Membros / Amigos

Conheça mais de nossas Postagens

Research - Digite uma palavra ou assunto e Pesquise aqui no Blog

domingo, 5 de março de 2017

"O estudo da religião é importante para a psicologia"

"O estudo da religião é importante para a psicologia", diz Marisa Lobo

Marisa Lobo é psicóloga e cristã. (Foto: Divulgação)
Falando sobre a boa relação que a fé pode ter com a ciência, a psicóloga destacou que a religião pode ser de grande ajuda se administrada de forma consciente na terapia.

Os confrontos e contraditoriedades entre a ciência e a fé não são algo novo e tampouco parecem estar perto do fim. Como em qualquer outra área científica, no campo da psicologia não é diferente.

Há quem afirme que a fé (independente da religião) faz parte da formação de opiniões e subjetividade do ser humano, de forma que possa dar contribuições importantes à psicologia, se administrada com sabedoria. Porém os críticos destacam que há o perigo de do "fanatismo" ser prejudicial ao tratamento psíquico.

O assunto ganhou destaque após o Conselho Federal de Psicologia se manifestar sobre a nomeação — posteriormente suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — de Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, ao cargo de secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura, que aconteceu no início de fevereiro. Na ocasião, Margelo Hodge foi citado como tendo formação em "psicologia cristã".

A suspensão da nomeação por parte do STF não teve relação com o fato do filho do prefeito ser um psicólogo cristão e sim com o caso de nepotismo que representava. Porém o uso do termo "psicologia cristã" levou o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRM-RJ) e o Conselho Federal de Psicologia divulgarem nota, afirmando que reconhecem a existência de "apenas uma psicologia, que se constitui por 12 especialidades, técnicas e cientificamente validadas. A 'Psicologia cristã' não é uma delas".

"Nós recebemos em nossa ouvidoria diversas denúncias de psicólogos incomodados com a divulgação de informações sobre a formação do Crivella em psicologia cristã", disse Pedro Paulo Bicalho, professor da UFRJ e membro da diretoria do Conselho Federal de Psicologia (CFP). "Divulgamos uma nota para afirmar à sociedade que a chamada psicologia cristã não é reconhecida como psicologia no Brasil".

Em um comunicado publicado nas redes sociais, o filho do prefeito afirmou que as informações citadas na ocasião estavam "equivocadas".

Segundo ele mesmo informou, seu bacharelado em psicologia vem da Universidade Biola - uma instituição cristã protestante de ensino, em La Miranda, na Califórnia. Crivella também disse que ele nunca exerceu a profissão de psicólogo (no Brasil ou no exterior) e, por isso, não precisa que seu curso tenha o reconhecimento dos conselhos de psicologia no Brasil.

“Minha trajetória profissional sempre foi ligada à administração e gestão de empresas”, afirmou ele.

Especialização
Professor do 'Southern Baptist Theological Seminary' ('Seminário Teológico Batista do Sul'), em Kentucky, e fundador da Sociedade para a Psicologia Cristã, Eric L. Johnson explicou que nos Estados Unidos também não existe um bacharelado em psicologia cristã. Porém há a opção de cursos de mestrado e doutorado que reconhecem essa vertente de trabalho.

"Nos últimos 30 anos, a religião e a espiritualidade começaram a ganhar espaço no campo da psicologia por causa dos seus benefícios mentais. Existem estudos que mostram que pessoas religiosas sofrem menos de problemas como o estresse", explicou Johnson. "Esse movimento começou com outras religiões, como o budismo e o hinduísmo, e o cristianismo seguiu esse modelo".

Johnson destacou que a psicologia cristã não tenta fazer uso de qualquer tipo de "fanatismo" e respeita a psicologia moderna e a ciência.

"Tentamos reunir o grande conhecimento que o cristianismo tem. A leitura da Bíblia, a oração e a meditação são usadas há séculos para confortar as pessoas", disse ele. "É uma versão cristã. Não tentamos lutar contra a ciência, buscamos apenas o reconhecimento de uma visão diferente do mundo".

Sessão de terapia. (Foto: Psiconlinews)
Intolerância
Um conhecido caso no qual o medo do "fanatismo" ganhou proporções extremas foi a cassação do registro profissional da psicóloga cristã, Marisa Lobo, feita pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná, em 2014. Posteriormente, a penalidade foi suspensa pela Justiça e substituída por uma censura pública do Conselho Federal de Psicologia.

No Conselho Regional, Marisa chegou a ser acusada de promover a chamada "cura gay", porém após as acusações serem contrariadas por pacientes homossexuais da própria psicóloga, ela passou a ser acusada de proselitismo por se apresentar como uma psicóloga cristã.

Marisa Lobo destacou que respeita a laicidade na Ciência, mas também destacou que é possível haver uma relação saudável entre a fé e a Psicologia.

"Não é que a gente vá ficar dentro do consultório recitando a Bíblia, mas se eu não entendo sobre o que o paciente acredita, como posso ser uma boa psicóloga?", questionou Marisa.

"O estudo da religião é importante para a psicologia por causa do seu conteúdo simbólico. Por esse motivo, o Brasil deveria reconhecer a psicologia cristã".

Marisa negou que tenha oferecido qualquer tipo de terapia de conversão ("evangelismo no consultório"), mas assume que se abstém diante de algumas questões contrárias aos princípios bíblicos que segue.

"Quando a demanda é sobre aborto, eu me declaro incompetente e passo o caso para outro psicólogo", disse.

FONTE: GUIAME, 
COM INFORMAÇÕES DO EXTRA (GLOBO)
Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Mansidão: torna o crente apto para evitar pelejas

“[...] que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” Ef 4.1,2

De acordo com a Palavra de Deus, ser manso é uma das virtudes do Reino de Deus. No Evangelho de Mateus 5.5 há uma promessa de que os mansos são bem-aventurados porque eles herdarão a terra. Já na época de Jesus, a mansidão era uma virtude não muito aceita no mundo antigo. Ora, num tempo onde a força, a guerra e o heroísmo eram as virtudes cultivadas pela sociedade, o que uma pessoa mansa poderia contribuir de benéfico para a sociedade?!
Ser manso não seria sinônimo de fraqueza, de fragilidade?!

O que é mansidão?
Mas o que representa a mansidão na Bíblia?
Em primeiro lugar, é o oposto da arrogância, do espírito precipitado, das dissensões, contendas e pelejas. É o oposto das atitudes que constituem a guerra em vez de paz, o descontrole emocional em vez do controle emocional, tudo o que contribui para o apaziguamento da alma. Logo, ser manso, segundo os ensinos de Jesus e dos apóstolos, é cultivar a capacidade de gerar gentileza uns para com os outros, sem fazer acepção de pessoas, alcançando todos os homens e enxergando neles a imagem de Deus.

Uma vida de equilíbrio
Como pentecostais enfatizamos os dons espirituais, e devemos buscá-los de todo coração, a fim de sermos usados pelo Senhor para a edificação do próximo. Entretanto, a manifestação do fruto do Espírito é de igual importância. Ora, manifestar os dons do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, apresentarmos uma vida cheia de ambições, de discórdias carnais, de valores que se opõem ao espírito humilde de Jesus Cristo não se encontra de acordo com o Evangelho. Diferentemente do que se pode imaginar, a Palavra de Deus diz que seremos conhecidos pela sociedade se agirmos desta maneira: “nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35).

Um convite a ser manso
Portanto, esta lição nos convida a rejeitar o espírito aguerrido, de pelejas, de discórdias, de ações carnais, de busca por vingança. O presente estudo nos ensina a termos uma atitude diferente a todas as características que andam na contra mão das virtudes do Reino de Deus. Conscientize seus alunos para não se deixar levar pelas discórdias ou falhas de comunicação. Mostrando que devemos ser tolerantes uns para com outros no sentido de vivermos unidos na presença de Deus. Por isso, siga em frente! Não desista! (Revista Ensinador Cristão nº 69)

A mansidão, como fruto do Espírito, torna o crente apto para evitar contendas, pelejas e dissensões.

Na lição de hoje, estudaremos mais um aspecto do fruto do Espírito, a mansidão. Veremos também as pelejas como obra da carne e como oposição à brandura. Para ser manso, o crente precisa ter outra virtude que é a humildade. A arrogância, assim como as pelejas, são obras da carne e quem as pratica não pode agradar a Deus, pois Ele abomina o altivo de coração (Pv 16.5).

Na Palavra de Deus, os crentes são comparados às ovelhas. Por que tal alegoria? Porque as ovelhas são animais dóceis, mansos e submissos ao pastor (Jo 10.14,15). Se você é ovelha de Jesus, então aprenda a ser manso e humildade. Ouça a voz do Bom Pastor.

Leitura Bíblica em classe: Efésios 4.1-7

A palavra mansidão, em grego, é praótes, e destaca uma pessoa que é gentil, humilde, cortês, amável, suave, tolerante (1Co 4.21; Gl 5.22,23; Ef 4.2; Cl 3.12; Tt 3.2; 1Pe 3.15). No português, mansidão é definida como serenidade, tranquilidade, calma, índole ou procedimento manso, pacífico. As duas definições expressam qualidades que um homem natural ou carnal não pode ter por si próprio, pois essa grande virtude é fruto do Espírito Santo de Deus.

A mansidão pode ser entendida como uma qualidade suavizante, como uma canção que tranquiliza a alma mais angustiante, como um médico que trata seu paciente com toda delicadeza, como um pastor que cuida da ovelha com todo carinho. Ela não expressa falta de coragem, disposição, mas é o lenitivo que traz o melhor alívio para quem está sofrendo.

A Singularidade da Mansidão
Um ditador, um político, por vezes, promete, em suas campanhas, que tratará o povo com brandura, carinho, delicadeza, de modo que até as pessoas ficam surpresas quando pessoas de natureza diferente fazem tais promessas, e por um momento isso pode vir a acontecer. A mansidão, no contexto filosófico e político, pode ser descrita assim:

a) Delicadeza no bom trato com as pessoas.

b) Não implicação de argumentos filosóficos. Essa atitude parte daqueles que não querem mais criar conflitos em certas discussões, por isso se tornam suaves.

c) Bom humor para manter a paz, a tranquilidade ambiental.

d) Não se apropria de linguagem ofensiva para atacar alguém.

e) A mansidão é vista também como um tipo de freio para o nosso próprio corpo (Tg 3.3).

Platão dizia que a mansidão pode ser vista no bom trato para com os animais, como, por exemplo, um cão que tem sua natureza feroz, mas quando é treinado, disciplinado, torna-se manso. O homem pode ser veemente, mas sem deixar de ser delicado.


Agora trataremos da Mansidão dentro do contexto bíblico, mas antes vamos nos apropriar mais uma vez da definição que o pastor Stanley Horton faz:

A mansidão não é autorrebaixamento ou fazer pouco de si mesmo. Pelo contrário, é uma humildade genuína que não se considera importante demais para realizar as tarefas humildes. Não assume ares de grandeza ou imponência no sentido de deixar de ser cortês, atencioso e gentil com todas as pessoas. E modesta, mas bem-disposta a dar sua contribuição quando algo precisa ser feito. (HORTON, 1993, p. 194)

Para Aristóteles, a mansidão era vista como um vício de deficiência, autodepreciação, e não uma virtude, isso porque o seu olhar foi apenas do ponto de vista humano, natural.

Champlin, no seu comentário bíblico, dá também uma definição maravilhosa sobre a mansidão, mas isso ele faz na perspectiva bíblica:
[...] Trata-se de uma submissão do espírito humano para com Deus, e, em seguida, para com o homem. A mansidão é resultado da verdadeira humildade, por causa do reconhecimento do valor alheio, com recusa de nos considerarmos superiores. Deus é a fonte dessa graça, e Cristo Jesus é o seu exemplo supremo, o que Ele demonstrou em todo o seu modo de tratar os homens. (CHAMPLIN, 1995, p. 511)

Nessas duas definições, está claro que para o espírito humano ser humilde, manso, reconhecer o valor do outro, sem querer ser superior a ninguém, é uma atitude que vem do próprio Espírito Santo para o homem que se quebranta a Ele. Se assim não for, sempre o espírito de soberba e exaltação é o que o dominará.

A mansidão é uma qualidade que está presente em toda a Bíblia.
No Antigo Testamento, ela é apresentada como a glória para uma mulher. O que torna uma mulher bonita, cheia de charme, elegante não são apenas os apetrechos exteriores, mas sim sua delicadeza, sua suavidade.

A mansidão é também o segredo para a prosperidade de um rei (Sl 45.4,5), pois a tirania, soberba, sempre precedem a queda (Pv 16.18). Quem está na liderança, seja de uma igreja, seja de uma empresa ou de um lar, precisa ter o fruto da mansidão, doçura, delicadeza, pois dessa forma será amado, respeitado. Às vezes pensamos que o soberbo, que é o arrogante, o presunçoso, aquele que se acha melhor que todo o mundo é quem vai ter vitória, mas o profeta Isaías escreveu sobre os mansos dizendo: “O pé a pisará: os pés dos aflitos e os passos dos pobres” (Is 26.6).

Meu irmão, nós somos tentados em alguns momentos a querer usar do espírito de soberba, de impor nossa vontade sobre os outros, mas essa atitude infantil e carnal sempre nos colocará em sérios apuros. Portanto, o melhor é ser dirigido pelo Espírito Santo, procedendo em tudo com mansidão, pois a Bíblia diz que os mansos é quem herdarão a terra (Mt 5.5).

Os homens mais valentes e perigosos que o mundo já conheceu estão no cemitério, aqueles que se acham mais espertos, cheios de tramas, negociatas, que se apresentam como duros, maquiavélicos, sempre estão perdendo os seus tronos. Por isso, nesse particular é melhor seguir o ditado francês: “É preciso ter mãos de ferro com luvas de veludo”.

Mas alguém pode perguntar:
Por que os mansos vencem, visto que não agem com tramas, truques, imposição, valentia?
A resposta para essa pergunta é simples:

a) Ele está no amparo de Deus (SI 147.6).

b) É guiado por Deus (SI 25.9).

c) É defendido por Deus (SI 76.9).

Moisés enfrentou muitas lutas, pelejas, oposições, mas saiu vitorioso. Isso porque manifestou um espírito de mansidão (Nm 12.3). Sobre a mansidão de Moisés, gosto muito da definição que o teólogo Gordon J. Wenhan faz, pois ele a destaca como humildade e dependência divina.

[...] Desta vez, quando a sua própria posição estava sendo questionada, ele ficou em silêncio, pois era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra (3). A palavra “humilde” expressa melhor o sentido da palavra hebraica anaw do que manso. É uma palavra que em outras passagens é usada apenas em poesia. Algumas vezes ela se refere às pessoas que estão na pobreza propriamente dita, ou aos que são fracos e susceptíveis de serem explorados (Am 2.7; Is 11.4). Tais pessoas precisam esperar a ajuda de Deus, porque são incapazes de resolver os seus próprios problemas...”. (WENHAN, 1991, p. 118)

A mansidão de Moisés é descrita então como uma dependência total e plena de Deus. Ele não era um homem fraco, sem caráter, que deixava as coisas ficarem soltas, nem tampouco um covarde, que não agia, mas era forte, destemido, severo, irava-se no momento apropriado, e humilhava-se no momento certo. Se Moisés fosse fraco, sem ânimo, atitude, jamais teria conduzido o povo de Deus à Terra Prometida.

No Novo Testamento, praótes nunca aparece isolado; sempre vem acompanhada do amor. É a mão de ferro com luvas de veludo (1Co 4.21), para que qualquer atitude nunca seja firmada na soberba, amargura, mas sim na boa vontade para com o próximo. Essa postura Paulo teve.

A mansidão, agindo na vida do servo de Deus, faz com que ele tome atitude baseada na humildade, simplicidade, e não na soberba ou em um sistema legalista. Existem regras que não são feitas pelo amor; antes, visam mais complicar que ajudar, mas vivendo dominado pelo fruto do Espírito, a mansidão, as atitudes tomadas sempre serão grandiosas e benéficas.

Em certos momentos Jesus agiu mais com o espírito da mansidão do que com o sistema legalista do seu tempo, quando os acusadores apresentaram a mulher apanhada em adultério, fizeram menção da lei, pela qual ela deveria ser julgada e morta, mas Ele se apresentou manso e livrou aquela mulher (Jo 8.5-11). Paulo também agiu baseado nesse mesmo princípio (2Co 10.1).

O cristão deve viver em mansidão, humildade, tanto mentalmente como na prática, isso porque o seu grande mestre, Jesus, jamais esboçou espírito de soberba, grandeza, superioridade, mas foi manso (Mt 11.29). Quando a mansidão é uma realidade presente na vida dos servos de Cristo, não há no seu meio espaço para a soberba, mas atitude humilde para servir e agradar os outros (Ef 4.2).


O Relacionamento de Praótes com a Severidade

Os que não querem viver em mansidão serão fortemente repreendidos por estarem agindo no espírito da soberba. Paulo era manso, mas perguntou aos crentes da igreja de Corinto de que forma queriam que ele fosse até eles, se com mansidão ou vara (1 Co 4.21). Ser manso não quer dizer que as coisas erradas jamais devem ser corrigidas, que uma postura severa não deve ser tomada! Pelo contrário, a verdadeira mansidão exige que a justiça seja feita.

Paulo lutou constantemente contra aqueles que eram soberbos e que contrariavam os ensinos da Palavra de Deus, mas sua postura era de mansidão. Ele jamais procurou criar embates, guerras, confusão. Ensinava que, para com essas pessoas belicosas, os servos de Deus deveriam evidenciar humildade, mansidão, cortesia. “Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens” (Tt 3.2).

A mansidão não apenas contrasta com o espírito de soberba e reprova os desobedientes, como procura demonstrar para o próprio cristão sua pequenez, sua insignificância e quanto depende da Palavra de Deus para poder crescer cada vez mais (Tg 1.21).

As bênçãos da mansidão para nossa vida são estas:

a) A correção que o cristão faz para com o outro é no espírito de mansidão (Gl 6.1). Um servo de Deus jamais corrige o outro para lhe causar vergonha, humilhação, mas sempre visando à sua perfeição espiritual. A correção procura levantar o caído, nunca, jamais, deixá-lo em um sentimento constante de derrota.

b) Ela vence com delicadeza os que têm o espírito de oposição ferrenha. O servo de Deus tem a missão de combater os que ensinam doutrinas erradas, que provocam perturbações no meio da igreja, mas sua ação deve ser sempre com mansidão (2 Tm 2.25). Lembre-se: fogo não se apaga com fogo, mas com água.

c) A mansidão é uma forma de se apresentar o nosso testemunho perante todos. Um cristão dominado pela mansidão não procura impor suas verdades, mas responde com mansidão e temor os que pedirem razão de sua fé em Cristo (1Pe 3.15). Um espírito manso e quieto, com sabedoria, é a maneira mais apropriada para se atrair os pecadores para o nosso meio (Tg 3.13; 1 Pe 3.4).

d) Ela conquista. Quem tem esse fruto na vida com certeza conquistará a terra (Mt 5.5).

Nós devemos ter esse fruto em nossa vida porque foi ele que caracterizou grandemente a vida de Cristo. Jesus disse que devemos aprender dEle, pois era manso (Mt 11.29); em uma das profecias vaticinadas sobre Ele, foi destacada a mansidão ou humildade (Zc 9.9); e Paulo, falando aos crentes rebeldes de Corinto, usou sua autoridade tomando como exemplo a mansidão de Jesus Cristo (2 Co 10.1).

Quando a mansidão domina a vida do crente, ele tem autocontrole, a força da natureza pecaminosa não se sobressai. Por essa razão, pode controlar-se diante das mais difíceis situações, e tratar com delicadeza os que se lhe opõem. A mansidão nos ensina a repreender sem ferir, a discutir um determinado assunto sem detratar o próximo, a irar-se sem pecar. A mansidão ensina-nos a viver bem com nós mesmos e com o nosso irmão.


A Peleja como Espírito Combativo

A palavra grega erithéia fala de rivalidade, ambição egoísta, discórdias, espírito partidário que se fundamenta no egoísmo. A rivalidade ou peleja como obra da carne sempre busca fazer oposição à obra de Cristo, visando à contenda: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3).

Precisamos entender que há uma distinção entre erithós no grego koinê para o grego clássico. No grego clássico essa palavra era entendida como alguém que era contratado para um serviço sem expressar qualquer sentido negativo. Ela expressava também o sentido de se conseguir votos para um determinado cargo por meio de pessoas contratadas.

No entanto, cada vez mais essa palavra foi sendo espalmada do seu real sentido, passando realmente a ser negativa. Alguns começaram a dizer que erithós estaria firmada em uma atividade puramente egoísta, em que os partidários buscavam chegar ao poder apenas para realizar seus desejos egoístas, sem qualquer preocupação com o povo ou com uma política verdadeira que os beneficiasse.

Note que num primeiro momento essa palavra era entendida como uma pessoa que era contratada para prestar um serviço e dele tirar seu sustento, mas agora ela é entendida não apenas como uma busca por um dinheiro, mas sim por uma posição marcada pela ambição, com o objetivo de apenas alcançar seus interesses próprios.

Existem muitos que estão fazendo pelejas nas igrejas, alguns buscando cargos, posições, mas será se realmente é pelo bem da obra de Deus, ou seria para fins pessoais?
Paulo falou daqueles que pregavam o Evangelho, mas não com sinceridade, pois queriam tão somente desacreditar o seu apostolado.

No meu livro Tesouros nas Cartas da Prisão, falando sobre esses pregadores falsos e o posicionamento de Paulo, digo:
Esses homens buscavam egoisticamente apenas posição, tudo por meio de artimanhas, meios desonestos, era assim que dizia Aristóteles, usando a palavra eritbéia, rivalidade ou ambição egoística (Rm 2.8; G15.20; Tg 3.14,16). Eles tinham em mente duas coisas: tirar a influência de Paulo na congregação e aborrecê-lo na prisão. Os que lerem esse texto devem entender que a posição de Paulo em respeito a esses falsos pregadores é que ele não os defende, mas defende somente o Evangelho. Mesmo que o Evangelho fosse usado por meios ilegais para interesses pessoais, ele é o poder de Deus para salvar qualquer pessoa. E então, Paulo enfatiza o poder do Evangelho. Segundo Michael, diz que Paulo estava agitado quando escreveu esse versículo. (GOMES, 2015, p. 129)

Os que são dominados pela eritbéia sempre estão se opondo às verdades divinas, querendo causar transtorno em tudo, pois seu desejo por alguma coisa não vem dominado por bons planos, nem está alicerçado no bem comum de todos. Antes, seu objetivo é conquistar o melhor para si, tudo de modo egoísta, ao contrário do servo de Deus, cujo anelo é fazer tudo para glória de Deus (Rm 2.8-10).

Nas palavras de Paulo, ele usa eritbéia sempre de modo negativo, expressando o sentimento daqueles que realmente estão dominados pelo pecado, o que faz com que a inveja, ira, intrigas, apareçam no meio do povo de Deus (2Co 12.20).

Se vivermos nos domínios do Espírito Santo, jamais iremos produzir as obras da came, e evitaremos o desejo egoístico de querer fazer alguma coisa na obra de Deus apenas para ganharmos posição, sermos aplaudidos, nem faremos concorrência com nós mesmos.

Hoje vemos pregadores que fazem questão de desfazer dos outros, não é por zelo, nem por amor à Palavra, nem para edificação de vidas, mas seu intento é ser reconhecido como um grande especialista em matéria de pregação, teologia. Nesse ponto, é bom seguir a recomendação de Paulo: “Nada façais por contendas...” (Fp 2.3).

Quando agimos dominados pelo espírito combativo da peleja, os males que surgirão dentro da igreja serão os piores, especialmente o partidarismo. No momento em que essa obra carnal dominou o coração de muitos crentes em Corinto, eles passaram a olhar para Paulo e outros apóstolos com desprezo, já priorizando outros: “Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (1Co 1.12).

Meus irmãos, jamais devemos pelejar por qualquer coisa ou cargo na igreja ou em comissões, acreditando que por estar ali é que seremos vistos, reconhecidos, nem querer servir ao corpo de Cristo para sermos reconhecidos pelos homens. Se estivermos com esse sentimento, precisamos urgentemente nos esvaziarmos dele, pois corremos o risco de pagarmos o mesmo preço que Ananias e Safira pagaram (At 5.1-16).

As pelejas na igreja produzem intrigas, brigas, politicagem, e alguns crentes começam a fazer parte de um determinado grupinho não por querer bem à obra, mas porque deseja também uma posição na igreja.

Uma prova bem clara dessa verdade é que em muitas reuniões que se prolongam na igreja e em outros ambientes, quando se sabe que é para tratar de um assunto polêmico, ou para resolver o caso de um obreiro que está com problema, a maioria se mostra interessado, mas quando é para falar de oração, evangelismo, missão, muitos saem do recinto.

Para debelarmos de vez com o espírito de pelejas no meio da igreja, o caminho certo é vivermos debaixo do poder do Espírito Santo, sempre tendo Cristo como centro de tudo, pois assim nossos sentimentos e desejos serão sinceros e aprovados por Deus.

CONCLUSÃO

Evitemos todo tipo de peleja, pois já somos novas criaturas (Jo 3.3). Sejamos mansos e humildes de coração, sempre seguindo o exemplo de nosso Salvador, procurando em tudo glorificar o seu nome.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A mansidão é essencial para o ministério eficaz ao Senhor. Deus nos escolheu para representá-lo perante um mundo perdido e agonizante. O que o mundo vê em nós que atrai as pessoas a Jesus Cristo. Todos os aspectos da mansidão — submissão, elementos necessários de nosso testemunho e serviço cristão, quer testemunhando para os perdidos, fazendo discípulos para Jesus ou restaurando um irmão fraco” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.112)

Fonte:
Livro de Apoio 1º trim 2017 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - CPAD - Osiel Gomes
Revista Bíblica As Obras da Carne e os Frutos do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente - 1º sem_2017 - CPAD - Comentarista Osiel Gomes
Bíblia Defesa da Fé
Bíblia de Estudo Pentecostal
Dicionário Wycliffe


Sugestão de leitura:
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Terremotos em Israel

Terremotos em Israel são prelúdio do cumprimento de profecia do Apocalipse, diz evangelista

O livro de Apocalipse traz diversas profecias que antecipam o que é interpretado como o fim dos tempos, e nesse cenário, previsões que fala sobre fatos específicos ganham destaque quando algo relacionado acontece, como terremotos registrados nos últimos meses em Israel.

No capítulo 11 de Apocalipse há a profecia de que um abalo de grandes proporções fará um grande estrago em Jerusalém durante os três anos e meio de profecia das duas testemunhas. “Naquela mesma hora houve um forte terremoto, e um décimo da cidade ruiu. Sete mil pessoas foram mortas no terremoto; os sobreviventes ficaram aterrorizados e deram glória ao Deus do céu”, diz o versículo 13.

O evangelista Kelly McDonald Jr, ligado ao Hungry Hearts Ministries (“Ministério Corações Famintos”, em tradução livre), publicou um artigo sobre o tema no portal Charisma News e afirmou que Israel está localizado sobre uma grande falha geológica, e alguns terremotos vêm acontecendo com frequência nos últimos meses.

“Você pode não estar ciente disto, mas a nação de Israel se senta em uma grande linha de falha. O último grande terremoto para atingir Israel foi em 1927, que matou cerca de 500 pessoas e danificou, de certa forma, todas as casas em Jerusalém e Hebron. Nos últimos 12 meses, vimos um aumento da atividade sísmica próximo/ou em Israel”, afirmou.

McDonald Jr destacou que no dia 15 de abril de 2016 houve um tremor, mas sua escala não foi medida; No dia 16 de maio de 2016, o terremoto alcançou 5.0 graus na escala Richter; No dia 20 de novembro de 2016, o grau do terremoto foi de 3,6; Nove dias depois, outro tremor, maior, chacoalhou a Terra Santa: 4,4 graus; Já em dezembro, no dia 02, o terremoto foi de 3,8; E agora, 17 de janeiro de 2017, um abalo em Creta 5,5 e foi sentido em Israel.


Pedra do terremoto ( Pixabay / Angelo_Giordano )
Links das publicações:
15 de abril de 2016 - tremor (não medido)
16 de maio de 2016 - 5.0 terremoto
20 de novembro de 2016 - 3,6 terremoto
29 de novembro de 2016 - 4,4 terremoto
2 de dezembro de 2016 - 3,8 terremoto
17 de janeiro de 2017 - 5,5 terremoto perto de Creta; Sentida em Israel 
“Podemos observar claramente um aumento na atividade sísmica em Israel e na região do Mediterrâneo. Isso aponta para algo maior no futuro próximo? Apocalipse 11 nos diz que um terremoto maior está chegando. Israel está tão convencido de que um grande terremoto está chegando que eles estão conduzindo estudos para se preparar para isso”, comentou o evangelista.

O preparo a que McDonald Jr se refere é o trabalho de uma subcomissão do Comitê de Relações Exteriores e Defesa de Israel, que se reuniu recentemente para discutir a capacidade do país para lidar com as consequências de um grande terremoto.

O subcomitê concluiu que, “no caso de uma catástrofe desse tipo, o país poderia ter até sete mil vítimas e danos de até US$ 52,5 bilhões”, com 8.600 feridos graves e 170 mil desabrigados.

“Os judeus não messiânicos não lêem o livro do Apocalipse, pois não faz parte do Tanakh (o que os cristãos chamam de Antigo Testamento). No entanto, suas próprias descobertas são consistentes com o que Deus profetizou para acontecer no futuro. Isso só confirma a profecia e afirma que Deus está trabalhando no coração do povo judeu antes que este poderoso capítulo profético venha a acontecer”, concluiu o evangelista.

Kelly McDonald Jr. é um evangelista ordenado em Hungry Hearts Ministries em Jackson, Tennessee. Ele escreveu mais de 40 livros e folhetos sobre a perseguição a Cristo, as raízes hebraicas ea profecia dos últimos tempos. Ele é atualmente presidente da Associação do Sabá Bíblico (BSA). Você pode segui-lo em: kellymcdonaldjr.com . 

Fontes:
via Gospel+_notícias 
com informações Charisma News 

Leia também:
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 1 de março de 2017

A Missão Social da Igreja

“E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” At 4.35

“Evangelização e responsabilidade social
O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco com um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como ‘um corpo-alma em sociedade’. Portanto, a obrigação de amar o nosso próximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amarmos o nosso próximo como Deus o amou (o que é mandamento para nós), então, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem-estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. [...] É verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulo. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se ‘amarás o teu próximo’ tivesse sido substituído por ‘pregarás o Evangelho’. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos” (STOTT, John R. W. Cristianismo Equilibrado. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1995, pp.60,61).

Por meio de ações sociais, a igreja local pode estender o Reino de Deus socorrendo pessoas e demonstrando o amor de Deus na prática.

Professor, na lição deste domingo estudaremos a respeito da missão social da igreja. A Igreja de Cristo tem uma missão a cumprir junto aos pobres e necessitados e não podemos ser negligentes com tal incumbência. Nossa missão não é somente proclamar o Evangelho, mas revelar a nossa fé no Salvador mediante as boas obras. Sabemos que ninguém será salvo pelas boas obras, mas nossas ações em favor dos desvalidos agradam a Deus e evidenciam a nossa fé. Que jamais venhamos nos esquecer que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.17). Como Igreja recebemos a missão de pregar o Evangelho (Mc 16.15) e socorrer os carentes e necessitados.

Leia também: Igreja, Agência Evangelizadora

Pense nisso: a Igreja tem uma missão evangelizadora, ensinadora e social a cumprir neste mundo.

Texto Bíblico:  Atos 2.42-46; 4.32-35

INTRODUÇÃO
Por missão social da Igreja entendemos a ingerência do Corpo de Cristo nas causas relacionadas ao serviço social, ajudando os necessitados.

A igreja, entre tantos desafios, tem o dever de pregar o Evangelho aos perdidos, e socorrer aqueles que precisam de ajuda, dentro, é claro, de suas possibilidades. Essa é a missão social da Igreja, a de agir em favor dos mais necessitados. Não podemos apenas apresentar o Evangelho aos carentes, mas igualmente colaborar socorrendo-os em suas necessidades.

I. O CUIDADO DE DEUS PARA COM OS POBRES

1. Orientações em relação aos mais necessitados.
Os pobres sempre foram contemplados pelo olhar divino. Tiago comenta: “Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (Tg 2.5). Isso nos mostra que Deus está atento ao clamor dos necessitados, e espera que nós o representemos diante dessas pessoas, não apenas com uma pregação eloquente, mas com atitudes compatíveis com a nossa fé.

2. A provisão de Deus.
Houve ocasiões em que Deus se utilizou de milagres para socorrer as pessoas. Elias foi sustentado milagrosamente por uma viúva pobre, em Sarepta. Eliseu foi procurado por uma viúva que perderia seus filhos para um credor, e Deus fez um milagre multiplicando o azeite que ela possuía em casa. Boaz, bisavô de Davi, era um homem de recursos em Israel, e orientou Rute a que apanhasse espigas no seu campo. Havia uma ordem de Deus, na lei, sobre o trato para com os pobres na terra prometida: “E, quando segardes a sega da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o SENHOR, vosso Deus” (Lv 23.22). Sendo respeitada, essa ordem equilibraria muitas mazelas sociais e redistribuiria recursos de tal forma que os mais carentes teriam suas necessidades supridas.

3. “Os pobres sempre tereis convosco”.
A presença de pessoas que tem menos recursos que outras sempre foi constante em todas as culturas e em todos os tempos. Mesmo nos países mais desenvolvidos há diferenças nos estratos sociais.

Jesus reconheceu, em certa ocasião, que havia pobreza em seus dias. Ele estava em um jantar em Betânia, e Maria ungiu Jesus com nardo puro, um tipo de perfume bem caro naqueles dias. Naquela ocasião, Judas reclamou que aquele perfume poderia ser vendido e os valores repassados para os pobres, mas não disse isso por ter cuidado com os pobres,“mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava” (Jo 12.6). A isso Jesus respondeu: “Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes” (Jo 12.8). Ele não disse isso desrespeitando os pobres, mas valorizando seus últimos momentos antes de ir para a cruz.

II. EXEMPLOS DA IGREJA PRIMITIVA

1. A igreja em Jerusalém.
É um exemplo de como o Corpo de Cristo pode auxiliar seus membros. As pessoas necessitadas eram socorridas pela própria igreja, de tal forma que “não havia, pois, entre eles necessitado algum” (At 4.34). Em uma ocasião específica, houve questionamentos entre a partilha de auxílios entre as viúvas. As viúvas gregas reclamaram por serem preteridas em relação às viúvas de procedência judaica na distribuição de ajuda na igreja. Então, Deus orientou os apóstolos a que separassem homens confiáveis e cheios do Espírito Santo para que se dedicassem a esse ministério, surgindo daí os diáconos.

2. Socorrendo os domésticos da fé.
“Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10). Essa orientação de Paulo precisa ser seguida sempre em nossas igrejas. Nossos irmãos, os domésticos da fé, devem ter a prioridade no atendimento em questões sociais na igreja. Evidentemente, a igreja local não deixará de auxiliar pessoas da comunidade e que não pertencem à igreja, e essa é uma forma de evangelismo e demonstração de boas obras. Mas jamais podemos esquecer-nos de nossos irmãos.

III. A FÉ SEM AS OBRAS É MORTA

1. O chamado à prática da misericórdia.
Uma das características das chamadas “Cartas Gerais” são a sua aplicabilidade. Os escritores judeus desta seção do Novo Testamento aparentemente produziam textos menores — se comparados aos textos paulinos — mas textos diretos e contundentes, como os de Tiago, que tratou a respeito do socorro aos necessitados. Para Tiago, e para Deus, “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2.17). Se pudermos fazer algo por nossos irmãos e não o fazemos, nossa fé não tem vida, pois o amor que recebemos de Deus deve ser manifesto em obras, e isso inclui cuidar dos irmãos.

2. Agindo de acordo com a nossa fé.
Em uma época como a nossa, em que o país tenta sair de uma forte crise econômica, vemos nas igrejas pessoas que perderam seus empregos, e junto com eles, sua renda e possibilidade de manter suas famílias. Por isso, mais vivo se torna o nosso desafio de, em nome de Deus, representá-lo nessas horas de crise, e tornar seu nome conhecido por atos de misericórdia, que devem ser acompanhados pela pregação da Palavra.

3. Necessidades de nossos dias.
Ações diferenciadas podem ser tomadas em nossas igrejas. Podemos promover cursos de alfabetização para pessoas que não sabem ler. Promover um dia de cidadania, com pequenos serviços gratuitos como medir pressão arterial, cortes de cabelo, atendimento médico e jurídico e atividades infantis, entre outros.

Outras atividades, como visitas a enfermos e a presos podem ser promovidas pela igreja. Estes grupos não foram esquecidos. Jesus disse certa vez que quando visitamos os enfermos e os encarcerados, estamos fazendo essas visitas como se estivéssemos visitando o próprio Senhor.


CONCLUSÃO

Deus nos dá a oportunidade de fazer a diferença na vida de pessoas necessitadas, e socorrê-las em seu nome. Por isso, devemos estar atentos e dispostos, para que a nossa pregação não seja apenas de palavras, mas de atitudes que espelhem o amor de Deus através de nossas mãos.


SUBSÍDIO
“[...] A propriedade privada é um dom de Deus para ser usado com o propósito de estabelecer a justiça social e cuidar do pobre e do necessitado. O ladrão arrependido é orientado a não mais roubar, mas sim trabalhar com as mãos e assim ganhar o sustento e ‘para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade’ (Ef 4.28). Poucos temas nas Escrituras se evidenciam de forma tão direta e clara do que as ordens de Deus para que nos preocupemos com os menos afortunados. ‘Aprendei a fazer o bem’, Deus brada, ‘praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas’ (Is 1.17). Através do mesmo profeta, Deus anuncia que o verdadeiro jejum não é um ritual religioso vazio (Is 58.7). Jesus aprofunda nosso sentimento de responsabilidade, falando que ao ajudarmos o faminto, o desnudo, o doente e o encarcerado, estamos, na verdade, servindo-o (Mt 25.31-46). Mesmo assim os pobres nunca são reduzidos a meros recebedores passivos da caridade; eles devem trabalhar em troca de benefícios. Esse princípio é melhor exemplificado nas leis do Antigo Testamento que exigiam dos proprietários deixarem generosas margens da colheita ao redor dos campos para que assim os pobres pudessem colher o suficiente para se manterem vivos (Lv 19.9-10; Dt 24.19-22). No Novo Testamento, Paulo censura severamente os que se recusam a trabalhar e urge que eles ‘trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão’ (2Ts 3.12)” (COLSON, Charles; PEACEY, Nancy. E Agora, Como Viveremos? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2000, p.455).

E S T U D A N D O
1. O que é a missão social da igreja?
Por missão social da Igreja entendemos a ingerência do Corpo de Cristo nas causas relacionadas ao serviço social, ajudando os necessitados.

2. No Antigo Testamento Deus se utilizou de que método para socorrer os aflitos?
Houve ocasiões em que Deus se utilizou de milagres para socorrer as pessoas.

3. Sempre teremos necessitados na igreja e no mundo?
Sim. Certa vez, Ele declarou: “Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes” (Jo 12.8).

4. O que significa socorrer os domésticos da fé?
Significa ajudar nossos irmãos, membros de nossas igrejas, em suas necessidades.

5. Por que a fé sem obras é morta?
Porque nossa fé precisa ser evidenciada mediante nossas obras. Se pudermos fazer algo por nossos irmãos e não o fazemos, nossa fé não tem vida, pois o amor que recebemos de Deus deve ser manifesto em obras, e isso inclui cuidar dos irmãos.

Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD

Leia também:
Aqui eu Aprendi!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...