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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O real significado da Adoração e do Louvor

"Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou." Sl 95.6

"ADORAR. sãhãh: 'adorar, prostrar-se, curvar-se'.Esta palavra é encontrada no hebraico moderno no sentido de 'curvar-se' ou 'inclinar-se', mas não no sentido geral de 'adorar'. O fato de que ocorre mais de 170 vezes na Bíblia hebraica mostra algo do seu significado cultural. Aparece pela primeira vez em Gênesis 18.2. O ato de se curvar em homenagem é feito diante de um superior ou soberano. Davi 'se curvou' perante Saul (1 Sm 24.8). Às vezes, é um superior social ou econômico diante de quem a pessoa se curva, como quando Rute 'se inclinou' à terra diante de Boaz (Rt 2.10). Num sonho, José viu os molhos dos seus irmãos 'inclinando-se' diante do seu molho (Gn 37.5,7,8). A palavra sãhãh é usada com o termo comum para se referir a ir diante de Deus e  na adoração (ou seja, adorar), como em 1 Samuel 15.25 e Jeremias 7.2. Às vezes está junto com outro verbo hebraico que designa curvar-se fisicamente, seguido por 'adorar',como em Êxodo 34.8: 'E Moisés ... encurvou-se ['adorou', ARA]'. Outros deuses e ídolos também são o objeto de tal adoração mediante a ação de se prostrar diante deles (Is 2.20; 44.15.17)" (VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR., William. Dicionário Vine. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p.31).

Texto Bíblico: Marcos 12 28-34

Olá professores(as), novo trimestre - expectativas renovadas, novas oportunidades para crescimento. O tema que estudaremos está diretamente ligado ao nosso cotidiano na Igreja. Por isso, nosso desafio é torná-lo empolgante e contextualizado à sua realidade local. Nossas aulas não podem ser momentos de debates teológicos inúteis, e sim, instantes de formação espiritual continuada para esta nova geração que o Senhor levanta. Lembre-se, sua classe é de jovens, eles estão cheios de expectativas, incertezas e projetos. Faça dos momentos na Escola Dominical espaços de ministração mútua, abençoe a vida deles sendo um instrumento de Deus para apontar uma vida espiritual mais profunda e viva. Permita-se ser renovado pelas esperanças juvenis deles, afinal de contas, a Bíblia revela que há neles uma força que vem de Deus e da sua Palavra. Que suas aulas tornem-se, para vocês, inesquecíveis encontros de louvor e adoração ao Pai.

INTRODUÇÃO
Adorar e louvar são as duas faces de uma mesma moeda muito cara para nós: nosso relacionamento com Deus. Isto é um fato: quem não adora ou louva ao Pai sequer consegue se perceber como alvo do amor do Criador. Por isso, durante os próximos três meses estudaremos a respeito dos fundamentos de nossa adoração e louvor a Deus. O objetivo é aprofundar nossa relação com Deus. Muito mais que um árido e estéril exercício de diferenciações terminológicas, nossas aulas serão momentos reservados para, em comunidade, desenvolvermos nossa intimidade com Deus e o amor ao próximo.

I - A SINCERA DÚVIDA DE UM ESCRIBA

1. A relação de Jesus com os líderes religiosos de sua época.
O contexto no qual está inserida a porção bíblica de nossa leitura em classe demonstra bem a convivência tumultuada entre Jesus e as autoridades religiosas de sua época. Quando de sua entrada triunfal em Jerusalém Ele foi criticado pelos fariseus (Lc 19.38-40). Depois de expulsar os vendedores do Templo, escribas e sacerdotes tramaram matá-lo (Mc 11.17,18). Sacerdotes, escribas e anciãos tentaram constituir provas para uma acusação de blasfêmia indagando sobre sua autoridade (Mc 11.27,28). Sacerdotes e fariseus quiseram prendê-lo (Mt 21.45,46), herodianos e fariseus buscaram induzi-lo ao erro de insubordinação contra César (Mc 12.13-17) e saduceus procuraram embaraçá-lo com uma questão a respeito da interpretação da lei (Lc 20.27-33).

2. A dúvida do escriba.
Em meio a tantos embates, um daqueles religiosos parece fazer uma pergunta genuína, desprovida de segundas intenções: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" (Mc 12.28). Claro que a inquietação do doutor da lei não era sobre a sequência dos mandamentos, isto ele como guardião da lei sabia muito bem. O questionamento era sobre qual o maior, o mais importante, o mandamento imprescindível. Jesus cita o Shema Judaico, isto é, a clássica declaração de Deuteronômio 6.4-9 que se inicia com o imperativo "ouve," que no curso da construção da sociedade judaica tornou-se uma espécie de "declaração de fé". Todavia, a conclusão que o escriba tira das palavras citadas por Jesus é dura para o sistema religioso tradicional, pois como conclui o doutor da lei, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo é mais importante "do que todos os holocaustos e sacrifícios" (Mc 12.33).

3. A declaração de Jesus.
Diante de uma afirmação tão radical, que colidia diretamente com a natureza do culto sacrifical judaico, enfraquecido, mas ainda existente naquela época, Jesus, assegura ao escriba que suas convicções o aproximam do Reino de Deus (Mc 12.34). Jesus denuncia mais uma vez aqui neste texto que adoração não tem relação com o que possuímos, isto é, com o "capital" (financeiro, social ou intelectual) que temos, mas com aquilo que somos. Se reconheço que não sou nada e que Deus é incomparável, então sou adorador! Se não sou egoísta, mas percebo o outro como meu irmão, merecedor de toda a misericórdia e amor que necessito, estou louvando a Deus! O que faço não deve ser consequência de uma cobiça por algo a receber, mas o resultado de um autoconhecimento básico: sou filho amado do Pai e membro do Corpo de Cristo.


II - A RESPEITO DA ADORAÇÃO INDIVIDUAL

1. Possíveis definições para louvor e adoração?
Provisória e precariamente, podemos descrever adoração e louvor como um estado de consciência onde se reconhece simultaneamente a grandiosidade de Deus e a efemeridade da condição humana. É a busca insaciável por mais da pessoa de Deus, sem nenhum interesse alheio a esse fim. É desejo pessoal de dedicar o máximo de si a Deus e ao próximo. Partindo destas ideias fica evidente que existem níveis e intensidades diferentes na adoração e louvor, não necessariamente uma hierarquia ou uma escala.

2. A espontaneidade e simplicidade na adoração.
Adoração não pode ser mecanizada. Celebrações como "tarde de adoração", "noite dos adoradores" podem ter um ótimo apelo midiático, mas não possuem garantias espirituais. É possível a realização de cultos com outros fins - políticos, econômicos, pessoais - que não a adoração. Nunca se deve associar a adoração e o louvor a uma sequência de protocolos a serem seguidos, e que não podem ser modificados. A adoração e louvor, por vezes, estão relacionados na Bíblia a situações de fortes sentimentos, arrebatamentos, e muitas vezes surpreendentes (Dn 10.7-10; At 22.7). Ao falar a respeito do "perfeito louvor", Jesus cita a pureza e simplicidade das crianças (Mt 21.16). Logo, devemos entender que louvar a Deus, ainda que seja algo feito em um contexto coletivo, é uma atitude que devemos fazer de forma espontânea, por meio da gratidão, quebrantamento e humilhação.

3. Adoração como acesso individual a Deus.
Não dá para adorar mais ou menos, "quase adorar" ou adora-se a Deus ou não! Por isso, muitas pessoas procuram enganar a si mesmas achando que a simples presença num contexto religioso as faz adoradoras do Pai. A verdade é que aqueles que creem e buscam a Deus com simplicidade de coração, com certeza o acharão (Sl 119.7). Deus, durante todo o curso da humanidade, convida-nos a adorá-lo, reconhecê-lo como único Senhor (Sl 29.2; 150.6; Is 55.6). A Bíblia está repleta de narrativas a respeito de pessoas que, em sua disposição pessoal para adorar ao Senhor, foram abundantemente abençoados enquanto adoravam: Isaías teve o pecado perdoado (Is 6.7); Moisés conversou com Deus como quem dialoga com um amigo (Êx 33.11); Jacó teve um encontro inesquecível com Deus (Gn 32.28) e Paulo teve toda sua visão de mundo reorientada (2 Co 12.1-10).

Cada pessoa é única e reage de maneira diferente ao sentir a presença de Deus nos momentos de adoração e louvor.

III -  ALGUNS DESAFIOS NA ADORAÇÃO EM COMUNIDADE

1. O cerimonialismo legalista contemporâneo.
Normas para se prestar um culto são necessárias, e a própria Bíblia traz essas orientações. Entretanto, um culto que se concentra em ritos e cerimônias, sem contemplar a atuação do Espírito Santo, tende a engessar a liberdade da adoração e do Espírito Santo em atuar na congregação. Para algumas pessoas a adoração está diretamente vinculada à execução de determinadas formalidades espirituais.

2. A irreverência assumida como elemento litúrgico.
Em nome de uma suposta modernização, ou para usar um termo técnico, aculturação, algumas igrejas perderam suas identidades. Já não se percebem como manifestações históricas do Reino de Deus, são apenas meros ajuntamentos sociais. Não há nenhum sentimento de reverência nesses locais. Para certos grupos, ir ao shopping e ir à igreja significa a mesmíssima coisa, literalmente. O louvor é um espetáculo de pirotecnia espiritual - às vezes nada mais que muito choro e gritos, outras vezes apenas pulos e aplausos. Letras repetitivas à exaustão, vazias de conteúdo bíblico e até mesmo de sentido lógico, povoam certas igrejas. Em nome de atrair o público jovem o templo transforma-se em um local de entretenimento.

3. O que significa realmente adoração e louvor?
Perguntar-se a respeito do que é adorar é um ótimo indício de que você está muito perto de experimentar a plenitude da presença de Deus. Lembra do escriba cheio de dúvidas (v.34)? Adoração e louvor são conceitos amplíssimos, enriquecidos pelas vivências pessoais de cada um de nós. Muito mais importante que saber o conceito é poder testemunhar as experiências quase indescritíveis de ter estado na presença de Deus em amor e obediência, louvor e adoração, fragilidade e plenitude. Não há pressa em compreender o que é adorar e louvar, temos mais doze domingos para nos achegarmos mais a Deus, com muita humildade e temor, e perguntarmos a Ele: podes me ajudar a viver diante de ti uma vida para teu louvor onde tudo o que faça repercuta em adoração ao teu santo nome?

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." João 4:23

CONCLUSÃO
Ao falarmos de louvor e adoração precisamos ter a consciência de que estamos lidando com temas absolutamente relevantes para o Reino de Deus. Neste tempo de poucos referenciais e muitos escândalos, desenvolver um senso coletivo de intimidade e temor a Deus será essencial para o amadurecimento de nossas igrejas.

Você se sente motivado a louvar e adorar a Deus durante as celebrações em sua igreja?

De que forma você pode contribuir para que o ambiente comunitário em que você serve a Deus torne-se um espaço de vivências de adoração?

Fonte:
Revista Lições Bíblicas Jovens 4º Trim/2016 - Em Espírito e em Verdade - A essência da Adoração Cristã - CPAD
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A sobrevivência em tempos de crise

Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” Jo 16.33

Estamos vivendo tempos de crise! A Palavra de Deus relata várias vezes que esses tempos não seriam uma novidade para a Igreja de Cristo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2Tm 3.1). Seriam tempos marcados pela avareza dos homens, presunção, soberba, blasfêmia, ingratidão, profanação, desobediência aos pais, calúnia, traição, obstinação. Um tempo onde o ser humano olhará mais para si mesmo do que para o outro. Entretanto, nas palavras de Jesus, que é espírito e vida, há uma exortação para nós: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

Em Cristo somos convidados a ter paz em meio à “guerra” e às demais lutas enfrentadas em nosso dia a dia. Por quê? Ora, as Escrituras Sagradas nos apresentam um Deus onisciente, isto é, que sabe de todas as coisas, que não é pego de surpresa e que em tudo conhece a nossa fragilidade e limitação.

As Escrituras também nos mostram um Deus pessoal, que apesar de ser onipotente, transcendente, soberano e todo-poderoso, se aproxima do seu povo, pois “eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem seu ouvido agravado, para não poder ouvir” (Is 59.1).

A lição do presente trimestre traz uma proposta para o povo de Deus refletir a respeito de um Deus que provê. Aqui há uma excelente oportunidade de nos reencontrarmos com um tema sempre presente ao longo da teologia prática da igreja pentecostal. Nossa mensagem sempre proclamou a intervenção de Deus na história. (Revista Ensinador Cristão nº68 pg.36)

Leitura Bíblica: Habacuque 1 1-17


“O profeta Habacuque viveu em Judá, provavelmente durante o reinado de Josias. Todavia, apesar do verniz superficial da religião, essa sociedade foi arruinada pela injustiça.

No passado, muitos profetas já haviam identificado e condenado duramente a sociedade injusta de Judá, mas foi sobre o governo de Manassés, avô de Josias, que a sociedade hebraica comprometeu-se com a idolatria, atrelada aos males sociais. Josias, que assumira o trono aos oito anos de idade, conclamou a nação a que voltasse para Deus. Após ter encontrado um livro perdido da lei de Deus, extirpou a idolatria, restabeleceu o Culto no Templo e empenhou-se na administração da antiga lei de Deus. Muito embora, todos esses procedimentos não tenham conseguido eliminar a corrupção, profundamente enraizada entre o povo e suas instituições.

Habacuque, ao rogar a Deus por uma explicação do porquê Ele permitiria que o iníquo pecasse e o inocente sofresse, recebe a resposta. Na época, Deus estava preparando os babilônios para ingressarem no rol das potências mundiais. O Senhor usaria as forças armadas desses pagãos para que seu próprio povo fosse punido. Habacuque entendeu o plano de Deus, pois o uso de nações inimigas para disciplinar Israel e Judá era um precedente bem arquitetado. Não obstante, havia ainda um problema de ordem moral que perturbava o profeta. Como poderia Deus usar um povo menos justo para disciplinar o mais justo? Desde o início, este tema palpitante tem causado preocupação aos crentes de uma forma ou de outra. Por que permitiria Deus que o iníquo alcançasse sucesso neste mundo? Por que Ele não tomaria atitude alguma de sorte que os bons e não os ímpios prosperassem? As respostas que encontramos em Habacuque deixam evidente que o ímpio não será bem-sucedido, pois não há quem, bom ou mau, que possa evitar a mão disciplinadora do Senhor”
(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.560).

As crises podem ser superadas com sabedoria, fé e com a ajuda de Deus.

I. A CRISE COMO UMA REALIDADE
1. Deus criou um mundo perfeito.
Deus criou um mundo perfeito e nele colocou o homem, para cuidar da criação e com ela habitar. Adão recebeu do Criador a missão de governar a Terra e cultivar o solo. Por um período de tempo (não sabemos quanto tempo), Adão e Eva viveram sem crise e em harmonia, governando o mundo. Todavia, Adão e Eva caíram na tentação do Diabo, desobedecendo à ordem de Deus. Com o pecado veio o juízo divino sobre Adão, Eva e a serpente. A terra também sofreu as consequências do pecado (Gn 3.17). O pecado deformou a raça humana e fez com que o mundo viesse experimentar as diferentes crises que temos visto. A primeira crise que Adão enfrentou foi no seu relacionamento com sua esposa, Eva. Adão culpou a Deus e a mulher pelo seu erro (Gn 3.12). Em meio às crises, sejam elas de diferente ordem, temos a tendência de sempre culpar alguém.

2. Uma sociedade em crise.
Com a Queda, vieram os males e as crises, que assolam a Terra até os dias atuais. A apostasia tornou-se universal. Hoje parece não haver mais limites ao adultério, a imoralidade e a corrupção. O homem está cada dia mais distante de Deus e cometendo toda sorte de torpeza. Nossa geração assemelha-se a dos dias de Noé. Contudo, Deus está no controle. O Dia do Senhor virá e a sua justiça será feita. Vivemos em uma sociedade corrupta e perversa, mas não pertencemos a este mundo, por isso, não podemos nos conformar com a sua maneira de pensar e agir (Rm 12.2).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Adão e Eva tentaram igualar-se a Deus e determinar seus próprios padrões de conduta (Gn 3.22). O ser humano, através da Queda, tornou-se até certo ponto independente de Deus, e começou a fazer o seu próprio julgamento entre o bem e o mal. Neste mundo, o julgamento ou discernimento humano, imperfeito e pervertido, constantemente decide sobre o que é bom ou mau. Tal coisa nunca foi da vontade de Deus, pois Ele pretendia que conhecêssemos somente o bem, e para isso, dependendo dEle e da sua palavra. Todos quantos confessam Cristo como Senhor, retornaram ao propósito original de Deus para a humanidade. Passam a depender da Palavra de Deus para determinarem o que é bom” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.38).

II. A CRISE COMO UMA CONSEQUÊNCIA DO PECADO
1. A crise na sociedade antediluviana.
Depois da Queda, o pecado se alastrou pela raça humana como um vírus letal (Gn 6.5). Porém, o mundo antediluviano ainda não vivia o caos. Segundo as Escrituras Sagradas não havia fome e a saúde do homem era boa, pois a expectativa de vida era bem elevada, chegando quase a mil anos (Gn 5.27). Embora houvesse provisão, saúde e expectativa de vida, o homem continuava longe de Deus e entregue a toda a sorte de torpeza. A terra encontrava-se corrompida e cheia de violência (Gn 6.11). Muitos, erroneamente, acreditam que a violência é consequência da modernidade e do capitalismo. A violência é consequência do pecado e da dureza do coração do homem, que vive longe do Criador. Dizendo isso, não estamos negando que a pobreza, o desemprego e a falta de acesso à educação contribuem para o aumento da violência.

Deus é santo e não pode tolerar o pecado, por isso, decidiu frear a maldade do homem trazendo o dilúvio (Gn 6.13). Mas Deus também é misericordioso. Em sua bondade e misericórdia, Ele determinou que Noé construísse uma arca. A arca serviria para abrigar Noé e sua família, os animais e todos aqueles que acreditassem na pregação do servo de Deus. A arca era um refúgio contra a ira de Deus. Mas aquelas pessoas não creram nas advertências de Noé e não quiseram buscar refúgio em Deus. Somente Noé e sua família foram salvos das águas do dilúvio formando uma nova civilização.

2. Crise na sociedade pós-dilúvio.
Noé repovoou a terra, porém o homem continuou com a semente do pecado em seu coração. Não demorou muito para a crueldade adentrar na casa do próprio Noé. O servo do Senhor plantou uma vinha, fez vinho e se embriagou (Gn 9.20,21). Seu filho Cam, vendo o pai bêbado, expôs a sua nudez. Cam foi amaldiçoado por Noé (Gn 9.25), numa mostra clara de que o pecado traz maldição para a família e para a nação. Muitas vezes a crise é consequência do pecado.

Os homens se estabeleceram na antiga planície da Suméria e não demorou muito para iniciarem a construção de uma torre. Esse era um monumento para engrandecimento do homem. Era a busca pelo poder. Muitos, na atualidade estão construindo monumentos para si mesmo (casas, carros importados, joias, roupas de grife), mas não ajudam aqueles que estão necessitados. Deus não se agradou desse projeto arrogante e fez com que cada um falasse uma língua diferente, dificultando o ajuntamento das pessoas em um só lugar. A sociedade pós-diluviana não se tornou melhor do que a antediluviana, pos a iniquidade humana continuou a crescer.

3. Crise nos tempos de Jesus e na Igreja Primitiva.
Jesus nasceu na terra de Israel, em uma região conhecida como Palestina. O Filho de Deus veio ao mundo em um tempo em que o Império Romano dominava Israel. A tensão política e a instabilidade social eram grandes. Era um tempo de crise política, social, moral e espiritual. Mas, em meio às crises a luz raiou dissipando as trevas e trazendo esperança para a humanidade. Nos dias de Jesus, havia muitos pobres e necessitados. Por isso, o Mestre ensinava que era preciso cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías (Is 58.6,7). Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão, caso não desfizessem o jugo do oprimido e repartissem o pão com o faminto. Isso nos faz lembrar que a fé sem as obras é morta (Tg 2.15-17).

A Igreja Primitiva enfrentou uma terrível perseguição. Havia muitos necessitados, todavia os irmãos acudiam os pobres e necessitados. Em tempos de crise, os bens eram partilhados (At 4.34,35). É em meio à crise que podemos ver o quanto as pessoas são generosas. A generosidade aliada à comunhão fazia com que muitos fossem atraídos a Jesus Cristo, contribuindo para o crescimento da igreja.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Maldade e violência
Essas palavras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasab, atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas. Quando qualquer sociedade é marcada por situações frequentes de maldade e violência corre o risco de receber o juízo de Deus.
Noé deve ser honrado por sua constante fidelidade. Ele trabalhou durante anos na construção da arca numa planície sem água (Gn 6.3). Ele deve ter sofrido zombaria sem piedade dos seus vizinhos, nenhum dos quais respondeu às suas advertências acerca do juízo divino. Contudo, Noé não deixou de confiar em Deus. Manteve uma postura obediente. Percebemos a qualidade de nossa fé quando passamos por provações” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).

III. A CRISE
1. A crise política.
Israel enfrentou uma terrível crise política depois da morte de Salomão. Roboão, o filho sucessor, pede conselhos aos anciãos, mas ignora as orientações deles. Ele prefere seguir os conselhos de seus amigos (1Rs 12.10). Roboão buscou fazer aquilo que era melhor para si e não para o seu povo. Os resultados foram os piores possíveis. A nação foi dividida, afastando o povo de Deus. Essa divisão perdurou por muito tempo trazendo dor e sofrimento para todos. Quando homens insensatos assumem o poder, toda a nação sofre as consequências.

Atualmente, o Brasil está enfrentando uma crise política sem precedentes. Ela tem sido destaque nos principais jornais do mundo. A cada dia surge um novo escândalo. Estamos vivendo um momento muito delicado. A corrupção tem se alastrado como um câncer, atingindo todos os poderes. Como Igreja do Senhor, temos que orar em favor da nossa nação e lutar contra toda a forma de corrupção, pois temos um Deus que é santo e que abomina tal condição. Quando escolhemos, de forma errada, uma pessoa para nos representar tanto no Executivo quanto no Legislativo, a injustiça se alastra e muitos problemas surgem, como os que ocorreram em Israel (Dt 16.18-20; Is 1.23).

2. A crise econômica.
Muitos países já enfrentaram terríveis crises econômicas ao longo dos anos. Nas Escrituras Sagradas, encontramos, no livro de Gênesis, a extraordinária crise de alimentos pela qual passou toda a terra (Gn 41.55,56). Porém, a crise foi revelada a Faraó por intermédio de um sonho (Gn 41.1-8). Deus deu a José a interpretação do sonho e ele foi levantado como governador do Egito. José recebeu de Deus sabedoria para administrar em tempos de crise. A crise foi tão intensa que pessoas de todas as terras se dirigiam ao Egito para comprar alimento (Gn 41.57).

No Brasil, a crise econômica que estamos enfrentando está diretamente ligada à crise política. Segundo alguns economistas, o “Brasil não sairá da crise econômica se não resolver a crise política e ética”. Em meio à crise não podemos nos desesperar nem nos entristecer. Precisamos orar e confiar no Deus de toda provisão.

3. A crise espiritual.
No texto bíblico dessa lição, o profeta Habacuque, que viveu e ministrou em Judá, questionou a Deus a respeito da crise que seu povo estava enfrentando. O profeta estava em meio a uma sociedade agonizante, e por isso, desejava algumas respostas de Deus. Muitas vezes, como Habacuque, diante do caos também nos perguntamos: “Por que Senhor?”. O profeta ficou perturbado ao ver que os ímpios prosperavam e os justos iam mal. Deus, entretanto, ouviu os questionamentos do profeta. Ele ouve e responde nossas indagações, embora nem sempre tenhamos as respostas no momento em que queremos. O Senhor não deixou Habacuque sem resposta (Hc 2.1,2). O Senhor falou que o seu julgamento viria sobre Judá. Deus não tolera o pecado. Para disciplinar seu povo, Ele usaria os babilônios (Hc 1.5-12).

Habacuque questiona a Deus, porém ele era um homem de fé. Suas indagações não eram resultado de dúvida ou incredulidade. Ele confiava que Deus poderia suprir as necessidades do seu povo mesmo não florescendo a figueira e não havendo fruto na vide (Hc 3.17). Mesmo que não houvesse provisão, ele continuaria confiando na fidelidade do Senhor. Confiar em Deus em tempos de abundância é relativamente fácil; difícil é continuar confiando na provisão em meio à escassez.


SUBSÍDIO 
Habacuque - contemporâneo de Sofonias, Jeremias e Naum
“Habacuque profetizou a Judá entre a derrota dos assírios, em Nínive, e a invasão de Jerusalém pelos babilônios (605 — 597 a.C.). O livro é o único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida diretamente a Israel, mas sim a um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: ‘Por que Deus castigaria o seu povo através de uma nação mais ímpia do que ele?’. No fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé da maneira como Deus o requer: independentemente das circunstâncias”. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1336.

CONCLUSÃO
O mundo pode estar em crise, mas o Reino dos Céus não. O Senhor é soberano e não perdeu o controle da situação. O governo está em suas mãos. O Dia do Senhor virá e os justos e ímpios terão a sua recompensa. Não desanime. Confie, pois em breve o Senhor virá em nosso socorro.

Jesus nos alertou que no mundo teríamos aflições, mas prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos "Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mateus 28:20

Fonte:
Lições Bíblicas - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Livro de Apoio - EBD - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD Comentarista Elienai Cabral
Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição - Richards Lawrence
Revista Ensinador Cristão-nº68
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Faleceu cantora gospel Carmem Silva

Cantora Carmen Silva morre aos 71 anos
22 Março 1945 - 26 Setembro 2016

A cantora evangélica Carmen Silva faleceu na última segunda-feira, 26 de setembro, aos 71 anos, em decorrência de insuficiência cardíaca e embolia pulmonar. Ela estava internada no Hospital Presidente, em São Paulo, desde o dia 14 de setembro.

Carmen Silva foi uma cantora popular durante os anos 1970 e 1980. Sua fama começou quando venceu o concurso “Um Cantor por um Milhão, um Milhão por uma Canção”, promovido pela TV Record.

Após a participação no concurso, lançou a música “Adeus Solidão”, em 1969, ficando conhecida como Pérola Negra. Nas duas décadas seguintes, voltou a fazer sucesso com canções como “Meu Velho Pai”, “Fofurinha”, “Ser Sua Namorada”, “Sapequinha”, “Espinho na Cama”, entre outras.

De acordo com informações do G1, Carmen Sebastiana de Jesus – nome de batismo da cantora – nasceu em Veríssimo (MG) e lançou 17 álbuns seculares pelas gravadoras RCA Victor e RGE.

Após sua conversão ao Evangelho no começo dos anos 2000, Carmen Silva lançou três álbuns pela gravadora Graça Music, do missionário R. R. Soares. Em 2004, lançou o primeiro, intitulado “Volume 1”. O “Volume 2” foi lançado em 2006, e o último disco da cantora, “Minhas Canções na Voz de Carmen Silva”, trazia composições de R. R. Soares e foi lançado em 2008.

Em 2010, a Graça Music chegou a anunciar um novo álbum da cantora, nos formatos CD e DVD, mas o projeto nunca saiu do papel.

“O primeiro CD vendeu mais de 100 mil cópias, garantindo à cantora Disco de Ouro pelo trabalho”, diz o site da Graça Music, que publicou uma nota em seu Twitter: “Com pesar, comunicamos o falecimento da cantora Carmen Silva. Por anos, ela fez parte do nosso casting. Que o Senhor console a família. A filha da cantora está vindo dos Estados Unidos para o enterro da mãe”.



Deus conforte o coração dos Familiares.

Fonte: GospelMais
Aqui eu Aprendi!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

As Doenças do nosso século

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos2 Tm 3.1

Neste século marcado pela descrença e impiedade, deve o cristão apegar-se firmemente aos princípios da Palavra de Deus, a fim de ser exemplo da verdade, justiça, e temor a Deus.

2 Timóteo 3.1-9.
1 - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 - porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 - sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 - traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 - tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
6 - Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências,
7 - que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.
8 - E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
9 - Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.

"Paulo e a Disciplina
1) A lista de Paulo em 2 Tm 3.1-9 começa descrevendo as pessoas dos últimos tempos como amantes de si mesmos (v.2). O egoísmo encabeça a lista dos males do final dos tempos.

2) O materialismo vem em segundo lugar; as pessoas serão 'avarentas', amando o dinheiro e aquilo que este é capaz de comprar;

3) A arrogância é o terceiro vício. A palavra 'presunçosos' se refere a 'alguém que alardeia e ostenta realizações, e em sua jactância ultrapassa os limites da verdade, procurando se destacar e se engrandecer em uma tentativa de impressionar'.

4) A pessoa 'soberba' (isto é, arrogante ou altiva) é 'alguém que procura se mostrar superior aos outros'.

5) Os 'blasfemos' são aqueles que usam suas palavras para caluniar os outros. O termo grego fornece a raiz da palavra portuguesa 'blasfêmia'.

6) Os 'desobedientes a pais e mães' são os rebeldes.

7) Eles são 'ingratos' ou mal-agradecidos.

8) Eles são 'profanos' ou não religiosos.

9) Aqueles 'sem afeto natural' (v.3) são os que não amam a família, e insensivelmente não amam aos pais, isto é, desprezam o afeto natural. Sêneca cita a prática de expor os bebês indesejados como uma ilustração de tal falta de humanidade e sensibilidade, e de afeto natural [...]".
(ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2003, p.1497-8.)

Prezado leitor, você sabe classificar e seriar um determinado assunto?

Classificar é distribuir certos elementos em categorias correspondentes, enquanto Seriar é ordenar as coisas por uma sucessão. Esta lição classifica as doenças de nosso século em: intrapessoais, sociais e religiosas, mas é possível distribuí-las de outro modo.

Os atributos negativos dos homens dos últimos dias:

egoísta - amante de si mesmo, ingrato, irreconciliável;

sacrílego - blasfemo, profano, inimigo de Deus, hipócrita religioso;

materialista - avarento;

hedonista - amigo dos deleites, incontinente;

vaidoso - presunçoso, soberbo, orgulhoso;

desafeiçoado - sem afeto natural, desobediente a pai e mãe, cruel, sem amor para com os bons, caluniador, traidor, obstinado;

Os dias que antecederão a segunda vinda de Cristo serão marcados por um sensível aumento da iniquidade sobre o mundo. As pessoas estarão, nesse tempo, mais propensas a certas enfermidades do espírito tais como egoísmo, perversão e crueldade. Conforme vaticinou nosso Senhor Jesus, a maldade se multiplicará e o "amor de muitos se esfriará". Todavia, "aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mt 24.12,13).

"Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;" Filipenses 2:15

I. DOENÇAS NA ÁREA INTRAPESSOAL
Muitas dessas enfermidades espirituais do homem sem Deus são internas ou intrapessoais. Vejamos algumas das mais severas e perniciosas.

1) Orgulho e Vaidade. Muitos se gabam de seus próprios atos e glorificam suas realizações com o único intuito de impressionar as pessoas. São os adeptos do culto à personalidade (Sl 4.2; 94.11; 144.4; Jr 2.5), os presunçosos, soberbos que desejam ardentemente fama e projeção social (Ec 1.2; Mt 23.2-7; Ef 4.17-19). Estes são os que se julgam superiores aos outros, e desprezam os que estão abaixo de sua condição privilegiada (Pv 11.2; 16.18; 21.4).

2) Egoísmo e Avareza. Essas enfermidades caracterizam os chamados "amantes de si mesmos". Elas fazem com que as pessoas sejam individualistas e nutram desejos irrefreáveis de alcançar seus interesses pessoais em detrimento do respeito e amor pelo outro.
O egoísta é ambicioso e narcisista: adora a si mesmo (2 Tm 3.2). Já o avarento, "amante do dinheiro", é obcecado pelo lucro (Pv 21.6). Nestes últimos dias, o materialismo tem levado as pessoas a se digladiarem pelo vil metal e, infelizmente, as promessas de "fortuna fácil" têm atingido os púlpitos de muitas igrejas (1 Tm 6.10). Todavia, a Palavra de Deus é incisiva: "guardai-vos da avareza" (Lc 12.15-21; Hb 13.5).

3) Incontinência. Essa é a doença que faz com que as pessoas não tenham domínio de si mesmas, isto é, não consigam refrear seus impulsos naturais dominados pelo pecado. Isso fica claro em Romanos 1.23-32, quando a Bíblia nos adverte enfaticamente acerca desta condição pecaminosa. A Palavra de Deus nos admoesta a fazermos tudo com moderação, autocontrole e disciplina (Gl 5.22; 2 Tm 1.7). Porém, muitas vezes a incontinência leva as pessoas a rejeitarem a Deus, se entregando à libertinagem, à prostituição e aos vícios infames.

As doenças intrapessoais mais perniciosas ao convívio eclesiástico e social são: orgulho, vaidade, egoísmo e avareza.


II. DOENÇAS NA ÁREA SOCIAL
Como podemos depreender do texto bíblico em estudo, o pecado Original não afetou apenas o indivíduo, mas também seus relacionamentos. Dentre as enfermidades sociais desses tempos difíceis podemos destacar:

1) Desobediência aos pais e ingratidão. É de se notar que ao longo da história, a cultura anticristã tem incentivado a desobediência ao mandamento divino, explícito em Êxodo 20.12, que ordena aos filhos honrar pai e mãe. Entretanto, nada se compara a insubordinação obstinada dos filhos aos pais nesses últimos dias (Rm 1.30; 1 Tm 1.9). Lembremos que a responsabilidade de educar os filhos não é dos avós, nem da escola e igreja, muito menos do Estado. Esse dever é dos pais (Dt 6.6,7; Sl 127.3-5; Pv 22.6). A ingratidão, por sua vez, é uma conseqüência da apostasia destes últimos tempos. Sempre que há uma ascensão do paganismo e do pecado, os homens tendem à ingratidão (Rm 1.21).

2) Desamor e Crueldade. Há por toda parte pessoas desprovidas de "afeto natural", isto é, que não têm afeição, amor e cuidado nem mesmo pela própria família. São pais desafeiçoados aos filhos, e filhos que não têm a menor consideração e carinho pelos pais (1 Tm 1.9; Ef 6.1-4). Desde o passado distante, o desamor e a crueldade têm caminhado juntos revelando a irracionalidade e a selvageria dos homens (Êx 1.22; 2 Rs 25.7). A Bíblia nos alerta sobre os que "respiram crueldade" contra seus desafetos (Sl 27.12). A falta de afeição dos ímpios faz com que até seus animais sofram (Pv 12.10 cf. Nm 22.27). Não nos enganemos! Os "últimos dias" não serão menos violentos que os do tempo pré-diluviano (Gn 6.5,11).

3) Dureza de coração e Calúnia. O perdão e a reconciliação são atributos necessários à convivência social e religiosa. Porém, a Palavra de Deus nos adverte que nos últimos dias, os homens tornar-se-ão irretratáveis, "duros de coração", e incapazes de perdoar. Nas regras de sobrevivência do mundo moderno não há espaço para a compaixão e perdão. Jesus, em seu conhecido sermão do monte, condenou taxativamente o rancor vingativo, e enobreceu a mansidão e a graça (Mt 5.5,9,21-26; 11.29; Mc 11.25). A calúnia, no original "diábolos", é outra doença terrível desse século. São caluniadores aqueles que se comprazem em depreciar a honra e a moral alheia (Tt 2.3). O difamador, diz a Bíblia, "separa os maiores amigos" (Pv 16.28).

4) Traição e Hipocrisia. São desvios de caráter próprios de certos executivos e políticos que se orgulham de enganar seus concorrentes e descumprirem suas promessas em razão de suas conveniências pessoais (Is 32.6; Lc 12.1; 1 Tm 4.2). Infelizmente, essas doenças atingem todas as áreas e níveis da sociedade (Is 9.17; Mt 6.2,5,16). Não nos esqueçamos que até no colégio apostólico houve um discípulo traidor e hipócrita (Mt 26.47-50; Jo 12.3-6). Assim como Judas, muitos têm aparência de piedade, mas são lobos devoradores (Mt 7.15).

5) Aversão ao bem. Nos últimos dias, diz-nos a Palavra de Deus, os homens serão inimigos do bem e negar-se-ão a praticá-lo. Desprezarão os bons e amarão os maus (Sl 14.1; Pv 28.5; 2 Tm 3.13).
Atualmente, a indústria do entretenimento tem induzido nossas crianças a gostarem de "heróis" de caráter explicitamente mau, seres demoníacos e monstros malignos através de jogos eletrônicos e das histórias em quadrinhos. Contudo, o cristão deve ser "amigo do bem" (Tt 1.8).

6) Abuso de poder. Diz respeito aos homens obstinados, orgulhosos e atrevidos que abusam do poder temporário, cultuando a própria personalidade (Ez 28.5-8; Jo 19.10,11; At 12.20-23). Aqui também estão incluídos aqueles obreiros de ministérios independentes, que não obedecem nem prestam contas a ninguém (2 Cr 26.18-21). Reconsideremos o exemplo do servo que espancava os conservos na ausência de seu senhor (Mt 24.46-51). A Escritura exorta à obediência aos pastores (Hb 13.7,17; 1 Ts 5.12,13), mas ordena que o ministro presida "com cuidado" e "governe bem" (Rm 12.8c; 1 Tm 5.17).

As mais graves doenças sociais de nosso século são: desobediência aos pais, ingratidão, desamor, crueldade, dureza de coração, calúnia, traição, hipocrisia, aversão ao bem e abuso do poder.

III. DOENÇAS NA ÁREA RELIGIOSA
O pecado prejudicou o relacionamento do homem consigo, com os outros e com Deus. Neste século perverso os principais pecados contra Deus são:

1) Blasfêmia e Irreverência. Os blasfemos são os que difamam a honra alheia. Há os que ultrajam a glória de Deus (Lv 24.16; Mt 12.22-32; 15.19; Mc 3.28,29), e aqueles que difamam o comportamento religioso do cristão e a doutrina (At 26.9-11; 1 Tm 6.1; Tg 2.6,7). Não devemos, porém, dar motivos para os ímpios blasfemarem contra o Senhor e o Evangelho (2 Sm 12.14; 1 Tm 6.1).

Os blasfemos também são irreverentes. O termo "irreverente" significa "ímpio" ou "sem respeito pelo sagrado". No final dos tempos os homens se afastarão de Deus a ponto de perderem o respeito pelas coisas santas. Lamentavelmente, a pior profanação, algumas vezes, manifesta-se na Casa de Deus, com a falta de sinceridade e irreverência durante o culto divino (Sl 93.5; Is 56.7; Mc 11.17).

2) Apego aos prazeres mundanos. A Bíblia vaticina que nos últimos dias os homens viverão em função do aprazimento deste mundo (Lc 12.19), isto é, serão "mais amigos dos deleites do que amigos de Deus". O estilo de vida mundano, chamado atualmente de hedonismo, prega que o principal alvo da vida humana é a obtenção do prazer, a fim de evitar a dor e o sofrimento (Pv 21.17; 2 Pe 2.13). Porém, a Palavra de Deus nos assevera: "glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Co 6.20).

Os principais pecados contra Deus, praticados por esse século vil, são: blasfêmia, irreverência e apego aos prazeres mundanos.

CONCLUSÃO
A Bíblia, em Efésios 6.10-18, afirma que devemos nos fortalecer no Senhor e nos revestir de toda a armadura de Deus, a fim de que estejamos firmes contra as astutas ciladas do Diabo e possamos resistir "no dia mau". Esse "dia" é agora! Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz (Rm 13.12).

Vocabulário
Hedonismo: Doutrina que considera o prazer imediato como o único bem possível.
Intrapessoal: Dentro da pessoa; internalizado no indivíduo.
Profanação: Irreverência contra pessoa ou coisa digna de todo o respeito.
Taxativo: Que não admite réplica ou contestação.
Vaticinar: Profetizar, predizer; prenunciar, adivinhar.

"Salvai-vos desta geração perversa". Com este imperativo categórico, exortava o apóstolo Pedro a sua geração. A proclamação ou kerygma da igreja primitiva resume-se em dois substantivos: anunciação e condenação. Anunciação das Boas Novas de Salvação, cumpridas e realizadas por Cristo Jesus. Condenação do pecado, da injustiça, da violência, do paganismo, da imoralidade e da hipocrisia. Na anunciação a igreja cumpre sua missão sacerdotal, mas na condenação, a missão profética. A primeira salvífica, porém a segunda, exortativa.
A igreja moderna também é responsável pelo anúncio do kerygma cristão primitivo. Devemos proclamar a salvação em Cristo, sem jamais deixar de condenar os pecados dos homens. Anunciemos, pois, a salvação, mas também denunciemos os pecados dos homens na pós-modernidade.

Fonte: As Doenças do nosso século. As Curas que a Bíblia oferece. Lições Bíblicas 3º trim.2008 - Comentarista Pastor Wagner dos Santos Gaby

Sugestão de leitura:
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