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sábado, 25 de março de 2017

Uma vida de Frutificação

Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” Jo 15.2

Só é possível frutificar no Reino de Deus se estivermos em Cristo Jesus. Esta é a conclusão que seu aluno precisa chegar ao final deste trimestre. Ao longo dele, vimos o caráter bíblico e prático acerca do Fruto do Espírito como oposição às Obras da Carne. Neste trimestre, destacamos o embate que se dá na vida do cristão em relação ao “frutificar” no Reino de Deus e o de manifestar as obras da carne. Nesse aspecto, trabalhamos as seguintes oposições: Alegria x Invejas; Paz x Inimizades; Paciência x Dissensões; Benignidade x Porfias; Bondade x Homicídios; Fidelidade x Idolatria e Heresias; Mansidão x Pelejas; Temperança x Prostituição e Glutonaria. Concluindo que o amor é a razão ímpar para frutificarmos na presença do Senhor. Propositalmente, o tema do amor foi colocado como o último na lista do Fruto do Espírito.

Por isso, a parábola da vinha ganha uma grande importância em nosso estudo. Fomos chamados para dar fruto no Reino de Deus, onde, segundo o teólogo Benny C. Aker, “Jesus é o tronco, o Pai é o jardineiro e os crentes em Jesus são os ramos” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, p.587). O que João 15 deixa muito claro é que ninguém pode frutificar no Reino de Deus se não estiver firmado em nosso Senhor: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (15.5). Todo discípulo é chamado por Jesus para dar muito fruto. Mas há uma pergunta imediata que precisa ser feita: Que fruto é este?

O texto bíblico responde taxativamente: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. [...] Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. [...] Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (vv.12,14,17). De modo que o teólogo Donald Stamps confirma esse entendimento e o amplia conforme Gálatas 5: “Todos os cristãos são escolhidos ‘do mundo’ (v.19) para ‘dar fruto’ para Deus (vv.2,4,5). Essa frutificação se refere (1) às virtudes espirituais tais como as mencionadas em Gl 5.22,23 — amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (cf. Ef 5.9; Cl 1.10; Hb 12.11; Tg 3.18) e (2) à conversão a Cristo doutras pessoas (4.36,12.24)” (Bíblia de Estudo Pentecostal, p.1603).

Portanto, conscientize os alunos a buscarem a frutificar no Reino de Deus, na força do Espírito Santo amando a Deus e ao próximo na perspectiva do Fruto do Espírito. (Revista Ensinador Cristão nº69)

Fomos chamados pelo Pai para produzirmos bons frutos a fim de que o nome dEle seja glorificado. Os dons espirituais são importantes para o crente, mas estes precisam ser acompanhados do fruto, pois o fruto está relacionado ao caráter de Cristo em nós. Ele evidencia a nossa comunhão com o Pai e o quanto temos aprendido com Ele.

INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre, estudaremos a respeito da frutificação na vida do crente. Você tem produzido o fruto do Espírito? Precisamos frutificar! Por isso, necessitamos estar ligados à Videira Verdadeira. É Cristo em nós que nos permite produzir o fruto do Espírito. Sem Ele nada podemos (Jo 15.4). O propósito de uma vida frutífera é tão somente glorificar o Pai (Jo 15.8).

O crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira, Jesus Cristo.

Leitura Bíblica em classe: João 15. 1-6  (sugestão: estude o capitulo todo)


Frutificar é frutescer, produzir resultados, ser útil, dar lucro. Deus fez a terra com a capacidade de ser produtiva. Nela constam elementos que a fazem produzir. Porque a terra por si mesma frutifica; primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga (Mc 4.28).

Na vida espiritual, para que de fato haja frutificação, isto é, o efeito de frutificar, é imprescindível que a terra do coração seja trabalhada pela Palavra de Deus. Dessa forma, os bons frutos irão aparecer, e é por meio dessa fertilidade que se prova a fidelidade do crente (Mt 13.8).

A Parábola da Videira e seus Ramos

1. Limpeza pela Palavra (Jo 15.1-6)
A primeira coisa que vemos quando lemos o capítulo 15 de João, é que não há como acontecer produtividade se não houver investimento, mas note que Deus investiu grandemente em Israel, que é comparado a uma videira (Is 5.1,2; Sl 80.8-19), esperando fruto, mas não aconteceu.

Deus investe no seu Filho, que no texto aparece como a genuína videira. Ele faz isso porque sabe que é por intermédio do seu filho que a vida verdadeira para o mundo irá surgir. É dEle que vem a seiva para a salvação, a capacidade para a frutificação. Há um cuidado especial do Pai com a videira, Cristo, mas Ele cuida dos ramos produtivos, eliminando os galhos que não servem para nada, para que a produção seja ainda maior.

A produtividade espiritual é possível quando acontece tanto o aírei, que aqui é uma ação direta de Deus de tirar, arrancar, quanto o kathaírei, que é a ação de limpar, podar, ou fazer sua própria análise. Essas duas ações acontecem por meio da Palavra.

2. Capacitados para produzir frutos (Jo 15.7,8)
Não há capacidade em nós mesmos para produzirmos o fruto; ele é resultado da nossa permanência em Cristo Jesus. Observe que o verbo imperativo grego meínate, permanecei, é o segredo para que a produtividade aconteça, pois é de Cristo que sai a vida para o ramo a fim de que a produção do fruto do Espírito seja real.

Quem permanece em Cristo recebe a seiva para não ser um ramo inútil, infrutífero. Muitas pessoas ficam impressionadas com o desempenho do grande ministério do apóstolo Paulo, como ele conseguiu levar tão longe a mensagem do evangelho e escrever tantas cartas. O segredo é que ele sempre permanecia em Cristo, recebia dEle a vida verdadeira: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (G1 2.20).

Improdutividade, esterilidade, falta de fruto, é resultado da quebra de comunhão com Cristo. Israel desvencilhou-se da vontade de Deus, por isso se tornou apenas um galho seco de uma videira, que não prestava para nada, a não ser para ser queimada.

A produtividade é frutescente quando Cristo e sua Palavra habita no crente. Note que a preposição grega en, que tem vários sentidos: de lugar, de causa, de tempo, nesse texto de João está sendo usada para expressar o envolvimento completo de estar dentro de Cristo ou Ele estar dentro de nós.

É interessante ressaltar que em João 1.1 diz-se que o verbo se fez carne. A palavra “verbo” já aparecia nas páginas do Antigo Testamento, só que com o conceito de sabedoria. Logos quer dizer palavra. A razão de João fazer uso dessa palavra é porque no seu tempo todos sabiam muito bem o sentido e a expressão que essa palavra tinha, o que ela enunciava; todavia, o propósito de João fazer uso dessa palavra é que ele usa esse logos para denotar a palavra de Deus em ação conforme também registra o escritor aos hebreus (Hb 1.1-3). Esse logos, palavra, pode ser entendido como o logos cósmico, isto é, o agente de toda a criação. João especifica que dEle não vem somente a vida, mas que Ele é a própria vida, é Ele quem dá a verdadeira luz, conhecimento da própria vida de Deus (Jo 17.3). Esse conhecimento que o verbo dá de Deus, possibilita ao homem receber as verdades divinas; assim ele pode deixar as trevas, que é a vida moral comprometida com o pecado.

Mas no texto Jesus diz que se suas palavras estivessem nos seus discípulos. Observe que nesse caso Ele faz uso de hêma, que é a palavra falada, dizeres, expressão, mas tudo se resume em Cristo, de modo que quer eles estivessem em Jesus, quer na Palavra, estariam vivendo e recebendo a verdadeira vida.

É a fé que leva a oração do crente a ser atendida quando segue todo o ensino dito por Jesus, e os que permanecem em sua Palavra são transformados, purificados para dar muitos frutos. É importante entender uma coisa: oração respondida é também frutificação espiritual (Jo 14.13), e pela produção de fruto o Pai é glorificado, pois isso prova o relacionamento perfeito que o crente está tendo com Ele. Entendemos então que estar em Cristo e nos seus ditos é a forma de sermos capacitados para produzirmos muito para Deus. Isso dá glorificação ao Pai, pois prova que o crente está produzindo o fruto segundo a sua espécie, ou seja, ele está sendo semelhante a Jesus, e tal fruto é o descrito em Gálatas 5.22. Não há como duvidar, quem está em Cristo reproduz seu caráter (Jo 8.31; l Jo 3.2).

3. Permanecendo no amor de Cristo (Jo 15.9-11)
É no relacionamento do Pai com o Filho e do discípulo com Cristo que o verdadeiro amor se processa, gerando vida, alegria, obediência, sem qualquer constrangimento. O desejo de Jesus para que todos permanecessem nEle, isto é, no seu amor, é porque tudo vinha do Pai, pois assim como Ele era amado, quem permanecesse nEle seria amado também (Jo 3.35; 5.20). Jesus sempre permaneceu no amor do Pai, isso é comprovado por causa de sua obediência, sempre fazendo aquilo que lhe agradava (Jo 8.29). A grande prova do amor dos discípulos para com Jesus estava na obediência plena ao Pai. Se assim eles procedessem, estariam sempre tendo aprovação em tudo e gozando da companhia divina. É impossível um cristão ser produtivo fora da obediência a Cristo, aos seus ensinos, pois o amor, como virtude do fruto do Espírito, leva o crente a ser obediente, para que Deus possa se comprazer nele.

4. amor de uns para com os outros (Jo 15.12-17)
Jesus ensina os discípulos a amar não tomando como base qualquer filosofia ou uma figura humana, mas Ele usa a si mesmo, dizendo: Como eu vos amei... Jesus amou se doando (Jo 3.16). Os discípulos foram objetos do amor verdadeiro de Jesus cristo, por isso logo, logo eles irão se multiplicar, porque irão amar de modo semelhante.

A frutificação espiritual só acontece quando o amor verdadeiro é posto em pratica, se doando, se sacrificando. Foi nesse mesmo sentimento que Paulo disse que, se possível, queria ser separado de Cristo por causa de seus irmãos (Rm 9.3). O amor que está em evidencia aqui é o Ágape.

Jesus procurou desenvolver com esses discípulos um bom relacionamento, uma amizade marcada pelo amor e obediência. Ele abre o seu coração e lhes diz o porquê de sua vinda ao mundo e morte. Naquele momento, Jesus não estava se relacionando com eles no nível de escravo, posição que eles continuarão tendo, mas como amigo estaria manifestando seus sentimentos, planos, esperanças, pois o escravo não precisa saber do que o seu Senhor pensa.

Note que sempre Jesus procura voltar ao tema do assunto que abriu a seção: videira e ramo, pois seu alvo é que todos sejam frutescentes. Os discípulos teriam que produzir o fruto da videira, isto é, Cristo, pois desse modo dariam frutos bons, duráveis. Ligados em Jesus, tudo que seus servos fazem é bem aceitável, é de qualidade.

Podemos dizer que, vivendo no amor de Cristo, é do sacrifico, da doação, do bom relacionamento, da amizade, que fica provado que esta é a base, o fundamento para que aconteça a verdadeira frutificação espiritual. Se o amor não estiver presente, tudo será em vão, como disse Paulo.

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria." 1 Coríntios 13:1-3

5. O amor que nos torna fortes (Jo 15.18-25)
Nos tempos antigos, especialmente quando eram intensas as perseguições contra os servos de Cristo, eles venceram porque cultivaram o amor de Cristo em seus corações. Em nossos dias estamos vendo a revolta de muitos contra os cristãos, aqueles que procuram fazer a vontade de Deus, mas a igreja só poderá vencer se realmente firmar no amor ensinado pela Palavra.

O mundo sem Deus está no controle do maligno, seu propósito sempre é ser contrario àquilo que fere seus desejos pecaminosos. Jesus foi objeto de ódio dos pecadores, porque falava a verdade; os discípulos foram perseguidos da mesma forma, porque estavam no mundo, mas fora do mundanismo, da carnalidade. Nisso consistia o ódio para com eles.

Jesus passa a dar instrução aos seus discípulos quanto aos sofrimentos a que seriam submetidos e como eles poderiam suportar (Mt 10.22). quem permanecesse nEle ficaria de pé. O relacionamento de Jesus com os seus discípulos era tão forte, o amor que os ligava era tão lindo, que quando Paulo estava perseguindo os crentes, o próprio Jesus lhe disse: Por que me persegues? (At 9.4; 22.7).

Jesus diz que a geração do seu tempo estaria em condições lamentáveis, porque nenhuma outra teve o privilégio que agora estava tendo, pois estavam contemplando o amor de Deus expresso em sua pessoa, viram suas grandes obras, ouviram suas palavras, pelas quais poderiam mudar de vida, mas rejeitaram, por isso teriam uma sentença maior (Mt 11,23,24).

Alguém pode perguntar: Mas por que tanto ódio contra esses discípulos? Jesus vinha de Deus, os discípulos vinham dEle, todo o relacionamento aqui era espiritual, estava fora do poder do mundo pecaminoso, era contra o pecado, sendo que essa oposição não era tolerada. É o que acontece atualmente; muitas pessoas não gostam dos crentes porque reprovam as obras da carne, das trevas, as quais são praticadas por aqueles que não querem vir par a luz. Paulo diz que até falar das obras que os homens sem Deus praticam é vergonhoso (Ef 5.12). Jesus se revelou como amor, o mundo o odiou. Jesus se revelou como a luz, o mundo não quis brilhar. Jesus se revelou como a vida, eles não quiseram. Jesus se revelou como o caminho, pão, água, e eles descartaram.

Jesus diz que todo o ensino que transmitiu aos seus discípulos não deixaria de ter seu vigor, pois quando Ele fosse retirado deste mundo, o Espírito Santo estaria com eles, capacitando-os a suportarem toda e qualquer situação ou perseguição difícil (Mt 10.19) e uma prova de que isso aconteceu pode ser vista em Atos 5.32. O Espírito Santo estaria no coração dos discípulos fortalecendo-os nas verdades ensinadas por Jesus, posto que Ele é a própria verdade (Jo 14.17).

O fundamento da frutificação espiritual está em ser cheio do Espírito Santo e de amor.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
A poda dos ramos (Jo 15.1-10)
‘Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador’. Neste versículo, ‘eu’ e ‘verdadeira’ em grego são enfáticos. Assim, em contraste com os outros (os líderes religiosos) que reivindicam ser parte do verdadeiro povo de Deus, Jesus e seus seguidores emergem como o verdadeiro povo. Isto enfatiza sua singularidade como o caminho para Deus.

No versículo 2, surge o assunto desta seção: a santificação. A palavra que a expressa é o verbo ‘limpar’ (cortar, desbastar, podar). Esta palavra pertence ao aspecto religioso de ‘tornar santo’ ou ‘santificar’. O que se presume, então, é uma visão da Igreja discutida acima, mas o que fica óbvio é que Deus limpa o crente; e esta alegoria da vinha apropriadamente expressa isso. Também deve ser observado que a santificação é um processo normal do discipulado. O propósito da poda é aumentar a frutificação.

Os versículos 3 a 5 falam da união de Jesus e os crentes em termos figurativos dos ramos e do tronco. Jesus expressa o fato dessa união de palavras: ‘Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado’ (v.3). Mas resultado dessa união é o processo de crescimento — em termos figurativos: dar frutos. Considerando que um ramo não pode dar frutos a menos que esteja ligado ao tronco (a pessoa tem que permanecer em Cristo), o fruto tem um significado certo. No contexto dos capítulos 13 a 17, o fruto é o amor, característica fundamental de Deus. Para poder viver como Deus, a pessoa tem de nascer de novo e segui-lo. Este amor tem de ser desenvolvido pelo ‘processo da poda’” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD, 2009, p.586).

Podar é aparar os ramos que estão atrapalhando o desenvolvimento da planta. A poda ajuda a produzir novos ramos, fazendo com que a produção de frutos seja maior. Na vida espiritual, também somos podados e cuidados pelo Senhor. Ele retira de nós tudo que nos impede de frutificar. Contudo, se depois de cuidados não produzirmos frutos, não resta alternativa a não ser o corte e o descarte no fogo (Jo 15.2). Na vinha do Senhor, não há ramos para enfeitar, todos precisam ser frutíferos.

Sendo produtivos
“Uma videira que produz muito fruto glorifica a Deus, pois Ele envia diariamente a luz do sol e a chuva para fazer crescer as colheitas, e nutre constantemente cada planta, preparando-a para florescer. Que momento de glória será para o Senhor quando a colheita for trazida aos celeiros, madura e pronta para usar! Ele fez isto acontecer! Esta analogia agrícola mostra como Deus é glorificado quando estamos em um relacionamento correto com Ele e começamos a ‘dar muito fruto’ em nossas vidas”. Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, CPAD, p.578.

Segundo os agrônomos, a videira leva três anos para dar os primeiros frutos. As uvas não nascem logo depois da semente germinar no solo. É preciso tempo e muitos cuidados. Na vida espiritual, é preciso discipulado, ensino da Palavra de Deus. Contudo, para ser frutífero é imprescindível estar ligado a Cristo, a Videira Verdadeira. Longe dEle não existe vida, apenas morte. Quando os ramos se afastam da Videira, logo deixam de receber da sua seiva, tornando-se secos e infrutíferos.

O princípio da frutificação está revelado no primeiro capítulo de Gênesis (Gn 1.1). Note que a lei agrária estabelecida por Deus determina que cada planta e árvore produza fruto segundo a sua espécie.
A frutificação espiritual segue o mesmo princípio. João Batista, o precursor do Messias, exigiu dos seus convertidos: ‘Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento’ (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio deixando claro aos seus seguidores que para darem fruto exuberante para Deus, necessário é que antes cresçam em Cristo e nisso perseverem seguindo os ensinos da Palavra de Deus. Boas condições de crescimento e desenvolvimento da planta no reino vegetal, sem esquecer da boa saúde da semente e do meio ambiente ideal e da limpeza, são elementos indispensáveis para a boa frutificação. É também o que ocorre no reino espiritual, na vida do crente, na Igreja, para que haja em todos nós fruto abundante para Deus.

De que tipo de fruto Jesus estava falando em João 15.1-16?
A resposta nos é dada em Gálatas 5.22: ‘O fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança’. Em outras palavras, o fruto do Espírito é no crente a existência de um caráter semelhante a Cristo: um caráter que testemunha de Jesus e que o revela em seu viver diário. É a breve vida de Cristo manifesta no cristão. Como é que o povo à nossa volta está vendo Cristo em nós? Em família, no emprego, nas viagens, na escola, na igreja, nos relacionamentos pessoais, nos tratos, no lazer, no porte em geral, na vida cristã? (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1723).

“Qual o propósito da frutificação na vida do crente?”


Fomos alcançados pela graça e o amor de Cristo (Rm 3.24). A graça divina, além de destruir os pecados, enxerta em nós a semente do amor. O amor nos ajuda a vencer os efeitos da arrogância, o egoísmo e a incredulidade.

Cristo é o nosso exemplo por excelência de amor altruísta.

Por que o amor é a base da frutificação?
Porque ele é o alicerce de todas as virtudes (1Co 13.13). Não podemos nos esquecer que o amor deve ser revelado em atitudes. Não adianta dizer que ama e tem fé se não tiver as boas obras (Tg 2.14). A fé sem obras e sem amor é morta (Tg 2.17,26). O amor precisa ser visto mediante as nossas obras. Existem muitas pessoas carentes e necessitadas que precisam do nosso amor e ajuda.

O amor é gerado em nossos corações pela ação do Espírito Santo.

CHAMADOS PARA FRUTIFICAR

1. Revestidos de amor.
Em Colossenses 3.12, Paulo orienta os crentes para que se vistam de misericórdia, benignidade, mansidão e longanimidade. Busquemos “as coisa que são de cima” (Cl 3.1,2). Suas atitudes devem refletir tal verdade. Mediante a fé no sacrifício de Cristo, já retiramos a “roupa velha”, nossos trapos de imundícia, que é a natureza pecaminosa.
O amor, fruto do Espírito, em nossa vida nos conduz:

a) A frutificar em nosso relacionamento espiritual. Passamos a experimentar uma maior comunhão com o Pai mediante a oração, o jejum e a leitura da Palavra de Deus.

b) A ter um relacionamento conjugal frutífero. Se amarmos a Deus amamos também o nosso cônjuge com um amor altruísta. Amar a esposa é um princípio divino para os maridos: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesma se entregou por ela” (Ef 5.25).

c) A ter um relacionamento familiar frutífero. A esposa será submissa ao marido e os filhos lhe serão obedientes (Ef 5.22, 6.1);

2. Se a Palavra estiver em nós.
Só é possível frutificar se Cristo e suas palavras estiverem plantados em nós. Essa também é a condição para que as nossas orações sejam ouvidas e respondidas (Jo 15.7). É por intermédio das palavras de Jesus, ou seja, por meio de seus ensinamentos, que podemos orar corretamente, segundo a vontade do Pai. As palavras de Jesus fazem com que venhamos nos tornar semelhantes a Ele.

3. Cumprindo a lei.
Na Epístola aos Romanos, Paulo trata com profundidade a respeito da lei. Ele mostra que somente o que ama tem condições de cumprir a lei: “[...] quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8). O apóstolo também exorta os crentes, afirmando que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.10). O amor de Cristo, em nós, nos ajuda a observar os mandamentos e princípios divinos para a nossa vida.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." 1 Coríntios 13:13

CONCLUSÃO
O amor de Deus por nós é singular. Quando experimentamos desse amor somos transformados e, então, passamos a produzir o fruto do Espírito. Que venhamos a frutificar em todas as áreas da nossa vida, a fim de que o nome de Jesus, o nosso amado, seja glorificado e exaltado.

Fonte:
Livro de Apoio 1º trim 2017 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - CPAD - Osiel Gomes
Revista Bíblica As Obras da Carne e os Frutos do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente - 1º sem_2017 - CPAD - Comentarista Osiel Gomes
Bíblia Defesa da Fé
Bíblia de Estudo Pentecostal
Dicionário Wycliffe
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 23 de março de 2017

O que posso fazer por minha Igreja

Servi ao SENHOR com alegria e apresentai-vos a ele com canto” Sl 100.2

"Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração." Salmo 100

Professor, com a graça de Deus chegamos ao final de mais um trimestre. Durante os encontros dominicais, você e seus alunos, com certeza foram edificados, exortados e consolados mediante o estudo a respeito da Noiva de Cristo. A Igreja não foi estabelecida por homem algum. Ela foi fundada por Jesus Cristo e segue vitoriosa. Você faz parte dessa Igreja, por isso não deixe de cumprir com a sua missão evangelizadora.

Fomos chamados para servir ao Senhor e ao próximo.

Na lição de hoje estudaremos a respeito do que podemos fazer em favor da igreja. Muitos são os desafios do nosso tempo e Deus conta com você. Ele quer usar seus dons e talentos para que a Igreja prossiga testemunhando de Cristo e dando continuidade a obra do Senhor.

Leitura Bíblica em classe: Efésios 5:22-30

INTRODUÇÃO

O título desta lição, “o que posso fazer por minha igreja”, conota a sua participação na igreja local. Ao longo deste trimestre, estudamos a Igreja de Jesus Cristo, com os pontos principais apontados pela Bíblia e pela Teologia. Nesta última lição, vamos delimitar qual é a nossa participação nessa instituição chamada Igreja de Jesus Cristo. Como podemos servi-la melhor, servindo igualmente a Cristo? Como fortalecer pessoas ajudando no ministério local? Como cooperar dentro do Corpo de Cristo?

I. A IGREJA E EU

1. Como Deus vê a Igreja.
Há pessoas que por terem passado por alguma experiência negativa na igreja local, atualmente estão a denegrir a imagem e a concepção da Igreja. Muitos dizem que amam a Jesus, mas não gostam da igreja. Essa é uma frase que vem sendo constantemente pronunciada por muitos que estão feridos e magoados com algum crente. Se amarmos o Noivo não podemos deixar de amar a sua noiva. Deus vê a Igreja como a noiva de Cristo. Não é possível dizer que amo a Jesus e não tolerar a Igreja, pois o destino final da Igreja é estar com Jesus na eternidade.

2. Fazemos parte da Igreja.
Eu e você somos parte de um corpo, a igreja local. E porque ela é tão importante para o nosso crescimento e comunhão? Porque cada igreja local é uma pequena representação do Reino de Deus. Não é possível, até então, todos os salvos em Cristo, os que estão vivos nesta terra e os que estão vivos na glória, reunirem-se como a Igreja Universal em um único lugar. Por isso, as igrejas locais são uma representação do Reino de Deus na Terra.

3. Olhe para Jesus.
Em um agrupamento social, podemos ter desavenças, e isso pode ocorrer mesmo dentro do ajuntamento dos santos de Deus. Entretanto, isso não deve servir de embaraço para servir a Deus na igreja local. Desavenças não podem ser desculpas para deixarmos de congregar ou de servir ao Senhor com nossos talentos e dons.

O autor da Carta aos Hebreus nos desafia a manter nosso foco em Jesus, deixando de lado o pecado, aquilo que nos faz desagradar a Deus, como também os embaraços, coisas que apesar de não ser pecado, tiram o nosso foco da pessoa de Jesus (Hb 12.1).

"Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus." Hebreus 12:1,2

Pessoas são imperfeitas, por isso, olhe sempre para Jesus, pois Ele não nos decepciona.

II. AJUDANDO NO MINISTÉRIO DA IGREJA

1. O ministério da igreja local.
A igreja local é o ponto de partida para que possamos iniciar nossos trabalhos em prol do Reino de Deus. Não podemos desenvolver talentos relacionados ao ministério, seja ele pastoral, evangelístico ou de ensino, se não entendermos que ministraremos para o Corpo de Cristo. E devemos ter um espírito desejoso de aprender, de ouvir conselhos dos obreiros mais experientes e de buscar ser pessoas que somam, e não que dividem trabalhos (Fp 2.3).

2. Servindo aos irmãos.
Ao lavar os pés dos discípulos, sendo Jesus o Mestre, mostrou-lhes como deveriam agir, não com soberba, partidarismo ou desejo de ser grande, mas com o propósito de ser útil, independente da posição que se ocupa (Jo 13.15). Jesus tinha todo o direito de ter seus pés lavados por seus discípulos, mas ensinou por meio do exemplo a forma como devemos nos comportar, servindo aos nossos irmãos.

"Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." João 13:14,15

Servir a Deus e ao próximo é um privilégio.

Ponto Importante: Fé e obediência devem caminhar juntas.

SUBSÍDIO
O jantar com os discípulos e o lava-pés (Jo 13.1-38)
O capítulo 13 contém o cenário para lidar com dois discípulos específicos. Esta parte da narrativa concentra-se nos últimos dias de vida de Jesus na terra. Ele morrerá durante a época da oferta dos cordeiros pascais no templo de tarde, antes da refeição da noite, que é a Páscoa. Ele será o Cordeiro pascal que João anunciou no capítulo 1.
Jesus sabe que ‘já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai’. Como mencionado antes, a expressão inclui sua morte, ressurreição e ascensão. Antes de partir, Ele quer expressar aos discípulos ‘a plena extensão do seu amor’. Nesta cena do lava-pés, vemos o ato de amor em antecipação ao seu sofrimento na cruz por eles. Trata-se de um ato extremamente humilde de amor que se dá. A expressão deste amor também requer humildade mediante a modelagem e a manipulação da traição.
Lidar com a traição surge cedo no texto. No grego, os versículos 2 a 4 formam uma oração gramatical. A ideia principal, que Jesus levanta do jantar para lavar os pés dos discípulos, é estabelecida no contexto da traição. Comer com alguém era coisa significativa naquela cultura; ser anfitrião denotava proteger todos que vinham, e os convidados responderiam de acordo” (Comentário Bíblico Pentecostal. 1ª Edição. Volume I. RJ: CPAD, 2009, p.572).

III. AGUARDANDO A VOLTA DE JESUS

1. Promessa feita por Cristo.
Um dos fatores mais importantes no Novo Testamento era a certeza da volta de Jesus para resgatar seus santos. A igreja primitiva tinha essa esperança, e nós não devemos perdê-la.

Essa promessa ainda não se cumpriu, e estamos aguardando esse retorno do Rei para buscar sua amada noiva. Em que nos baseamos para acreditar que essa promessa ainda vai ser cumprida?
Na fidelidade de Deus, pois Ele é fiel às suas promessas (2Tm 2.13).

Em seu último discurso, Jesus deixou claro que não nos deixaria órfãos, mas que voltaria para nos buscar (Jo 14.18). Por isso, podemos crer que Ele não se esqueceu de sua promessa. Logo teremos uma grande celebração nos céus para participar.

2. A certeza da sua vinda.
Jesus não marcou uma data para retornar, mas deixou claro que voltaria (Jo 14.3). Além da certeza de sua vinda, temos a consciência também de que seremos levados por Ele para estar na eternidade. Já vemos sinais que mostram que nosso tempo neste mundo está chegando ao fim, e que se aproxima o retorno prometido do Rei. Já vemos levantes contra a Igreja de Cristo em diversas partes do mundo, em um sinal claro de que nosso tempo aqui está acabando.

Pedro já tinha avisado que pessoas sem temor e debochadas iriam colocar em cheque a vinda de Cristo, como se fosse um evento que não aconteceria. Mas Deus tem seus planos, e mesmo que pareça aos nossos olhos demorado o cumprimento dessa promessa, temos um Deus que zela por suas Palavras (2Pe 3.9). Ainda que hajam pessoas entre nós que se esqueceram da volta de Jesus, devemos realçar esse ensino, pois a volta de Jesus, mais do que uma doutrina bíblica, é um evento que vai acontecer.

3. A Igreja que Cristo levará consigo.
Por ocasião da vinda de Cristo para buscar a sua Igreja, no arrebatamento, Jesus levará consigo seus servos e servas fiéis, que nEle esperam e depositam sua confiança. Para várias pessoas esse será um momento de pesar, pois elas perceberão que não creram em Jesus ou não levaram a sério a vida com Deus. Para outras, será um momento de regozijo e alegria. Aguardar a vinda de Jesus é um dever para todos os jovens, pois Jesus há de vir buscar aqueles que aguardam a sua vinda, independente de sua idade. Lembre-se de que em uma de suas parábolas, o Mestre contou a história de dez virgens, damas de honra, que entrariam com a noiva na festa de seu casamento. A noite chegou, e como tardou o noivo, todas essas damas cochilaram. Algumas levaram azeite de sobra consigo, de tal maneira que quando o noivo chegou e elas tinham suas lâmpadas acesas, essas entraram, ao passo que as imprudentes, as que sabiam que deveriam ter azeite de sobra para um eventual atraso do noivo, e não levaram azeite consigo, ficaram de fora da comemoração. Portanto, esteja atento aos sinais do retorno de Jesus. Esteja preparado hoje para a volta do Senhor.

SUBSÍDIO
Bodas do Cordeiro
A Bíblia descreve muitos casamentos. O próprio Deus celebrou o primeiro de todos os casamentos (Gn 2.18-25). Dentre alguns casamentos célebres, podemos destacar o de Jacó e Lia, o de Rute e Boaz, o de Acabe e Jezabel, e o casamento em Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre.
No entanto, o mais maravilhoso dos casamentos ainda está por vir. Jesus profetizou acerca dele por meio de parábolas (Mt 22.2; 25.1; Lc 12.35,36) e João descreveu o que Deus lhe mostrou em uma visão: ‘Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demo-lhes glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou’ (Ap 19.7).

O anfitrião deste casamento será Deus Pai. Ele é descrito preparando a cerimônia e enviando seus servos para chamar os convidados (Lc 14.16-23). O noivo é Jesus Cristo, o Filho amado do Pai. Em João 3.27-30, João Batista referiu-se a Jesus como ‘esposo’ e a si mesmo como o ‘amigo do esposo’. Em Lucas 5.32-35, Jesus, em uma alusão a sua morte, disse: ‘Dias virão, porém, em que o esposo lhe será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão’.

A identidade da noiva também é evidente. O apóstolo Paulo, a respeito da Igreja, escreveu: ‘[...] porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo’ (2Co 11.2). Posteriormente, aos efésios, ele escreveu: ‘Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela’ (Ef 5.25)” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.105,106).

Deus vê a Igreja como a noiva de Cristo.

CONCLUSÃO

Estar na igreja, servindo ao Senhor e cooperando com o fortalecimento de nossos irmãos até que o Senhor Jesus retorne é uma honra. E cabe a nós cada vez mais usar nossos talentos em prol do Reino de Deus.



Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD

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Paul Washer apresenta melhoras após ter sofrido ataque cardíaco

Após sofrer ataque cardíaco, Paul Washer apresenta melhoras em estado de saúde

A notícia de que Paul Washer havia sofrido um ataque cardíaco gerou comoção e levou cristãos de todo o mundo a orarem pelo pastor. Seu quadro clínico tem apresentado melhoras.

Paul Washer já foi preletor do evento "Consciência Cristã", no Brasil.
(Foto: Consciência Cristã News)
Após sobreviver milagrosamente a um ataque cardíaco, o missionário, autor e pastor Paul Washer está se recuperando no hospital e seu quadro clínico já apresenta avanços.

Washer estava em sua casa na última segunda-feira (20/03/2017) à noite, quando sofreu um infarto e foi levado com urgência para o hospital. Ele rapidamente foi submetido a uma cirurgia para remover um bloqueio na artéria do coração.

"Ontem à noite, o irmão Paul sofreu um ataque cardíaco", informou uma publicação da página oficial do Ministério 'HeartCry Missionary' (fundado pelo pastor), na última terça-feira (21). "Ele está em estado crítico, embora atualmente estável. Por favor ore por ele e por sua família!".

Nesta quarta-feira, atualizações publicadas na página do ministério e também no perfil oficial do pastor no Twitter relataram que seu quadro clínico apresentou melhoras.

"Paul está melhorando continuamente. Nos sentimos encorajados por ver este progresso, ainda que um pouco lento", diz uma publicação feita simultaneamente nas duas redes sociais.

Orações
Com a confirmação da notícia do ataque cardíaco na última terça-feira, cristãos de todo o mundo enviaram mensagens de apoio ao pastor Paul Washer.

"Orando por ele e sua família - fomos tão abençoados por seu amor pelo Senhor, sua esposa, sua família e por ele falar a verdade vinda de Deus. Sabemos que o Senhor está com ele", disse um usuário do Facebook.

"Que todos possamos nos unir em Oração e que acima de tudo seja feita a vontade de Deus!", comentou outra internauta.

Paul Washer, Pregador Internacionalmente conhecido por sua contundência ao pregar o Evangelho

Ódio ao pecado

Uma das afirmações mais francas e polêmicas de Paul Washer, defendidas inclusive em um livro, é que Deus odeia o pecado e também o pecador.

O argumento de Washer é baseado na teoria de que o amor e o ódio são sentimentos opostos, e se alguém ama determinada coisa, odeia o oposto dela.

"Você ama bebês? Se você ama bebês então deve odiar o aborto!
Você ama Judeus? Se você ama Judeus então você deve odiar o Holocausto!
Você ama a Liberdade? Se você ama a Liberdade você deve odiar a escravidão!
Não tem como ser neutro nessas situações, se você realmente ama o que é certo, o que é perfeito, o que é bom então você também odiará e se oporá contra tudo que contradiz aquele padrão", explica Washer.

Paul Washer entende que a repulsa de Deus não é só apenas ao pecado, mas também ao pecador, e que a morte de Cristo, serviu para conter a ira divina sobre a humanidade.

"O Cristo foi pregado na Cruz, e Ele morreu, e com Sua morte Ele satisfez a Justiça de Deus! A Bíblia diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3:23. A Bíblia diz: "O salário do pecado é a morte” Rm 6:23. Cristo se tornou homem, viveu uma vida perfeita, sob a Lei, foi pregado naquela Cruz e morreu a morte do Seu povo! Morrendo daquela forma Jesus satisfez a Justiça de Deus! E apaziguou a Ira de Deus".

Fonte:
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ayrton Senna: a Conversão e as declarações de Fé

Ayrton Senna: a conversão do piloto ao Evangelho e as declarações de fé no auge da careira
Ayrton Senna
21 Março 1960 / 01 Maio 1994

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
Romanos 8:38,39

Ayrton Senna está na galeria dos maiores heróis nacionais do esporte por suas conquistas, mas também pelo espírito combativo que expressava durante o período em que competiu na Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial. Morto no dia 01 de maio de 1994 em um acidente em Ímola, Itália, até hoje o piloto é reverenciado por fãs e profissionais do esporte.

No entanto, uma faceta de Senna pouco divulgada pela mídia é sua fé. Em 1989 ele aceitou a Jesus Cristo como Salvador e desde então, sempre falava sobre Deus e Jesus em suas entrevistas. O filme documentário “Senna”, lançado em 2010, mostra muito da vida particular do piloto e trechos de declarações dadas por ele que, geralmente, são suprimidas das matérias sobre sua carreira.

2017 quarta-feira, 01 de fevereiro, a pastora Neuza Itioka, líder do Ministério Ágape Reconciliação, publicou em sua página no Facebook uma memória do dia em que orou, junto ao piloto, para entregar sua vida a Jesus. “Foi em meados de 1989 que tive a oportunidade de conhecer o Ayrton Senna. O nosso encontro foi através de sua irmã, Vivi Senna, que era minha amiga! A alegria no rosto dele enquanto orávamos para ele aceitar Jesus, até hoje está em nossas memórias”, introduziu.

“Poucos sabem, mas foi na sala de sua casa, de joelhos no chão, que Senna pediu para que Jesus entrasse em sua vida. Ter participado e orado para ele aceitar a Jesus como Único e Suficiente Salvador, foi um presente de Deus. Toda honra e glória ao Autor da Salvação, Jesus!”, concluiu Itioka.

+”Eu creio que Ayrton Senna vai para o céu”, diz ex-piloto

A irmã de Ayrton, Viviane Senna, atualmente é membro de uma Igreja Presbiteriana e toca o Instituto Ayrton Senna, entidade que se dedica a projetos sociais ligados à educação de crianças. A iniciativa foi tomada pelo piloto ainda em vida.

EXPRESSÕES PÚBLICAS DE FÉ

Na lápide do túmulo de Ayrton Senna há uma frase tocante, que diz muito sobre a caminhada espiritual do piloto: “Nada pode me separar do amor de Deus”. Em vida, as declarações sobre a importância da fé em sua carreira não foram poucas ou relativas: ele chegou a dizer ter visto Deus na última volta da última corrida do campeonato de 1988.

“Eu tive o privilégio de ter essa experiência. No mundo em que a gente vive, para sentir, tem que ser a realidade. Isso aconteceu no Grande Prêmio do Japão. Na última volta da corrida, a volta que finalmente me daria a vitória do campeonato, eu comecei a agradecer e agradecer – porque nem eu mesmo conseguia acreditar que eu ia vencer finalmente o campeonato”, disse Ayrton durante o especial Roberto Carlos, veiculado pela TV Globo.

“Eu senti a presença d’Ele, eu visualizei, eu vi. Foi uma coisa especial na minha vida, foi uma sensação enorme. É uma coisa que eu tenho gravada na minha memória e tenho como parte de mim. É um privilégio que eu tive, que pouca gente tem ou teve. Eu prezo muito isso”, acrescentou.


“Nada pode me separar do amor de Deus”, diz a lápide do túmulo de Ayrton Senna,
local visitado milhares de vezes todos os anos

Posteriormente, em uma entrevista concedida em 1990, o piloto afirmou que sua conversão o havia proporcionado força extra para lutar pelas conquistas que ainda sonhava em obter no esporte: “Eu descobri, há um ano e meio ou dois anos, através de Jesus, uma força, uma fé incrível que me deu energia, tranquilidade e equilíbrio em muitos momentos de desequilíbrio, de dificuldades […] A partir do momento em que eu pude experimentar toda essa força, ter essa experiência que eu tive, foi algo que eu não larguei mais e não pretendo largar, porque é uma experiência fantástica”, ressaltou.

Enfático, Senna confirmou que realmente dedicava momentos antes das corridas para uma conversa com Deus: “Eu oro, sempre rezei, mesmo antes de me aproximar mais de Deus. Toda vez que eu entrava num carro, me dava mais paz, me dava mais tranquilidade. A partir do momento em que eu tive oportunidade de conhecer um pouco mais esse Deus Todo Poderoso, através de Jesus, experimentar Ele de uma forma mais viva, só melhorou essa condição de força, de energia, de fé. E isso tem sido fundamental na minha vida, desde então”.

Viviane Senna contou, no documentário sobre a carreira do irmão, que no dia em que sofreu o acidente fatal na curva Tamburello, Ayrton havia lido um versículo bíblico que o havia encorajado a ir às pistas, pois ele considerava não correr, mesmo tendo conquistado a pole position nos treinos, já que nos dois dias anteriores, dois acidentes gravíssimos haviam acontecido: Rubens Barrichello, em seu ano de estreia, bateu forte após decolar a 225 km/h na sexta-feira, 29 de abril; e o piloto austríaco Roland Ratzenberger morreu ao escapar da pista e colidir a 306 km/h, no sábado, 30 de abril.

“Naquela manhã quando ele acordou, pediu a Deus para falar com ele. Abriu a Bíblia e leu um texto que falava que Deus ia dar para ele o maior presente de todos os presentes. Que era Ele mesmo”, revelou Viviane Senna, contando como foi a última manhã do irmão.

NOVO FILME

A família de Ayrton Senna confirmou que em 2019, ano que marcará 25 anos da morte do piloto, será lançado um longa-metragem sobre a vida, carreira, morte e legado do tricampeão mundial de Fórmula 1.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, a família mantém em sigilo o estúdio e diretor escolhidos para produzirem o filme, assim como os demais detalhes do projeto. É certo que parte da renda será revertida para os projetos do Instituto Ayrton Senna.

O jornalista Ricardo Feltrin, do Uol, informou meses atrás que o projeto está em desenvolvimento e todos os detalhes devem passar pela aprovação dos familiares. Os roteiristas do longa-metragem já ouviram depoimentos de pessoas ligadas ao piloto, como Antonio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, o cantor Fagner, e seu antigo sócio, Bira Guimarães.

Fonte: Gospel + 
Aqui eu Aprendi!
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