Membros / Amigos

Conheça mais de nossas Postagens

Research - Digite uma palavra ou assunto e Pesquise aqui no Blog

terça-feira, 15 de julho de 2014

Stanley Monroe Horton - Biografia

Stanley M. Horton - Biografia
Rev. Stanley Monroe Horton
Um gigante da erudição pentecostal

06 de Maio 1916 - 12 de Julho 2014

Nesse sábado, 12 de julho, o teólogo pentecostal Stanley Monroe Horton morreu aos 98 anos na cidade de Springfield, Missouri (EUA), que é a sede das Assembleias de Deus nos Estados Unidos. Há algum tempo o Rev. Horton vinha com a saúde frágil e era cuidado pela filha.

Stanley M. Horton nasceu em 6 de maio de 1916 em Huntington Park, Califórnia (EUA). Era filho de Harry e Myre Horton, respectivamente evangelista e filha de pastor. Os avós maternos Elmer Kirk Fisher e Clara Daisy Sanford participaram diretamente do histórico Avivamento da Rua Azuza em 1906. George O. Wood, superintendente geral do Concílio das Assembleias de Deus dos Estados Unidos, resumiu Horton como uma “ponte que ligava o avivamento de Azuza até os dias atuais”.

Rev. Horton recebeu sua formação educacional em grandes centros universitários americanos como Berkeley e Harvard. Na ordem: Los Angeles City College (A.A., 1935); Universidade da Califórnia-Berkeley (B.S., 1937); Gordon-Conwell Theological Seminary (M.div, 1944); Universidade de Harvard (S.T.M., 1945); e Central Baptist Theological Seminary (th.d.,1959). E ainda fez estudos complementares no New York Theological Seminary. Era professor emérito de teologia no Assemblies of God Theological onde começou a ensinar em 1978 [1]. Embora o pentecostalismo tenha contado com eruditos como os ingleses Myer Pearlman e Donald Gee, Horton foi um dos primeiros com vasto currículo acadêmico. Infelizmente, especialmente no pentecostalismo brasileiro, a carreira acadêmica entre pentecostais é ainda rara. Felizmente, nos Estados Unidos a realidade já é bem diferente, pois alguns pentecostais são respeitados fora do círculo carismático como os exegetas Gordon D. Fee e Craig S. Keener, sendo o primeiro um pastor ordenado pelas Assembleias de Deus.

Rev. Horton relatou que nem sempre a trajetória intelectual foi fácil. Quando estudava ciências ficou profundamente em dúvidas sobre Deus e as Escrituras. Então orou: “Senhor, eu sou um salvo, mas não sei o que fazer quanto a essas dúvidas” [2]. Deus o fez lembrar da cura de seu avô quando ele tinha apenas cinco anos. Trazer a memória o poder de Deus o fez voltar à fé fortalecida. Além disso, como todo pentecostal que se esforça pelo ensino, Horton enfrentou oposição dentro da Igreja por causa do remanesceste anti-intelectual, especialmente quando era um jovem estudante no Gordon-Conwell Theological Seminary.

Ele foi comentarista durante 25 anos da equivalente às Lições Bíblicas para a Escola Dominical nas Assembleias de Deus norte-americana. Foi autor, colaborador e editor de inúmeras obras como: Systematic Theology a Pentecostal Perspective, 1994  [Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, 1995, CPAD];  What the Bible Says About the Holy Spirit, 1976 [O Que a Bíblia Diz Sobre o Espírito Santo, 1993, CPAD] e reeditada como A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento; Bible Doctrines: A Pentecostal Perspective (com William Menzies), 1993 [Doutrinas Bíblicas: Uma Perspectiva Pentecostal, 1995, CPAD] ; They Spoke from God: A Survey of the Old Testament (com Willian Williams); Isaiah: A Logion Press Commentary [Isaías: O Profeta Messiânico, 2002, CPAD]; The Book of Acts : The Wind of the Spirit [O Livro de Atos, 1993,  Editora Vida];  Tongues and Prophecy: How to Know; When a Gift of Utterance is in Order;  Perspectives On Spirit Baptism: Five Views (com Ralph Del Colle, Walter Kaiser,  H. Ray Dunning e Larry Hart); A Commentary on I and II Corinthians [I & II Coríntios, 2003, CPAD]; The Ultimate Victory: An Exposition of the Book of Revelation [Comentário Bíblico- Apocalipse, CPAD]; Into All Truth: A Survey of the Course and Content of Divine Revelation; Five Views on Sanctification (Counterpoints: Bible and Theology) com Melvin E. Dieter, Anthony A. Hoekema, e J. Robertson McQuilkin [Cinco Perspectivas Sobre a Santificação, 2006, Editora Vida]; The Shifting Romance with Israel (com Ray Gannon) e a coletânea de artigos reunidos em um livro O Avivamento Pentecostal, 1997, CPAD. Ou seja, ainda há algumas obras para serem traduzidas e reeditas pelas editoras brasileiras.

Rev. Horton visitou o Brasil em 1995 à convite da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) [3]. Pregou em inúmeras igrejas e manifestou grata surpresa pela lotação da Igreja em Recife em um dia útil de segunda-feira [4].

Stanley M. Horton deixará um legado de erudição e paixão pentecostal. Foi o exemplo vivo que não existe nenhuma oposição entre ser apaixonado pela ação do Espírito Santo na vida da Igreja com a erudição profunda e pesada dos grandes centros universitários. Ele mesmo que prefaciou a edição inglesa do livro de Rick M. Nañez era um “pentecostal de coração e mente”. Horton relatou:

Descobri que o estudo aprofundado da Bíblia, das línguas bíblicas, da arqueologia, psicologia, filosofia, de outras religiões e da história da igreja aperfeiçoaram minha apreciação pela verdade da Palavra Santa de Deus, além de me ajudar a perceber minha dependência do Espírito Santo como guia. Tudo que escrevi é fruto do estudo da Palavra de Deus e de oração. [5]

Que seja um exemplo para nós!


Referências Bibliográficas:
[1] BURGESS, Stanley M. [ed]. The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements. 1 ed. Grand Rapids: Zondervan, 2002. p 772 (pos 32083).
[2] HORTON, Stanley M. O Avivamento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997. p 26.
[3] ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 354.
[4] HORTON, Stanley M. O Avivamento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997. p 35.
[5] NAÑEZ, Rick M. Pentecostal de Coração e Mente. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2007. p 11.


 mais...
Stanley Monroe Horton atuou como presidente da comissão editorial da Bíblia de Estudo Vida Plena e sua revisão 2003. Seu livro, O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo (Gospel Publishing House, 1976), tem sido o texto definitivo sobre o assunto em universidades e seminários ao redor do mundo.

Dr. Horton foi tradutor oficial de 1 e 2 Coríntios de grego koiné ao vernáculo judaico messiânico moderno para a Bíblia Árvore da Vida, uma obra produzida editorialmente em cooperação com o Projeto Bíblia Messiânica da Família e agora a Bíblia oficial da Universidade do rei. Stanley Horton, com o passar dos anos,  jamais enfraqueceu em sua devoção à salvação de "todo Israel" e as habilidades de tradução da Bíblia. 

Dr. Robert Cooley, estudante de Horton no Instituto Bíblico Central em 1949 e, posteriormente, seu colega na faculdade lá, mais tarde iria comentar sobre a sua escrita, "Ele modelou um estilo de estudos bíblicos que era praticamente aplicado. Então, se você ler os comentários de Horton, da revista adulto a EBD, trimestralmente, por 25 anos , você pode ver que o material da lição nasceu de uma compreensão acadêmica da Escritura, mas de um jeito muito prático, da mesma maneira que redigiu seus artigos e outros livros - uma compreensão técnica do texto bíblico, mas com uma maneira notável de traduzir isso em um formato de teologia aplicada, este era o significado da sua vida. Fazia isso da melhor maneira em seus estudos, sem nunca ter sido esotérico; um estilo de que todos fossem capazes de migrar da teologia exegética para a teologia aplicada, enfim,  foi um presente real." 


Fonte:
Teologia Pentecostal - por Gutierres Fernandes Siqueira;
Point Rhema - por Pr.Carlos Roberto Silva 
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

John Stott - Biografia

John stott.jpgJohn Robert Walmsley Stott

27 Abril de 1921 - 27 Julho 2011 


John Stott, considerado o maior exegeta do século XX

“antes que possamos começar a ver a Cruz como algo feito para nós (nos conduzindo a fé e a adoração) temos que vê-la como algo feito por nós (nos conduzindo ao arrependimento)”. – John Stott


John Stott - Considerado uma das mais expressivas vozes da Igreja Evangélica contemporânea.

Tio John um britânico Calvinista. John Stott nasceu em Londres em 1921, filho de Sir Arnold Stott e Lady Stott. Seu pai era agnóstico e sua mãe luterana. Aos oito anos de idade, Stott foi enviado para um internato. Inicialmente, foi para uma escola em Oakley Hall. Em 1935, passou à Escola de Rugby.


Agnóstico em sua juventude, enquanto estudava na Escola de Rugby, Stott foi impactado ao ouvir o reverendo Eric Nash (apelidado de Bash) pregando um sermão, o que principiou a sua introdução no Cristianismo Protestante. Em sua Ministração, Nash utilizou em seu texto a pergunta de Pilatos "O que farei então com Jesus, que é chamado o Cristo?". Depois disso, Nash ainda conversou com Stott... 

"Eu precisava fazer alguma coisa com Jesus, tal ideia foi inteiramente nova para mim, pois imaginava que de alguma forma Ele tinha feito tudo que era necessário fazer, e que a minha parte foi apenas consentir. O Sr. Nash ficou em silêncio, mas insistiu poderosamente que todos nós precisávamos decidir o que faríamos com Jesus, e que ninguém poderia permanecer neutro. Ou nós copiávamos Pilatos e francamente rejeitaríamos Cristo, ou nós O aceitaríamos pessoalmente para segui-Lo." John Stott.
"... naquela noite em minha cama, eu recebi a experiência de fé, e abriu a porta para Cristo. Eu não vi nenhum relâmpago... na verdade, não tive experiência emocional no processo. Eu apenas deitei na cama e fui dormir. Durante semanas e meses, eu não sabia o que tinha acontecido comigo. Mas aos poucos eu cresci... em um entendimento mais claro e uma garantia mais firme da salvação e senhorio de Jesus Cristo." John Stott.
Foi ordenado pela Igreja Anglicana em 1945, e iniciou suas atividades como sacerdote na Igreja All Souls Langham Place, em Londres. Lá continuou até se tornar pastor emérito, em 1975.
John Stott estudou para pastor em Ridley Hall, Cambridge.
Estudou Línguas Modernas na Faculdade Trinity, de Cambridge, onde foi premiado em francês e teologia, sendo eleito um estudioso sênior.

John Stott (mundialmente conhecido como teólogo, pastor e evangelista) desempenhou papéis importantes em três áreas da vida cristã na Inglaterra, servindo a igreja, a universidade, e a coroa. Ele serviu como presidente da Igreja da Inglaterra Conselho Evangélico 1967-1984 e como presidente de duas organizações influentes cristãos: a União Escritura britânico 1965-1974 e o Britânico Aliança Evangélica 1973-1974. Dr. Stott também serviu quatro mandatos como presidente das Universidades e Faculdades Christian Fellowship entre os anos de 1961 e 1982. Ele era também um capelão honorário da rainha (Elizabeth) 1959-1991 e recebeu a rara distinção de ser nomeado capelão extra em 1991.

Em 1970 viajou pelo mundo inteiro, em especial pelos países do Terceiro Mundo, participando de conferencias e palestras para pastores, líderes e estudantes de teologia. O Evangelical Literature Program e Langhamk Sholarship Program (projetos voltados respectivamente para o fornecimento de livros e bolsas para pastores e seminaristas) são frutos dessa experiência.

Stott tornou-se ainda mais conhecido depois do Pacto de Lausanne - grande congresso mundial de evangélicos que ocorreu em 1974 na Suíça, onde foi criado um comitê mundial das igrejas evangélicas. O teólogo se destacou na defesa do conceito de Evangelho Integral - uma abordagem cristã mais ampla, abrangendo a promoção do Reino de Deus não apenas na dimensão espiritual, mas também, na transformação da sociedade a partir da ética e dos valores cristãos.

Em 1982, fundou o London Institute for Contemporary Christianity, sendo "consagrado" a Presidente honorário.

Fez doutorado em teologia em 1983 e tem o grau de Honorável Doutor no currículo de escolas nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá.

John Stott teve grande contribuição internacional (seus Livros) através da sua escrita, caracterizada como sendo clara e equilibrada, com bases bíblicas vivas e intelectualmente rigorosas na essência.

John Stott começou sua carreira de escritor em 1954, publicando mais de 40 livros e centenas de artigos, além de outras contribuições à literatura cristã.

Entre os seus títulos mais famosos estão:
  • Cristianismo Básico
  • Crer é Também Pensar.
  • Porque Sou Cristão.
  • A Cruz de Cristo.
  • Eu Creio na Pregação.
  • Firmados na Fé.
  • Cristianismo Equilibrado.
  • Entenda a Bíblia.
  • Cristianismo Autêntico.
  • O Perfil do Pregador.
  • Ouça o Espírito, ouça o mundo.
  • O discípulo radical (sua última obra).

A sua obra mais importante, Cristianismo Básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzida para mais de 60 línguas.

Billy Graham chamou John Stott de “o mais respeitado clérigo no mundo hoje”, e John Pollock descreveu-o assim, “em efeito de teológica, ele é líder no mundo evangélico”.

Celibatário consciente, Stott nunca se casou nem teve filhos. Viveu os últimos dias acamado numa casa de repouso nos arredores de Londres, onde recebia o carinho, as visitas e as orações de pessoas próximas. Sua morte foi em decorrência das complicações e desconfortos de saúde relacionadas à idade avançada.

John Stott um dos mais influentes clérigos da Igreja da Inglaterra durante o século XX. 

Fonte: ultimato.com.br; Langham Partnership

Aqui eu Aprendi!

sábado, 12 de julho de 2014

As Cartas Universais - Curiosidades

As Cartas, chamadas Universais, são em número de sete: 
Tiago; 
I e II Pedro; 
I, II, III João 
e Judas.

Não são dirigidas a nenhuma Igreja em particular.


O que vemos nas Cartas:
- em Tiago vemos a prática da vida cristã.
- em I Pedro a perseverança em meio as tribulações.
- em II Pedro a advertência contra a falsa doutrina.
- em I João descreve a segurança do cristão,
- em II João e III obedecer a verdade.
- em Judas a apostasia dos falsos mestres.


TIAGO
CONTEÚDO
 ·      Contém a verdadeira definição de religião.

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfão e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”. Cap. 1:27.

·      Uma fé ativa e dinâmica será comprovada pelas obras. Cap. 2:14-18.
·   Compara a fé que não se desenvolve, a um corpo morto: “Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. Tiago 2:26.

·   Fala sobre o potencial da palavra comparando a língua à “um pequeno fogo que pode incendiar um bosque”.  Cap. 3:1-12.
·      Define dois tipos de sabedoria: a terrena e a celestial. Cap. 3:13-17.
·      Fala da origem das guerras. Cap. 4:1-4.
·      Condena os ricos opressores. Cap. 5:1-6.
·      Fala da volta de Jesus. Cap. 5:7-8.
·      Recomenda a unção dos enfermos com óleo. Cap. 5:13.

CURIOSIDADES
·      Define o pecado como um processo que nasce, vai evoluindo, até ser executado. Cap. 1:13-15.
·      Fala de uma “lei perfeita da liberdade”. Cap. 1:25 e 2:12.
·      Afirma que a prata e o ouro criam ferrugem. Cap. 5:3. Conferir com Lamentações 4:1; Ezequiel 7:19 e Isaías 13:17.
·      Define a vida como passageira. “Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece”. Cap. 4:14b.


I PEDRO
CONTEÚDO
Escrita no ano 63 d.C, quase no final de sua vida.
O assunto da carta é a obra de Cristo na Cruz.
O objetivo da carta foi animar e fortalecer os cristãos nas perseguições e provações. Pedro alterna pontos doutrinários com exortações, para uma vida santa, destacando sempre o objetivo principal da vida cristã: a Glória de Deus.

·   Pedro afirma que a fé, a obediência e o amor, são condições de vitória na vida cristã.Cap. 1:5, 14, 22 a 25 e Cap. 2:1-3.
·      Outra afirmação:  “... o amor cobrirá a multidão de pecados”. Cap. 4:8b.

CURIOSIDADE
·   Pedro afirma que o “evangelho foi pregado aos mortos”, isto é, Jesus ressurreto, apresentou-se no Hades, para anunciar às almas cativas que a promessa de redenção havia sido cumprida, e levar os seus fieis à presença de Deus. Cap. 4:6. Comparar com Efésios 4:8 e Salmos 68:18.


II PEDRO
CONTEÚDO
·      Apresenta os passos para o crescimento espiritual. Cap. 1:5-9. Comparar com Romanos 5:3-5.
·    Nesta carta encontra-se a maior regra de interpretação das Escrituras. “... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Cap. 1:20-21.

·      Pedro fala da proximidade da sua morte. Cap. 1:13-15.
·      Narra sua experiência no monte da transfiguração, como testemunho da veracidade de seu depoimento. Cap. 1:17-18.
·    Fala sobre a terra ser consumida com fogo. Cap. 3:7 e 12. Comparar com a promessa de Deus após o dilúvio. Gênesis 9:8-17.

CURIOSIDADE
·   Pedro reconhece a simplicidade de suas cartas, ao citar a linguagem erudita das cartas de Paulo. Cap. 3:16.
Data provável 66 d. C.
É uma carta de estímulo ao crescimento espiritual, e de advertência contra os falsos mestres e contra as heresias.
O capítulo 2 é semelhante à carta de Judas.


I JOÃO
CONTEÚDO
· João mostra que, apesar de a raiz do pecado que todo o homem possui ter sido cortada na Cruz, permanece a tendência a insubmissão à vontade de Deus. Cap. 1:7-10 e 2:1-2.
Continuamos a pecar, mas:  “... o Sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado”.

·  Uma palavra auxiliar nas batalhas espirituais. “para isso o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”. Cap. 3:8b.

· Recomendação para serem postos a prova os espíritos enganadores e os falsos profetas.Cap. 4:1-3.
·  Afirma que o amor fraternal depende do nosso amor a Deus e que, uma verdadeira comunhão entre os irmãos é condicionada à nossa intimidade com Deus. Cap. 1:6-7 e 4:7-21.

CURIOSIDADE
Data provável 90 d.C.
Esta é uma carta familiar, de pai para filho!
João se preocupa com a nossa integração como “crianças” dentro da família de Deus, num relacionamento íntimo de filhos com o Pai.
·      A carta não contém saudações nem é dirigida a pessoas ou Igreja.
·      As palavras, saber e conhecer, são muito usadas.
·      Esta carta, junto com o livro de Lamentações, do profeta Jeremias, são os livros da Bíblia que apresentam maior intimidade dos autores, com os leitores e com Deus.


II JOÃO
·      Modelo de correspondência na Igreja primitiva.
·      É um pequeno sermão sobre a Verdade.
·      Adverte contra a cumplicidade com falsos mestres. V. 10.

CURIOSIDADE
·      Com 13 versículos, é o menor livro do Novo Testamento.
·      É a única carta dirigida a uma mulher.


III JOÃO
·   Esta carta marca o início de um governo autocrático, isto é, o homem manipulando as coisas de Deus.
·   Diótrefes procurando “posição” na Igreja, fala mal do apóstolo, não recebe os irmãos enviados e impede os que querem recebê-los. V.9. e v.10.
·   Cita 3 tipos de pessoas que pertencem à Igreja:
•    Gaio, pela perseverança e seu caminhar na verdade. V. 1-8;
•    Demétrio, pela fidelidade. V. 12;
•    Diótrefes, por sua ambição e rebeldia. V. 9-10.


JUDAS
Foi escrita no ano de 68 d.C.
O autor era um dos irmãos de Jesus. Não foi apóstolo.    V. 17.
·      A Bíblia cita três pessoas importantes com o nome Judas:
•    Judas Iscariotes, o que traiu a Jesus. Lucas 6:16;
•    Judas, filho de Tiago, também chamado Tadeu ou Lebeu.  Mateus 10:1-4 e Atos 1:13;
•    Judas, irmão de Jesus. Mateus 13:55 e Marcos 6:3.

·    A carta tem por finalidade combater heresias.
·    É uma carta semelhante ao capítulo 2 da II carta de Pedro.
·    Descreve a apostasia como um mal existente desde o início do mundo, citando Caim, Balaão e Coré. V. 11.
·    É o único livro da Bíblia que fala sobre a disputa do arcanjo Miguel com o diabo, pelo corpo de Moisés. V. 9.
·    Fala também sobre uma profecia de Enoque. V. 14-15.
(Certamente, estes dois exemplos foram revelados ao autor, ou retirados de livros tradicionais não canônicos).

CURIOSIDADE
·   Ainda que exista um livro de ficção que fala sobre o “arrebatamento de Moisés”, a supremacia da Bíblia sobre a tradição, permite-nos afirmar que Moisés não foi arrebatado, pois a Bíblia afirma que seu corpo está sepultado no Vale. Deuteronômio 34:4-7, narra o sepultamento de Moisés.

Fonte: Estudos Bíblicos - Geremias e Nilda Fontes


Veja também:
Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Culto de Ação de Graças

É Hora de Preparar o 


Culto de Ação de Graças


Culto de Ação de Graças é uma expressão muito conhecida entre os evangélicos. Trata-se daquele encontro entre irmãos da comunidade local na casa de alguém que os convidou para celebrar, adorar e declarar uma graça recebida.

Crentes agradecidos geralmente tomam a iniciativa de celebrar um culto de ação de graças. Eles se sentem na obrigação de fazê-lo como uma forma de agradecer ao Senhor pela benção recebida. O Culto de Ação de Graças se torna uma oportunidade também, para edificar a fé dos demais e para anunciar o amor de Deus às pessoas não evangélicas que porventura se façam presentes.
É o que está acontecendo em João 12:1-3: 

"Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.
Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento."

Quem são esses três personagens citados no texto, além de Jesus? Perceba que o versículo 2 diz: "Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia...", isto é, fizeram uma ceia para Jesus, um jantar!

No capítulo 11 essa família, composta de três irmãos, vive momentos dramáticos. Lázaro adoece, suas irmãs, numa atitude de esperança, mandam chamar Jesus, que, por sua vez, não chega a tempo de curá-lo, devido o seu propósito de manifestar "a glória de Deus" naquele episódio (João 11:4).

Depois de quatro dias de morto, já cheirando mal, Jesus o ressuscita e tal milagre chega aos ouvidos dos fariseus que passam a planejar a morte de Jesus. O Mestre então, resolve se afastar por um tempo (João 11:54) e só sai de seu refúgio em Efraim para atender a este convite dos irmãos agradecidos.

O convite lhe é feito dias antes da Páscoa. Por certo, havia um movimento na região, de gente se preparando para subir a Jerusalém. A maioria dos transeuntes em seus camelos e outras espécies de montaria, tinham como destino, Jerusalém. Jesus, porém, antes de chegar em Jerusalém, dirige-se à casa desta família agradecida.

Posso imaginar os três conversando e acertando uma maneira de agradecer a Jesus. "Vamos convidá-lo para um jantar em homenagem a ele!", deve ter dito Marta, sempre disposta a servir (Lucas 10:40; João 12:2). Maria deve ter pensado naquele perfume caro para ocasiões especiais.

Dizem que o nardo era uma espécie de perfume que mulheres virgens e solteiras compravam e guardavam para a noite de núpcias. Judas disse que aquele perfume poderia custar até "trezentos dinheiros" (João 12:5), cerca de R$ 4.650,00!

Maria estava tão agradecida pela ressurreição de seu irmão, que estava disposta a abrir mão do nardo caro para adorar àquele que trouxe a alegria de volta à sua casa!
O que eu gosto no capítulo 12 de João, é perceber que a família que chorava no capítulo 11, agora é a mesma que está festejando, preparando um jantar, para alguém especial. Convidando pessoas, o clima é de festa!

O versículo dois diz que Lázaro era "um dos que estavam à mesa" e o versículo nove acrescenta: "e muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram...". Era uma festa e tanto! Devido ao milagre, a região estava ansiosa por este jantar. Era uma oportunidade de conhecer o autor do milagre e aquele que fora alcançado pelo milagre! (João 12:9).

Toda vez que meu olhar se detém nesta passagem, entendo porque Lázaro teve que passar pela morte. Porque suas irmãs inconformadas gritavam ou balbuciavam aos ouvidos do Mestre: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido." (João 11:21,32). 
Era para este momento que o Senhor os preparava! O texto do versículo 11 diz que, por causa de Lázaro, muitos dos judeus, criam em Jesus! Era isso que o Eterno queria. Foi isso que Jesus queria dizer quando afirmou: "Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela." (João 11:4)

Agora eles entendiam. Eles não tinham alternativa, se não prestar-lhe homenagem, preparar-lhe um Culto de Ação de Graças!

Deixe-me te dizer: em nossa vida tem o tempo das lágrimas e das frases desesperadas de quem não entende os propósitos de Deus. Mas também tem o tempo da celebração, da hora do Culto de Ação de Graças. 
Se você está como as irmãs de Lázaro no capítulo 11 de João, mandando recados desesperados para Jesus através da oração, tranquilize-se. Se ele não chegar na hora que você espera, é porque Ele está reservando o momento oportuno de manifestar em sua vida a sua glória. É porque Ele quer que você seja tão impactado pelo poder de seu milagre, que resolva prestar-lhe o maior culto de ação de graças de tua vida!
Então, chegará a hora em que dirás: "É hora de preparar o culto de ação de graças!".


Salmo 113:1-9
Louvai ao SENHOR.  Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.
Seja bendito o nome do Senhor, desde agora para sempre.
Desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor.
Exaltado está o Senhor acima de todas as nações, e a sua glória sobre os céus.
Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas?
O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!
Levanta o pobre do pó e do monturo levanta o necessitado,
Para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo.
Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao Senhor.

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”  1Tessalonicenses 5:18

Texto: por Pr. Raimundo Campos

Fonte:
www.pastorraimundocampos.com/ 
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
Aqui eu Aprendi!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...