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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Na cruz Jesus venceu!

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Isaías 53:6

NA CRUZ JESUS VENCEU!


Cristo morreu por nossos pecados; foi nosso substituto (Is 53.6; 1 Pe 2.24), quitando uma dívida que jamais poderíamos pagar”.[1] O evangelho de Lucas dá amplo destaque à morte de Jesus na cruz do Calvário.

“E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei. E Pilatos perguntou-lhe, dizendo: Tu és o Rei dos judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes e ã multidão: Não acho culpa alguma neste homem. Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galileia até aqui. Então, Pilatos, ouvindo falar da Galileia, perguntou se aquele homem era galileu. E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também, naqueles dias, estava em Jerusalém. E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito, porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal. E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia. E estavam os principais dos sacerdotes e os escribas acusando-o com grande veemência. E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o, e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente, e tornou a enviá-lo a Pilatos. E, no mesmo dia, Pilatos e Herodes, entre si, se fizeram amigos; pois, dantes, andavam em inimizade um com o outro. E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo, disse-lhes: Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei. E era-lhe necessário soltar-lhes um detento por ocasião da festa. Mas toda a multidão clamou à uma, dizendo: Fora daqui com este e solta-nos Barrabás. Barrabás fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade e de um homicídio. Falou, pois, outra vez Pilatos, querendo soltar a Jesus. Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica- o! Crucifica-o! Então, ele, pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei. Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam. Então, Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam. E soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou Jesus à vontade deles. E, quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus. E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então, começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se ao madeiro verde fazem isso, que se fará ao seco? E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos. 
E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus. E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre, e dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. E também, por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol; e rasgou-se ao meio o véu do templo. E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou” (Lucas 23.1-46).

A Cena da Cruz
É possível, portanto, contemplarmos a cena da cruz quando Jesus foi crucificado em Lucas 23.1-46. Alguns fatos ficam em evidência.

1. Na cruz Jesus cumpriu profecias (Is 53.1-12; Gn 3.15; 2.7,8).
A cruz de Cristo fazia parte do plano de Deus para a redenção do homem. Ao morrer na cruz, Jesus cumpriu as profecias bíblicas (Gn 3.14,15). Sua morte não foi acidental, mas providencial. Foi profética. O expositor bíblico Giuseppe Barbaglio observa que “se passarmos à ‘paixão’ de Lucas, notaremos imediatamente que, não diferentemente de Mateus, veremos que ele atribui a Jesus o topos teológico da ‘necessidade’ do cumprimento das profecias: ‘Isto que está escrito deve (dei) ser cumprido em mim’, cita Is 53.12: Será contado entre os ímpios” (Lc 22.37). Subindo o Gólgota, o condenado fala às mulheres que o seguem com as palavras de Os 10.8: “Então começarão a dizer aos montes: ‘Cai sobre nós’, e às colinas: ‘Cobri-nos’” (Lc 23.30). O grito do moribundo é uma oração de abandono confiante ao Pai que retoma SI 31.6: “Nas tuas mãos coloco meu espírito de vida” (Lc 23.46).[2]

Como bem observou Barbaglio, nenhuma profecia bíblica retrata tão bem a cruz de nosso Senhor como aquela que encontramos no livro do profeta Isaías:

“Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os dias, e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei a parte de muitos, e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Is 53.1-12).

2. Na cruz Jesus venceu o pecado (2 Co 5.21; Cl 2.13; Pv 14.34). O livro de provérbios afirma que o pecado é o opróbrio dos povos (Pv 14.34). Nada é tão vergonhoso quanto o pecado! No livro do profeta messiânico, Isaías (1.1-17), encontramos pelo menos sete graves consequências do pecado. “Visão de Isaías, filho de Amoz, a qual ele viu a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, porque fala o SENHOR: Criei filhos e exaltei-os, mas eles prevaricaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai da nação pecadora, do povo carregado da iniquidade da semente de malignos, dos filhos corruptores! Deixaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. Porque serieis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo. A vossa terra está assolada, e as vossas cidades, abrasadas pelo fogo; a vossa região, os estranhos a devoram em vossa presença; e está devastada, como em uma subversão de estranhos. E a filha de Sião se ficou como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada. Se o SENHOR dos Exércitos nos não deixara algum remanescente, já como Sodoma seriamos e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do SENHOR, vós príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei de nosso Deus, vós, ó povo de Gomorra. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade, nem mesmo o ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos e cessai de fazer mal. Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas” (Is 1.1-17).

a. O pecado tira a racionalidade - O profeta afirma que até mesmo o boi conhece o seu dono, mas o homem no pecado não (Is 1.3). O pecado tira a racionalidade quando faz o homem desconhecer a voz do seu próprio Criador. Um jumento demonstra ser mais racional do que alguém que vive no pecado! O pecado promove a irracionalidade. O pecado está por trás do sequestrador que não se importa com a dor das famílias; está por trás do político desonesto que desvia recursos públicos para seu próprio benefício e não vê na sua ação maldade alguma. O pecado está por trás de religiosos que brigam por lideranças de igrejas sem se preocuparem se estas vão ou não sofrer.

b. O pecado produz retrocesso — o profeta diz que os israelitas haviam deixado o Senhor e voltado para trás! (Is 1.4). Uma das consequências do pecado é que ele produz retrocesso! Faz voltar para trás. Muitas pessoas deveriam estar muito à frente nas suas vidas, mas não estão devido ao pecado. O pecado as arrasta para trás. Quem vive na prática desmancha o que fez e recomeça tudo de novo até o processo se repetir novamente. Quem não quiser viver no atraso deve abandonar o pecado.

c. O pecado é contagioso - O pecado também é contagioso (Is 1.6). O profeta diz que: “Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo” (Is 1.5,6). Ele tem uma capacidade muito grande de se alastrar com rapidez. De repente tudo está tomado e contaminado!

d. O pecado atrai maldição - a terra estava assolada, as cidades abrasadas pelo fogo e toda região estava devorada por estranhos (Is 1.7-9). E isso o que o pecado produz — maldição. Nada dá certo, nada prospera! Tudo parece atravancado. Não se trata de maldição hereditária nem tampouco de maldição de famílias, mas da maldição do pecado. Resolvido o problema do pecado a maldição perde a sua razão de existir. Quem é adepto da doutrina das maldições, quer seja hereditária ou de famílias, está tratando apenas com os efeitos e não com as causas. Para se resolver o problema das maldições existentes é necessário tratar com o problema do pecado.

e. O pecado produz formalismo religioso — O profeta pergunta: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes” (Is 1.10- 14). O pecado faz o homem perder o verdadeiro alvo da adoração e se perder em vários formalismos religiosos. A forma se torna mais importante do que a função! Preceitos e normas se tornam mais importantes do que princípios.

f O pecado quebra a comunhão com Deus — “Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue” (Is 1.15). Essa é, sem dúvida, a pior consequência do pecado — a quebra da comunhão com Deus. O pecado faz com que nossos clamores, orações e súplicas não sejam ouvidas. Antes de orar precisamos tratar imediatamente com o pecado.

3. Na cruz Jesus venceu Satanás.
Paulo escreve: “E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Cl 2.15). A cruz de Cristo significou o fim do domínio do Diabo. A cruz não destruiu o Diabo no sentido de que ele não mais existisse. A cruz não o aniquilou, mas o destronou! Algumas pessoas se tornam presunçosas porque acham que o Diabo já foi destruído e não causa mais perigo algum. Alegam isso citando a Bíblia: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hb 2.14). Convém dizer que a palavra grega katargeo traduzida como aniquilar em Hebreus 2.14, significa: tornar inoperante, fazer como se não mais existisse, anular.[3] Não deve, portanto, ser entendida com o sentido de “destruir” ou “aniquilar”.

O Diabo foi de fato destruído, no sentido de ser aniquilado? A resposta é não, pois, o Diabo continua existindo e tentando (1 Co 7.5, 1 Ts 3.5; 1 Pe 5.8). O que Deus fez em Cristo Jesus foi destronar, anular o poder do Diabo em relação ao cristão, isto é, tirar o domínio que ele tinha sobre nós. O Domínio de Satanás em relação ao crente foi katargeo, isto é, anulado. O Diabo não está mais no “trono” (foi destronado) de nossas vidas. Sabendo que o Diabo foi despojado, mas não aniquilado, o cristão não deve, portanto, dar-lhe lugar (Ef 4.27).

4. Na cruz Jesus destronou a nossa natureza adâmica
Na cruz, Jesus tratou com a nossa natureza pecaminosa. O pecado não possui mais domínio sobre nós (Rm 6.6; Ef 4.17; G15.24; Cl 3.5). Todavia isso não significa que nós não vamos mais ter problema com a carne. As mesmas explicações exegéticas dadas sobre o “aniquilamento” ou “destruição” do Diabo são também aplicadas à “destruição” da carne ou velho homem no texto de Romanos 6.6. Nessa passagem a versão Almeida Revista e Atualizada (ARA), diz: “Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído”. Paulo em Rm 6.6 ao se referir à crucificação do velho homem, usa o verbo grego katargeo (destruir) no tempo aoristo. O que o apóstolo quis dizer com isso não é que o pecado já foi “destruído” ou “aniquilado” e que, portanto, o crente não terá mais problema com ele. A natureza pecaminosa continua ainda fazendo parte da vida do cristão. O Senhor destronou a natureza pecaminosa (Rm 6.6), mas esse destronar não significa que nós não venhamos a ter problemas com a velha natureza, não, pois o que o Senhor fez foi retirar o seu poder e o domínio que ela exercia sobre nós. O verbo grego katargeo (destruir) no tempo aoristo significa que a ação já foi completada de uma vez por todas. Em outras palavras, Paulo está afirmando que do ponto de vista de Deus a questão em relação a antiga natureza já foi resolvida — Ele a crucificou juntamente com Cristo.

A cruz nos tirou de Adão e nos pôs em Cristo. Isso faz toda a diferença. Em Adão éramos condenados (Rm 5.16-21); desobedientes (Rm 5.19); dominados pelo pecado (Rm 5.21). Todavia em Cristo nós somos justificados (Rm 5.16); obedientes (Rm 5.19); dominados pela graça (Rm 5.20); dominado pela vida (Rm 5.21). Em Cristo, portanto, nós fomos escolhidos antes da fundação do mundo para sermos santos (Ef 1.4); abençoados com toa sorte de bênçãos espirituais (Ef 1.3-13); fomos feitos herança (Ef 1.11); selados com o Espírito Santo (Ef 1.13).

5. Na cruz Jesus nos deu filiação divina.
“De fato somos filhos de Deus” (Jo 1.12; 1 Co 1.18-31). A cruz nos fez filhos de Deus; Filhos da luz (Ef 5.8); Filhos do Reino (Mt 13.38); Filhos de Abraão (G1 3.7); Filhos da restauração (Lc 20.36); Filhos da liberdade (G1 4.31); Filhos da promessa (G1 4.28); Filhos da obediência (1 Pe 1.16).

Graças a Deus pela cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Ela é a nossa vitória.
“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” 1 Pedro 2:24


"MAS GRAÇAS A DEUS QUE NOS DÁ A VITÓRIA POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO" 1 Co 15.57


NOTAS
1 WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo — Novo Testamento 1. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel.
2 BARBAGLIO, Giuseppe. Jesus, Hebreu da Galileia: pesquisa histórica. São Paulo: Edições Paulinas.
3 BAUER, William. A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature. USA: The Umversity Chicago Press.

Fonte: O Evangelho de Jesus o Homem Perfeito - José Gonçalves.



Sugestão de leitura: A morte de Jesus - Jesus, o Homem Perfeito


Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A última Ceia - O significado da Ceia do Senhor

"E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus." Lucas 22:14-16


Antes de comentarmos sobre o significado da Santa Ceia, cabe-nos recordar sobre a páscoa, a primeira das três festas dos judeus.
Esta festa também era conhecida como a Festas dos Pães asmos (Ex.12 1-28; 23.15, Dt.16.6). Veja mais em Festas Judaicas

A Bíblia nos relata que foi instituída por Deus e celebrava a saída do Egito, o êxodo dos judeus, sua libertação da escravidão egípcia.

Leia o artigo Pascoa uma festa genuinamente bíblica e saiba mais sobre este acontecimento extraordinário.

A Pascoa
Para os egípcios.
Para os egípcios a Páscoa significou o juízo divino final sobre o Egito, Faraó e todos os deuses cultuados ali. O Senhor havia enviado várias pragas e concedido tempo suficiente para que Faraó se rendesse, deixando o povo partir. Deus é misericordioso, longânimo e deseja que todos se salvem (2 Pe 3.9b). Porém, Ele é também um juiz justo que se ira contra o pecado: “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias” (Sl 7.11). O pecado, a idolatria e as injustiças sociais suscitam a ira do Pai. O povo hebreu estava sendo massacrado pelos egípcios e o Senhor queria libertá-lo. Restava uma última praga. Então o Senhor falou a Moisés: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo primogênito na terra do Egito morrerá” (Êx 11 .4,5). Foi uma noite pavorosa para os egípcios e inesquecível para os israelitas.

Para Israel.
Era a saída, a passagem para a liberdade, para uma vida vitoriosa e abundante. Foi para isto que Cristo veio ao mundo, morreu e ressuscitou ao terceiro dia, para nos libertar do jugo do pecado e nos dar uma vida cristã abundante (Jo 10.10). Enquanto havia choro nas casas egípcias, nas casas dos judeus havia alegria e esperança. O Egito, a escravidão e Faraó ficariam para trás. Os israelitas teriam sua própria terra e não seriam escravos de ninguém.

Para nós.
Como pecadores também estávamos destinados a experimentar a ira de Deus, mas Cristo, o nosso Cordeiro Pascal, morreu em nosso lugar e com o seu sangue nos redimiu dos nossos pecados (1 Co 5.7).
Para nós, cristãos, a Páscoa é a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo. No Egito um cordeiro foi imolado para cada família. Na cruz morreu o Filho de Deus pelo mundo inteiro (Jo 3.16).[1]

Para nós cristãos a Páscoa é a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo.


A Ultima Ceia: a Páscoa Cristã
Um acontecimento tão importante como aquele que deu origem à nação de Israel não poderia ser ignorado pelo Novo Testamento. Isso pode ser comprovado nos cinco pontos abaixo:

1. A morte de Cristo, que ocorreu exatamente no período da páscoa, sempre foi considerada um evento capital para os primeiros cristãos, e daí por diante, durante todo o cristianismo. Jesus é chamado de nosso "Cordeiro pascal" (ver I Co. 5:7). Isso tem sido associado pelos cristãos à ideia de expiação e livramento, que nos liberta dos inimigos da alma.

2. A ordem de não ser partido nenhum osso do cordeiro pascal foi aplicada por João às circunstâncias da morte de Jesus Cristo (ver Êxodo 12:46 e João 19:36), pelo que foi estabelecido um vínculo entre os dois eventos, fazendo o primeiro ser símbolo do segundo. A ideia de expiação, como é patente, faz parte vital da questão.

3. O cristão (tal como os antigos israelitas) deve pôr de lado o antigo fermento do pecado, da corrupção, da malícia e da desobediência, substituindo-o pelos pães asmos da sinceridade e da verdade. A santificação (vide) faz parte necessária da experiência cristã.

4. A última Ceia é exposta nos evangelhos sinópticos como uma refeição pascal. O evangelho de João (18:28; 19:14) apresenta o fato de que a refeição foi tomada antes da celebração, e Jesus foi crucificado ainda naquele mesmo dia (lembrando que, para os judeus, o dia começava às 18:00 horas). Para muitos, isso constitui um dos grandes problemas de harmonia dos evangelhos, sobre o que abordo no NTI, nas passagens envolvidas. Porém essa pequena deslocação cronológica em nada contribui para anular a associação da última ceia com a pascoa. Talvez o Senhor Jesus tenha antecipado a refeição por algumas poucas horas. Nesse caso o quarto evangelho expõe a correta cronologia quanto à questão, O ensino paulino sobre a última ceia (1 Co. 11:23-26) faz com que a mesma seja um memorial tanto da morte libertadora de Cristo quanto da expiação. Ambos os elementos faziam parte da páscoa do Antigo Testamento, segundo já vimos. Paulo não menciona especificamente a páscoa, Daquela seção, embora ele o faça em I Co. 5:7. Eusébio aceitava o conceito da páscoa cristã no sacrifício de Cristo (ver Hit. 5,23,1). E essa também era a ideia tradicional da Igreja antiga. É interessante que a palavra hebraica para, páscoa, pascha (pessach), é tão parecida com a palavra grega para sofrer, péscbo, que alguns cristãos antigos fizeram a ligação entre elas, embora não haja qualquer conexão histórica entre esses termos. Cristo sofreu e Ele é a nossa pascoa, um jogo de palavras empregado por Eusébio. Para os cristãos, a palavra grega anámne (memorial), é uma palavra-chave. A ceia do Senhor é um memorial que deve ser mantido vivo, até que o Senhor retorne. Essa é a ênfase paulina, que não se vê nos evangelhos sinópticos, embora. apareça em Lucas 22.19. Provavelmente, esse elemento foi uma adição crista às declarações feitas por Jesus, embora sugerida pelo que ele havia dito, se é que ele mesmo não ensinou assim. Por outro lado, é possível que Mateus e Marcos tenham omitido uma afirmação genuína de Jesus, e que Paulo. e Lucas preservaram. O que é certo é que Jesus reinterpretou a páscoa em consonância com as suas próprias experiências. A páscoa, pois, foi encarada pela Igreja cristã como uma daquelas muitas coisas que receberam cumprimento e adquiriram maior significação na pessoa de Cristo, retendo o tipo de símbolo e de lições que descrevi na quarta seção deste artigo, acima.
A ideia de pacto também se faz presente. Yabweh firmou um pacto com a emergente nação de Israel. E Jesus estabelece um pacto com sua emergente Igreja.

5. O êxodo cristão. Não nos deveríamos esquecer desse aspecto. A páscoa do Antigo Testamento marcava o começo de urna saída da escravidão; e, de fato, era o poder por detrás dessa libertação. Assim também, em Cristo, encontramos um êxodo que nos liberta da velha vida com sua escravização ao pecado. No sentido teológico, algo foi realizado que não poderia ter sido realizado pela lei. Esse é o tema principal tanto de Paulo (com sua doutrina da justificação pela fé) quanto do tratado aos Hebreus. O êxodo judaico libertou um povo inteiro da servidão física. O êxodo cristão oferece a todos os homens a libertação do pecado, bem como a outorga do Reino da Luz, onde impera perfeita liberdade. Em Cristo, pois, os homens podem tomar-se filhos de Deus (Gl. 4:4-6), transformados segundo a imagem do Filho (Rm. 8:29), participantes da natureza divina (2 Pe. 1:4; Cl. 2:10). E agora eles olham para a Cidade celeste como a sua pátria, da mesma maneira que Israel buscava uma nova pátria (ver Hb, 11:10). [2]

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1.29


  • Nossa participação na natureza divina de nosso Senhor Jesus Cristo
"Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo." 2 Pedro 1:4


  • Anunciando e Profetizando a segunda vinda de Cristo
"Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." 1 Coríntios 11:26 


A Ceia foi instituída por Jesus Cristo na noite em que Ele foi traído. Essa noite era o dia da páscoa judaica. "E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós." Lucas 22:19,20



O SIGNIFICADO DA CEIA DO SENHOR
I Co 11.23-26

O entendimento de Paulo a respeito da Ceia do Senhor se originava de uma revelação direta de Deus. O apóstolo apresenta a autoridade da sua narrativa “fundamentada em um alicerce imutável”. Quando Paulo recebeu o evangelho diretamente de Cristo (Gl 1.11-12), e não do homem, ele também recebeu instruções relativas à Ceia do Senhor. Além disso, ele havia transmitido estas informações à igreja de forma cuidadosa e fiel. Assim, o apóstolo podia afirmar com segurança e autoridade: Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei (23).

A Ceia representava a inauguração de um novo pacto de graça, e deveria ser observada como um memorial. Tanto o “corpo partido” quanto o “sangue derramado” deveriam ser considerados como símbolos e não como referências literais ao corpo de Cristo. Quando Jesus disse, isto é o meu corpo que é partido por vós (24), ele não estava fisicamente sentado à mesa. Qualquer ideia sobre uma transformação milagrosa, tanto no pão quanto no vinho, é contrária ao relato bíblico. Finalmente, a Ceia do Senhor deveria ser celebrada como um memorial ou lembrança, e não como meio de salvação. As afirmações: Fazei isto em memória de mim e Anunciais a morte do Senhor, até que venha (26) confirmam a ideia de que a Ceia é uma lembrança espiritual ou um símbolo da morte de Cristo.

Celebração da Ceia do Senhor (11.27-34)
A Ceia do Senhor é uma recordação espiritual do ato de redenção de nosso Senhor, e um testemunho público da nossa fé em Jesus Cristo. Portanto, ela deve ser celebrada como um agradecimento solene.

a) Participação indigna (11.27).
Paulo afirma que é possível comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente. O advérbio indignamente se refere à diferença de pesos; portanto ele significa “pesos diferentes” ou “indevidamente equilibrados”. A atitude de uma pessoa pode não estar equilibrada com a importância da ocasião. Se ela participar da Ceia do Senhor de forma frívola e descuidada, sem respeito ou gratidão, ou mesmo se estiver em pecado ou manifestando amargura contra outro irmão crente, estará participando indignamente.

Participar indignamente é ser culpado do corpo e do sangue do Senhor. A palavra culpado (enochos) significa “ser passível do efeito penal de um ato; aqui a palavra... [envolve] a culpa pela morte de Cristo”. Ao invés de se apresentar à mesa com uma atitude imprópria ou pecadora, o crente deve comparecer “na fé, e com o devido comportamento em relação a tudo aquilo que é apropriado a este ritual solene”.

b) Exame espiritual (11.28).
Antes de participar desse serviço sagrado, examine-se o homem por meio de uma análise rigorosa. Essa palavra significa testar; portanto, o crente deverá examinar seus motivos e seus atos. Certamente ninguém poderá ganhar, como um pagamento, a graça e o perdão de Deus. Mas, por outro lado, um sincero exame irá indicar se a pessoa compareceu à mesa sagrada levada por motivos sinceros e uma obediência ativa ao Senhor. O ensino de Paulo é totalmente positivo. Ele não diz que alguém deva fazer um auto-exame, e deixar a mesa do Senhor em uma situação de desespero. Pelo contrário, ele aconselha o homem a examinar seu coração e, em seguida, cheio de uma fé sincera, coma deste pão, e beba deste cálice.

c) Os perigos da irreverência (11.29-30).
A versão ARA traduz o versículo 29 da seguinte forma: “Quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si”. A palavra krima, que a versão ARA traduz como juízo, significa condenação, como na versão ARC. Paulo não tem a intenção de afirmar que a pessoa que comparece à mesa sem a qualificação espiritual adequada será eternamente amaldiçoada. Ele quer dizer que tal ato irá trazer a condenação e a culpa. Não discernindo o corpo do Senhor significa que o crente não foi capaz de distinguir entre o memorial sagrado da Ceia de Senhor e outros tipos de refeição.

O apóstolo indica que como resultado do abuso da Ceia do Senhor... há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem (30). E muito grave declarar que o abuso da Ceia do Senhor resulta na maldição eterna, mas Paulo adverte que o castigo de Deus poderia acontecer, trazendo enfermidades e até a morte física. A palavra fracos (asthenes) está relacionado a enfermidades; o termo doentes (arrostos) quer dizer enfermidade e decadência, enquanto a palavra dormem (koimaomai) é usada frequentemente no N.T para indicar a “morte daqueles que pertencem a Cristo”. Godet diz que Paulo está descrevendo um “julgamento prévio, especificamente infligido por Deus, como aquele que Ele envia para despertar o homem para a salvação”.

d) Participação reverente (11.31-34)
A maneira de evitar o castigo de Deus é nos julgarmos a nós mesmos de modo voluntário e sincero (31). Mas, quando Deus envia seu julgamento para o crente, este é repreendido pelo Senhor (32). Nesses casos, os castigos de Deus não são severos, mas símbolos do seu amor. “Eles são enviados para nos livrar dos caminhos do pecado e para não participarmos da condenação do mundo”.

A maneira adequada de observar o sacramento é esperar uns pelos outros (33). Os membros devem esperar até que todos estejam reunidos e depois, com afeição fraterna e respeito, conduzir a festa do amor. A determinação final do versículo 34 é novamente uma advertência para não considerar a Ceia do Senhor uma refeição comum. Se um homem estiver com fome, coma em casa. A finalidade da Ceia é lembrar aos crentes a obra redentora de Cristo e despertar na igreja um espírito de unidade e amor.

Alguns outros pontos relativos a este assunto ainda exigem alguma atenção. Sobre eles Paulo escreve: Quanto às demais coisas, ordena-las-eis quando for ter convosco (34). Esses problemas estavam afetando seriamente a vida da igreja e podiam ser adiados para uma outra ocasião. Quais eram as demais preocupações que Paulo tinha em mente? Talvez ele quisesse separar completamente a ideia da festa do amor da celebração da Ceia do Senhor. Sabemos que por volta do ano 150 d.C. o costume de fazer uma refeição junto com a Ceia do Senhor havia sido abandonado.

Para os cristãos existe “Força através das Ordenanças”.
1) Elas foram instituídas pelo Senhor, 23a;
2) Elas são memoriais do sacrifício de Cristo, 23-26;
3) Elas exigem um auto-exame, 27-29;
4) Elas produzem a preocupação pelos outros, 33-34.[3]

"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." I Corintios 5 7-8

A Ceia do Senhor é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda.

A Ceia do Senhor é um momento de comunhão da Igreja.

Leia mais em: A última Ceia - Jesus, o Homem Perfeito 

Fonte:
[1]Antonio Gilberto - Uma jornada de fé — A formação do povo de Israel e sua herança espiritual - 4° LIÇÃO  1°TRI 2014-A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA
[2]CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 101-102
[3]Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 329-331
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Ed.CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé


terça-feira, 16 de junho de 2015

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?

A QUESTÃO HOMOSSEXUAL E A FÉ CRISTÃ CONFORME O TEXTO DE 1 CORÍNTIOS 6.9-11

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1 Co 6.9-11)

No sentido de buscar fundamentos para a causa gay, alguns ativistas estão tentando buscar na Bíblia fundamentos para a prática homossexual, inclusive, reportando-se ao texto original.

Através de uma análise exegética não tendenciosa de 1 Co 6.9-11, pode-se perceber que os seus argumentos não se sustentam à luz da Palavra de Deus.

Três termos merecem destaque no texto:

1 - O adjetivo pronominal, nominativo, masculino, plural μαλακοι (malakoí)
Nos principais léxicos podemos encontrar as seguintes definições para o termo grego malakoí;

“Suave, macio ao toque, delicado [...]; um meio de luxúria contrário à natureza, efeminado.” (MULTON, Léxico grego-analítico, Cultura Cristã, 2007, p. 269);

“Efeminado, um termo técnico para o parceiro passivo em relações homossexuais.” (RIENECKER e ROGERS, Chave línguística do N.T. grego, Vida Nova, 1995, p. 297);

“Macio, roupa fina, mole, efeminado (de um homem que submete seu corpo à concupiscência desnatural).” (TAYLOR, Dicionário do N.T. grego, JUERP, 1991, p. 131)

"Tornar-se fraco, mole. 1. adj.: mole, macio: Lc 7.25; 2. subst.: a. neut. pl.: vestes macias, luxuosas: Mt 11.8; b. masc. pl.: efeminado: 1 Co 6, 9." (RUSCONI, Dicionário do Grego do Novo Testamento, Paulus, 2003, p. 294)

"Suave, suave ao toque" (em latim, mollis; em português, "molificar, emoliente"), é usado para descrever: (a) roupas (Mt 11.8, duas vezes, "finas", ARA; Lc 7.25, "delicadas"); (b) metaforicamente, num sentido ruim, diz respeito a "efeminados" (1 Co 6.10), não simplesmente acerca de um homem que pratica formas lascívia, mas, a pessoas em geral, que são culpadas do hábito dos pecados da carne, voluptuoso" (VINE; UNGER; WHITE JR., Dicionário VINE, CPAD, 2003, p. 583)

"Nos autores clássicos, o termo (malakia) originalmente significava "maciez", mas também veio a ser usado para homens efeminados. Nos escritores médicos, descrevia "fraqueza" ou "doença" generalizada. O uso grego posterior o vinculava com nosos, "enfermidade", para indicar a doença do corpo". (COENEN; BROWN, Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vida Nova, 2000, p. 884

As melhores versões da Bíblia em português traduziram malakoi da seguinte maneira;

- Almeida Revista e Corrigida: efeminados
- Almeida Revista e Atualizada: efeminados
- Nova Versão Internacional: homossexuais passivos
- Nova Tradução na Linguagem de Hoje: homossexuais
- Bíblia de Jerusalém: efeminados

2 - O substantivo nominativo, masculino, plural αρσενοκοιται (arsenokoitai)
Observe as definições para o termo:

“Homossexual masculino.” (BROWN e COENEN, Dicionário Internacional de Teologia do N.T, Vida Nova, p. 971)

“Um homem que tem ralações sexuais com outro homem, homossexual.” (RIENECKER e ROGERS, Chave línguística do N.T. grego, Vida Nova, 1995)

"Alguém que se deita com um macho, sodomita (1 Co 6.9; 1 Tm 1.10)."  (MOULTON, Léxico Grego Analítico, Cultura Cristã, 2007, p. 59)

"Homossexual, sodomita: 1 Co 6,9." (RUSCONI, Dicionário do Grego do Novo Testamento, Paulus, 2003, p. 78)

As principais versões da Bíblia em português traduziram o termo conforme abaixo:

- Almeida Revista e Corrigida: sodomitas
- Almeida Revista e Atualizada: sodomitas
- Nova Versão Internacional: homossexuais ativos
- Nova Tradução na Linguagem de Hoje: homossexuais
- Bíblia de Jerusalém: sodomitas

3- O verbo indicativo, imperfeito, acusativo ητε (ête)
O verbo grego ête foi traduzido por “fostes” (ARA), “têm sido” (ARC), “eram” (NTLH), “foram” (NVI) e “fostes” (Bíblia de Jerusalém).

O imperfeito expressa uma ação prolongada ou recorrente no tempo passado (MOULTON, 2007, xlix).

O verso 11 deixa claro que se espera uma nova postura e conduta por parte daqueles que viveram na prática homossexual, uma vez que mediante a fé foram lavados, santificados e justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus:

“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Tentar afirmar que o texto de 1 COríntios 6.9-11 aprova a prática homossexual entre os cristão é uma agressão ao bom senso, ao texto original grego e às regras de interpretação da Bíblia.

Sendo assim, os teólogos que tentam encontrar na exegese e na hermenêutica bíblica os fundamentos para defender tal ideia, precisariam:

- Forçar a interpretação do texto (eisegese);
- Negar a autoridade da Bíblia;
- Duvidar da inerrância da Bíblia;
- Acusar os escritores bíblicos de “machistas” ou “tradicionalistas”;
- Desconstruir hermenêuticamente o texto sagrado;
- Desacreditar os sérios e altamente capacitados exegetas e hermeneutas da atualidade;
- Relativizar a inspiração da Bíblia.

No amor de Cristo e pela defesa da fé que uma vez nos foi dada,

Autor: por Altair Germano
Fonte: via Prazer da Palavra
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Cristofobia! um crime hediondo.


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está disposto a levar ao plenário o requerimento de urgência para apreciação do projeto de lei que criminaliza a ‘cristofobia’.

“Se os líderes assinarem, coloco para votar, mas tem que ter urgência dos líderes.”

O projeto foi apresentado pelo líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF), após um protesto com encenação da crucificação na Parada Gay de São Paulo, no domingo (7).

Na quarta-feira (10), integrantes da Bancada Evangélica fizeram um protesto no plenário, no meio da votação da reforma política, para pedir respeito à família. Eles aproveitaram para rezar o Pai-Nosso no plenário de um Estado laico.

Cunha não quis se posicionar sobre o manifesto. Segundo ele, o local já foi palco para diversos protestos. “Há várias circunstâncias que não posso calar a boca do parlamentar. 

Como não pude calar as panelas (quando parlamentares protestaram batendo-as) nem impedir que levantassem carteira de trabalho (como na votação da lei da terceirização).”

Fonte: via Brasil Post

Assista ao pronunciamento do Deputado Federal Pr. Marco Feliciano.
(para ouvir vá até o topo da pagina e dê pausa na rádio gospel)



Vamos unir nossas forças!
Vigiai e Orai!

DIVULGUE!
Aqui eu Aprendi!

sábado, 13 de junho de 2015

O Pastor das ovelhas do SENHOR - Feliz Dia do Pastor

II Domingo de Junho - Dia do Pastor
O costume que temos em determinar uma data, um dia, para prestar homenagem a alguém é, sem dúvida, um gesto de afeto e carinho especial. Particularmente, deixando os que gananciosamente ganham com isso, (o comércio), prestar homenagem é sempre uma forma especial de dizer: você é importante, gosto muito de você!
No segundo Domingo de Junho, a homenagem é dedicada àqueles que receberam do Senhor o ministério de Pastor (cuidar das ovelhas do Senhor).
Esta expressão "cuidar do rebanho de ovelhas" aparece em Gn 4.2, descrevendo a ocupação de Abel. Portanto, Pastor, juntamente com a ocupação de Agricultor, são as mais antigas profissões que conhecemos. 
Personagens como Abraão, Isaque e Jacó foram exemplos de homens que trabalharam e cuidaram de rebanhos. Grandes lideres. Grandes homens.
A Igreja é cuidada pelo Bom Pastor!
Jesus, o maior exemplo de Bom Pastor, deixou registrado o modelo do genuíno pastoreio: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” João 10:11
Mensagem para Dia do Pastor 
Um homem que, às vezes, tem que agir como super-homem.
Um líder que, às vezes, tem que agir como servo.
Um servo que, às vezes, tem que agir como líder. 
Um filho que tem que agir como pai.
Um pai que tem que agir como filho.
Um amigo que tem que agir como crítico.
Um crítico que tem que agir como companheiro.
Um mordomo que cuida do que não é seu.

Tudo isso na forma de um único ser, de um único homem. O pastor. Pastor de ovelhas...
...das ovelhas do Senhor.

Que os Frutos do Espírito Santo de Deus estejam em cada um desses homens de Deus!

O Amor em cuidar do rebanho do Senhor;
A Alegria de conduzir para o caminho da Salvação;
A Paz, contagiante! Tranquila. A Paz que guarda nossos corações em Cristo;
A Longanimidade, paciência, a firmeza da alma mesmo em situações de perigo;
A Benignidade, sempre gerando o bem estar da ovelha. A gentileza, ternura, compaixão;
A Bondade, a prática do bem, o Amor em ação!
A Fidelidade, a Fé produzindo Salvação;
A Mansidão, a serenidade, a brandura diante de situações desagradáveis;
O Domínio Próprio, o freio contra as tentações (motivações) da carne (do eu). A vontade de Deus sendo e tornando-se a primazia.

Possamos a cada dia orar por nossos pastores, e que a igreja, unanimemente, também esteja em constante oração por esses homens.

Pastor! Homem comum! mas com uma linda missão...

...levar a ovelha aos braços do Bom Pastor (Jesus)

...conduzir a Noiva (igreja) ao encontro do Noivo (Jesus)

Pastor! Parabéns pelo seu dia!
Aqui eu Aprendi!
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