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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Seguidores do BLOGGER sumindo!!!

NOTÍCIA IMPORTANTE!

Caros e nobres amigos e leitores deste Blog, a Paz do Senhor.

Acredito que já tenham percebido que, em alguns momentos, já alguns dias, seus seguidores do Blog estão sumindo.

Mas o que está acontecendo?

Estava prevista algumas alterações por parte da Google para acessos - Login. Agora para seguir um Blog faz-se necessário ter uma conta no Google.

Vejamos a explicação do Google: (via Blogger Buzz)
Traduzindo: 


Trecho importante "... Como parte deste plano, a partir da semana de 11 de janeiro (2016) nós vamos remover a capacidade para pessoas com Twitter, Yahoo, Orkut ou outros prestadores de OpenID para fazer login no Google Friend Connect e siga blogs. Ao mesmo tempo, nós vamos remover perfis conta de não-Google assim que você pode ver uma diminuição em sua contagem do blog seguidor. ..."


*** Agora para seguir um Blog, só quem tem uma conta no Google ***


Se você, caro leitor, é nosso seguidor e não tinha uma conta no Google, automaticamente você não está mais seguindo nosso trabalho.

Caso queira retornar a seguir este Blog terá que ter uma conta no Google e, ao acessar o Blog ir até "participar deste site"
fazer login Google e voltar a nos honrar com a sua presença em nossa lista de seguidores.
(avise seus amigos, compartilhe esta informação)


Abraço fraterno
Pastor Ismael
Adm. do Blog "Aqui eu Aprendi!" 
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Anjos, ministros enviados por Deus

Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hb 1.14

“As Evidências Bíblicas
Os anjos têm uma natureza incomparável; são superiores aos seres humanos (Sl 8.5), mas inferiores ao Jesus encarnado (Hb 1.6). A Bíblia ressalta os seguintes fatos a respeito deles:
1. Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). 
Embora Deus ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos (Sl 104.4; Hb 1.7,14). Nos tempos bíblicos, seres humanos experimentavam, às vezes, efeitos da presença de um anjo, mas não viam ninguém (Nm 22.21-35). Às vezes, viam o anjo (Gn 19.1-22; Jz 2.1-4; Mt 1.20-25; Lc 24.4-6; At 5.19-20). Além disso, os anjos podem ser vistos sem serem reconhecidos como anjos (Hb 13.2).

2. Os anjos adoram, mas não devem ser adorados. 
São incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser criaturas. Correspondem com adoração e louvor a Deus (Sl 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4.6-11) e a Cristo (Hb 1.6). Como conseqüência, os cristãos não devem exaltá-los (Ap 22.8,9); os que fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).

3. Os anjos servem, mas não devem ser servidos. Deus os envia como agentes para ajudar os seres humanos, especialmente os fiéis (Êx 14.19; 23.23; Nm 20.16; 22.22-25; Jz 6.11-22; Sl 34.7; 91.11; At 27.23-25; Hb 13.2). Os anjos também mediam os juízos de Deus (Gn 19.22,24; At 12.23) e suas mensagens (Jz 2.1-5; Mt 1.20-24). Mas eles nunca devem ser servidos, pois assemelham-se aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de Deus (Ap 22.9).

4. Os anjos acompanham a revelação, mas não a substituem total ou parcialmente.
Deus os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2s). No século I, surgiu uma heresia que se constituiu num ‘pretexto de humildade e culto aos anjos’ (Cl 2.18). Envolvia dura disciplina do corpo sem nada fazer para refrear a indulgência sensual (Cl 2.23 - NVI). Sua filosofia enfatizava as idéias falsas de que: 
(a) os cristãos são inferiores na sua capacidade de abordarem pessoalmente a Deus; 
(b) os anjos têm capacidade superior nesse sentido; 
(c) a adoração lhes é devida por causa da sua intervenção em nosso favor. 
Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a Cristo, que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).

5. Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. 
O discernimento que têm foi-lhes concedido por Deus; não é inato nem infinito. Sua sabedoria talvez seja vasta (2 Sm 14.20), mas seus conhecimentos, limitados: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24.36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1Pe 1.12)”. [1]

Embora magníficos em poder, os anjos não devem nem podem ser adorados. Sua missão é exaltar a Deus e trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna.

Leitura Bíblica: Hebreus 1.1-8.

Caro Leitor, alguns teólogos liberais acreditam que os anjos são apenas “essências platônicas” ou “emanações da parte de Deus”. Segundo eles, crer na existência dos anjos como seres racionais é “grosseira mitologia”. Essa posição, ajusta-se à crença racionalista assumida pelos saduceus no tempo de Cristo (At 23.8). Em outro extremo estão os místicos, os cabalistas, os ufologistas, que acreditam e adoram irracionalmente os seres celestiais, à semelhança dos antigos membros das religiões gnósticas (Cl 2.18). Somente o ensino das Escrituras é capaz de contestar o misticismo e o racionalismo desenfreado que têm invadido a sociedade, e até muitas igrejas.

O vocábulo “angelologia” procede de dois termos gregos: angelos, traduzido por “mensageiro” ou “enviado”, e logia, “discurso” ou “tratado”. Angelologia, portanto, é a doutrina que estuda a natureza, o caráter, e a missão dos anjos, conforme as Escrituras. No Antigo Testamento, os anjos são chamados de mal’āk, isto é, “mensageiro ou representante”. Enquanto no grego e no hebraico, os anjos são denominados pela função (mensageiro), na língua aramaica, eram chamados de qaddîsh, isto é, “santos”, descrevendo-lhes o caráter e não apenas o ofício. Quanto ao caráter, a Bíblia afirma que os anjos são mansos (2 Pe 2.11), obedientes e poderosos (Sl 103.20), sábios (2 Sm 14.17), e reverentes (Is 6.2,3). A respeito do ministério angélico, a Escritura declara que: adoram a Deus (Sl 103.20; 148.2), protegem os servos de Deus (Sl 34.7), e executam juízos divinos (2 Rs 19.25).

Esta lição trata de diversos assuntos pertinentes à doutrina dos anjos. A fim de corrigirmos alguns erros concernentes à natureza desses seres, é conveniente que estudemos esse tema com bastante objetividade. Apesar de os vocábulos mal’āk e angelos designarem a função dos anjos e não a sua natureza, as expressões “anjos do Senhor” ou “anjos de Deus”, descrevem claramente os anjos como seres morais procedentes de Deus. Isto é, possuem natureza espiritual singular. Vejamos a tabela abaixo “Aspectos da Natureza dos Anjos”

introdução
A angelologia bíblica é uma doutrina que nos leva a uma dupla reflexão. Se por um lado, somos confortados, sabendo que os anjos de Deus acham-se à disposição dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14); por outro, apesar de sua capacidade e poderio que lhes conferiu o Senhor, não devem nem podem ser adorados (Ap 19.10; 22.9).
Vejamos o que a Bíblia ensina acerca dos anjos.

I. QUEM SÃO OS ANJOS

1. Os anjos são criaturas morais. 
O Senhor Deus criou os anjos não para que fossem meros autômatos; criou-os dotados de livre-arbítrio, a fim de que o servissem amorosa e voluntariamente.
Eles são tratados por qualificativos que lhes ressaltam a responsabilidade moral: ministros e servos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10).

2. A criação dos anjos. Canta o salmista terem sido os seres angélicos criados pela Palavra de Deus: “Mandou, e logo foram criados” (Sl 148.5; 33.6; Ne 9.6).

II. OS ANJOS NA BÍBLIA
1. Os anjos no Antigo Testamento. A presença dos anjos, no Antigo Testamento, pode ser facilmente detectada nas seguintes passagens:
a) Na era patriarcal.
Abraão e Jacó tiveram várias experiências com os anjos de Deus. Abraão encontrou-os em, pelo menos, duas ocasiões (Gn 18.1-33; 22.1-17); Jacó, em três (Gn 28.12; 32.1,24).

b) Na peregrinação de Israel a Canaã. 
A assistência dos anjos na peregrinação israelita rumo à Terra Prometida é claramente observada na chamada de Moisés (Êx 3.2), na proteção de Israel quando da travessia do Mar Vermelho (Êx 14.19) e em sua condução pelo deserto (Êx 23.23).

c) Na vida dos hebreus em Israel. 
Vejamos algumas: na época dos juízes (Jz 2.4; 6.11; 13.3); na época dos reis (2 Sm 24.16; Is 37.36); na atividade profética (Is 6.1-3; Dn 6.22). Aliás, é no profeta Daniel que encontramos a mais desenvolvida angelologia do Antigo Testamento. Pela primeira vez, na Bíblia, são os anjos chamados por seus respectivos nomes: Gabriel (Dn 8.16) e Miguel (Dn 10.13; 12.1).

2. Os anjos no Novo Testamento. 
Eles podem ser encontrados tanto no ministério de Cristo quanto no avanço da Igreja.
a) No ministério de Cristo. 
No anúncio do nascimento de Cristo (Lc 1.26). Na proclamação de seu nascimento aos pastores (Lc 2.9-11). Na tentação do deserto (Mt 4.11). Em sua paixão e morte (Lc 22.43). E em sua ressurreição (Lc 24.1-12).

b) Na Igreja Primitiva. 
No conforto dos discípulos após a ascensão de Cristo (At 1.10,11). No livramento dos apóstolos (At 5.19,20; 12.7,8; 27.23,24). No auxílio à proclamação do Evangelho (At 8.26; At 10.3).

III. O CARÁTER DOS ANJOS

1. Os anjos como seres eleitos. 
Os anjos bons são assim classificados não por que hajam sido criados para serem eleitos (1 Tm 5.21); classifica-os dessa maneira a Bíblia devido à escolha que fizeram em servir ao Senhor dos Exércitos. Os que optaram em seguir a Lúcifer foram chamados de anjos das trevas. Demonstra-nos isso que, à nossa semelhança, são os anjos também dotados de livre-arbítrio.

2. Os anjos são santos. 
Por que os anjos de Deus são dessa forma considerados? 
Em primeiro lugar, por haverem escolhido obedecer-lhe as ordens. Quanto aos outros, optaram por seguir a Satanás em sua rebelião contra o Senhor. Ler Mt 25.31,41 e Ap 14.10.

3. Os anjos são sábios. 
São os anjos também considerados sábios em virtude de seu temor a Deus (Pv 1.7). No Antigo Testamento, eles são vistos como sinônimo de sabedoria (2 Sm 14.20). E esta não é meramente intelectual; é essencialmente amorosa tanto para servir e adorar a Deus como para auxiliar os que hão de herdar a vida eterna. Os anjos são sábios porque sabem fazer o bem e o fazem.

4. Os anjos são obedientes. 
Na Oração Dominical, o Senhor Jesus mostra, de modo implícito, serem os anjos piedosamente submissos à vontade divina (Mt 6.10). Como se pode deduzir dessa passagem, são os anjos eficazes na execução das ordens que recebem do Senhor.

IV. A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
1. Anjo do Senhor. 
Este é o mais especial dos anjos. Em nome de Deus, aceitava adoração (Êx 3.1-6; Js 5.13-15), executava juízos (Nm 22.22), intercedia pelo povo escolhido (Zc 1.12). A ciência de Deus encontra-se em seus lábios como nos lábios do sacerdote se achava a lei e o conselho (Ml 2.7).
A expressão “o anjo do Senhor”, dependendo da passagem, pode referir-se profeticamente ao Senhor Jesus em sua pré-encarnação. Em Ml 3.1b, “o anjo do concerto” é uma alusão a Ele. O “concerto” é certamente o de Mt 26.28.

2. Arcanjo Miguel. 
Único arcanjo citado nas Sagradas Escrituras. Sua missão: conduzir os exércitos de Deus (Ap 12.7) e lutar em prol dos filhos de Israel (Dn 12.1). Foi ele quem sepultou o corpo de Moisés (Jd v.9). Ele é conhecido também como um dos primeiros príncipes (Dn 10.13). Arcanjo significa, literalmente, principal entre os anjos.

3. Gabriel. 
Conhecido como varão, ou herói de Deus, aparece Gabriel como intérprete dos arcanos divinos. É ele quem explicou a Daniel o mistério das setenta semanas (Dn 9.20-27). Assistindo diante do trono de Deus (Lc 1.19), anunciou a encarnação do Verbo de Deus (Lc 1.26,27). Apesar de sua importância, a Bíblia não o menciona como arcanjo.

4. Querubins. 
São os querubins responsáveis por sustentar o trono divino e por reivindicar seja o nome Todo-Poderoso constantemente santificado pelos homens (Gn 3.24; Sl 99.1; Ez 10.1). Pertencia Satanás à classe dos querubins (Ez 28.14). Dos textos bíblicos, inferimos serem os querubins uma das mais elevadas classes de seres angélicos.

5. Serafins. 
A missão dos serafins que, em hebraico, significam ardentes, é magnificar o nome de Deus, louvando-o constantemente e exaltando a santidade divina (Is 6.1-6). Esta é a única passagem bíblica que os menciona.

6. Outras classes angélicas. 
São também tidas como classes angélicas estas categorias mencionadas por Paulo: Jesus “é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Cl 1.15,16).

V. A MISSÃO DOS ANJOS
1. Enaltecer a Deus. 
Em Isaías lemos que os anjos não cessam de clamar dia e noite: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3). Quando do nascimento de Cristo, os anjos formaram corais que magnificaram o nome de Deus (Lc 2.13,14).

2. Trabalhar em prol dos que hão de herdar a vida eterna. 
O autor da Epístola aos Hebreus descreve a missão dos anjos entre os santos em Hb 1.14. No livro de Atos, são os anjos enviados em diversas ocasiões para socorrer os discípulos de Cristo (At 5.19; 12.7; 27.23).

3. Proteger a nação de Israel. 
Em Daniel 12.1, lemos que, nos últimos dias, levantar-se-á Miguel, o grande príncipe, para proteger a nação hebréia. Não fosse a intervenção divina, certamente Israel não mais existiria, pois muitos são os seus inimigos. Acontece que Israel é ainda povo de Deus, alvo de seus cuidados; aguarda-o um futuro promissor.

VI. O CULTO AOS ANJOS
Embora poderosos em obras, não podem os anjos ser adorados: são criaturas de Deus, nossos conservos e também comprometidos com a glória de Deus. Vejamos por que os anjos não devem ser objetos de nosso culto.

1. Os anjos são criaturas de Deus. 
Somente o Criador é digno de toda a honra e de todo o louvor; sendo os anjos criaturas (Sl 33.6), têm como missão louvar a Deus.

2. Os anjos são nossos conservos. 
Sendo eles criados por Deus, consideram-se nossos conservos (Ap 19.10).

3. Os anjos são comprometidos com a glória de Deus. 
Esta é recomendação dos anjos: “Adora a Deus” (Ap 22.9). Erram, portanto, aqueles que, menosprezando o Criador de todas as coisas, buscam adorar a criatura (Rm 1.25). O culto aos anjos é uma perigosa idolatria, na qual muitos têm naufragado. Ler também Cl 2.18.

"E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus." (Ap 22.8-9)

CONCLUSÃO
É reconfortante saber que o Senhor nos colocou à disposição um exército eficiente que nos ajuda em todas as instâncias. Embora seja-lhes proibido anunciar o Evangelho, assistem-nos nesta gloriosa tarefa. Todavia, não podemos, sob hipótese alguma, adorá-los. Eles não são deuses; são servos de Deus e conservos nossos; servimos ao mesmo Senhor.
Devemos todos sempre dar graças a Deus pelo ministério providente e protetor dos seus anjos em nosso favor.

Lc 9.26 - Os anjos são seres gloriosos.

Sl 103.20 - Os anjos são magníficos em poder.
Mt 4.11 - Os anjos ministram a Cristo.
Hb 1.14 - Os anjos são enviados para servir aos santos.
Mt 16.27 - Os anjos compõem o exército de Cristo.
Mt 24.31 - Os anjos no final dos tempos.

Fonte:
Lições Bíblicas - As verdades centrais da Fé cristã - Claudionor Corrêa de Andrade-CPAD_4º_trim_2006
[1]Baker,C.D.; Macchia, F. D. Seres espirituais criados. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal.RJ:CPAD,1996,p.196-8.
Francisco, V. A doutrina dos anjos e demônios. Rj.CPAD,2005.
Dicionário Wycliffe - CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Santíssima Trindade - uma verdade incontestável

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!” 2 Co 13.13

“A Santíssima Trindade
1. Doutrina revelada. A doutrina da Santíssima Trindade é verdade revelada para o coração. Falando sobre isso declarou Anselmo: ‘O amor e a fé estão em seu ambiente no ministério da Divindade. Que a razão se ajoelhe, reverente, do lado de fora’.
Uma crença popular entre os cristãos divide a obra de Deus entre as três pessoas, dando uma tarefa específica a cada uma delas; como por exemplo, a criação ao Pai, a redenção ao Filho e a regeneração ao Espírito Santo. Isto, porém, é parcialmente verdade, mas não de todo, pois Deus não pode dividir-se de forma que apenas uma pessoa trabalhe isolada, enquanto às outras, Jesus e o Espírito Santo, permanecem inativas.
2. O argumento em si. As Escrituras mostram as três pessoas da Divindade agindo em perfeita unidade, em todas as obras poderosas operadas no Universo e na redenção humana. Nas Escrituras Sagradas a obra da criação é atribuída ao Pai (Gn 1.1), ao Filho (Cl 1.16), e ao Espírito Santo (Jó 26.13; Sl 104.30). A encarnação é mostrada como tendo sido realizada pelas três pessoas (Lc 1.35), embora apenas o Filho tenha se tornado carne e habitado entre nós. No batismo de Jesus, o Filho saiu da água, o Espírito pairou sobre Ele e a voz do Pai falou do Céu (Mt 3.16,17). [1]

A doutrina da Santíssima Trindade é uma verdade bíblica fundamental e não pode ser ignorada nem desprezada por aqueles que aceitaram a Cristo como Salvador.

Leitura Bíblica: MATEUS 3.13-17

Caro Leitor, o termo “trindade” foi empregado por Teófilo de Antioquia, no século II d.C. Entretanto, é possível que essa expressão tenha sido usada pelos cristãos nos primórdios da igreja. Esse vocábulo era usado para designar o mistério de uma só divindade coexistindo em três Pessoas absolutamente distintas e co-iguais. Todavia, o estabelecimento do termo é atribuído ao apologista cristão, Tertuliano de Cartago. Coube ao bispo de Alexandria, Atanásio, a elaboração do credo que sedimentou a ortodoxia trinitária.
Nesta lição, evite tropeçar em questões básicas a respeito dessa doutrina. Não se precipite nas questões cujas respostas você não tenha firmeza. Sobre esse tema, portemo-nos como o salmista: “Tal ciência é para mim maravilhosíssima, tão alta que não posso atingir” (Sl 139.6).

Entendemos, mediante a Doutrina da Trindade, que a divindade subsiste eterna e plenamente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não são três deuses como falsamente afirmam os hereges, mas um só Deus. Uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, e outra, a do Espírito Santo. O Pai não é maior do que o Filho. O Filho não é maior do que o Espírito Santo, e assim respectivamente. O Pai não é o Filho. O Filho não é o Espírito Santo. E o Espírito Santo não é nenhuma das Pessoas anteriores. Todavia, a divindade pertence a cada uma das três pessoas, constituindo um só Deus. Conforme afirmou Atanásio de Alexandria: “Adoramos um só Deus na Trindade, a Trindade na Unidade, sem confusão de pessoas, e sem separação de substância”.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
A doutrina da Santíssima Trindade é uma verdade incontestável. As Sagradas Escrituras, tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, atestam a veracidade desse ensinamento. No estudo desta semana, devemos evitar dois erros:
1 ) o erro do modalismo - afirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a manifestação da mesma pessoa; 
2) o erro do subordinacionismo - afirma que o Pai é maior do que o Filho e o Espírito Santo, e que tanto o Filho quanto o Espírito Santo, estão subordinados ao Pai. Todavia, sabemos que a Trindade é Una, pois só há uma deidade: e Trina, pois são três distintas pessoas que participam da mesma deidade.
O triângulo equilátero é uma excelente figura para facilitar a compreensão da Trindade. Reproduza-o conforme os recursos disponíveis.


INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos um dos capítulos mais importantes da teologia. Se para constatar a existência de Deus, é-nos suficiente a fé e a razão; para compreender a Trindade, carecemos, conjuntamente, da revelação divina que só encontramos na Bíblia Sagrada. Não é algo que se aprende através da luz natural da razão; e, sim, da iluminação espiritual que nos proporciona o Espírito Santo na Palavra de Deus.

I. O QUE É A SANTÍSSIMA TRINDADE

Nossa mente jamais conseguirá explicar adequadamente, o que é a Santíssima Trindade. Aliás, foi o que certa vez confessou Agostinho, um dos maiores teólogos do Ocidente. Todavia, contamos nós com a assistência do Espírito Santo que, por intermédio das Sagradas Escrituras, revela-nos o necessário para aceitarmos a beleza dessa verdade.

1. Definição. 
Doutrina segundo a qual a Divindade, embora una em sua essência, subsiste eternamente nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As três Pessoas são iguais na substância e nos atributos absolutos e morais. Apesar de o termo não se encontrar nas Sagradas Escrituras, as evidências que atestam a doutrina são, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, incontestáveis.
2. A origem do termo. 
A palavra Trindade foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófilo; e, em sua forma latina, por Tertuliano.
3. O Credo Atanasiano. 
Com toda a razão, Atanásio é considerado o pai da ortodoxia, em virtude de seu redobrado zelo em prol da pureza doutrinária das Sagradas Escrituras. No Credo que elaborou, assim professa sobre a Trindade: “Adoramos um Deus em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância”.

II. A SANTÍSSIMA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
A doutrina da Santíssima Trindade não é exclusiva do Novo Testamento; é uma ampliação de uma verdade que se acha desde o Gênesis ao profeta Malaquias. Então, por que a rejeitam os judeus? Pelas mesmas razões que os levaram a repudiar a messianidade de Jesus de Nazaré: cegueira espiritual e dureza de coração (2Co 3.14-16). A Trindade é claramente apresentada tanto na criação do Universo, como na expectativa messiânica da alma hebréia e em cada episódio da História Sagrada.

1. A Trindade na criação do Universo.
Se levarmos em conta que a palavra hebraica ’ĕlōhim (Gn 1.1) é um substantivo plural, concluiremos: a Santíssima Trindade encontrava-se ativa na criação do Universo. Por conseguinte, quando a Bíblia afirma que no princípio Deus criou os céus e a terra, atesta: no ato da criação, estiveram presentes Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. O Pai criou o Universo por intermédio do Filho (Jo 1.3), enquanto o Espírito Santo transmitia vida a tudo quanto era criado (Gn 1.2).
2. A Trindade na expectativa messiânica da alma hebréia. 
A expectativa messiânica, que sempre foi um fator de consolação à alma hebréia, também revela a presença da Santíssima Trindade no Antigo Testamento. Ler Sl 110.1,4.
Em ambas as passagens, o autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, mostra o Pai referindo-se ao Filho - Jesus Cristo (Mc 12.36; Hb 5.6).
Um trecho que mostra, de maneira explícita e clara, a presença da Santíssima Trindade no Antigo Testamento é Daniel 7.13-14.
Eis mais algumas passagens que demonstram a Trindade no Antigo Testamento: Is 6.8; 7.14; 9.6.

III. A SANTÍSSIMA TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO
É no Novo Testamento que encontramos as mais claras e explícitas manifestações da Santíssima Trindade: no batismo de Jesus, em seu ministério e em sua ressurreição e ascensão e, de forma abundante, na vida da Igreja Primitiva.

1. No batismo de Jesus (Mt 3.16,17). 
Nessa clássica manifestação da Trindade, vemos a Segunda Pessoa (o Filho) submeter-se ao batismo, a Terceira Pessoa (o Espírito Santo) descer como pomba sobre a Segunda Pessoa e a Primeira Pessoa declarar o seu amor à Segunda Pessoa.
2. No ministério de Jesus (Lc 4.18,19). 
Nesta passagem de Isaías (61.1), é impossível não ver a manifestação da Santíssima Trindade.
3. Na ressurreição e na ascensão de Jesus. 
Já prestes a ser assunto ao céu, o Senhor Jesus Cristo, ao dar últimas instruções aos discípulos, declarou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Pode ainda restar mais alguma dúvida acerca da Trindade?
4. Na vida da Igreja Primitiva. 
Nos Atos dos Apóstolos, a Santíssima Trindade aparece operando ativamente, desde os primeiros versículos (At 1.1,2). Nesse livro, encontramos a Trindade na proclamação do Evangelho (At 5.32; At 10.38); no testemunho eficaz da fé cristã (At 7.55); no chamamento de obreiros (At 9.17); no Concílio de Jerusalém (At 15.1-35).
Nas epístolas, muitas são as passagens sobre a Trindade (Rm 14.17; 15.16; 2Co 13.13; Ef 4.30; Hb 2.3,4; 2Pe 1.16-21; 1Jo 5.7). No Apocalipse, a Santíssima Trindade encontra-se do princípio ao fim: 1.1,2; 2.8,11, etc.

CONCLUSÃO

A doutrina da Santíssima Trindade não é um mero exercício intelectual; é uma verdade consoladora: ensina-nos diversas coisas vitais para a nossa vida cristã. Em primeiro lugar, com a ascensão de Nosso Senhor, não fomos deixados órfãos. Ele rogou ao Pai que, amorosa e prontamente, enviou-nos o Consolador. E este, com inexprimíveis gemidos, intercede por nós e testifica que somos filhos de Deus através dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Quão consoladora é a doutrina da Santíssima Trindade.

PARA REFLETIR

1. Defina a doutrina da Santíssima Trindade.
R. Doutrina segundo a qual a Divindade, embora una em sua essência, subsiste nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As três Pessoas são iguais na substância e nos atributos absolutos e morais.
2. Como o Credo Atanasiano define a Trindade?
R. Adoramos um Deus em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância.
3. Cite três passagens do Antigo Testamento que falam sobre a Trindade.
R. Gn 1.1; Sl 110.1,4; Dn 7.13,14.
4. Cite três passagens do Novo Testamento que falam sobre a Trindade.
R. Mt 3.16,17; 28.19; 2 Co 13.13.
5. Por que a doutrina da Santíssima Trindade é um ensino consolador?
R. Porque por meio dela, sabemos que Jesus ascendeu ao Pai para interceder por nós, e enviou o Consolador.

Fonte:
Lições Bíblicas - As verdades centrais da Fé cristã - Claudionor Corrêa de Andrade-CPAD_4º_trim_2006
[1]SILVA, S. P. A doutrina de Deus. 5.ed.RJ: CPAD, 2002,p.109-10.
Dicionário Wycliffe - CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
Silva, S.P. A existencia e a pessoa do Espírito Santo. RJ;CPAD,1996
Aqui eu Aprendi!

O arrebatamento da Igreja

“[...], virei outra vez , e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” Jo 14.3


O Arrebatamento 
é descrito principalmente em:
I Tessalonicenses 4:13-18 descreve o Arrebatamento como Deus ressuscitando todos os crentes que já morreram, dando a eles corpos glorificados. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17).

I Coríntios 15:50-54 focaliza na natureza instantânea do Arrebatamento e nos corpos glorificados que receberemos. “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Coríntios 15:51-52).

O Arrebatamento é o acontecimento glorioso que devemos todos esperar ansiosamente. Finalmente ficaremos livres do pecado. Estaremos para sempre na presença de Deus. Há excessivo debate a respeito do significado e magnitude do Arrebatamento. Esta não é a intenção de Deus. Mas ao invés disso, no que diz respeito ao Arrebatamento, Deus quer que “encorajemos uns aos outros com estas palavras.”[1]

O dia em que Jesus arrebatar a Sua Igreja será o clímax da esperança dos crentes fiéis.

A certeza do arrebatamento da Igreja vem da promessa do próprio Senhor Jesus, o dono da Igreja.

1Tessalonicenses 4.13-18 nos revela a Ordem dos acontecimentos por ocasião da segunda vinda de Cristo:
1) O mesmo Senhor descerá do céu;
2) Os que morrerem em Cristo ressuscitarão primeiro;
3) Os que estiverem vivos por ocasião da vinda do Senhor serão arrebatados, juntamente com os ressurretos, irão “encontrar o Senhor nos ares”.

INTRODUÇÃO
Quando a Bíblia fala da vinda do Senhor Jesus, o assunto aparece como um só evento. Mas no seu contexto doutrinário, ela tem duas etapas distintas. A primeira, invisível para o mundo, é o arrebatamento da Igreja; a segunda, visível, fala da vinda de Jesus em glória, especialmente para Israel (Ap 1.8; Zc 14.4).

I. ESCOLAS DE INTERPRETAÇÃO
Existem três escolas distintas de interpretação a respeito do arrebatamento da Igreja. Elas abrem espaço para entendermos como e quando ocorrerá esse grandioso evento.

1. Pós-tribulacionista.
Essa escola interpreta que a Igreja remida por Cristo passará pela Grande Tribulação.

2. Midi-tríbulacionista. 
Ensina que a Igreja entrará no período da Grande Tribulação até a sua metade. Seus intérpretes se baseiam numa interpretação isolada de Dn 9.27, cujo texto fala que depois do opressor firmar um concerto com Israel por uma semana, “na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”.

3. Pré-tribulacionista. Podemos começar entendendo essa escola de interpretação com as palavras de Paulo aos tessalonicenses, quando escreveu: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Ts 5.9. Ensina que o arrebatamento da Igreja ocorrerá antes que se inicie o período da Grande Tribulação. É uma interpretação que honra as Sagradas Escrituras e ajusta-se devidamente à esperança cristã da volta do Senhor nos ares.

II. DUAS PALAVRAS GREGAS RELATIVAS AO ARREBATAMENTO
Encontramos várias palavras no grego do Novo Testamento relativas ao arrebatamento que podem aclarar nosso entendimento acerca do arrebatamento.
Destacaremos duas palavras principais:
1. Parousia. Literalmente quer dizer “presença”, “chegada rápida”, “visita”. É a palavra mais freqüentemente usada nas Escrituras para descrever o retorno de Cristo, pois ocorre 24 vezes. Seu sentido é abrangente porque não define apenas a volta de Cristo até ou sobre as nuvens, mas em outras vezes se refere à Sua volta pessoal à Terra (1Co 15.23; 1Ts 2.19; 1Ts 4.15; 5.23; 2Ts 2.1; Tg 5.7,8; 2Pe 3.4). Portanto, o sentido é geral e não específico. A ênfase maior é dada à vinda corporal e visível de Cristo.
2. Epiphanéia. Literalmente significa “manifestação”, “vir à luz”, “resplandecer” ou “brilhar”. O sentido é mais específico, porque se refere especialmente à vinda sobre as nuvens. É a volta pessoal de Cristo à Terra que acontecerá com uma manifestação visível e gloriosa (2Ts 2.8; 1Tm 6.14; 2Tm 4.6-8). Parousia é abrangente e pode referir-se tanto à vinda de Cristo para a Igreja como para o mundo. Entretanto, epiphanéia é um termo que especifica a volta de Cristo à Terra de modo mais direto, porque diz respeito à Sua manifestação pessoal ao mundo.

3. A diferença entre as duas etapas.
Referente ao arrebatamento, Cristo virá até ou sobre as nuvens (1Ts 4.17). Será de modo invisível para a Terra, porque virá para os Seus santos nos ares. Em relação à manifestação pessoal de Cristo na Terra, Ele virá sobre as nuvens, de modo visível e com os seus santos (Cl 3.4).
No primeiro evento, Cristo, pelo poder da Sua Palavra e com voz de arcanjo, arrebatará, num abrir e fechar de olhos, a Igreja remida pelo Seu sangue (1Co 15.52). Esse arrebatamento acontecerá antes que venha o Anticristo e instale o seu domínio sobre a terra por sete anos.
O segundo evento da volta de Cristo acontecerá no final dos sete anos da Grande Tribulação, quando Ele irá destruir o domínio do Anticristo e instalar seu reino de mil anos (Ap 19.11; 20.1-60).

III. PARTICIPANTES DO ARREBATAMENTO DA IGREJA
1. O próprio Senhor Jesus Cristo.
Diz a Escritura: “Porque o mesmo Senhor... descerá do céu” (1Ts 4.16). O apóstolo Paulo dá ênfase ao senhorio de Jesus conquistado no Calvário quando diz : “o mesmo Senhor”. Os vivos em Cristo e os mortos salvos receberão a ordem de comando do próprio Senhor Jesus Cristo.

2. O arcanjo.
A tradução do texto diverge na forma, mas não anula o fato, conforme está escrito: “à voz do arcanjo” ou “com voz de arcanjo” (1Ts 4.16). O texto de Daniel indica que o arcanjo Miguel participará do evento da segunda vinda de Cristo (Dn 12.1), mui especialmente da epiphanéia, quando Cristo, rodeado de exércitos celestiais, descerá sobre a Terra, no monte das Oliveiras (Zc 14.3,4; Ap 1.6,7). Porém, no evento do arrebatamento da Igreja, a participação do arcanjo será efetuada pela voz de comando e chamamento, a qual será ouvida apenas pelos remidos.

3. Os mortos em Cristo.
Naquele dia, os mortos e os vivos em Cristo ouvirão a voz de chamamento da trombeta do Senhor pelo arcanjo, e “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.51,52), estarão na presença do Senhor nos ares, com corpos glorificados. A palavra “mortos” diz respeito aos santos que ressuscitarão com corpos transformados em corpo espiritual (soma pneumatikon), enquanto que, os corpos dos ímpios permanecerão em suas sepulturas até o dia do Juízo Final (Ap 20.12). Assim como Cristo ressuscitou corporalmente, também, os crentes salvos ressuscitarão corporalmente (Lc 24.39; At 7.55,56).
(veja mais na postagem "A Ressurreição dos mortos.")

4. Os vivos preparados.
O mesmo poder transformador operado nos corpos dos que morreram no Senhor atuará nos corpos dos crentes vivos naquele dia. Aos Tessalonicenses, Paulo declarou: “depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (1Ts 4.17); e aos coríntios, também, disse: “nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1Co 15.51). Quase que simultaneamente à ressurreição dos mortos em Cristo naquele momento, os vivos em Cristo também ouvirão a voz do arcanjo, e num tempo incontável, serão transformados e arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Os corpos mortais serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de Deus. Será o poder do espírito sobre a matéria, do incorruptível sobre o corruptível (1Co 15.53,54). O arrebatamento dos vivos implica livrá-los do período terrível da Grande Tribulação.

IV. ELEMENTOS ESPECIAIS DO ARREBATAMENTO
Alguns elementos especiais e misteriosos indicam a natureza e procedimento do arrebatamento da Igreja na vinda do Senhor.

1. Surpresa.
Esse elemento é rejeitado por alguns grupos que entendem que não haverá dois eventos distintos: o arrebatamento da Igreja e a vinda pessoal de Cristo. Ora, o que a Bíblia nos ensina é que, a Igreja, constituída pelos mortos e vivos em Cristo, se encontrará nas nuvens com o Senhor. Se por alguns a ideia da surpresa é rejeitada, uma grande maioria cristã prefere o que declara as Escrituras que destacam o elemento surpresa (Tt 2.13; Mt 24.35,36,42-44; 25.13). Esse elemento é fundamental porque a Igreja vive na esperança da vinda do Senhor.

2. Invisibilidade (1Ts 4.17).
Por que será um evento invisível e para quem? Será invisível para o mundo material porque os arrebatados serão constituídos somente dos transformados. A transformação será tão rápida, que nenhum instrumento cronológico terá condição de perceber ou marcar o tempo. Quando o crente conquistar esse corpo imaterial, a matéria perderá totalmente sua força (1Co 15.43,44,49,51,53).

3. Imaterialidade (1Co 15.42, 52,53).
Na verdade, a transformação que ocorrerá na vinda do Senhor será extraordinária e gloriosa, pois o que é material se revestirá do imaterial, o corruptível do incorruptível. Todas as limitações da matéria em nossos corpos serão anuladas completamente, pois, literalmente, nossos corpos serão revestidos de espiritualidade.

4. Velocidade (1Co 15.52).
Para tentar explicar a velocidade do evento, Paulo usou o termo grego átomos, que aparece no texto sagrado pela expressão “num momento”, cujo sentido literal é indivisível (quanto ao tempo, aqui). A palavra átomos era usada para denotar “algo impossível de ser cortado ou dividido”. Também encontramos outras expressões bíblicas para denotar velocidade, tais como “abrir e fechar de olhos”, ou “o piscar de olhos”. Mesmo em época avançada e de velocidade da cibernética e da tecnologia, nada poderá contar e detectar o momento do milagre do arrebatamento da Igreja.

CONCLUSÃO
Estudar e meditar sobre o arrebatamento da Igreja promove nos remidos a fé e a esperança na vinda do Senhor. Não nos preocupemos demasiadamente com as várias teorias de interpretação sobre o arrebatamento (se ocorrerá antes, no meio ou depois da Grande Tribulação), permaneçamos, sim, atentos ao fato de que Jesus virá. Devemos estar preparados para encontrar com o Senhor.

Subsídio Teológico
Os pós-tribulacionistas argumentam que os sofrimentos e tribulações são inevitáveis na vida dos cristãos, mas esses intérpretes erram em não separar os fatos relativos à palavra tribulação. Quando a palavra tribulação aparece em outros textos das Escrituras referindo-se à aflição, angústia, doenças, perseguição, está, na verdade, aludindo àquelas experiências cotidianas que todos os cristãos passam em suas vidas. São experiências que fortalecem a fé e nos tornam aptos para o arrebatamento da Igreja (2Co 4.17). Os juízos da Grande Tribulação não são para a Igreja de Cristo.
O que acontecerá na metade da semana? O “desolador” (Anticristo) entrará em Jerusalém para destruir o templo e a cidade. Os midi-tribulacionistas tomam ainda o texto de Mt 24.1-14 para afirmarem que a Igreja estará na primeira metade da semana de Daniel e, do meio da Tribulação, a Igreja será arrebatada. Interpretam, ainda, que o arrebatamento ocorrerá depois de soada a sétima trombeta de Ap 11.15, pois confundem esta trombeta com a última trombeta de 1Co 15.52. Ora, a sétima trombeta de Ap 11.15 é mais uma figura da manifestação da ira divina durante todo o período de sete anos da Grande Tribulação. Portanto, o arrebatamento da Igreja no meio da Grande Tribulação é raciocínio humano, sem apoio bíblico.
Os pré-tribulacionistas entendem que a Igreja não é advertida a aguardar a Grande Tribulação, mas sim, orientada a esperar a vinda do Senhor antes que o Anticristo apareça (1Ts 4.17; 1Co 15.51,52). A Igreja não conhecerá o Anticristo. Sua esperança se baseia no fato de que não precisará submeter-se ao domínio do Anticristo, mas que, antes será arrebatada. De fato, o sinal maior para o mundo do aparecimento do Anticristo será o desaparecimento da Igreja de Cristo da face da terra.

Subsídio Bibliológico
Em relação ao participantes do arrebatamento da Igreja, dois personagens são claramente citados em 1Ts 4.16:
Jesus mesmo, pessoalmente, dará ordem aos seus anjos para que reúnam os remidos de toda a Terra para o encontro com Ele sobre as nuvens. A ênfase está na expressão “o mesmo”, porque se refere Àquele que passará a ter todo o poder e glória, isto é, o mesmo que morreu e ressuscitou. “O mesmo” em quem a Igreja tem confiado se encontrará com ela naquele dia especial.
Alguns intérpretes divergem sobre o sentido de 1Ts 4.16, quanto ao papel do arcanjo. Os intérpretes conservadores, no entanto, são acordes. A Bíblia reconhece apenas um arcanjo, Miguel, destacado como “um dos primeiros príncipes de Deus” (Dn 10.13.21).

Subsídio Doutrinário
Quando morre, o ser humano se despe do corpo, sua roupagem material, e o ensino bíblico é que o crente em Cristo na vinda do Senhor, será vestido de uma nova roupagem espiritual. Primeiro, é despido da roupagem material; depois, a alma e o espírito são revestidos pelo espiritual. Não teremos um outro corpo, mas o mesmo corpo inglório e corruptível, porém, glorificado.
Nosso corpo material se caracteriza pela dissolução, pela velhice, pelo declínio, inerentes à natureza decaída pelo pecado. Quando alguém morre, seu corpo vira pó, não importa que tipo de morte ou forma de sepultamento.
A Bíblia usa a figura da vestimenta quando emprega a palavra “revestir” provando que o corpo é o vestido da parte espiritual do ser humano.

Para REFLETIR
1. Quais as escolas de interpretação sobre o arrebatamento?
R. Pós-tribulacionista, midi-tribulacionista e pré-tribulacionista.
2. Qual a linha de interpretação que mais honra as Escrituras?
R. Pré-tribulacionista.
3. Quais as duas palavras gregas para o arrebatamento?
R. Epifanéia e Parouxia ou Parousia
4. Qual a diferença entre as duas etapas do arrebatamento?
R. A primeira será invisível para a Terra e a segunda será de forma visível e virá com os seus santos.
5. Quais serão os participantes do arrebatamento, na Terra e no céu?
R. O próprio Senhor Jesus, o arcanjo Miguel, os mortos em Cristo e os vivos preparados.


Fonte:
Escatologia - Doutrina das últimas coisas - Severino Pedro da Silva (CPAD)
Escatologia- o estudo das últimas coisas - Comentarista: Elienai Cabral - 3ºtrim/1998
O Calendário da Profecia - CPAD
Guia do Leitor da Bíblia
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia Defesa da Fé
[1]GotQuestions?org - O que é o arrebatamento da Igreja? 


Próximos assuntos:  A Palavra de Deus após o Arrebatamento 


Sugestão de leitura:  Jesus é Deus? Sim, ELE é Deus! 
Aqui eu Aprendi!
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