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quinta-feira, 30 de julho de 2015

A Revolta dos Macabeus

Este rápido Estudo vem de encontro a um pedido (meu amigo leitor) para abordar sobre este tema.

Antes porém, gostaria de deixar a previsão do Livro de Daniel:
...após 1150 dias
(2300 tardes e manhãs)

"Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado." Daniel 8:13,14


O PERÍODO HELENISTICO ( 333 - 63 a.E.C)
Na batalha de Isso (333 a. C.), é definido, com a vitória de Alexandre sobre os persas, que os judeus passariam a fazer parte do Império Helenístico. Esse fato vai fazer com que ocorram várias transformações na vida dos judeus; a partir de agora haverá um confronto com as civilizações mediterrâneas, no caso, com a cultura grega, que modificará o estilo de vida e o pensamento do povo judeu.

Quando Alexandre passou por Jerusalém, foi recebido pelo Sacerdote e por um grande numero de anciãos da cidade. Para Alexandre, o Sacerdote era o homem que aparecera em seus sonhos e que teria previsto suas vitórias, por isso ele decidiu oferecer um sacrifício no Templo. Ele ficou muito satisfeito com a recepção dada pelos judeus, por isso garantiu-lhes o direito de continuar com suas leis e viver de acordo com seus costumes. O exército do jovem rei continuou seu caminho até a morte dele em 323 a.C.

Após sua morte, seus sucessores não conseguiram manter unido o vasto império, que se dividiu em três, sendo desses, dois mais importantes: o Egito, do general Ptolomeu e a Ásia, do general Seleuco. A Palestina fez parte do primeiro do império ptolomaico e depois passou para o Selêucida.

A maior parte do povo vive em territórios dominados pelos gregos durante as campanhas de Alexandre. Isto significou um período de adaptação e confronto com a maneira de viver e pensar dos gregos e, neste confronto, os judeus sofreram varias influências, mas conseguiram manter as bases do seu estilo de vida. Essa vontade de manter suas tradições provocou reações entre os helenistas, que podem ser consideradas as primeiras manifestações anti-semitas.


DOMÍNIO DOS SELÊUCIDAS
No período em que a Judeia passa a ser dos selêucidas, as modificações na situação político-social e cultural do povo judeu são extremamente importantes.

O império selêucida era diferente do ptolomaico: era um império muito extenso e abrangia dezenas de povos e línguas diferentes que encontravam dificuldade em conviver. Antíoco III garantiu aos judeus o livre exercício de sua religião e o estatuto do território judaico não foi alterado. O Sumo Sacerdote agora era escolhido pelo rei, o que fez com que ele não representasse mais o povo diante do governo, o que agravou as tensões entre os dois partidos, de divisões ideológicas distintas – resultado dos processos que vinham ocorrendo desde o inicio do período helenístico, tanto sociais como culturais: os helenizantes e os ortodoxos. Os fatos que levaram a Guerra dos Macabeus foram apenas a gota d’água de uma situação há muito tempo pronta para explodir.[1]


SUBSÍDIOS
Batalha de Isso foi uma batalha ocorrida em 333 a.C., próxima à cidade de Isso, na Ásia Menor, na qual o rei macedônio Alexandre, o Grande da Macedônia venceu Dario III, rei dos persas.

As causas da morte de Alexandre, o Grande, são desconhecidas. Especula-se que tenha contraído alguma doença tropical em sua estada na Índia.

A morte de Alexandre, o Grande, ainda continua sendo um mistério. Falecido aos 32 anos, em 323 a.C., Alexandre morreu após vários dias de febre na Babilônia. Várias hipóteses foram pensadas para explicar sua morte: envenenamento, malária, cirrose, febre tifóide ou o vírus do Nilo Ocidental. No entanto, até hoje, nenhuma obteve consenso dos pesquisadores. (nethistoria.com.br)


A REVOLTA DOS MACABEUS


167 AC (Anno Mundi 3729) – início da revolta dos Macabeus
Os judeus conseguiram vencer os exércitos helênicos e estabelecer um reino judaico independente na região entre 142 a.C.- 63 a.C., quando então foram dominados pelos romanos. Durante este período de 142-63 a.C., a família dos macabeus estabeleceu-se no poder e iniciou uma nova dinastia real e sacerdotal, dominando tanto o poder secular como o religioso. Isto provocou uma série de crises e divisões dentro da sociedade israelita da época, visto que pela suas origens os Macabeus (também conhecidos pelo nome de família como Asmoneus) não eram da linhagem de Davi, não podendo assim ocupar o trono de Israel, e também não eram da linhagem sacerdotal araônica.
Antíoco Epifâneo reinou sobre a Síria entre 175 AC e 164 AC, vindo a invadir Israel e profanar o Templo de Jerusalém em 167 AC, proibindo o culto judaico, a guarda do sábado, além de outros costumes tais como a circuncisão. Saqueou toda Jerusalém de suas riquezas e mandou construir um altar no Templo e fez ali sacrificar porcos.
Josefo cita, ele próprio, as maldades praticadas por este governante: “A maior parte do povo obedeceu-lhe, fê-lo voluntariamente ou por medo; mas estas ameaças não puderam impedir aos que tinham virtude e generosidade de observar as leis dos pais.
O cruel príncipe fazia a estes morrer por vários tormentos. Depois de os ter feito retalhar a golpes de chicote, sua horrível desumanidade não se contentava de fazê-los sacrificar, mas, enquanto respiravam, ainda fazia enforcar e estrangular perto deles suas mulheres e os filhos que tinham sido circundados.
Mandava queimar todos os livros das Sagradas Escrituras e não perdoava a um só de todos aqueles em cujas casas os encontrava.” (Hist. Dos Hebreus, Vol 4, Cap. 4, § 465)
Afora a História dos Hebreus de Josefo, I e II Macabeus são os únicos relatos que temos acerca do período helênico na Judéia.
Embora se diga que Josefo parafraseou o livro apócrifo de I Macabeus, suas narrativas são bem mais completas e diferem em algumas datas e pontos, por exemplo, no que diz respeito ao intento de Antíoco conquistar o Egito: Conforme I Macabeus, ele logrou fazê-lo, enquanto Josefo diz que Antíoco foi dissuadido por ameaças dos romanos a abandonar o Egito.
Matatias iniciou a revolta dos Macabeus. No geral, a dinastia que se consolidou em Israel da descendência de Matatias passou a ser conhecida como “asmoneus”, termo que deriva do nome Asmoneu, ancestral de Matatias, conforme explica o próprio Josefo: “Naquele mesmo tempo, numa aldeia da Judéia chamada Modim, havia um sacerdote da descendência de Joaribe, nascido em Jerusalém, que se chamava Matatias, filho de João, filho de Simão, filho de Asmoneu.” História dos Hebreus, Capítulo 8, § 467)
Na literatura judaica o título “Macabeus” se refere mais propriamente aos filhos de Matatias, Judas e seus irmãos Jônatas e Simão, sendo o título “Asmoneu” mais apropriado para se referir aos descendentes seguintes.
É mais correto ver os “macabeus” Judas, Jônatas e Simão, filhos de Matatias, como chefes da resistência judaica, e não propriamente como “reis” de um suposto estado Macabeu. Os três, cada qual a seu tempo, acumularam as funções de chefes militares e de sumo-sacerdotes do Templo de Jerusalém.
Neste tempo, muitas das cidades de Israel se encontravam tomadas pelos selêucidas e seus aliados judeus, entre as quais se pode citar Jericó, Emas, Betoron, Betel, Tocon e Gazara entre outras.
Após este período, podemos sim entender a existência de um estado Asmoneu, que experimentará uma completa independência durante um período de 70 anos entre 134 e 63 AC, o que não deixa de nos sugerir uma antítese com os 70 anos de cativeiro na Babilônia.
165 AC a 164 AC – Matatias
A revolta dos Macabeus foi iniciada por Matatias, que fugindo das atrocidades praticadas em Jerusalém por conta da nova ordem imposta por Antíoco Epifâneo, veio a habitar com seus cinco filhos na cidade de Modin, onde alcançaram grande respeito por parte de seus moradores.
Certo dia apareceu em Modin um oficial do rei a ordenar que se oferecessem sacrifícios no altar conforme o novo costume imposto por Antíoco. Matatias se recusou a fazê-lo e matou um dos judeus que ali sacrificava, bem como o oficial do rei, vindo assim a se refugiar com seus familiares nas montanhas.
Juntou-se pouco tempo depois a este pequeno grupo familiar, alguns judeus assideus, que igualmente fiéis à sua religião, decidiram combater Antíoco; muitos outros grupos foram se juntando a este núcleo, de tal forma que se constituiu um pequeno e valente exército disposto a combater os pagãos.
Conta Josefo que uma guarnição do rei buscou um dos grupos revoltosos para fazê-los desistir da sedição, vindo a encontrá-los num dia de sábado. Pela reverência que tinham ao dia do descanso, o grupo se recusou a pegar em armas para se defender vindo assim a ser impiedosamente sufocado dentro da caverna em que se encontravam.
Os sobreviventes vieram relatar a Matatias o acontecido e este os repreendeu severamente a que nunca mais procedessem desta forma, pois ao entregar sua vida sem luta, violavam igualmente a Lei de Deus, fazendo-se homicidas de si mesmos.
164-160 AC – Judas Macabeu 
Cerca de um ano depois de iniciada a revolta Matatias veio a falecer, vindo a ocupar seu lugar na liderança do grupo seu filho Judas, de apelido Macabeu, cujo significado é “martelo”, de onde vem o nome revolta dos Macabeus.
Conforme a tradição judaica, a revolta dos Macabeus abriu um precedente na história da humanidade: nunca antes uma nação ousou morrer por seu Deus. Esta foi a primeira guerra religiosa e ideológica da história da civilização.
Judas Macabeu provou na liderança de seu povo ser um general competente, havendo derrotado sucessivas vezes exércitos imensamente mais numerosos e mais preparados no sentido militar. Era, segundo se constata, dono de quatro predicados importantes: forte senso de determinação, coragem pessoal, visão militar e fé incondicional no Deus de seus pais.
Depois de sucessivas vitórias sobre o exército de Antíoco Epifânio, Judas logrou reconquistar Jerusalém. Ocupou-se então de restaurar e purificar o Templo, vindo a consagrá-lo novamente ao serviço religioso judaico, exatamente três anos após Antíoco o haver violado.
A celebração deste evento marca a origem da Festa das Luzes celebrada pelos judeus até os dias de hoje no mês de Kislêv (Dezembro).
Josefo nos faz compreender que ao tempo de Judas Macabeu Roma já se avultava como potência européia (Vol 4, Cap. XIII, § 492), havendo já dominado por aquele tempo a Galácia, Espanha, Cartagena e Grécia.
Desta forma pareceu bem a Judas Macabeu fazer com os romanos um pacto de cooperação em que Roma se comprometia a advertir àqueles que estavam sobre sua obediência a não atacar ou colaborar com aqueles que se indispusessem contra os judeus e da mesma forma estes fariam o mesmo por Roma.
No seu tempo veio a falecer Antíoco Epifânio, segundo Josefo, de desgosto, por ver as sucessivas vitórias dos Macabeus na palestina, bem como as vitórias de outros inimigos frente ao seu exército.
Antíoco Eupator, seu filho, reinou em seu lugar, vindo no início de seu reinado a propor paz a Judas Macabeu, proposta esta que não tardou a descumprir, ordenando que se destruíssem os muros ao redor do Templo e que se matasse Onias, o sumo-sacerdote.
160 a 143 AC – Jônatas
Após seis anos de consecutivas vitórias sobre os selêucidas, Judas Macabeu veio a falecer, sendo então substituído por seu irmão Jônatas.
Registra-se no tempo de Jônatas o cumprimento da profecia de Isaías que nos dá conta da construção em Heliópolis, no Egito, de um templo semelhante ao de Jerusalém.
Este templo foi erguido por Onias, filho homônimo de Onias, sumo-sacerdote de Israel no tempo de Pitolomeu Filometor, rei do Egito. Vejamos o texto de Isaías:
“Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.” (Is 19:18-20)
142 até 134 AC – Simão
Jônatas liderou o povo de 160 a 143 AC, sendo seguido depois de sua morte por seu irmão Simão que governou o povo entre 142 até 134 AC, encerrando assim o período dos irmãos Macabeus.
Simão empreendeu vários combates contra seus adversários, vindo a obter grandes vitórias junto às cidades de Gazara, Jope e Jamnia, tendo conseguido tomar finalmente a fortaleza de Jerusalém, um complexo de resistência militar que havia sido construído ao lado do Templo, com a finalidade de vigiar qualquer insurreição que pudesse ser ali iniciada.
Tal fortaleza estava construída num lugar alto ao lado do Monte Moriá, e Simão fez com que depois de destruída a fortaleza, fosse o monte rebaixado. Diz Josefo que esta tarefa demorou três anos para ser concluída, de maneira que o monte foi aplainado e nada mais de elevado sobrou senão o Templo.
Fonte: Cronologia da Bíblia
- https://cronologiadabiblia.wordpress.com/2011/06/13/a-revolta-dos-macabeus
[1]http://www.chazit.com/cybersio/arhj/helenismo.html

Sinal Profético? Rio Eufrates está secando...

Rio Eufrates esta com nível baixíssimo.

"E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente." Apocalipse 16:12

Mencionado em Apocalipse 16 como a consequência da sexta taça que marca o juízo final, o rio Eufrates está secando rapidamente. A baixa do nível está perto de alcançar um recorde histórico. Algo impensável alguns séculos atrás, a drenagem vem sendo acompanhada por estudiosos na última década.

A NASA acompanha isso pelas imagens dos satélites. Desde 2009 a região apresenta a segunda maior perda de volume de água doce do planeta.

Na verdade, toda a região conhecida como “Jardim do Éden” está sofrendo os efeitos da disputa de Iraque e Turquia por água potável. Localizado no Iraque, os pântanos mesopotâmicos atingiram os seus níveis mais baixos. O principal motivo foi que o outrora gigantesco Eufrates, foi reduzido a um mero córrego. O rio Tigre já perdeu cerca de 40% de seu tamanho.

Turquia, Síria e Iraque são banhados pelo rio Eufrates

A queda contínua dos níveis de água tem provocado uma crise hídrica. “É trágico”, diz Hassan Janabi, funcionário do departamento iraquiano responsável pela água. “Isso aconteceu de forma inesperada. Na verdade, nosso foco estava todo na luta contra o terrorismo, por isso passou despercebido.”

Na semana passada, os níveis de água na cidade de Al Chabaish estavam na metade dos níveis normais para essa época do ano. Jassim Al-Asadi, que trabalha numa ONG que luta pela conservação, afirma: “A quantidade de água do Eufrates que chega até os pântanos é menos de um décimo do que o necessário”. Isso está acontecendo embora o nível de chuvas esteja normal.

A doutora Suzanne Alwash, especialista no assunto e docente no Mt San Antonio College, em Walnut, Califórnia, afirma: “A salinidade dobrou, os búfalos d’água já não podem beber dos pântanos e a morte dos peixes já é comum”.

O comitê sobre agricultura e água do parlamento iraquiano responsabilizou a Turquia pela crise hídrica. O governo turco decidiu construir hidrelétricas que estão bloqueando os trechos superiores do rio. Ao todo, existem sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria.

O governo do Iraque também culpa o grupo terrorista Estado Islâmico, que em maio tomou a barragem de Ramadi e está prestes a tomar a represa Haditha, o que daria ao EI o controle total do Eufrates no Iraque. Uma reportagem do canal CNN mostrou recentemente que o EI já ameaçou secar o Eufrates para fins militares.

Um terceiro responsável é o próprio governo iraquiano, que desviou água do Eufrates para irrigar os campos de arrozeiros da área, que apoiam o governo.


Para os estudiosos é uma questão de tempo até o nível de água ser insuficiente para regar as plantações de toda a Mesopotâmia, o que causará uma grande fome na região. Esse cenário, não por coincidência, também é citado no sexto capítulo de Apocalipse.

Com informações de News Cientist e Shoebat 
Estejamos atentos ao que o Espírito diz às Igrejas!
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em quem você confia?

Oh, abençoada confiança! O Deus Trino! Confiar nEle. . .

"Bem posso eu dizer: Teu conselho e poder para a guerra são apenas vãs palavras; em quem, pois, agora confias, que contra mim te rebelas?"
Isaías 36:5

"Eu confio", diz o cristão, "em um Deus trino. Confio no Pai, crendo que Ele me escolheu antes da fundação do mundo. Eu confio nEle para fornecer para mim tudo que me conformará a imagem do Seu Filho, e em Sua providência tudo em cada segundo da vida, confio para me ensinar, para me guiar, para me corrigir se for necessário, e me levar para casa, a sua própria casa, onde muitas moradas estão preparadas!"

"Espero e confio no Filho. O homem Cristo Jesus é também o Deus verdadeiro. Confio nele para tirar todos os meus pecados por Seu próprio sacrifício, e para me enfeitar com a Sua perfeita justiça. Confio que Ele seja meu intercessor para apresentar as minhas orações e desejos criados por Ele mesmo, diante do trono de Seu Pai, e eu confio nele para ser meu advogado no último grande dia, para defender a minha causa, e me justificar. Eu confio nele por aquilo que Ele é, pelo que Ele tem feito, e pelo que Ele prometeu ainda  fazer!"

"E eu confio no Espírito Santo, Ele começou a me salvar de meus pecados e me purificar, eu confio nele para levá-los todos para fora, me levando a mortificar cada pecado, eu confio nele para conter meu temperamento, para subjugar a minha vontade, para iluminar o meu entendimento, para que eu enxergue plenamente o meu mal e paixões. Confio Nele para confortar meu desânimo, para ajudar na minha fraqueza, para iluminar as minhas trevas. Confio que Ele habite para sempre em mim, que Ele reine em mim momento a momento, como meu Rei, para santificar-me totalmente e, em seguida, para me levar a habitar para sempre na glória!"

Oh, abençoada confiança! O Deus Trino! Confiar nEle. . .

   cujo poder nunca será esgotado,
   cujo amor nunca vai diminuir,
   cuja bondade nunca vai mudar,
   cuja fidelidade nunca falhará,
   cuja sabedoria nunca será confundida, e
   cuja perfeita bondade nunca pode saber o que é diminuir!


Feliz é você, leitor, se essa confiança é sua! Assim, confiante, você gozará doce paz agora e na glória! A fundação de sua confiança nunca deve ser retirada!


Para meditação: SALMO 90

SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.
Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.
De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.
Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.
Diante de ti puseste as nossas iniquidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.
Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.
Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.
Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.
Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
Volta-te para nós, Senhor; até quando? Aplaca-te para com os teus servos.
Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias.
Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.
Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.
E seja sobre nós a formosura do Senhor nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.


Fonte: C.H. Spurgeon 

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"Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam." Salmos 9:10

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A noiva de Cristo

"Até que refresque o dia, e fujam as sombras, volta, amado meu;..." Cantares 2:17

IGREJA NOIVA DE CRISTO
por Neiva Silva

Imagine uma noiva se preparando para o dia do seu casamento. Quantos preparativos para estar bem linda para se encontrar com o seu noivo. Cada detalhe para ela é muito importante: cabelos, sapatos, véu, grinalda etc. A noiva quer ficar linda e perfeita neste dia tão importante para ela e para o seu noivo. E no altar vai estar lá o noivo esperando-a, ele quer vê-la linda e captar toda expressão de felicidade no rosto de sua amada. E aí acontece um lindo casamento, boda inesquecível para sempre ser lembrada com muita alegria pelos noivos.

Agora imagine uma noiva que não se prepara para o dia do casamento e em cima da hora ela corre e pega um vestido qualquer velho manchado e veste-se, fica com o mesmo penteado de todo dia e ainda chega atrasada com o semblante abatido, faltando todos os adereços de uma noiva. E quando seu noivo a ver, ao invés de ficar feliz, fica decepcionado, pois sua noiva não atendeu as suas expectativas e assim ele desiste de casar-se com esta noiva que se mostrou desinteressada e negligente.

Na Bíblia Sagrada, a igreja simboliza a noiva e Jesus Cristo o noivo.
E a noiva de Cristo espera a vinda do noivo que virá nas nuvens com grande poder e glória para busca-la. O noivo quer encontrar sua noiva linda, pura, sem manchas e toda adornada para este dia especial (Ef 5:27). Portanto, a igreja deve guardar os mandamentos de Deus e ter o testemunho de Jesus.

Fiquemos alegres e felizes! Louvemos a sua glória! Porque chegou a hora da festa de casamento do Cordeiro, e a noiva já se preparou para recebê-lo.
A ela foi dado linho finíssimo, linho brilhante e puro para se vestir. O linho são as boas ações do povo de Deus. Então o anjo me disse: — Escreva isto: “Felizes os que foram convidados para a festa de casamento do Cordeiro!” E o anjo disse ainda: — São essas as verdadeiras palavras de Deus. Ap 19:7-9

A volta de Cristo será repentina e inesperada, por isso devemos estar vigilantes. Por causa da aparente demora do Noivo, muitos que já o conhece estão dispersos e agindo como se não o conhecesse, se não houver arrependimento a tempo será um grande impedimento para aqueles que almejam a boda com o noivo, pois não se comprometem a andar na luz. A Bíblia nos diz: que o dia da salvação é hoje, portanto nos manter prudentes e obedientes à Palavra é imprescindível para entrarmos nas bodas de Cristo.

Aqueles que ainda não confessaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, deve o fazer quanto antes, pois a porta da graça está aberta e o Espírito Santo está entre nós, mas chegará o dia em que a porta da graça se fechará e não haverá outra oportunidade.
Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. Apocalipse 22:14

Vejamos a parábola das dez virgens:
Jesus disse: — Naquele dia o Reino do Céu será como dez moças que pegaram as suas lamparinas e saíram para se encontrar com o noivo.
Cinco eram sem juízo, e cinco eram ajuizadas.
As moças sem juízo pegaram as suas lamparinas, mas não levaram óleo de reserva.
As ajuizadas levaram vasilhas com óleo para as suas lamparinas.
Como o noivo estava demorando, as dez moças começaram a cochilar e pegaram no sono.
— À meia-noite se ouviu este grito: “O noivo está chegando! Venham se encontrar com ele!”
— Então as dez moças acordaram e acenderam as suas lamparinas.
Aí as moças sem juízo disseram às outras: “Deem um pouco de óleo para nós, pois as nossas lamparinas estão se apagando.”
— “De jeito nenhum”, responderam as moças ajuizadas. “O óleo que nós temos não dá para nós e para vocês. Se vocês querem óleo, vão comprar!”
— Então as moças sem juízo saíram para comprar óleo, e, enquanto estavam fora, o noivo chegou. As cinco moças que estavam com as lamparinas prontas entraram com ele para a festa do casamento, e a porta foi trancada.
— Mais tarde as outras chegaram e começaram a gritar: “Senhor, senhor, nos deixe entrar!” — O noivo respondeu: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eu não sei quem são vocês!” E Jesus terminou, dizendo: — Portanto, fiquem vigiando porque vocês não sabem qual será o dia e a hora. Mateus 25:1-13

Na parábola das dez virgens podemos chegar à conclusão que as cinco prudentes simboliza a igreja de Cristo que tem se mantido fiel e limpa. E as cinco insensatas simboliza a igreja que não cumpre o propósito com Cristo de se manter fiel.

No livro de apocalipse encontramos as cartas às sete igrejas da Ásia onde Jesus faz recomendações, advertências, elogios e promessas.

Recomendação: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.  Apocalipse 2:11

Advertência: Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Apocalipse 2:4,5
   
Elogio: Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.    Apocalipse 3:8,9

Promessa: ... Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus. Apocalipse 2:7  
 ... Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. Apocalipse 2:17
   
Cada pessoa individualmente deve examinar-se a si mesma, pois não devemos esquecer que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”  Romanos 14:12
O Espírito e a noiva dizem: — Venha!
Aquele que ouve isso diga também: — Venha!
Aquele que tem sede venha.
E quem quiser receba de graça da água da vida.
Aquele que dá testemunho de tudo isso diz: — Certamente venho logo! Amém!
Vem, Senhor Jesus!”  Apocalipse 2:17 e 20

Autora: Neiva Silva

...que o Espírito Santo continue a inspirar os "vasos" que estão desemborcados, prontos para serem usados!

Obrigado irmã Neiva por sua amizade e pela licença desta publicação.

Aqui eu Aprendi!

sábado, 25 de julho de 2015

Diácono! Responsabilidades, Ética, Conduta.

Click na imagem para ler o Estudo Ministério do DIACONO
No primeiro século da era cristã, a Igreja cresceu sob o avivamento do Espírito e expandiu-se pelo mundo. Na mesma medida em que cresceu, surgiram também problemas na esfera social, demandando urgentes providências. Por uma sábia e unânime decisão, em assembleia, a igreja de Jerusalém escolheu sete homens de moral ilibada e cheios do Espírito Santo, para administrarem esse "importante negócio” (At 6.3).[1]

Aquilino de Pedro afirmou que o diaconato é o ministério por excelência; o serviço é a sua razão primacial. Se nos voltarmos aos atos dos apóstolos, constataremos que não exagera o ilustrado teólogo. A diaconia outra coisa não é senão um serviço incondicional e amoroso a Deus e à sua Igreja. O diácono que não vive para servir a igreja de Deus, não serve para viver como ministro de Cristo. A essência do diaconato é o serviço; do diaconato, o serviço também é o amoroso fundamento. E sem serviço também a diaconia é impossível. Nesse sentido, quão excelso e perfeito diácono foi o Senhor Jesus![2]

Significado do termo.
A palavra diaconia é originaria do vocábulo grego diákonos e significa, etimologicamente, ajudante, servidor. Já que o diácono é um servidor, pode ele ser visto também como um ministro; a essência do ministério cristão, salientamos, é justamente o serviço. Em seu Dicionário do Novo Testamento Grego, oferece-nos W.C.Taylor a seguinte definição de diácono: garçom, servo, administrador e ministro. Na Grécia clássica, diácono era o encarregado de levar as iguarias à mesa, e manter sempre satisfeitos os convivas. Na septuaginta, eram os servos chamados de diáconos, porém não desfrutavam da dignidade de que usufruíram seus homônimos do N.T., nem eram incumbidos de exercer a tarefa básica destes: socorrer os pobres e necessitados. Não passavam de meros serviçais. Aos olhos judaicos, era esse um cargo nada honroso. A palavra diácono aparece cerca de trinta vezes no N.T. Às vezes, realça o significado de servo; outras, o de ministro. Finalmente, sublime a função que passou a existir na Igreja Primitiva a partir de Atos capítulo seis. Observemos, entretanto, que, nesta passagem de Atos dos apóstolos, não encontramos a palavra diácono. O cargo descrito, e o titulo não é declinado. A obviedade do texto, contudo, não atura duvidas: referiam-se os apóstolos, de fato, ao ministério diaconal.[2]


O discípulo é um serviçal.
Ambição de Tiago e João (Mc 10.35-45)
Ao ler esses versículos ficamos chocados com a falta de espiritualidade dos discípulos - a memória curta (9.33-35) e o descarado egoísmo deles. Mas também ficamos impressionados com a incrível paciência e sabedoria do nosso Mestre. Jesus mal tinha acabado de lhes dar uma outra detalhada previsão de Sua paixão, que se aproximava, quando Tiago e João (35), evidentemente instigados pela mãe deles (Mt 20.20-21), aproximaram-se e fizeram uma pergunta digna de uma criança: Queremos que nos faças o que pedirmos. Era o mesmo que pedir para assinar um cheque com a quantia em branco! Pacientemente, Jesus perguntou: Que quereis que vos faça? (36).
Crendo que Jesus estava prestes a estabelecer o reino messiânico, os Filhos do Trovão pediram o máximo possível. Concede-nos que, na tua glória, nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda (37). “O grande vizir se colocava à mão direita de seu soberano, e o comandante-em-chefe à sua esquerda.” Eles estavam procurando ocupar as posições de maior autoridade. Que sofrimento isso deve ter causado ao Senhor!
Enquanto Ele estava pensando em uma cruz, eles estavam pensando em coroas. O fardo do Senhor se confrontava com a cegueira deles, e o seu sacrifício com o egoísmo que demonstravam. Ele só queria dar, mas eles só queriam receber. A motivação dele era servir; a deles era a própria satisfação pessoal.
Não sabeis o que pedis (38) foi a triste réplica de Jesus. Em seguida vieram perguntas para investigar a mente desses ambiciosos jovens e levá-los a um melhor entendimento do Reino. Podeis vós beber o cálice de um sofrimento interior e de uma agonia que eu bebo (cf. SI 75.8; Is 51.22; Jo 18.11) e vos submeter ao batismo de uma esmagadora tristeza (cf. Is 43.2; Lc 12.50) - ou de uma visível perseguição e aflição - com que eu sou batizado? Em outras palavras: “Podeis suportar ser atirados às provações que estão prestes a me esmagar?” Como futuros mártires, desde os dias dos Macabeus, Tiago e João disseram: Podemos (39). A impetuosidade deles é admirável e até espantosa. No entanto, eles estavam falando uma parte da verdade. Em seu devido tempo eles iriam realmente beber o cálice da agonia de Jesus e experimentar um pouco do Seu batismo de morte, como está confirmado em Atos 12.2 e Apocalipse 1.9.
Com respeito ao pedido de posições de autoridade, Jesus entendeu que “é o mérito, não o favor... nem a busca egoísta... que assegura a promoção no Reino de Deus”. O assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence, “mas isso é para aqueles a quem está reservado” (40). Lugares de honra - e sua correspondente responsabilidade - não são distribuídos a pedido. Eles ocorrem, na própria natureza do Reino, àqueles que estão preparados para eles por meio das qualidades de caráter e espírito (cf. SI 75.6).
Se os dois filhos de Zebedeu aparecem sob um aspecto pouco favorável, os dez discípulos restantes não eram melhores que eles, pois quando ouviram isso começaram a indignar-se contra Tiago e João (41). A discussão anterior sobre “qual era o maior” (9.34) surgiu novamente. Com incansável persistência, Jesus, chamando-os a si, procurou mostrar-lhes a Sua “escala de valores”.
Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes (literalmente, “aqueles que parecem governar”) delas se assenhoreiam (42). Os discípulos sentiram o aguilhão dessas palavras ao se lembrarem das táticas opressoras dos governadores das províncias. Mas entre vós não será assim (43). O grande entre os seguidores de Jesus será aquele que quiser ser um serviçal (ministro) e servo (escravo) de todos (44).

Mas por que teria que ser assim?

“Porque o próprio Filho do Homem não tinha vindo para ser servido, mas para servir”. Nisto, Cristo nos deixou o exemplo que devemos imitar, seguindo as Suas pisadas ("porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas." 1 Pedro 2:21)

A parte restante do versículo 45 é fundamental para a doutrina da expiação. O Filho do Homem... veio... para servir e dar a sua vida em resgate (lutron, “o dinheiro do resgate pago pela libertação de um escravo”) de muitos. A expressão de muitos, que literalmente significa “em lugar de” ou “em vez de” indica o elemento da substituição, essencial para o entendimento bíblico da expiação. Essa grande passagem “mostra claramente como Jesus sabia que havia sido chamado para fundir em Seu próprio destino os dois papéis de Filho do Homem (Dn 7) e de Servo do Senhor (Is 53)”.
Os versículos 32-45 podem ser assim esboçados:
1) Auto sacrifício, 32-34;
2) Busca interesseira, 35-40;
3) Serviço abnegado, 41-45. [4]

O Diaconato é um estilo de vida centralizado em Jesus de Nazaré, jamais em si mesmo. Cabe ao Diácono servir a Igreja do Senhor.



O DIACONATO
Mostra-nos a historia do Cristianismo não terem sido poucos os diáconos que se destacaram nas lides e amanhos eclesiásticos. Não descure o diácono, portanto, de suas responsabilidades. Se antes os seus deveres circunscreviam-se à congregação, suas obrigações, agora, vão mais além. Manter-se-á ele atento, desde já as necessidades de seu pastor, às exigências do ministério e aos reclamos do credo e dos estatutos de sua igreja e denominação.

I. RESPONSABILIDADES DO DIÁCONO EM RELAÇÃO AO SEU PASTOR
É o diácono o auxiliar mais direto de que dispõe o pastor. Ou pelo menos deveria sê-lo. Na Igreja Primitiva, foram os diáconos constituídos justamente para que os apóstolos se mantivessem efeitos aos ofícios de seu ministério: a oração e a palavra. Disso ciente, estará o diácono sempre vigilante quanto aos reclamos de seu pastor. Jamais permitirá venha este a negligenciar o espiritual a fim de envolver-se com o material. Pois quem deve lidar com o material é o diácono; pelo espiritual consumir-se-á o pastor. Como seria lamentável se viesse o pastor a deixar de lado o sermão de domingo por causa da bancada do templo que não foi alinhada, ou porque os elementos de Santa Ceia não foram ainda preparados! Que os diáconos se encarreguem dessas providências. E, que no momento da adoração, esteja o santuário devidamente arrumado. Infelizmente, estão os diáconos tão absolvidos em pregar, acham-se tão entretidos em disputar os primeiros lugares, que acabam por se esquecer de seu pastor. Não estou insinuando deva o diácono privar-se do púlpito. Se houver oportunidade, aproveite-a. Eu também fui diácono, e jamais deixei de ocupar a sagrada tribuna. Pregava e ministrava estudos bíblicos. Escola Dominical. Todavia, não me lembro de haver descurado uma vez sequer de minhas responsabilidades. Felipe e Estevão eram doutores a serviço dos santos. Diácono seja cuidadoso com o seu pastor. Propicie-lhe as necessárias condições a fim de que possa ele dedicar-se às lides: orar pelo rebanho e alimentar os santos com a Palavra de Deus. Por que abandoná-lo às preocupações materiais do redil? Você foi separado para auxiliá-lo a conduzir o rebanho de Deus através dos campos sempre verdejantes. Pode haver trabalho mais glorioso?

II. RESPONSABILIDADE DO DIÁCONO EM RELAÇÃO AO MINISTÉRIO
Você já pertence ao ministério eclesiástico. Esteja, pois, em perfeita sintonia com os integrantes deste. Veja-os como companheiros de luta. Jamais intente uma carreira solo. Os obreiros de Deus somos vistos sempre em equipe. São os setenta que saem de dois em dois; os doze que se afainam e repousam ao lado do Senhor; os cento e vinte que, em perseverante oração, aguardam, no cenáculo, o pentecostes. E o que dizer de Paulo?
Embora o maior missionário, jamais deixou de ter os seus assistentes. Lendo-lhe as cartas, deparamo-nos de contínuo com os integrantes de sua operosa equipe. Os que se isolam, diz Salomão, estão a rebuscar os próprios interesses. Participe das reuniões de ministério. Inteire-se dos assuntos tratados. Com humildade e sempre reconhecendo o seu lugar, opine, sugira, ofereça subsídios. Seja amigo de todos; de cada um em particular, um cooperador sempre querido. Não se ausente. Cultive aquele companheirismo tão próprio dos cristãos primitivos. Esteja atento às orientações de seu pastor. Agindo assim, você se surpreenderá com êxitos de seu ministério. Isolado, ninguém poderá crescer; em equipe, todo avanço é possível.[2]

A função dos diáconos hoje.
A ÉTICA DIACONAL
...além das qualificações que a Palavra de Deus demanda de cada candidato ao diaconato, todos precisam observar um código de ética. Sem ética, nenhum ministério cristão é possível.

I. O QUE É A ÉTICA DIACONAL
Antes de entrarmos a ver o que é a ética diaconal, é necessário que busquemos uma definição de ética.

1. O que é ética
Numa primeira instancia, podemos dizer que a ética é o: “Estudo sistemático dos deveres e obrigações do individuo, da sociedade e do governo. Seu objetivo: estabelecer o que é certo e o que é errado. Ela tem como fonte a consciência, o direito natural, a tradição e as legislações escritas; mas, acima de tudo, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra – a Ética das éticas. A essência da ética acha-se registrada nos Dez Mandamentos – a única legislação capaz de substituir a todas as legislações humanas”. Dicionário Teológico, Edições CPAD.

2. O que é a Ética Diaconal
Ética diaconal, por conseguinte, é a norma de conduta que o diácono deve observar no desempenho de seu ministério. Através desse código de procedimento, terá ele condições de discernir entre o que é certo e o que é errado. Para que jamais venha a ferir as normas de conduta de seu ministério, é imprescindível tenha ele sempre consigo as fontes da ética diaconal.


II. FONTES DA ÉTICA DIACONAL
Do que já vimos até ao presente instante, não nos é difícil inferir quais as fontes da ética diaconal. São estas a Bíblia, os regulamentos da igreja local e a consciência do próprio diácono.

1. A Bíblia
Os evangélicos temos a Bíblia como a infalível e inspirada Palavra de Deus. É a nossa inapelável regra de norma e conduta. Quais quer estatutos ou regulamento eclesiásticos têm de emanar da Bíblia, e não pode, sob hipótese alguma, contrariar a esta.
O diácono, portanto, orientar-se-á espiritual e eticamente através da Bíblia. Quanto ao seu cargo especifico, terá em conta as seguintes passagens: Atos 6.1-6; 1 Timóteo 3.8-13. Leia sempre esses textos; tenha-os em mente; inscreva-os na tábua do seu coração. Agindo assim, jamais tropeçará.

2. Regulamento da igreja local
Além das Sagradas Escrituras, estará o diácono atento aos regulamentos, estatutos e convenções da igreja local. É claro que, conforme já dissemos, têm de estar estes em perfeita consonância com a Palavra de Deus. Esteja atento, pois, às particulares culturais e estatutárias de sua igreja. Aja de conformidade com estas; não as despreze nem as fira. Se não contrariam a Palavra de Deus, por que não observá-las? Lembre-se: é melhor obedecer do que sacrificar. Tenha a necessária sabedoria para não ferir as convenções locais. Quem no-lo recomenda é a lei do amor.

3. A consciência do próprio diácono
É a consciência aquela voz secreta que temos na alma que, de conformidade com os nossos atos, aprova-nos ou reprova-nos.
O apóstolo Paulo dá como válido o testemunho da consciência: “Pois não são justos diante de Deus os que só ouvem a lei; mas serão justificados os que praticam a lei (porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmo são lei, pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os)” (Rm 2.13-15). Por conseguinte, mantenha sempre a consciência em absoluta consonância com a Palavra de Deus. Não a deixe cauterizar-se. Permita que o Espírito Santo domine-a por completo. E, todas às vezes que, quer em sua vida particular, quer no exercício do ministério, sentir que ela o acusa, dobre os joelhos, e ore como o rei Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno”(Sl 139.23,24). O Senhor, então, mostrar-lhe-á como agir e corrigir-se se for necessário. Lembre-se: a sua consciência, posto que necessária, não é autoridade última de sua vida. Ela somente será valida se estiver em conformidade com os reclamos e demandas da Palavra de Deus.
Já que sabemos quais as fontes da ética diaconal, vejamos a seguir quais os principais direcionamentos éticos que deve o diácono observar no exercício de seu ministério.

III. SÍNTESE DA CONDUTA ÉTICA DO DIÁCONO
Por conduta ética do diácono, entendemos o seu irrepreensível proceder de conformidade com a Palavra de Deus, conforme os regulamentos, estatutos e visão cultural da igreja em que ele estiver lotado, e segundo o testemunho de sua consciência que, em hipótese alguma, pode contrariar as Sagradas Escrituras. Em linhas gerais, estes são os procedimentos éticos que deve o diácono observar no exercício de seu ministério.

1. Quanto ao seu oficio
Conscientize-se de que foi separado para servir a mesa de Cristo, a mesa da igreja de Cristo e a mesa do anjo da igreja de Cristo. Portanto, exerça o seu ministério de acordo com a ordenança que lhe confiou o Senhor Jesus. O seu principal mister é servir e não pregar. Ainda que você pregue melhor que seu pastor, não se prevaleça disso. Dê-lhe todo o suporte a fim de que ele se dedique à oração e a exposição da Palavra.
Caso tenha você outra chamada especifica, não se exaspere; no devido tempo ela acontecerá. Até lá, cumpra rigorosamente o seu diaconato. Se houver oportunidade para pregar, pregue. Mas não se esqueça, por enquanto, sua obrigação é servir à mesa. Não se ausente para pregar; esteja presente para servir.

2. Quanto à sua lealdade
Lembre-se: é você, como diácono, o melhor amigo de seu pastor. Portanto, não se junte aos revoltosos nem faça oposição ao anjo da igreja. Antes, ore por ele, sirva-o amorosa e sacrificialmente.
Se o seu pastor equivocar-se em alguma coisa, converse com ele, mostrando-lhe, humildemente, porque acha você estar ele errado. Não se esqueça de que ele pode estar certo. Por isso, saiba como falar-lhe. E que ninguém mais saiba do teor dessa conversa.

3. Quanto às críticas
Não critique o seu pastor nem os membros de seu ministério. Quando alguém o fizer, desestimule-o. Mostre aos críticos acérrimos e pertinazes que, ao invés das críticas, ocupem-se em orar pelo anjo da igreja e pela expansão do Reino de Deus.

4. Quanto à ministração particular da Ceia
Se designado a levar a Ceia para alguém do sexo feminino, no domicilio deste, faça-se acompanhar de sua esposa ou de outra pessoa. Jamais entre na casa de um membro da igreja a menos que lá esteja o pai de família. Seja prudente e vigilante. Fuja sempre da aparência do mal. Não brinque com o pecado.

5. Quanto ao dinheiro
O ideal é que todos os dízimos e ofertas sejam entregues na casa do tesouro. Se alguém quiser entregar-lhe o dízimo, ou a oferta, peça-lhe gentilmente que o faça na tesouraria da igreja. Se for imprescindível que receba a oferta e o dízimo, leve-os imediatamente a igreja. Não os esqueça consigo nem tome-os emprestados. O dinheiro não é seu; pertence a Jesus.

6. Quanto à discrição
A discrição é uma das qualidades essenciais para o exercício do diaconato. É a qualidade de quem é prudente, sensato e que sabe guardar segredo. O homem discreto é alguém em quem se pode confiar. No exercício do diaconato, você certamente presenciará muitos casos graves e comprometedores. Se você não for prudente, poderá arruinar preciosas vidas e reputações que vêm sendo construídas há décadas. Portanto, saiba controlar a própria língua.
Em casos graves, procure diretamente o seu pastor. Não vá sair por aí segredando, pois o segredo quando compartilhando com pessoas erradas deixa de ser segredo para tornar-se notícia. Leia o Livro de Provérbios diariamente, e certifique-se de quão valiosa é a discrição.

7. Quanto às arbitrariedades
Exerça o seu ministério no poder do Espírito Santo. Deixe de lado as ameaças e arbitrariedades. Você não precisa lembrar a ninguém de que é diácono, mas todos precisam saber que você é, de fato, um homem de Deus.

8. Quanto à pontualidade
Chegue no horário do culto; não se apresse a sair. O seu pastor está sempre a precisar de sua ajuda.

9. Quanto à obediência
Não discuta as ordens do seu pastor. Se não estiver de acordo com elas, indague sobre as razões destas. Se não puder cumpri-las, justifique-se. Mas não saia resmungando nem murmurando.
Lembre-se: é melhor obedecer do que sacrificar.

10. Quanto ao amor
Se você exercer o seu ministério com amor, estará cumprindo a Lei, os Profetas e todo o Novo Testamento. E será, em todas as coisas, bíblica e eticamente correto. Portanto, não se esqueça da Palavra de Deus. Tem-na bem junto de si!

...um diaconato irrepreensível.
Aja, portanto, de acordo com a Palavra de Deus. Observe as normas de sua igreja, e jamais desdenhe da visão cultural desta. Prime pela ética. Não deixe que nada venha a macular o seu ministério. Não basta ser eficiente; é necessário que ajamos de conformidade com a Palavra de Deus.[2]

Mateus 20:26-28 - Em uma frase, Jesus ensinou a essência da verdadeira grandeza: Todo aquele que quiser, entre vós, fazer-se grande, que seja vosso serviçal. A grandeza é determinada pelo serviço. O verdadeiro líder coloca as suas necessidades em último lugar, como Jesus exemplificou na sua vida e na sua morte. Ser um “servo” não significa ocupar uma posição servil, mas sim ter uma atitude na vida que atende livremente às necessidades dos outros sem esperar nem exigir nada em troca. Os líderes que são servos apreciam o valor dos outros e percebem que não são superiores a ninguém; eles também entendem que o seu trabalho não é superior a nenhum outro trabalho. Procurar honra, respeito e atenção dos outros vai em direção contrária às exigências de Jesus para os seus servos. Jesus descreveu a liderança a partir de uma nova perspectiva. Ao invés de usar as pessoas, nós devemos servi-las.

A missão de Jesus era servir aos outros e dar a sua vida por eles. Um verdadeiro líder tem o coração de um servo. Os discípulos devem estar dispostos a servir porque o seu Mestre deu o exemplo. Jesus explicou que Ele não veio para ser servido, mas para servir a outros. A missão de Jesus era servir — em última análise, dando a sua vida para salvar a humanidade pecadora. A sua vida não foi “tomada”, Ele a “deu”, oferecendo-a como sacrifício pelos pecados do povo. Um resgate era o preço pago para libertar um escravo da escravidão. Jesus pagou um resgate por nós, e o preço exigido foi a sua vida. Jesus tomou o nosso lugar, Ele morreu a morte que nós mereceríamos.[3]

DIACONISA
O mesmo podemos citar para as Mulheres escolhidas pelo Senhor para ajudar em Sua Igreja. Mulheres respeitáveis que cuidam bem de seus lares, filhos, família.
Mulheres que cooperam com alegria na Igreja local.

"Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo." Romanos 16:1,2


Que Deus abençoe a essas ajudadoras da Obra do Senhor Jesus Cristo.


Diácono! Cumpre o teu Ministério!

Fonte:
[1]Elinaldo Renovato. Dons Espirituais e Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. (Livro de Apoio EBD).
[2]Valdemir P.Moreira. Manual do Diácono.
[3]Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal Ed.CPAD vol.1.pg.124
[4]Ralph Earle. Comentário Bíblico Beacon Ed.CPAD vol.6.pg.288-289
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
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