme diz Thomas Hoover, parafraseando Paulo em Efésios 4.16, "os membros do corpo, cada qual com sua própria função concedida pelo Espírito, cooperam para o bem de todas. O amor, é essencial para os dons espirituais alcançarem seu propósito". Se não houver amor, certamente não haverá edificação (1Co 13). Sem o amor de Deus nos tornamos egoístas e acabamos por colocar nossos interesses em primeiro lugar. O propósito dos dons, que é edificar o Corpo de Cristo, só pode ser cumprido se tivermos o amor de Deus em nossa vida.

"Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor." Efésios 4:16


2. Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.
1Cor 13.9. "Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;"
Nosso conhecimento é parcial, até mesmo com a ajuda dos mais elevados dons da sabedoria e do conhecimento. Essa admissão e declaração, feitas pelo apóstolo, deveria ensinar-nos a sermos cautelosos quando cercamos a Deus com os nossos dogmas, como se, já sabendo tudo quanto tem importância, não precisássemos mais de fazer qualquer pesquisa honesta pela verdade. A tendência da religião «ortodoxa» é olvidar-se desse grande fato, apodando de heterodoxa qualquer opinião que não se adapte facilmente dentro dos limites dos dogmas já aceitos.
Da covardia que teme novas verdades,
Da preguiça que aceita meias-verdades,
Da arrogância que conhece toda a verdade,
Oh, Senhor, livra-nos. (Arthur Ford). [5]

Os intelectuais de Corinto faziam uma ideia exagerada da grandiosidade de seu conhecimento.

Deus levanta homens para edificarem espiritual, moral e doutrinariamente a igreja local. A Igreja é o “edifício de Deus” (1Co 3.9). Os ministros, sábios arquitetos (1Co 3.10). O fundamento já está posto pelos apóstolos: Jesus Cristo (1Co 3.11). Mas os ministros têm de tomar o cuidado com as pedras assentadas sobre este alicerce, pois eles também tomam parte na edificação espiritual da Igreja de Cristo segundo a mesma graça concedida aos apóstolos. Por isso, Paulo faz uma solene advertência para a liderança hoje: “mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.10,11).

3. Despenseiros dos dons. (1Co 4 1-2) (1Pe 4 10-11)
Vida na comunidade cristã é vida de serviço aos outros.
Jesus foi o Servo de Deus, Aquele que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Na Sua vida, tal como nos mostram os Evangelhos, Ele demonstrou esse princípio, servindo ao Seu povo e aos Seus (como ilustrado em Jo 13.1-17). Servi uns aos outros é, assim, um chamado a sair de si mesmo e dos seus problemas, e se dedicar aos outros. É  essa exteriorização que está o fundamento da ética cristã, como vida de serviço aos outros “enquanto outros” (ou seja, não uma extensão de mim próprio, ou “outros” a quem eu comando ou manipulo, e coloco dentro do meu esquema).

A palavra grega é diakonuntes, de onde vem diaconia, serviço. Aqui, ela tem um significado abrangente, incluindo todo tipo de serviço que se pode prestar a outros (em palavra e ação).
Essa diaconia é possível porque todos receberam dons com os quais podem servir aos outros. Charisma é o termo usualmente empregado no N.T. para se referir aos chamados “dons espirituais”. São várias as definições e especificações deles (cf. 1Co 12; Rm 12; Ef 4); trata-se de capacidades que Deus concede a todos os cristãos (associadas à habitação do Espírito Santo neles, 1Co 12.7) para o serviço dentro do contexto da comunidade cristã. Podem se tratar de talentos naturais que recebem um novo impulso e uma nova orientação pela ação do Espírito, ou de capacitações originais, concedidas ao crente para que com elas sirva aos outros.

Esta questão dos dons às vezes tem causado polêmicas entre os cristãos. Nunca devemos perder de vista que são dados soberanamente pelo Espírito Santo, e que sua função é servir (nada mais que isso; usá-los para autopromoção é absolutamente contrário à sua natureza, sendo uma atitude exemplarmente repreendida em At 8.18-24).

Importante é também que cada um dos crentes recebeu um dom, o que, de saída, nivela a todos, e toma todos igualmente importantes uns para os outros. Cada um deve colocar o dom que tem a serviço de todos, porque, ao receberem dons, os cristãos se tornam despenseiros da graça de Deus. A charis (graça) é a fonte dos charisma (dons, carismas). Quem os recebe, recebe graça de Deus, e os recebe por causa da graça de Deus que lhes concedeu o Espírito Santo. Ter um dom espiritual, então, é ter um “depósito de graça”, que deve extravasar (porque graça é para ser doada).

Despenseiros é oikonomoi, um termo técnico referente ao mordomo, o administrador da casa (lembrando que “casa” é a oikos do mundo da época, uma instituição social fundamental, a “comunidade doméstica” que incluía família e trabalhadores, bem como os hóspedes). O oikonomos era o encarregado de atender as necessidades de todos, administrando os bens nessa direção. E uma bela figura para o papel dos cristãos na igreja (e note-se que todos o são). Todos na “casa de Deus” têm necessidade de “graça”, e todos são chamados a suprir essa necessidade mutuamente. E não devemos espiritualizar em demasia a questão, pois essas necessidades muitas vezes serão bem materiais e rotineiras. E o chamado ainda é para ser bons despenseiros, estando implícito que se pode não ser um bom administrador da graça de Deus. Vem a propósito aqui a parábola do bom e do mau oikonomos (mordomo), de Lucas 12.42-48 (especialmente pelo contexto escatológico) [6]

O apóstolo Pedro exortou a igreja acerca da administração dos dons de Deus (1Pe 4.10,11). Ele usou a figura do despenseiro que, antigamente, era o homem que administrava a despensa e tinha total confiança do patrão. O despenseiro adquiria os mantimentos, zelava para que não estragassem e os distribuíam para a alimentação da família. Desta forma, os despenseiros da obra do Senhor devem alimentar a “família de Deus” (1Co 4.1; Ef 2.19). Eles precisam ter o cuidado no uso dos dons concedidos pelo Senhor para prover a alimentação espiritual, objetivando a edificação do Corpo de Cristo: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre” (1Pe 4.10,11).

Quando os dons espirituais são utilizados com amor 
todo o Corpo de Cristo é edificado.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Dado conforme o Espírito Deseja
A primeira relação dos dons com a repetição do fato que cada um é dado pelo Espírito (1Co 12.8-10) leva ao clímax no versículo 11, que diz: ‘Mas um só e o mesmo Espírito opera todas as coisas, repartindo particularmente [individualmente] como quer'. Aqui temos um paralelo com Hebreus 2.4, que fala dos apóstolos que primeiramente ouviram o Senhor e depois transmitiram a mensagem: ‘Testificando também Deus com eles, por sinais [sobrenaturais], e milagres, e várias maravilhas [tipos de obras de grande poder] e dons [distribuições separadas] do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade’. É evidente, à luz destes trechos, que o Espírito Santo é soberano ao outorgar os dons. São distribuídos segundo a sua vontade. Buscamos os melhores dons, mas Ele é o único que sabe o que é realmente melhor em qualquer situação. Fica evidente, também, que os dons permanecem debaixo de sua autoridade. Nunca são nossos no sentido de não precisarmos do Espírito Santo, pela fé, para cada expressão desses dons. Nunca se tornam parte da nossa própria natureza, ao ponto de não perdê-los, de serem tirados de nós. A Bíblia diz que os dons e a vocação de Deus são permanentes (Deus não muda de opinião a respeito deles), mas aqui há referência a Israel (Rm 11,28,29)" (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 201 2, ,.P- 230).

Dicionário
Apodando = alcunhando; escarnecendo; qualificando.
Apodar: v.t. Dizer apodos a; zombar de; escarnecer de.
Alcunhar, qualificar.
Comparar depreciativamente, em tom de zombaria
Dogmas = Teologia. Aspecto, item particular, mais importante de uma doutrina religiosa que se apresenta como algo indubitável ou inquestionável. 
P.ext. Qualquer discurso ou ideologia de teor inquestionável. 
Heterodoxo = Contrário aos padrões, às normas ou às regras preestabelecidas.
Herético; que se opõe aos preceitos de uma religião
s.m. Algo ou alguém que não concorda com críticas, pensamentos ou ideias tradicionais, normalmente compartilhadas por um grupo. 
Algo ou alguém contrário à doutrina ortodoxa ou à opinião tradicional.
Herege; sujeito heterodoxo; aquele que nega a fé cristã.
Ortodoxa = Que se refere ou está em conformidade com a ortodoxia. Que adota, desempenha, pratica ou segue as regras e/ou dogmas considerados tradicionais.P.ext. Que concorda ou aceita as normas estabelecidas e consideradas verdadeiras por uma Igreja.Informal. Pej. Que não se adapta ou admite o novo.s.m. Aquele que acompanha de maneira rigorosa quaisquer normas e/ou regras já estabelecidas.
Indivíduo cristão que segue a fé de ritualização bizantina, geralmente, se refere às Igrejas Católicas Ortodoxas.
Olvidar =  Deixar de lembrar de; perder as lembranças de alguma coisa, de alguém ou de si mesmo; não conseguir lembrar; esquecer-se.

Fonte:
[1]Elinaldo Renovato de Lima. Dons Espirituais e Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Ed.CPAD.
[2]PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Ed.CPAD.
[3]HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Ed.CPAD.
[4]Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Ed.CPAD. Vol.8.
[5]CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Ed.Candeias.Vol.4.
[6]Ênio R. Mueller. I Pedro. Introdução e Comentário. Ed.Vida Nova
SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., RJ.CPAD, 1987.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ.CPAD, 2012
Dicionário on-line portugues
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia ACR Fiel
Bíblia NVI

Sugestão de leitura:
Aqui eu Aprendi!
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