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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A História das Missões Moravianas

*História das Missões Moravianas

Eis o selo da Igreja Moraviana, o tema deste opúsculo. Diz "Venceu o nosso Cordeiro. Vamos segui-Lo". Depois de muita perseguição no seu país de origem, Boemia - Morávia, no centro da Europa, um pequeno grupo escapou para a Alemanha oriental (1722).

Cinco anos depois, na vila de Herrnhut (abrigo do Senhor), na propriedade rural do Conde de Zinzendorf, Deus derramou sobre eles seu Espírito Santo de uma maneira especial (1727). Não é que houve milagres e línguas, mas muito quebrantamento verdadeiro e uma consciência profunda de ser uma comunhão ao redor do Cordeiro de Deus.

Iniciaram o que seria a reunião de oração mais longa da história, cem anos de intercessão ininterrupta. Um grupo de jovens começou a preparar-se para missões após o dia de trabalho árduo de colono, estudando a Bíblia, línguas, geografia e medicina. Mas cinco anos depois, o Conde estava em Copenhagen na festa de coroação de um rei dinamarquês. Ali ele recebeu duas chamadas, uma para trabalhar entre os escravos numa ilha dinamarquesa no Caribe, outra para ajudar na evangelização entre os esquimós na Groenlândia. Voltando para casa, a sua igreja aceitou o desafio, iniciando o imenso trabalho missionário moraviano.

Pastor Florêncio descreve este movimento que, em 20 anos, enviou mais missionários para os campos do que toda a igreja protestante em dois séculos!
"Venceu o nosso Cordeiro! Vamos seguí-Lo!" Que privilégio ser seguidor de Jesus! Vamos por onde Ele nos levar. Amém!

Como é sabido, no século XVI ocorreu a Reforma Protestante na Europa. Este foi, sem dúvida, um dos maiores acontecimentos da história da Igreja nos últimos séculos. Deus usou Lutero e outros líderes para questionar e mudar princípios deteriorados da Igreja existente. Isso teve grande impacto em todas as áreas da humanidade.

Entretanto, enquanto a Igreja Católica Romana "cristianizava" ou "catequizava" o novo mundo com o apoio indispensável dos jesuítas e de seus soldados, a Igreja Protestante não dispunha das mesmas condições para tais investimentos missionários. Por isso postergou por quase três séculos uma obra missionária mais expressiva.

No século XVIII, pela providência eterna, é levantado um homem que verdadeiramente amava a obra missionária. Ele dedicou-se, juntamente com sua Igreja, a esse importante trabalho de levar o Evangelho ao mundo inteiro. Era o Conde Zinzendorf, um nobre alemão que Deus levantou para dar refúgio a milhares de perseguidos em toda a Europa e também para propor ao seu povo o desafio de pregar o evangelho a toda criatura.

Zinzendorf era uma pessoa que amava profundamente a Deus e colocou sua vida ao serviço do mestre. Ele foi um verdadeiro líder espiritual do seu povo e o motivou a um grande empreendimento missionário. Um fator importante no ministério dos moravianos era que, além de sua dedicação total, dispunham de uma vida de oração ininterrupta, dia e noite, durante cem anos consecutivos. Aqui estava o segredo do grande sucesso: oração...!

CONHECENDO A MORÁVIA
Falar em Morávia, hoje em dia, parece estranho aos nossos ouvidos. Na verdade, não temos familiaridade com esse nome.

A Morávia foi o útero mater de um dos maiores movimentos de missões existentes no mundo até então. Foi lá que o Conde Zinzendorf, impulsionado pelo desejo profundo de evangelizar o mundo, realizou um grande projeto de Deus, despertando a Igreja do Senhor para missões mundiais.

A Morávia e a Boêmia eram duas províncias situadas a noroeste do império austríaco e faziam fronteira com a Saxônia. A Morávia do século XVIII localizava-se na Europa Central, no centro da antiga Tchecoslováquia, hoje dividida em República Tcheca e Eslováquia.
Ela era etnicamente composta de tchecos, um povo eslavo que invadiu a região no século V a.C., o qual, mais tarde, uniu-se a outras tribos, também eslavas, formando assim, o grande Império da Morávia, o qual compreendia grande parte da Europa Central.

No século IX esse império foi invadido e destruído pelos magiares (húngaros). No século seguinte, a Morávia foi governada pelo Duque da Boêmia e seus descendentes, até 1526, quando caiu nas mãos da família de Habsburgo, da Áustria, que a governou por quase 400 anos consecutivos.

A Boêmia e a Morávia eram unidas pela história e pela dinastia como Império. A sua população, na grande maioria, pertencia à raça eslávica. No entanto, achavam-se muitos comerciantes alemães em todas as cidades. A Boêmia era a pátria de homens que foram percursores da Reforma Protestante como João Huss e Jerônimo de Praga, os quais deixaram a sua importante contribuição na história da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Esses dois países eram unidos politicamente. Também, pelo mesmo sentimento hussista, achavam-se preparados providencialmente por Deus para uma obra missionária séria como foi o movimento do Conde Zinzendorf, chamado de movimento moraviano.

Havia na Morávia muitos irmãos Boêmios e anabatistas que procuravam fugir das perseguições religiosas.

A Confissão de Augsburg era o único credo Protestante reconhecido pelo governos civil. Com isso, grande parte dos evangélicos tornou-se nominalmente luterana, embora nem todos concordassem com certas afirmações e até rejeitassem a doutrina de Lutero no que diz respeito à Ceia do Senhor, que era a consubstanciação.

Para proteger se dos jesuítas na segunda metade do século XVI, os irmãos boêmios se uniram numa confissão que tentava harmonizar luteranos e calvinistas. Com a Guerra dos Trinta anos entre Católicos e Protestantes, a Boêmia voltou a ser um reduto Católico, embora possuísse a maioria Protestante. Mesmo vivendo dias maus e turbulentos, pois aquele momento estava sendo catastrófico para o Protestantismo Boêmio, eles persistiram juntamente com seus irmãos morávios, ocultando-se das sangrentas e violentas perseguições.

Por volta de 1722, os morávios de língua alemã começaram a buscar refúgio na Saxônia, na liderança de um carpinteiro, o irmão Cristiano David, o qual mais tarde tornou-se um proeminente missionário moraviano.

QUEM ERA O CONDE ZINZENDORF
Nicolaus Ludwig Von Zinzendorf nasceu no dia 26 de Maio de 1700, em Dresden, na Saxônia. Ele era filho de um alto oficial da corte eleitoral desse país. Logo após seu nascimento, seu pai veio a falecer. Antes, porém, no leito da morte, tomou em seus braços a criança que tinha apenas seis semanas de vida e a consagrou ao serviço de Cristo.

Sua mãe se casou novamente e ele passou a ser criado por sua avó, a baronesa pietista Henrietta Catarina Von Gersdorf.
Esse fator familiar na sua infância fez com que ele se tornasse um rapaz solitário e introspectivo. Sua família era nobre e muito piedosa, cheia de zelo pelas coisas de Deus. Foi nesse clima saudável, espiritualmente falando, que Zinzendorf foi criado nos caminhos do Senhor.

Ele mantinha uma vida  familiar exemplar e genuinamente cristã, cheia de zelo e de dedicação, o que o caracterizou por toda a sua vida. Desde pequeno, Zinzendorf era uma pessoa interessada e zelosa pelas coisas de Deus. Mais tarde escreveu seu testemunho, dizendo:
"ainda na infância, eu amava o Salvador e tive comunhão abundante com Ele. Aos quatro anos comecei a buscar sinceramente a Deus e decidi tornar-me um verdadeiro servo de Jesus Cristo". Ele escolheu como lema da sua vida: "Tenho apenas uma paixão. É Jesus, Jesus somente".

Além de receber uma educação religiosa aprimorada, foi também educado na Escola de Francke, um amigo de seu pai. Essa escola Pietista, em Halle, veio a ser uma universidade famosa, tornando-se, assim, o centro do movimento Pietista.

Zinzendorf foi influenciado pelo movimento chamado Pietismo, Avivamento da Piedade, que ocorreu dentro da Igreja Luterana no final do século XVII, como sinal de protesto contra a situação decadente desta Igreja que fugira dos princípios e propósitos iniciais. O Pietismo foi para a Alemanha o que o Puritanismo foi para a Inglaterra.

O ilustre Conde Zinzendorf matriculou-se nessa escola quando tinha apenas dez anos de idade. A princípio ele não tolerava o rigor e as normas da escola. Contudo, aos poucos passou a apreciar o zelo de Francke e em 1715, quando fazia sua primeira comunhão, foi despertado espiritualmente.

Desde tenra idade, Zinzendorf mostrou-se profundamente interessado pelas coisas de Deus e desejoso de fazer a sua obra. Ali, entre as crianças e adolescentes, tornou-se líder das atividades religiosas, organizando entre os meninos a "Ordem do Grão de Mostarda". O objetivo principal era a evangelização do mundo, seguindo alguns critérios, como por exemplo, ser bondoso para com todos os homens, procurar o bem-estar deles e tentar levá-los a Deus.

O emblema da ordem era um pequeno escudo. Tinham como lema "Suas chagas nos curam", e cada um deles usava um anel que possuía as seguintes palavras: "nenhum homem é uma ilha". Isso revela uma dedicação muito forte dele em relação às coisas de Deus e de seu Reino.

Quando moço, Zinzendorf pensou em reunir um grande número de pessoas genuinamente cristãs com o mesmo desejo de servir a Deus. Não tinham eles o propósito de separar-se da Igreja Luterana, mas isso ocorreu naturalmente.

Nesta escola, Zinzendorf teve seu caráter grandemente influenciado por esse movimento autenticamente cristão. Desfrutou de uma profunda e ardente experiência com Deus, a qual levou-o a uma genuína devoção a Jesus, como ele mesmo chegou expressar, dizendo: "Eu tenho uma paixão: é Jesus, Jesus somente". Tendo essa paixão tão acentuada por Cristo, ele pregava uma profunda devoção pessoal a Cristo baseada em sua real experiência pessoal.

O Conde Zinzendorf considerava-se um autêntico Luterano, e na verdade o era, embora fosse, ao mesmo tempo, um Pietista pelas suas convicções. Ele era um homem de caráter e religiosidade sincera, cujas evidências se demonstravam através de sua vida cristã autêntica.

Entre vários e importantes acontecimentos que se deram durante a história da Igreja, o movimento moraviano fundado por Zinzendorf tem uma importância proeminente e singular. Contribuiu para a formação de caráter e vida com Deus de milhares de pessoas, além de dar significativa contribuição para as missões modernas.

Os moravianos foram praticamente os pioneiros em missões protestante estrangeiras e enviaram, num curto espaço de tempo, mais missionários do que todos os protestantes juntos durante duzentos anos de protestantismo.

Desde cedo Zinzendorf possuía um profundo desejo de transmitir o Evangelho da graça de Deus aos seus conterrâneos e isso ocupava o primeiro lugar de sua mente. O desejo e propósito dele era consagrar sua vida à pregação do Evangelho.

Apesar do interesse pelas coisas de Deus e por sua obra, ele encontrou forte oposição por parte de sua avó e do seu tutor, que o levaram de Halle para estudar Direito na universidade de Wittenberg de, 1716 a 1719. Fizeram isso para que ele pudesse ingressar no funcionalismo público como era o desejo insistente de sua família.

Mesmo estudando as leis, ele consagrava seu tempo vago ao estudo da teologia e muitas vezes passava noites inteiras em oração e estudo bíblico.

Após seu curso de Direito, Zinzendorf viajou pelos Países Baixos e França, onde encontrou várias personalidades distintas que demonstravam claramente princípios genuinamente religiosos. Quando voltou à Saxônia, aos vinte anos de idade, passando por Castell, viu sua prima e simpatizou-se com ela. Porém, julgando que o Conde Henrique XXIX Von Reuss tivesse a preferência, resolveu abandonar a ideia de casamento com a moça, concluindo que Deus estava chamando-o para alguma obra específica.

Finalmente, em 1722, ele se casou com a irmã do Conde Henrique, Erdmuth Dorotéia, que foi para ele a esposa ideal. Deus agiu  na vida de Zinzendorf, dando-lhe direção no aspecto sentimental.

Certa vez o Conde visitou a galeria de pintura em Dusseldorf e viu um quadro de Cristo (Ecce homo), com as seguintes palavras embaixo: "Eu tudo fiz por ti, o que fazes tu por mim"?. Isso tocou-o tão profundamente que o levou a refletir a respeito de Cristo. Ele sentiu-se como se não pudesse responder a essa pergunta e saiu dali decidido a dedicar sua vida ao serviço de Cristo.

O desejo de seus parentes era que ele ingressasse em Dresden no serviço de eleitor. No entanto, ele estava interessado no cultivo do "serviço do coração" entre os seus amigos nessa cidade e também nas suas propriedades em Berthelsdorf, situadas cerca de setenta milhas de distância. Finalmente, ele aceitou uma colocação judicial.

Em 1722, juntamente com um nobre e mais dois pastores, Zinzendorf fundou o "pacto de quatro irmãos", com a finalidade de levar o evangelho ao mundo. Ali estava o princípio de uma grande obra.

Em 1736, por causa das propagandas de seu trabalho, ele foi banido da Saxônia, mas o governo, mais tarde, em 1745, anulou o banimento e o convidou para fundar uma comunidade semelhante à de Herrnhut. Acredito particularmente que o governo da Saxônia apercebeu-se da importância e contribuição dos moravianos em conservar uma vida cristã piedosa naquele período de decadência espiritual.

O famoso e ilustre Conde Zinzendorf manteve-se na liderança da Igreja moraviana até sua morte, em 9 de Maio de 1760, quando foi recebido nos tabernáculos eternos. Não deixou descendentes, pois seu único filho havia morrido. Contudo, deixou vários descendentes espirituais que prosseguiram seu trabalho, gerando filhos para Deus.

A COMUNIDADE MORAVIANA
Em 1722, em razão da perseguição na Boêmia, Zinzendorf permitiu aos irmãos da língua alemã que procuraram refúgio na Saxônia que fundassem uma aldeia em Berthelsdorf, sua propriedade particular.
A área havia sido comprada de sua própria avó pelo Conde. Essa propriedade passou a ser habitada por, além dos boêmios, um grande número de alemães e outros perseguidos religiosos. Eles se ligaram a muitos pietistas e a outros entusiastas religiosos perseguidos.

Para atender à necessidade dos perseguidos, foi fundada por Zinzendorf uma comunidade denominada Herrn-but, cujo significado é "Abrigo do Senhor". O próprio conde e sua família eram moradores. Para isso, ele demitiu-se do emprego no governo e passou a dedicar-se como líder espiritual desta comunidade com incansável labor e constantes orações.

Zinzendorf ficou extremamente impressionado com a vida e os ensinos dos irmãos boêmios. Pôs em seu coração o propósito de restaurar aquela irmandade antiga, cujas raízes remontavam ao tempo de João Huss, no século XV, e criar um grande empreendimento missionário.

Passados cinco anos, em meio a acertos e dificuldades de relacionamento entre os membros da comunidade, finalmente chegou o dia da grande bênção. Em 13 de Agosto de 1727, quando era celebrada a Ceia do Senhor, o Espírito de Deus veio sobre eles de uma forma tão poderosa que a partir daquela data tiveram um grupo cheio de comunhão entre os irmãos e com objetivos definidos.

Zinzendorf tornou-se, a partir de então, o líder espiritual do movimento moraviano por mais de trinta anos, inspirando e guiando a Igreja para as atividades missionárias em todo o mundo.

Embora não tivesse uma formação teológica e acadêmica aprimorada, sendo portanto um obreiro leigo, foi ordenado ao sagrado ministério em 1737 pela Igreja Luterana.

Zinzendorf tornou-se um autêntico pregador, com muito ardor missionário, dando ênfase à proclamação do Evangelho. Contribuiu de forma significativa para o despertamento e consciência missionária das Igrejas daquela época. Para alcançar esse objetivo, viajou por vários países, inclusive para a América, com a finalidade de influenciar o maior número de pessoas possível para esta grande obra que, até então, escapara da ênfase de grandes homens de Deus. Por isso a Igreja, de uma forma geral, não possuía uma visão ampliada de missões mundiais.

A IGREJA MORAVIANA
Nos séculos VII e VIII, a Morávia conheceu o Evangelho primeiro através da Igreja Católica Romana. Com isso, a Igreja Romana assumiu a posição de liderança do país sobre a Igreja Grega.

Segundo o historiador Justo Gonzalez, no século IX foram enviados dois missionários à Morávia (Constantino e Metódio), a pedido do príncipe da "Moraviano Ratislao" ao Imperador de Bizâncio, Miguel III.

"É difícil saber as verdadeiras razões desse pedido. Talvez Ratislao quisesse se opor à influência ocidental que era sentida mediante a união entre o Cristianismo e o imperialismo político, característica de seus vizinhos ocidentais. Talvez se tenha deixado levar, sinceramente, pelo prestígio do patriarca focio, um dos homens mais sábios que já ocupou a sede Constantinopla".

A Igreja Protestante moraviana "nasceu" bem antes de eclodir a Reforma Protestante no século XVI. Ainda no começo do século anterior (XV) apareceu na Morávia o versado teólogo e sacerdote chamado João Huss, influenciado pelas idéias do grande mestre Dr. John Wycliff, professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra, sobre pontos de vista dos quais discordava da Igreja Católica Romana.

Ele não conseguiu levar avante os seus ideais, pois foi tolhido pela morte na fogueira em 1415, em Constança. A pena foi aplicada pela inquisição romana. A partir daí a Morávia tornou-se um cenário de terríveis perseguições, o que levou os moravianos a se refugiarem num povoado ao noroeste no vale de Kunwald. Ali conseguiram viver por algum tempo em relativa paz.

Em 1457 os remanescentes e defensores do pensamento de John Huss se estabeleceram como organização, ou Igreja, chamada "Unitas Fratrum" (Unidade de Irmãos). Tornaram-se conhecidos como "Os Irmãos da Lei de Cristo", descendentes espirituais de Huss e possivelmente de Pedro Valdo.

Durante aproximadamente meio século, viveram em Kunwald sem serem molestados. Contudo, na virada do século, quando se iniciava a Reforma Protestante, quase foram exterminados pela violenta perseguição papal e governamental. Mas a partir de 1548 refugiaram-se na Polônia, onde firmaram uma próspera Igreja. Na medida em que houve maior tolerância, espalharam-se pela Morávia, Boêmia e  Polônia. Ao longo de mais ou menos 150 anos sobreviveram às deprimentes oscilações da tolerância religiosa na Europa.

A última e mais sangrenta perseguição deu-se exatamente um século antes do nascimento da nova Igreja Moraviana, na propriedade de Zinzendorf, quando Frederico II subiu ao trono e tudo mudou repentinamente. A igreja foi destruída e dispersa. A Boêmia tornou-se um campo de sangue e 36 mil famílias deixaram o país em busca de refúgio. Um dos mais influentes líderes, John Amos Comenius, em 1660 escreveu o seguinte:
"A experiência ensina claramente que algumas igrejas são, às vezes, destruídas pela mão de Deus estendida em ira. Mas, em certas ocasiões, outras Igrejas são plantadas em seu lugar ou a mesma Igreja se levanta  em outros lugares".

Palavras semelhantes foram ditas em 1707 por um ancião, George Jaeschke, no leito de morte, aos 83 anos: "Pode parecer que o fim da Igreja dos Irmãos tenha chegado. Mas, filhos amados, vocês verão um grande livramento. O remanescente será salvo. Não sei se esta libertação acontecerá também aqui na Morávia, ou se vocês terão de sair da Babilônia, mas sei que isso não vai demorar a acontecer. Estou inclinado a crer que haverá um êxodo, e que um refúgio será oferecido num lugar onde vocês poderão servir ao Senhor sem medo, segundo a Sua Santa Palavra".

Estas palavras, acima de qualquer coisa, foram uma profecia da parte de Deus para o seu amado povo na Morávia. Os filhos espirituais deste profeta de Deus desfrutaram destas bençãos e foram os primeiros habitantes de Herrnhut "O Abrigo" ou "Refúgio de Senhor".

Eles possuíam pelo menos quatro princípios básicos de crença:
. A Bíblia era a única origem da doutrina cristã;
. o culto público era conduzido segundo o modelo da Igreja Apostólica
. a Ceia do Senhor é recebida pela fé e definida na linguagem das Escrituras;
. vida cristã autêntica como a essencial evidência da salvação pela fé.

Huss conseguiu deixar sementes reformadas na consciência desse povo que conservou as tradições de seus pais. Apesar de perseguido pela Igreja oficial, continuou com princípios pré-reformados na esperança do triunfo final, que felizmente veio a ocorrer três séculos depois, quando encontraram apoio na pessoa do Conde Zinzendorf.

Alguns recursos eclesiástico foram desenvolvidos por eles, como por exemplo a elaboração de uma confissão de fé, tradução das Escrituras da língua original, escolas, seminários e a publicação de catecismos e hinários. Foi a primeira Igreja a fazer um hinário no vernáculo e a colocar nas mãos do povo. A primeira edição foi em 1501.

Foram cruelmente perseguidos durante muito tempo. Entre os mártires deste grupo vale a pena mencionar o famoso educador bispo John Amos Cominus.

Este grupo de irmãos refugiados denominado "Unitas Fratrum" (Unidade de Irmãos) buscava escapar da perseguição. Como isso aconteceu graças ao bondoso Conde, eles assumiram a responsabilidade de levar o Evangelho para todas as partes do mundo. Tornaram-se conhecidos pelo trabalho missionário pioneiro, pois havia neles um desejo de espalhar sua fé pelo mundo inteiro, o que fizeram através de um programa de missões estrangeiras.

Como já mencionei anteriormente, a Igreja Protestante, por motivos que, por falta de espaço, não abordaremos aqui, não se preocupou muito com missões durante 300 anos de sua história. No entanto, notamos que os moravianos foram os primeiros a se levantarem com esse nobre propósito. Foram precursores de um grande movimento do século XIX, que veio a se chamar "o Grande Século".

A partir desse despertamento por eles promovido, foram criadas várias sociedades missionárias, como a da Inglaterra, Escócia, Estados Unidos, entre outras. Essas instituições enviaram os grandes missionários do século passado, como William Carey, Hudson Taylor, Adoniram Judson, David Livingstone, entre outros, para todas as partes do mundo.

É admirável a forma como eles encaravam a responsabilidade de fazer a obra missionária. Seguiam em frente, com muita alegria e satisfação, para qualquer parte do mundo, para os lugares mais difíceis e perigosos e aos povos que pareciam menos promissores. Geralmente iam sem sustento, por falta de recursos de sua comunidade. Eram os hoje chamados de "fazedores de tendas". Mas mesmo assim tinham grande alento e eram inspirados pelo hino de Zinzendorf "Cristo ainda nos conduz".

O resultado desse movimento expansionista de missões, embora um tanto limitado pela sua população pequena e seus parcos recursos financeiros, influenciou igrejas em todas as partes do mundo para a obra missionária.

A Igreja moraviana não só enviou missionários e influenciou outras igrejas da época, como também contribuiu de forma significativa no ministério de pessoas como John Wesley. Em 1738, Wesley teve uma profunda experiência que o levou a um ministério poderoso que resultou no frutífero movimento metodista com um grande avivamento revolucionando principalmente a Inglaterra e América do Norte.

FUNCIONAMENTO DA IGREJA MORAVIANA
Como toda denominação, os moravianos também tinham seu próprio sistema de cultos e uma estrutura de funcionamento. Era uma Igreja organizada com normas e diretrizes, sem as quais seu progresso missionário seria dificultado. Vamos observar alguns detalhes importantes dessa Igreja.

CULTO
Tinha uma hinologia rica, cheia de boas músicas. Os cultos de Domingo eram bem formais, com uma liturgia própria. Havia diferença entre os cultos dos dias normais e de certos dias memoráveis.

FORMA DE GOVERNO
A Igreja da Morávia, em 1745, tinha uma organização tríplice de bispo, ancião e diácono. Ela era mais Presbiteriana que episcopal em sua forma de governo. Eles tinham uma organização semi-monástica, bem elaborada e completa, cujo propósito principal era evangelizar o mundo. A Igreja moraviana tinha as suaS próprias características de governo. Eles tinham o Sínodo Geral e o Sínodo Provincial, os quais realizavam encontros periódicos. Os dirigentes compunham-se de uma junta de doze anciãos, que eram chefiados por Zinzendorf até a sua morte em Herrnhut, no dia 09 de Maio de 1760.

DOUTRINA
Consideravam as Escrituras como sendo a única regra de fé e prática; criam na depravação total da natureza humana, na real humanidade de Jesus Cristo, na reconciliação e justificação pela fé através do sacrifício de Jesus Cristo, etc.

DISCIPLINA
Tinham uma disciplina exemplar na vida prática. O comportamento era sadio e demonstrava uma fé pura e genuína. Sobre isso, alguns renomados líderes escreveram:

. "Só vocês, em todo o mundo, combinam uma disciplina sadia com uma fé pura" (Bucer);

. "Cumprimento suas Igrejas...e por manterem tão boa moral, ordem e disciplina" (Calvino);

. "Diga aos irmãos que devem apegar-se ao que Deus lhes deu e não abandonar sua constituição e disciplina" (Lutero).

Em tudo podemos observar a disciplina dos moravianos como um bom exemplo para nós. E que tenhamos a graça de Deus para cumpri-la fielmente.

Os moravianos foram os primeiros protestantes a fazer missões entre os judeus. Além disso, possuíam uma visão ampliada sobre missões. Por iniciativa de Zinzendorf, começaram a enviar seus missionários para várias partes do mundo: Rússia, Groenlândia, Labrador, Ilhas do Caribe, América do Norte, Costa da América do Sul, sul da Ásia, chegando à Índia e Ceilão.

Uma das causas do crescimento do movimento moraviano foi a seriedade com que faziam a obra de Deus. Além de dedicação e vida consagrada, existia um fator proeminente que considero preponderante nas missões moravianas: a oração.

Nenhum movimento envolvendo tantas pessoas, em tanto tempo, conseguiu orar ininterruptamente como  os moravianos. A comunidade foi dividida em grupos para fins devocionais e de oração de tal forma que funcionou rigorosamente dia e noite, sem interrupção, por um período de cem anos consecutivos.

Faziam do sofrimento de Cristo o estímulo para sua atividade missionária, com o lema "conquistar para o Cordeiro que foi morto a recompensa dos seus sofrimentos".

CONCLUSÃO
Precisamos atualmente de pessoas em nossa sociedade que se despertem com os mesmos desejos, no que diz respeito ao Reino de Deus. Precisamos sentir um pouco do que ele e a sua igreja sentia, "paixão por Jesus, por Jesus somente". Se isso existisse de fato, e na mesma intensidade, na vida de cada pastor ou líder em geral, teríamos igrejas profundamente apaixonadas por missões.

Ao ler e analisar as virtudes da igreja moraviana na sua intimidade profunda com Deus, descobrimos o segredo de como fazer uma grande obra. Esta obra na Igreja moraviana não é resultado de uma mágica, mas de uma devoção do mais alto nível que se possa imaginar. Quando observamos a vida de oração que eles tinham e o amor pelas almas perdidas, passamos a entender o segredo dos resultados frutíferos desse trabalho.

Notamos aqui a importância preponderante de um líder que ama a obra de Deus e leva sua Igreja a pensar como ele, a colocar em prática aquilo que Deus coloca no seu coração. Zinzendorf foi tremendamente usado por Deus para uma grande obra missionária no mundo. Ele e a sua Igreja tornaram-se precursores das missões do "grande século", o século XIX.

Livro: História das Missões Moravianas - Florêncio Moreira
via Portal Teologia e missões - Apaixonadospormissões
Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Esperando a volta de Jesus - Escatologia

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” 1 Ts 5.23

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Esperar Jesus voltar a qualquer momento influencia o nosso estilo de vida. A grande crise de mornidão espiritual em que vivemos tem a ver com as prioridades de vida de alguns crentes. Quem espera Jesus voltar estabelece prioridades na vida que leve à espera desse encontro; mas quem não espera estabelece outras. A vida é feita de escolhas. E se um crente escolhe viver vigilante quanto à vinda do Mestre, tal estilo de vida perpassará todas as esferas da existência; se não, isso se revelará em sua maneira de viver. Por isso, na aula desta semana você pode iniciá-la perguntando se faz sentido uma pessoa que diz esperar Jesus voltar, se encontrar mergulhada no Materialismo, no Pragmatismo ou no Hedonismo. São posturas diametralmente opostas ao desejo de se encontrar com o Mestre dos mestres. Quem vive, por exemplo, com mente e coração voltados para o estilo de vida do consumismo selvagem, não pode anelar a vida no céu com Jesus. O Reino de Deus não é “comida nem bebida”, mas “justiça, paz e alegria no Espírito”. Note bem: no Espírito!

Quando estamos no Espírito, a cabeça é outra, o pensamento é outro e até mesmo o sentimento é de outra ordem. Vida no Espírito leva em conta a radicalidade de uma existência pautada no Evangelho, levando-o até as últimas consequências. Assim, não há preocupação com status que, com o formalismo exterior nem com nada desta natureza.
A iminência da vinda do Senhor faz brotar em nosso coração uma preocupação maior com a nossa maneira de viver. É saber que a nossa redenção está próxima e que a qualquer momento podemos ser arrebatados para estarmos para sempre com o Senhor. É cultivar a fé para que quando o Filho do Homem vier possa achá-la em nós.

É verdade que a cada dia que se passa tornar-se mais difícil militar a boa causa de Cristo. Os desafios são muitos: o tempo no trânsito, a carga horária do trabalho, os problemas familiares, a corrida desenfreada que as pessoas fazem em nome do dinheiro. Não sobra tempo para si mesmo, para a família nem muito menos para o Deus Altíssimo. Por isso, cultivarmos a esperança na Vinda do Senhor é um antídoto para a alma contra essa avalanche de cultura materialista, pragmática e hedonista. Que quando o Senhor vier ache em nós a fé nEle! Que independente das circunstâncias possamos continuar a guardar a Esperança uma vez entregue aos santos e o coração da ansiedade! Maranata, ora vem Senhor Jesus! - Revista Ensinador Cristão pg.37-ed.nº65

Com relação à volta de Jesus, só há dois tipos de crentes: os que serão arrebatados e os que ficarão.

Como não sabemos o dia da volta de Jesus para arrebatar a sua Igreja, é indispensável estarmos preparados para aquele grande acontecimento, como se ele viesse a ocorrer hoje, agora. Infelizmente, na prática, há muitos cristãos que não estão preparados para subir com a Igreja, na volta do Senhor. Assim como as “virgens loucas”, de Mateus 25, estão descuidados, não têm reserva espiritual, negligenciam o seu testemunho e alguns escandalizam o nome do evangelho. No entanto, a volta de Jesus será repentina, como a vinda de um ladrão para assaltar uma residência. Não há hora marcada, não há dia conhecido. A surpresa é o fator preponderante. Por isso, a santificação é requisito fundamental para o encontro com o Senhor nos ares, em sua volta (1 Ts 5.23).

Jesus usou outras metáforas para demonstrar a surpresa de sua volta. Aludiu aos dias de Noé, quando os homens de sua época não estavam nem um pouco interessados em saber o que aconteceria, anos depois, quando o patriarca lhes alertava para a catástrofe hídrica que destruiria a humanidade de então. Alertou que sua vinda seria como nos dias de Ló, acrescentando apenas alguns poucos detalhes que diferenciavam uns dos outros. Nos dias de Noé: “Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam” (Lc 17.28). Eles pensavam em tudo, menos em santidade. Só olhavam para as coisas da terra, e se esqueciam de olhar para cima (Cl 3.2).

Qual a diferença entre os dias de Noé e os dias de Ló? Nos primeiros, havia vida social normal, incluindo o casamento entre as pessoas; havia agricultura, pois “comiam, bebiam”. Nos dias de Ló, as atividades eram semelhantes, mas não se fala em casamento. Coincide com o relato de Gênesis 19. Em Gênesis 19.4,5, ficou registrado que os homens de Sodoma eram praticantes da homossexualidade. Queriam “conhecer”, ou ter relações com os visitantes que foram tirar Ló, imaginando que seriam apenas homens comuns. Diante da maldade excessiva daquelas cidades, Deus tirou Ló de lá, repentinamente, sem que os habitantes soubessem, e mandou um fogo dos céus que destruiu a todos. A pecaminosidade e a corrupção alcançaram níveis além do suportável pelo Deus sumamente santo.

Assim, uma característica comum ao que aconteceu com os povos antediluvianos e os de Sodoma e Gomorra foi a surpresa com que foram alcançados pelas respectivas tragédias. Jesus alertou que, na sua volta para buscar a Igreja, também as pessoas, no mundo, serão tomadas de surpresa. Jesus virá num dia e numa hora que ninguém sabe (Mt 24.36). Dessa forma, é indispensável que os cristãos estejam preparados, sabendo como esperar a volta do Senhor Jesus. E estar preparado é estar em santidade e em santificação, que é o processo contínuo da separação do mal.

Ser santo é ser separado, consagrado para o Senhor. A Palavra de Deus nos exorta a sermos obedientes e santos em toda a nossa maneira de viver (1Pe 1.13-15). Sem santidade ninguém poderá ver o Senhor (Hb 12.14). Santidade é condição indispensável a quem se diz crente e deseja ir para o céu, ao encontro do Senhor Jesus.
Que jamais venhamos a amar a prática do pecado, pois Jesus está às portas.

I - Atitudes Corretas ante a Volta do Senhor
A primeira fase da volta de Jesus para buscar a sua Igreja, integrada pelos crentes fiéis e santos, será tão repentina que não haverá tempo para ninguém preparar-se de última hora. Os meios de comunicação antigos e os mais modernos não terão oportunidade para anunciar a iminência da volta de Cristo. Essa premência e surpresa do arrebatamento dos salvos já foi anunciada há muitos séculos, e estão bem claras nas Escrituras. Diante dessa realidade profética e real, o cristão verdadeiro, que tem consciência do que é ser salvo para ir para o céu, onde Cristo está (Jo 14.3), deve viver num estilo de vida e conduta de quem está esperando seu Senhor a qualquer momento.

1. Esperar com Vigilância
Quem espera a volta de Jesus a qualquer momento precisa estar vigilante, tanto ao que acontece ao seu redor, como dentro de si próprio.
Os sinais exteriores da volta iminente de Jesus já foram resumidos no capítulo anterior, e estão se cumprindo na História de maneira infalível, pois as palavras de Jesus não passarão (Mt 24.35). Porém, o crente em Jesus deve vigiar o que se passa no “ambiente” interior de seu ser, do seu coração. Os acontecimentos proféticos hão de cumprir-se independentemente da vontade dos homens sem Deus ou mesmo dos crentes fiéis. Mas o que acontece no interior de cada pessoa depende de si, de suas atitudes mentais, de seus sentimentos e emoções, ou “do coração”. O Dicionário Houaiss diz que vigilância é “1. Ato ou efeito de vigiar(-se); 2. Estado de quem vigia; 3. Precaução; 4. Cuidado, atenção desvelada” (grifo nosso). A partícula se indica a vigilância de si mesmo.

A maioria absoluta dos crentes que ficarão para trás na volta de Jesus deixará de ir para os céus por causa de suas atitudes erradas, de sua conduta em desacordo com a vontade Deus, expressa em sua Palavra. Jesus alertou quanto a isso e exortou os discípulos a serem vigilantes: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.42). Ele também ensinou sobre a natureza tendente ao pecado que está dentro de cada um: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19; Mc 7.21). Todos esses pecados começam no interior do homem. Satanás conhece bem essa realidade, desde que tentou o homem no Éden e viu que o ser criado era suscetível de deixar de ouvir a voz de Deus e ouvir a tentação.

Para não cair em tentação, e ficar para trás na volta de Jesus, só existe uma receita, dada por Jesus (Mt 26.41). Somente com oração, muitas vezes reforçada pela prática do jejum, é que podemos vencer as concupiscências da carne. É evidente que a maioria dos crentes, hoje, não gosta de orar. As jovens consideradas loucas em Mateus 25 ficaram de fora da festa nupcial porque não vigiaram, deixando faltar o azeite em suas vasilhas. Nos dias presentes, há muitos evangélicos negligentes. Mas Jesus mandou vigiar constantemente, pois não sabemos a hora em que Ele há de vir. “Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa” (Lc 12.39).

2. Viver na Unção do Espírito Santo
Na parábola das Dez Virgens (Mt 25), vemos a necessidade do azeite, que simboliza a presença do Espírito Santo, para esperar “o Noivo”. Somente as “virgens prudentes”, que tinham azeite em suas vasilhas, e também reservas por precaução, puderam entrar com o noivo para as bodas. As “insensatas” ou imprudentes “ainda” foram comprar azeite, e se atrasaram para as bodas: “E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta” (Mt 25.10 - grifo nosso). 

A parábola retrata um casamento oriental, em que, durante uma semana, havia as bodas. As dez virgens representam os crentes em geral. As prudentes representam os crentes que estão esperando a volta de Jesus, na comunhão do Espírito Santo, sentindo a sua presença, tipificada pelo azeite. As virgens “loucas” não são débeis mentais, mas crentes que, ao longo dos anos, se descuidam, e deixam de buscar a presença de Deus e de seu Espírito. Notemos que a diferença fundamental entre as prudentes e as loucas era o que elas tinham quanto à provisão do azeite. Nas igrejas em geral, há um esfriamento quanto à busca do batismo com o Espírito Santo, que corresponde à “reserva” indispensável para esperar com segurança a volta de Jesus.


Quando o crente aceita a Cristo, já tem o Espírito Santo habitando com ele, “habita convosco”, mas Jesus prometeu: “estará em vós” (Jo 14.17). Os discípulos já eram salvos, mas ainda precisavam ser “revestidos de poder” (Lc 24.49). E esse revestimento especial, distinto da salvação, começou a acontecer e a estar à disposição dos salvos, quando da descida do Espírito Santo, como Jesus prometeu (At 1.8; 2.1-13). Sem a presença do Espírito Santo, no crente, e na sua vida, é impossível esperar a vinda de Jesus de forma correta. Precisamos ser cheios do Espírito (Ef 5.18; At 13.52); andar em Espírito (Rm 8.1; G15.19); ser guiados pelo Espírito (Rm 8.14); ser templo do Espírito Santo (1 Co 6.19). Sem a unção do Espírito Santo, nos dias presentes, é impossível viver a Palavra de Deus, obedecer ao Senhor e estar pronto para o arrebatamento.


3. Viver com Santidade
Santidade é uma palavra esquecida por muitos pastores. Para agradar a todos, numa atitude demagógica, muitos deixam de ministrar a doutrina da santificação, principalmente para a juventude. Há igrejas que inventaram as “boates-templo” para atrair jovens para um ambiente parecido com os locais de reunião de jovens para namorar, beber, marcar encontros, etc., mesmo que em tais “boates evangélicas” não haja bebidas alcoólicas. Há igrejas que usam estruturas de luta-livre, de artes marciais e até de “rodeios”, com animais dentro dos templos, para atrair os jovens! No tempo de Jesus e no de Paulo já havia os Jogos Olímpicos, com diversas modalidades, mas nem Cristo nem Paulo, nem de longe, sugeriram tais aberrações para atrair pessoas para o evangelho.

O evangelho do entretenimento tem suplantado o evangelho do sofrimento por Cristo. Mas sem santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Ser santo é ser separado, consagrado para Deus. O apóstolo Pedro nos exorta a sermos obedientes e santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.13-15). Santidade pressupõe irrepreensibilidade. Paulo exortou: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). Quando falamos de santificação não queremos passar a ideia do legalismo e do fanatismo de algumas denominações, de forma alguma. Para ser santo, um servo ou uma serva de Deus não precisa tornar-se um eremita ou um monge medieval, que se isolavam das cidades, para “não se contaminar com o mundo”.

Santificação é uma necessidade imperiosa de separação de tudo o que a Bíblia condena e não do que certos líderes elegem como pecado, sem qualquer fundamento bíblico. Houve tempo em que, se um homem não usasse chapéu, não seria santo; se uma mulher não usasse um vestido longo, com decote no pescoço e mangas compridas até aos punhos, mesmo num clima tropical, não seria santa; também não seria santa uma jovem que, mesmo tendo cabelos longos, aparasse as pontas; se usasse um diadema estaria condenada ao inferno. Isso não é santidade. Isso é fanatismo, intolerância e sectarismo, sem qualquer base na Palavra de Deus. O mais terrível e detestável dessa visão de santidade é que tais coisas são consideradas pecados, enquanto outras, claramente condenadas pela Bíblia, não são consideradas, como mentira, calúnia, difamação (crimes contra a honra), calotes, desvio de dinheiro dos cofres de igrejas, falta de amor, aborrecimento ou ódio a quem não pensa da mesma forma, e tantos outros comportamentos execráveis. Isso é farisaísmo, e não santidade.

Não defendemos o desrespeito aos bons usos e aos bons costumes, que têm fundamento bíblico, mas rejeitamos o legalismo e o autoritarismo que já empurraram muitos para o inferno. Como ficam diante de Deus aqueles que contribuíram para a matança espiritual sem motivo ou fundamento na lei de Deus? A eles faltava o requisito a seguir comentado.

4. Esperando com Amor
Os crentes que subirão ao encontro do Senhor serão seus discípulos fiéis e verdadeiros. Já vimos que a “marca registrada” do cristão não é o nome da denominação, nem o nome de família, nem o cargo que ocupa na igreja local, mas o amor de Deus no coração e na prática diária. Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35 - grifo nosso). Esta é uma verdade neotestamentária, pouco anotada por grande parte dos evangélicos, inclusive por pastores de grandes igrejas.

Os verdadeiros cristãos, que esperam a volta de Jesus, não são identificados pelo nome ou razão social da denominação, do ministério ou da igreja. O Senhor Jesus, num de seus discursos, em presença dos seus discípulos lhes apresentou “um novo mandamento”, por assim dizer, o “décimo primeiro mandamento”, que eles não tinham em mente. Conheciam bem os Dez Mandamentos da Lei de Moisés, que também era a Lei de Deus. Ele ressaltou o valor desse “novo mandamento”, que o dever de os seus servos amarem uns aos outros, da mesma forma como Ele nos amou. Essa é a identidade do verdadeiro cristão, preparado para subir no arrebatamento - ter amor pelos seus irmãos em Cristo. É característica ou a marca distintiva do verdadeiros discípulos de Jesus ter amor pelos irmãos.

Nesse quesito, ou requisito, como estão os crentes no século XXI? Tomemos o exemplo de nosso Brasil. O evangelho tem um crescimento numérico extraordinário. São milhares de igrejas e milhões de crentes, numa dimensão que, segundo estatísticas com projeções do IBGE, em 2014, os evangélicos seriam 25% da população (em torno de 52 milhões de pessoas). No entanto, são evidentes as divergências, as competições e as discordâncias entre igrejas históricas e as chamadas neopentecostais. Não só em termos doutrinários, mas, também em termos comportamentais. Há líderes de grandes igrejas, que, em programas de televisão, abertamente criticam outras igrejas e outros pastores. Isso é falta de ética, e também falta de amor. Atitudes que em nada glorificam a Deus (cf. 1 Co 10.31). Mais triste é ver obreiros que não conseguem sequer saudarem-se com a paz do Senhor. Como estarão esses na vinda de Jesus?
Se pudéssemos perguntar ao apóstolo João como estarão os crentes que não têm amor a seus irmãos, o que ele nos responderia? Vejamos: “Aquele que diz que está na luz e aborrece a seu irmão até agora está em trevas” (1 Jo 2.9). Isto é, quem aborrece a seu irmão, mesmo que esteja numa igreja há muitos anos, nasceu nela, é obreiro, prega bem, canta bem, etc., simplesmente “está em trevas”, ou seja, não é salvo. Acreditamos que, ampliando sua resposta sobre os que não vivem em amor e aborrecem seus irmãos, João nos acrescentaria: “E tem mais, é muito perigoso não amar o irmão por que ‘aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos’” (1 Jo 2.11).

Se insistíssemos, dizendo: “Apóstolo João, esse não seria apenas um ‘pecado que não é para a morte’, e podemos orar por eles, como o senhor diz em 1 João 5.16?”, o apóstolo, certamente, ficaria mais sério, e responderia: “Meu filho, há muita gente, inclusive pastores, que consideram os maiores pecados a falta de obediência aos usos e costumes, mas muitos desses nem sequer serão reconhecidos na vinda de Jesus. Sabe por quê? Anote: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1 Jo 3. 14,15 - grifo nosso).

II - Atitudes Errôneas Diante da Vinda de Jesus - no Arrebatamento
1. Ignorando a Vinda de Jesus
Em Mateus 24.48, o mau servo diz: “O meu senhor tarde virá”, e passa a viver de modo negligente e desatento, completamente alheio à volta de Cristo. A este, diz o Senhor: “Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24.50). Nestes tempos de sinais evidentes da proximidade da vinda de Jesus, há muitos evangélicos brincando de ser crentes. Há obreiros que não mais falam na vinda de Jesus. É negligência espiritual. Quanto aos ímpios, é natural que não levem em conta as advertências da Palavra de Deus quanto à proximidade e surpresa da volta de Jesus. Mas os cristãos não devem descuidar-se dessa realidade espiritual tão significativa.

2. Escarnecendo das Profecias
O apóstolo Pedro escreveu: “sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2 Pe 3.3,4). O apóstolo deu como resposta o ensino bíblico, que indica a matemática de Deus quanto à contagem dos tempos, dizendo: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Pedro envia essa mensagem a pessoas crentes, que estão nas igrejas. Como visto, no capítulo 1, há diversas interpretações quanto ao arrebatamento da Igreja. Há, inclusive, teólogos que dizem que Jesus jamais virá nas nuvens para buscar a sua Igreja (1 Ts 4.17), que isso é apenas uma utopia motivadora para os crentes se comportarem de modo santo. É melhor estar preparado, e conferir os sinais proféticos de acordo com a santa Palavra de Deus.

3. Traição e Aborrecimento
É um dos sinais da vinda do Senhor Jesus. Esse comportamento pode levar muitos à condenação eterna. Jesus profetizou: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mt 24.10). Qual a causa dessa traição entre os que se dizem cristãos, no tempo da volta de Jesus? Ele responde: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Não há necessidade de nenhuma pesquisa para constatar, pelas evidências diárias, na mídia e no comportamento humano, que a iniquidade está generalizada, no mundo todo, e com muita incidência em nosso país.
Esse aumento da iniquidade acaba influenciando o comportamento dos crentes negligentes quanto à volta do Senhor. E muitos nem percebem que estão aborrecendo seus irmãos, seja pelo legalismo exacerbado, seja pela inveja, pela calúnia, seja pela maldade e carnalidade. O apóstolo João anotou que quem aborrece a seu irmão não pode entrar no Reino de Deus: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1 Jo 3.15). Naturalmente, diante de Deus, quem aborrece a seu irmão é um homicida espiritual, passível da penalidade com a perdição, tanto quanto o homicida que tira a vida física de alguém.

III - Os Dois Tipos de Servos
Na vinda de Jesus, haverá dois tipos de servos. Os fiéis e os infiéis. Os que fazem a vontade de Deus e os que estão fora de sua vontade. Os que estão no seu lugar e os que estão fora do lugar. Os que estão vigiando e os que estão descuidados, como na parábola das Dez Virgens.
E Jesus proferiu outra parábola, enfatizando esses dois tipos de crentes. A parábola dos dois servos.

1. O Servo Fiel
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens” (Mt 24.4547). Essa parte da parábola, no meio do Sermão Profético de Jesus, dá a entender que Ele se referia a servos que têm liderança, ou seja, obreiros, pastores, dirigentes de congregação ou de trabalhos, nas igrejas locais, que, no seu conjunto, se forem verdadeiras, formam o todo maior que constitui a Igreja do Senhor. E que deverão prestar contas, de modo “que o Senhor, quando vier, achar servindo assim”. “Primeiro, porque eles são constituídos “sobre a sua casa”. Estar “sobre a casa” é ser líder, mordomo, ou administrador dos bens de seu Senhor. Hoje, a “casa de Deus”, ou “casa de Jesus”, pode ser identificada como uma igreja cristã, que reúne servos ou discípulos de Jesus num determinado lugar. Numa visão mais ampla, ser “servo fiel e prudente” pode-se aplicar a cada crente individualmente, homem ou mulher, que espera a volta do Senhor.

Esse “servo fiel e prudente” são os líderes ou pastores, que atuam na obra do Senhor com fidelidade e amor. Em segundo lugar, o texto diz que esse servo, elogiado pelo seu Senhor, é constituído “para dar o sustento a seu tempo” sobre a sua casa, ou seja, aos que vivem e trabalham na “casa do Senhor”. Os pastores das igrejas, sejam quais forem elas, pequenas, médias ou grandes, devem ser realmente apascentadores do rebanho de Jesus. As ovelhas não lhes pertencem. Todo pastor cristão pastoreia ovelhas que não lhes pertencem. E um dia haverão de prestar contas de como as trataram como ovelhas do Senhor. Nesse aspecto, é o apóstolo Pedro quem melhor traduz como deve ser o comportamento dos pastores, como servos fiéis e prudentes: “Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória. (1 Pe 5.1-4)

Essas são as qualidades que devem identificar um “servo fiel e prudente” constituído para cuidar da casa do Senhor. Dando o alimento ao “rebanho de Deus”, agindo, nesse cuidado, sem autoritarismo; trabalhando sem “torpe ganância”, como tantos têm aparecido, em noticiários na mídia, apropriando-se de dinheiros das ofertas e dízimos das igrejas. A cobiça e a ganância têm tornado muitos obreiros em ladrões e corruptos no meio evangélico, causando escândalos ao bom nome do evangelho (Mt 18.7). Ao servo “fiel e prudente”, que lidera a obra do Senhor, está reservado um galardão especial, não concedido a nenhum outro tipo de servo: “a incorruptível coroa de glória”!

2. O Mau Servo
“Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 25.48-51). Nesse ponto, na parábola dos dois servos, parece que Jesus quis mesmo exagerar nas qualidades negativas do mau servo. Se, no caso do “servo fiel e prudente”, pudemos relacionar com os obreiros fiéis, sobre as igrejas cristãs, nesse caso do “mau servo” não é fácil fazer a correlação dessas péssimas qualidades com os líderes da obra do Senhor. Admitimos que há maus servos, ou maus obreiros, à frente de igrejas, como dirigentes, bispos, presbíteros ou pastores. Mas entendemos que são exceções.
Certamente, tais qualidades não recomendáveis para um servo ou serva de Deus aplicam-se bem a todos os crentes, que estão esperando a volta de Jesus. A exemplo das “virgens loucas”, de Mateus 25, o “mau servo” racionaliza, em função do tempo de crente, ou da história da igreja, ao longo dos séculos, e diz: “O meu senhor tarde virá”. Tal raciocínio leva o crente a se descuidar, e negligenciar sua fé e sua conduta. O que é muito perigoso. Facilmente, esse tipo de pensamento leva o crente a cair em tentação, visto que, descuidado, se esquece de orar e de vigiar como Jesus exortou em Mateus 26.41.

Há muitos que começam a carreira cristã, mas não a terminam. Em Mateus 24.45, o Senhor destaca a qualidade de fidelidade e prudência do servo que estará esperando a sua vinda. Essas características devem fazer parte da vida dos que entendem que estamos vivendo a geração da última hora, da geração que verá e fará parte do arrebatamento da Igreja. “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?”.

CONCLUSÃO
Em breve Jesus virá. Estamos preparados para a sua vinda?
As consequências de nossas escolhas serão eternas.
A salvação é individual.
Que o Senhor nos ajude a ter consciência e vivência, dentro do padrão divino para esperarmos a volta de Jesus, conforme os ditames de sua santa Palavra, amando a sua vinda.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“Cinco ilustrações em forma de parábola
Ao fim de seu discurso acerca da Tribulação e de sua segunda vinda, Jesus apresentou cinco parábolas como ilustração do que Ele acabara de ensinar. Houve a parábola da figueira (Mt 24.32-35), a ilustração sobre os dias de Noé (24.36-39), a comparação entre os dois homens e as duas mulheres (24.40,41), a ilustração do vigia sempre alerta (24.42-44) e a parábola do servo fiel e prudente (24.45-51). Todas estas ilustrações estão relacionadas às doutrinas ensinadas por Cristo em Mateus 24” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.139).

PARA REFLETIR
A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Jesus exortou seus discípulos a serem vigilantes?
Sim. Ele afirmou: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.42).
Como devemos aguardar a volta de Jesus?
Com fé e vigilância, cheios do Espírito Santo e em santidade.
O que Jesus desejou mostrar com a Parábola das Dez Virgens?
Jesus ensinou a Parábola das Dez Virgens (Mt 25) para mostrar o que significa estar pronto para o seu retorno.
O que é ser santo?
Ser santo é ser separado, consagrado para o Senhor.
Quais as atitudes do servo fiel ante a volta de Jesus?
Ter uma vida irrepreensível (Fp 2.15), não dar lugar à carne (Gl 5.13,16) e dar frutos (Jo 15.16).

Servo Fiel, leia a Palavra de Deus e Ore (Mt 22.19; Lc 22.40)
Trabalhe para o Senhor, seja um semeador. Pregue a Palavra de Deus enquanto é tempo, pois o Dia do Senhor virá, quando não poderemos mais anunciar a salvação. Ainda existem muitas pessoas para serem salvas. Muitos estão esperando para ouvir a respeito do Evangelho. Faça a sua parte, frutifique, ganhe vidas para o Senhor Jesus.

Fonte:
O final de todas as coisas - Esperança e glória para os salvos - 1º trim.2016
O final de todas as coisas - Escatologia - Livro de Apoio - Elinaldo Renovato
Guia do Leitor da Bíblia - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD - nº65
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
Aqui eu Aprendi!
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